terça-feira, 23 de abril de 2019

(Re)começo

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Sejamos como uma flor que nasce entre o asfalto, contrariando as possibilidades. Sejamos persistentes, mesmo quando a vontade for de desistirmos diante do primeiro fracasso. Sejamos valentes, mesmo feridos, sangrando e com as forças reduzidas. Sejamos duros na queda, porque a vida não é um conto de fadas. Mas também não é um conto de horrores. 

É preciso que entendamos que nós somos o resultado do que fazemos com o que a vida fez conosco. É aquela velha história: "Se a vida te der limões, faça uma limonada...". Fazer uma limonada é infinitamente melhor do que ficar se lamentando pelo fato de a vida ter nos dado limões em vez de laranjas. 

Nas horas de intenso desencontro, é difícil enxergar uma luz no fim do túnel sem desconfiar de que se trata de um trem desgovernado.
Não é fácil ter persistência, mas é preciso. 
Quando acharmos que é o fim, que não há mais como seguir, voltemos os olhos para nós mesmos. Assim, numa análise de alma e coração, nos observando sem medo, conseguiremos reconhecer os nossos acertos e erros, nossas qualidades e defeitos, nossos sonhos e utopias, nossas forças e fraquezas... Iremos, finalmente, visualizar quem somos e desejamos. Então, de posse disso, teremos mecanismos para nos reerguermos e voltarmos à vida.

Que consigamos, enfim, viver com tudo o que há em nós. Afinal, "o tempo não para", a vida não nos espera, e é por isso que precisamos ter pressa em (re)começarmos logo após os baques ao longo do caminho. 

(Erica Ferro)

* * *

P.s.: Fazia um ano e pouco que eu não sacudia uma palavra sequer nesse blog. Hoje, resolvi quebrar o jejum. Por que sumi? Porque passei a não acreditar mais em mim, na minha capacidade de organizar as ideias e escrever algo coerente e útil. Passei a me boicotar em muitas coisas, inclusive na escrita, que sempre foi algo fundamental na minha vida. Perdi o hábito de escrever, mas não a vontade. O desejo de colocar o meu eu em palavras nunca deixou de existir, e creio que nunca deixará. Por isso, resolvi lutar contra essa falta de fé. Decidi que insistirei em mim, reconstruirei a minha fé, e seguirei a sacudir palavras por onde eu passar.