20 março 2009

Por quê? Verdade? E se...

Por quê?

Por que é tão mais fácil rir quando o outro cai do que ajudá-lo a levantar? Porque não foi ele que caiu!
Por que é mais fácil falar do que escutar? Porque não é ele que tem tanta coisa pra falar, e ninguém pra escutar!
Por que no escuro alguns preferem criar ciladas para outros, ao invés de acender uma vela ou uma lanterna? Porque não é ele que está prestes a se espatifar ou cair no precipício por não enxergar nada.

Tantos porquês ecoam na minha cabeça, tantas respostas insistem responder às perguntas. Mas a verdade é que eu não sei da verdade. Queria saber... Mas ela é tão de cada um. Cada um defende até às últimas consequências o que chamam de verdade. E a gente fica naquela coisa de 'eu que estou certa, é assim que é, e não assim como você diz.'
Mas, e aí? É melhor não discutir? É melhor insistir? Ou é melhor fugir daqui com as nossas verdades e deixar as verdades dos outros se fazerem mentiras, e eles descobrirem que a nossa verdade sempre foi a certa? E se eles não virem que as verdades deles são mentiras? E se quiserem viver na ilusão? Temos o direito de insistir, de tentar abrir-lhes os olhos? Ou não?
Perceberam? Já estou, mais uma vez, agindo como se a minha verdade fosse a certa. E se for? E se não for? E se... se... se...

Ah! Não, não...
Eu desisto...
Por enquanto, é claro.

(Erica Ferro)

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