31 dezembro 2009

2009, você tem mesmo de ir?

E eu não sei como começar, eu tenho medo de começar. É, eu quero chorar. Eu quero arrancar meus cabelos, meter a cabeça na parede e morrer. Não, na verdade não é bem isso que eu quero. Mas o desespero faz a gente desejar o que não desejaria se não tivesse "no limite".
E eu cheguei no meu limite, nós chegamos. Aliás, estamos chegando. É o fim, é o fim, e não há mais saída. É o fim do ano, de uma década.
E eu me pergunto: "Como foi, Erica? Foi proveitoso? Foi bom? O que você fez? Fez diferença por onde andou? Fez amigos, inimigos? Amou, morreu, chorou, sorriu, sofreu? Viveu?".
E eu vivi, mas não tanto, não como eu deveria. Porque a gente sempre fica pensando que poderia ter sido melhor, que poderia ter sido diferente. Mas pode ser melhor, porque o melhor não se limita a nada, é o melhor. E a gente não alcança a plenitude, por isso que sempre dá para melhorar, para evoluir. Porém, temos que ter a convicção e o reconhecimento que às vezes não nos esforçamos como deveríamos ter nos esforçado; que não vivemos de fato, daquela maneira gostosa, suculenta, de quem tem fome e se farta da fruta mais deliciosa, que é a vida.
E eu reconheço isso. Eu não vivi tanto, eu não conheci tanto, eu não cresci tanto. E eu não fui direito, eu não realizei o que era para ser realizado. E toda as realizações e o que eu posso ser está nas minhas mãos, no meu poder, dentro de mim, escondido por trás da esperança, da fé.
Eu preciso usar a minha vida, o meu tempo, os meus segundos, minutos, anos. E parece um belo discurso. E eu não quero que pareça, porque a intenção não é discursar bonito. A intenção é externar parte da minha tristeza em relação a mim mesma, é um modo de me redimir a mim mesma. Eu quero me perdoar, mas eu não quero permanecer no pecado de não viver. Eu preciso me esbaldar, me fartar dos frutos do existir.
Eu preciso morrer de cansaço no fim do dia, mas sorrir, mesmo que quase imperceptivelmente, de felicidade, daquela sensação de quem cumpriu a sua missão.
Eu quero ler mais, eu quero assistir mais, eu quero correr mais, eu quero sentir mais, eu quero acreditar mais; eu quero mais. Mais vida, mais emoção, mais motivos, mais vontade, mais força, mais desprendimento, mais ousadia.
Eu preciso ousar, inovar, chocar. Chocar quem quer que seja, porém o foco principal do choque seja eu mesma. Porque eu quero me impressionar, para que no fim de 2010 eu possa dizer que eu vivi e que eu tive um ano feliz. Que eu não vegetei, que eu não me omiti, que eu não esqueci do que arde em meu peito.
Eu preciso, eu preciso desesperadamente parar de teorizar. Preciso me calar e agir. Preciso me permitir. Preciso ser mais impulsiva, mais louca. Porque a loucura é boa. Sim! Em muitos momentos é preciso ser louco, porque jamais faríamos certas coisas (ou todas as coisas) medindo as consequências. Mas veja bem, eu não quero ser inconsequente; eu só quero não me preocupar tanto, não me prender ao não ser com medo do que possa acontecer se eu viver. É isso! Só isso que eu peço a mim mesma, e eu quero me ouvir e me atender. Eu preciso ser obediente a mim, aos meus anseios, ao que eu creio e ao que eu quero.
Pois eu não posso continuar me traindo, mentindo que não vejo o sol ir embora e a lua chegar. E sair, e chegar, e sair, e chegar...
Um ciclo que não tem fim, a não ser com a minha própria morte.
E esse texto está tão deprimente, tão desesperado, tão triste para ser o texto de um último post, o último do ano.
Queria poder fazer algo mais alegre, mais esperançoso. E, bem, não me vejam como uma descrente de um futuro bom. Eu só não acredito num futuro lindo e florido sem um arregaçar de mangas, sem suor no rosto, sem fé e sem força para ser e ter o que se quer. Porque é preciso crer, mas fazer. É um conjunto.
Veja que um ano todo se passou, uma década se encerrará à meia noite de hoje, dia 31/12/2009.
E um recomeço virá. E nós faremos o que?
Nós temos que acreditar em nós, nós temos que lutar por nós. Por mais que eu goste de alguém, eu não posso lutar e realizar o que só ela pode. Cada um tem esse poder, por isso cada um tem sua vida.
Eu tenho a minha, e, admito, não tenho cuidado e zelado por ela. Não tanto quanto deveria e quanto eu sinto que preciso.
Mas é o fim... Não há mais jeito, não para esse ano, para essa década.
Contudo tenho tempo. Acho que ganharei um presente às 00:00.
É mais um ano, mais uma década. E eu farei 20 anos nesse ano que chegará.
Duas décadas de vida. Quantas mais eu terei?
Não sei, eu não quero saber, porque seria angustiante saber. O melhor é viver, é ir sem olhar para trás e se lamentar do que não foi, do que não deu para ser.
Por que eu não entendo isso? Por que não coloco um pouco de ânimo em meu ser que agora quer chorar? Por que eu tenho que ser tão melancólica se tratando de "fins"?
Porque eu sou humana, errada, cega, surda e preguiçosa.
Eu sou um poço de imperfeição, de medo e constrangimento. Me constrange ser por medo de constrager a alguém. E isso é inadmissível.
Eu devo aprender com os corajosos, aqueles que vivem à sua maneira, e é isso que os interessam.
Eu deveria ser corajosa. No fundo, eu sinto que sou. No fundo da minha alma há coragem; há fé, há força. E eu preciso encontrar esses ingredientes. Preciso alcançar a minha alma antes da 00:00, porque eu necessito começar o ano mais alegre e mais confiante.
Porque, afinal, não é o fim de tudo, do mundo, de mim mesma. É só o fim de mais ano, de mais uma década.
E eu sou tão jovem, já diria Legião Urbana.
Não posso me desesperar, querer morrer e desistir de mim porque me adiei esse tempo.
Isso é covardia.
E eu já cansei de ser covarde.
É dia 31 de dezembro. Dia de ter coragem para fazer todos os dias um dia feliz. E é isso que eu desejo a vocês, meus amigos blogueiros, que vocês façam cada dia desse ano feliz e especial.
Que vivam de forma intensa, sábia também. Porém não se limitem a vocês ou a ninguém.
Se derramem, se expandam e não temam, ou pelo menos tentem não temer. Porque tentar já é uma vitória se comparado aos que nem tentam e já desistem.
Deixem-me, por fim, dizer o mais importante para vocês, do quanto vocês me fizeram feliz nesse ano, com cada comentário, cada elogio, cada verdade expressa em palavras tão dóceis e eu que senti sendo sinceras.
Deixem-me dizer, "meus seguidos", que cada texto, cada poesia, cada poema, cada reflexão que vocês me proporcionaram estão em mim, gravados em meu coração e em minha lembrança.
Quantas pessoas fantásticas eu conheci esse ano! Verdadeiros escritores, poetas, pensadores... Blogueiros! Amadores, porque amam escrever e externar o que sentem, o que imaginam e o que pensam. Ah, como eu gosto de vocês!
Ah, como eu quero ter vocês por uns mil anos! Mas tudo bem, ninguém vive mil anos, mas eu quero ter vocês comigo até quando me for permitido.
De verdade, vocês são especiais para mim. Muito!
Quero que vocês prometam uma coisa a vocês mesmos.
A proposta é a seguinte: viver o dia, aproveitar o dia, não pensar no todo, em 2010. Porque a vida é agora, é já. Tudo é tão rápido e passageiro, que é preciso aproveitar o que temos agora, e o que temos é o presente. Abracemos o presente e nos apaixonemos por ele, portanto.
E eu digo isso a vocês e, ao mesmo tempo, a mim mesma.
Pois vivamos! Comamos do fruto mais gostoso e ilimitado que é a vida.
Não liguemos para indigestão, para agonias e para tudo o que de obscuro possa surgir.
Deixa surgir para depois se agoniar, mas logo depois procurar uma solução.
Sinto que escrevi demais, não é?
Eu me empolguei muito, confesso.
Melhor finalizar com:
Feliz 2010, massa blogueira!

(Erica Ferro)

29 dezembro 2009

Poesia inebriante

Incógnita és, meu rapaz
Tire esse chapéu, deixe-me ver melhor seus cabelos
E esses óculos escuros? Tire-os, por favor
Quero mergulhar nos seus lagos, negros ou verdes
Tanto faz, meu rapaz
Só quero te ver melhor
Sentir a essência
Enxergar-te por debaixo da tua capa

Vamos, fale
Me dê a alegria de ouvir a tua voz
Que imagino ser pura melodia

Olhe, olhe nos fundos dos olhos meus
Beije-me a minha face, eu te imploro
As minhas mãos
Quem sabe os meus lábios
Peço demais, meu rapaz?

Encanto és, poeta da minha vida
Encanto misterioso
Que se fez fome em mim de investigação
E eu procuro te entender
Mas mais ainda te sentir

Sentir teu amor
Sentir tua dor
Sentir teus medos
Te sentir por inteiro

Quero me fazer necessária ao teu viver
Assim como te tornarás ao meu
E, assim, latejaremos de amor
Compartilharemos da dor
Diminuindo-a, assim
Choraremos as tristezas
Riremos dos gracejos do existir
Mentiremos que não mataríamos e morreríamos um pelo o outro
Seremos a música
O encanto
O canto
A loucura da paixão
Os destaques da multidão
A própria poesia
Doce e marcante
Inebriante

(Erica Ferro)



P.s: Deus meu! Quanto tempo, hein? Culpa do blogger, aviso logo. Há mais de uma semana, ou quase isso, o blogger não funciona direito. Não consigo logar, não consigo ver nenhum blog com domínio 'blogspot', nem sequer ver o meu próprio blog eu consigo. Enfim, o blogger resolveu funcionar quando quer, e agora ele funcionou. Tenho tantas postagens para ler, mas tantas; acho que será impossível ler todas. Há quase uma semana, não é? Difícil conseguir ler atualizações de mais de 150 blogs; e eu fico tão triste com isso, já que eu adoro ler as postagens de vocês. O blogger deveria cooperar comigo e com tantos outros blogueiros que estão com o mesmo problema.
Sinceramente, eu estou muito irritada e desgostosa com o blogger. Os responsáveis deveriam tentar solucionar o problema, assim não tem condições; não podemos ficar desamparados nessa questão.
Enfim, acho que 2010 chegará, e eu não terei respondido os tantos comentários que tenho para responder. Desde já peço desculpas a quem me visitou, comentou aqui, e eu não retribui; não é por não querer, saiba, é não poder. Acumulou-se muitas coisas, e acho que será muito pouco provável fazer isso tudo e entrar em 2010 com as coisas do blog todas em ordem.
Por isso, o presente de Natal (meio atrasado, mas vale, e muito!) de vocês para mim será justamente perdoar todas as respostas de comentários antigos e a leitura dessa semana que passou dos blogs de vocês; e é com muita tristeza que pelo isso, muita mesmo. Vocês sabem o quanto eu me sinto bem quando leio, comento e sinto vocês através das suas palavras; mas infelizmente não deu. Parece que o blogger resolveu me castigar e sabe-se lá porque.
Bem, já que me expliquei, me contem... Como foi o Natal? Não deixaram-o morrer no dia 25, não é? Pois esse espírito de fraternidade e bondade que o Natal traz, tem que durar o ano todo.
Meu Natal foi bem legal, amigos. Me esbaldei, haha. Mas, claro, não esqueci do sentido do Natal e acho que o espírito Natalino ainda está comigo e não o deixarei ir tão cedo.
Por medo de não conseguir atualizar o Sacudindo Palavras antes de 2010, quero desejar um Feliz Ano Novo a vocês.
Um Ano Novo de luta por conquistas, de muito amor e muito aprendizado.
Façam valer o novo, como disse na postagem abaixo.

Mais uma vez, me desculpem pela ausência forçada e por tudo, enfim,
Um abraço forte da blogueira que gosta muito de cada um de vocês, Erica Ferro.

22 dezembro 2009

Agracie-se e vamos!

Hoje é Natal. Tanto faz se é daqui a dois dias, mas já é Natal.
Amanhã é Ano Novo. E depois é Carnaval.
O Carnaval é todos os dias.
Vê toda essa desgraça? É um Carnaval, um circo, uma palhaçada.
Você é um palhaço, faz graça no espelho e ri da própria desgraça. Qual é a graça?
A graça de chorar todos os dias porque não realizou o que sonhou na noite anterior?
Qual é a graça?
A de esconder o que pensa por conveniência?
Qual é a graça?
A de abafar os sentimentos para não ser alvo de zombarias?
Qual é a graça?
De pensar, e não agir?
Qual é a graça?
De pregar a persistência, e sempre desistir?
Qual é a graça dessa tua vida tão sem graça?

Agracie-se, agracie a tua vida e tudo o que te cerca.
Graça, graça.

Cores, cores.
Sentidos - me refiro ao sentir, e não a motivos. Porque, se analisarmos bem, não há sentido, não um relevante em nada que seja. Então não procure entender, só sentir. E isso te bastará.
Novo, realmente novo.
Todo dia, de novo e sempre.
Até o fim, até o último suspiro teu.

Faça valer a pena.
Faça valer o novo.
Faça valer o dia novo, a hora nova, o segundo novo.
Porque o futuro é daqui a um segundo.
E o passado, presente e futuro se misturam e bagunçam um ao outro.
E é tudo uma coisa só, se pensarmos bem.
E é tudo uma loucura só.
Pegue o avião da loucura, não coloque cinto de segurança e vamos.
Vamos, que a vida chama e tem pressa.
Vamos, que 2009 já se despediu, e você nem viu.
Vamos, assim, urgentemente!

(Erica Ferro)



P.s: Sim, eu sumi!
Não, eu não gostei de ter sumido.
E eu peço desculpas a mim mesma e depois a vocês, porque esse blog e todos vocês me fazem falta.
Tanto é que eu li todas as atualizações que deixei de acompanhar e me senti tão bem por isso; li coisas tão lindas, tão reflexivas.
Obrigada e obrigada por vocês fazerem meus dias melhores, mais coloridos e com esse aroma de poesia.
Só falta responder aos comentários e retribuir as visitas, mas amanhã, espero que sem falta, eu farei isso.
(...)
E, então, é Natal...

Que triste, por um lado. Que angustiante, por outro.
Que tempo pra passar rápido. E é tudo tão louco.
E eu vou parar por aqui pra não enlouquecer vocês, okay?
Um abraço.
Até logo (e falo sério).

17 dezembro 2009

17 de dezembro...

17 de dezembro de 2009.

As nuvens abriram caminho para o sol aparecer mais belo e mais forte do que nunca, pois hoje é um dia especial.
Hoje é aniversário daquela que me gerou, que me entregou ao mundo - minha mãe!

Ah, mãe, eu já comecei a escrever e já apaguei milhões de vezes. Certo, nem foram milhões de vezes, mas foram muitas. Na verdade, mãe, eu não sei o que dizer, como dizer. Eu quero palavras que digam tudo, tudo o que eu penso e sinto por você.
Ah, eu não sei escrever, mãe. Não pra você, porque você é tão mais do que as palavras que eu tento escrever. Você excede o meu escrever, o meu falso poetizar. Você é a poesia em pessoa. Você é o amor, a força e a alegria. Sabe o seu sorriso? Ele contagia tudo e todos. Sabe a sua força? Quando eu me sinto fraca, eu peço um pouco da sua, porque você é a minha fonte de força. Você me ama e me quer bem, por isso me mostra a realidade de forma clara e precisa, mas me diz também que eu não preciso temer, pois basta encher o peito de coragem e fé que tudo eu posso vencer.
Você não é perfeita, eu sei, é humana como eu também sou; mas a beleza está aí. O imperfeito é o perfeito. O perfeito é o imperfeito por ser tão perfeito, entende? A graça está no não ser perfeito e buscar lapidar-se para o próprio prazer e bem-estar próprio.
E eu te amo porque você tem essa fome, essa fome de melhora, de lapidação.
Já disse que você é a minha mais linda medalha de ouro, não foi? E é.
Medalha dada sem mérito; de graça, presente divino.
E eu agradeço e me sinto honrada por você ser a minha mãe e ser quem é.
Temos nossas divergências, é fato; mas o fato é que todos nós temos. O estranho era se não tivéssemos. Até porque as divergências a gente vence, a gente derruba e a gente sorri de novo e mais uma vez e sempre, porque temos uma a outra. E isso é tão puro, tão verdadeiro e tão inabalável.
Eu te quero comigo por mais uns quinhentos anos, mãe. Eu quero você de forma eterna, mas não é possível - triste fato da vida. Nós somos finitos, mas infinito e eterno será o meu amor por você. Quando não mais existirmos, meu amor por ti há de pairar sobre a terra, há de tocar os corações, há de fazer bem a alguém, há de proclamar o amor entre uma mãe e uma filha; Edna e Erica...
É, mãe... Eu tenho cada ideia, não é? Você se diverte comigo e eu contigo.
Hoje foi lindo, não foi? Nós juntas, andando por aí, falando bobagens. Certo, admito que eu falei muito mais, ou talvez falei todas as bobagens possíveis - e você ria e dizia: "Ai, Erica, você é demais...!", ou "Só você para me fazer rir, hein?"
E eu respondia toda empolgada: "Eu sei que eu sou demais, mãe. Sou sua filha, não poderia ser diferente. Ah, e eu sou Ferro. Enfim, totalmente demais...♫".
Ah, essas minhas frases pretensiosas nada mais são do que um exagero da minha visão, que faço só para contagiar, fazer piada e rir, enfim.
Edna... Edna Ferro, não dá, não consigo expressar tudo, tudinho, que eu quero. Eu sinto que escrevo, escrevo e não falo nada do que eu queria falar de fato.
Vale um 'eu te amo', 'você é essencial na minha vida'?
Não, mãe. É pouco, pouco demais até.
E agora, o que farei?

Ah, mãe, eu te amarei. É isso que eu farei enquanto eu viver e além disso também.

Te amo, mãe.
Te quero bem, muito bem.
Te desejo mais saúde, mais sucesso em tudo o que tu fizeres, mais histórias para contar, mais...
Mais vida!
Mais, sempre mais...
Infinitamente mais.

Essa é a minha singela homenagem a você, a melhor mãe do mundo, a Edna Ferro.

(Erica Ferro)



P.s: Sim! Hoje é aniversário da minha mamãe, gente!
Olha só, estou muito ausente daqui, não é? Tanto de escrever como de ler os blogs, me desculpem; não sei o que há comigo. Tentarei ler todas as atualizações desses dias em que estive ausente.
Tenho umas notícias para dar a vocês.
Na verdade, acho que ganhei na categoria "blogueira do ano do Blorkutando" pelo números de votos que obtive.
Devo isso a vocês, sabiam? Muuuito, mas muito obrigada mesmo.
Quando tudo for confirmado, faço um post melhor sobre isso.
A outra notícia é sobre um outro prêmio que ganhei, mas esse foi na natação.
Teve um evento aqui no Palácio do governo para homenagear os melhores atletas amadores de 2009. E eu fui homenageada como 'a melhor atleta paraolímpica dos esportes aquáticos'. Sinceramente, não acho que eu mereça; quero honrar esse título e fazê-lo valer de verdade.
Quem sabe um dia, não é? Numa paraolimpíada, representando o Brasil e quebrando um recorde mundial.
É, um dia eu caio de lá de cima e me lasco no chão. Eu sonho alto e não me culpo por isso. Sei que tento forças e toda a capacidade possível de sustentar o meu voo. E eu vou voar além!

É isso, meus amigos.
Fiquem bem, que eu também estou bem.
Um abraço carinhoso da Erica Ferro.

14 dezembro 2009

Fio que não se parte...

"O fio que nos une é o da amizade
O sentimento é o de verdade
E a medida é a intensidade..."

E hoje a postagem é para você, sem enfeites e espero que sem poesia; ou sem tanta. Porque quero que você saiba do quanto gosto de você de forma crua, de forma genuína, de forma limpa.
Eu te amo, assim, diretamente. É, minha amiga, eu amo você. E isso não se responde com porquês. Eu amo porque eu te amo, ora. Pronto, assim mesmo, sem aquelas coisinhas de 'porque você me faz bem, me faz melhor, me aconselha, me ajuda com os gatinhos (hahaha, essa parte foi sacanagem!) e etc.
Eu te amo, simplesmente, porque eu vi em você o que eu procurava no que diz respeito a amizade.
Já estou eu dizendo os porquês. Eu que disse que não os diria!
É que os porquês são desnecessários quando se ama, quando se admira. O que interessa é o sentimento, é o que ele causa em nós. E você, querida, me faz bem. Muito bem, acredite!
Você é das poucas pessoas que aguentam as minhas lamúrias, minhas complexidades e toda a minha loucura.
E eu gosto tanto disso! Quando estou angustiada, procuro logo você no msn, porque sei que dirá algo que fará bem ao meu coração, uma palavra de conforto ou me fará dar apenas umas risadas; porque sei que você, de uma forma ou de outra, sempre faz o sol brilhar aqui.
Obrigada!
E em relação a poesia? Você escuta meus devaneios e meus anseios poéticos.
Alguns são benignos a mim, você concorda e me incentiva; outros, me aconselha a largar porque pode ser um tiro no pé, um salto para o abismo e, consequentemente, para a morte.
E deixei a poesia dominar minhas palavras. Adoro as metáforas, apesar de não saber usá-las direito.
Nos veremos, Ana Seerig... Qualquer dia, numa avenida, na beira de uma praia, num banco da praça, eu te darei um abraço e falarei tudo isso, quase declamando, como se tudo isso fosse uma poesia. E é um pouco, me atrevo a dizer.
É a poesia da vida, é a nossa poesia; é a poesia de ter conhecido você.

Obrigada, Seerig, minha amiga blogueira.

(Erica Ferro)

•••

P.s: Blogueiros, hoje o dia foi de cão, mas tudo melhorou depois que falei com a Ana! Sim, sempre melhora.
E esse post é todinho pra ela, porque ela é adorável e é minha amiga (que lindo, haha!).
Nem tenho muito o que dizer mais, só que espero que as coisas se ajeitem por aqui porque a vida anda meio complicada.
Enquanto isso vou procurando apoios, ombros amigos, chorando as mágoas, mas logo depois rindo.
(...)
A votação do Blorkutando acaba hoje, daqui a pouco, às 00:00 do horário de Brasília.
Ainda dá pra votar numa tal de Erica Ferro, só clicar aqui.
Um abraço da @ericona (sim, é o meu twitter; pode seguir, se assim desejar).
Até mais ver.

10 dezembro 2009

O que nos cabe...

Corpos desacordados
Fragmentos do humano
A fome e a dor
A dor e a fome
A dor da fome
Matou

Corpos trôpegos
Mentes entorpecidas
Almas em agonia

Um trago para esquecer
Relaxar
Apagar
Um trago para reparar

Um corpo retalhado
Um pedaço de esperança
Uns fiapos de vergonha
Umas fitas de lembrança

Dois olhos desaguando lágrimas
O mar da alma
A alma que dói
Dói e queima
Corroeu-lhe tanto, que não aguentou-se
Chorou até o quanto pôde
Depois chorou sem lágrimas
Sem ruídos
Chorou em pensamento
O pensamento choroso
Era apenas um corpo e mente penando
Vagando na cama
Na cama do mundo

Noutro canto, uma moça estava sentada numa cadeira
Olhos em chama
Um desejo latente
Um súplica do interior:
"Retrate a dor que não lhe dói,
Envolva em teus braços os pequenos que se desfazem
Jute os seus trapos e os refaça
Ou os induza a isso
Use as palavras
Use a tua mania de sabedoria"

Escreveu o que não lhe doía
Saiu às ruas e despejou o pó da esperança
Falou de fé
Levou alimento
Alento para os que morriam
Os tirou das garras mortais
Deu uma rasteira na morte
E outra na sorte

Escreveu numa parede qualquer:
"Viva apenas do seu suor
Não conte com as mãos alheias
Não desacredite, veja bem
Só não as espere para se levantar
E continuar"

Correu até uma calçada e cravou:
"O mundo é tão bom quanto mau
A vida é tão doce quanto azeda
A esperança está para a morte
Quanto a morte está para a vida
Pois morre-se diariamente
Mas regenera-se com o nascer do sol
Assim deve ser"

Pegou uma bicicleta que estava encostada numa calçada
Gritou um "daqui a pouco lhe devolvo, não é um roubo" a alguém que praguejava
Pedalou até uma praia
Sentou-se na areia e, com um galho que achou, rasbicou:
"Que todo o orgulho humano e prepotente apague-se com o passar do mar
O mar que acalma
Que abre a visão
Que quebranta o coração;
Tudo é tão nada
Que o nada torna-se o tudo
Que tudo então seja nada
E que nada, finalmente, seja tudo"

Voltou até onde estava o dono da bicicleta
Desculpou-se e agradeceu
Havia cumprido a sua missão
Pelo menos a daquele dia
Porque por toda a sua vida teria que espalhar a cota de sabedoria que tinha
E a que ainda ia adquirir
De tanto ver
Ouvir
E viver

Deixou-se cair no chão e rasgar os joelhos
E chorou pela dor
Chorou por toda dor que lembrou

Voltou para a casa
A alma não mais gritava
Agora estava calma
Ela também

Porém a menina-mulher sabia que a alma ia gritar outra vez
Por isso resolveu dormir e descansar
Lembrou:
"Amanhã o sol virá e a alma há de se agoniar
E voltar a queimar
Me cabe a aliviar"

(Erica Ferro)



P.s: Não comentarei sobre o que escrevi, porque me saiu como vômito que não se evita e não se sabe o porquê, o que causou; vai ver que foi só a alma que queimou.
(...)
Ainda não votou nos Melhores do ano do Blorkutando? Então vote; eu estou no páreo. Se achar que eu mereço o seu voto, vote; senão tudo bem, não vou querer te socar na esquina (hahaha, tinha que fazer essa piada, não sei porquê).
E, pessoas da minha existência, quem votou, beleza, massa, que legal, que fantástico (okay, Erica, já demonstrou felicidade e entusiasmo, haha)... muito obrigada meeeesmo!
Ah, sem falar nas lindas divulgações que estão fazendo pra mim. Eu fico nas nuvens, sério.
Ao final da votação e do resultado, independente de qual for, tentarei fazer uma postagem de agradecimento a todos, não sei se no geral ou mais especificamente.
De qualquer modo, estou muitíssimo feliz com o carinho de todos. Essa massa blogueira é bela mesmo, hein? Sem hipocrisia, claro.
Um abraço forte e fiquem bem, porque eu estou bem e isso já é motivo para vocês se alegrarem, já que vocês me amam e não vivem sem mim. Rá, brincadeira! Peguei vocês.
Desmereçam essa última frase, que foi muito pretensiosa e, claro, uma piada muito sem graça.
É, esqueci de dizer que eu também sou sem graça.
Sem mais, até mais ver.

06 dezembro 2009

Dois poetas e uma só poesia...

Foi intriga à primeira vista. Te vi e me intriguei. És deveras intrigante, tens noção?
Teus cabelos, teus olhos, teu sorriso, tuas mãos, tua voz... Tudo isso me intrigou. Você impregnou a minha mente; fez-se disco arranhado.
Há dias só tenho pensado em ti; tento procurar outros assuntos para falar com os meus amigos, mas só consigo falar de ti, do vício que você causou em mim.

Todos os dias olho a sua foto, seu sorriso encantador, seus cabelos lisos, sua pele... Não consigo me concentrar ao lembrar dos seus detalhes. Na verdade, peguei a caneta e papel pensando em fazer um poema para ti. Logo eu que não sei fazer poesia; minhas rimas são bobas e infantis. Eu queria fazer algo bonito, inteligente, que chamasse a tua atenção, que você me admirasse, que conseguisse enxergar o florescer dessa paixão insana e platônica através das minhas palavras, das minhas tolas rimas.
Queria viver uma poesia contigo, para ser mais sincera ainda. Queria te ouvir cantar canções apaixonadas, declarando o seu amor por mim, me dizendo o quanto que agora és feliz por termos um ao outro. Não queria que disseste que és completo comigo, nem te diria isso. Digamos que nós nos somaríamos e seríamos melhores, cada um com suas qualidades e valores. Formaríamos uma dupla de poetas, eu e você; mas seríamos uma só poesia.
Mas também sei que isso é uma fantasia, uma louca fantasia. Acho até que preciso de um psicólogo, psiquiatra... Coisa desse gênero.
Nós nunca nos vimos. Nunca.
Veja como a paixão nasce: de umas palavras, de uma foto e de uma voz.
Música. Sua voz é música. Sua imagem é uma miragem. Isso soou brega, eu sei. Me perdoe, meu lado romântica cheira a brega. Você me perdoa?
Olhe, toda essa loucura que lhe digo é uma tentativa de mostrar a ti o quanto hoje és importante para mim.
Eu também não quero te assustar. Você deve temer esse meu jeito louco de amar. Amar o que não se vê, amar a ideia de você. Eu formulei ideias, inventei cenários de amor.
Você não pode imaginar para os vários lugares que fomos. Sim, a praia, a praça... Sentamos na calçada da minha casa. Você envolvia a minha mão à sua, olhava-me profundamente e começava a cantar aquela canção que eu tanto gosto.
Depois beijava-me os lábios delicadamente, com toda a sua alma. Depois abraçava-me e ficávamos ali, juntos, falando das estrelas e do nosso amor.
Oh! Como eu quero tornar todos esses sonhos em realidade. Como eu queria viver esses sonhos.
Sabe aquela música "...que teu afeto me afetou é fato..."?
Sim, mas nem afeto da tua parte existiu. Seu sorriso me afetou, seu olhar me afetou, suas mãos me afetaram, seu cantar me encantou - tudo isso através da tua foto e da melodia da tua voz, meu poeta. E fantasiei o teu afeto e deixei a fantasia me afetar.
Olhe, poeta, não quero que me aches louca. Não, podes me achar, se assim lhe apetecer.
Só não ache loucura isso que está florescendo aqui dentro do meu peito. Não é loucura; é só uma platônica paixão.
É isso, poeta...
Você me intriga. Você me fascina. Você... ah, você é meu poeta.

Vamos viver essa fantasia? Vamos transformar toda essa paixão insana em pura poesia?

(Erica Ferro)



P.s: Me ausentei por quatro dias daqui; não por falta do que dizer, mas sim por uma questão de não saber como dizer. Muitas coisas nos engasgam e nos impedem de respirar e de viver com mais leveza.
E hoje me sinto mais leve; falei da minha paixão platônica e de toda essa loucura que se apossou de mim ultimamente. Vocês acabaram de ler um relato de um nascimento. Sim, o nascer de uma paixão; de um amor, quem sabe.
Tudo isso está sendo bom para mim, para a minha alma. Até agora não me alcançou a desilusão e o sofrimento; agradeço imensamente por isso.
Então eu permaneço sonhando contigo, poeta meu.
(...)
E a votação dos "Melhores do ano" do Blorkutando continua. Podem votar até o dia 15/12. Como sabem, estou concorrendo em duas categorias (blog e blogueira do ano). Para votar, clique aqui. E fica o meu agradecimento a todos que já votarem e continuam divulgando. Vocês são os melhores amigos blogueiros que existe no mundo!
Por hoje fico por aqui.
Recebam meu abraço carinhoso e o meu sincero desejo de uma ótima e feliz semana.

02 dezembro 2009

Não negue a si mesmo

Não cuspa sua raiva pelas ruas
Nos pés das pessoas
Elas não gostam disso
Dissimule!

Não ande com essa cara amarrada
Solte-a
Vista-se de sorrisos
Dissimule!

Está triste, cabisbaixo, desesperado, estressado?
Não contamine as pessoas com o seu (mau) humor
Engula o que for e...
Dissimule!

Entupa a sua mente com pensamentos positivos
Esqueça os malditos pensamentos negativos
Esqueça dos seus problemas
Esqueça até mesmo de você

As pessoas gostam de teatro
Gostaria de ressaltar a não-generalização
Mas uma boa camada da massa adora uma simulação
Então, dissimule!

Alguns temem o sofrimento
Reprimem-se e oprimem-se
Jogam a poeira embaixo do tapete
Pensam tapar o sol com a peneira

Não querem viver as sensações
Não se dão ao desgaste de uma dor de cabeça de tanto pensar
Não é interessante buscar soluções
O bom é que terceiros nos tragam as tais até às nossas mãos

Seres dissimulados
Sorriem com o peito cheio de dor
E ainda vem dizer-me que isso é força
Isso é fraqueza e fingimento!

Força é encarar os problemas de frente e vivenciá-los
É chorar
É sofrer
É cair
É levantar
É limpar a poeira da roupa
E é seguir em frente

Não dissimule, não!
Seja forte o suficiente para negar-se ao caminho mais fácil
Seja honesto com você
Arranque esse sorriso falso se a tua vontade é de chorar
Sorria se não tem vontade de chorar
Dance a sua música
Faça o seu ritmo
E siga em frente
Ainda que sozinho
Porque, como diz o ditado, melhor só do que mal acompanhado

(Erica Ferro)



Aquele lembrete:
Quero agradecer a todos que já votaram em mim no "Prêmio melhores do ano" do Blorkutando e quem está me ajudando a divulgar. Tem vários nomes que eu gostaria de citar, mas temo esquecer de alguém (não por ter memória fraca e ter esquecido de quem está me ajudando, mas por estar com sono e não estar racionando bem nesse momento, hehe...). De qualquer modo, já agradeci a cada um e agora, aqui, agradeço publicamente de forma mais generalizada.
Vocês são demais! Cada um tem um lugarzinho especial no meu coração, de verdade. E isso não é conversa de político que quer ganhar a eleição, não; é a mais pura verdade.
Bem, a votação irá até o dia 15/12. Então quem ainda não votou, ainda dá tempo. E quem ainda não divulgou, ainda dá tempo também.
As categorias que eu fui indicada, como disse na postagem abaixo, foram a de "Blogueira do ano" e "Blog do ano". Para votar, basta clicar aqui e escolher a minha pessoinha (ui, haha...).
Agradeço desde já e agora vamos ao "p.s"; afinal minhas postagem sempre tem que ter um.

○•○

P.s: Eu sou meio besta, né? Já fiz o lembrete e poderia colocar lá o que eu colocarei aqui. Tudo bem, vocês já devem conhecer meu lado meio lesado (hehe).
Esse conjunto de letras que escrevi aí acima, a postagem propriamente dita, foi um desabafo. Ouvi na rádio, acho que hoje, um fragmento da mensagem do dia; que falava justamente da "força" que tinham pessoas que sofriam e, mesmo assim, andavam sorrindo; como se tudo estivesse bem. Não é que eu ache que devemos andar emburrados e criticando tudo e todos. Mas não é honesto sorrir na frente dos outros, fingir bem-estar e, quando se está só, mostrar a verdadeira face. Prezo pela verdade: se está triste, está triste; que busque soluções para isso; que chore, sim, tudo o que tiver para chorar; não que fique se lamuriando eternamente, mas que não finja e tente reprimir o que lhe dói no peito com um sorriso falso no rosto. Como também não quero defender os que "soltam os cachorros" em quem não tem nada a ver com a situação. Acho que já deu para entender onde quero chegar e o que eu quero defender, né? Apenas não defendo quem finge e engole o sofrimento só para não "contaminar" o outro; só para fazer bonitinho pra alguém. É disso que falo.
Entendem a minha visão?
Acho que por hoje é só.
Fiquem bem.
Um abraço carinhoso da Erica Ferro.

30 novembro 2009

Ajudem-me!

Gente boa! Tudo bem com vocês?
Eu estou bem melhor! E ainda mais com a novidade que contarei a seguir.

Olha só, a postagem de hoje é mais uma divulgação. O Blorkutando, um projeto para blogueiros, me indicou a duas categorias do Prêmio melhores do ano.
"Blog do ano" e "Blogueira do ano".
Gostaria de contar com o apoio de vocês.
Para votar, basta clicar aqui. Ao clicar no link, vocês serão direcionados para a página da comunidade do Blorkutando no orkut, mais precisamente às enquetes.
Lá tem as categorias, inclusive as duas que eu estou concorrendo.
Se vocês acharem que eu mereço ganhar, votem em mim.
Ficarei muito agradecida.

E, ah, não se reprimam: podem divulgar, mandar os amigos (e até os inimigos, haha) votarem em mim.
Postem nos seus blogs, coloquem no perfil do orkut de vocês, no twitter... Enfim, se vocês acham que eu sou digna de ganhar essas categorias, façamos então uma grande propaganda.

Conto com vocês, hein?

Um abraço e até a próxima.

28 novembro 2009

Preto

Esconderei meus rascunhos idiotas sobre amor
Riscarei todas as linhas que esbocei sobre paixão
Amassarei todas as rimas que um dia fiz
Lançarei todas essas idiotices no lixo
É lá que todas essas asneiras devem estar

Já fui idiota por tempo demais
Cansei de servir de chacota
Isso nunca me agradou
E me agrada muito menos agora tais zombarias

Me vestirei de preto, somente
Mudarei o olhar submisso e tolo
Adotarei o mortífero-fulminante
A intenção é intimidar
Afastar
Matar

Decidi correr sozinha
Cair e rasgar os joelhos
Não levo remédios na mochila
Nem mochila eu levo
Levo a mim
E isso já é muito

Desejo contemplar o espetáculo das feridas
As inflamações e o processo lento de cicatrização
Nada de remédios!
Agora eles são inúteis em mim; perderam o efeito

Quero que a vida me remedie
Quero o antibiótico natural
Quero sofrer o que tiver de sofrer
Quero sorrir o que tiver de sorrir
Quero acreditar no que me apetecer acreditar
Quero falar tudo o que estiver entalado garganta à dentro
Quero chorar até causar inundações
Quero andar, correr, pular e morrer
Mas morrer não é um querer
É uma certeza que eu nunca quis ter

(Erica Ferro)

•••

P.s: Revoltada. Se tem uma palavra que me resuma hoje, é essa. Prefiro não comentar com o quê, mas, acreditem, há razões para tal; mesmo que mesquinhas e tolas, mas são minhas razões e não abro mão delas.
Sabe, a revolta é coisa boa; faz coagular melhor o nosso sangue. Não, não sei se faz; até acho que estou falando besteiras. Mas o fato é que a revolta sempre pede revolução e luta. E é isso que eu vou fazer. Vou lutar e vencer essas coisas hoje me revoltam.
Um dia se perde, no outro se ganha. Ou não, pode-se perder de novo, mas o desejo de vencer não será oprimido pelas derrotas; não no meu caso, espero.
(...)
Notícia boa de hoje: ganhei em terceiro lugar no Blorkutando.
Tenho outras notícias, mas não são tão boas; prefiro deixar em off (faz parte da revolta).
(...)
Acho que por hoje é só.
Chega de encher a paciência de vocês.
Até mais ver, caros blogueiros.
Sintam-se abraçados pela Erica Ferro (ou @ericona, como preferirem, hehe!).

26 novembro 2009

Pequenininha...


Pequenininha...

No começo, eras uma sementinha
E eu te acariciava, mesmo estando dentro de uma barriga
Então você nasceu
Olhou pra mim e sorriu
Os seus olhinhos pequeninos por se acostumar com o sol
Suas mãos pequenas e suaves

Então você cresceu
Tornou-se uma linda pequena-grande mocinha
Com seus cabelos de cachinhos, que não são dourados
São castanho-escuros
Mas ao contrário da cor do seu cabelo
Quando chegas, clareia até o mundo

És minha priminha
A doce Rayarinha

Hoje até danças comigo
Se diverte com as minhas palhaçadinhas
E o meu pagamento é teu sorriso e tuas bochechas em riso

E o meu dia se completa quando eu te vejo
Toda a negatividade cai por terra
E eu me levanto
E eu canto
E eu danço
E eu sorrio porque tenho você
Porque você tem a mim
Porque você é minha priminha
Porque você é a Rayarinha
A minha pequenininha...

(Erica Ferro)



P.s: Sim! Hoje a postagem é dedicada a minha pequeninha, a Rayara. É assim que a chamo. Fiz até uma musiquinha pra ela, mas é uma musiquinha bem repetitiva, porém que ela adora. Sabe como é? "Pequenininha, pequenininha...♫". E ela se diverte, se remexe, bate palminhas e a Erickinha aqui fica bestinha.
Amo muito, muito, muito, muito a minha prima - acho que deu pra perceber, né?
Ela completou 10 meses de existência ontem, dia 25. Veja que lindo!
O tempo passou muito rápido, muito mesmo. Daqui a pouco, ela faz um ano e assim sucessivamente. Sei que dará uma saudade de tê-la pequena, engatinhando pela casa, falando uma língua desconhecida, mas que é linda, haha. Adoro sons de bebês, principalmente os da Rayara! Mas não temos como dar uma parada no tempo, deixá-la assim eternamente (até que não seria má ideia, haha).
Enfim, não tenho muito a dizer. O poeminha foi uma tentativa de poema, um desejo de querer expressar a alegria e parte do que eu sinto por ela.
Hoje o dia foi lindo, lindíssimo, porque ela estava aqui. Mais fofa e linda do que nunca.
(...)
Gente do céu, acho que cometi um erro gravíssimo. Fui muito intrometida ao postar a crônica 'meio-dia, mundo inteiro'. Sabe por quê?
Deixe-me contar: Ana Seerig - essa é a pessoa querida que me apresentou ao Nivaldo Pereira; postando uma crônica em seu blog e me contando um pouco mais dele. Logo após, me encorajou a enviar um e-mail para ele; assim o fiz. Nivaldo foi super atencioso em sua resposta e até se dispôs a me mandar um livro dele. E tudo isso graças a Ana Seerig. Ana adora a crônica 'meio-dia, mundo inteiro' e me falou certo dia que pensava em postá-la em seu blog, mas faz um tempinho. E eu, Erica Ferro, postei primeiro do que ela. Isso é injusto, pois, além de ter conhecido o Nivaldo primeiro e me apresentado a ele, é moradora de Caxias do Sul e tinha todo o direito de postar a crônica primeiro, não é?
Enfim, vocês leram a crônica aqui, certo? Mas fica como uma crônica postada por Ana Seerig e por mim (hehe!). Nós duas amamos essa crônica, enfim.
E fica aqui o meu agradecimento (não sei já fiz isso, mas não custa nada fazer de novo) a Ana Seerig por ser essa pessoa super legal e ter me proporcionado o "encontro" com outra pessoa super legal, que é o Nivaldo Pereira.
Valeu, Ana! Você arrasa, gata (haha!).
(...)
Meus amigos, isso não pode ser considerado um 'P.s'. É um texto INTEIRO, haha.
P.s's enormes que eu faço, hein? Desculpem aí.
Ah, preciso retribuir as visitas e os comentários que me fizeram. Pode crer que eu retribuirei, certo? É questão de disponibilidade (lê-se: vergonha na cara e ir logo responder, hehe).
Grande abraço pra vocês e até amanhã (se tudo der certo).

24 novembro 2009

Meio-dia, mundo inteiro

Meio-dia em ponto em Caxias do Sul. Nesta cidade brasileira, cuja praça homenageia o italiano Dante Alighieri, um músico peruano, calçando tênis de grife americana mas certamente fabricado na China, toca na flauta de Pã (que alude a um mito grego) uma canção do Abba, velho grupo pop sueco. Por um instante, minha mente de passagem percebe o mundo-vasto-mundo em torno daquele homem de traços ameríndios. Brasil, Itália, Peru, Estados Unidos, China, Grécia, Suécia: tudo junto num meio-dia de sol de outono. Ao som da flauta, acompanho o caminhar do fotógrafo da praça, carregando o cavalinho de brinquedo, sobre o qual as crianças são retratadas. Deve estar indo almoçar, penso. E sou conduzido pelo som do índio a um passeio em espírito pelo mundo.

Meio-dia em Caxias do Sul, onze da noite em Beijing. Na capital chinesa, também conhecida como Pequim, o escapamento de uma moto rasga o silêncio da rua. Um casal desce em frente ao fast-food de nome americano. Os dois jovens pedem sanduíches, batatas fritas e Coca-Cola. Falam ao mesmo tempo, de boca cheia, riem na mesa de madeira em tons de laranja. Se pudesse entender o mandarim, eu, ali em espírito, saberia que fazem planos para o casamento, na temporada de férias, em outubro. Entenderia que ela diz que quer casar de branco, e não de vermelho, como na tradição.

Meio-dia em Caxias do Sul, sete da manhã em Vancouver, Canadá. Uma névoa encobre a paisagem lá fora. O homem calvo olha a janela, pragueja baixinho. Deseja que a primavera se firme logo, que ponha fim a esse tão denso inverno. No armário da pia em que lava o rosto com água quente, percebe, como todo dia, há meses, a outra escova de dentes dependurada, ao lado da dele. Pensa em jogar fora. Mas não: é melhor deixá-la ali. Se a dona da escova voltar para casa, mesmo que não a use mais, é bom que saiba que tudo ali ficou igual, esperando por ela.

Meio-dia em Caxias do Sul, três da tarde em Arles, França. Os ciprestes e pinheiros irradiam a luz perfeita para o que anseia a senhora ruiva. É uma artista plástica e tira da mochila o restante do material, posicionando tudo ao lado do cavalete portátil já montado na alameda de entrada dos Alyscamps. Veio da Suíça especialmente para pintar naquele cemitério de origem romana e que outrora serviu de cenário para os mestres Gauguin e Van Gogh. Turistas japoneses param em volta dela, clicam fotos, filmam. Ela tenta ignorá-los. Só pensa em captar o mistério das tumbas antigas. Quer pintar uma morte plástica.

Meio-dia em Caxias do Sul, seis da tarde em Mogadíscio, Somália. A mulher negra tem os olhos fundos e fita na esteira o corpo da criança morta. Aqui e ali, afasta, com a mão lenta, moscas insistentes. Crianças correm pelo sujo casebre de subúrbio, algumas choram, outras chupam os dedos magros. A mulher não pranteia a morte do filho recém-nascido, apenas observa o pequeno cadáver. É a quarta vez que isso acontece, que sua cria não vinga. Viver é sorte, talvez pense. Espera o homem voltar do trabalho. A mãe chega com um feixe de ervas e começa a entoar cantos sagrados. A noite se instala.

Meio-dia em Caxias do Sul, uma da madrugada do dia seguinte em Melbourne, Austrália. O jovem sai da boate, sozinho. Sente sede, muita sede. Ali perto está o mar, planeja caminhar, mas lembra que a água do mar é salgada. O som experimental da boate ainda ecoa em sua cabeça. Onde deixou o carro? Ou não veio de carro? Onde diabos foi parar a Nancy? Inglesa estúpida!, xinga alto. Senta na calçada, sob o charmoso poste de luz. Água, precisa de água. A mente é um torvelinho, bagulho poderoso aquele. Respira fundo, toma pé, e decide voltar para a boate. O porteiro barra a entrada. O jovem sai outra vez. E desmaia na calçada.

Meio-dia em Caxias do Sul. O fotógrafo do cavalinho some ao dobrar a esquina. O som da flauta do índio também desaparece entre buzinas e acelerações do trânsito. Eu entro num bufê a quilo, hora do almoço. O espírito retorna da viagem, mas percebo que o mundo continua comigo, agora ali, na mesa. Azeite espanhol, pimenta mexicana, molho inglês, massa italiana, peixe à portuguesa...

(Nivaldo Pereira, em Mapa-múndi)



P.s: Apareceu a margarida, hahaha!
É, eu sumi. Mas foi por falta de sei lá o quê...
Talvez de ânimo, de entusiasmo. Mas tudo bem, o que importa? Eu estou aqui e sempre estive, de certa maneira. Espero que estejam bem, amigos blogueiros.
Sabe aqueeela minha promessa? Aquela, gente, de postar outra crônica do livro Mapa-múndi, do Nivaldo Pereira? Então, estou cumprindo hoje. É que, confesso mais uma vez, dá uma certa preguiça de digitar a crônica, sabe? Mas é uma preguiça de começar a digitar; depois de começar... ah, dá um gosto danado de digitar o livro todo pra vocês lerem. Vale muito a pena.
Por hoje é só. Deixo o meu abraço carinhoso a todos.
Vou tentar não sumir, afinal amo isso aqui. Não posso deixar entregue assim, tão abandonado o meu querido blog... O meu divã, onde eu enlouqueço e desenlouqueço.
Ah! Só pra vocês saberem (alguns já sabem, mas tudo bem...). Com o texto anterior, ganhei em segundo lugar no Blorkutando (uhuuuul!). Adoro essas conquistas bloguísticas, adoooooro!
Até mais ver, blogueiros que tanto gosto.

20 novembro 2009

Cores vivas!

Passei a semana toda à espera da ideia brilhante, do melhor modo de escrever sobre criatividade. Afinal, eu precisava ser criativa, sair do clichê. Mas, sabe, às vezes a gente não consegue. Aliás, não é se esperando que, em alguns momentos, as coisas acontecem.
Simplesmente temos que pegar nosso instrumento de trabalho e começar - mesmo sem saber direito o quê.
Precisamos começar. No meu caso, a escrever. E aqui estou eu, escrevendo asneiras e tentando entrar no assunto que eu devo abordar.
Não estou sendo criativa. Estou enrolando o leitor e me enrolando.

Mas, tudo bem, vamos ao assunto.
Ser criativo é ser diferente, é inovar, é chocar, é deslumbrar.
E quem pode ser criativo? Ora, todos nós temos o dom de criar, de inventar. Sim! Todos.
Desde que queiramos isso, desde que desejemos ser diferentes. Precisamos ter fome de inovação, prazer de criar e nos deliciar com o que criamos.
Na infância, por exemplo, fazemos muitas "invenções" e "artes". Nessa fase temos fome de aprender, de realizar e inventar. Desenhamos, pintamos e "bordamos". Deixamos os adultos/nossos responsáveis loucos, mas eles não deveriam se importar tanto com nossas traquinagens e inquietações. Afinal estamos criando, estamos desenvolvendo o nosso dom de criar!
Isso é magnífico, não?

Para criar, é preciso ideias, inspirações, desejos e motivação.
As ideias vem do pensar, do ouvir, do ver e do falar. E, sobretudo, a criação vem através de uma inspiração.
E como a inspiração vem até nós? Ah, tantos meios! Uma conversa, uma música, um filme, um sonho, um devaneio e da vontade. Sim! Porque ser criativo exige vontade, desejo intenso de sê-lo.
Criar é se colorir, se pintar de cores vivas e alegres.
Sim, porque a mesmice é cinza, preta e branca. É, ela é "apagadinha" - quase não é notada, a bichinha.
O diferente, não. O diferente é colorido, é chamativo, é deslumbrante, é incomum.

Seres criativos imperam, isso é certo. Nesse mundo cada vez mais competitivo e "matador", quem se sobressai com sua forma de inovação e, assim, chama atenção, sai ganhando certamente.
Por isso que, mais uma vez, ser criativo é fundamental para a sobrevivência em meio a feras prontas para acabar conosco.
É, agora eu exagerei. Ou não. Talvez nem tanto, porque nós sabemos que verdadeiramente algumas pessoas andam iguais a feras, prontas para dar o bote e nos devorar. É preciso cuidado, é preciso jeito para driblar essas coisas. E, mais uma vez, a criatividade entra em cena.

E quando estamos transbordando de inspiração, de um desejo quase louco de criar? Acordamos no meio da noite, loucos para compor uma música, pintar um quadro, inventar uma máquina para se teletransportar para outro século, mundo, sei lá. Se bem que esse último caso é meio improvável, não é?
Mas o fato é que ficamos agoniados, em busca de nos aliviar e só podemos fazer isso realizando o que nos apetece no momento.
Por exemplo, quarta-feira passada estava com uma agonia muito grande. Uma vontade imensa de escrever, de fazer poemas, mesmo sem saber direito. E fiz. Foram oito poemas insanos e agoniados. Sim, porque eles queriam sair do meu pensamento e irem para o papel. E insistem em ir para o Sacudindo Palavras. Mas já disse que eles são muito emotivos e talvez o público não os aprecie. Pensam que eles desistem? Jamais! Minhas criações exigem publicação, exibicionismo, reconhecimento.
E é assim mesmo. A maioria dos inventores esperam que conheçam suas engenhocas, seus "pupilos" e as aprecie, as admire.
Eu, em certa parte, sou assim. Por isso procuro sempre me reciclar e ser diferente, sempre chocar, impressionar. Porém acho que não obtenho muito efeito, mas o que importa é que eu não desisto de ser criativa. Isso já é um grande passo.

E quando você quer muito criar, mas não sabe o que e como? A angústia vem. Os chamados pela inspiração tornam-se gritos.
E agora, o que fazer? Pegue o seu lápis ou caneta, uma folha e tente escrever. Sim, comece!
Mas e se nada de bom for escrito? Espere.
A inspiração sempre aparece, sempre. De várias formas, como já citei acima.
O negócio é não se desesperar, se agoniar e querer desistir de criar.
Saia, vá as ruas, escute o som dos pássaros, veja o mar, faça o que gosta e a inspiração virá. É sempre assim!

E esse texto foi criado de forma mais desejosa do que inspiradora. Criei-o por vontade, por anseio de criar, impressionar e ganhar o Blorkutando. Surtiu efeito?

(Erica Ferro)



Pauta para o Blorkutando.
Tema: Criatividade.



P.s: Oi, meus amigos blogueiros!
Muitos dias sem atualizar o Sacudindo Palavras, não é?
É que, sei lá, parece que o blog deu uma caidinha.
Vejo isso pelo número de comentários - não que signifique muito pra mim, mas significa que menos pessoas tem me visitado e lido meus textos.
Penso não estar agradando tanto quanto um dia achei que agradava.
Podem ser francos comigo se estiverem se cansando de mim. Não ficarei chateada, só triste.
Mas tudo bem, agradeço a todos que sempre estão comigo aqui, que sempre leem e deixam seus comentários, seus elogios, seus conselhos e, enfim, me fazem feliz.
Saibam que é por vocês e, principalmente, pela minha vontade de escrever e externar isso que o blog permanece e permanecerá por muito tempo firme e forte.
Disse que ia postar a crônica do Nivaldo Pereira ainda nessa semana, e farei!
Provavelmente, amanhã ou domingo terá crônica dele aqui. Certo?
Ah, não esqueçam de passar no Divã cor de rosa. Sábado, amanhã, é meu dia de postar lá. Então, gostariam de ver os meus leitores por lá!
Um forte e carinhoso abraço da @ericona (me sigam no twitter!).
Tenham um ótimo fim de semana.
Até a próxima.

17 novembro 2009

Cadê você?

Milhões de pessoas ao meu redor
Todas elas com velas
Tentando iluminar minha visão
Mas de nada adianta

Eu espero por você
Espero por você e a sua vela
Sim! Só através dela poderei novamente ver
É que eu amo você

Olha, é esquisito, eu sei
Te amo mais do que eu pensei
Você não sabe, isso eu também sei
É que eu não sabia também

Quanta enrolação!
Mas eu não tinha notado o nascer dessa paixão
Eu sempre estive você do meu lado
Próximo a mim

Mas você sumiu
Da minha vida saiu
Então a dor em mim surgiu
A paixão me esmagou e me apertou

Agora eu estou aqui
No escuro
Todas essas velas, todas essas pessoas
Não são o suficiente para que eu possa voltar a ver

Só você traria minha visão de volta
Só você faria o meu coração novamente pulsar alegre
Só você me acalentaria e eu sorriria
Só você...

E, então, você não vem?
Cadê as velas?
Cadê o seu abraço?
Cadê você?

Vem, senão eu vou...
Parto para outra dimensão
Morro de paixão

(Erica Ferro)

•••

P.s: Gente, eu ando sentindo falta de uma pessoa, mas muita falta mesmo.
Não sei porque a tal pessoa sumiu, e eu ando agoniada, esperando a volta dela.
Eu queria chamar a atenção dela, mas vejo que não é caminho. Vou continuar esperando, é o melhor que eu faço. Se ela não vier, bem... é porque ela não sente a minha falta, não sou importante pra ela. Ah, e como eu sinto isso! Como eu sinto não ser importante pra tal pessoa.
Espero que ela venha, já sinto o peito apertar, os olhos começam a lacrimejar.
Vem, pessoinha! Vem, e me traz toda a alegria de te ver junto a mim de novo.
(...)
Não esqueci da crônica do Nivaldo, ok? É que eu tinha que postar isso hoje; meu coração estava agoniado, louco pra desabafar.
Essa semana ainda eu posto a crônica, prometo!
Grande abraço da @ericona.

16 novembro 2009

Amanhã é o dia!

Amanhã
Ah! Amanhã eu levantarei forte
Ah! Amanhã eu irei
Olha, amanhã eu serei!

É...
Sim, é amanhã
Por que não hoje?
Porque hoje eu me sinto indisposta

Amanhã eu acordarei bem
Pronta para o que vem
Amanhã é o dia!
Amanhã eu serei!

Raia o dia
Ai, que cansaço!
Ai, que fraqueza!
Disse que hoje eu seria

Covardia, covardia!
Mania, mania!
Deixa para outro dia
Ah, outro dia...

(Erica Ferro)



P.s: Oi, oi!
Disse que eu voltaria, voltei.
Sim, outro poema (?) sem muito nexo. Mas, claro, sempre há uma intenção em toda essa loucura que eu escrevo. A intenção, desta vez, era alertar para os adiamentos, a nossa preguiça ou comodismo, achando que o amanhã virá, que será melhor fazer tal coisa amanhã. Enfim, adiar é só uma mania que temos de adiar a nós mesmos, adiar o que queremos, por medo ou por preguiça. Não podemos, não temos esse tempo que pensamos. Aliás, poderemos até ter um certo tempo, mas temos muito o que viver. Por isso não podemos perder tempo.
(...)
Amanhã, acho, posto outra crônica do Nivaldo Pereira.
É que (ai, que vergonha!) estou com preguiça de digitar a crônica (haha!).
Sei que não é nada bonito pra mim, enfim...
Descobrem hoje que Erica Ferro é preguiçosa. E como é!
Mas tudo bem, hão de me perdoar por isso, não é?
Não esqueçam de olhar os selinhos na postagem abaixo. Quem quiser pegar, pode pegar. Eu deixo (e você manda em algo, Erica? haha!).
Grande e carinhoso abraço pra vocês (da @ericona!).
Até amanhã.