30 setembro 2009

Basta fazer acontecer!

Todos os fracos desistiram reprimidos pelo medo de não ser...

- Não se reprima, Erica. Não desista!
Fixe-se no foco. Lembre-se: olhar fixo lá...
Sim, você sabe onde quer chegar! Por que, então, não rema? Vá, Erica, dê seu máximo, se esforce, vá em frente, não tema. É o que você quer, não é? Então? Por que se desviar agora?

- Não, eu não vou me desviar do foco. Está decidido! Chega de sonhar, de querer, de ser só da boca pra fora. Quem quer, busca. Quem quer, corre atrás! Determinação, força, garra, vontade... Agora deixarei que esses ingredientes me tomem, de verdade! Vou chegar... Vou, sim! Vou mostrar para quem nunca acreditou que eu pudesse ser e chegar onde eu sempre quis e sonhei. Vou mostrar para o que eu vim: vencer!
Sabe, vou vestir aquela minha roupinha verde-limão - vou me destacar, chocar, impactar!

- Isso, Erica! Assim que se fala. Hoje é o último dia do mês, muito propício para o que estás vivendo - final de um ciclo! O ciclo do quero ser, do vou ser e pouco se mover. Querida, amanhã é o dia! Começa, de verdade, amanhã sua jornada. Mas, não esqueça, hoje durma cedo. Agora, de preferência, assim acordarás bem disposta. Olhe, o mundo é seu. Não acredite no que dizem quando falam que querer não é poder. Querer é poder, sim, mas é um poder que está nas suas mãos. Você que faz as coisas acontecerem! Então, comece o trabalho agora!

- Sim, sim! Acabarei essa postagem e logo dormirei, querida Razão minha.

- Ei! Não esqueça que eu sou parte fundamental nessas decisões da Erica, viu, Dona Razão? - Disse, afobada, a Emoção.

- Ei, meninas, não briguem! Vocês sabem que eu não decido nada sem vocês duas! Vocês são partes fundamentais nas minhas decisões, sabiam? Bem, eu preciso terminar a postagem logo. Tenho que dormir cedo. Não esqueçam: eu vou chegar!

(Erica Ferro)

•••

P.s: Último dia do mês! Final de um ciclo, diria, preguiçoso e de "sim, eu faço tudo que posso!", mas quando, na verdade, não faço tudo o que eu posso - e sei disso.
Então, chega de saber, e não agir. Chega de sonhar, e não buscar. Chega de blá blá blá. O tempo está passando e desenfreado! Ou não, ele está passando do jeito certo, eu que estou toda errada. Então, chega de errar, chega de falar. Vamos fazer, Erica!
Amanhã é primeiro de outubro. Se disciplina, Erica. Determine-se e busque o todo o seu ser. O resultado? Você vai ver!
Aponta pra fé e rema...♫

Pessoal, espero que estejam bem. Agradeço por todo o carinho, por todos os comentários e elogios.
E, olha, cheguei ao seguidor de número 100! Tenho 103, agora. Bonito, não é? Mais bonito ainda é ver que os meus amigos, que não são simples seguidores, seguem de verdade, estão sempre aqui, porque gostam, porque se identificam de alguma maneira. O que importa é isso: qualidade, não quantidade.
O meu muito obrigada.
Desejo muitas felicidades e realizações nesse mês que se aproxima.
A minha postagem de hoje foi mais um desabafo. Enfim, eu tenho disso, de confusões e dúvidas, mas há coisas que eu, no fundo, nunca tive dúvida. Sempre soube o que queria, mas não estava me esforçando ao máximo para alcançar a meta. Enfim, era aquele querer e pouco fazer. Eu quero, eu posso, eu consigo - só basta fazer por onde!
Bem, é isso. Fiquem bem!
Grande abraço da Ericazinha.

*Gente do céu! Hoje, 01/10/2009, estava eu, tranquilamente navegando pelo mundo bloguístico, quando, PUFF, me deparo com uma postagem dedicada a mim. Sim, a mim, pobre mortal! Sabem qual era o blog? Da Daninha. A postagem, basicamente, fala do post número 100 do blog dela e da admiração que ela tem por mim e tal. Me senti, me achei, fiquei com aquele nó na garganta de tanta emoção e surpresa. A postagem é essa.
Pessoas, sério, eu não mereço esse carinho todo, essa admiração, eu nem sei escrever (vou apanhar agora!). Preciso evoluir tanto...
Enfim, fico radiantemente feliz com todos esses mimos, esses carinhos sinceros.
Ah, Daninha querida, muito obrigada pela lindíssima e emocionante homenagem. Faz isso de novo, e eu morro do coração (haha!).
Muito sucesso para o teu blog, enfim, sucesso pra ti.
Adoro a sua pessoa, de coração.

27 setembro 2009

"O que vai viver são nossos ideais...♫"

Idade Média - Legião Urbana

Mas a morte não é capaz de nos separar
Pois o que vai viver são nossos ideais
E a nossa mensagem de amor
E o nosso grito de liberdade...

Viver aqui nessa terra eternamente não nos é possível, não nos é permitido. Por vezes questiono o porquê disso, penso que viver de forma eterna seria algo interessante. Mas, ao mesmo tempo, penso que cansaria. É um ciclo tudo isso de viver: nascer, crescer, reproduzir e morrer. Mas, na minha concepção, a existência, o existir, vai além dessas quatro fases. Aliás, há mais fases subentendidas nessas quatro fases.

Nascer: não só uma vez, mas todos os dias após "morrer". Morrer de dor, morrer de amor, morrer de tristeza, morrer...

Crescer: não só na estatura, mas como ser humano. Moldar-se e aperfeiçoar-se em tudo o que faz, em tudo o que é. Fortificar-se e determinar-se a produzir bons frutos.

Reproduzir: fazer algo de útil, não só pra si, mas pelo próximo, para o bem geral. É aí que entra os ideais. Precisamos ter ideais honrosos, que englobem mais de uma pessoa, ou seja, que não enxerguemos apenas nossos umbigos, mas que os umbigos alheios nos sejam visíveis.

Morrer: ao ter ideais honrosos e bons, estaremos eternizando a nós mesmos. Morreremos graciosamente, teremos cumprido o nosso existir dignamente e com esmero. Seremos lembrados com felicidade e olhos brilhantes. Olhos de respeito e admiração. Morrer assim é tão digno quanto viver, não é?

Portanto, faremos do nosso existir algo que valha a pena e que seja bonito de se ver, para que, quando morrermos, eternizemos nossa história na história do mundo, mas principalmente nos corações de quem nos conheceu e de quem conhecerá através do que fizemos enquanto fomos vivos. O que vai viver, para sempre, são nossos ideais...♫

(Erica Ferro)



P.s: Gente! Como estão?
O fim de semana acabou, não é? Que peninha! Mas não tem nada, não. Amanhã começa mais uma semana, que pode ser a semana - só depende de você!
Sabe, o tempo tem voado, os dias têm passado com uma rapidez incrível. O pior é que eu sinto que não tenho aproveitado o meu tempo, não tenho vivido de maneira que se diga: "Noooossa! Estou vivendo, de verdade!"
E eu sei o por que, sei sim! Mas não justifica - nada justifica. Os acidentes que acontecem na estrada da vida são inevitáveis. Pense, as rosas são belas, mas há espinhos - o que não desvaloriza a rosa e não a torna menos bela. Assim é a vida: bela, mas com obstáculos e dificuldades - eu deveria entender e deixar de temer. A morte... Ah! A morte é inevitável, mas há a morte que eu posso evitar. Aquela morte diária. Me matando aos poucos, morrendo a cada dia, não aproveitando a minha condição de viva.
Okay, chega! Parei de falar das minhas agonias interiores - as pessoas não devem gostar de ficar lendo essas coisas. É!
Enfim, eu só preciso acreditar em mim.
Bem, caríssimos, esse texto tinha postado no dia 14/09/, no Só entre blogueiras - um dos blogs coletivos que participo -, porém com leves alterações, quase nada.
Massa blogueira, eu estou muito feliz com o crescimento desse blog, sério! Nunca pensei que ia chegar a tanto, de coração. Estou com 98 seguidores - quase 100! Fico rosa chiclete (ai, ai, ai, essas novelas que influenciam em meu vocabulário!) com essa evolução, esse crescimento!
E, o melhor, não são apenas seguidores - conheço a maioria, quero dizer, passei a conhecer, a conversar, a realmente trocar ideias, experiências e enfim... Essas amizades bloguísticas são muito especiais e importantes pra mim.
Então, só tenho a agradecer, viu?! Muito obrigada pelo carinho, pelas visitas constantes, pelos elogios, pelas críticas também, são elas que me fazem crescer e evoluir.
É isso, meus amigos.
Fico por aqui.
Em breve nos veremos!
Grande abraço da Ericazinha.

25 setembro 2009

Desejo ardente...

Toca-me
Toca o meu ser
Faz-me sentir
O amor que tu dizes ter por mim

Olha-me
Enxergue o que eu não mostro
Sinta o que eu reprimo
Mergulhe em minh'alma
Oh! Meu menino

Perdoe-me
Reprimo por não conseguir reproduzir o que preciso
Pouco é o que digo
Nada consegue transcrever o que pede minh'alma

Tentei dizer-te que minh'alma pede a ti
Tentei falar-te do desejo ardente que há em mim
Tentei lançar-me em teus braços e esquecer de mim
E recordar apenas do muito que te amo
E do quanto te quero junto a mim

(Erica Ferro)



P.s: Opa! Olha os poemas aí de novo, gente!
Sim, a inspiração me veio, repentina e forte, agora.
Então, nasceu mais um poema da Erica Ferro. Meloso, sim. Igual a todos que escrevi?
Bem, talvez a temática seja a mesma - o amor -, mas não é igual. Nunca é igual, a emoção de escrever é outra e a satisfação do 'filho nascido' é sempre única.
Mas, claro, apesar de eu não saber escrever lindamente - e, o principal, bem -, eu gosto de escrever.
Escrever me faz bem - me sinto compartilhada, revelada, livre e leve (só faltou o solta! haha).
Bem, acho que a postagem de hoje fica por aqui.
Só quero, para finalizar, desejar um final de semana excelente a todos.
Divirtam-se!
Lembrem-se:
Amanhã é sábado, dia de ser feliz. Todo o dia é dia de ser feliz. Todo o dia é hora de ser o que se quer ser e fazer o que sempre se quis fazer.
Hoje, agora e sempre é o momento de fazer e acontecer, de ser e estar, de falar e de ouvir, de cantar e tocar. Toque! Emocione e se emocione.
Okay, okay, me empolguei muito com esse P.s.
Chega, chega! Está bom, não é?
Grande abraço, caros blogueiros.
Até a próxima.

23 setembro 2009

Amanheceu e a dor foi embora...

- Não há só dor, meu amor. Confie no que eu digo. Não há só dor.
- Oh, meu amor, queria tanto acreditar nisso que estás a me falar. Porém, meu bem, nada me parece bem. Veja meu olhar, veja o meu triste penar.
- Doce menina, por que não te animas? Deixa de falar tristemente, coloca uma melodia mais contente nessa tua voz. Deixe que as dores parem de doer. Deixe...
- Mas não é questão de não deixar, meu querido. Elas simplesmente não cessam, não me largam, eu fujo...Fujo sim. Fujo delas com todo o meu ser, mas elas me acompanham por onde quer que eu ande. E agora eu não consigo dar mais nenhum passo.
- Amada minha, assim elas não te largarão nunca. Você não pode fugir de suas dores, traumas e horrores. Sente que todos eles te perseguem? Os espere, olhe fixamente e determinadamente para eles e diga, não grossamente, mas com firmeza: "Não os quero junto a mim, não são bem vindos, partam para a escuridão, mergulhem no lago da dor... Deixem-me vivenciar os momentos doces e alegres da vida. Entendam de uma vez, vocês não vão mais me amedrontar. Desistam, vocês vão cansar."
- Amado meu, você é o melhor presente que a vida meu deu. Sem ti, não conseguiria seguir. Você me dá forças, me abre os olhos, me faz enxergar além do que eu julgava ver. Você me surpreende a cada momento, eu não posso fazer outra coisa na vida se não te amar fervorosamente.
Vou expulsá-los, meu anjo. Vou sim...
- Então dorme, minha flor. Dorme que amanhã o sol tocará na tua janela gentilmente a convidando para sair de casa e sorrir novamente. Dorme, minha pequena...

Durante a madrugada, os monstros vieram assombrar aquela jovem. Ela dormia com um leve sorriso nos lábios, efeito daquelas lindas palavras de seu amado, mas logo foi despertada por aqueles monstros que ela tão bem conhecia. Por um momento quis gritar, quis chamá-lo, entretanto se impregnou de força e coragem, então falou tudo o que mais queria ter falado e há muito tempo. Os expulsou, os enfraqueceu, eles correram, porém juraram voltar. Ela, incrivelmente, não temeu - ela deveras se sentia forte e destemida. O amor... Sim, o amor mais uma vez a salvara! Dormiu se sentindo tão leve, que podia flutuar sob o colchão...

- Toc, toc, toc - fez o Sol...
- Lindo sol, entres, não sejas tímido. Hoje sei que és meu amigo.
- Hoje eu não quero entrar, quero te levar comigo. Chame também teu amigo, aquele amável que pediu que eu brilhasse da forma mais intensa e bela que eu soubesse.
- Oh, sim! Pedro... Meu amor, meu anjo...
- Toc, toc, toc - anunciou-se Pedro.
- Pode entrar, seu amigo Sol já disse-me do seu pedido... Vamos sair, anjo meu? O sol nos convidou para um dia de sorrisos e festa. O céu nunca esteve tão lindo. Me sinto bem, meu amor... Bem e feliz! Devo tudo isso a você. Foi você que me transformou, me deu força e me aconselhou. Sabe, amor, ontem eles vieram, pensaram que iriam me aterrorizar mais uma vez, mas eu os expulsei com uma veemência que eu não sentira nenhuma outra vez. Foi você que me transformou, foi o teu amor...
- Não, meu amor. Foi você que deixou que o meu amor te transformasse. O mérito é nosso. Eu te amo... - Segurou em suas mãos, pôde escutar as batidas do coração de sua amada que batia feliz e pronto para pulsar por longos anos junto ao dele.

Ela sorria e cantava essa melodia:

Raios de sol
Lindos raios
Devolveram-me a vontade de ir
Ir e vir
Ficar sob a areia da praia
Olhar o céu
Gritar
- O sol é belo, haha!

O sol é cheio de vida
E queima
Mas queima e acalenta

A vida queima
Mas acalenta
Anoiteceu e a gente chora
Amanheceu e a dor foi embora



Por fim, o seu amado disse:
- A dor, meu amor, vem e vai... Vai e vem, mas vai novamente, meu bem. E, enquanto ela está ausente, aproveite o seu presente. Alegre-se novamente e saiba que a felicidade sempre quis estar presente.

- Posso dizer uma coisa?
- Claro.
- Eu te amo... - O abraçou e ficaram sob a areia da praia até o cair do sol.



P.s: Sim! Eu estou bem, muito bem. Ainda bem!
É, todos os fantasmas correram com medo de mim. Sim, eu os espantei. Não sei por quanto tempo eles se ausentarão, mas não importa - o que importa é o agora. E o agora é o presente, presente meu e que aproveitarei com contentamento e esperança. "Sorria, Erica, como uma criança!"
Bem, pessoas queridas, a postagem de hoje foi esta.
Até outro dia.
Amanhã é quinta, dia de ser feliz.
Grande abraço!

20 setembro 2009

Pouco a pouco...

Os fantasmas rondam-me
Puxam meus cabelos
Me beslicam
Me ferem
Comigo brincam

Os fantasmas querem me ver no chão
Derrotada
Eles gostam de me ver assim
Cansada e desacreditada

Os fantasmas querem me ver morta
Como eles
Querem me fazer desistir de sorrir
De ver graça na vida
De, apesar de tudo, a achar bonita

E estou me rendendo
Pouco a pouco estou morrendo
Sinto que em breve não mais existirei
Ao pó retornarei

(Erica Ferro)



P.s: Que poema deprimente, não?! Não estou bem, é verdade. Porém não estou nesse estado de calamidade - aliás, ainda não cheguei a esse ponto. Se bem que, do jeito que estou, não demorarei muito para chegar lá.
Preciso reagir, não posso desistir.
Mas certo, chega de lamúrias. Eu nem deveria me sentir assim, já que minha semana foi tão feliz.
Encontrei, casualmente, um amigo pelas ruas da cidade - isso me fez um bem danado. O carteiro me trouxe um presente do Nivaldo Pereira, jornalista, escritor e um grande cronista. Todas as sextas as crônicas dele são publicadas no jornal Pioneiro, em Caxias do Sul.
Enfim, Nivaldo Pereira me enviou um livro dele com uma linda dedicatória.
"Para Erica, que faz das palavras asas para descobrir e inventar mundos."
Adorei a dedicatória, me emocionei, até.
Imagina, me senti recebendo um livro de uma pessoa com um talento tão grande como o Nivaldo. Sou fã dele, de verdade.
Ou seja, minha semana foi feliz, mas sempre sinto que falta algo. Sempre faltará. Talvez eu me falte. É, acho que me falta eu mesma.
Certo, chega de falar loucuras. Quem quiser saber mais detalhes dessa minha semana feliz, é só clicar aqui.
Ah, dei uma entrevista para o blog Cosmopolitan Ice. Se quiserem ver, cliquem aqui.
E, gente, essa é a postagem 100 do ano de 2009!
Lindo, não é?

Bem, por hoje é só.
Boa semana pra vocês.

Grande abraço.

18 setembro 2009

Deixo a facilidade para os fracos!

O que você gostaria de modificar na sua vida para torná-la mais simples? - Indagou-me o PostIt.

Tantas coisas, querido PostIt. Minha vida seria mais simples e, sendo assim, mais fácil se o mundo fosse mais humano e mais acolhedor. O meu viver seria mais agradável se não houvesse tantas pessoas com valores corrompidos e prontas a me machucar sempre que podem.
Às vezes imagino que seria tão mais aprazível não chorar, não me machucar, ter uma vida perfeita e ser feliz em todo o tempo.
Mas, quase imediatamente, concluo que a vida mais simples e mais fácil é para os fracos. Sim, para os fracos!
Quem é forte, realmente, não cogita essas facilidades e nem fica sonhando com elas. Num momento de dor e sofrimento, claro, pode passar esses pensamentos "facilitadores" pela mente do forte, pois ninguém é uma rocha, que tudo suporta sem reclamar e sem soltar um grunhido que seja - entretanto, é passageiro, logo a sensação de força e capacidade os toma e eles continuam a viver e a se aventurar pelas trilhas da vida.
E a minha missão é não me tornar uma fraca, fadada às facilitações, às lamúrias por uma vida sem dor e inundada de perfeição.
O meu anseio é ter coragem para encarar e vencer os "monstros" que aparecerem pela minha vida. Quero que a fé nunca me abandone, pois preciso sempre ver, através dos olhos do acreditar, que a vida é bela - ela esconde por trás dos escombros lindas paisagens e espera que eu as encontre e me deleite nas maravilhas que ela me reservou com tanto amor.
Preciso largar a capa da covardia e o guarda-chuva do medo - eles parecem me proteger da chuva. Mas, por andar sempre coberta da cabeça aos pés, deixo de sentir o sol me acarinhando a pele - afinal, nunca sei quando choverá.
Por isso, preciso largar esses falsos escudos, preciso deixar de ter medo da chuva. A chuva de reprovação e de humilhação que a humanidade, por vezes cruel, quiser derramar sobre mim.
Eu devo andar sempre com a toalha da força, para que, se me molharem, prontamente me enxugarei e me encherei de energia, erguerei minha cabeça e continuarei andando destemidamente e imponente.
Basicamente, a minha vida seria mais simples se eu não temesse tanto as dores e me aventurasse mais. Que eu entendesse de uma vez por todas que a falta de dor e sofrimento é o que faz da vida uma utopia bonita na teoria, mas na prática seria sem graça de ser vivida e sem nenhum proveito. Que eu tenha a coragem de ser o que intimamente sou - ou seja, que eu torne os meus sonhos em realidade, que não tema as derrotas, os machucados e os acidentes do meu caminho.
A vida, definitivamente, seria mais fácil se soubesse lidar com a dor do mesmo modo que sei lidar com o contentamento.
A vida seria mais fácil se eu soubesse viver. Mas, como ninguém nasce sabendo das coisas, eu vou aprendendo a cada passo que dou. Aprendendo a ser o que sou. Simplicidade e perfeição? Só nos momentos de fraqueza - que eu espero que sejam raros devaneios e passageiros.

(Erica Ferro)



Pauta para o PostIt!
Tema: Tudo seria mais simples se...

•••

P.s: Fiz essa pauta agora à noite, nem sei se ficou muito boa, mas tentei expressar o que eu sinto e penso da melhor maneira que eu pude.
Espero que gostem! E, se não gostarem, tudo bem, é normal. Não ficarei chateada.
Grande abraço pra vocês!

17 setembro 2009

Um caso do acaso

Não andava com ânimo, saiu de casa à força. Pegou o ônibus, viu além das lentes dos óculos escuros que estavam cobrindo seu olhar desolado, um céu azul, um sol quente, mas acalentador. Um dia bonito, realmente, ela não podia negar. Deixou-se contagiar por aquela energia, aquela alegria vinda da natureza, tamanha beleza não poderia ser desprezada - ela tinha que contemplar aquilo e se deixar animar, espantar toda aquela onda de tristeza e desânimo.
Desceu do ônibus, tinha algumas coisas pendentes, e tinha que resolver essas pendências naquele mesmo dia. E resolveu. Ficou contente, pois há tempos tinha que resolver aqueles "probleminhas". Coisas do cotidiano, nada demais, porém que ocupam a vida dos seres humanos.
Na volta pra casa, não podia imaginar o que lhe aconteceria. Um belo encontro estava por vir...
Aquela moça desolada não sabia que o destino tinha armado uma surpresa pra ela. Na verdade, a menina nunca percebeu que o destino nunca foi seu rival e nem nunca quis ser mau para com ela. Frequentemente o destino lhe presenteava, mas ela, na maioria das vezes, não percebia a grandeza desses pequenos presentes. É que a doce menina não tinha uma visão muito boa, precisava de uns óculos novos. Ela precisava enxergar com os olhos do coração, com o olhar puro da alma - só assim poderia ver a grandeza que se esconde por detrás da simplicidade das coisas.
E naquele fim de tarde, mais um presente, mais uma surpresinha do destino só para lhe arrancar um sorriso, deixá-la mais feliz e animada.
Descuidadamente ia andando, estava voltando pra casa, mas foi surpreendida por alguém lhe chamando. Aquela voz ela conhecia... e como conhecia!
Seu coração gelou, suas mãos começaram a tremer, ela sentiu as pernas ficarem trêmulas e fracas. Era ele! Sim, seu grande amor. É, por mais que ela tentasse se enganar, matá-lo dentro de seu peito, ela não tinha êxito. Ela o amava como nunca tinha amado ninguém. Passasse o tempo que passasse, ele não passava. Sempre presente nas suas lembranças... e como eram doces as lembranças.
Virou-se num pulo, olhou-o, como estava lindo! Aquele olhar e o sorriso brincalhão. Era isso que ela mais amava nele, o jeito brincalhão e menino de ser. Ele a alegrava, a irritava, mas ela o amava. E sentia que esse amor, de uma maneira ou de outra, era recíproco. Ele se importava com ela, ela sentia isso. E ela, ah... ela simplesmente queria estar em todos os momentos da vida dele para garantir que nada daria errado, que ele estaria bem e seguro ao seu lado. Mas não era assim. Ela amava e fantasiava esses momentos românticos ao lado dele, ele nada sabia. Ela preferia amar em silêncio. Não queria assustá-lo, espantá-lo. Decidiu ser uma boa amiga, uma ótima amiga, daquelas que está sempre quando é solicitada (e quando não é), daquelas que é fiel em todo o momento - nunca abandona e desampara o amigo. E ficou assim. Amando em silêncio e o querendo a todo momento, mas reprimindo esse querer quando ele se aproximava dela. Era o melhor, não queria sofrer - embora já sofresse e fingisse não sofrer.
Mas ela não se importava com o sofrer do amor calado, ela estava diante dele após dias sem vê-lo. Ele gritara seu nome, ela derreteu-se ao ouvir. Ela ficava em estado de êxtase quando ele falava o nome e sobrenome dela. Nome e sobrenome que ela adorava, achava lindo e que parecia ficar mais lindo na voz dele. Coisas de apaixonada, entende?
Ela pegou a mão dele, cumprimentando-o. Não sabia como tinha tomado aquela iniciativa, espantou-se depois.
Conversaram por alguns minutos. "Como anda a vida?", "O que tens feito?". Coisas assim, simples, mas que, pra ela, tinha um significado grande. Não o assunto em si, mas o fato de estarem ali, os dois, juntos, conversando embaixo de um lindo sol que já se despedia, de uma nuvem que os sorria. Ela se sentiu feliz de novo, sentiu o ânimo voltar de uma só vez. Sentiu o corpo se revigorando, a alegria a tomando.
Se despediram. Mais uma vez ela não se conteve, pegou a mão dele e, como num filme, as mãos foram se soltando lentamente. Sentiu os dedos dele tocarem os seus, como se dissessem "Tchau, até mais ver, foi ótimo ver você." Uma onda de euforia e calmaria, uma confusão de sentimentos, a tomou, a abraçou e ela saiu mais leve e mais feliz do que nunca, andando por aquela rua que parecia ser a mais bonita de todo o mundo.
E, caro leitor, posso dizer com toda a certeza, naquele dia ela dormiu com a sensação de que estava flutuando, escutando anjinhos tocando harpa ao seu redor e sonhado com seu anjo maior, o seu grande amor, aquele que ela nunca conseguirá esquecer.

(Erica Ferro)



P.s: Oh! Saí da fase "poemística"? Não sei, mas hoje a inspiração me pediu que escrevesse isso - e eu, claro, a atendi.
Por hoje, é só.
Fiquem bem.
Grande abraço da Ericazinha e até mais ver.

15 setembro 2009

O desfazer e o refazer...

Peito inflama
Alma clama
Boca grita

A linda menina em prantos se desfaz
O lindo menino docemente a refaz
E, mais uma vez, ela se desfaz
Novas lágrimas
Novas dores
Novos gritos

Mas o lindo menino permanece a refazendo
A entendendo
A amando
A protegendo

(Erica Ferro)



P.s: Coisa engraçada a inspiração, hein? Vem, assim, repentinamente. É mandona, dita as "regras do jogo".
Não sei se com vocês acontecem, mas, às vezes, me vêm umas coisas fora da minha vivência, como se fosse a história de alguém, o que alguém está passando. Não é coisa de pensar em uma situação e escrever sobre ela, é simplesmente a situação vem até seus dedos e você vai escrevendo e escrevendo. Ai, não consegui me expressar direito. Deixa pra lá. Sou uma doida mesmo.
E, ah, muito obrigada por todos os comentários na postagem anterior em relação ao plágio e tal. Podem deixar que ficarei tranquila, só ficarei mais atenta e sempre farei uma busca. E, claro, arrumar um meio de "legalizar" tudo o que eu escrevo, pra não correr o risco de publicarem algo meu antes de mim (credo! aí sim seria o fim!).
Me digam, vocês conhecem algum meio pra que eu possa fazer isso?
Vi um site aí, mas é em inglês, não entendi bulhufas.
É, eu preciso fazer um curso de inglês.
Sou muito acomodada (pra não dizer preguiçosa mesmo!).
Fico por aqui, caros blogueiros.
Até a próxima.

13 setembro 2009

Bis do beijo de chocolate branco...

No mar dos teus olhos mergulhei
Me esqueci
Te encontrei

Encostei meus lábios nos teus
Isso me fez tremer
Delirar
Me apaixonar

Teus lábios tem gosto de chocolate branco
E eu peço bis

Me presenteie com mil beijos
Mil não...
Um milhão...
Um milhão, não!
Incontáveis beijos teus eu quero

A intensidade do meu querer é gigantesca
Quero descansar em teus braços
Sentir teus abraços
Poder te beijar
Te amar
Te sentir o mais próximo de mim
Dizer "Eu amo você"
E ouvir você docemente responder
"Eu sempre amei você"

(Erica Ferro)

•••

P.s: Olá, pessoas queridas! Como estão?
Ultimamente eu só tenho postado poemas, não é? É fase "poemística" (de onde eu tirei essa palavra, hein?! =p).
Enfim, posto o que meu coração pede. Não é uma escolha, sabe? Tipo, hoje vou escrever uma crônica, amanhã um poema, depois um conto. É coisa de inspiração mesmo.

Gente, eu sei que não sou escritora profissional e nem nada que o valha, mas eu fico feliz ao ler e ao reler meus escritos, mais feliz ainda eu fico quando as pessoas se identificam e gostam.
Bem, pra ser mais direta e sincera, eu fiquei triste hoje. Em uma das minhas visitas pelos blogs alheios, me deparei com um poema meu em um blog, mas não tinha o meu nomezinho lá. Fiquei triste, poxa!
Resolvi entrar em contato com a pessoa dona do blog, pedi pra colocar os devidos créditos lá. Ela colocou os créditos em uma postagem, mas esqueceu de colocar na outra. Acredito que vá colocar, não sei. Espero que coloque.

Não quero parecer metida, mas é que são os meus sentimentos, os meus "derramamentos" de espírito, e são originalmente meus. Ninguém sente igual a mim como eu não sinto igual a ninguém. Posso sentir parecido, me identificar e tudo o mais, mas igual jamais!
Então, com toda a humildade, quero pedir que, quem quiser publicar algum escrito meu em seu blog, esteja à vontade, mas não esqueça de colocar os créditos e de me avisar.
Ficarei muito feliz em saber que toquei alguém e esse alguém gostou tanto desse "toque", que até resolveu divulgar meus escritos.
Como já disse, só gostaria que não esquecessem de colocar os créditos e de me avisar.
Enfim, era isso que queria dizer.
Agradeço desde já.
Uma ótima semana pra vocês.
Grande abraço da Ericazinha.

11 setembro 2009

Vamos sair da solidão?

Segure a minha mão
Vamos sair da solidão
Quer ser minha paixão?
Não é descaramento, não

É solidão
Dói no peito
Aperta o coração

Ora, me dê a sua mão
Vamos nos dar essa chance
Viver um lindo romance
Que tal?

Não me olhe assim
Não me veja mal
Sou apenas uma solitária
Em busca de morada

Deixe que eu more em teu coração
Deixa que eu viva em teus sonhos
Ora, me dê a sua mão
Ou simplesmente segure a minha

(Erica Ferro)

09 setembro 2009

Amar dói?

Não posso amar-te, é proibido, meu lindo.
Reprimo as palavras de amor que querem saltar da minha boca. Você vira as costas e vai embora.

Então, as palavras oprimidas e com raiva de mim, rasgam minha língua e todo o resto de minha boca. É a vingança delas. O sangue escorre forte e quase ininterrupto. Puxo os meus cabelos até sentir dor, talvez para transformar a dor que há dentro de mim, na minha alma e no meu coração em coisa física. É loucura, é masoquismo. Que seja!
Porém maior masoquismo é não poder te ter, não poder me jogar em teus braços e chorar ou sorrir, não poder te ter perto de mim.
Então o que importa que a minha boca fique ferida, que minha alma esteja penosa e que meu coração esteja despedaçado. O que importa?
Você se importa? Acredito que não. Você não vê as palavras subentendidas, não escuta meus suspiros baixos, mas audíveis. Você não me ama, não quer me amar. Você, realmente, não sabe o que é isso.
Afinal, o que é amar? O que é o amor?

Dor, eu só sinto dor e acho que amo. Me disseram que amar não dói, amor não dói.
Então por que eu sofro tanto, choro e peno feito uma condenada por esse tal de amor?

Não amo, afinal? Isso que faz meu peito arder, doer e quase me faz morrer é o quê?
Quem souber, avise-me urgentemente. Preciso de tratamento, de cura, de alento.

(Erica Ferro)

07 setembro 2009

"Independência ou morte!"


No dia 7 de setembro de 1822, um grito ecoou marcando o fim do domínio de Portugal no Brasil.
Mas não é da independência brasileira que quero falar.
Quero falar da sua independência, da minha também, é claro. Ao mesmo tempo que lhe aconselho, aconselho a mim também.
Você tem sido independente de você mesmo? Quero dizer, você tem gritado e espantado os seus fantasmas interiores?
Não é fácil encarar e lutar contra toda a cavalaria, exército e marinha. Não é, eu posso entender.
Mas a luta deve acontecer. Você vai se deixar vencer? Grite! Clame e busque sua independência.
Aniquile seus medos e traumas. Seja um bravo guerreiro! Acertaram seu coração, te feriram? O reconstrua, o cure. Levante, suba em seu cavalo novamente e saia galopando bravamente. Sempre.
E sua espada, está intacta? Não me diga! Está suja de sangue? De quem são os ferimentos? Seus? Você feriu alguém? Oh, Deus! Quem?
Não se martirize, não se culpe. O ajude, cuide dos ferimentos do ferido, faça do inimigo o teu mais novo amigo.
Não há tempo para desperdiçar com inimizades e ódio.
Alimente bons sentimentos em tua alma.
Seja independente fisicamente e interiormente e pregue essa independência por onde passar!
Não só pregue, mas lute por ela e por tudo o que você acreditar.
"Independência ou morte!"

Ter autonomia para não morrer. Vencer o que nos vence para poder viver, pois viver é diferente de sobreviver. Como eu já disse em um certo dia. Viver é sentir a vida latejando nas veias, é aproveitar cada segundo e ter a certeza de está se fazendo tudo o que podia para ser pleno e feliz - isso é ser independente. Sobreviver é morrer dia a dia, é ser acorrentado pelos medos e traumas, ser impedido de viver.

Portanto, grite hoje e agora a sua independência.
Prepare-se, a guerra não é fácil. Mas esteja certo de que você pode vencer o que tiver de ser vencido, basta que se proponha a isso.

(Erica Ferro)

•••

P.s: Tinha postado esse texto - que não ficou muito legal, vale lembrar -, hoje, no Só entre blogueiras (outro blog coletivo que faço parte) e, como não tinha preparado outro pra cá, postarei aqui também. Sem falar que estou com sono, mas não poderia deixar de postar aqui.
"Independência ou morte!", não esqueçam!
Grande abraço pra vocês!

05 setembro 2009

Escutem-me e entendam-me, por favor!


Como falar?
Como traduzir?
Como definir o que há aqui?
Aqui no mais íntimo do meu ser

Como fazer?
Como dizer?
Ninguém parece entender

Ninguém parece me ver
São tantos olhos
Tantos corpos
O mundo é imenso
Imensidão de pensamentos
Imensidão de sentimentos

Passo sem ser vista
Ninguém ouve meus gritos
Meus suplícios

Eu grito e grito
"Me ouçam!"

Tento muito o que falar
Contestar

Tenho muito o que provar
Provar e provar
Provar os sabores de todas as frutas
De todas as comidas
E bebidas

Provar que eu sou capaz
Capaz de superar o que quer me superar
Capaz de superar o que quer me desbancar

Provar que posso ser o que já sou em devaneios
Em sonhos noturnos e de olhos vidradamente arregalados

Provar
Ter
Deixar
Fazer
Ser



Falar, e não ser escutada. Ou ser escutada, mas não ser compreendida. Falar A, e entenderem B. É difícil, mas é um risco que se corre ao se expressar, ao falar o que se sente. Mesmo sem muita convicção, corro esse risco. Por vezes choro e me arrependo de ter falado e passado por idiota, por louca. É que a minha alma é desorganizada assim como o meu guarda-roupas. Todos os dias busco me organizar e me entender. E quando eu tenho uma súbita e inesperada revelação, não sei por que, mas algo em mim pede exposição, pede que eu exteriorize o que me foi revelado. É como se fosse um compartilhamento. Eu compartilho a minha alma com a humanidade. Mas a humanidade não me entende, não me vê. Sinto que eu não sou daqui, sabe? Será que eu falo grego numa terra de brasileiros? Será que eu não sou nem terrestre? Será que eu sou uma extraterrestre? Oh, céus! Que loucura! A cada linha que escrevo, mais enlouqueço e não traduzo o que sinto. Parece que tudo o que falo se enrola e se descaracteriza e não é mais o que eu quero falar. Vocês me entendem? Conseguem compreender toda essa loucura? Não? Eu estou compreendendo, dia a dia, pouco a pouco. Diariamente me revelo. Obrigada, palavras, vocês me ajudam nesse sentido. Por mais que eu não saiba usar vocês, vocês acabam me usando com perfeição e me revelando até no que não foi dito, mas foi sentido no mais íntimo.

(Erica Ferro)


P.s: Assustei alguns com a minha postagem anterior, foi? Hahaha! Que coisa, minha intenção não foi essa, por favor. Não digo que não entendem essa minha mente complexa e complexada? Não os culpo. Sou difícil de se entender mesmo. O orgulho que sinto tem pitadas de amor-próprio, de fé e de força.
Bom, pessoal, até a próxima.
Espero que desculpem-me por essa postagem tão devaneada, certo?
Aliás, não me desculpem, porque amanhã pedirei desculpas de novo. Sempre pedirei. Eu sou assim. Louca e sem sentido, pelo menos se for buscar um sentido nas coisas lógicas. Acho que só posso ser sentida. Sentido que se sente, entendem?
Parei! Chega de escrever loucuras por hoje, Erica Ferro!

03 setembro 2009

O meu orgulho não será ferido!

Sou orgulhosa
Não me venha com facas e artimanhas
Você não irá ferir-me

Desista de criar armadilhas
Desista de travar lutas comigo
Você não irá ganhar
Não irá

Repito
Desista
Se renda

O meu orgulho você não irá ferir
O meu orgulho é a arma que eu tenho para prosseguir
O meu orgulho será meu trampolim



Descobri recentemente que sou extremamente competitiva. Certo, confessarei. Acho que sempre soube dessa minha competitividade. Não uso de coisas vãs para obter a vitória, mas também não me rendo à derrota. Quero ganhar sempre. Mais por um questão de orgulho, de satisfação e de prova. Provar para mim mesma que eu estou sendo fiel aos meus desejos. Ao desejo de fazer o meu melhor sempre. Sei que há momentos em que estamos competindo e outro se destaca por mérito. Devo reconhecer que é necessário saber perder, mas eu até sei perder quando o outro joga de coração e alma limpa. Quando o outro joga na intenção de querer vencer para que a alma dele se sinta plena e feliz. Mas abomino o competidor que quer se destacar só por um motivo de exibicionismo. Não é amor pelo o que faz, e sim para ser alvo de olhares, olhares e aplausos. Para se colocar acima daquele que ama o que faz, mas os esforços não foram ainda suficientes para obter a tal vitória. Dão o sangue, esses falsos competidores, só para ouvir os aplausos e dizer: "Aí, colega, perdeu a parada para mim. A minha felicidade é ver o seu orgulho ferido. A minha alegria é te ver derrotado." Isso é abominável. O orgulho que eu sinto é o orgulho de quem ama algo e nunca irá se render às armadilhas e às ameaças de competidores sem amor pelo esporte que praticam. O orgulho que sinto é a certeza de quem ama e é fiel ao que pensa e ao que sente. O meu orgulho é a minha força. Aquela força que vem de dentro da alma e me enche de energia e vigor para enfrentar com a cabeça erguida qualquer luta dessa vida. Não, eu não vou deixar meu orgulho ser ferido. Não, eu não quero perder as batalhas, e muito menos a guerra. Não nasci fadada às derrotas. Inimigos, saibam disso. Não nasci para ser fracassada. Por isso, desistam de colocar armadilhas em meu caminho. Desistam de travar lutas comigo. Eu estou forte e determinada. O meu orgulho não será ferido.

(Erica Ferro)

01 setembro 2009

É necessário que exista cor...

Longa estrada
Acidentada
Quase sempre acinzentada
A minha esperança são as cores
Sim, as cores
Eu sei que elas existem
Por mais que queiram sempre se esconder de mim

Te contarei um segredo
Vou persegui-las
Vou sequestrá-las
Vou roubar as cores do mundo para mim

Não, não é egoísmo
Entenda o meu desespero
A vida anda difícil, entende?
O brilho e o sentido escaparam da minha vida
A alegria me deixou
Me abandonou
Foi se juntar às cores

Sim, sempre as cores
Elas são amigas inseparáveis da alegria
Da magia
Do sentido
Do amor
E insistem em correr de mim
Logo eu
Eu que sempre as admirei
Que sempre quis abrigá-las em meu mundo

Cores, eu lhes faço um apelo
Habitem o meu mundo
Fiquem para sempre em meu viver
Já não aguento mais esse meu mundo sem cor
Tão desprovido de alegria e amor

(Erica Ferro)



P.s: Deus do céu, cadê agosto? Que desgosto! Já passou?! Incrível como o tempo está passando rápido. Me assombro com essa rapidez, profundamente. Preciso de cor, de sentido. Quero viver de uma forma plena, da maneira mais plena que eu puder. Minha alma anseia significado. Minha alma pede que viva vorazmente, quase loucamente. O tempo é curto, a estrada é complicada. Eu sei, mas eu hei de conseguir trilhar com maestria a estrada da vida. Eu hei!
Grande abraço, meus queridos.