Mostrando postagens com marcador Felicidade. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Felicidade. Mostrar todas as postagens

02/07/17

Tirando as teias de aranha desse cantinho

E aí, povo bonito! Okay, não sei por que eu ainda acho que alguém passa por esse blog, afinal ele não é atualizado há meses. Acho que eu nunca passei tanto tempo sem postar como passei dessa vez. Não houve nenhum motivo específico. Na verdade, uma mescla de motivos que eu não consigo identificar bem. Os maiores e mais preocupantes: falta de tempo, incapacidade de escrever e a desgraçada da preguiça. Não tenho conseguido traduzir em palavras os meus pensamentos, imaginações e/ou sentimentos. É triste. Tenho saudade da época em que eu conseguia escrever o que me alegrava, o que me doía, o que me revoltava, o que me incomodava - e aí eu ficava mais leve e mais livre do que, de alguma forma, me consumia. Por isso, cá estou novamente, tentando escrever algo que faça sentido, especialmente pra mim.

Coisas lindas aconteceram de janeiro até aqui. Aliás, até antes disso, em 2016, aconteceram coisas maravilhosas, muito dignas de registro nesse cantinho, como, por exemplo, a minha ida ao Rio de Janeiro, pra assistir os Jogos Paralímpicos (presente do meu anjo loiro Porchat). Eu deixei de postar sobre isso aqui e o momento passou (mas, se houver alguém lendo esse post e quiser ver as fotos e um pouco do que eu senti naqueles dias, é só clicar no hiperlink anterior, que encaminhará para um álbum do meu perfil no Facebook). Foram momentos tão incríveis! Por que eu não escrevi sobre isso aqui? Creio que eu fiquei tão deslumbrada, tão anestesiada de alegria e de plenitude, que eu passei dias e meses digerindo tudo que eu vivi. Ainda hoje posso recordar das sensações que eu tive em cada dia em que eu fui assistir os jogos. Ainda posso sentir a emoção inenarrável que eu senti no encerramento dos Jogos, em meio a um monte de gente, no Maracanã. Foi indescritível!

Já em 2017, mais precisamente em abril, nadei o Norte/Nordeste de Natação Paralímpica, fase regional do Circuito Loterias Caixa, em Recife. E, então, ganhei outro presente maravilhoso do meu anjo loiro, o melhor presente que ele poderia me dar: uma prótese maravilhosa, que revolucionou a minha qualidade de vida. Hoje consigo andar muito melhor e sem tantas dores na lombar e na perna direita. De Recife mesmo, com as medalhas do regional na mala, viajei para Campinas/SP, pra fazer a minha prótese num dos melhores lugares que produzem órteses e próteses aqui no Brasil: o Instituto de Prótese e Órtese - IPO. Foram necessários apenas cinco dias pra que eu tirasse o molde, provasse a prótese e saísse de lá andando com ela. Foi demais! Gratidão e extremo contentamento definem o que eu senti ao obter o meu pé de fibra de carbono! E ainda no segundo dia de viagem em Campinas, escapuli pra capital, pra ver ao vivo o programa do Porchat! Foi tããão massa! Adooorei! 

No final de maio, finalizei um dos dois estágios obrigatórios do curso de Biblioteconomia. Eu nem acredito que estou na reta final da minha primeira graduação! 
E, mais recentemente, na segunda semana de junho, nadei o VIII Jogos Aquáticos do Ceará. Foi bem massa. Adoro nadar em Fortaleza. Amo os meus amigos cearenses que a natação me deu. Um bônus bacana: na volta dessa competição, ainda fiz conexão em Recife e pude conversar um bocadinho com a minha amiga das antigas, que já foi blogueira e agora é YouTuber literária, Tailany Costa.

Como vocês puderam ler, não faltaram momentos inspiradores nesses últimos meses da minha vida. Eu só não consegui traduzir em palavras, como antigamente fazia. No entanto, eu sou brasileira, teimosa pra cacilda e não desisto nunca: vou voltar a escrever e a insistir nessa terapia que tanto já me fez bem e que com certeza continuará me fazendo muitíssimo bem.

Sinto que o próximo post desse blog não vai demorar a ser publicado. Amém, irmãos? Amém!

Um abraço da @ericona,
Hasta!

21/07/16

A palavra de ordem é SUPERAR!


Quem me conhece, sabe que eu não me sinto muito bem quando me veem como alguém que serve de exemplo para os outros, só pelo fato de ter uma síndrome rara e levar uma vida normal, como qualquer outro ser humano. Simplesmente a Síndrome de Moebius não resume quem eu sou, apenas é uma – importante – parte de mim. Sou mais que um rosto paralisado. Sou mais do que uma dicção peculiar. Sempre gosto de frisar isso. Mas é fato de que nós, todos os dias, nos deparamos com barreiras e que precisamos vencê-las. Certamente vocês já derrubaram vários obstáculos ao longo dos anos. Eu também. Somos, vocês e eu, exemplos de superação, querendo ou não. E é disso que quero falar hoje, sobre uma superação minha, uma que eu acho que vale a pena compartilhar. Houve um episódio que marcou muito negativamente a minha vida. Tal acontecimento se deu na escola, mais precisamente numa apresentação de seminário no segundo ano do Ensino Médio. Eu sempre tive receio de apresentar com medo de piadinhas e risos dos que assistiam. No entanto, quase sempre tive a sorte de ter colegas de turma que me aceitaram e me respeitaram do jeitinho único que sou. 

Quase sempre. Lembro-me como se fosse hoje, quando estava apresentando um trabalho de Filosofia, salvo engano, quando ouvi uma pessoa dizer, sem nenhuma gentileza muito menos empatia, com sorriso de escárnio, “Ai! Alguém traduz aí? Cadê a tradução simultânea?”. Parei, fiquei sem chão e não consegui dizer nada. A única coisa que consegui foi entregar a minha parte a uma colega de equipe e dizer que não mais apresentaria. Aparentemente, só eu ouvi, porque a colega não entendeu porque entreguei a minha parte a ela, mas, mesmo assim, finalizou a apresentação. Depois que acabou, a sala virou um pandemônio, porque os colegas souberam do que a pessoa havia dito comigo e todos saíram em minha defesa. Ao ouvir todo aquele estardalhaço, eu corri, corri pra bem longe da sala e fui chorar no banheiro. Estava arrasada. Tudo bem não entendermos o outro. Não entender algo que o outro diz é normal, até mesmo para quem tem uma dicção considerada perfeita. Mas o que a tal pessoa fez comigo foi um tanto cruel. Ela me desestabilizou totalmente e fez com que eu me sentisse uma espécie de alienígena caída, por acidente, na Terra. Após isso, eu não apresentei mais trabalhos, mesmo com todos (colegas de classe e professores) falando pra que eu apresentasse, que eles me entendiam, que eu não poderia me deixar abater por pessoas sem noção. Porém, eu não conseguia. Passei a ter pânico de apresentações de trabalhos. Perdi pontos por só entregar trabalhos escritos, sem a parte do seminário. Mas não consegui superar aquilo.

Quando terminei o Ensino Médio, entrei em crise, porque eu queria ingressar no ensino superior, mas todos falavam que na universidade a cobrança era alta e havia MUITOS seminários. Ouvi “seminário”, travei. Me sabotei de todas as formas para não entrar no Ensino Superior. Eu não conseguia superar o fato de que eu precisava lidar com o público. Eu não conseguia vencer o trauma do ensino médio. Eu não conseguia esquecer a imagem daquela pessoa, sorrindo com escárnio, de mim.

Finalmente, consegui me forçar a fazer ENEM e, depois de cinco anos de sabotagem comigo mesma, entrei no curso de Biblioteconomia da UFAL. Foi a melhor coisa que me aconteceu. Eu consegui entrar, mas confesso que com o coração na mão, com muito medo do que aconteceria a partir de então. E só me aconteceu boas coisas, PARA A MINHAAAAA ALEGRIAAAA e surpresa. Já no segundo semestre, entrei num projeto de iniciação científica (PIBIC). Ganhei o coraçãozinho da minha turma (2013.1) e, finalmente, fui perdendo o medo de falar, de me posicionar, de estar na linha de frente.

Então, nesse semestre, eu me matriculei numa disciplina eletiva chamada Seminários de Integração em Biblioteconomia e Ciência da Informação achando que era eletiva do sexto ou do sétimo. Qual não foi a minha surpresa em chegar lá e me deparar com uma turma totalmente desconhecida. Momento de pânico. “Onde estou? Quem são essas pessoas?”. Eu caí de paraquedas no terceiro período. Não conheço ninguém (com exceção de umas novas colegas de turma muito bacanas que já foram gentis). Como o nome da disciplina denuncia, é uma disciplina de SEMINÁRIOS. Imagina a dor no coração que eu senti hoje quando o professor disse “Juntem-se em duplas ou trios, elaborem suas falas sobre texto x, que daqui a 25 minutos faremos um seminário.”. Pensei “E agora? Será que alguém vai rir? Será que alguém vai pedir tradução simultânea? Será que alguém vai ser cruel comigo? Será que vou reviver aquela cena lá do ensino médio?”. Mantive o controle emocional, elaborei minha fala e encarei aquelas pessoas que não conheço e que não me conhecem. Espantosamente, eu estava muito calma, muito tranquila comigo mesma. Falei tudo o que eu precisava falar. Terminei. Ninguém riu. Ninguém agiu de modo ofensivo. Senti uma paz enorme. Mesmo que alguém tivesse rido, mesmo que alguém tivesse sido cruel, eu percebi que nada nem ninguém conseguirá mais me abalar. Não em relação a apresentação de seminários.

Eu superei o trauma do ensino médio. Eu, verdadeiramente, não sinto mais vontade de me esconder, de me isolar, de me deixar à margem. Doa a quem dor, custe o que custar, eu existo. Eu estou aqui e não vou mais me sabotar. Não vou mais me anular. Não vou mais deixar meus sonhos na gaveta por medo de encarar o mundo, que por muitas vezes é cruel e impiedoso com toda e qualquer pessoa denominada “diferente”. E o que eu quero dizer, para finalizar, é isso: nunca deixem que lhe magoem a ponto de vocês desistirem de seus sonhos, nem que sejam por cinco minutos, cinco meses ou cinco anos. Mesmo que o mundo seja impiedoso e cruel, não desistam de vocês mesmos. Vocês não precisam de permissão de ninguém para serem quem são. Sejam gentis, mas saibam batalhar por seus direitos e por seus lugares ao sol. Vocês não precisam de aval de ninguém para serem felizes. Lembrem-se disso, sonhem muito, trabalhem ainda mais e ganhem o mundo. A vida é bela, sobretudo quando sabemos extrair o melhor de tudo que vivemos.

Com amor,
Erica Ferro
21/07/2016

02/01/16

Sobre o dia 1 de janeiro

Eita que a minha virada 2015/2016 foi supimpa, viu! Foi tudo de linda e louca: intensa, divertida, cheia de risadas e de momentos hilários. A festa foi boa e durou até metade do dia 1. Aguentei, firme e forte, até umas 07:00. Depois capotei em algum lugar da casa e me rebocaram até a cama. Sim, o negócio foi tri insano!


Sacaram essa galera na imagem alegremente colorida acima? Pronto, na noite do dia 31, o povo que se reuniu aqui em casa estava mais ou menos nessa vibração aí. Inclusive eu, claro.


Tirei um vale night da minha vida de atleta e caí na folia. Eu estava, mesmo, me sentindo fabulosa, incrivelmente incrível, diva das divas. Na verdade, estava me sentindo feliz pra cacilda, porque, como disse na minha retrospectiva, o ano de 2015 continuou numa constante de acontecimentos felizes, memoráveis e repletos de aprendizados. Eu tinha e tenho muitos motivos pra comemorar e me alegrar. E foi isso que me fez curtiu cada segundo dessa virada de modo animado. Foi do caramba, mesmo! Passei ao lado de alguns familiares e amigos, e o clima foi leve, de contentamento e de positividade.


A galera aqui foi imbatível no assunto álcool. Acho que tomamos todo o álcool do universo, bebemos, antecipadamente, por todos os dias de 2016. E álcool é um negócio muito legal na hora em que estamos nos jogando nele sem reservas, certo? Mas, caramba, a pós-embriaguez é uma parada sofrida, vamos combinar.


Não sei que horas dormi, mas acredito que deve ter sido por volta das 08:00. "Acordei" por volta das 11:40, com a cabeça girando mais do que uma beyblade e uma cefaleia desgramada. Levantei, cambaleando, e achei um analgésico. Tomei e capotei de novo, até umas 16:40. Despertei sem tontura e sem dor de cabeça, então me forcei a ficar de pé, procurei algo pra comer, já que não havia comido nada o dia inteiro, e foi aí que fui melhorando e vivendo o que me sobrava do primeiro dia de 2016.


Tenho uma teoria: dia 1 de janeiro é uma espécie de Michel Temer como vice-presidente: decorativo. É um dia que está no calendário só pra dizer que está, porque seria estranho que se colocasse a verdade. Qual a verdade? Que janeiro começa no dia 2. Ninguém vive no dia 1 de janeiro. As pessoas sobrevivem aos loucos momentos do dia 31. Enquanto a festa rola, ainda que já se esteja na primeira madrugada de 2016, é como se ainda estivéssemos presos ao dia 31, curtindo loucamente o ano que se foi. 

Well, well, well, meus queridos leitores, espero que todos os dias de 2016 sejam intensos, amalucados, alegres, divertidos y otras cositas más pra todos nós! Só não nos esqueçamos que não temos fígado de aço e nos mantenhamos sóbrios, porque soltar os cachorros é bom, mas curtir a vida sobriamente é melhor ainda! Que possamos desfrutar do que nos faz melhores e fortes, felizes e mais sonhadores, aguerridos e batalhadores. Vivamos, pois, sem reservas e/ou medo de ser feliz.

Erica Ferro

* * *
Lembrete: todas as imagens usadas nessa postagem foram extraídas daqui. Ah! E cliquem aqui se quiserem curtir a fan page do blog e aqui se quiserem segui-lo no Twitter. Se clicarem aqui, você serão encaminhados até a minha fan page, no qual publico um pouco das minhas vivências no esporte, bem como as coisas interessantes acerca desse universo. E os bons podem me seguir no Twitter clicando aqui.
Um grande abraço!

31/12/15

Em 2015? Vivi (ainda mais)!

Antes de começar a escrever essa retrospectiva, li a que fiz no dia 31/12/2014. E, caramba, parece que foi ontem! Imagina a minha felicidade ao constatar que esse ano de 2015 conseguiu ser ainda mais incrível do que o de 2014! 
Segui sonhando e trabalhando para que eles se tornassem reais. Prossegui nadando com e por amor. Bloguei muito pouco, mas creio que essa parte está resolvida, certo? Não li e/ou assisti tudo o que precisava/desejava, obviamente. Em 2016, me comprometo, comigo mesma, a procrastinar o menos possível. No ano que em breve há de nascer, quero mergulhar ainda mais profundamente naquilo que me faz bem, me sacode, me possibilita a me tornar alguém melhor e acrescenta algo de positivo ao meu viver. 

Agora, quero mostrar-lhes o meu 2015 em fotos.

MARÇO


Regional Norte/Nordeste, Recife/PEObrigada, Recife! Você foi palco de muitos aprendizados. Saldo da competição: 6 ouros e 1 prata.


ABRIL


Swimming Open Championship CAIXA Loterias, São Paulo/SP. Essa fotografia de Pedro Ernesto ficou lindíssima. Obrigada, Pedro, pelo clique!


Obrigada, Ibirapuera! Que massa ter nadado a minha primeira competição internacional nesse lugar encantador. Nadar ao lado das melhores nadadoras do mundo e ter a chance de trocar ideias com gente do mundo todo foi sensacional. Foi uma das coisas mais emocionantes que já vivenciei ao longo dos meus 25 anos.


JUNHO


II Aberto de São Paulo, Campinas/SP. O aberto de São Paulo faz parte do rol das competições em que viajo sozinha e sem técnico. É sempre desafiador, mas a parte boa é que tenho amigos espalhados pelo Brasil afora e quase sempre há um pouco deles pra me fazer companhia e me passar boas energias. Grata a Julio Pistarini e sua equipe, que sempre me acolhe nessas minhas aventuras no interior de São Paulo.
Saldo da competição: 2 ouros e 1 bronze.


Meus amigos moebitas foram me ver depois da competição e me levaram a uma pizzaria. Foi uma das coisas mais lindas que me aconteceram nos últimos tempos! Imagina ver, de pertinho, pessoas muito semelhantes a mim, com a mesma síndrome. Foi único! Um grande abraço pra Amanda e o Gabriel. E a Julia, amiga da Amanda, "a bendita entre os moebitas".


Na volta pra casa, fiz uma conexão no aeroporto de Recife. E uma linda pessoa foi me ver lá: Tailany Costa, do blog Despindo Estórias. Na internet, ela é linda. Pessoalmente, ela é muito mais linda. Amei te ver, Tailany! Que nos encontremos tão logo nos for possível, coisa linda!


AGOSTO


VI Jogos Aquáticos do Ceará, Fortaleza/CE. Competir em Fortaleza é uma delícia! Eu amo esse lugar e as pessoas maravilhosas que moram lá! Rever amigos, ter momentos felizes e superar a mim mesma dentro e fora d'água vale mais do que qualquer riqueza do mundo. Saldo da competição: 7 ouros.


SETEMBRO


I Alagoano de Natação Paralímpica. É ótimo nadar em casa e poder mostrar aos meus conterrâneos um pouco do esporte que eu tanto amo e que tanto transformou a minha vida. Saldo da competição 5 ouros.


Trend House 2015. Desfilei num cast formado apenas por pessoas com deficiência. Foi uma experiência muito marcante pra mim, pois, como disse nesse post aqui, "provei a mim mesma que eu posso vencer meus "traumas" e encarar cerca de 150 pessoas 'do mundo da moda' sem me sentir menos interessante do que todos os outros seres do universo que não possuem a minha síndrome. Encarei os muitos flashes com tranquilidade e naturalidade. Mostrei, com muita desenvoltura, esse rostinho paralisado congênito e esse meu olhar 'asiático' na passarela. Cada passo que dei na ida e na volta da passarela foi um modo de dizer a mim e principalmente aos outros que 'pessoas são extraordinárias não pelo que elas aparentam fisicamente, mas sim pela energia e vibração que elas transmitem'.".


NOVEMBRO


VII Meeting Cearense de Natação Paralímpica, Fortaleza/CE. Sim, eu realmente amo o Ceará! Participar dos campeonatos de natação paralímpica do Ceará virou tradição na minha vida. É o máximo! O Meeting, verdadeiramente, é um encontro de amigos, um grande festival, no qual se nada o maior número de provas possível, em prol de um objetivo maior: levar a equipe ao top três da competição. A ADEFAL, minha equipe, ficou em 2º lugar entre as equipes participantes. Minhas 10 medalhas de ouro devem ter ajudado nisso. Adorei!


No dia posterior ao Meeting, o Aterro de Iracema foi palco da penúltima etapa do Circuito Nacional Rei e Rainha do Mar. Claro que eu não poderia deixar de participar! Nadei a prova Sprint (1km) no mar. Foi super gostoso! Que energia boa, a do Rei e Rainha! Que organização! Fiquei verdadeiramente encantada e, em 2016, quero participar de muitas outras etapas desse baita evento. Saldo do Sprint: uma linda medalha finisher.


Essa foto ficou tão maravilhosa, mas tão maravilhosa, que a coloquei como imagem de capa do meu perfil no Facebook!


Encontro anual da Associação Moebius do Brasil, São Paulo/SP. Quero, mais uma vez, agradecer ao Reinaldo e a Marli, presidentes da AMOB, por me darem a oportunidade de vivenciar momentos ímpares ao lado de portadores e familiares que lidam com as delícias e os dissabores da Síndrome de Moebius diariamente. Foi uma honra dar o meu breve depoimento sobre como o esporte foi de fundamental importância para que eu conseguisse superar os traumas provenientes da síndrome e me transformar na pessoa que sou hoje.


Depois de um dia maravilhoso ao lado dos meus amigos moebitas, teve uma noite magnífica no Teatro Frei Caneca. Com quem, com quem? Claro, com o meu querido Fabio Porchat!
Na foto: Gabriel, também portador da síndrome e filho dos presidentes da AMOB, Fabio Porchat e eu. Adoramos te ver, Porchat!


"Porchat, por favor, queira colocar no pescoço as nossas dez medalhas do Meeting e a medalha finisher do Rei e Rainha do Mar. Preciso tirar uma foto disso!". E ele colocou! E a foto, como vocês podem ver, ficou extremamente linda. 


Esse abraço, quase esmagador, reflete bem o amor que eu sinto por esse ser humano que, sem exageros, é fora do normal. Esse abraço demonstra a minha gratidão por tudo o que o Fabio, sua produção e familiares fazem por mim. É o abraço que traduz a minha admiração e o meu carinho por esse homem de sorriso lindo e de coração ainda mais lindo. Você é um cara excepcional, senhor Fabio Porchat. Que em 2016 a nossa parceria floresça mais e mais!


DEZEMBRO


Travessia Troféu Reinaldo Malta, Maceió/AL. Depois do Rei e Rainha do Mar, fiquei apaixonada pela natação no mar e resolvi, então, fazer a minha primeira travessia na minha terra. Minha navegação no mar é péssima e eu me perdi várias vezes durante a prova, mas só o fato de concluir a prova tranquilamente foi uma vitória e tanto! 
No pescoço: a medalha finisher e a medalha de ouro na categoria Master A. 


Essa linda e meiga foto foi tirada em dezembro de 2014, no jardim secreto da Tita. Lugar mágico que pude conhecer ao lado de duas pessoas que me são muito queridas: a própria Tita e a minha cara Tchê Seerig. Essa foto é pra ilustrar o que quero dizer a seguir: no dia 7, Ana publicou uma matéria acerca da minha fofa pessoa. Por favor, cliquem aqui e leiam as palavras da Ana Seerig sobre a minha carreira na natação paralímpica e alguns detalhes sobre a minha vida pessoal. Muito obrigada, Tchê, por lembrar de mim quando o assunto é esporte paralímpico. Acho que não poderia ser diferente, né? Nos conhecemos há tempos e isso fez com que você acompanhasse a minha vida de atleta e aprendesse um pouco comigo sobre esse mundo paralímpico. Amei!

* * *

Assim foi o meu 2015. Obviamente que houve outros momentos dignos de nota, mas, se eu fosse colocar todos eles, seria difícil finalizar essa postagem. O que vale frisar e registrar aqui é que cada dia desse ano foi uma chance que eu tive de fazer a minha vida e os meus sonhos valerem a pena.
A virada do ano é só um jeito de nós, humanos, marcarmos o tempo. Na realidade, como diz naquele comercial da Rede Globo, "o futuro já começou.". E começou mesmo. A nossa vida é uma só e é agora. E já foi. Devemos fazer o que nos apraz agora. Temos que nos jogar no presente, porque o futuro é incerto.
Enfim, meus amigos, que me leem, que vibram com cada conquista minha, que se matam de rir com as minhas palhaçadas, quero desejar-lhes doses de paz, amor, felicidade e saúde diárias. Saibam que podem contar comigo!
FELIZ 2016!

Um abraço da @ericona.

19/04/15

Cansei de ser só


É quase meia-noite aqui. Aí, onde você está, é uma da madrugada. O que você está fazendo? Eu estava aqui pensando que, sei lá, bem que poderíamos marcar um passeio, uma viagem. É, uma viagem. Você, que é mochileiro de carteirinha, poderia escolher o destino. Confio no seu bom gosto. Juro que não iria implicar com a sua preferência por viagens noturnas. Pelo contrário, ultimamente tenho refletido no quanto que deve ser empolgante viajar por essas horas sombrias. Porque, como num passe de mágica, tudo renasce, o sol aparece num céu mesclado pelo alaranjado e azulado, nos dando mais uma chance de sermos felizes. Poderíamos colocar nossas músicas prediletas pra tocar no volume máximo, enquanto nós nos mexíamos no ritmo delas. Ou você poderia cantar pra mim, mesmo porque a sua voz que é tão linda. 
Com o perdão pela hipérbole, eu passaria a vida ouvindo você cantar. É a minha voz preferida, a que eu gostaria de ouvir todas as manhãs, dizendo um bom dia meio tímido, meio fraco pela noite de sono mal dormida, meio rouco porque seria muito cedo. A voz que eu gostaria de escutar ao fim da noite, bem perto dos meus ouvidos, que proferiria coisas do tipo o dia foi tão bom porque você estava ao meu lado; gosto muito de você, minha pequena; conhecer você foi um dos presentes que o Universo me concedeu; te quero sempre aqui, perto de mim, haja o que houver.  
Sabe o que é? Eu gosto de você. Eu quero estar perto de você. Sem exigir nada, sem reivindicar nenhum direito, apenas o de poder estar junto de você. 
E por quê? Porque eu quero, porque seria tão bom poder te ter mais junto a mim. Porque seríamos tão mais felizes juntos. Conversaríamos sobre as nossas incertezas, auxiliaríamos um ao outro em momentos conflituosos, você vibraria com cada conquista minha e eu seria a pessoa mais feliz do mundo ao te ver sorrir ao galgar lugares cada vez mais altos.
Formaríamos uma bela dupla, um belo par. Sem idealizações, apenas viveríamos o que há de melhor para viver nessa vida. Sem contratos, apenas desfrutaríamos o amor na sua forma mais genuína, pura e livre.
Contratos, assinaturas, amarras. Tudo isso me cansa e, pelo que conheço de você, também te enfada. 
Eu seria feliz ao seu lado, usando um vestido florido, calçando sandálias sem salto, morando numa casinha de madeira, com uma cama pequena, que coubesse nós dois encolhidinhos, como dois pássaros num ninho.
Bobinho, eu sei, mas às vezes devaneio assim, crio realidades paralelas, futuros que são difíceis de acontecer pelo simples fato de que não depende só de mim. Depende de mim e de você. De você, sobretudo, que cala mais do que fala, que pensa mais do que diz. O oposto de mim, que falo mais do que deveria e normalmente digo tudo o que me vem a mente. 
Eu iria sacudir a sua vida com momentos insanos, mas divertidos. E você iria me colocar nos trilhos quando me visse sucumbir a irracionalidade, tomada pelos meus momentos de fúria e revolta extremas.
Eu sou a sua cura, em forma de loucura. Você é o meu remédio, em forma de calmaria regada a doce cantoria.
Sejamos nós. Cansei de ser . Você não?

Erica Ferro

◘ ◘ ◘
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

24/12/13

Just believe!



Há uns dias estava garimpando músicas bacanas na maravilhosa fonte musical que é o Grooveshark, e encontrei essa lindeza de música: extremamente doce, tocante, com uma mensagem encantadora. Vejam o vídeo. Escutem a melodia. Leiam a letra. Nessa magia natalina eu acredito. Acredito que, mesmo com muito para nos preocupar, há muito o que celebrar. Celebremos, pois. Deixemos essa magia contagiar nossos dias.
Independente de religiões e de alguns fazerem dessa época um tempo de consumo desenfreado, penso que não é uma data que devemos ignorar. Creio que ter um dia do ano para avaliar nossos feitos e os não-feitos é válido. Creio, mesmo, que é muito bacana ter um dia para que nossas esperanças, afervoradas pelo dito espírito natalino renasçam. Creio, com todo o meu coração, que o Natal é um momento em que devemos estar bem perto das pessoas que amamos, o mais perto possível, daqueles que fazem a nossa vida mais colorida, mais bonita, mais feliz.
Natal é tempo de relembranças. Natal é tempo de reviver e reviver momentos. Natal é tempo de agradecer por todas as conquistas e por todas as alegrias diárias. Não que seja o único dia em que devemos agradecer. Pelo contrário, devemos ser sempre gratos pelos degraus que galgamos na íngreme escada da vida. Entretanto, fazer um apanhado geral de tudo que houve de esplendoroso em nosso ano e agradecer no Natal é algo impagável e muito especial.
Claro, muitos reclamam da hipocrisia do Natal, no qual pessoas que durante o ano inteiro se evitam e/ou se ignoram, mas que nessa época se abraçam, trocam presentes, etc. Há muita hipocrisia no Natal, sim. Há sempre. Há em todo lugar. No entanto, podemos fazer escolhas. Eu, por exemplo, escolho não ser hipócrita. Eu escolho ficar perto de quem eu realmente gosto e aprecio a companhia. Eu escolho abraçar a quem eu tenho um apreço gigantesco. Eu escolho abrir meus braços àqueles que querem me abraçar. 
Um dos meus desejos natalinos é que um dia, oh! um dia!, esse espírito bonito de se compadecer e tentar solucionar as necessidades alheias não exista apenas no Natal. Que a bondade e a capacidade de visualizar o que acontece ao redor permaneçam durante todos os dias do ano. 
Que não sejamos omissos ao que é iníquo. Que não sejamos passivos diante de covardias. Que não sejamos mais um na multidão. Que sejamos da cor verde-limão. Chamemos atenção, através de genuínos atos de gentileza, de benevolência e de honestidade. Contanto, sobretudo, sejamos naturais. Busquemos nos encontrar a todo momento. Encontrar a nossa essência, nosso equilíbrio, nossa forma de viver melhor nesse vasto mundo.
De coração, desejo a vocês, meus amigos, um lindo momento natalino, no qual a alegria e a paz pairem. 
Um abraço enorme da @ericona, a bonita.
Hasta!

14/07/13

Porque eu quero um mundo melhor!


Pode parecer bobagem para muitos, mas, para mim, o que aconteceu há uma semana foi algo fantástico e muito gratificante. Eu deveria ter escrito e postado o relato do tal acontecimento antes, bem antes. No dia do acontecido, talvez. Porém, eu estava tão eufórica, tão ensandecida de alegria, que eu não tive como escrever algo decente, com nexo. E, claro, a velha procrastinação, como sempre, ajuda imensamente a adiar as coisas. Contudo, acho que foi a falta de tempo que me fez protelar o post. Mentira, foi a procrastinação mesmo. Ultimamente venho tendo umas ideias bem bacanas pra posts, mas, sei lá por que, elas têm ficado apenas no campo das ideias. Será que perdi o jeito de blogar? Hum, será? 
Sem mais enrolações, contarei a coisa fantástica que aconteceu no fim de semana passado. Sábado, dia 6, era o meu dia de postar no Gurias Arretadas. Passei a maior parte do dia pensando no que eu deveria postar. Lembrei, então, de dois vídeos emocionantes que tinha visto durante a semana, que me fizeram chorar e recordar da minha própria vida. Dois vídeos inspiradores, extremamente bem produzidos, com protagonistas especialíssimos e um enredo de arrancar sorrisos, lágrimas, suspiros e causar cócegas no coração. No momento que recordei dos vídeos, cheguei a conclusão que deveria escrever sobre um tema delicado, mas falar dele se tornou essencial e eu precisava mesmo fazer naquele dia, usando aqueles vídeos pra ilustrar. O tema do post que eu fiz no Gurias Arretadas? Deficiência. Eu não quero falar do post aqui, porque senão vocês não vão lê-lo na íntegra. Digo apenas que alguns de vocês vão se surpreender, se emocionar e descobrir coisas que até então não sabiam sobre mim. Prometem que vão ler? Cliquem aqui e leiam o post. Depois de lerem, voltem aqui e leiam o restante do post. 
(...)
E então, leram? Leram mesmo? Pois muito bem, depois que escrevi esse post, pensei "Cara, eu não posso deixar esse texto apenas no Gurias Arretadas. Eu não quero que só os meus amigos leiam. Eu quero que esse texto circule pelo mundo.". E vocês entenderam o porquê, pois leram o texto, certo? Pensei, então, que deveria mandar para alguém famoso, sobretudo, alguém bacana, que eu saberia que leria e compartilharia meu texto, mesmo porque eu tinha noção do poder do texto, da mensagem importante que contém nele. Mandei para duas pessoas que eu achei que iriam gostar e possivelmente compartilharam nas suas fan pages. Confesso que enviei sem muita esperança de ser respondida, porque as pessoas para quem enviei o texto são bem assediadas, digamos assim. A primeira resposta veio da pessoa menos famosa e a que eu acharia que postaria meu texto, porque (a) possivelmente é a que menos recebe mensagem, se comparada a outra pessoa para qual também enviei o texto, (b) porque a tal pessoa já tinha postado algo na página dele sobre Deficiência e tal. Infelizmente, a tal pessoa disse que o texto era lindo e iria ver o que podia fazer. Não publicou o meu texto na fan page. Não disseminou a mensagem que eu tanto gostaria que fosse disseminada. Não a admirei menos, porque creio que as pessoas não são obrigadas a corresponder às nossas expectativas. Como a pessoa é dona de um canal no YouTube e tem alguns patrocinadores, pode ser que as postagens sejam meio que reguladas. Sei lá. Eu arrumei umas desculpas bonitas para a tal pessoa não ter postado o texto na fan page dela. Porque a pessoa é linda, é engraçada e eu não quero perder a admiração por ela. 
Mas, caramba, velho, a segunda pessoa para quem eu mandei, a mais famosa das duas, a que eu menos achei que iria ler, porque deve receber uma porrada de mensagens todos os dias, foi a que respondeu, elogiou o texto e disse que iria compartilhar em sua fan page. Tipo, eu fiquei chocada. Pensei "Woooooooow! Como assim, o Fábio Porchat me respondeu? Ele disse que eu escrevo bem? Ele disse que foi uma das mensagens mais lindas que ele já leu? É isso mesmo? Ele disse que vai compartilhar? A sementinha anti-discriminação será compartilhada para mais de 180 mil pessoas? Fantástico! Espetacular! Maravilhoso!". Acho que eu não só pensei, eu devo ter falado também, porque nessas horas eu me emociono e fico meio que "wooooooow, estou loucamente emocionada, pessoal!". Sim, foi o Fábio Porchat que me respondeu! Sim, sim, sim, foi o lindo e fofo do Fábio Porchat que compartilhou o meu texto! Agradeci muito ao Fábio, porque, caramba, era um texto que precisava ser compartilhado, para que as pessoas pudessem descartar alguns pensamentos prontos sobre Deficiência e entender como funciona na prática a coisa de ser deficiente. E, sim, continuo não contando detalhes porque acredito que quem chegou aqui nessa parte desse texto, foi porque leu o do Gurias Arretadas e já está por dentro da parada (risos maléficos).
Eu já acompanhava o Fábio Porchat pelo canal Porta Dos Fundos e, com o tempo, eu fui criando uma empatia tão grande por ele, um carinho enorme, uma admiração bonita, sabem? Eu não sei se sou meio bruxa (fisicamente há quem diga que eu sou - sofro bullying por ser feia, sociedade... a coisa não é fácil.), mas eu sinto quando as pessoas são boas, quando tem um coração bom. Raramente me engano sobre alguém. E é louco achar que alguém é gente boa, que tem um coração lindo só porque viu alguns vídeos dele e umas entrevistas. Mas, caramba, se uma pessoa é boa, quando a vejo, seja através de um vídeo ou pessoalmente, sinto algo diferente, através do olhar da pessoa, de um trejeito, de um sorriso, e sinto uma incrível sensação de felicidade. É como se meu coração fosse acarinhado. E é isso que eu sinto quando vejo o Porchat. Depois que ele postou meu texto, eu concluí, genialmente, "Bicho, esse cara é mesmo o cara!". Com tantos compromissos, dá uma atenção danada aos fãs, com a ajuda da mãe, ok, mas mesmo assim é algo nobre. Porque a maioria dos artistas não tem essa preocupação, esse olhar para o anônimo que o admira e manda trocentas mensagens etc. Aliás, eu nunca faria isso de mandar trocentas mensagens para uma pessoa famosa, só para ter uns minutos da atenção dela. É coisa de louco. E louca eu não sou. Dizem por aí que eu sou meio louca, mas eu nego. Sou muito sã. Tão sã, que às vezes dói. Ser sã é louco, muito louco, porque a vida é muito louca e isso endoidece tudo, entendem? Okay, comecei a devanear. Corta essa parte, produção. Opa, não tem produção e eu estou com preguiça de cortar essa parte do texto. Fica assim mesmo.
Para finalizar, quero que vejam o compartilhamento do Porchat. E, puxa vida, gostaria que esse texto se espalhasse por aí, ganhasse o mundo, o universo! E quem leu, sabe o porquê digo isso. Então eu os convido a compartilhá-lo no Twitter, no Facebook, no Blogger, em cartazes pelas ruas da cidade, em rádios, na televisão. Disseminem o texto, porque tenho certeza que ele pode colocar muitas cabecinhas cheias de conceitos equivocados pra repensarem tais conceitos e, assim, reformularem suas ideias e possibilitar novas ações mais saudáveis e justas. Porque eu quero um mundo melhor pra mim, pra vocês e pras futuras gerações.

• • • 
Viram que a minha querida Ana Seerig deu sua contribuição para a coluna Outros sacudidores?
Well, é isso. Fico por aqui. Volto quando menos esperarem.
Curtam a fan page do Sacudindo Palavras e sigam o blog no Twitter.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!


29/03/13

Um monte de coisa num post só

Ói eu de novo e novamente na área! E pra falar de amor (de novo e novamente). O amor é...
Brincadeira, gente! Hoje não vim falar de amor. Não que eu não queira falar de amor, porque vocês sabem que eu adoro escrever sobre o sentimento mais lindo de todos, certo? Ele, o amor, o mais belo, o mais sublime, o mais encantador, o mais...! Okay, chega, porque...
Hoje vou mudar um pouco o disco. A música que vai tocar é a da banda Caramba! e o nome da música é Surpreendente. Não, vocês não estão entendendo bulhufas, mas deixem-me explicar: eu precisava  publicar algo aqui contando pra vocês do sucesso que tem sido o post que fiz sobre o livro A culpa é das estrelas, do escritor fofíssimo, lindo e maravilhoso John Green
Quando eu escrevi as minhas impressões sobre o livro, sabia que algumas pessoas iam gostar de ler, que iam gostar do que eu tinha escrito, mas jamais imaginei que o post seria visualizado por quase dez mil pessoas (em números exatos: 9609, mas algo me diz que assim que terminar esse post, esse número vai ter aumentado espantosamente). Porque, sim, o post foi visualizado quase dez mil vezes. Foi, sem dúvida, o post mais visualizado do Sacudindo Palavras
Tenho sido uma blogueira menos assídua (tanto em posts quanto em visitar blogs) do que anos atrás, e saber que praticamente dez mil pessoas passaram por aqui pra ler o que escrevi sobre um livro que li foi algo surpreendente. Eu não imaginava que o post teria tantas visualizações assim. Tudo bem que esse povo todo não comentou no post, mas só o fato de saber que passou toda essa gente por aqui é algo que realmente me choca (positivamente).
Aliás, outro post que tem feito sucesso e que tem quase cinco mil visualizações é o que fiz sobre o filme Now Is Good
Qual a finalidade desse post? Agradecer. Sim, agradecer a todos vocês que passam aqui pelo Sacudindo Palavras, que leem, que comentam. Aliás, comentem, por favor. Não é nem por ser mais um número, mas é só pra eu saber quem passou por aqui e o que sentiu ao ler o que escrevi. Quando a gente comenta, interage com o blogueiro, diz o que pensa a respeito daquilo que leu. É nessa troca de comentários que nasce o estreitamento de laços. Foi assim, trocando comentários, que conheci muita gente bacana aqui na blogosfera, e sei que continuarei a conhecer.
Eu, definitivamente, adoro ser blogueira. Eu sou uma blogueira feliz, saibam disso. Porque blogo sem pretensão e os frutos dessas blogagens despretensiosas são tão lindos, tão além do que a minha imaginação poderia criar.
Obrigada, pessoas bonitas. Vocês são o adoçante do meu suco de maracujá no café-da-manhã (oi? ~risos~).
Ah, e hoje a Natália Pereira, do blog Mundo de Nati, fez um top 5 de blogs que devem ser lidos, e advinhem?! O Sacudindo Palavras estava entre os cinco. Thanks, Nati! Obrigada pela consideração, pelo carinho, por ser uma leitora do Sacudindo há muito, muito tempo. Estamos juntas nessa vida de blogueira!
Acabou o post? Não! Não sem antes fazer umas divulgações básicas. 
Para quem não sabe, participo de diversos blogs (além do Sacudindo Palavras). Okay, quando digo diversos, quero dizer três blogs. Quero que vocês conheçam um pouco de cada um deles, que façam uma visita e conheçam os blogueiros bacanas que me acompanham por outras andanças.

Começando, então, pelo Pensamentos Devaneantes. Blog criado em 2009, inicialmente apenas em parceria com a Letícia Christmann, mas que depois ganhou mais uma integrante: a queridona Karol Coelho.

Breve apresentação do Pensamentos Devaneantes
Despejamos aqui dos nossos mais simples aos mais complexos pensamentos.
Não prometemos curas, milagres, nem mesmo sorrisos. Apenas despimos nossas almas com as palavras de nossos corações. Somos exageradamente românticas e temos como maior fonte de inspiração o mais insidioso e paradoxal sentimento: o amor (ou a falta dele).
Visitem-nos, sigam-nos, (per)sigam-nos. Errr, não... nada de nos perseguir. Não, por favor, não nos persigam (risos toscos). 

• 

Agora... quero apresentar a vocês o blog mais arretado de todos os blogs de toda a blogosfera blogante e blogueira! Que desgraça foi isso que falei agora? Apaga tudo! (risos toscos ²) Todo esse alarde é pra falar do Gurias Arretadas. Blog criado em 2011 e... (leiam o 'mais' na apresentação)

Breve apresentação do Gurias Arretadas
O blog reune cinco gurias de diferentes cantos do país. Cada uma com suas próprias ideias, cultura e seu sotaque na blogosfera. Todas têm em comum a vontade de traduzir em palavras o que pensam e sentem.  A proposta é que cada uma escreva em um dia definido sobre o que quiserem. Um dia por semana elas folgam e escolhem um texto de um(a) autor(a) ou blogueiro(a) que gostem para ser publicado.
Curtiram? Então vão ver se tem postagem nova no Gurias Arretadas! (risos loucos) E falando em curtir, curtam a fan page do Gurias Arretadas. Ah, e nos sigam no Twitter também. Porque nós somos tri arretadas, estamos nas principais redes sociais e somos sensacionais. Okay, essa rima foi tosca pra cacilda. Sorry! Não vai se repetir. Mentira, vai se repetir, porque todas as minhas piadas são toscas... Enfim, um dia vocês se acostumam. Ou não.


E o último, mas não menos importante, é o 5ATEXTO. Blog criado em... 2013. É um bebê, gente! Um bebê lindo! Blog sonhado por um jornalista chamado Tony Marlon, cara gente fina pra caramba, que todos os dias faz sua parte pra melhorar esse mundo que a gente vive; um cara cheio de ideias geniais, com ideais que emocionam e impulsionam quem está a sua volta pra também lutar por uma vida melhor, por um mundo melhor, mais habitável. Tony, meu caro, te admiro imensamente!

Breve apresentação do bebê 5ATEXTO
Da 5ASECO, uma linda banda de meninos e violões, a inspiração para o nome desse encontro virtual. Dela, também, de uma certa forma, a inspiração inclusive para o próprio encontro. A música chama-se “Ou não”. Aqui, um trecho recitado pelo seu compositor Vinicius Calderoni, que integra a banda. Qual é a caneta nossa de cada semana? Sobre o que queremos falar verdadeiramente? O que está aí, circulando, que mereça nossa atenção? Ou não: o que flutua aqui, internamente, que mereça nossas palavras? Essa é só uma provocação para 5 formas diferentes de ver o mundo se encontrarem. Um tema; 5 pessoas; 5 formas diferentes de contá-los ao mundo.
Gostaram? Então passem lá no 5ATEXTO e deem uma curtida na fan page do blog também.

• • •
Pronto, acabei! Escrevi muito hoje, hein? Cacilda! Mas enfim, é isso. Apareço por aqui qualquer dia desses, uma hora qualquer, pra falar sobre sei lá qual assunto.
(...)
Deem aquela curtida maravilhosa na fan page do Sacudindo Palavras e (per)sigam o blog no Twitter também.
(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

17/09/09

Um caso do acaso

Não andava com ânimo, saiu de casa à força. Pegou o ônibus, viu além das lentes dos óculos escuros que estavam cobrindo seu olhar desolado, um céu azul, um sol quente, mas acalentador. Um dia bonito, realmente, ela não podia negar. Deixou-se contagiar por aquela energia, aquela alegria vinda da natureza, tamanha beleza não poderia ser desprezada - ela tinha que contemplar aquilo e se deixar animar, espantar toda aquela onda de tristeza e desânimo.
Desceu do ônibus, tinha algumas coisas pendentes, e tinha que resolver essas pendências naquele mesmo dia. E resolveu. Ficou contente, pois há tempos tinha que resolver aqueles "probleminhas". Coisas do cotidiano, nada demais, porém que ocupam a vida dos seres humanos.
Na volta pra casa, não podia imaginar o que lhe aconteceria. Um belo encontro estava por vir...
Aquela moça desolada não sabia que o destino tinha armado uma surpresa pra ela. Na verdade, a menina nunca percebeu que o destino nunca foi seu rival e nem nunca quis ser mau para com ela. Frequentemente o destino lhe presenteava, mas ela, na maioria das vezes, não percebia a grandeza desses pequenos presentes. É que a doce menina não tinha uma visão muito boa, precisava de uns óculos novos. Ela precisava enxergar com os olhos do coração, com o olhar puro da alma - só assim poderia ver a grandeza que se esconde por detrás da simplicidade das coisas.
E naquele fim de tarde, mais um presente, mais uma surpresinha do destino só para lhe arrancar um sorriso, deixá-la mais feliz e animada.
Descuidadamente ia andando, estava voltando pra casa, mas foi surpreendida por alguém lhe chamando. Aquela voz ela conhecia... e como conhecia!
Seu coração gelou, suas mãos começaram a tremer, ela sentiu as pernas ficarem trêmulas e fracas. Era ele! Sim, seu grande amor. É, por mais que ela tentasse se enganar, matá-lo dentro de seu peito, ela não tinha êxito. Ela o amava como nunca tinha amado ninguém. Passasse o tempo que passasse, ele não passava. Sempre presente nas suas lembranças... e como eram doces as lembranças.
Virou-se num pulo, olhou-o, como estava lindo! Aquele olhar e o sorriso brincalhão. Era isso que ela mais amava nele, o jeito brincalhão e menino de ser. Ele a alegrava, a irritava, mas ela o amava. E sentia que esse amor, de uma maneira ou de outra, era recíproco. Ele se importava com ela, ela sentia isso. E ela, ah... ela simplesmente queria estar em todos os momentos da vida dele para garantir que nada daria errado, que ele estaria bem e seguro ao seu lado. Mas não era assim. Ela amava e fantasiava esses momentos românticos ao lado dele, ele nada sabia. Ela preferia amar em silêncio. Não queria assustá-lo, espantá-lo. Decidiu ser uma boa amiga, uma ótima amiga, daquelas que está sempre quando é solicitada (e quando não é), daquelas que é fiel em todo o momento - nunca abandona e desampara o amigo. E ficou assim. Amando em silêncio e o querendo a todo momento, mas reprimindo esse querer quando ele se aproximava dela. Era o melhor, não queria sofrer - embora já sofresse e fingisse não sofrer.
Mas ela não se importava com o sofrer do amor calado, ela estava diante dele após dias sem vê-lo. Ele gritara seu nome, ela derreteu-se ao ouvir. Ela ficava em estado de êxtase quando ele falava o nome e sobrenome dela. Nome e sobrenome que ela adorava, achava lindo e que parecia ficar mais lindo na voz dele. Coisas de apaixonada, entende?
Ela pegou a mão dele, cumprimentando-o. Não sabia como tinha tomado aquela iniciativa, espantou-se depois.
Conversaram por alguns minutos. "Como anda a vida?", "O que tens feito?". Coisas assim, simples, mas que, pra ela, tinha um significado grande. Não o assunto em si, mas o fato de estarem ali, os dois, juntos, conversando embaixo de um lindo sol que já se despedia, de uma nuvem que os sorria. Ela se sentiu feliz de novo, sentiu o ânimo voltar de uma só vez. Sentiu o corpo se revigorando, a alegria a tomando.
Se despediram. Mais uma vez ela não se conteve, pegou a mão dele e, como num filme, as mãos foram se soltando lentamente. Sentiu os dedos dele tocarem os seus, como se dissessem "Tchau, até mais ver, foi ótimo ver você." Uma onda de euforia e calmaria, uma confusão de sentimentos, a tomou, a abraçou e ela saiu mais leve e mais feliz do que nunca, andando por aquela rua que parecia ser a mais bonita de todo o mundo.
E, caro leitor, posso dizer com toda a certeza, naquele dia ela dormiu com a sensação de que estava flutuando, escutando anjinhos tocando harpa ao seu redor e sonhado com seu anjo maior, o seu grande amor, aquele que ela nunca conseguirá esquecer.

(Erica Ferro)



P.s: Oh! Saí da fase "poemística"? Não sei, mas hoje a inspiração me pediu que escrevesse isso - e eu, claro, a atendi.
Por hoje, é só.
Fiquem bem.
Grande abraço da Ericazinha e até mais ver.

11/06/09

Um dia alegre!

E um dia alegre pode ser um dia chuvoso com muito sol dentro de casa.

O sol que ilumina a casa vem de um sorriso, um sorriso sincero, um olhar azul esverdeado, um coração puro, mãos pequenas, pele macia e branca.

Conversas que são faladas em bebêis, mas que eu entendo perfeitamente. Uma linguagem coracional, sincera. Um contato direto com a alma.
E é doce, acalentador, fortalecedor, estar contigo, minha pequena, minha priminha, minha princesinha.
Você está num local do meu coração que sempre foi seu, sempre esteve à sua espera.
Você não demorou para achá-lo, chegou e veio iluminando, decorando com flores e aromas do campo. Eu te amo!
Você é linda, minha querida.
Uma beleza indescritível, pois vem da alma e se projeta pra fora e ilumina o mundo.
Esse mundo, por vezes obscuro.
Mas, sinceramente, quando estou contigo, quando escuto o teu riso e vejo o teu sorriso, teus olhos meigos e tua alegria, esqueço de todo o lado sombrio desse universo. Eu vejo que realmente há esperança pra tudo isso, que nem tudo está perdido.

(Erica Ferro)

P.s: Mais um texto onde falo da minha pequena Rayara. Ah, como eu amo essa pequena. Amo tanto, tanto e tanto. Sinto que isso é recíproco, vejo isso no seu sorriso.

21/04/09

Alegria sutil;

Hoje acordei sem saber se seria um dia alegre.
Se eu faria algo útil, bonito, que me trouxesse paz e alegria.
Eu fiz...
Comi pipoca e bebi refrigerante (guaraná) com meu irmão, rimos de nossas besteiras, nossas brincadeiras.
Oh... Escuto alguém retrucar:
"Mas que coisa simples! O que tem de alegre e diferente nisso?"
Aos olhos de quem já se psicoadaptou com o amor, com a tristeza e a dor, não há nada de alegre e diferente nisso. Mas aos olhos de quem tem uma sensibilidade relevante, uma pessoa que não psicoadaptou-se com a alegria, vê nisso uma grande beleza, uma grande fonte de júbilo.
Me invadiu um contentamento após esse lanchinho com o meu irmão; e eu nem sabia especificar, dizer o porquê.
Mas não há o que dizer, só se deve sentir, rir...
A cada dia se confirma a ideia de que as pessoas não veem mais a beleza das coisas simples.
As coisas simples... As coisas simples... As coisas sutilmente belas...
As coisas que, aos olhos apressados, nem se notam. Eles não enxergam e perdem, perdem...
Perdem o melhor, o mais sutil da vida.
É uma pena.

(Erica Ferro)