31 dezembro 2009

2009, você tem mesmo de ir?

E eu não sei como começar, eu tenho medo de começar. É, eu quero chorar. Eu quero arrancar meus cabelos, meter a cabeça na parede e morrer. Não, na verdade não é bem isso que eu quero. Mas o desespero faz a gente desejar o que não desejaria se não tivesse "no limite".
E eu cheguei no meu limite, nós chegamos. Aliás, estamos chegando. É o fim, é o fim, e não há mais saída. É o fim do ano, de uma década.
E eu me pergunto: "Como foi, Erica? Foi proveitoso? Foi bom? O que você fez? Fez diferença por onde andou? Fez amigos, inimigos? Amou, morreu, chorou, sorriu, sofreu? Viveu?".
E eu vivi, mas não tanto, não como eu deveria. Porque a gente sempre fica pensando que poderia ter sido melhor, que poderia ter sido diferente. Mas pode ser melhor, porque o melhor não se limita a nada, é o melhor. E a gente não alcança a plenitude, por isso que sempre dá para melhorar, para evoluir. Porém, temos que ter a convicção e o reconhecimento que às vezes não nos esforçamos como deveríamos ter nos esforçado; que não vivemos de fato, daquela maneira gostosa, suculenta, de quem tem fome e se farta da fruta mais deliciosa, que é a vida.
E eu reconheço isso. Eu não vivi tanto, eu não conheci tanto, eu não cresci tanto. E eu não fui direito, eu não realizei o que era para ser realizado. E toda as realizações e o que eu posso ser está nas minhas mãos, no meu poder, dentro de mim, escondido por trás da esperança, da fé.
Eu preciso usar a minha vida, o meu tempo, os meus segundos, minutos, anos. E parece um belo discurso. E eu não quero que pareça, porque a intenção não é discursar bonito. A intenção é externar parte da minha tristeza em relação a mim mesma, é um modo de me redimir a mim mesma. Eu quero me perdoar, mas eu não quero permanecer no pecado de não viver. Eu preciso me esbaldar, me fartar dos frutos do existir.
Eu preciso morrer de cansaço no fim do dia, mas sorrir, mesmo que quase imperceptivelmente, de felicidade, daquela sensação de quem cumpriu a sua missão.
Eu quero ler mais, eu quero assistir mais, eu quero correr mais, eu quero sentir mais, eu quero acreditar mais; eu quero mais. Mais vida, mais emoção, mais motivos, mais vontade, mais força, mais desprendimento, mais ousadia.
Eu preciso ousar, inovar, chocar. Chocar quem quer que seja, porém o foco principal do choque seja eu mesma. Porque eu quero me impressionar, para que no fim de 2010 eu possa dizer que eu vivi e que eu tive um ano feliz. Que eu não vegetei, que eu não me omiti, que eu não esqueci do que arde em meu peito.
Eu preciso, eu preciso desesperadamente parar de teorizar. Preciso me calar e agir. Preciso me permitir. Preciso ser mais impulsiva, mais louca. Porque a loucura é boa. Sim! Em muitos momentos é preciso ser louco, porque jamais faríamos certas coisas (ou todas as coisas) medindo as consequências. Mas veja bem, eu não quero ser inconsequente; eu só quero não me preocupar tanto, não me prender ao não ser com medo do que possa acontecer se eu viver. É isso! Só isso que eu peço a mim mesma, e eu quero me ouvir e me atender. Eu preciso ser obediente a mim, aos meus anseios, ao que eu creio e ao que eu quero.
Pois eu não posso continuar me traindo, mentindo que não vejo o sol ir embora e a lua chegar. E sair, e chegar, e sair, e chegar...
Um ciclo que não tem fim, a não ser com a minha própria morte.
E esse texto está tão deprimente, tão desesperado, tão triste para ser o texto de um último post, o último do ano.
Queria poder fazer algo mais alegre, mais esperançoso. E, bem, não me vejam como uma descrente de um futuro bom. Eu só não acredito num futuro lindo e florido sem um arregaçar de mangas, sem suor no rosto, sem fé e sem força para ser e ter o que se quer. Porque é preciso crer, mas fazer. É um conjunto.
Veja que um ano todo se passou, uma década se encerrará à meia noite de hoje, dia 31/12/2009.
E um recomeço virá. E nós faremos o que?
Nós temos que acreditar em nós, nós temos que lutar por nós. Por mais que eu goste de alguém, eu não posso lutar e realizar o que só ela pode. Cada um tem esse poder, por isso cada um tem sua vida.
Eu tenho a minha, e, admito, não tenho cuidado e zelado por ela. Não tanto quanto deveria e quanto eu sinto que preciso.
Mas é o fim... Não há mais jeito, não para esse ano, para essa década.
Contudo tenho tempo. Acho que ganharei um presente às 00:00.
É mais um ano, mais uma década. E eu farei 20 anos nesse ano que chegará.
Duas décadas de vida. Quantas mais eu terei?
Não sei, eu não quero saber, porque seria angustiante saber. O melhor é viver, é ir sem olhar para trás e se lamentar do que não foi, do que não deu para ser.
Por que eu não entendo isso? Por que não coloco um pouco de ânimo em meu ser que agora quer chorar? Por que eu tenho que ser tão melancólica se tratando de "fins"?
Porque eu sou humana, errada, cega, surda e preguiçosa.
Eu sou um poço de imperfeição, de medo e constrangimento. Me constrange ser por medo de constrager a alguém. E isso é inadmissível.
Eu devo aprender com os corajosos, aqueles que vivem à sua maneira, e é isso que os interessam.
Eu deveria ser corajosa. No fundo, eu sinto que sou. No fundo da minha alma há coragem; há fé, há força. E eu preciso encontrar esses ingredientes. Preciso alcançar a minha alma antes da 00:00, porque eu necessito começar o ano mais alegre e mais confiante.
Porque, afinal, não é o fim de tudo, do mundo, de mim mesma. É só o fim de mais ano, de mais uma década.
E eu sou tão jovem, já diria Legião Urbana.
Não posso me desesperar, querer morrer e desistir de mim porque me adiei esse tempo.
Isso é covardia.
E eu já cansei de ser covarde.
É dia 31 de dezembro. Dia de ter coragem para fazer todos os dias um dia feliz. E é isso que eu desejo a vocês, meus amigos blogueiros, que vocês façam cada dia desse ano feliz e especial.
Que vivam de forma intensa, sábia também. Porém não se limitem a vocês ou a ninguém.
Se derramem, se expandam e não temam, ou pelo menos tentem não temer. Porque tentar já é uma vitória se comparado aos que nem tentam e já desistem.
Deixem-me, por fim, dizer o mais importante para vocês, do quanto vocês me fizeram feliz nesse ano, com cada comentário, cada elogio, cada verdade expressa em palavras tão dóceis e eu que senti sendo sinceras.
Deixem-me dizer, "meus seguidos", que cada texto, cada poesia, cada poema, cada reflexão que vocês me proporcionaram estão em mim, gravados em meu coração e em minha lembrança.
Quantas pessoas fantásticas eu conheci esse ano! Verdadeiros escritores, poetas, pensadores... Blogueiros! Amadores, porque amam escrever e externar o que sentem, o que imaginam e o que pensam. Ah, como eu gosto de vocês!
Ah, como eu quero ter vocês por uns mil anos! Mas tudo bem, ninguém vive mil anos, mas eu quero ter vocês comigo até quando me for permitido.
De verdade, vocês são especiais para mim. Muito!
Quero que vocês prometam uma coisa a vocês mesmos.
A proposta é a seguinte: viver o dia, aproveitar o dia, não pensar no todo, em 2010. Porque a vida é agora, é já. Tudo é tão rápido e passageiro, que é preciso aproveitar o que temos agora, e o que temos é o presente. Abracemos o presente e nos apaixonemos por ele, portanto.
E eu digo isso a vocês e, ao mesmo tempo, a mim mesma.
Pois vivamos! Comamos do fruto mais gostoso e ilimitado que é a vida.
Não liguemos para indigestão, para agonias e para tudo o que de obscuro possa surgir.
Deixa surgir para depois se agoniar, mas logo depois procurar uma solução.
Sinto que escrevi demais, não é?
Eu me empolguei muito, confesso.
Melhor finalizar com:
Feliz 2010, massa blogueira!

(Erica Ferro)

29 dezembro 2009

Poesia inebriante

Incógnita és, meu rapaz
Tire esse chapéu, deixe-me ver melhor seus cabelos
E esses óculos escuros? Tire-os, por favor
Quero mergulhar nos seus lagos, negros ou verdes
Tanto faz, meu rapaz
Só quero te ver melhor
Sentir a essência
Enxergar-te por debaixo da tua capa

Vamos, fale
Me dê a alegria de ouvir a tua voz
Que imagino ser pura melodia

Olhe, olhe nos fundos dos olhos meus
Beije-me a minha face, eu te imploro
As minhas mãos
Quem sabe os meus lábios
Peço demais, meu rapaz?

Encanto és, poeta da minha vida
Encanto misterioso
Que se fez fome em mim de investigação
E eu procuro te entender
Mas mais ainda te sentir

Sentir teu amor
Sentir tua dor
Sentir teus medos
Te sentir por inteiro

Quero me fazer necessária ao teu viver
Assim como te tornarás ao meu
E, assim, latejaremos de amor
Compartilharemos da dor
Diminuindo-a, assim
Choraremos as tristezas
Riremos dos gracejos do existir
Mentiremos que não mataríamos e morreríamos um pelo o outro
Seremos a música
O encanto
O canto
A loucura da paixão
Os destaques da multidão
A própria poesia
Doce e marcante
Inebriante

(Erica Ferro)



P.s: Deus meu! Quanto tempo, hein? Culpa do blogger, aviso logo. Há mais de uma semana, ou quase isso, o blogger não funciona direito. Não consigo logar, não consigo ver nenhum blog com domínio 'blogspot', nem sequer ver o meu próprio blog eu consigo. Enfim, o blogger resolveu funcionar quando quer, e agora ele funcionou. Tenho tantas postagens para ler, mas tantas; acho que será impossível ler todas. Há quase uma semana, não é? Difícil conseguir ler atualizações de mais de 150 blogs; e eu fico tão triste com isso, já que eu adoro ler as postagens de vocês. O blogger deveria cooperar comigo e com tantos outros blogueiros que estão com o mesmo problema.
Sinceramente, eu estou muito irritada e desgostosa com o blogger. Os responsáveis deveriam tentar solucionar o problema, assim não tem condições; não podemos ficar desamparados nessa questão.
Enfim, acho que 2010 chegará, e eu não terei respondido os tantos comentários que tenho para responder. Desde já peço desculpas a quem me visitou, comentou aqui, e eu não retribui; não é por não querer, saiba, é não poder. Acumulou-se muitas coisas, e acho que será muito pouco provável fazer isso tudo e entrar em 2010 com as coisas do blog todas em ordem.
Por isso, o presente de Natal (meio atrasado, mas vale, e muito!) de vocês para mim será justamente perdoar todas as respostas de comentários antigos e a leitura dessa semana que passou dos blogs de vocês; e é com muita tristeza que pelo isso, muita mesmo. Vocês sabem o quanto eu me sinto bem quando leio, comento e sinto vocês através das suas palavras; mas infelizmente não deu. Parece que o blogger resolveu me castigar e sabe-se lá porque.
Bem, já que me expliquei, me contem... Como foi o Natal? Não deixaram-o morrer no dia 25, não é? Pois esse espírito de fraternidade e bondade que o Natal traz, tem que durar o ano todo.
Meu Natal foi bem legal, amigos. Me esbaldei, haha. Mas, claro, não esqueci do sentido do Natal e acho que o espírito Natalino ainda está comigo e não o deixarei ir tão cedo.
Por medo de não conseguir atualizar o Sacudindo Palavras antes de 2010, quero desejar um Feliz Ano Novo a vocês.
Um Ano Novo de luta por conquistas, de muito amor e muito aprendizado.
Façam valer o novo, como disse na postagem abaixo.

Mais uma vez, me desculpem pela ausência forçada e por tudo, enfim,
Um abraço forte da blogueira que gosta muito de cada um de vocês, Erica Ferro.

22 dezembro 2009

Agracie-se e vamos!

Hoje é Natal. Tanto faz se é daqui a dois dias, mas já é Natal.
Amanhã é Ano Novo. E depois é Carnaval.
O Carnaval é todos os dias.
Vê toda essa desgraça? É um Carnaval, um circo, uma palhaçada.
Você é um palhaço, faz graça no espelho e ri da própria desgraça. Qual é a graça?
A graça de chorar todos os dias porque não realizou o que sonhou na noite anterior?
Qual é a graça?
A de esconder o que pensa por conveniência?
Qual é a graça?
A de abafar os sentimentos para não ser alvo de zombarias?
Qual é a graça?
De pensar, e não agir?
Qual é a graça?
De pregar a persistência, e sempre desistir?
Qual é a graça dessa tua vida tão sem graça?

Agracie-se, agracie a tua vida e tudo o que te cerca.
Graça, graça.

Cores, cores.
Sentidos - me refiro ao sentir, e não a motivos. Porque, se analisarmos bem, não há sentido, não um relevante em nada que seja. Então não procure entender, só sentir. E isso te bastará.
Novo, realmente novo.
Todo dia, de novo e sempre.
Até o fim, até o último suspiro teu.

Faça valer a pena.
Faça valer o novo.
Faça valer o dia novo, a hora nova, o segundo novo.
Porque o futuro é daqui a um segundo.
E o passado, presente e futuro se misturam e bagunçam um ao outro.
E é tudo uma coisa só, se pensarmos bem.
E é tudo uma loucura só.
Pegue o avião da loucura, não coloque cinto de segurança e vamos.
Vamos, que a vida chama e tem pressa.
Vamos, que 2009 já se despediu, e você nem viu.
Vamos, assim, urgentemente!

(Erica Ferro)



P.s: Sim, eu sumi!
Não, eu não gostei de ter sumido.
E eu peço desculpas a mim mesma e depois a vocês, porque esse blog e todos vocês me fazem falta.
Tanto é que eu li todas as atualizações que deixei de acompanhar e me senti tão bem por isso; li coisas tão lindas, tão reflexivas.
Obrigada e obrigada por vocês fazerem meus dias melhores, mais coloridos e com esse aroma de poesia.
Só falta responder aos comentários e retribuir as visitas, mas amanhã, espero que sem falta, eu farei isso.
(...)
E, então, é Natal...

Que triste, por um lado. Que angustiante, por outro.
Que tempo pra passar rápido. E é tudo tão louco.
E eu vou parar por aqui pra não enlouquecer vocês, okay?
Um abraço.
Até logo (e falo sério).

17 dezembro 2009

17 de dezembro...

17 de dezembro de 2009.

As nuvens abriram caminho para o sol aparecer mais belo e mais forte do que nunca, pois hoje é um dia especial.
Hoje é aniversário daquela que me gerou, que me entregou ao mundo - minha mãe!

Ah, mãe, eu já comecei a escrever e já apaguei milhões de vezes. Certo, nem foram milhões de vezes, mas foram muitas. Na verdade, mãe, eu não sei o que dizer, como dizer. Eu quero palavras que digam tudo, tudo o que eu penso e sinto por você.
Ah, eu não sei escrever, mãe. Não pra você, porque você é tão mais do que as palavras que eu tento escrever. Você excede o meu escrever, o meu falso poetizar. Você é a poesia em pessoa. Você é o amor, a força e a alegria. Sabe o seu sorriso? Ele contagia tudo e todos. Sabe a sua força? Quando eu me sinto fraca, eu peço um pouco da sua, porque você é a minha fonte de força. Você me ama e me quer bem, por isso me mostra a realidade de forma clara e precisa, mas me diz também que eu não preciso temer, pois basta encher o peito de coragem e fé que tudo eu posso vencer.
Você não é perfeita, eu sei, é humana como eu também sou; mas a beleza está aí. O imperfeito é o perfeito. O perfeito é o imperfeito por ser tão perfeito, entende? A graça está no não ser perfeito e buscar lapidar-se para o próprio prazer e bem-estar próprio.
E eu te amo porque você tem essa fome, essa fome de melhora, de lapidação.
Já disse que você é a minha mais linda medalha de ouro, não foi? E é.
Medalha dada sem mérito; de graça, presente divino.
E eu agradeço e me sinto honrada por você ser a minha mãe e ser quem é.
Temos nossas divergências, é fato; mas o fato é que todos nós temos. O estranho era se não tivéssemos. Até porque as divergências a gente vence, a gente derruba e a gente sorri de novo e mais uma vez e sempre, porque temos uma a outra. E isso é tão puro, tão verdadeiro e tão inabalável.
Eu te quero comigo por mais uns quinhentos anos, mãe. Eu quero você de forma eterna, mas não é possível - triste fato da vida. Nós somos finitos, mas infinito e eterno será o meu amor por você. Quando não mais existirmos, meu amor por ti há de pairar sobre a terra, há de tocar os corações, há de fazer bem a alguém, há de proclamar o amor entre uma mãe e uma filha; Edna e Erica...
É, mãe... Eu tenho cada ideia, não é? Você se diverte comigo e eu contigo.
Hoje foi lindo, não foi? Nós juntas, andando por aí, falando bobagens. Certo, admito que eu falei muito mais, ou talvez falei todas as bobagens possíveis - e você ria e dizia: "Ai, Erica, você é demais...!", ou "Só você para me fazer rir, hein?"
E eu respondia toda empolgada: "Eu sei que eu sou demais, mãe. Sou sua filha, não poderia ser diferente. Ah, e eu sou Ferro. Enfim, totalmente demais...♫".
Ah, essas minhas frases pretensiosas nada mais são do que um exagero da minha visão, que faço só para contagiar, fazer piada e rir, enfim.
Edna... Edna Ferro, não dá, não consigo expressar tudo, tudinho, que eu quero. Eu sinto que escrevo, escrevo e não falo nada do que eu queria falar de fato.
Vale um 'eu te amo', 'você é essencial na minha vida'?
Não, mãe. É pouco, pouco demais até.
E agora, o que farei?

Ah, mãe, eu te amarei. É isso que eu farei enquanto eu viver e além disso também.

Te amo, mãe.
Te quero bem, muito bem.
Te desejo mais saúde, mais sucesso em tudo o que tu fizeres, mais histórias para contar, mais...
Mais vida!
Mais, sempre mais...
Infinitamente mais.

Essa é a minha singela homenagem a você, a melhor mãe do mundo, a Edna Ferro.

(Erica Ferro)



P.s: Sim! Hoje é aniversário da minha mamãe, gente!
Olha só, estou muito ausente daqui, não é? Tanto de escrever como de ler os blogs, me desculpem; não sei o que há comigo. Tentarei ler todas as atualizações desses dias em que estive ausente.
Tenho umas notícias para dar a vocês.
Na verdade, acho que ganhei na categoria "blogueira do ano do Blorkutando" pelo números de votos que obtive.
Devo isso a vocês, sabiam? Muuuito, mas muito obrigada mesmo.
Quando tudo for confirmado, faço um post melhor sobre isso.
A outra notícia é sobre um outro prêmio que ganhei, mas esse foi na natação.
Teve um evento aqui no Palácio do governo para homenagear os melhores atletas amadores de 2009. E eu fui homenageada como 'a melhor atleta paraolímpica dos esportes aquáticos'. Sinceramente, não acho que eu mereça; quero honrar esse título e fazê-lo valer de verdade.
Quem sabe um dia, não é? Numa paraolimpíada, representando o Brasil e quebrando um recorde mundial.
É, um dia eu caio de lá de cima e me lasco no chão. Eu sonho alto e não me culpo por isso. Sei que tento forças e toda a capacidade possível de sustentar o meu voo. E eu vou voar além!

É isso, meus amigos.
Fiquem bem, que eu também estou bem.
Um abraço carinhoso da Erica Ferro.

14 dezembro 2009

Fio que não se parte...

"O fio que nos une é o da amizade
O sentimento é o de verdade
E a medida é a intensidade..."

E hoje a postagem é para você, sem enfeites e espero que sem poesia; ou sem tanta. Porque quero que você saiba do quanto gosto de você de forma crua, de forma genuína, de forma limpa.
Eu te amo, assim, diretamente. É, minha amiga, eu amo você. E isso não se responde com porquês. Eu amo porque eu te amo, ora. Pronto, assim mesmo, sem aquelas coisinhas de 'porque você me faz bem, me faz melhor, me aconselha, me ajuda com os gatinhos (hahaha, essa parte foi sacanagem!) e etc.
Eu te amo, simplesmente, porque eu vi em você o que eu procurava no que diz respeito a amizade.
Já estou eu dizendo os porquês. Eu que disse que não os diria!
É que os porquês são desnecessários quando se ama, quando se admira. O que interessa é o sentimento, é o que ele causa em nós. E você, querida, me faz bem. Muito bem, acredite!
Você é das poucas pessoas que aguentam as minhas lamúrias, minhas complexidades e toda a minha loucura.
E eu gosto tanto disso! Quando estou angustiada, procuro logo você no msn, porque sei que dirá algo que fará bem ao meu coração, uma palavra de conforto ou me fará dar apenas umas risadas; porque sei que você, de uma forma ou de outra, sempre faz o sol brilhar aqui.
Obrigada!
E em relação a poesia? Você escuta meus devaneios e meus anseios poéticos.
Alguns são benignos a mim, você concorda e me incentiva; outros, me aconselha a largar porque pode ser um tiro no pé, um salto para o abismo e, consequentemente, para a morte.
E deixei a poesia dominar minhas palavras. Adoro as metáforas, apesar de não saber usá-las direito.
Nos veremos, Ana Seerig... Qualquer dia, numa avenida, na beira de uma praia, num banco da praça, eu te darei um abraço e falarei tudo isso, quase declamando, como se tudo isso fosse uma poesia. E é um pouco, me atrevo a dizer.
É a poesia da vida, é a nossa poesia; é a poesia de ter conhecido você.

Obrigada, Seerig, minha amiga blogueira.

(Erica Ferro)

•••

P.s: Blogueiros, hoje o dia foi de cão, mas tudo melhorou depois que falei com a Ana! Sim, sempre melhora.
E esse post é todinho pra ela, porque ela é adorável e é minha amiga (que lindo, haha!).
Nem tenho muito o que dizer mais, só que espero que as coisas se ajeitem por aqui porque a vida anda meio complicada.
Enquanto isso vou procurando apoios, ombros amigos, chorando as mágoas, mas logo depois rindo.
(...)
A votação do Blorkutando acaba hoje, daqui a pouco, às 00:00 do horário de Brasília.
Ainda dá pra votar numa tal de Erica Ferro, só clicar aqui.
Um abraço da @ericona (sim, é o meu twitter; pode seguir, se assim desejar).
Até mais ver.

10 dezembro 2009

O que nos cabe...

Corpos desacordados
Fragmentos do humano
A fome e a dor
A dor e a fome
A dor da fome
Matou

Corpos trôpegos
Mentes entorpecidas
Almas em agonia

Um trago para esquecer
Relaxar
Apagar
Um trago para reparar

Um corpo retalhado
Um pedaço de esperança
Uns fiapos de vergonha
Umas fitas de lembrança

Dois olhos desaguando lágrimas
O mar da alma
A alma que dói
Dói e queima
Corroeu-lhe tanto, que não aguentou-se
Chorou até o quanto pôde
Depois chorou sem lágrimas
Sem ruídos
Chorou em pensamento
O pensamento choroso
Era apenas um corpo e mente penando
Vagando na cama
Na cama do mundo

Noutro canto, uma moça estava sentada numa cadeira
Olhos em chama
Um desejo latente
Um súplica do interior:
"Retrate a dor que não lhe dói,
Envolva em teus braços os pequenos que se desfazem
Jute os seus trapos e os refaça
Ou os induza a isso
Use as palavras
Use a tua mania de sabedoria"

Escreveu o que não lhe doía
Saiu às ruas e despejou o pó da esperança
Falou de fé
Levou alimento
Alento para os que morriam
Os tirou das garras mortais
Deu uma rasteira na morte
E outra na sorte

Escreveu numa parede qualquer:
"Viva apenas do seu suor
Não conte com as mãos alheias
Não desacredite, veja bem
Só não as espere para se levantar
E continuar"

Correu até uma calçada e cravou:
"O mundo é tão bom quanto mau
A vida é tão doce quanto azeda
A esperança está para a morte
Quanto a morte está para a vida
Pois morre-se diariamente
Mas regenera-se com o nascer do sol
Assim deve ser"

Pegou uma bicicleta que estava encostada numa calçada
Gritou um "daqui a pouco lhe devolvo, não é um roubo" a alguém que praguejava
Pedalou até uma praia
Sentou-se na areia e, com um galho que achou, rasbicou:
"Que todo o orgulho humano e prepotente apague-se com o passar do mar
O mar que acalma
Que abre a visão
Que quebranta o coração;
Tudo é tão nada
Que o nada torna-se o tudo
Que tudo então seja nada
E que nada, finalmente, seja tudo"

Voltou até onde estava o dono da bicicleta
Desculpou-se e agradeceu
Havia cumprido a sua missão
Pelo menos a daquele dia
Porque por toda a sua vida teria que espalhar a cota de sabedoria que tinha
E a que ainda ia adquirir
De tanto ver
Ouvir
E viver

Deixou-se cair no chão e rasgar os joelhos
E chorou pela dor
Chorou por toda dor que lembrou

Voltou para a casa
A alma não mais gritava
Agora estava calma
Ela também

Porém a menina-mulher sabia que a alma ia gritar outra vez
Por isso resolveu dormir e descansar
Lembrou:
"Amanhã o sol virá e a alma há de se agoniar
E voltar a queimar
Me cabe a aliviar"

(Erica Ferro)



P.s: Não comentarei sobre o que escrevi, porque me saiu como vômito que não se evita e não se sabe o porquê, o que causou; vai ver que foi só a alma que queimou.
(...)
Ainda não votou nos Melhores do ano do Blorkutando? Então vote; eu estou no páreo. Se achar que eu mereço o seu voto, vote; senão tudo bem, não vou querer te socar na esquina (hahaha, tinha que fazer essa piada, não sei porquê).
E, pessoas da minha existência, quem votou, beleza, massa, que legal, que fantástico (okay, Erica, já demonstrou felicidade e entusiasmo, haha)... muito obrigada meeeesmo!
Ah, sem falar nas lindas divulgações que estão fazendo pra mim. Eu fico nas nuvens, sério.
Ao final da votação e do resultado, independente de qual for, tentarei fazer uma postagem de agradecimento a todos, não sei se no geral ou mais especificamente.
De qualquer modo, estou muitíssimo feliz com o carinho de todos. Essa massa blogueira é bela mesmo, hein? Sem hipocrisia, claro.
Um abraço forte e fiquem bem, porque eu estou bem e isso já é motivo para vocês se alegrarem, já que vocês me amam e não vivem sem mim. Rá, brincadeira! Peguei vocês.
Desmereçam essa última frase, que foi muito pretensiosa e, claro, uma piada muito sem graça.
É, esqueci de dizer que eu também sou sem graça.
Sem mais, até mais ver.

06 dezembro 2009

Dois poetas e uma só poesia...

Foi intriga à primeira vista. Te vi e me intriguei. És deveras intrigante, tens noção?
Teus cabelos, teus olhos, teu sorriso, tuas mãos, tua voz... Tudo isso me intrigou. Você impregnou a minha mente; fez-se disco arranhado.
Há dias só tenho pensado em ti; tento procurar outros assuntos para falar com os meus amigos, mas só consigo falar de ti, do vício que você causou em mim.

Todos os dias olho a sua foto, seu sorriso encantador, seus cabelos lisos, sua pele... Não consigo me concentrar ao lembrar dos seus detalhes. Na verdade, peguei a caneta e papel pensando em fazer um poema para ti. Logo eu que não sei fazer poesia; minhas rimas são bobas e infantis. Eu queria fazer algo bonito, inteligente, que chamasse a tua atenção, que você me admirasse, que conseguisse enxergar o florescer dessa paixão insana e platônica através das minhas palavras, das minhas tolas rimas.
Queria viver uma poesia contigo, para ser mais sincera ainda. Queria te ouvir cantar canções apaixonadas, declarando o seu amor por mim, me dizendo o quanto que agora és feliz por termos um ao outro. Não queria que disseste que és completo comigo, nem te diria isso. Digamos que nós nos somaríamos e seríamos melhores, cada um com suas qualidades e valores. Formaríamos uma dupla de poetas, eu e você; mas seríamos uma só poesia.
Mas também sei que isso é uma fantasia, uma louca fantasia. Acho até que preciso de um psicólogo, psiquiatra... Coisa desse gênero.
Nós nunca nos vimos. Nunca.
Veja como a paixão nasce: de umas palavras, de uma foto e de uma voz.
Música. Sua voz é música. Sua imagem é uma miragem. Isso soou brega, eu sei. Me perdoe, meu lado romântica cheira a brega. Você me perdoa?
Olhe, toda essa loucura que lhe digo é uma tentativa de mostrar a ti o quanto hoje és importante para mim.
Eu também não quero te assustar. Você deve temer esse meu jeito louco de amar. Amar o que não se vê, amar a ideia de você. Eu formulei ideias, inventei cenários de amor.
Você não pode imaginar para os vários lugares que fomos. Sim, a praia, a praça... Sentamos na calçada da minha casa. Você envolvia a minha mão à sua, olhava-me profundamente e começava a cantar aquela canção que eu tanto gosto.
Depois beijava-me os lábios delicadamente, com toda a sua alma. Depois abraçava-me e ficávamos ali, juntos, falando das estrelas e do nosso amor.
Oh! Como eu quero tornar todos esses sonhos em realidade. Como eu queria viver esses sonhos.
Sabe aquela música "...que teu afeto me afetou é fato..."?
Sim, mas nem afeto da tua parte existiu. Seu sorriso me afetou, seu olhar me afetou, suas mãos me afetaram, seu cantar me encantou - tudo isso através da tua foto e da melodia da tua voz, meu poeta. E fantasiei o teu afeto e deixei a fantasia me afetar.
Olhe, poeta, não quero que me aches louca. Não, podes me achar, se assim lhe apetecer.
Só não ache loucura isso que está florescendo aqui dentro do meu peito. Não é loucura; é só uma platônica paixão.
É isso, poeta...
Você me intriga. Você me fascina. Você... ah, você é meu poeta.

Vamos viver essa fantasia? Vamos transformar toda essa paixão insana em pura poesia?

(Erica Ferro)



P.s: Me ausentei por quatro dias daqui; não por falta do que dizer, mas sim por uma questão de não saber como dizer. Muitas coisas nos engasgam e nos impedem de respirar e de viver com mais leveza.
E hoje me sinto mais leve; falei da minha paixão platônica e de toda essa loucura que se apossou de mim ultimamente. Vocês acabaram de ler um relato de um nascimento. Sim, o nascer de uma paixão; de um amor, quem sabe.
Tudo isso está sendo bom para mim, para a minha alma. Até agora não me alcançou a desilusão e o sofrimento; agradeço imensamente por isso.
Então eu permaneço sonhando contigo, poeta meu.
(...)
E a votação dos "Melhores do ano" do Blorkutando continua. Podem votar até o dia 15/12. Como sabem, estou concorrendo em duas categorias (blog e blogueira do ano). Para votar, clique aqui. E fica o meu agradecimento a todos que já votarem e continuam divulgando. Vocês são os melhores amigos blogueiros que existe no mundo!
Por hoje fico por aqui.
Recebam meu abraço carinhoso e o meu sincero desejo de uma ótima e feliz semana.

02 dezembro 2009

Não negue a si mesmo

Não cuspa sua raiva pelas ruas
Nos pés das pessoas
Elas não gostam disso
Dissimule!

Não ande com essa cara amarrada
Solte-a
Vista-se de sorrisos
Dissimule!

Está triste, cabisbaixo, desesperado, estressado?
Não contamine as pessoas com o seu (mau) humor
Engula o que for e...
Dissimule!

Entupa a sua mente com pensamentos positivos
Esqueça os malditos pensamentos negativos
Esqueça dos seus problemas
Esqueça até mesmo de você

As pessoas gostam de teatro
Gostaria de ressaltar a não-generalização
Mas uma boa camada da massa adora uma simulação
Então, dissimule!

Alguns temem o sofrimento
Reprimem-se e oprimem-se
Jogam a poeira embaixo do tapete
Pensam tapar o sol com a peneira

Não querem viver as sensações
Não se dão ao desgaste de uma dor de cabeça de tanto pensar
Não é interessante buscar soluções
O bom é que terceiros nos tragam as tais até às nossas mãos

Seres dissimulados
Sorriem com o peito cheio de dor
E ainda vem dizer-me que isso é força
Isso é fraqueza e fingimento!

Força é encarar os problemas de frente e vivenciá-los
É chorar
É sofrer
É cair
É levantar
É limpar a poeira da roupa
E é seguir em frente

Não dissimule, não!
Seja forte o suficiente para negar-se ao caminho mais fácil
Seja honesto com você
Arranque esse sorriso falso se a tua vontade é de chorar
Sorria se não tem vontade de chorar
Dance a sua música
Faça o seu ritmo
E siga em frente
Ainda que sozinho
Porque, como diz o ditado, melhor só do que mal acompanhado

(Erica Ferro)



Aquele lembrete:
Quero agradecer a todos que já votaram em mim no "Prêmio melhores do ano" do Blorkutando e quem está me ajudando a divulgar. Tem vários nomes que eu gostaria de citar, mas temo esquecer de alguém (não por ter memória fraca e ter esquecido de quem está me ajudando, mas por estar com sono e não estar racionando bem nesse momento, hehe...). De qualquer modo, já agradeci a cada um e agora, aqui, agradeço publicamente de forma mais generalizada.
Vocês são demais! Cada um tem um lugarzinho especial no meu coração, de verdade. E isso não é conversa de político que quer ganhar a eleição, não; é a mais pura verdade.
Bem, a votação irá até o dia 15/12. Então quem ainda não votou, ainda dá tempo. E quem ainda não divulgou, ainda dá tempo também.
As categorias que eu fui indicada, como disse na postagem abaixo, foram a de "Blogueira do ano" e "Blog do ano". Para votar, basta clicar aqui e escolher a minha pessoinha (ui, haha...).
Agradeço desde já e agora vamos ao "p.s"; afinal minhas postagem sempre tem que ter um.

○•○

P.s: Eu sou meio besta, né? Já fiz o lembrete e poderia colocar lá o que eu colocarei aqui. Tudo bem, vocês já devem conhecer meu lado meio lesado (hehe).
Esse conjunto de letras que escrevi aí acima, a postagem propriamente dita, foi um desabafo. Ouvi na rádio, acho que hoje, um fragmento da mensagem do dia; que falava justamente da "força" que tinham pessoas que sofriam e, mesmo assim, andavam sorrindo; como se tudo estivesse bem. Não é que eu ache que devemos andar emburrados e criticando tudo e todos. Mas não é honesto sorrir na frente dos outros, fingir bem-estar e, quando se está só, mostrar a verdadeira face. Prezo pela verdade: se está triste, está triste; que busque soluções para isso; que chore, sim, tudo o que tiver para chorar; não que fique se lamuriando eternamente, mas que não finja e tente reprimir o que lhe dói no peito com um sorriso falso no rosto. Como também não quero defender os que "soltam os cachorros" em quem não tem nada a ver com a situação. Acho que já deu para entender onde quero chegar e o que eu quero defender, né? Apenas não defendo quem finge e engole o sofrimento só para não "contaminar" o outro; só para fazer bonitinho pra alguém. É disso que falo.
Entendem a minha visão?
Acho que por hoje é só.
Fiquem bem.
Um abraço carinhoso da Erica Ferro.