29 março 2009

O que é normal?


"Alguém sabe dizer o que é normal? Pode parecer tão natural!"





Ontem eu estava assistindo "Caminho das Índias", e uma cena me chamou a atenção. Seu Cadore é dono de uma empresa - a cadore. Atualmente quem comanda a empresa são seus filhos - aliás, comandavam, agora quem comanda é o Ramiro. Bom, Ramiro é casado com Melissa e tem dois filhos com ela, o Tarso e a Inês. Tarso é um garoto lindo, por ele ser tão lindo assim a mãe sempre acha que as namoradas dele nunca estão a altura dele, e sempre dá um jeito de arrumar namoradas que ela acha que são ideais pra ele. Ele detesta isso, fica muito mal por nunca ter voz ativa. Ele faz faculdade de alguma coisa (esqueci no momento), acho que é de arquitetura e ele é músico, pelo menos gosta muito de violão. Só que o pai quer que ele assuma um cargo na empresa - a Cadore. Ele não quer, essa ideia não agrada a ele. Ele já tentou dizer que não queria, que não tinha jeito pra coisa, só que o pai dele não entende, não concorda. E o garoto, coitado, já anda desenvolvendo problemas psicológicos, acho que ele está tendo um começo de esquizofrenia, e os pais não percebem; acham que é manha, é "dengo". Não percebem que o menino está sofrendo, e que precisa viver a vida dele, do jeito que ele quer viver.


Mas, enfim...

Eu fiz esse discurso todo pra chegar até a Inês. Bem, a Inês é aquela pessoa totalmente fora do padrão. Se veste muito diferente das demais, cada acessório "louco". Enfim, ela vive bem no mundo dela. Apesar de viver naquela casa com os pais que só pensam nos seus interesses e tentam impor o desejo deles sempre, ela nunca se rendeu; sempre expôs e defende a opinião dela, nunca se dobrou, nunca se omitiu. A mãe dela detesta o modo dela se vestir, sabe? Chama ela de Alien, de esquisita, monstrinha; que não sabe como ela surgiu, que tem certeza que trocaram a filha dela por ela. Absurdos mesmo.
Então, então! Eu estou falando, falando e não cheguei aonde eu queria mesmo. Como o avô deles (Tarso e Inês), já tinha falado com o Tarso e visto que ele não queria assumir a Cadore, viu também que ele ficou muito nervoso ao falar no assunto, Seu Cadore viu que não deveria insistir nesse assunto com o Tarso; por isso foi falar com a Inês. Inês disse que não tinha condições, que não era a praia dela. Seu Cadore retrucou, disse que há muito tempo percebeu que ela tinha jeito para os negócios (é que a Inês desenha roupas, exóticas...estilo punk, sabe? e as vende pela internet), por isso perguntou se por acaso ela gostaria de assumir um cargo lá; mas ela não quis. Então ele perguntou se ela ficaria se vestindo e vendendo roupas "bizarras" assim até envelhecer, se ela ia viver assim pra sempre. Aí, sim, chegou a parte que eu gostei. Ela falou que todas as pessoas usam fantasias, só que estão tão acostumadas, que isso nem causa mais impacto entre elas; deu até exemplo das pessoas que viviam na época medieval, com todas aquelas armaduras, se vissem um homem da atualidade, no mínimo, achariam engraçado.
Então, o que eu queria falar era disso, que normalidade e verdade vai bem de cada um, do que cada um acredita e como convive com isso, sabe? Se a gente é feliz de um jeito, por que mudar, só porque a sociedade te acha diferente, estranho? Nunca mude só pra agradar os outros. Mude se for pra lhe agradar, se for pra se sentir melhor. O que importa na história é você, a sua felicidade, a sua verdade.

(Erica Ferro)Alinhar à direita

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