23 março 2009

"Quem sempre quer vitória, e perde a glória de chorar!♫"

Chorar a derrota... já chorei várias vezes.
Para ser sincera, no momento, não via nenhuma glória nisso. Muito pelo contrário, só via desgraça.
Eu pensava: "Eu perdi, sou um zero à esquerda!"
Mas, depois que o gosto amargo da derrota ia se desfazendo na minha boca, pude perceber que perder nem sempre é sinônimo de ser um "zero à esquerda". Perder nos impulsiona, de alguma forma, para vitória. Cresce em nós o desejo de provar o doce chamado "vitória". Eu tive também a percepção que: fazer o que é necessário para se obter a vitória é o que importa, é o que vale de verdade.
A vitória é a consequência do que se faz, do quanto se empenha no que se quer.
Mas perder ou vencer uma vez não determina definitivamente o que eu sou de verdade. No momento em que eu desistir de vencer, aí, sim, eu serei uma perdedora. Não porque eu nunca venci, e sim por desistir de buscar essa vitória. Enquanto eu desejá-la, eu tenho chances de tê-la, ou seja, sou uma vencedora em potencial. No momento em que eu obtê-la, tentarei segurá-la sempre. Mas, se por acaso ela voar dos meus braços, vou procurá-la novamente, e assim será sempre. Não me conformo em não querer. Eu vivo desejando muitas coisas. Desistir delas é coisa que raramente eu costumo fazer. Eu posso até duvidar de que eu possa conseguir, mas eu tenho a tendência de sempre insistir.
Insisto que posso conseguir. Mando esse meu lado "incapaz" se calar e ir embora. Eu quero mesmo é a vitória. Quero mesmo é o gosto da vitória me aquecendo, me mostrando que eu consegui, que valeu a pena nunca desistir.

(Erica Ferro)

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