Mostrando postagens com marcador Sonhos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Sonhos. Mostrar todas as postagens

31/12/17

A virada


31/12/2017. Último dia do ano. Mais um réveillon. A virada. Que 2018 seja maravilhoso pra ti, pra mim e pra todos nós, é o desejo de praticamente todos os seres humanos desse planeta chamado Terra. Fim de ano é a época em que as pessoas deixam aflorar o seu lado puro amor. Na verdade, a hipocrisia reina bastante no último mês do ano, sobretudo nas ceias de Natal em família. No entanto, esse texto não será uma crítica a hipocrisia que impera nos finais de ano. Muito menos será uma promessa de que em 2018 voltarei a blogar loucamente, como em 2009, época boa da blogosfera, que as pessoas estavam mais preocupadas em externar o que se passava dentro de si do que angariar parcerias, nem que pra isso perca-se sua verdade e autenticidade.

Hoje, resolvi escrever porque nunca mais havia escrito absolutamente nada. Aliás, acho que não levo o menor jeito mais pra produzir textos coesos e coerentes. Porém, vou escrever mesmo assim. Até porque, depois de tantos meses sem postar aqui, acho difícil quem alguém leia isso aqui, hein? Tudo bem, tudo bem, eu só quero registrar que hoje é um dia de nostalgia. Sim, nostalgia dos lindos dias que vivi, dias de realização de sonhos, de vitórias, de aprendizados, de dificuldades que me fizeram crescer, de decepções que me deixaram mais madura... Dias de vida, enfim. 

No post anterior, falei um pouco de tudo que rolou no primeiro semestre. E o ponto mais alto, sem dúvida alguma, foi o presente que ganhei do meu anjo loiro Fabio Porchat: uma prótese de alta tecnologia, que revolucionou a minha vida. Se hoje em dia eu mal sinto dores na lombar e/ou no joelho direito, é graças a essa prótese, que me faz andar com uma qualidade que eu nunca havia andado antes. Gratidão infinita ao Fabio, que é um ser humano extremamente lindo, que me surpreende a cada dia por seu engajamento em facilitar a realização de sonhos do próximo. Amo esse cara! Ele merece todo o sucesso que tem e muito mais que há de vir!

No meu último ano de graduação em Biblioteconomia (pelo menos em relação disciplina e estágios), tive o prazer de participar de dois jogos universitários. O primeiro de organização do Comitê Paralímpico Brasileiro, competição na qual conquistei uma medalha de ouro e uma de bronze. E o segundo de organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário, evento no qual conquistei dois ouros e uma prata. Desde o meu ingresso no mundo paralímpico, em 2004, que eu dou entrevistas, mas nunca me sentia realmente à vontade, por conta da minha voz e do meu rosto, mas em 2017 foi o ano em que dei as melhores entrevistas da minha vida. Falei bem melhor do que jamais imaginei que conseguiria, sem nervosismo exagero, sem tremer loucamente. Gostei de me assistir, como nunca havia acontecido antes. Enfim, aos poucos, vejo que estou me aceitando mais e mais, até mesmo as características que mais me incomodavam antes. A minha última competição do ano foi o IX Meeting Cearense de Natação Paralímpica, que foi bem massa, uma verdadeira maratona de provas, como sempre faço todos os anos (foram nove provas e nove medalhas, de variadas cores). Nadar em Fortaleza tem um gostinho todo especial. Foi massa!

No dia 5 de dezembro recebi o troféu de melhor atleta do desporto universitário, na categoria natação paralímpica, por indicação da Federação Alagoana do Desporto Universitário. Logo depois, dia 7 de dezembro, dei a minha primeira palestra. Cê acredita, fio? Erica Ferro, que tinha pavor de falar até um "oi" em público, dando palestras? Que evolução, hein, amigos? No início da palestra, tremi um pouco, a voz travou um bocadinho, mas depois fiz umas piadas, a plateia riu com vontade e eu ganhei confiança. Foi uma das melhores sensações da minha vida. Em 2018 quero dar pelo menos mais uma palestra, porque gostei do negócio (risos)!

Acho que é isso, registrei todos os detalhes que eu senti que precisava registrar aqui; e agora, de peito aberto, de alma leve, deixo 2017 ir. E que nós comemoremos a virada todos os dias, porque todo dia é dia de fazer as coisas acontecerem e de sermos gratos por tudo que conquistamos.

E, 2018, meu filho, pode vir, que eu vou te usar bastante e você será um ano muito incrível!

Erica Ferro

02/07/17

Tirando as teias de aranha desse cantinho

E aí, povo bonito! Okay, não sei por que eu ainda acho que alguém passa por esse blog, afinal ele não é atualizado há meses. Acho que eu nunca passei tanto tempo sem postar como passei dessa vez. Não houve nenhum motivo específico. Na verdade, uma mescla de motivos que eu não consigo identificar bem. Os maiores e mais preocupantes: falta de tempo, incapacidade de escrever e a desgraçada da preguiça. Não tenho conseguido traduzir em palavras os meus pensamentos, imaginações e/ou sentimentos. É triste. Tenho saudade da época em que eu conseguia escrever o que me alegrava, o que me doía, o que me revoltava, o que me incomodava - e aí eu ficava mais leve e mais livre do que, de alguma forma, me consumia. Por isso, cá estou novamente, tentando escrever algo que faça sentido, especialmente pra mim.

Coisas lindas aconteceram de janeiro até aqui. Aliás, até antes disso, em 2016, aconteceram coisas maravilhosas, muito dignas de registro nesse cantinho, como, por exemplo, a minha ida ao Rio de Janeiro, pra assistir os Jogos Paralímpicos (presente do meu anjo loiro Porchat). Eu deixei de postar sobre isso aqui e o momento passou (mas, se houver alguém lendo esse post e quiser ver as fotos e um pouco do que eu senti naqueles dias, é só clicar no hiperlink anterior, que encaminhará para um álbum do meu perfil no Facebook). Foram momentos tão incríveis! Por que eu não escrevi sobre isso aqui? Creio que eu fiquei tão deslumbrada, tão anestesiada de alegria e de plenitude, que eu passei dias e meses digerindo tudo que eu vivi. Ainda hoje posso recordar das sensações que eu tive em cada dia em que eu fui assistir os jogos. Ainda posso sentir a emoção inenarrável que eu senti no encerramento dos Jogos, em meio a um monte de gente, no Maracanã. Foi indescritível!

Já em 2017, mais precisamente em abril, nadei o Norte/Nordeste de Natação Paralímpica, fase regional do Circuito Loterias Caixa, em Recife. E, então, ganhei outro presente maravilhoso do meu anjo loiro, o melhor presente que ele poderia me dar: uma prótese maravilhosa, que revolucionou a minha qualidade de vida. Hoje consigo andar muito melhor e sem tantas dores na lombar e na perna direita. De Recife mesmo, com as medalhas do regional na mala, viajei para Campinas/SP, pra fazer a minha prótese num dos melhores lugares que produzem órteses e próteses aqui no Brasil: o Instituto de Prótese e Órtese - IPO. Foram necessários apenas cinco dias pra que eu tirasse o molde, provasse a prótese e saísse de lá andando com ela. Foi demais! Gratidão e extremo contentamento definem o que eu senti ao obter o meu pé de fibra de carbono! E ainda no segundo dia de viagem em Campinas, escapuli pra capital, pra ver ao vivo o programa do Porchat! Foi tããão massa! Adooorei! 

No final de maio, finalizei um dos dois estágios obrigatórios do curso de Biblioteconomia. Eu nem acredito que estou na reta final da minha primeira graduação! 
E, mais recentemente, na segunda semana de junho, nadei o VIII Jogos Aquáticos do Ceará. Foi bem massa. Adoro nadar em Fortaleza. Amo os meus amigos cearenses que a natação me deu. Um bônus bacana: na volta dessa competição, ainda fiz conexão em Recife e pude conversar um bocadinho com a minha amiga das antigas, que já foi blogueira e agora é YouTuber literária, Tailany Costa.

Como vocês puderam ler, não faltaram momentos inspiradores nesses últimos meses da minha vida. Eu só não consegui traduzir em palavras, como antigamente fazia. No entanto, eu sou brasileira, teimosa pra cacilda e não desisto nunca: vou voltar a escrever e a insistir nessa terapia que tanto já me fez bem e que com certeza continuará me fazendo muitíssimo bem.

Sinto que o próximo post desse blog não vai demorar a ser publicado. Amém, irmãos? Amém!

Um abraço da @ericona,
Hasta!

03/05/15

Swimming Open Championship CAIXA Loterias 2015

Oi, criaturas bonitas! Faz um tempinho que não posto nada aqui, né? Sabe como é, dar conta da vida de atleta e de universitária às vezes é bem complicado. No entanto, sempre que possível, venho aqui e tiro as poeiras do meu querido blog. Afinal, além de nadar e estudar as mais variadas facetas da Biblioteconomia, uma das coisas que mais me proporciona alegria e paz é escrever. No corre-corre diário, até fico meio sufocada porque não consigo colocar alguns sentimentos, pensamentos e até ficções em textos. 
Hoje consegui sentar em frente ao computador com o intuito de contar um pouco sobre como foi a minha primeira competição internacional. Estive em São Paulo/SP dos dias 22 a 25 de abril participando do Swimming Open Championship CAIXA Loterias

Minha credencial.

Sou declaradamente uma amante de esportes. Eu amo de paixão acompanhar os eventos esportivos, seja pela televisão ou ao vivo. Mas é claro que, como atleta, eu amo bem mais competir. Sempre considerei a participação num evento internacional algo grandioso e extremamente emocionante na vida de um atleta. Eu aguardava ansiosamente que eu pudesse participar de um campeonato assim algum dia. E finalmente aconteceu! Foi mais do que lindo, minha gente. Foi memorável. Foi inesquecível. Foi totalmente incrível. O Open CAIXA desse ano reuniu mais de 500 atletas de 24 países das modalidades de natação e atletismo. Muita gente boa e raçuda buscando melhorar as suas marcas e atingir os seus objetivos. E eu fiz parte dessa gente.

Uma das fotografias mais bonitas que eu tenho nadando.
 Adorei essa foto, de verdade.
Foto tirada no aquecimento do dia 24/04, por Pedro Ernesto,
fotógrafo e pai de uma nadadora paralímpica.

A competição de natação se deu no Parque Aquático Caio Pompeu de Toledo, no Ibirapuera. Caramba, quando eu entrei no parque aquático, me arrepiei instantaneamente. Gente de diversos países num mesmo ritmo, energia e magia. Gente de diversas partes do mundo dividindo a mesma piscina e se preparando para nadarem da melhor forma que conseguissem. Aquilo já me deixou energizada. Eu entrei rapidamente no clima. Não senti o peso de ser uma novata em uma competição internacional. Foi tudo tão natural, tão tranquilo, que me senti como se já fizesse parte daquilo desde sempre. Foi adorável!

Seleção da Suécia. Todos muito queridos!

Foram três dias de competições, dos dias 23 a 25, divididos duas etapas, com semifinais e finais, com exceção do último dia, em que houve apenas uma etapa. Todas as minhas provas correram no dia 24, na sexta-feira. No dia 23, fui a piscina apenas para fazer um treino leve e sentir a piscina. Foi muito importante esse reconhecimento prévio do ambiente da competição. Já fiquei empolgada e com "sangue nos olhos" (risos). 

Foto da final dos 100m costas. Sou a primeira da direita para esquerda. Raia 8.

Na sexta, dia 24, já levantei ansiosa e com aquele já conhecido frio na barriga, o que é normal e importante para gerar uma adrenalina boa no corpo. A ansiedade em excesso é que faz mal e atrapalha terrivelmente. Nadei três provas, com um intervalo relativamente curto entre uma e outra. Foram os 50m livre, 50m costas e 100m costas. Como eu estava nadando com feras do Brasil e do mundo, não pensei que eu conseguiria avançar às finais dessas provas. Mas avancei! Não houve final dos 50m costas, prova na qual obtive a primeira colocação. Nadei as finais dos 50m livre e 100m costas, obtendo a 6ª e a 8ª colocação, respectivamente. Melhorei as minhas marcas em todas as provas que nadei, mas, obviamente, sempre fica aquela sensação de que poderia ser melhor. E será, na próxima competição. Com empenho, foco e força, mas, sobretudo, amor, chega-se longe!

Ao lado do meu anjo loiro de sorriso largo e coração enorme.

Após a competição, ainda na sexta-feira, fui convidada a ir ao Teatro Frei Caneca assistir a peça Meu Passado Me Condena, com Miá Mello e Fabio Porchat. Ri horrores. Os dois têm um entrosamento ótimo e as cenas se dão com uma naturalidade que prende facilmente o espectador. As tiradas são ótimas e fazem a plateia gargalhar e suspirar com esse casal fora do normal. Recomendo! E, caramba, imagina que esse danado do Porchat, no fim peça, pediu pra eu levantar e disse para plateia "Essa é a Erica Ferro, nadadora paralímpica, minha atleta, que ganha uma porrada de medalhas pelo Brasil. Palmas pra ela.". Cacilda! Visualiza que coisa linda ouvir aplausos por todos os cantos do teatro. Valeu DEMAIS!
Segunda vez que ele faz isso! A primeira foi no Gustavo Leite, aqui em Maceió, no ano passado. Digam-me: tem como não amar esse loiro?
Ele é ARRETADO! E esse sorriso lindo? Vale por ele e por mim, que só sorrio com o coração! Depois, fui ao camarim com a minha querida Isabella, mãe dele, dar abraços quentinhos nesse cara que eu tanto gosto.

Baita kit enviado pela ADIDAS por intermédio do Porchat.
Além de eu ter a chance de abraçá-lo por duas vezes e trocado umas palavrinhas com ele no camarim, Fabio me entregou um kit incrível enviado, em parceria, pela Adidas. Eu adorei cada peça, pois além de lindas, confortáveis e de alta qualidade, serão muito úteis nos meus treinamentos e competições. Deixo aqui o meu agradecimento a Adidas, que, através do Fabio Porchat, conheceu a minha história e aceitou me dar esse importante suporte para que eu continue trabalhando em busca da minha melhor performance.
De coração, muito obrigada a todos os envolvidos! 
  
O Open foi lindo! Agarrei-o com os dois braços,
 uma mão e um cotoco! *risos*

Guardei cada momento, alegria e aprendizado num cantinho muito especial da minha mente e do meu coração. Friso aqui que a minha participação nesse evento não seria possível sem o meu anjo loiro, o Fabio Porchat, que me dá todo o suporte para rodar esse país fazendo o que amo, que é nadar e espalhar esse amor por onde quer que eu vá. Muito obrigada, Fabio Porchat, por ser essa criatura incrível, apaixonante e apaixonada não só pelo que faz, mas também em facilitar a realização dos sonhos de outras pessoas. Você é lindo, por fora e especialmente por dentro. Sua alma é linda e sou extremamente encantada por ela! 
Isabella Robinson, você é extremamente linda e querida, assim como seu filho. Agradeço imensamente pelo carinho e tudo o que fez e faz por mim.
Stella Rossi, obrigada por ser tão querida e disposta a me ajudar em tudo o que pode. 
Diego Calado, você é o melhor técnico do mundo. Acredite nisso. Tenho um carinho e um respeito imenso por você como profissional, mas olha... como ser humano, você consegue ser ainda mais imbatível. Obrigada por estar comigo nos bons e nos maus momentos, me dando suporte técnico e humano quando eu mais preciso.

Por fim, quero agradecer aos meus familiares e amigos por sempre estarem na torcida, me incentivando e me "empurrando", no bom sentido da palavra, a evoluir não só no esporte, mas, sobretudo, na vida.
Amo vocês!

• • •
Essa é a minha fage page, na qual eu posto os meus passos na natação paralímpica e compartilho um pouco das novidades do esporte de uma maneira geral. Sintam-se à vontade para curtir e divulgar a página para quem mais tiver o interesse em curtir.
Um abraço apertado da @ericona.
Hasta la vista!

19/04/15

Cansei de ser só


É quase meia-noite aqui. Aí, onde você está, é uma da madrugada. O que você está fazendo? Eu estava aqui pensando que, sei lá, bem que poderíamos marcar um passeio, uma viagem. É, uma viagem. Você, que é mochileiro de carteirinha, poderia escolher o destino. Confio no seu bom gosto. Juro que não iria implicar com a sua preferência por viagens noturnas. Pelo contrário, ultimamente tenho refletido no quanto que deve ser empolgante viajar por essas horas sombrias. Porque, como num passe de mágica, tudo renasce, o sol aparece num céu mesclado pelo alaranjado e azulado, nos dando mais uma chance de sermos felizes. Poderíamos colocar nossas músicas prediletas pra tocar no volume máximo, enquanto nós nos mexíamos no ritmo delas. Ou você poderia cantar pra mim, mesmo porque a sua voz que é tão linda. 
Com o perdão pela hipérbole, eu passaria a vida ouvindo você cantar. É a minha voz preferida, a que eu gostaria de ouvir todas as manhãs, dizendo um bom dia meio tímido, meio fraco pela noite de sono mal dormida, meio rouco porque seria muito cedo. A voz que eu gostaria de escutar ao fim da noite, bem perto dos meus ouvidos, que proferiria coisas do tipo o dia foi tão bom porque você estava ao meu lado; gosto muito de você, minha pequena; conhecer você foi um dos presentes que o Universo me concedeu; te quero sempre aqui, perto de mim, haja o que houver.  
Sabe o que é? Eu gosto de você. Eu quero estar perto de você. Sem exigir nada, sem reivindicar nenhum direito, apenas o de poder estar junto de você. 
E por quê? Porque eu quero, porque seria tão bom poder te ter mais junto a mim. Porque seríamos tão mais felizes juntos. Conversaríamos sobre as nossas incertezas, auxiliaríamos um ao outro em momentos conflituosos, você vibraria com cada conquista minha e eu seria a pessoa mais feliz do mundo ao te ver sorrir ao galgar lugares cada vez mais altos.
Formaríamos uma bela dupla, um belo par. Sem idealizações, apenas viveríamos o que há de melhor para viver nessa vida. Sem contratos, apenas desfrutaríamos o amor na sua forma mais genuína, pura e livre.
Contratos, assinaturas, amarras. Tudo isso me cansa e, pelo que conheço de você, também te enfada. 
Eu seria feliz ao seu lado, usando um vestido florido, calçando sandálias sem salto, morando numa casinha de madeira, com uma cama pequena, que coubesse nós dois encolhidinhos, como dois pássaros num ninho.
Bobinho, eu sei, mas às vezes devaneio assim, crio realidades paralelas, futuros que são difíceis de acontecer pelo simples fato de que não depende só de mim. Depende de mim e de você. De você, sobretudo, que cala mais do que fala, que pensa mais do que diz. O oposto de mim, que falo mais do que deveria e normalmente digo tudo o que me vem a mente. 
Eu iria sacudir a sua vida com momentos insanos, mas divertidos. E você iria me colocar nos trilhos quando me visse sucumbir a irracionalidade, tomada pelos meus momentos de fúria e revolta extremas.
Eu sou a sua cura, em forma de loucura. Você é o meu remédio, em forma de calmaria regada a doce cantoria.
Sejamos nós. Cansei de ser . Você não?

Erica Ferro

◘ ◘ ◘
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

15/12/13

Super(ação). Superação. Super(ar). Superar sempre.


Hoje faz exatamente uma semana que cheguei de uma fantástica competição de natação, que aconteceu na capital do Ceará: o V Meeting Cearense de Natação Paralímpica

Como vocês sabem (se não souberem, saberão agora), eu sou nadadora paralímpica, mas há um ano e meio que não participava de competições. A razão? Ela, a minha perseguidora: a Síndrome do Pânico. Não sei se vocês se lembram, mas o final de ano de 2012 foi terrível pra mim. Não só o final do ano de 2012, como também cerca de 50% do primeiro semestre de 2013. Passava mal quase todos os dias, com uma ansiedade desenfreada, uma agonia constante. Era como se eu estivesse morrendo aos poucos todos os dias. Até conseguir encontrar a medicação certa, eu penei, amigos. Sofri um bocado. Ter Síndrome do Pânico é uma das piores coisas que há nessa terra. É tão ruim, tão horrível, que quem tem, não deseja isso nem pra um inimigo. 
Dada essa introdução, quero agora só falar das coisas boas que me aconteceram depois que a minha vida começou a entrar nos eixos. 
O primeiro semestre do curso de Biblioteconomia na UFAL foi um tanto apertado, corrido, mas muito produtivo. Mesmo com a minha ansiedade um tanto descontrolada, consegui curtir bem o level 1 do curso. Foi ainda no primeiro semestre que uma professora indicou meu nome a um projeto de iniciação científica. Aceitei o convite, claro. Ser aprendiz de pesquisadora é algo que demanda tempo e esforço, mas que está me fazendo crescer imensamente como acadêmica.
Negligenciei bastante os treinos de natação nesse ano. No início, não era negligência: era medo de passar mal enquanto fazia esforço físico nos treinos (meados de fevereiro/março, quando voltei a nadar pensando em competições), mas depois comecei a negligenciar porque me enrolei com alguns trabalhos na UFAL e acabava faltando muitos treinos. O que aconteceu foi que eu construía coisas massas como atleta, mas, quando começava a faltar por uma razão ou outra, a construção desmoronava. Afinal, um atleta que quer render, ele precisa ter assiduidade, pois, do contrário, será um eterno construir e desconstruir, sem chegar a lugar nenhum. Analisando toda a situação agora, percebo que tudo foi uma questão de falta de planejamento de minha parte. Aprendi a lição e, a partir dessa nova fase, que se inicia amanhã, saberei conciliar tudo o que eu faço, sem abrir mão de nada.
Fui a esse Meeting em Fortaleza consciente de que não poderia esperar boas marcas nas provas que eu iria nadar (nove provas... eram dez no total, só fiquei de fora dos 100m borboleta). Eu tinha consciência de que eu não poderia esperar, mas, no fundo, a gente sempre espera que na hora, por um milagre ou uma grande cagada (desculpa a expressão), consigamos nadar bem e fazer marcas legais. Não foi o que aconteceu.  Um atleta de verdade não espera: ele faz. Mais uma lição que aprendi (ou reaprendi).
Entretanto, por mais incrível que pareça, não fiquei triste. Ao contrário, nadei nove provas e em nenhum momento passei mal com ansiedade excessiva. Tinha como ficar triste? 
Eu estava muito nervosa apenas na primeira prova, mas era uma ansiedade normal. Eu não senti nenhum vestígio da Síndrome do Pânico. Isso, pra mim, foi a minha grande vitória. Conseguir nadar todas as provas, inclusive umas que nadei pela primeira vez, foi algo, assim, impagável. Saí da competição feliz demais por ter vencido a minha maior adversária dos últimos tempos: a Síndrome do Pânico. 
Mesmo não nadando bem, aumentando as marcas de algumas provas, consegui medalhar em oito das nove provas que nadei. Foram três ouros, três pratas e dois bronzes. 
Aprendi muito também na pré-competição, competição e pós-competição com a minha equipe. Nós quase não conseguíamos viajar a Fortaleza. Lançamos campanha nas redes sociais, pedimos auxílio financeiro a professores e alunos da Estácio/FAL e da Biblioteconomia/UFAL e, para a alegria da equipe e de nossos admiradores, alcançamos a meta que queríamos (R$ 4 000), para transporte, auxílio hospedagem e alimentação).
Sou um tanto cara de pau, tanto, que mandei o link da campanha ao ator e humorista Fábio Porchat. Ele compartilhou duas vezes a campanha, abraçou a causa e ficou na torcida. Duas empresas chegaram a mim através dos compartilhamentos dele. Empresas que nos deram um apoio muito massa: IlhaSoft (Maceió/AL) e B&S Soluções em Limpeza (Aratiba/RS). Foram parceiros, realmente. Contribuíram com o máximo que puderam, mas, sobretudo, nos disseram palavras de incentivo e ficaram na torcida. Isso não tem preço. As deputadas Rosinha da ADEFAL e Thaise Guedes apoiaram a nossa causa e nos ajudaram a transformar o nosso sonho em realidade. 

Na foto, Natação ADEFAL e dois amigos queridos da equipe: o carinha de camisa preta, Alisson Ampolini, do Mato Grosso, e a queridona de camiseta branca com gola verde, Natália, de Sergipe.

Nós fomos ao Ceará com uma equipe maravilhosa e um objetivo ousado, mas possível: levar a natação ADEFAL ao pódio. Queríamos ganhar algo que nunca tínhamos ganhado ainda: um prêmio por equipes. E nesse Meeting conseguimos. Ganhamos a terceira colocação por equipes (entre treze equipes). Trouxemos um lindo troféu para Maceió, fruto do nosso esforço, do nosso suor, da nossa garra e da nossa fé.
O grupo estava muito unido, passando energia positiva, um apoiando o outro de uma maneira que eu nunca tinha visto antes. Fico toda arrepiada só de escrever sobre isso.

Na montagem, 1ª foto: parte da equipe Natação ADEFAL. 2ª Erica Ferro, linda, com suas oito medalhas. 3ª foto de todas as medalhas conquistadas pela equipe e do troféu de terceiro lugar por equipes.

Porchat, além de ter compartilhado a campanha por duas vezes, parabenizou a equipe por todo o esforço e dedicação. Cliquem aqui pra ler as belas palavras dele.
Escrevi vários posts sobre essa competição no Facebook, mas há dois que preciso incorporar nesse post aqui. Isso deixará esse texto ainda maior, mas não me importo. Sei que, se vocês estão aqui por livre e espontânea vontade, vão gostar de ler o que escrevi. Ou não. Mas enfim, não posso deixar esse dois textos de fora desse meu post aqui, no meu querido blog.

A primeira facebookada foi dia 06/12, um dia antes da competição:

Nunca me senti tão feliz como hoje. Aliás, desde que saí de Maceió, que estou me sentindo extremamente orgulhosa da minha equipe, de cada atleta que está aqui.

Eu já tinha chorado de alegria na quarta pelo fato de termos unido nossas forças, junto com o apoio fabuloso de vocês, amigos queridos e todo mundo que apoiou, e conseguir recursos financeiros para viajarmos para Fortaleza.
Foi uma campanha maravilhosa. Espalhamos pelo Facebook, na Estácio/FAL, na Biblioteconomia/UFAL e em todos os lugares que conseguimos. Estava escrito que nos conseguiríamos vir a Fortaleza. A meta era muito ousada, considerada impossível por muitos, mas nós, atletas e, puxa vida, o nosso amado técnico Diego Calado fez de tudo, mas tudo mesmo pra que estivéssemos aqui.
Há pouco tivemos uma reunião espetacular com Diego e toda equipe. Uma reunião com o intuito de conversarmos um pouco dos percalços por quais passamos pra chegar até aqui e também para vermos um vídeo sensacional que um grupo de alunos do curso de Educação Física da Estácio/FAL fez sobre a nossa equipe. Um vídeo motivacional. Um vídeo inspirador.
Na minha teima de querer ser vista como mais uma, como uma "pessoa normal", me irritava um pouco por dizerem que eu era/sou um exemplo de vida.
Todos temos limites a superar, mas, cara, hoje eu chorei demais na reunião com o vídeo que os estudantes da Estácio/FAL fizeram. Foi lindo.
A mensagem do vídeo, em síntese, mostrou a mim e aos meus amigos de equipe que nós somos exemplo de vida sim e não devemos nos irritar por causa disso.
Nós quebramos paradigmas, nós transformamos o quase impossível em possível. Nós chocamos as pessoas, no bom sentido da palavra. Nós somos exemplos de que a vida pode dar certo quando lutamos para que ela dê certo. Somos lições de vida para quem vive reclamando da vida, mas não se move pra mudá-la.
Nós, da equipe de natação ADEFAL não treinamos apenas para sermos os melhores atletas do país e/ou do mundo. Na verdade, o esporte nos faz seres humanos melhores, não apenas atletas melhores.
E quando as pessoas (com ou sem deficiência) observam nossas ações na vida e no esporte, elas se emocionam.
E hoje eu me coloquei no lugar de uma pessoa sem deficiência e me senti tão feliz pela Ericona. Hoje posso dizer que sou feliz por ser do jeito que sou, feliz por ser motivo de inspiração pra muita gente, por poder mostrar uma outra visão de mundo, por sacudir uma vida aqui e acolá e dar um novo sentido a ela por algo que eu disse ou que esse vivente me viu fazendo.
Eu chorei muito nessa reunião, muito mesmo. De felicidade, de sentimento de plenitude, de superação dos meus medos, dos meus traumas. Medo de ser excluída pela sociedade por ter um rosto esquisito segundo os padrões de beleza que a sociedade conhece, uma face paralisada, pela minha má dicção devido a paralisia facial.
Hoje, através do esporte e das vivências que tive, sou uma pessoa muito mais desinibida, muito mais destemida.
Hoje eu converso com qualquer pessoa normalmente, sem me sentir tensa, com medo de que a pessoa não entenda o que eu falo. Eu me aceito mais.
É assim que eu sou? Então beleza, vamos viver, mas vamos viver mesmo, com toda a nossa forçaa, com todo o nosso vigor. Porque, caramba, a vida é só uma. É aqui e agora.
Amanhã será a competição. Um dia de competição, duas etapas. Pela manhã, começa às 8h30. À tarde, começa às 15h30.
O que tenho a dizer mais? Que eu amo a natação, que eu amo o que eu faço, que eu me amarro em nadar, adoro essa emoção maravilhosa de competição.
Mas há algo mais que eu preciso dizer: DIEGO CALADO, NÓS, EQUIPE DE NATAÇÃO DA ADEFAL, AMAMOS MUITO, MUITO MESMO VOCÊ!
Falo por todos, mas acrescentando mais do que eu sinto por você. Te vejo como um pai, cara. Um pai suuuper novo, né? Tem idade pra ser meu irmão mais velho, mas eu te vejo como pai pelo teu amor a equipe, pela tua dedicação incondicional, por ser essa pessoa maravilhosa e um ser humano singular, admirável pelo que é, mas, sobretudo, pelo que faz. Muito obrigada por fazer parte da minha vida. Você é parte essencial dela. Eu amo MUITO você.
Todo o esforço que você fez, faz, está fazendo e fará pela natação paralímpica e pelo esporte paralímpico em geral um dia será reconhecido da maneira que se deve. Porém, cara, o mais lindo reconhecimento você já tem: o nosso.
Não foi à toa que a equipe toda chorou quando você, todo emocionado, disse: "Cara, isso aqui é a minha vida...", em um momento da reunião. Nós somos parte fundamental da sua vida e você, da nossa.
Okay, escrevi demais.
Só queria dizer que eu estou imensamente feliz de estar aqui com meus queridos companheiros de piscina e o Diegão, o técnico mais sensacional que há.
E AMANHÃ VAMOS COM TUUUUDO! TUDO e mais um pouco!
Nadaremos com forca, faremos nosso melhor! E é isso que importa.
ORGULHO DE SER ATLETA PARALÍMPICA! ORGULHO DE TER DIEGO CALADO COMO TÉCNICO!
Fiquem na torcida!
VAMOOOOOOOOOOOOOOOO, NATAÇÃO ADEFAL!

A segunda facebookada foi publicada no dia 10/12:

O sorrisão mais sincero do mundo inteiro é esse daí.

Fico revendo as fotos do V Meeting Cearense de Natação Paralímpica e meu coração se enche de alegria, de contentamento, de plenitude, de um sentimento de total realização.
O V Meeting Cearense de Natação Paralímpica não foi "apenas mais uma competição". Foi "a competição", pelo menos pra mim. Foi "a prova dos nove".
Passei maus bocados no final de 2012 até mais ou menos metade de 2013. Passei vários meses sem treinar acorrentada pela Síndrome do Pânico, que me fazia sentir coisas terríveis, verdadeiras amostras grátis da morte. Foram tempos de tempestade.
Porém, então veio o sol. Depois do meio do ano, as coisas foram se encaixando, o tratamento para ansiedade fazendo efeito e eu vi a minha vida voltar ao normal. Comecei, aos poucos, a pensar em alto rendimento, pensando em competições novamente. E voltei a treinar. Entretanto, eu era mais de palavras do que ações. Não tem por que ocultar que, por falta de planejamento de minha parte, não finalizo o ano com tempos considerados bacanas para quem - por enquanto, espero - se enquadra na classe s9.
Eu sabia que nessa competição a minha maior meta era conseguir concluir as nove provas nas quais me inscrevi. Não eram tempos. Não poderia me cobrar, já que não tinha dado meus cem por cento em treinos. E cumpri minha missão. Concluí minhas provas.
Fiquei MUITO nervosa nos 50m livre (primeira prova da competição), muito mesmo, mas não a ponto de me dar um treco e uma vontade de sair correndo. Ansiedade normal, mesmo. À medida que ia nadando minhas provas, ia relaxando. Na minha prova final (200m medley), estava tranquila. Consegui fazer meu nado do melhor modo que eu pude. Saí feliz da vida da piscina.
Posso cantar, a plenos pulmões, essa canção: "Ei, medo! Eu não te escuto mais. Você não me leva a nada... ".
Que a vida continue assim: leve, bonita, florida e doce. Alguns espinhos aparecem, mas agora já tenho força pra passar por eles sem me deixar abalar.
Diego, você é demais! Obrigada por estar sempre comigo no período em que estive afastada da natação. Obrigada pelo apoio incondicional.
Neusvaldo Wanderley, você também colaborou para que eu buscasse forças e continuasse a nadar. Muito obrigada, meu amigo.
E VAMO QUE VAMO! Porque eu voltei, e agora é pra ficar!
Em Fortaleza, revi pessoas que admiro na natação paralímpica, conheci outras pessoas igualmente admiráveis. Todos me receberam tão bem, me deram boas-vindas de uma maneira tão linda. Senti-me imensamente acolhida por cearenses, baianos, paulistas e mato-grossense (sim, no singular, porque de mato-grossense só tinha o Alisson Ampolini ~risos~).
Enfim, esse Meeting foi especial demais pra mim, foi um recomeço.
Obrigada, Fortaleza! Foi lindo!

• • • 
Logo mais volto com os meus posts tresloucados, meus contos mal contados, meus poemas tortos e meus comentários supersinceros sobre os livros que li e os filmes que vi.
Aguardem-me, porque não demoro a voltar aqui.
Deixem-me fazer o pedido de sempre: curtam a fan page do blog e sigam no Twitter.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

26/02/13

UFAL, te peguei!


Pessoas queridas que leem esse humilde blog, primeiramente queria me desculpar pelo sumiço. Tive muitas ideias de posts para o blog nesse mês de fevereiro, mas não consegui desenvolver por alguns motivos. Ou melhor, o motivo do meu sumiço foi a síndrome do pânico. E um pouco, só um pouco, de preguiça, porque sou uma procrastinadora de carteirinha e não posso negar isso. Mas principalmente a síndrome do pânico. Não quero fazer drama, mas preciso dizer que ter síndrome do pânico é uma das coisas mais cansativas, estressantes e deprimentes que existe na face da terra. Não tenho conseguido me concentrar nas minhas leituras, não consigo escrever direito... Resumindo: não consigo fazer nada direito, porque sinto dores de cabeça todos os dias, dificuldade pra respirar, pra dormir. Enfim, viver assim é bem complicado e suga todas as minhas energias, minha alegria, meu bom-humor. Vixe, okay, parei, isso está soando muito depressivo. E não, não estou depressiva, por mais que tenha me entristecido nos últimos dias. Entristecer-se é normal, certo? Ainda mais quando estamos na merda... Ops, ainda mais quando estamos passando por momentos difíceis, que até parece que não vão passar nunca. 
Mas enfim... estou me cuidando, me tratando da síndrome do pânico. Começarei a tomar as medicações, que eu espero que funcionem, porque só a terapia cognitiva-comportamental não tem solucionado. Quero dizer, adoro as sessões com a psicóloga, me faz um bem danado. Mas eu tinha que dar um basta nos sintomas que eu venho sentindo, porque não é fácil viver com eles. Aliás, não dá mesmo pra viver com eles. No máximo, dá pra sobreviver. E eu não quero sobreviver, não quero empurrar essa coisa de pânico com a barriga, não quero ficar vendo os dias passarem e eu em casa, acuada, sofrendo com isso. Quero viver plenamente, como eu sei que é possível e como sei que conseguirei viver com a ajuda ou sem a ajuda dos remédios. Vou superar essa desgraça, ou não me chamo Erica Ferro. Droga, se eu não superar, vou ter que mudar meu nome. E eu gosto tanto dele, sério. Mas o que está dito, está dito. Promessa feita! 
Mas eu não vim aqui só dizer isso. Na verdade, o que vim dizer é que passei em Biblioteconomia na UFAL.

(Imagem que a Pandora postou no meu mural com uma mensagem muito linda... Obrigada, moça. Você é uma querida!)

Sim, passei! Segundo ano que eu tento entrar na UFAL depois que terminei o ensino médio. Eu estava crente que ia passar no ano passado e, quando o resultado negativo veio, eu fiquei mal, quase joguei a toalha, chutei a barraca e desisti de tudo. Mas, como eu sou Erica Ferro, não pude desistir. Erica Ferro não desiste, no máximo ela se cansa. E eu tentei de novo, porque Raul disse que eu não podia desistir. Eu ainda creio que sacudirei o mundo. Okay, o mundo, tipo... todo o mundo, eu não sei se vou. Muito provavelmente não, mas o meu mundo, sempre que for possível, eu sacudirei. Quebrando a monotonia, não me entregando às dificuldades dessa vida, que por vezes são muitas e enormes. Sempre fazendo o melhor que eu puder pra ser feliz e me sentir realizada. É o mínimo que eu posso fazer por mim: é lutar por aquilo que eu quero e acredito. Ninguém pode comprar a nossa batalha, ninguém pode realizar nossos sonhos, ninguém pode acreditar mais na gente do que a gente mesma. É por isso que eu luto, independente do que digam, do que achem de mim e dos meus sonhos. Vivo em função de mim, não do que os outros querem ou acham que eu devo fazer. A vida é tão curta. Como costumo dizer: mais curta do que uma minissaia. É preciso que a gente faça essa coisa de vida valer a pena, estou certa? 


(Imagem que postei no meu mural assim que soube da aprovação)

Fiquei muito contente com as felicitações dos amigos e conhecidos por telefone, pessoalmente e pelas redes sociais. Eu me senti, tipo, querida, amada, admirada, etc. Eu gosto de me iludir, sabe? De achar que o povo me ama, que me adora, que me acha f... Ops, isso lembra uma música, uma música da baiana roqueira, né? 
Enfim, o que eu quero dizer é: estou feliz! Finalmente consegui passar num curso que eu realmente queria, em algo que eu sempre quis fazer. Tenho vontade de chorar quando alguns dizem que não sabem o que é Biblioteconomia, que deve ser um curso chato e que não sei o que lá. Tenho vontade de dizer: "Filho (a), você não conhece nada da vida...". Mas me contenho. Deixa o povo achando que Biblioteconomia é um curso idiota, sem graça, enquanto eu me deleito desbravando o mundo da Biblioteconomia, ganhando gosto por essa coisa de conhecer, de analisar, de selecionar, de organizar e disseminar informações pelo mundo. Como alguns me disseram:: "A Ericona já entende de algumas coisas, imagina essa menina bibliotecária... vai ficar genial, toda cultura e conhecimento!". Esses amigos que gostam de me iludir, sei não... 
Obrigada, pessoas, por passarem por aqui, por me acompanharem aqui e nas redes sociais, por aturarem as minhas palavras devaneadas, apaixonadas, revoltadas... 
Obrigada, de coração, a todos que curtiram o post que fiz sobre passar na ufal. Obrigada pelos comentários positivos, de votos de sucesso e de felicidades. Fizeram cócegas em meu coração e cheguei mesmo a chorar com alguns. E lá se vai minha fama de Ferro. Ferro que chora? Tsc, tsc, tsc... isso não está direito. 
Volto aqui quando a síndrome do pânico der uma trégua e eu estiver em condições de escrever um post decente.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

30/05/12

Sobre ser sonhador

Eu tenho sonhos, e você? Poderia contar-lhe sobre os meus sonhos, mas prefiro discorrer sobre a minha insistência, sobre a minha vontade incansável de realizá-los.
Olha, lê-me com atenção, se você tem um sonho, não desista dele. Nunca.
O quê? Você já tentou várias vezes, mas, infelizmente, fracassou? Que coincidência! Eu também!
Mas eu sou do tipo que nunca desiste, sabe? Nunca mesmo. Mesmo quando todo o mundo já não acredita mais em mim; mesmo quando as pessoas, cruelmente, aconselham-me a desistir. Sim, porque é extremamente atroz desestimular um sonhador.
Diz-me que sentido teria a minha vida se eu desistisse dos meus sonhos? A vida por si só não faz sentido! Os meus sonhos tornam a minha vida significativa, dão-me ânimo para acordar todos os dias e guerrear por eles. Por que, meu Deus, eu desistiria deles?
Eu sei, eu sei, nem só de sonhos pode viver o ser humano. Porém, nada me impede de lutar por meus sonhos enquanto, paralelamente, sobrevivo, levando uma vida convencional, cumprindo todos os deveres de membro da sociedade. Nada me impede. Eu sei que posso lidar com isso. Eu sei que consigo conduzir os meus dias dessa forma. O que eu não posso é desistir. Seria injusto comigo mesma. Não quero me tornar uma pessoa frustrada, com o peso de uma desistência sobre os ombros. Não, eu não quero nem vou.
Apego-me a uma frase que vi por aí: se posso sonhar, posso realizar.
É isso. É exatamente isso. Eu posso realizar. Você pode realizar. Nós podemos realizar os nossos sonhos. Por isso eu quero pedir-lhe encarecidamente: não desista. Eu sei que tentar, tentar e tentar sem conseguir consideráveis avanços pode ser frustrante, mas não desista. Uma hora as coisas vão dar, finalmente e maravilhosamente, certo. Creia nisso.
Quando alguém, sutilmente ou diretamente, admoestar-lhe a desistir, não escute-o. Limite-se a respondê-lo com um "você nunca teve um sonho, não é?". Porque de fato alguém assim não deve saber o que é sonhar.
Não é todo mundo que sabe lidar com a arte de sonhar. Sonhar é para os fortes. Só os fortes persistem ainda que as coisas deem terrivelmente errado por um tempo desagradavelmente longo. Só os fortes continuam acreditando em si mesmos quando todos viram as costas para eles. Só os fortes sonham e lutam bravamente para conquistarem os seus sonhos.
Eu quero crer que eu sou forte. Eu quero crer que sou uma verdadeira sonhadora. E você?

Erica Ferro
*

Há muito tempo estava com as ideias desse post martelando na minha cabeça. Precisava escrevê-lo. Não sei se saiu como eu gostaria, mas me sinto mais leve agora. Sonhemos, meus queridos! Sonhemos e realizemos! Ah, e se o post ficou com cara de autoajuda, não me importo.
(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta!

29/08/10

Sonho. E isso é tudo.

Eu sou um sonhador.
Eu vivo deitado em nuvens azuis com cheiro de chocolate.
Eu vivo sonhando que sou astronauta, pirata ou qualquer outra coisa legal assim.
Dizem que eu sou mesmo é pirado.
Não acredito, não. Não acredito no que as pessoas dizem de mim. E não dou a mínima também.
Eu acredito mais nos meus sonhos. Eu acredito mesmo.
As pessoas riem de mim e eu fico sem entender a razão de tanta graça. Ora, mais engraçados e coloridos são os meus sonhos! E neles, sim, eu vejo motivo de alegria, de risos infinitos. E eu estou sorrindo agora, porque sonhos são mesmo motivos de riso e júbilo para mim.
Eu sonho muito. E falo muito também. Falo muito e também sou meio repetitivo. As pessoas dizem que eu sou repetitivo, mas, como disse, não é porque as pessoas dizem, é porque eu realmente vejo que repito bastante. Dessa vez, ao invés de falar, eu estou escrevendo. Assim, é mais fácil observar que eu repito bastante as ideias. Mas eu não vejo problema nisso também. Não sou escritor. Aliás, eu nem sei porque eu estou escrevendo isso. Ah! Esqueci de dizer: eu sou bem esquecido. Tomo remédio, um que eu esqueci o nome, enfim... Acho que não funciona, senão eu lembraria do bendito nome dele!
Eu sonho porque nele ninguém cospe na cara e me diz coisas feias, do tipo "você é um babaca!", "por que não olha por onde anda e deixa de arrebentar tudo o que te cerca?", "saia do mundo da lua, imbecil!". Nos meus sonhos eu sou rei, eu sou feliz e eu tenho amigos que enxergam dentro de mim, enxergam o que eu verdadeiramente sou.
Eu sonho porque a realidade tem braços espinhosos e olhos maus.
Eu sonho porque não vejo razão de sair de uma cama quentinha e abandonar sonhos carinhosos para me chocar com o frio e com a indiferença dessa vida.
Meu nome é Sonhador Eterno. Eu não tenho idade. Eu não tenho nada. Eu só sonho. E isso é tudo.

(Erica Ferro)

* * *

Legal, voltei a inventar estórias.
Gostei, gostei!
Obrigada pelas visitas, pelo carinho e por seguirem esse blog tão sacudido e, por vezes, louco.
Um abraço da @ericona.


30/09/09

Basta fazer acontecer!

Todos os fracos desistiram reprimidos pelo medo de não ser...

- Não se reprima, Erica. Não desista!
Fixe-se no foco. Lembre-se: olhar fixo lá...
Sim, você sabe onde quer chegar! Por que, então, não rema? Vá, Erica, dê seu máximo, se esforce, vá em frente, não tema. É o que você quer, não é? Então? Por que se desviar agora?

- Não, eu não vou me desviar do foco. Está decidido! Chega de sonhar, de querer, de ser só da boca pra fora. Quem quer, busca. Quem quer, corre atrás! Determinação, força, garra, vontade... Agora deixarei que esses ingredientes me tomem, de verdade! Vou chegar... Vou, sim! Vou mostrar para quem nunca acreditou que eu pudesse ser e chegar onde eu sempre quis e sonhei. Vou mostrar para o que eu vim: vencer!
Sabe, vou vestir aquela minha roupinha verde-limão - vou me destacar, chocar, impactar!

- Isso, Erica! Assim que se fala. Hoje é o último dia do mês, muito propício para o que estás vivendo - final de um ciclo! O ciclo do quero ser, do vou ser e pouco se mover. Querida, amanhã é o dia! Começa, de verdade, amanhã sua jornada. Mas, não esqueça, hoje durma cedo. Agora, de preferência, assim acordarás bem disposta. Olhe, o mundo é seu. Não acredite no que dizem quando falam que querer não é poder. Querer é poder, sim, mas é um poder que está nas suas mãos. Você que faz as coisas acontecerem! Então, comece o trabalho agora!

- Sim, sim! Acabarei essa postagem e logo dormirei, querida Razão minha.

- Ei! Não esqueça que eu sou parte fundamental nessas decisões da Erica, viu, Dona Razão? - Disse, afobada, a Emoção.

- Ei, meninas, não briguem! Vocês sabem que eu não decido nada sem vocês duas! Vocês são partes fundamentais nas minhas decisões, sabiam? Bem, eu preciso terminar a postagem logo. Tenho que dormir cedo. Não esqueçam: eu vou chegar!

(Erica Ferro)

•••

P.s: Último dia do mês! Final de um ciclo, diria, preguiçoso e de "sim, eu faço tudo que posso!", mas quando, na verdade, não faço tudo o que eu posso - e sei disso.
Então, chega de saber, e não agir. Chega de sonhar, e não buscar. Chega de blá blá blá. O tempo está passando e desenfreado! Ou não, ele está passando do jeito certo, eu que estou toda errada. Então, chega de errar, chega de falar. Vamos fazer, Erica!
Amanhã é primeiro de outubro. Se disciplina, Erica. Determine-se e busque o todo o seu ser. O resultado? Você vai ver!
Aponta pra fé e rema...♫

Pessoal, espero que estejam bem. Agradeço por todo o carinho, por todos os comentários e elogios.
E, olha, cheguei ao seguidor de número 100! Tenho 103, agora. Bonito, não é? Mais bonito ainda é ver que os meus amigos, que não são simples seguidores, seguem de verdade, estão sempre aqui, porque gostam, porque se identificam de alguma maneira. O que importa é isso: qualidade, não quantidade.
O meu muito obrigada.
Desejo muitas felicidades e realizações nesse mês que se aproxima.
A minha postagem de hoje foi mais um desabafo. Enfim, eu tenho disso, de confusões e dúvidas, mas há coisas que eu, no fundo, nunca tive dúvida. Sempre soube o que queria, mas não estava me esforçando ao máximo para alcançar a meta. Enfim, era aquele querer e pouco fazer. Eu quero, eu posso, eu consigo - só basta fazer por onde!
Bem, é isso. Fiquem bem!
Grande abraço da Ericazinha.

*Gente do céu! Hoje, 01/10/2009, estava eu, tranquilamente navegando pelo mundo bloguístico, quando, PUFF, me deparo com uma postagem dedicada a mim. Sim, a mim, pobre mortal! Sabem qual era o blog? Da Daninha. A postagem, basicamente, fala do post número 100 do blog dela e da admiração que ela tem por mim e tal. Me senti, me achei, fiquei com aquele nó na garganta de tanta emoção e surpresa. A postagem é essa.
Pessoas, sério, eu não mereço esse carinho todo, essa admiração, eu nem sei escrever (vou apanhar agora!). Preciso evoluir tanto...
Enfim, fico radiantemente feliz com todos esses mimos, esses carinhos sinceros.
Ah, Daninha querida, muito obrigada pela lindíssima e emocionante homenagem. Faz isso de novo, e eu morro do coração (haha!).
Muito sucesso para o teu blog, enfim, sucesso pra ti.
Adoro a sua pessoa, de coração.

27/06/09

Sem ação, a lei da atração é apenas uma teoria ilusória!

O segredo é a lei da atração!

Tudo o que entra em sua vida é você quem atrai, por meio de imagens que mantém em sua mente. É o que você está pensando.
Você atrai para si o que estiver se passando em sua mente.

"Cada pensamento seu é uma coisa real - uma força."

(Trecho do livro 'The Secret')

A lei da atração...
O poder dos pensamentos...
Pense em coisas boas, que você atrairá coisas boas.
Será?

Para se obter coisas boas, é preciso buscá-las, e não somente pensar que já as conseguiu só por pensar nelas.
Mas o que a lei da atração prega é isso: "Pense no que você quer e sinta que você já tem!"

Pra mim, isso é se enganar. De tanto você pensar que já tem, chegará o dia que você não duvidará mais e se conformará com o que tem (ou achará que tem, quando, de fato, não terá nada). Não se preocupará em buscar, porque o tempo todo você pensou que tinha.

Sinceramente, achei o livro 'O segredo' muito engraçado. Sério! Ri muito...

Leiam esse trecho do livro e riam comigo (ou não, talvez só eu achei engraçado):

"Para perder peso, não se concentre em "perder peso". Em vez disso, concentre-se em seu peso ideal. Sinta o seu peso ideal, e você o atrairá para si."

Eu que não malhe, não faça uma reeducação alimentar, não! Até parece que se eu só pensar que tenho o peso ideal, atrairei isso pra mim.
Ah, tem uma parte do livro que fala que eu tenho que agir como se já tivesse meu peso ideal. Comprar roupas de número menor, o número que eu usaria se fosse magra, evitar pessoas gordas, porque, assim, eu estaria atraindo a gordura delas pra mim. Um absurdo isso!

Mas, tudo bem, admito que para se consiga uma coisa é preciso acreditar, pensar positivo, mas também entra o papel da 'ação', é preciso agir, não basta teorizar.
Por exemplo, preciso fazer a minha parte (malhar e reeducar a minha alimentação), mas também preciso acreditar que vou conseguir obter o peso ideal. E conviver com as pessoas gordas não vai atrair a gordura delas pra mim. Que ideia ridícula a desse livro! Credo!

Esse trecho aqui é o fim:

"Quando surgirem imagens que lhe desagradem, aproveite a deixa para mudar seu pensamento e emitir um novo sinal. Se for uma situação mundial, você não estará impotente, pois detém todo o poder. Visualize todos felizes. Concentre-se na abundância de alimento. Dedique seus pensamentos poderosos àquilo que é desejado. Você tem a capacidade de fazer tudo isso pelo mundo ao emitir sentimento de amor e bem-estar, apesar do que acontece ao seu redor."

O fim mesmo.
Se fosse assim, de tanto que eu peço a Deus que o mundo seja um lugar pacífico, mais humano, mais feliz, estaríamos todos vivendo num verdadeiro paraíso.
Não basta pensar, é necessário fazer. Fazer acontecer. Buscar soluções para o caos que o mundo se encontra. E acreditar nelas, acreditar nas soluções, colocá-las em prática.
Acredito, sim, na união das duas forças: do pensar e do agir. Elas, juntas, são imbatíveis.

Acredito que o acontece é que muitos se agarram à só uma força. Alguns sabem, de fato, e comprovaram o poder das duas juntas.
Os acomodados se apegam à lei da atração. É, porque a lei da atração prega aquela coisa de: pense que você já conseguiu, o Universo fará seu desejo se realizar sem que você se esforce, basta você pensar que já tem e terá.
Os lutadores, mas que são pobres de fé, se agarram à ação, agem com todo o fervor em prol dos seus desejos, mas, por lhes faltar fé, não chegam ao objetivo. Eles fazem, eles tentam, mas não crêem que possam chegar.
Os guerreiros de fé, esses, sim, chegam, realizam. Porque lutam com garra, com fé. Acreditam no que muitos acham impossível.

Eles acreditam porque sente o quanto são poderosos, não só por acreditarem no que querem, e sim por verem o seu esforço e sentirem algo dentro deles os impulsionando: a fé, o desejo.

A lei da atração não funciona sem a ação. E a ação não funciona sem a fé. Logo, querer é poder, mas não só basta querer, é preciso fazer, agir. Transformar a teoria em prática, o pensamento em ação.


(Erica Ferro)


***

Pauta para o PostIt!
Tema: A lei da atração.