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01/05/23

Estrela cadente

Estrela Cadente que vive em minha mente,

Quando meus olhos pousam em ti, minha alma desanda a sorrir.

Que brilho encantador que tu tens!

Amo-te, Estrela Cadente...

Despertas em mim o mais profundo desejo: enlaçar-te em meus dedos, aninhar-te em meus braços e prender-te em um doce e demorado beijo.  

17/01/17

Sobre você e eu, que não somos nós...


Ei, eu queria que você soubesse que eu gosto de você. Eu gosto um bocado, na verdade. Sendo ainda mais sincera, eu amo você. Não é culpa sua, fique tranquilo. Não temos culpa de despertarmos amor em outra pessoa, muito menos somos obrigados a corresponder. Não vou chover no molhado, tentando bolar teorias sobre como nasce o amor e as suas razões. Muita gente já tentou e teve resultados melhores do que eu jamais poderia alcançar em mil anos. Leia os poemas de Vinícius, Drummond, Quintana e outros aí. O amor é tudo aquilo que eles dizem, e bem mais. O amor é... É isso: ele é. Alguém provavelmente já disse isso, e não estou aqui plagiando as palavras de alguma outra pessoa. Estou constatando que o amor é. Ele simplesmente é. Não há como defini-lo, apenas senti-lo. Isso começou até bem, mas vejo que enveredou por um caminho de palavras clichês. Eu não consigo fugir muito dos clichês. Vai ver eu sou um clichê. Vai saber...

O fato é que eu gosto tanto de você. Tanto. Mas não se assuste, por favor, com essas minhas declarações. Apenas guarde essas palavrinhas num canto bacana da sua memória e fique feliz porque alguém te gosta pra caramba, de você por inteiro, exatamente do jeito que você é. Eu não mudaria nada em você, não porque você seja perfeito. Você deve ter uma porrada de defeitos. Com certeza tem. Mas, olha, me desculpa, no momento não consigo ver porque estou muito concentrada nas suas qualidades e em como é bom estar perto de você e te abraçar sempre que possível. Eu sou cheia de defeitos. Cheia. E você vai descobrir isso aos poucos. Espero que eles não afastem você de mim.

Eu gosto de você, pra valer. Porém, é algo tão bonito, tão precioso, que acho que não quero que saia do meu campo de ideias. Porque se um dia fôssemos "nós" e depois não pudéssemos mais ser... Eu não sei, iria ser algo difícil de superar. Você entende? Eu sei, é loucura pensar no término de algo que nem começou. E provavelmente nunca começará. Eu sou meio louca, cuidado comigo. Já disse que tomo Rivotril? Pois é, eu tomo. Não é nada demais. Umas gotinhas pra dormir melhor. Ansiedade é algo que tira o sono, sabe? E eu sou de humanas, não tenho paciência nem talento pra contar carneirinhos.

Enfim... Voltemos a você. Ansiedade tira o sono, mas de um jeito bem ruim, porque quase sempre me deixa angustiada, ofegante, inquieta. Você também me tira o sono. Não muito como a ansiedade, claro, mas tira. E é de um jeito maravilhoso, você não tem noção. Quando apoio a cabeça no travesseiro e penso em você, sinto uma paz. Relembro do tom da sua voz, dos seus olhos (seus olhos me encantam!) e do seu sorriso que sorri por nós dois. E aí eu devaneio loucamente. Penso em como seria maravilhoso viajar contigo, e poderia ser pra qualquer lugar. Qualquer lugar seria divertido e inesquecível se estivéssemos juntos, acredite. Você me faz rir e eu te faço rir. Não somos extremamente parecidos, mas temos coisas em comum. Eu te mostro meu mundo e você me mostra o seu. A gente se entende bem, muito bem. O nosso laço é real e é forte, eu sinto.

Quero continuar te vendo sempre que possível. Preciso seguir perto de você. Tenho andado fora dos eixos e você me faz tão bem, me faz voltar a enxergar as coisas como elas realmente são. Você me faz ter esperanças sobre mim e a vida. Mesmo em meio ao caos, mesmo em meio a tudo que pode dar errado, eu sei que posso contar com você e com seu ombro mais que amigo. Não quero que isso se quebre nunca. O que temos é único, é um amor que excede definições ou explicações. Você promete que, independente de tudo o que acontecer daqui pra frente, nunca nos afastaremos? Você jura que sempre haverá um espaço pra mim nesse teu coração que é tão grande e tão lindo? Porque eu juro continuar te amando e cuidando de você, esteja eu onde estiver. E eu prefiro que seja bem perto de você. 

Erica Ferro

* * *

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20/03/16

O poder transformador do amor

Faz um mês que não venho aqui. Tanta coisa aconteceu. Coisas bonitas. Coisas não tão bonitas assim. Mas tudo, exatamente tudo, foi importante para o meu crescimento e autoconhecimento. Nas últimas semanas, participei de duas competições muito bacanas: a fase Norte/Nordeste de Natação Paralímpica do Circuito Brasil CAIXA Loterias, em Recife/PE, e a primeira etapa da Copa Hammerhead de Maratona Aquática, em Natal/RN. No Norte/Nordeste, que aconteceu nos dias 5 e 6 de março, conquistei seis ouros e muitos aprendizados, bem como superações pessoais inenarráveis.
No sábado, 12 de março, dia do Bibliotecário (minha futura formação!), tive o prazer de nadar a primeira etapa da Copa Hammerhead. Foi uma prova cansativa, mas muito tranquila. Quem me conhece, sabe que eu morria de medo de mar. Eu sequer conseguia molhar as canelas numa praia sem querer sair correndo de volta pra areia. Rolava um medo bem enorme mesmo. E hoje conseguir entrar no mar, tranquila, ficando sozinha em alguns trechos e continuar tranquila, nadando, braçada a braçada, curtindo cada segundo ali dentro, é algo impagável. Superar os medos é algo que extremamente maravilhoso e indescritível. Ganhei uma medalha finisher lindíssima e um troféu ainda mais lindo! Espero que o primeiro de muitos! 


Porém, o que eu quero compartilhar aqui hoje, até mais do que contar sobre minhas conquistas na natação, diz respeito a alguns pensamentos que vêm caminhando junto comigo nos últimos anos e que só têm me feito bem.
Quero falar sobre o amor. O amor em sua forma mais genuína e completa. Quero falar do poder do amor em minha vida. Quero falar do bem, da força imensurável que o bem tem de nos transformar em pessoas melhores. Quando nós adicionamos amor em nós mesmos, em nossas vidas e ao nosso redor, as coisas mudam pra melhor. Simples, isso. Tão clichê. Por que nos esquecemos disso? Por que nos é tão difícil cultivar pensamentos de amor? O mundo está cada vez mais cheio de ódio, de intolerância, de pessoas cheias de negatividade, que precisam de ajuda, que precisam se libertar de toda essa carga energética nociva. Tantas pessoas com corações repletos de ódio, que não conseguem se perdoar, que não conseguem seguir em frente, com a mente e o coração em paz. Quando praticamos o perdão, de coração puro e em verdade, nos libertamos e libertamos o outro. E, assim, cada um seguirá o seu destino e poderá dar continuidade a sua existência com maior fluidez e paz. Os pensamentos e sentimentos ruins nos atraem elementos negativos, que só nos atrasam, que fazem com que nossa vida se paralise, e assim travamos, passamos a ver o mundo por meio de uma lente embaçada e só conseguimos ver o mundo com olhos tristes, de desamor e desespero. Nenhum desses sentimentos nos levará a bons lugares. Não somos santos nem nunca conseguiremos ser, mas precisamos nos policiar para que nosso corpo seja morada de bons sentimentos e que nossas atitudes reflitam honestamente o que há em nós. Que o bem ande coladinho a nós. Que o amor nos contagie da cabeça aos pés. Que a paz esteja conosco. Que o perdão não seja algo tão difícil de dar e se dar. Que façamos o bem, com amor, e sem esperar nada em troca. Porque a caridade deve ser praticada pelo prazer de ajudar, pelo bem-estar de auxiliar alguém a encontrar um caminho melhor, mais florido e pacífico. Que nos permitamos ao menos ser fagulhas de paz, de amor e de esperança nesse mundo tão carente de sentimentos benignos.


Só o amor transforma. Só o amor cura. Só o amor liberta. Só o amor pode nos ajudar a superar e a vencer todas as barreiras dessa vida. A força do amor é tremenda e, diante dessa força inigualável, mal algum sobrevive. Porque o amor é revolucionário. O amor tem revolucionado a minha vida. O amor tem transformado a minha existência e dado sentido aos meus dias. Os meus sonhos são pautados no amor que eu sinto por vários elementos e pessoas. São os meus sonhos cheios de amor que me levam além. E indo além é que chegarei a lugares tranquilos, que irão me proporcionar aprendizados e paz de espírito.

Erica Ferro

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20/02/16

Ninguém ama ninguém

Ninguém ama ninguém,
canta Ville Valo,
com a sua voz intensamente
sedutora.

Ninguém ama ninguém,
disso sempre desconfiei.
Todos sempre voltados para os
próprios umbigos,
embevecidos por si mesmos,
encantados pelos seus reflexos
no espelho.

Ninguém ama ninguém,
todos se desencontram na fracassada
tentativa de amar e ser amado.
Ama-se a ideia que se tem do outro,
nunca o outro.

Ninguém ama ninguém,
porque o amor exige resiliência
de aceitar o outro como ele é,
por inteiro,
sem reservas,
sem máscaras,
sem ressalvas.

Ninguém ama ninguém,
pois amar é para quem não tem 
pressa de ouvir o outro,
de tentar entender,
de se envolver por completo,
de procurar somar
ao viver do seu dito amor.

Ninguém ama ninguém,
afinal porque amar dá trabalho.
Quem ama, se entrega, se doa, se dá
em prol do sentimento imenso que sente
pulsar dentro do peito.

Amor é para os loucos,
os insistentes, os que não
fogem da raia.
Amor é para quem não
tem medo dos obstáculos
da estrada esburacada que leva
ao sentimento tocante
de amor na mais pura substância.

Amor é para quem encara os horrores
e belezas dessa vida com a mesma
coragem.

Porque o amor é a melhor
arma de evolução e de revolução.
Agarremo-nos ao amor e deixe
que ele nos transforme,
pois, assim,
poderemos fazer do mundo
um cantinho mais aprazível,
colorido e com perfume de
rosas ou violetas.

Amor para
mudar.
Amor para transformar.
Amor para revolucionar.
Amor para tornar os dias
mais gostosos.

Findo, pedindo:
"Garçom, me vê um café
e um amor, por favor!".

(Erica Ferro)



 It's strange what desire will make foolish people do
I'd never dreamed that I'd need somebody like you
And I'd never dreamed that I'd knew somebody like you
No, I don't wanna fall in love
This world is always gonna break your heart 

(Wicked Game - HIM)


06/02/16

Sou toda amor por você


Eu encontrei-a quando não quis
Mais procurar o meu amor
E quanto levou foi pr'eu merecer
Antes um mês e eu já não sei

E até quem me vê lendo o jornal
Na fila do pão, sabe que eu te encontrei
E ninguém dirá que é tarde demais
Que é tão diferente assim
Do nosso amor a gente é que sabe, pequena

(Último Romance - Los Hermanos)


Quando já não havia mais esperanças em mim, eis que encontrei o que sempre procurei: a personalização do amor. Você... Sim, você! Esse ser doce, sincero, amigo, companheiro e que me arranca suspiros e risos com extrema facilidade.
É você - e só você - que me prende em conversas loucas e divertidas até altas horas da madrugada. Você me tira o sono à noite e invade os meus pensamentos durante o dia. Eu não sou romântica, você sabe. Aliás, acho que eu não quero parecer romântica, mas, no fundo, você desconfia que eu sou mesmo uma bobalhona, apaixonada e entregue a esse seu sorriso que desfaz toda e qualquer tristeza que queira habitar em mim.
Você me envolveu com sua voz mansa, cantadinha e rouca. Quando você fala, assim, baixinho, rente ao meu ouvido, não consigo segurar um suspiro e sinto gelar o meu estômago. Sua voz é música, e você, por inteiro, é poesia. Demorei pra te conhecer, mas agora, que você está comigo, não vou te deixar partir.
Entrelacei os meus dedos nos seus e o seu coração já se misturou ao meu. Somos duas criaturas alucinadamente apaixonados. Nossos dias são regados a vinho e poesia. Você tem sido a minha melhor companhia.
Obrigada por ser assim, alguém que me ama como sou, com meus defeitos e devaneios. O amor que lhe tenho é sincero e puro, disso nunca questione nem duvide por um segundo.


Erica Ferro


* * *
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02/11/15

♫ Você ainda vai ser a minha vida ♫

♫ (...) Talvez não seja nessa vida ainda
Mas você ainda vai ser a minha vida
Sem ter mais mentiras pra me ver
Sem amor antigo pra esquecer
Sem os teus amigos pra esconder
Pode crer, que tudo vai dar certo (...) ♫





Não dá pra viver nessa vida morrendo de amor. Armandinho está certo ao cantar isso. Não dá, meu amor. Você sabe das minhas descrenças e eu sei das suas, e até que elas se parecem. Não sei se existem outras vidas. Se houver, pode crer que nós vamos nos encontrar em muitas outras. Se não for nessa vida, em outra você será a minha vida, o meu amor. Que seja nessa vida, por favor. Nossa conexão extrapola a minha compreensão. Batemos o olho no outro e nos gostamos tão rápido. Se bem que eu acho que eu gosto mais de você do que você de mim. Não importa. Eu gosto muito mesmo. É fácil demais ficar perto de você. É fácil e é tão bom. A vida fica mais leve quando estou ao seu lado. As coisas fluem com naturalidade. Parece que o mundo fica mais bonito quando estou contigo. Que piegas dizer isso, mas é assim que eu me sinto. ♫ Você é assim, um sonho pra mim. E quando eu não te vejo, eu penso em você desde o amanhecer até quando eu me deito ♫. Sim, meu amigo, me apaixonei por você. E essa paixão é diferente de todas que já vivi. É tranquila, sem arroubos ou alvoroço. É calmaria, entende? Lembrar de você me traz paz. Recordo o brilho do seu olhar e o meu coração se enche de alegria. A sua risada é engraçada, e eu adoro. Você é um bobão, e eu queria que fosse o meu bobão. Caramba! Todas essas palavras são tão melosas! Já te disse que não sou melosa; apenas quando escrevo, especialmente quando escrevo sobre e pra você. Eu não queria me apaixonar por você, mas também não consegui evitar. Alguém consegue evitar de se apaixonar? Nunca conheci alguém que tivesse o poder de frear o corcel desgovernado da paixão. Inevitavelmente me encantei por você; e, honestamente, não posso nem quero evitar alimentar esse encanto. Que ele cresça e floresça. Que vire uma roseira. Amo você, e não tem um por que ou um pra quê. Simplesmente amo, profunda e platonicamente, você.

Erica Ferro

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19/04/15

Cansei de ser só


É quase meia-noite aqui. Aí, onde você está, é uma da madrugada. O que você está fazendo? Eu estava aqui pensando que, sei lá, bem que poderíamos marcar um passeio, uma viagem. É, uma viagem. Você, que é mochileiro de carteirinha, poderia escolher o destino. Confio no seu bom gosto. Juro que não iria implicar com a sua preferência por viagens noturnas. Pelo contrário, ultimamente tenho refletido no quanto que deve ser empolgante viajar por essas horas sombrias. Porque, como num passe de mágica, tudo renasce, o sol aparece num céu mesclado pelo alaranjado e azulado, nos dando mais uma chance de sermos felizes. Poderíamos colocar nossas músicas prediletas pra tocar no volume máximo, enquanto nós nos mexíamos no ritmo delas. Ou você poderia cantar pra mim, mesmo porque a sua voz que é tão linda. 
Com o perdão pela hipérbole, eu passaria a vida ouvindo você cantar. É a minha voz preferida, a que eu gostaria de ouvir todas as manhãs, dizendo um bom dia meio tímido, meio fraco pela noite de sono mal dormida, meio rouco porque seria muito cedo. A voz que eu gostaria de escutar ao fim da noite, bem perto dos meus ouvidos, que proferiria coisas do tipo o dia foi tão bom porque você estava ao meu lado; gosto muito de você, minha pequena; conhecer você foi um dos presentes que o Universo me concedeu; te quero sempre aqui, perto de mim, haja o que houver.  
Sabe o que é? Eu gosto de você. Eu quero estar perto de você. Sem exigir nada, sem reivindicar nenhum direito, apenas o de poder estar junto de você. 
E por quê? Porque eu quero, porque seria tão bom poder te ter mais junto a mim. Porque seríamos tão mais felizes juntos. Conversaríamos sobre as nossas incertezas, auxiliaríamos um ao outro em momentos conflituosos, você vibraria com cada conquista minha e eu seria a pessoa mais feliz do mundo ao te ver sorrir ao galgar lugares cada vez mais altos.
Formaríamos uma bela dupla, um belo par. Sem idealizações, apenas viveríamos o que há de melhor para viver nessa vida. Sem contratos, apenas desfrutaríamos o amor na sua forma mais genuína, pura e livre.
Contratos, assinaturas, amarras. Tudo isso me cansa e, pelo que conheço de você, também te enfada. 
Eu seria feliz ao seu lado, usando um vestido florido, calçando sandálias sem salto, morando numa casinha de madeira, com uma cama pequena, que coubesse nós dois encolhidinhos, como dois pássaros num ninho.
Bobinho, eu sei, mas às vezes devaneio assim, crio realidades paralelas, futuros que são difíceis de acontecer pelo simples fato de que não depende só de mim. Depende de mim e de você. De você, sobretudo, que cala mais do que fala, que pensa mais do que diz. O oposto de mim, que falo mais do que deveria e normalmente digo tudo o que me vem a mente. 
Eu iria sacudir a sua vida com momentos insanos, mas divertidos. E você iria me colocar nos trilhos quando me visse sucumbir a irracionalidade, tomada pelos meus momentos de fúria e revolta extremas.
Eu sou a sua cura, em forma de loucura. Você é o meu remédio, em forma de calmaria regada a doce cantoria.
Sejamos nós. Cansei de ser . Você não?

Erica Ferro

◘ ◘ ◘
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

08/04/15

Filme: O Jardim das Palavras


Título: O Jardim das Palavras
Ano: 2013
Direção: Makoto Shinkai
Duração: 46 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 10 anos
Gênero: Animação; Drama; Romance
País de Origem: Japão
Sinopse: Takao, que está treinando para ser sapateiro, matou aula e está desenhando sapatos em um jardim Japonês. Ele conhece uma misteriosa mulher, Yukino, que é mais velha do que ele. Então, sem marcar os horários, os dois começam a se ver periodicamente, mas somente em dias chuvosos. Eles aprofundam sua relação e se abrem um para o outro, mas o fim da temporada de chuva logo se aproxima…

Kotonoha no Niwa em japonês, The Garden of Words em inglês, O Jardim das Palavras em português e sinônimo de singeleza, sutileza e beleza em todos os idiomas. Cara criatura que me lê nesse momento, quero te fazer uma pergunta: você já assistiu a algo que te encantou sem fazer quase nenhum esforço, que fez cócegas em seu coração com somente um gesto ou uma palavra? Assim é O Jardim das Palavras. Produzido pela CoMix Wave Films em 2013, escrito e dirigido por Makoto Shinkai, O Jardim das Palavras é um filme nos moldes de anime que encanta pela simplicidade e pelos elementos reflexivos implícitos em cada cena. 


Takao é um rapaz de quinze anos que sonha em ser designer de sapatos. É um moço muito responsável, trabalha, estuda e ainda dá conta de cuidar da casa, já que vive em um ambiente desestruturado no qual cada indivíduo parece viver a sua própria vida sem se importar muito com a dos outros. Quando chove, Takao mata aula para praticar o seu dom de desenhar sapatos no parque nacional Shinjuku Gyoen. É a sua terapia. É a forma como ele para, senta e se põe a desenhar, seja para aprimorar a sua habilidade na arte de criar modelos de sapatos, seja para desanuviar a mente. Yukino é uma mulher de vinte e sete anos que passou por momentos ruins no passado e, por essa razão, desenvolveu uma melancolia profunda e não conseguia sair da inércia, lidar e superar os problemas.Yukino também fazia do parque Shinjuku Gyoen a sua sala de terapia.


Takao e Yukino se encontravam nas manhãs chuvosas. Ele, com seu caderno e lápis, desenhando seus sapatos. Ela, com as suas cervejas e seus chocolates. Pouco a pouco, surgiu uma relação bonita, baseada muito mais nas entrelinhas do que nos diálogos propriamente ditos. Takao contou da sua vontade de se tornar um designer de sapatos e um pouco de si mesmo. Yukino não falava muito através de palavras, mas Takao sentia a sua essência e era capaz de captar as suas emoções. Ambos precisavam aprender a andar melhor. Os dois ansiavam superar os seus problemas, angústias e sofrimentos. 


De uma maneira sutil, singela e pura, os dois cuidavam um do outro a cada encontro matutino. A chuva representava suas dores e seus desalentos. Sem perceber, um se tornou o terapeuta do outro. Em alguns momentos, os gestos eram suficientes. Palavras eram desnecessárias diante dos olhares acolhedores e das ações transbordantes de carinho e cuidado.


Takao auxiliou Yukino a sair do poço frio e sombrio no qual havia caído, ao passo que Yukino incentivou Takao, direta ou indiretamente, a acreditar em si mesmo e em seus objetivos. O Jardim das Palavras é um animação belíssima que trata de um amor imediatamente impossível, mas que deixa no ar a possibilidade num futuro não tão distante. Sobretudo, a mensagem principal é acerca da superação de medos e traumas. Esse belo anime diz respeito ao amor que cada um pode dar para auxiliar a mudança de uma vida, na medida em que outrem consegue nos ajudar a modificar a nossa positivamente.


A explosão de sentimentos e pensamentos fecha bem essa película de 46 minutos, na qual as palavras nem sempre são usadas, mas são sentidas e quase ditas em cada ato e olhar. É um anime tão bom, tão gostoso e envolvente, que eu juro que não senti a passagem dos 46 minutos. Pensei até que só havia assistido a uns 10 minutos de filme quando notei que ele já tinha acabado. A arte toda é tão bem feita. Ver cada cena é um deleite para os olhos. Os desenhos bem elaborados em cada detalhe é de arrancar suspiros e aplausos. A trilha sonora também é outro ponto forte desse anime. O conjunto de imagem e som é capaz de cativar o espectador com facilidade.
Há algum ponto negativo ou algo que me desagradou? Sim, só uma coisinha, mas não dá para revelar que coisa é essa sem contar um pouco da estória. Direi que desaprovei um ato de Takao, ainda que seus sentimentos expliquem a razão que o impulsionaram a tomar uma atitude reprovável, mas que, mesmo assim, considero injustificável. 
Segundo a Wikipédia, ainda em 2013, no ano de lançamento do filme, O Jardim das Palavras também virou mangá com ilustrações de Midori Motohashi e romance pelo próprio Shinkai.
Para finalizar, indico esse O Jardim das Palavras a quem se interessa por singelezas, entrelinhas, poesias, sutilezas e amor. É um filme para quem não tem medo de mergulhar na vastidão dos sentimentos e que se deixa tocar pela arte.

Trailer:


Trilha sonora:


A sinopse e outros dados da ficha técnica foram retirados do site Filmow. Todas as imagens contidas nessa postagem foram retiradas do Google. Caso alguma seja de sua autoria, favor entrar em contato comigo através do e-mail sacudindopalavras@live.com, que não hesitarei nem por um só momento em dar-lhe os devidos créditos. 
Não consegui incorporar aqui à postagem o vídeo no qual o trailer era legendado em português brasileiro. No entanto, tenho uma ótima notícia! Se quiser assistir O Jardim das Palavras online, ele está disponível aqui. Bom proveito, caro(a) leitor(a)!

Erica Ferro

Convite especial: esse é o link da fan page do blog e esse é o do Twitter do blog. Sinta-se à vontade para curtir e seguir as novidades, atualizações e tudo o mais que posto nas redes sociais do Sacudindo Palavras.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

30/03/15

A você, com amor - Vinicius de Moraes

A você, com amor
Vinicius de Moraes

O amor é o murmúrio da terra 
quando as estrelas se apagam 
e os ventos da aurora vagam 
no nascimento do dia... 
O ridente abandono, 
a rútila alegria 
dos lábios, da fonte 
e da onda que arremete 
do mar...

O amor é a memória 
que o tempo não mata, 
a canção bem-amada 
feliz e absurda...

E a música inaudível...

O silêncio que treme 
e parece ocupar 
o coração que freme 
quando a melodia 
do canto de um pássaro 
parece ficar...

O amor é Deus em plenitude 
a infinita medida 
das dádivas que vêm 
com o sol e com a chuva 
seja na montanha 
seja na planura 
a chuva que corre 
e o tesouro armazenado 
no fim do arco-íris.

• • •

Nota rápida:
Olá, povo. Não, eu não morri. Apenas ando ocupada e um tanto sem inspiração e ânimo para gerar conteúdo para esse querido blog. Como não gosto de me forçar a fazer coisas que amo, como, por exemplo, escrever, que é o caso em questão, estou dando tempo ao tempo e aguardando o meu período produtivo voltar. 
Hoje estava com vontade de cair de cabeça num mar de poesia, então resolvi ouvir e ler Vinicius de Moraes, que tanto gosto. Esse poema A você, com amor  me chamou atenção em especial e eu quis compartilhá-lo com vocês, os meus queridos amigos seguidores. Não sei se vocês conhecem o site dedicado ao Vinicius, o poetinha, mas se não conhecem, sugiro que conheçam clicando aqui. É um espaço maravilhoso no qual, em suma, figuram diversos conteúdos sobre a vida e obra de Vininha.
Agradeço a todos que passam por aqui, deixam um comentário, um elogio, um carinho, uma crítica construtiva etc. São essas coisas que me alegram e colaboram para que eu continue blogando.
Um grande abraço a todos.
Se quiserem curtir a fan page do blog e/ou seguirem no Twitter, é só clicar aqui e/ou aqui.
Hasta la vista.

Erica Ferro

06/02/15

Libertes o meu nobre cavalheiro!


Não alimento o hábito de mentir, ainda mais para ti, muito menos agora, nobre cavalheiro. Tu, por muito tempo, foste a minha maior fonte de doçura e inspiração. Ver-te e estar em teus braços invariavelmente me fazia inenarrável bem. Não que isso tenha mudado completamente, meu cavalheiro, apenas passei a ver o que antes a paixão desconcertante ocultava de mim: a sua considerável coleção de excentricidades. Se eu queria que tu fosses perfeito? Não, não queria tal coisa. Eu sei que a graça reside justamente em crescermos, evoluirmos e sermos melhores a cada dia sem nunca, porém, alcançarmos a perfeição. No entanto, eu queria que tu conseguisses abdicar um pouco das tuas excentricidades por ti mesmo, pelo teu bem, pela tua plenitude. Tu não notas que algumas das tuas esquisitices não te fazem bem e, em certa medida, te afasta do que realmente importa, inclusive te impele para longe de ti mesmo? 
Apesar de os teus melhores componentes serem a doçura, a bondade e a capacidade infinda de sonhar, tu praticas a autossabotagem. Tu podes duvidar, mas te vi como alguém jamais te viu. E te vejo de um jeito tão além dos que os olhos físicos podem ver, que se eu o dissesse, tomarias um grande susto.
Tu colocaste uma capa que julgas protetora, mas que tem a função de encobrir teus medos e fragilidades. Tu ensaias quase que todas as tuas falas e passos. Só comigo que tu atingiste uma segurança de ser quem tu de fato és: um ser humano como outro qualquer, feito de receios, fraquezas e sentimentos diversos e adversos. E, ainda assim, e por ser assim, é quem eu quero tanto bem.
Quero que tu te mostre aos outros como tu te mostras a mim, com naturalidade e com verdade. Porque, meu nobre, não é feio assumir a sua humanidade, leste isto? Não é feio e nem motivo de vergonha. 
Vergonhoso é passar a vida toda escondendo a própria personalidade, dizendo o que querem que tu digas e fazendo o que almejam que tu faças.
Mais do que tu mesmo, eu sei da tua capacidade de largar todos os ilusórios desejos de agradar a gregos e troianos e de ser bem quisto do Oiapoque ao Chuí. Sei que tu és capaz de libertar o meu real nobre cavalheiro, que só eu vi e vejo e sei que está em ti, no mais profundo do teu ser.
Graves isto em teu coração: não importa a proximidade de nossos corpos físicos, mas sim a ligação de nossas mentes e o laço de nossos corações.
De minha parte, há um amor bonito e puro dirigido a ti. Creio que sempre haverá.
Contudo, o amor precisa ser cuidado, para que não feneça nem se entristeça. Amor entristecido é uma doença deveras mortal, sabes? Não te quero triste nem me quero triste, então ajuda-me a te ajudar, auxilia-me a te conduzir por um caminho mais fidedigno de quem tu és, que seja mais bonito e bom para ti, porque assim também o será para mim, para nós.

Da sua dama,
Giovanna Marianna
* * *

(Erica Ferro)

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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

24/01/15

A janela e os pássaros - Eliana Neves


Olá, pessoal! Tudo bem? Hoje eu, Erica Ferro, trago um escrito muito belo de uma amiga que me é muito querida, a Eliana Neves. É um conto que fala de um amor puro, sublime e muito especial. A Eliana fala de amor com muita doçura e muita leveza nas palavras. É impossível não se encantar ou não soltar um suspiro, ainda que pequeno e/ou tímido no decorrer e ao fim desse conto. Eliana me mostrou o conto A janela e os pássaros em primeira mão, o que me deixou muito honrada, e me autorizou a publicá-lo aqui no blog.
Abram os seus corações e recebam essa linda mensagem!

A janela e os pássaros -  Eliana Neves


O verão naquele ano foi bastante intenso. Era comum os moradores de Várgea do Norte se refrescarem em suas janelas. Passavam horas nas sacadas para receber o ventinho que vinha do sul e, aproveitando para isso, colocarem as conversas em dias, ou melhor, acompanhar com olhos não muitos discretos a vida alheia.
Que verão foi aquele! Nem o maior dos mexeriqueiros poderia imaginar que aquele dito verão daria o que falar naquela cidadezinha.
De todas as janelas em Várgea do Norte havia uma que era especial. O que a fazia tão especial era aquela senhora. Todas as manhãs, parecia um ritual, ela abria a janela de seu quarto como se estivesse abraçando o mundo. O seu sorriso se confundia com os raios do sol que penetravam feito cometa a iluminar a alcova de um amor amado no silêncio.
Podia-se ver o brilho que trazia no olhar, a alegria de suas gargalhadas que mais se parecia a uma cantoria de cotovias. Por que uma cotovia? Sim, é ela que anuncia o novo dia! Que mulher encantadora! Não era bonita, mas tinha lá seus predicados de beleza. Não sei o quê ou qual era o quê naquela mulher que chamava a atenção de todos que passavam pelo outro lado da rua. Não havia um só homem que não lhe fizesse a corte ou uma só mulher para não lhe atribuir um novo defeito. “Que bela senhora!” – Pensavam eles enquanto acenavam reclinando suas cabeças.
Todavia, aquela senhora – agora a chamaremos pelo codinome de Cotovia – só tinha olhos para um só amante – um Rouxinol. Rouxinol? O que faz dizer que ele seria um rouxinol? Posso afirmar que não há ave igual na cantoria para embalar o ninho dos amantes durante toda a noite. Ele era, sim, capaz de “cantar” para sua amada sem jamais se cansar. Era assim que ele se definia para os mais íntimos: “uma tempestade disfarçada de calmaria num fim de tarde de inverno.”
A Cotovia era gentil e alegre com todos, mas somente para aquele Rouxinol seu canto saía perfeito. Tudo se fazia especial. Seus olhos brilhavam, sua respiração ficava ofegante quando ele se aproximava, sua pele exalava um perfume que só aquele belo Rouxinol era capaz de sentir. Funcionava como se fosse um feromônio que os insetos exalam para o acasalamento. Aquele cheiro da Cotovia tinha um efeito devastador sobre o Rouxinol. E o que dizer do coração dela? Ah... o coração! Ele pulsava numa nota só: “Eu te amo!” E o olhar? Quando os olhos deles se encontravam em meio ao barulho do dia, em meio à clandestinidade... Tudo era silêncio. Eles não precisavam falar nada, pois aquela linguagem era suficiente. Por instantes, que mais pareciam uma eternidade naquele momento, enquanto ela fechava ternamente seus olhos abrindo-os em seguida para dizer “eu gosto muito de você”; ele, porém, permanecia com um olhar firme fitando-a. Era como se dissesse: “Sofro. Te amo. Te quero como nunca quis outrem.”
Mas, por que dizer que o amor era amado no silêncio da tarde ou na escuridão da noite? Apenas o que se sabe é que os amantes não poderiam revelar seu amor, haviam feito uma escolha e não podiam voltar mais atrás. Existia algo maior do que eles que impedia que pudessem viver tamanho bem querer e afeto e uma grande paixão que perdurou por alguns anos.
Não foram poucas as vezes que o amor deles passou por crises. Que cruel! Da mesma forma que viviam a paixão no silêncio do ninho, da mesma forma viviam as separações no silêncio das lágrimas. Esse amor no toque, no olhar, no cheiro e no sorriso também vivia as suas controvérsias. Era como que, de repente, a harmonia que sentiam um pelo outro pudesse se desfazer de modo que ninguém mais conseguia ouvir mais a música que saía de seus corações. Muitas vezes, surgiam dúvidas de quem amava mais. Ambos estavam enganados. A cada crise nunca havia um vencedor, apenas retalhos a serem costurados, cacos a serem juntados e galhos do ninho despedaçado. Quantas coisas pairavam sobre eles, embora soubessem que se amavam.
Certo dia, a nuvem mais nebulosa veio sobre eles. Já não parecia que se conheciam, que se amavam. Eram estranhos. Após palavras e atitudes tristes, um grande silêncio tomou conta deles. Em seus corações já não havia mais música, o jardim já não estava mais florido como antes. O mundo deles não existia mais. O ninho se desfez. Por falar em jardim, sabe aquele jardim da alma? Aquele jardim que somente pouquíssimas pessoas podem entrar e tocar o orvalho das flores no amanhecer? Sentarem num banquinho para observarem a revoada de pássaros quando o entardecer chega Pois bem, naquele infame dia, o Rouxinol, movido pelo mais desgraçado sentimento, proferiu palavras duras ao dizer que sua Cotovia jamais entraria novamente em seu jardim secreto. Era uma tentativa desesperada da passionalidade para dizer: “Não quero mais você em minha vida.” Que engano! Naquele mesmo dia, antes mesmo que rompesse a noite, o pobre Rouxinol cantava em prantos de dor pelo arrependimento por ter ferido sua bela Cotovia.
Os dias se passavam e o peso da mágoa ainda encobria o canto da Cotovia. Aquele sorriso que contagiava a todos também desapareceu da face da Cotovia. Para não dá a entender o que se passava no seu interior, dissimulava a alegria. Enquanto ela tentava disfarçar para quem a conhecia o que estava acontecendo, o Rouxinol caía em melancolia. Talvez ainda fosse cedo, mas nada que ele pudesse falar iria fazê-la mudar de ideia naquele momento. Como eram longos aqueles dias! Eles se arrastavam por entre a tristeza dos amantes. Sem sucesso, pedidos de perdão foram cantados pelo Rouxinol na melodia mais triste que já se ouviu na natureza. Igualmente respondeu a Cotovia, por trás da janela – desde que aconteceu a separação, sua janela não se abria mais. E todos os seus admiradores passavam e se perguntavam o que estava acontecendo com a bela senhora que já não dava mais o ar de sua graça debruçada na janela mais florida de toda a cidade.
O que somente ela respondia era que precisaria de tempo para curar tão medonha ferida aberta por quem só deveria amar e amar e amar. Ó Cotovia! Agora defendo o pobre Rouxinol. Quem já não ouviu dizer que uma chuva de contradições provoca a alma humana constantemente? Será unicamente o amor capaz de ser imune às ciladas da dicotomia dos outros sentimentos? Não, bela senhora. Nem mesmo o amor pode ficar ileso de ser machucado por aqueles que amamos. Muitas vezes ele disse para ela: “Você tem o pior e o melhor de mim. E sabe por quê? Porque tudo em mim é verdadeiro e intenso.”
Como nada ainda surtia efeito, tomou o Rouxinol uma atitude. Decidiu, a cada manhã, levar um galhinho verde todos os dias - feito um contrato, uma religião – e assim, colocar na janela da amada. Era seu pedido de perdão até que sua amada lhe perdoasse devolvendo outro galho verde. E assim ficou: a cada amanhecer, um novo galhinho verde fazia companhia a outros do dia anterior, se juntava às flores da janela. Cada galho continha cinco folhas. A simbologia do número 5 era importante para os amantes, pois como não podiam se declarar publicamente, trataram de criar algo que pudesse identificar o amor de ambos; na verdade, foi a Cotovia quem criou os cinco pontos (.. ...). Fiquei sabendo anos depois que isso .. ... significava isto: “EU TE AMO”. Desde então, cada carta, bilhete, dedicatórias ou qualquer outra coisa que remetesse aos cinco pontos lembrava o amor deles.
Embora a Cotovia já ensaiasse algumas falas, ainda não era como antes. Talvez nunca mais fosse. Mas, mesmo assim, todos os dias o Rouxinol voava até a janela dela para ver se estava aberta e reparava que os galhinhos haviam sido recolhidos. Ele se alegrava, mas sempre esperava mais.
Por fim, tomou outra decisão: levou seu próprio coração. Debaixo daquela janela, cantou e cantou e cantou sem parar até que a bela senhora abrisse novamente sua janela como ela fazia antes, como um ritual. O belo Rouxinol não se importava mais com quem passava pela rua, em pouco tempo todos de Várzea do Norte puderam conhecer o canto, o choro, a alegria e a tristeza do Rouxinol a espera de sua Cotovia. Por horas e horas, lá estava ele a cantar, a esperar o ranger da janela se abrir. E com ele, toda a expectativa dos curiosos. Já não se importavam mais que o amor deles não era aceito por muitos, que durante muito tempo foi vivido às escondidas, era um amor quase impossível. De tão ditosa alegria e dor do Rouxinol, todos passaram a esperar junto com ele a bela Cotovia sair na janela com aquele sorriso tão lindo. 
Já se fazia cair a tarde quando a janela se abriu lentamente. E lentamente também todos foram silenciando. Aquele momento era dos amantes. A bela Cotovia surgiu na sacada da janela. Estava tão linda com seu vestido ternamente estampado combinando com aquele fim de tarde de verão. Ela trazia consigo um pequeno ramalhete feito de pequenos galhos verdes e era possível ver, em cada um, as cinco folhinhas. Por quase uma eternidade aqueles olhares se encontraram novamente. Foi então que ela arremessou o ramalhete até ele.
Então, ele cantou como nunca havia antes cantado. Que belo canto! Que belo perdão! Mas ainda faltava algo a fazer. O Rouxinol, dali mesmo, com ajuda de outros, voou até ela pousando rente ao seu rosto.
Enfim, eles tinham muito que cantar ainda .. ...

• • •
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Hasta la vista!

04/01/15

Não cabe orgulho onde há amor


“(...)
♪ ♫ ♪ Se pudesse voltar no tempo
Jamais mudaria um só momento
Então vai, é tudo o que eu posso pedir
Olhe pra trás, eu ainda estarei aqui

Do mesmo jeito (do mesmo jeito!)
Que você deixou
Vou te esperar
Mais certo que o nascer do dia
Só pra dizer (só pra dizer)
Que não acabou
Quero você
Pra encher minha casa vazia ♪ ♫ ♪
(...)”
(Skank - Do mesmo jeito)



• • •

Não, não acabou.
Não, eu não quero acreditar que tenha acabado.
Você quer?

Se pudesse mudar o que foi,
você mudaria?
Certa vez, você disse que não.
Não mudaria.
Eu acredito que, de fato,
não mudaria.

Não me tome por vaidosa,
mas eu sei muito bem que
te faço bem.
Sei tão bem,
como sei que é recíproco.

Não nos enlaçamos porque
temos medo de laços,
de contratos,
de acordos formais.

Você tem mais medo do que eu.
Não sei do quê.
Eu tentei entender,
mas desisti.

Esse medo pertence a ti.
E é você quem tem que
desvendar o que faz
a sua cabeça rodar
quando você coloca a sua mente 
pra pensar,
antes de cair nos sonhos
em que sei que figuro.

Você tem medo porque 
nunca soube o que era amar
e ser amado depois que
me conheceu,
depois que me teve por
alguns momentos em
seus abraços.

Agora que você já sabe,
isso o confundiu de tal forma,
que você não sabe o que fazer com isso.

Eu também não sei.
Por isso, eu parti.
Por isso, você partiu
na direção contrária.
Eu parti, mas permaneço
perto de você,
do mesmo jeito,
com os mesmos abraços
e os mesmos beijos.

Mas não, eu não gritarei o seu nome
aos quatro cantos.
Não te implorarei pra voltar.
Eu sei que você há de retornar
para o mais terno abraço que
você já conheceu.

No fundo, você sabe que ninguém
te amou ou irá te amar
como eu.
O amor que nos une é
uma espécie de magia.
Inexplicável, doce e intenso.
Incompreensível.

Estarei aqui,
no lugar que você sabe onde é.
Sei que você não
se demorará.

Não é preciso 
dizer que, mesmo com todo 
o meu orgulho, eu estou a te esperar.

 (Erica Ferro)

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17/10/14

Da falta


B1tch | via Facebook

Sinto falta de você. Muita. É tanta, tanta, que até machuca, às vezes. Só que me faço de forte e finjo que isso não me abate mais, entende? É a maneira que eu inventei de lidar com a distância que se somou à nossa costumeira distância.
Éramos dois solitários, um ao lado do outro. Estávamos juntos numa solidão poética, embalada por músicas que falavam de dor e de amor. E eu sempre tão, tão tentada a te falar do que eu sentia. Eu sentia que não era realmente sozinha. Eu tinha você; você, a mim. Éramos assim, tão ligados, ainda que jogados cada qual num canto do mundo. Estávamos conectados por um fio de beleza pura e singela. Era assim que eu enxergava. Enxerguei tudo errado, não é? Errei também quando achei que você gostava da minha companhia? Errei em considerar que, de alguma forma, eu fazia parte da sua vida?
Éramos dois solitários. Adorava quando você deixava o seu lado comumente quieto e jogava a capa de homem sério de lado e se mostrava pra mim tão como você de fato era (ainda é?). Você mudou? Ou eu nunca consegui ver a sua essência? Não, eu não me enganei. Eu sei quem você é. E eu amo quem você é. Amo tanto, que não posso mais lidar com isso, então tento embalar esse amor, mas nenhuma canção de ninar consegue fazê-lo dormir completa e profundamente. É que você foi sempre tão próximo a mim. Nossa conexão e sintonia eram tão lindas. Ai! Meu peito aperta quando penso na decisão que você tomou. Algo me diz que foi tão, tão errada, tão precipitada. Meu coração fica dilacerado ao pensar que você não trilhou por um caminho seguro, que, a qualquer momento, você será machucado, traído, ferido. Não sei se consigo aguentar ver você aos pedaços uma vez mais. Não posso permitir que alguém te machuque. Porém... O que posso fazer? Há uma dupla distância entre nós. Não estou mais ao seu lado. Não tenho mais como te proteger do perigo. Só posso ficar aqui, de longe, torcendo para que nada de ruim te aconteça. Você é tão lindo, tão puro, tão incrível. Não, você não pode sofrer mais, meu bem. Não é justo que te façam chorar ou duvidar do quanto você é especial. 
Porém... O que posso fazer? Titubeei. Perdi a vez. Antes que eu pudesse te convidar a andar comigo, ao meu lado, de mãos dadas, você foi em outra direção. Tão, tão longe de mim. Você sequer pode me ouvir de onde está agora. 
Meu amor, meu grande amor, te deixo ir, mesmo com esse nó na garganta e esse sentimento de apreensão pelo que pode ser de você sem mim. Deixo-te ir, mas olha, meu nobre cavalheiro, fuja caso o caminho se torne espinhoso e sombrio. Você merece trilhar por um caminho florido, com cheiro de rosas, ao lado de alguém que realmente possa te levar para um lugar de risos e calmaria. 
O amor que lhe tenho não tem prazo de validade. Está aqui, bem guardado, dentro do peito. Basta que você se volte para mim, abandone o passado e venha criar um presente todo novo, diferente de tudo que você já viveu e sonhou, que esse amor despertará com toda a força e vigor.

Erica Ferro

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01/08/14

Broto


Just kids in LOVE /

Broto,

Broto. Quem usa essa expressão nos dias de hoje? Acho que sou um dos poucos seres que a usa. Na verdade, estava tentando contabilizar há quanto tempo meu coração bate mais forte quando te vejo. Se bem que eu não te vejo, no sentido exato da palavra. Não posso sentir o seu cheiro ou a sua temperatura corporal. Ainda assim, a sua imagem está em minha mente. O meu pensamento está em você. Não sempre, não a todo momento, mas sim quando a saudade aperta. Geralmente, em uns setenta por cento por dia. Provavelmente essa porcentagem esteja errada, nunca fui de exatas. Sou de humanas, acho que já te contei isso. Digo, porém, sem possibilidade de erro, que estou pensando em você boa parte do dia. Não que eu seja uma louca apaixonada ou uma criatura grudenta. É que eu gosto de pensar em você. Desnecessário dizer que adoro o seu olhar e o seu sorriso. Também não é necessário dizer que adoro a sua barba. Dizem que barba por fazer arranha o rosto. Eu, francamente, não me importaria em ter esses arranhões. Seriam arranhões de amor. Isso de arranhões de amor foi bem brega, hein?! Perdoe-me por isso, às vezes é inevitável ser brega. Todo mundo tem seus momentos bregas, acho. Não sou exceção nessa questão. 
O fato é que eu realmente estou gostando de você. Não sei bem como isso foi acontecer. Afinal, é como dizem por aí, não há muita explicação para o amor ou a paixão. Não há lógica que explique o ato de se apaixonar. E, sinceramente, se tivesse, dispensaria. Gosto desse mistério de não saber como me apaixonei por você. O mais grave, o mais chocante, o mais maluco de tudo é que acho que foi à primeira vista. Não faça essa cara de cético. Somos céticos em muitas coisas, mas acredite nisso que te digo. Não ache que estou confundindo as coisas. Vê-lo apenas uma vez foi o necessário para sentir a sua essência e enxergar o quão bacana você é. Longe do que os apaixonados pintam sobre os seus amados, desenhei os seus traços como de fato os percebi, sem idealizações, sem exageros. Admiro a sua inteligência e praticidade. Encanta-me o modo saber que partilhamos da mesma preocupação e da mesma revolta acerca de determinadas questões. Gosto mesmo dessa similaridade das nossas ideias e ideais. Adoro quando você deixa o seu lado bem-humorado emergir. No fundo, acho que você é tão gaiato quanto eu. Poderia listar muitas outras características que gosto em você. No entanto, não seria justo, porque eu gosto de você por inteiro.
Por conseguir ler a sua personalidade, por ter a possibilidade de te conhecer melhor a cada dia e por estar, de certa forma, junto com você nos seus melhores e piores momentos, o meu apreço por você cresce cada vez mais. E eu quero tanto te ver de novo. Quero sentir de novo o calor e o aconchego do seu abraço, de modo a tentar registrá-lo em alguma parte da minha alma ou do coração.
Não espero reciprocidade. Não fique preocupado comigo caso não sinta algo semelhante por mim. Só me dê a chance de poder ter você mais perto, sim? Só quero te abraçar e ficar perto de você algumas vezes mais. A vida é tão curta. Apenas me deixe te mostrar com gestos, abraços e beijos o que mora aqui em meu peito. Não denominarei amor ou paixão. É apreço. Muito apreço. Muito carinho. É encanto também. É poesia.
Deixe-me fazer rimas com as linhas das suas mãos. Deixe-me acarinhar os seus cabelos. Deixe-me deitar em seu peito e escutar as batidas do seu coração. Oops, o alerta brega apitou novamente. Mas... Peço muito? Simples. Suave. Assim é o que sinto por você.
Então, haverá um reencontro?

Erica Ferro

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(...)
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06/07/14

De fato, o Rio é lindo!

12h45min: a hora em que comecei a escrever essa crônica. Há um mês, nesse mesmo horário, eu estava num avião rumo ao Rio de Janeiro. Foi a primeira viagem que fiz sozinha. Como suponho que você saiba, caro(a) leitor(a), já viajei outras vezes para outros estados, mas sempre com destino a alguma competição e sempre acompanhada da minha equipe de natação. Agora, tirar folga da rotina, viajar sozinha, apenas com o intuito de me divertir e de conhecer pessoas maravilhosas... Ah! Foi a primeira vez mesmo!
Sabe, por mais que alguns amigos comentassem que a minha escrita era bonita, envolvente e tocante, eu nunca pensei que ela poderia me levar a lugares e a pessoas tão incríveis como está me levando. Essa viagem foi um baita presente que recebi de três pessoas maravilhosas: Isabella, Alice e Americo. Pessoas que, aparentemente, conquistei a simpatia e admiração por meio da minha escrita e da minha maneira apaixonada de viver e de lutar pelos meus ideais e sonhos. Fui recebida com muito carinho e cuidado pela Isabella, Alice e Americo. Trataram-me como a uma grande amiga. Sabe aquele carinho e cuidado que só são demonstrados por pessoas que verdadeiramente gostam de você? Pronto, senti isso de uma forma latente. Senti-me bem, à vontade. Senti-me imensamente grata por ter a oportunidade de partilhar de um fim de semana ao lado de pessoas que apoiam os meus projetos e acreditam no meu potencial, seja como graduanda em Biblioteconomia, seja como nadadora paralímpica.
Ouso dizer que me diverti como nunca antes! Foram momentos inigualáveis e ímpares! Em algumas ocasiões, cheguei a me beliscar para ter certeza de que tudo aquilo era real. No dia 07/06, no sábado, fui ao Centro do Rio com a Isa. Estava toda animada para conhecer a Biblioteca Nacional e o Theatro Municipal. Chegando lá, o que descobrimos? Que a Biblioteca Nacional estava em greve. Sim, exatamente. A Biblioteca Nacional estava em greve e, aparentemente, não foi noticiado em nenhum lugar. O Theatro Municipal também estava em greve. Uma tristeza só! Não fiquei realmente triste porque os outros acontecimentos da minha estadia no Rio de Janeiro preencheram totalmente o meu ser de contentamento e alegria.

Parte externa da Biblioteca Nacional.

Além de me levar ao centro do Rio, Isabella também me apresentou o Aterro do Flamengo, a lagoa Rodrigo de Freitas, a praia de Copacabana e a fachada do hotel Copacabana Palace. Puro luxo mesmo, hein! Lindas paisagens, lindos lugares, que estão guardados na minha mente. No sábado à noite, pude conhecer pessoalmente alguém que admiro há tempo e por quem nutro um carinho imenso. Falo de Fabio Porchat. Isabella me levou ao teatro do Shopping da Gávea para assistir ao penúltimo dia da temporada do stand up “Fora do Normal” no Rio de Janeiro. Levei dois presentes para o Fabio e tinha escrito nas paredes da minha mente palavras que o meu coração queria muito dizer a ele. Tentaria entregar os presentes e falar com ele após a apresentação. Tive a alegria de vê-lo na entrada, antes do espetáculo, e pude dar um rápido abraço nele antes que ele entrasse no palco. Mal consegui falar. Acho que nem cheguei a dizer nada. Não lembro. Ele era tão alto, tão sorridente e bonito, que confesso que fiquei momentaneamente sem palavras. O espetáculo foi sensacional! Sabia que o Fabinho tinha o dom de fazer os outros rirem, mas vê-lo de tão perto e tão incrível em cena foi muito além do que imaginava, realmente foi fora do normal. Houve momentos em que achei que ficaria sem ar de tanto rir. Foi incrível, perfeito e inesquecível!

No camarim. Na real, não me importei em não ter movimentos faciais para sorrir nesse momento. Foi um momento tão bonito, que bastava estar explodindo de felicidade e sorrindo por dentro. Sem falar que, com esse sorriso, Fabio estava sorrindo por mim e por ele.  Lindo! 

Quando terminou o espetáculo, consegui entrar no camarim (como entrei, é um segredo que não posso revelar *risos*) e pude entregar os presentes, tirar fotos com ele e, principalmente, trocar algumas palavrinhas rápidas com ele. Rápidas mesmo porque, naquele mês, ele ainda estava gravando o longa-metragem “Entre Abelhas” (que promete ser pra lá de bom!). Minhas canelas tremiam e não era frio. Era emoção, era alegria de poder ver de pertinho e abraçar uma pessoa fora de série, de um sorriso tão lindo e de um coração tão belo. Alguém que, à distância, se alegra com os meus feitos e torce para que eu continue a galgar degraus cada vez mais altos nessa existência. É uma admiração mútua. Confesso que, assim como na entrada, não consegui dizer muita coisa, mas o abracei e quase chorei quando ele disse: “Erica, continue nadando e fazendo todas essas coisas bonitas que você faz. Isso me orgulha muito!”. Não chorei na hora porque estava muito extasiada de alegria, mas depois chorei. Enquanto escrevo isso, estou quase chorando. Há um nó na minha garganta de pura felicidade. Saber que a minha vontade de superar a mim mesma como atleta e o vício de sacudir palavras contagiam e causam orgulho e contentamento em quem me rodeia me emociona de um jeito único. Os dois presentes que levei: uma camisa que o departamento esportivo da associação que faço parte (ADEFAL – Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas) fez para que os associados (e amigos dos associados) pudessem levar o nome da associação por onde fossem torcer pelos jogos da Copa do Mundo. A principal função da venda das camisas “ADEFAL NA COPA!” era a de arrecadar fundos para o esporte da associação, a verba será utilizada para viabilizar viagens para competições etc. 

No camarim. Fabinho com a camisa "ADEFAL NA COPA!". Um presente de todo o departamento esportivo da ADEFAL.

O segundo presente não era bem meu, mas sim de um amigo: Antônio Dutra Jr. Um cara fantástico, muito gente boa e extremamente divertido. Inicialmente, ele começou a publicar as suas crônicas com cunho humorístico aqui, na blogosfera, no blog “Que Momento!”. O blog virou livro e as crônicas publicadas virtualmente se transportaram para o papel. Antônio, ou Ton, como é mais conhecido entre o grupo “Elite Blogueira” (do qual também faço parte), ficou louquinho de alegria ao saber que eu veria o Fabio e pediu para que eu entregasse um exemplar do seu livro nas mãos do querido Porchat. Ton acompanha a carreira do Fabio (e também do coletivo humorístico Porta dos Fundos) há tempo e admira bastante o Fabio. Realizei um desejo de um amigo, ao mesmo tempo em que vivi um momento que desejava bastante. Foi um baita momento, de verdade! Quando encostei a cabeça no travesseiro, cheguei a desconfiar de que tinha vivido tudo aquilo num só sábado! As fotos tiraram todas as minhas dúvidas e me mostravam que eu realmente tinha tido a chance de viver todas aquelas emoções.

No camarim. Fabio recebendo o livro "Que Momento!", do meu amigo querido amigo Antônio Dutra Jr.

No domingo, último dia de estadia no Rio, passeei com a Alice, a criatura mais linda, louca e divertida que já conheci. Ela me levou para conhecer o JC (como é chamado O Cristo Redentor pela Alice) e outros pontos turísticos do Rio. Fiquei sabendo que o Bairro de Santa Tereza dá em, praticamente, todos os outros bairros da capital fluminense. Eu achei isso fantástico. Dá-lhe Santa Tereza! No fim da tarde de domingo, fui a Confeitaria Colombo, no Forte de Copacabana, acompanhada de pessoas fascinantes: Vilma, Vinícius e a já citada Alice. Fiquei encantada pela confeitaria e pelo Forte. Que lugar encantador! Que tarde agradável e divertida ao lado de pessoas tão legais!
Na segunda, 09/06, às 7h, me direcionava ao táxi que me levaria ao Galeão. Eu estava voltando a Maceió após um fim de semana diferente de tudo o que tinha vivido até aquele momento. A borboletinh @ericona havia ganhado asas e estava aprendendo a voar. Eu, borboleta aprendiz, sacudi um pouco do meu bom humor e amor pelo Rio de Janeiro e recebi de volta mais motivos para (só)rir e inspiração para continuar trabalhando duro a fim de concretizar tudo aquilo que ainda mora no meu imaginário.
Ficam aqui registrados alguns detalhes da minha primeira viagem sozinha e um pouco de tudo que vi, ouvi e conheci nela. E, mais uma vez, quero agradecer a família da Isabella por tudo o que fizeram e fazem por mim. Guardo essas pessoas num canto muito especial do meu coração e torço para que sejam cada dia vez mais felizes e realizadas em todos os âmbitos das suas vidas.

No Galeão. Esperando a hora de embarcar.

E o Rio é mesmo lindo! Espero poder voltar em breve e dizer: “O Rio continua lindo!”.

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