05 abril 2009

imperAÇÃO;

A covardia impera, e o viver me espera!

Medo...
Insegurança...
Covardia...

Sim, eu sou covarde!
Sou a pior das covardes!
Minha covardia é comigo mesma.
Eu tenho medo de sofrer as consequências da vida, de viver.
Medo de machucar.
Medo da rejeição.
Medo desse mundo cruel (muitas vezes eu sinto que cai no planeta errado. As pessoas desse planeta me assombram. São cruéis, discriminadoras, preconceituosas, fúteis).
Não! Eu não me acostumei com a covardia.
Não pense que eu vivo bem desse jeito.
Na verdade, eu nem vivo. Apenas sobrevivo.
Nada me acontece, nem de ruim nem de bom.
A covardia me deixa estagnada, aparentemente bem, ilesa ao sofrimento.
Mas eu sofro! Sim, eu sofro!
Sofro quando imagino os progressos que faria se não fosse presa à covardia.
Ah! A teoria...
Sei de tantas teorias para o sucesso, tantos métodos.
Mas, não! Eu nunca consegui triunfar totalmente!
Fico no quase. Quase sempre.
Quase...
Oh! Os “quases” são tão presentes na minha vida.
“Quases” me tranquilizam algumas vezes.
Mas na maioria das vezes me martirizam, me sufocam, me cobram o tudo, o todo.
Ah...
Eu preciso me libertar dessa covardia que me domina noite e dia.
Por favor, acredite, eu luto contra ela.
Luto... Luto...
Mas eu tenho medo de perdê-la e sofrer.
Mas é certo que eu não posso ter medo de sofrer.
Augusto Cury disse: “Não tenha medo da dor, tenha medo de não enfrentá-la, criticá-la, usá-la.”

Isso! É isso!
Eu preciso criticar a minha covardia e os meus medos.
É...
Eu preciso ver se os meus medos têm real fundamento ou se são fantasiosos, exagerados.
Será que eu fiz da borboleta um dinossauro?
Talvez... Talvez...
Mesmo que seja um dinossauro, eu preciso enfrentar.
Eu cansei de sofrer por não viver.
Se eu sofrer vivendo, pelo menos deixei de sobreviver.
O sofrimento será a prova que estou vivendo.
Renascer! É isso que devo fazer depois de morrer, morrer de dor, morrer de saudade, morrer de amor... Morrer.

- Ânsia de viver, me toma, me domina. Derrota essa covardia que me angustia, que me impera.

Não, não!
Eu que derrotarei essa covardia que há em mim.
Meus medos? Os enfrentarei!

E tudo isso não é mais uma bela teoria.
Eu estou prestes a pular do prédio da covardia.
Mas, calma, estou usando para-quedas.
E o viver está à minha espera.

(Erica Ferro)

3 comentários:

  1. belo texto, mas lembre-se, nunca tenha medo de viver.

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  2. É... Também tenho muitos 'quase' na minha vida... Mas é a vida, sempre seremos covardes em algum ponto da nossa sobrevivência...
    Infelizmente, até os sentimentos mais doloridos são a prova de que estamos vivos... Se tivessemos apenas sentimentos e momentos felizes com certeza a vida perderia a graça, já que a superação é a melhor coisa que temos...

    Desculpa a minah ausencia por aqui... é que eu sou uma guria muito atarefada, tu sabe... asushaushas

    Bjo, guria!

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  3. É, Bianca, não se pode ter medo de viver. Deve-se temer o 'não viver'. Isso, sim, faz mal. Isso, sim, é intolerável.

    ***

    Pois é, Ana. A superação é a melhor que coisa que nós podemos achar depois de nos acidentar. Esse misto de sentimentos é que tempera a nossa vida. Alguns temperos são bem azedos, amargos, mas também tem seus doces, apetitosos. Enfim, temperos. ^^
    Ah, e não se preocupe pela ausência, sei das suas ocupações... hehehe.
    Eu também nunca mais comentei por lá, né? Mas sempre leio o seu blog. ;)

    Beijo!

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