05 junho 2009

Balancear é preciso!

Internet:

Quem vive sem ela nos dias de hoje? Pouquíssimas pessoas.
Ela é atraente, encantadora, facilitadora, viciante. Cheia de boas oportunidades, conhecimento, entretenimento. Porém, em alguns casos, ou até mesmo em muitos, é perigosa, maliciosa.

Quais os perigos? Entre tantos, estão estes:

- Ser vítima de roubos;
- Ter suas senhas (cartão de crédito, conta bancária e etc.) descobertas e ser vítima de golpes;
- Ter seu computador invadido por arquivos maliciosos, por pessoas mal intencionadas;
- Difamação (sim, é muito fácil e, quase, irreparável a difamação pela internet);
- Ser enganado(a) por um namoradinho(a) virtual que dizia te amar incondicionalmente e só queria, na verdade, te torturar até a morte - e eu não exagerei;
- Passar a viver uma vida virtual. Tudo superficial. Nada de contato. Só cliques. Só palavras digitadas. Se esquecer da beleza natural e real da vida, a vida de agora, de já;
- Encontrar amigos perfeitos, aqueles que fazem nós nos sentirmos as melhores e as pessoas mais agradáveis do mundo, mas depois as máscaras deles caem no melhor do carnaval e a gente percebe que o carnaval não era tão legal; que talvez nunca tenha existido o carnaval, de fato; que o folião mascarado era um mero roqueiro, e nunca foi e nem nunca será carnavalesco.

(...)

Mentes perigosas - o psicopata mora ao lado.
Adoraria ler esse livro.
É incrível a estatística de que tem vários psicopatas na sociedade. Muitos deles bem disfarçados, bem mascarados de boa gente.
Psicopatas são incríveis. Sim, é incrível como somos facilmente enganados por eles. Eles são criaturas extremamente espertas, sagazes, estudam milimetricamente cada passo que dão.
Não, eu não mudei de assunto. Pode ter parecido.
Mas eu quero chegar ao seguinte ponto:
- A facilidade que o psicopata tem de nos enganar na vida real. Imagina, agora, na virtual. Por isso, muito cuidado:
O psicopata
pode estar do outro lado da tela!

É muito mais fácil, mais cômodo. Eles armam toda a arapuca e esperam, pacientemente, você se posicionar num ângulo que dê pra arapuca te pegar de jeito.
A internet está cheia desse tipo de pessoas: psicóticos, psicopatas, perturbados, pilantras...
E eu, confesso, tenho medo.
Certo que tenho alguns amigos virtuais. Os quais considero como se fossem amigos reais.
Antes achava tão natural, tão legal, conhecer novos amigos virtuais.
Mas, de uns tempos pra cá, analisando, estudando as crueldades que vemos todos os dias na mídia, ando ressabiada, desconfiada desse mundinho virtual.

É difícil saber se aquela pessoa que diz ser sua amiga é amiga deveras. É difícil saber se aquele cara, que diz ter se apaixonado por você, que diz pensar todos os dias em você, realmente sente isso mesmo e se quer algo bonito e sincero contigo, ou é um perturbado, louco, psicopata, que só quer te usar, te torturar, te enganar ou, pior, te matar.

Mas, calma, não quero jogar pedras em todo mundo que usa a internet, nem dizer que tudo aqui é perigoso, é ruim.
Porém é difícil navegar por esse mar chamado internet e se sentir seguro; verdadeiramente seguro.
Mas é verdade também que esse mundo tem lá suas vantagens: compras rápidas, acesso a milhares de informações, um vasto conhecimento a ser descoberto. Você pode velejar pelo mundo usando, apenas, cliques. E também pode conhecer pessoas verdadeiramente legais e que podem se transformar em grandes amigas, se bem que você nunca vai ter 100% de certeza da sinceridade que ela prega e diz ter. Mas isso de não ter certeza das coisas é o fato mais corriqueiro que existe. Não temos certeza de muitas coisas nas nossas vidas. Apenas sentimos, achamos, especulamos.
Em meio a tudo isso, uma coisa é certa:
Um dia a máscara cai!

Nenhuma mentira perdura pra sempre. Pode durar muito tempo. Mas um dia o mentiroso tropeça nas palavras, nas ações e você acaba descobrindo a verdade.

Qual a solução, então, pra saber lidar com essa máscara chamada internet?

Ora, a investigação é uma boa pedida. Investigar, especular, buscar se informar sobre tudo o que você anda vendo e quem você anda conhecendo.
Não deixe se iludir facilmente. Não conte tudo sobre você. Não de imediato. Ou, talvez, nunca.
Tem coisas que a gente só guarda pra nós mesmos. Isso não é condenável. É necessário, às vezes.
Use antivírus, baby. Em todos os sentidos.
Faça um scaneamento em seus pensamentos. Analise, critique e veja qual o tamanho da influência que a internet tem na sua vida.
Veja se você a usa de um modo prejudicial, tanto pra você como para os outros. E, se sim, tente mudar isso.

"Mas a vida lá fora, tá chamando agora. E não demora." ♫

A vida passa tão rápido. Quase como a velocidade da luz.
Certo, eu exagerei um pouco.
Mas quando você chegar aos 80 anos (Deus queira que chegue), você entenderá essa minha colocação e até, talvez, concordará.
Então, perca menos tempo na internet. Ganhe mais tempo vivendo. Vivendo verdadeiramente. Vá andar por aí. Conhecer pessoas que você pode ver realmente, conhecer, olhar nos olhos, sentir o arrepio do toque, o pulsar do coração quando as mãos se encontram.
A nossa vida é bem inquieta. Ela não para, não te espera. É que ela gosta de ver você correr, de ver você vive-la.
Viva la vida!
Saiba balancear essa equação. Saiba dividir seu tempo para os dois mundos: virtual e real.
Temos que saber encarar, saber vivenciar e solucionar os problemas que vierem surgindo nas nossas vidas.
Há coisas boas e ruins em toda parte. Devemos ter cuidado, atenção, discernimento, moderação.

Como diz a música:
"Tudo é perigoso. Tudo é divino maravilhoso!"♫

(Erica Ferro)

***

Pauta para o Blorkutando.
Tema: Uma máscara chamada internet.

4 comentários:

  1. muito bom e interativo! merece ganhar!!!

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  2. Muito bom o seu texto *-*
    Parabéns!!!

    beijos.

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  3. Realmente temos que tomar cuidado com o "mundo virtual".
    Amei seu texto!
    Bjos

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