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31/12/17

A virada


31/12/2017. Último dia do ano. Mais um réveillon. A virada. Que 2018 seja maravilhoso pra ti, pra mim e pra todos nós, é o desejo de praticamente todos os seres humanos desse planeta chamado Terra. Fim de ano é a época em que as pessoas deixam aflorar o seu lado puro amor. Na verdade, a hipocrisia reina bastante no último mês do ano, sobretudo nas ceias de Natal em família. No entanto, esse texto não será uma crítica a hipocrisia que impera nos finais de ano. Muito menos será uma promessa de que em 2018 voltarei a blogar loucamente, como em 2009, época boa da blogosfera, que as pessoas estavam mais preocupadas em externar o que se passava dentro de si do que angariar parcerias, nem que pra isso perca-se sua verdade e autenticidade.

Hoje, resolvi escrever porque nunca mais havia escrito absolutamente nada. Aliás, acho que não levo o menor jeito mais pra produzir textos coesos e coerentes. Porém, vou escrever mesmo assim. Até porque, depois de tantos meses sem postar aqui, acho difícil quem alguém leia isso aqui, hein? Tudo bem, tudo bem, eu só quero registrar que hoje é um dia de nostalgia. Sim, nostalgia dos lindos dias que vivi, dias de realização de sonhos, de vitórias, de aprendizados, de dificuldades que me fizeram crescer, de decepções que me deixaram mais madura... Dias de vida, enfim. 

No post anterior, falei um pouco de tudo que rolou no primeiro semestre. E o ponto mais alto, sem dúvida alguma, foi o presente que ganhei do meu anjo loiro Fabio Porchat: uma prótese de alta tecnologia, que revolucionou a minha vida. Se hoje em dia eu mal sinto dores na lombar e/ou no joelho direito, é graças a essa prótese, que me faz andar com uma qualidade que eu nunca havia andado antes. Gratidão infinita ao Fabio, que é um ser humano extremamente lindo, que me surpreende a cada dia por seu engajamento em facilitar a realização de sonhos do próximo. Amo esse cara! Ele merece todo o sucesso que tem e muito mais que há de vir!

No meu último ano de graduação em Biblioteconomia (pelo menos em relação disciplina e estágios), tive o prazer de participar de dois jogos universitários. O primeiro de organização do Comitê Paralímpico Brasileiro, competição na qual conquistei uma medalha de ouro e uma de bronze. E o segundo de organização da Confederação Brasileira do Desporto Universitário, evento no qual conquistei dois ouros e uma prata. Desde o meu ingresso no mundo paralímpico, em 2004, que eu dou entrevistas, mas nunca me sentia realmente à vontade, por conta da minha voz e do meu rosto, mas em 2017 foi o ano em que dei as melhores entrevistas da minha vida. Falei bem melhor do que jamais imaginei que conseguiria, sem nervosismo exagero, sem tremer loucamente. Gostei de me assistir, como nunca havia acontecido antes. Enfim, aos poucos, vejo que estou me aceitando mais e mais, até mesmo as características que mais me incomodavam antes. A minha última competição do ano foi o IX Meeting Cearense de Natação Paralímpica, que foi bem massa, uma verdadeira maratona de provas, como sempre faço todos os anos (foram nove provas e nove medalhas, de variadas cores). Nadar em Fortaleza tem um gostinho todo especial. Foi massa!

No dia 5 de dezembro recebi o troféu de melhor atleta do desporto universitário, na categoria natação paralímpica, por indicação da Federação Alagoana do Desporto Universitário. Logo depois, dia 7 de dezembro, dei a minha primeira palestra. Cê acredita, fio? Erica Ferro, que tinha pavor de falar até um "oi" em público, dando palestras? Que evolução, hein, amigos? No início da palestra, tremi um pouco, a voz travou um bocadinho, mas depois fiz umas piadas, a plateia riu com vontade e eu ganhei confiança. Foi uma das melhores sensações da minha vida. Em 2018 quero dar pelo menos mais uma palestra, porque gostei do negócio (risos)!

Acho que é isso, registrei todos os detalhes que eu senti que precisava registrar aqui; e agora, de peito aberto, de alma leve, deixo 2017 ir. E que nós comemoremos a virada todos os dias, porque todo dia é dia de fazer as coisas acontecerem e de sermos gratos por tudo que conquistamos.

E, 2018, meu filho, pode vir, que eu vou te usar bastante e você será um ano muito incrível!

Erica Ferro

02/07/17

Tirando as teias de aranha desse cantinho

E aí, povo bonito! Okay, não sei por que eu ainda acho que alguém passa por esse blog, afinal ele não é atualizado há meses. Acho que eu nunca passei tanto tempo sem postar como passei dessa vez. Não houve nenhum motivo específico. Na verdade, uma mescla de motivos que eu não consigo identificar bem. Os maiores e mais preocupantes: falta de tempo, incapacidade de escrever e a desgraçada da preguiça. Não tenho conseguido traduzir em palavras os meus pensamentos, imaginações e/ou sentimentos. É triste. Tenho saudade da época em que eu conseguia escrever o que me alegrava, o que me doía, o que me revoltava, o que me incomodava - e aí eu ficava mais leve e mais livre do que, de alguma forma, me consumia. Por isso, cá estou novamente, tentando escrever algo que faça sentido, especialmente pra mim.

Coisas lindas aconteceram de janeiro até aqui. Aliás, até antes disso, em 2016, aconteceram coisas maravilhosas, muito dignas de registro nesse cantinho, como, por exemplo, a minha ida ao Rio de Janeiro, pra assistir os Jogos Paralímpicos (presente do meu anjo loiro Porchat). Eu deixei de postar sobre isso aqui e o momento passou (mas, se houver alguém lendo esse post e quiser ver as fotos e um pouco do que eu senti naqueles dias, é só clicar no hiperlink anterior, que encaminhará para um álbum do meu perfil no Facebook). Foram momentos tão incríveis! Por que eu não escrevi sobre isso aqui? Creio que eu fiquei tão deslumbrada, tão anestesiada de alegria e de plenitude, que eu passei dias e meses digerindo tudo que eu vivi. Ainda hoje posso recordar das sensações que eu tive em cada dia em que eu fui assistir os jogos. Ainda posso sentir a emoção inenarrável que eu senti no encerramento dos Jogos, em meio a um monte de gente, no Maracanã. Foi indescritível!

Já em 2017, mais precisamente em abril, nadei o Norte/Nordeste de Natação Paralímpica, fase regional do Circuito Loterias Caixa, em Recife. E, então, ganhei outro presente maravilhoso do meu anjo loiro, o melhor presente que ele poderia me dar: uma prótese maravilhosa, que revolucionou a minha qualidade de vida. Hoje consigo andar muito melhor e sem tantas dores na lombar e na perna direita. De Recife mesmo, com as medalhas do regional na mala, viajei para Campinas/SP, pra fazer a minha prótese num dos melhores lugares que produzem órteses e próteses aqui no Brasil: o Instituto de Prótese e Órtese - IPO. Foram necessários apenas cinco dias pra que eu tirasse o molde, provasse a prótese e saísse de lá andando com ela. Foi demais! Gratidão e extremo contentamento definem o que eu senti ao obter o meu pé de fibra de carbono! E ainda no segundo dia de viagem em Campinas, escapuli pra capital, pra ver ao vivo o programa do Porchat! Foi tããão massa! Adooorei! 

No final de maio, finalizei um dos dois estágios obrigatórios do curso de Biblioteconomia. Eu nem acredito que estou na reta final da minha primeira graduação! 
E, mais recentemente, na segunda semana de junho, nadei o VIII Jogos Aquáticos do Ceará. Foi bem massa. Adoro nadar em Fortaleza. Amo os meus amigos cearenses que a natação me deu. Um bônus bacana: na volta dessa competição, ainda fiz conexão em Recife e pude conversar um bocadinho com a minha amiga das antigas, que já foi blogueira e agora é YouTuber literária, Tailany Costa.

Como vocês puderam ler, não faltaram momentos inspiradores nesses últimos meses da minha vida. Eu só não consegui traduzir em palavras, como antigamente fazia. No entanto, eu sou brasileira, teimosa pra cacilda e não desisto nunca: vou voltar a escrever e a insistir nessa terapia que tanto já me fez bem e que com certeza continuará me fazendo muitíssimo bem.

Sinto que o próximo post desse blog não vai demorar a ser publicado. Amém, irmãos? Amém!

Um abraço da @ericona,
Hasta!

11/07/16

Tudo que vai, volta. Ou não.

É, talvez nem tudo que vai, volta. Mas eu, depois de uns três meses longe desse bloguinho querido, voltei!

Fonte

Motivos que me fizeram ficar afastada do blog por tanto tempo, como nunca antes: no primeiro mês, em decorrência de uma mescla de preguiça e falta de tempo; nos dois últimos meses, estava sem internet no computador. Vocês podem imaginar o quanto fiquei louquinha sem internet. Usava apenas os dados móveis do celular, que acabavam logo e não permitiam fazer muitas coisas além de responder mensagens no WhatsApp e acessar Facebook e o Twitter.  Porém, minha agonia acabou dia 28 de junho, quando finalmente passei a usar um outro serviço de Internet, que até agora não me deu problemas e parece ser mesmo bom.
Nesses meses distante desse cantinho, não fiz muito mais do que nadar, estudar e às vezes ler e assistir uns filmes. Viajei também. Fui a Fortaleza, no início de junho, nadar os Jogos Aquáticos do Ceará, competição na qual conquistei cinco medalhas (3 de ouro, 1 de prata e 1 de bronze). Foi uma competição difícil, visto que estava sem treinar por conta de dores na lombar e no joelho, mas, no entanto, deu pra manter algumas marcas e ter bons momentos, dentro e fora d'água. No meio do mês de junho, viajei a São Paulo por duas razões: fazer uma avaliação ortopédica no Instituto de Órtese e Prótese (IPO) e participar do Aberto Paulista de Natação, organizado e realizado pela Federação Paulista de Desportos para Cegos (FPDC). Descobri, depois de 26 anos, que há uma prótese maravilhosa para o meu tipo de coto, com o pé em fibra de carbono. Um sonho! Contudo, custa cerca de R$ 25.000, e óbvio que eu não tenho condições de comprar. Portanto, farei uma campanha muito em breve para arrecadar a grana da prótese. Tenho bons amigos que sei que me ajudarão e compartilharão a campanha nas redes sociais e/ou no "boca a boca". Minhas dores na lombar e no joelho, segundo o querido fisioterapeuta e protético da IPO, são em decorrência da prótese de baixa qualidade que uso, que não me dá sustentação na perna nem amortece minha pisada; assim, forço muito a ponta do coto pra andar, fazendo com que minha tíbia, joelho e lombar doam loucamente. Sendo assim, adquirir essa prótese de alta qualidade não será apenas pra poder ser corredora (eu quero muito experimentar a sensação de correr sem sentir tanta dor ou achar que a prótese vai "rasgar" a qualquer momento), além de nadadora, mas, sobretudo, será pra viver melhor e diminuir os ricos de lesões na coluna e na perna direita, devido ao encurtamento e a ausência de quase todo o pé direito. Sei que vai dar certo e, tão logo for possível, estarei andando bem, com qualidade e sem sentir tantas dores. Quando eu, junto com uns amigos super criativos e inteligentes, bolarmos a campanha, compartilharei aqui com vocês e em todos os meios possíveis e imagináveis. Desde já, conto com o apoio de vocês.
No dia 3 de julho, dias atrás, estive em Salvador, participando pela segunda vez de um dos maiores eventos de praia: o Rei e Rainha do Mar. Nadei a prova Classic (2km) no mar de São Tomé de Paripe, e foi muito bom, apesar de eu ter me perdido muito durante a prova. Acontece o seguinte: eu uso óculos e tenho 4,5 de grau no olho esquerdo e 4,0 no olho direito. As lentes dos meus óculos de natação são comuns, sem graus, então eu realmente fico perdida no mar, e tenho que fazer um esforço enorme pra enxergar as boias que traçam o percurso da prova. Eu já deveria ter providenciado óculos de natação com grau pra nadar no mar, porque na piscina não é algo que me prejudica tanto, mas em mar aberto é algo que preciso pra ontem. Conquistei um lindo troféu em terras baianas: primeiro lugar na prova Classic, categoria PCD (pessoa com deficiência) feminino. Foi bem bacana ouvir meu nome sendo anunciado nos altos falantes, subir ao pódio e ser premiada pelo Pedro Scooby, surfista de grandes ondas. Foi mágico! Vivo justamente pra poder ter mais momentos assim, que me elevam o espírito e me fazem sentir que tudo, ao final, vale a pena.
Acho que, por hoje, é só. O intuito era mesmo só registrar os motivos pelos quais fiquei fora e dizer que estou de volta. Não sei qual será a frequência das postagens, apenas tenho comigo mesma que sempre que bater uma vontade de transformar pensamentos em letras, preciso vir aqui. Não posso deixar a procrastinação roubar uma das coisas que mais gostava de fazer: escrever. Escrever sobre tudo e nada, sobre levezas e extremos. Não posso deixar de escrever minhas histórias, muito menos de inventar estórias e fingir ser poetisa, cronista e contista. Escrever é delicioso e preciso voltar a fazer disso um hábito que eu sei que vai me fazer bem e mais alegre.

Por fim, uma música bonita que tenho ouvido nos últimos tempos:

Quase sem querer - Legião Urbana

♫♪♫ Tenho andado distraído
Impaciente e indeciso
E ainda estou confuso
Só que agora é diferente
Estou tão tranquilo
E tão contente

Quantas chances
desperdicei
Quando o que eu mais queria
Era provar pra todo o mundo
Que eu não precisava
Provar nada pra ninguém ♫♪♫



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Até a próxima, gente. E que seja em breve!

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20/03/16

O poder transformador do amor

Faz um mês que não venho aqui. Tanta coisa aconteceu. Coisas bonitas. Coisas não tão bonitas assim. Mas tudo, exatamente tudo, foi importante para o meu crescimento e autoconhecimento. Nas últimas semanas, participei de duas competições muito bacanas: a fase Norte/Nordeste de Natação Paralímpica do Circuito Brasil CAIXA Loterias, em Recife/PE, e a primeira etapa da Copa Hammerhead de Maratona Aquática, em Natal/RN. No Norte/Nordeste, que aconteceu nos dias 5 e 6 de março, conquistei seis ouros e muitos aprendizados, bem como superações pessoais inenarráveis.
No sábado, 12 de março, dia do Bibliotecário (minha futura formação!), tive o prazer de nadar a primeira etapa da Copa Hammerhead. Foi uma prova cansativa, mas muito tranquila. Quem me conhece, sabe que eu morria de medo de mar. Eu sequer conseguia molhar as canelas numa praia sem querer sair correndo de volta pra areia. Rolava um medo bem enorme mesmo. E hoje conseguir entrar no mar, tranquila, ficando sozinha em alguns trechos e continuar tranquila, nadando, braçada a braçada, curtindo cada segundo ali dentro, é algo impagável. Superar os medos é algo que extremamente maravilhoso e indescritível. Ganhei uma medalha finisher lindíssima e um troféu ainda mais lindo! Espero que o primeiro de muitos! 


Porém, o que eu quero compartilhar aqui hoje, até mais do que contar sobre minhas conquistas na natação, diz respeito a alguns pensamentos que vêm caminhando junto comigo nos últimos anos e que só têm me feito bem.
Quero falar sobre o amor. O amor em sua forma mais genuína e completa. Quero falar do poder do amor em minha vida. Quero falar do bem, da força imensurável que o bem tem de nos transformar em pessoas melhores. Quando nós adicionamos amor em nós mesmos, em nossas vidas e ao nosso redor, as coisas mudam pra melhor. Simples, isso. Tão clichê. Por que nos esquecemos disso? Por que nos é tão difícil cultivar pensamentos de amor? O mundo está cada vez mais cheio de ódio, de intolerância, de pessoas cheias de negatividade, que precisam de ajuda, que precisam se libertar de toda essa carga energética nociva. Tantas pessoas com corações repletos de ódio, que não conseguem se perdoar, que não conseguem seguir em frente, com a mente e o coração em paz. Quando praticamos o perdão, de coração puro e em verdade, nos libertamos e libertamos o outro. E, assim, cada um seguirá o seu destino e poderá dar continuidade a sua existência com maior fluidez e paz. Os pensamentos e sentimentos ruins nos atraem elementos negativos, que só nos atrasam, que fazem com que nossa vida se paralise, e assim travamos, passamos a ver o mundo por meio de uma lente embaçada e só conseguimos ver o mundo com olhos tristes, de desamor e desespero. Nenhum desses sentimentos nos levará a bons lugares. Não somos santos nem nunca conseguiremos ser, mas precisamos nos policiar para que nosso corpo seja morada de bons sentimentos e que nossas atitudes reflitam honestamente o que há em nós. Que o bem ande coladinho a nós. Que o amor nos contagie da cabeça aos pés. Que a paz esteja conosco. Que o perdão não seja algo tão difícil de dar e se dar. Que façamos o bem, com amor, e sem esperar nada em troca. Porque a caridade deve ser praticada pelo prazer de ajudar, pelo bem-estar de auxiliar alguém a encontrar um caminho melhor, mais florido e pacífico. Que nos permitamos ao menos ser fagulhas de paz, de amor e de esperança nesse mundo tão carente de sentimentos benignos.


Só o amor transforma. Só o amor cura. Só o amor liberta. Só o amor pode nos ajudar a superar e a vencer todas as barreiras dessa vida. A força do amor é tremenda e, diante dessa força inigualável, mal algum sobrevive. Porque o amor é revolucionário. O amor tem revolucionado a minha vida. O amor tem transformado a minha existência e dado sentido aos meus dias. Os meus sonhos são pautados no amor que eu sinto por vários elementos e pessoas. São os meus sonhos cheios de amor que me levam além. E indo além é que chegarei a lugares tranquilos, que irão me proporcionar aprendizados e paz de espírito.

Erica Ferro

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31/12/15

Em 2015? Vivi (ainda mais)!

Antes de começar a escrever essa retrospectiva, li a que fiz no dia 31/12/2014. E, caramba, parece que foi ontem! Imagina a minha felicidade ao constatar que esse ano de 2015 conseguiu ser ainda mais incrível do que o de 2014! 
Segui sonhando e trabalhando para que eles se tornassem reais. Prossegui nadando com e por amor. Bloguei muito pouco, mas creio que essa parte está resolvida, certo? Não li e/ou assisti tudo o que precisava/desejava, obviamente. Em 2016, me comprometo, comigo mesma, a procrastinar o menos possível. No ano que em breve há de nascer, quero mergulhar ainda mais profundamente naquilo que me faz bem, me sacode, me possibilita a me tornar alguém melhor e acrescenta algo de positivo ao meu viver. 

Agora, quero mostrar-lhes o meu 2015 em fotos.

MARÇO


Regional Norte/Nordeste, Recife/PEObrigada, Recife! Você foi palco de muitos aprendizados. Saldo da competição: 6 ouros e 1 prata.


ABRIL


Swimming Open Championship CAIXA Loterias, São Paulo/SP. Essa fotografia de Pedro Ernesto ficou lindíssima. Obrigada, Pedro, pelo clique!


Obrigada, Ibirapuera! Que massa ter nadado a minha primeira competição internacional nesse lugar encantador. Nadar ao lado das melhores nadadoras do mundo e ter a chance de trocar ideias com gente do mundo todo foi sensacional. Foi uma das coisas mais emocionantes que já vivenciei ao longo dos meus 25 anos.


JUNHO


II Aberto de São Paulo, Campinas/SP. O aberto de São Paulo faz parte do rol das competições em que viajo sozinha e sem técnico. É sempre desafiador, mas a parte boa é que tenho amigos espalhados pelo Brasil afora e quase sempre há um pouco deles pra me fazer companhia e me passar boas energias. Grata a Julio Pistarini e sua equipe, que sempre me acolhe nessas minhas aventuras no interior de São Paulo.
Saldo da competição: 2 ouros e 1 bronze.


Meus amigos moebitas foram me ver depois da competição e me levaram a uma pizzaria. Foi uma das coisas mais lindas que me aconteceram nos últimos tempos! Imagina ver, de pertinho, pessoas muito semelhantes a mim, com a mesma síndrome. Foi único! Um grande abraço pra Amanda e o Gabriel. E a Julia, amiga da Amanda, "a bendita entre os moebitas".


Na volta pra casa, fiz uma conexão no aeroporto de Recife. E uma linda pessoa foi me ver lá: Tailany Costa, do blog Despindo Estórias. Na internet, ela é linda. Pessoalmente, ela é muito mais linda. Amei te ver, Tailany! Que nos encontremos tão logo nos for possível, coisa linda!


AGOSTO


VI Jogos Aquáticos do Ceará, Fortaleza/CE. Competir em Fortaleza é uma delícia! Eu amo esse lugar e as pessoas maravilhosas que moram lá! Rever amigos, ter momentos felizes e superar a mim mesma dentro e fora d'água vale mais do que qualquer riqueza do mundo. Saldo da competição: 7 ouros.


SETEMBRO


I Alagoano de Natação Paralímpica. É ótimo nadar em casa e poder mostrar aos meus conterrâneos um pouco do esporte que eu tanto amo e que tanto transformou a minha vida. Saldo da competição 5 ouros.


Trend House 2015. Desfilei num cast formado apenas por pessoas com deficiência. Foi uma experiência muito marcante pra mim, pois, como disse nesse post aqui, "provei a mim mesma que eu posso vencer meus "traumas" e encarar cerca de 150 pessoas 'do mundo da moda' sem me sentir menos interessante do que todos os outros seres do universo que não possuem a minha síndrome. Encarei os muitos flashes com tranquilidade e naturalidade. Mostrei, com muita desenvoltura, esse rostinho paralisado congênito e esse meu olhar 'asiático' na passarela. Cada passo que dei na ida e na volta da passarela foi um modo de dizer a mim e principalmente aos outros que 'pessoas são extraordinárias não pelo que elas aparentam fisicamente, mas sim pela energia e vibração que elas transmitem'.".


NOVEMBRO


VII Meeting Cearense de Natação Paralímpica, Fortaleza/CE. Sim, eu realmente amo o Ceará! Participar dos campeonatos de natação paralímpica do Ceará virou tradição na minha vida. É o máximo! O Meeting, verdadeiramente, é um encontro de amigos, um grande festival, no qual se nada o maior número de provas possível, em prol de um objetivo maior: levar a equipe ao top três da competição. A ADEFAL, minha equipe, ficou em 2º lugar entre as equipes participantes. Minhas 10 medalhas de ouro devem ter ajudado nisso. Adorei!


No dia posterior ao Meeting, o Aterro de Iracema foi palco da penúltima etapa do Circuito Nacional Rei e Rainha do Mar. Claro que eu não poderia deixar de participar! Nadei a prova Sprint (1km) no mar. Foi super gostoso! Que energia boa, a do Rei e Rainha! Que organização! Fiquei verdadeiramente encantada e, em 2016, quero participar de muitas outras etapas desse baita evento. Saldo do Sprint: uma linda medalha finisher.


Essa foto ficou tão maravilhosa, mas tão maravilhosa, que a coloquei como imagem de capa do meu perfil no Facebook!


Encontro anual da Associação Moebius do Brasil, São Paulo/SP. Quero, mais uma vez, agradecer ao Reinaldo e a Marli, presidentes da AMOB, por me darem a oportunidade de vivenciar momentos ímpares ao lado de portadores e familiares que lidam com as delícias e os dissabores da Síndrome de Moebius diariamente. Foi uma honra dar o meu breve depoimento sobre como o esporte foi de fundamental importância para que eu conseguisse superar os traumas provenientes da síndrome e me transformar na pessoa que sou hoje.


Depois de um dia maravilhoso ao lado dos meus amigos moebitas, teve uma noite magnífica no Teatro Frei Caneca. Com quem, com quem? Claro, com o meu querido Fabio Porchat!
Na foto: Gabriel, também portador da síndrome e filho dos presidentes da AMOB, Fabio Porchat e eu. Adoramos te ver, Porchat!


"Porchat, por favor, queira colocar no pescoço as nossas dez medalhas do Meeting e a medalha finisher do Rei e Rainha do Mar. Preciso tirar uma foto disso!". E ele colocou! E a foto, como vocês podem ver, ficou extremamente linda. 


Esse abraço, quase esmagador, reflete bem o amor que eu sinto por esse ser humano que, sem exageros, é fora do normal. Esse abraço demonstra a minha gratidão por tudo o que o Fabio, sua produção e familiares fazem por mim. É o abraço que traduz a minha admiração e o meu carinho por esse homem de sorriso lindo e de coração ainda mais lindo. Você é um cara excepcional, senhor Fabio Porchat. Que em 2016 a nossa parceria floresça mais e mais!


DEZEMBRO


Travessia Troféu Reinaldo Malta, Maceió/AL. Depois do Rei e Rainha do Mar, fiquei apaixonada pela natação no mar e resolvi, então, fazer a minha primeira travessia na minha terra. Minha navegação no mar é péssima e eu me perdi várias vezes durante a prova, mas só o fato de concluir a prova tranquilamente foi uma vitória e tanto! 
No pescoço: a medalha finisher e a medalha de ouro na categoria Master A. 


Essa linda e meiga foto foi tirada em dezembro de 2014, no jardim secreto da Tita. Lugar mágico que pude conhecer ao lado de duas pessoas que me são muito queridas: a própria Tita e a minha cara Tchê Seerig. Essa foto é pra ilustrar o que quero dizer a seguir: no dia 7, Ana publicou uma matéria acerca da minha fofa pessoa. Por favor, cliquem aqui e leiam as palavras da Ana Seerig sobre a minha carreira na natação paralímpica e alguns detalhes sobre a minha vida pessoal. Muito obrigada, Tchê, por lembrar de mim quando o assunto é esporte paralímpico. Acho que não poderia ser diferente, né? Nos conhecemos há tempos e isso fez com que você acompanhasse a minha vida de atleta e aprendesse um pouco comigo sobre esse mundo paralímpico. Amei!

* * *

Assim foi o meu 2015. Obviamente que houve outros momentos dignos de nota, mas, se eu fosse colocar todos eles, seria difícil finalizar essa postagem. O que vale frisar e registrar aqui é que cada dia desse ano foi uma chance que eu tive de fazer a minha vida e os meus sonhos valerem a pena.
A virada do ano é só um jeito de nós, humanos, marcarmos o tempo. Na realidade, como diz naquele comercial da Rede Globo, "o futuro já começou.". E começou mesmo. A nossa vida é uma só e é agora. E já foi. Devemos fazer o que nos apraz agora. Temos que nos jogar no presente, porque o futuro é incerto.
Enfim, meus amigos, que me leem, que vibram com cada conquista minha, que se matam de rir com as minhas palhaçadas, quero desejar-lhes doses de paz, amor, felicidade e saúde diárias. Saibam que podem contar comigo!
FELIZ 2016!

Um abraço da @ericona.

20/08/15

257 motivos para se orgulhar de ser brasileiro(a)

Seleção brasileira de natação paralímpica que representou o nosso país no Parapan de Toronto.

A delegação brasileira fez a melhor campanha da história nesses Jogos Parapan-Americanos de Toronto. Friso: a melhor campanha de toda a História dos jogos Parapan Am. Quantos vibraram com isso? Quantos sentiram orgulho de ser brasileiros nas 257 vezes que o Brasil subiu ao pódio? Quantos anunciaram, com euforia e extremo orgulho, que o Brasil finalizou a sua campanha em primeiro lugar isolado, com mais medalhas de ouro do que o segundo e terceiro colocados juntos?
Não gosto de fazer comparações, mas, nesse caso, não poderia deixar de fazer um comparativo bem pertinente. No Pan-Americano, o Brasil finalizou a sua participação na terceira colocação. Foram 41 ouros, 40 pratas e 60 bronzes. No Parapan, como disse anteriormente, o Brasil fechou a competição em primeiríssimo lugar disparado. Foram 109 ouros, 74 pratas e 74 bronzes.
Obviamente que não podemos ignorar o fato de que todas as modalidades do esporte paralímpico são divididas por categorias, definidas mediante uma classificação funcional, que avaliará o grau da deficiência e colocará o atleta em uma classe em que a sua deficiência se assemelhe aos dos outros atletas da referida classe.
Na natação, por exemplo, existem catorze categorias. Teoricamente, são catorze chances de o Brasil medalhar, embora isso seja relativo, afinal é bem difícil ter uma delegação em que figure atletas de todas as categorias. O fato é que o número de medalhas de um evento paralímpico sempre será maior do que o de um olímpico. Porém, é nítido que quando esse número é muito maior significa algo, certo?
O Brasil é uma potência paralímpica. Isso é inegável, inquestionável. Os números provam isso. Muitos dos maiores atletas paralímpicos do mundo são brasileiros. Isso me enche de orgulho! Mas... Será que isso só acontece comigo e com os meus companheiros de movimento paralímpico?
Qual é o nome desse fenômeno que faz uma medalha olímpica comover, emocionar e fazer vibrar muito mais do que uma paralímpica? Será que tem a ver com fato de a sociedade ainda nos enxergar como super-heróis ou coitadinhos? Nós, atletas paralímpicos, somos menos brasileiros do que os atletas olímpicos? Não, certo? E por que a medalha paralímpica parece valer menos? Menos orgulho, menos divulgação, menos comoção, menos vibração, menos reconhecimento, menos empolgação.
Quando lembram de noticiar algo sobre o esporte paralímpico, quase sempre a matéria ou reportagem irá conter os termos superação e exemplo de vida. Faço um apelo a mídia em geral: pare com isso. Pessoas com deficiência congênitas aprendem desde cedo a usar o seu corpo no máximo da sua capacidade. Pessoas que adquirem uma deficiência também aprendem a potencializar as suas habilidades, compensando o que passou a lhes faltar. Não há nada de extraordinário nisso.
É extremamente frustrante ver compartilhamentos de imagens de pessoas com deficiência com frases de efeito do tipo “Qual é mesmo o seu problema?”. Caramba! Ter uma deficiência não é um problema. Essas imagens é que são problemáticas. Os maiores problemas que nós, pessoas com deficiência, temos não tem a ver com a nossa deficiência, mas sim com a negligência para com nossos direitos por parte dos governantes. Somos todos humanos, que passam por dificuldades, que se entristecem e que se irritam. Isso é absolutamente normal. É uma atitude horrível medir a nossa sorte ou azar baseados na vida alheia. Enquanto a sociedade não entender isso, ela continuará a superestimar ou subestimar as pessoas com deficiências. E, assim, essas pessoas perderão 257 motivos para se orgulhar, franca e genuinamente, de ser brasileiras.

Esse foi o meu desabafo. Sou uma pessoa com deficiência. Sou uma atleta paralímpica. Sou um ser humano. Sou Erica Ferro.
Somos todos humanos. Somos todos brasileiros. Somos todos iguais nas diferenças!

03/05/15

Swimming Open Championship CAIXA Loterias 2015

Oi, criaturas bonitas! Faz um tempinho que não posto nada aqui, né? Sabe como é, dar conta da vida de atleta e de universitária às vezes é bem complicado. No entanto, sempre que possível, venho aqui e tiro as poeiras do meu querido blog. Afinal, além de nadar e estudar as mais variadas facetas da Biblioteconomia, uma das coisas que mais me proporciona alegria e paz é escrever. No corre-corre diário, até fico meio sufocada porque não consigo colocar alguns sentimentos, pensamentos e até ficções em textos. 
Hoje consegui sentar em frente ao computador com o intuito de contar um pouco sobre como foi a minha primeira competição internacional. Estive em São Paulo/SP dos dias 22 a 25 de abril participando do Swimming Open Championship CAIXA Loterias

Minha credencial.

Sou declaradamente uma amante de esportes. Eu amo de paixão acompanhar os eventos esportivos, seja pela televisão ou ao vivo. Mas é claro que, como atleta, eu amo bem mais competir. Sempre considerei a participação num evento internacional algo grandioso e extremamente emocionante na vida de um atleta. Eu aguardava ansiosamente que eu pudesse participar de um campeonato assim algum dia. E finalmente aconteceu! Foi mais do que lindo, minha gente. Foi memorável. Foi inesquecível. Foi totalmente incrível. O Open CAIXA desse ano reuniu mais de 500 atletas de 24 países das modalidades de natação e atletismo. Muita gente boa e raçuda buscando melhorar as suas marcas e atingir os seus objetivos. E eu fiz parte dessa gente.

Uma das fotografias mais bonitas que eu tenho nadando.
 Adorei essa foto, de verdade.
Foto tirada no aquecimento do dia 24/04, por Pedro Ernesto,
fotógrafo e pai de uma nadadora paralímpica.

A competição de natação se deu no Parque Aquático Caio Pompeu de Toledo, no Ibirapuera. Caramba, quando eu entrei no parque aquático, me arrepiei instantaneamente. Gente de diversos países num mesmo ritmo, energia e magia. Gente de diversas partes do mundo dividindo a mesma piscina e se preparando para nadarem da melhor forma que conseguissem. Aquilo já me deixou energizada. Eu entrei rapidamente no clima. Não senti o peso de ser uma novata em uma competição internacional. Foi tudo tão natural, tão tranquilo, que me senti como se já fizesse parte daquilo desde sempre. Foi adorável!

Seleção da Suécia. Todos muito queridos!

Foram três dias de competições, dos dias 23 a 25, divididos duas etapas, com semifinais e finais, com exceção do último dia, em que houve apenas uma etapa. Todas as minhas provas correram no dia 24, na sexta-feira. No dia 23, fui a piscina apenas para fazer um treino leve e sentir a piscina. Foi muito importante esse reconhecimento prévio do ambiente da competição. Já fiquei empolgada e com "sangue nos olhos" (risos). 

Foto da final dos 100m costas. Sou a primeira da direita para esquerda. Raia 8.

Na sexta, dia 24, já levantei ansiosa e com aquele já conhecido frio na barriga, o que é normal e importante para gerar uma adrenalina boa no corpo. A ansiedade em excesso é que faz mal e atrapalha terrivelmente. Nadei três provas, com um intervalo relativamente curto entre uma e outra. Foram os 50m livre, 50m costas e 100m costas. Como eu estava nadando com feras do Brasil e do mundo, não pensei que eu conseguiria avançar às finais dessas provas. Mas avancei! Não houve final dos 50m costas, prova na qual obtive a primeira colocação. Nadei as finais dos 50m livre e 100m costas, obtendo a 6ª e a 8ª colocação, respectivamente. Melhorei as minhas marcas em todas as provas que nadei, mas, obviamente, sempre fica aquela sensação de que poderia ser melhor. E será, na próxima competição. Com empenho, foco e força, mas, sobretudo, amor, chega-se longe!

Ao lado do meu anjo loiro de sorriso largo e coração enorme.

Após a competição, ainda na sexta-feira, fui convidada a ir ao Teatro Frei Caneca assistir a peça Meu Passado Me Condena, com Miá Mello e Fabio Porchat. Ri horrores. Os dois têm um entrosamento ótimo e as cenas se dão com uma naturalidade que prende facilmente o espectador. As tiradas são ótimas e fazem a plateia gargalhar e suspirar com esse casal fora do normal. Recomendo! E, caramba, imagina que esse danado do Porchat, no fim peça, pediu pra eu levantar e disse para plateia "Essa é a Erica Ferro, nadadora paralímpica, minha atleta, que ganha uma porrada de medalhas pelo Brasil. Palmas pra ela.". Cacilda! Visualiza que coisa linda ouvir aplausos por todos os cantos do teatro. Valeu DEMAIS!
Segunda vez que ele faz isso! A primeira foi no Gustavo Leite, aqui em Maceió, no ano passado. Digam-me: tem como não amar esse loiro?
Ele é ARRETADO! E esse sorriso lindo? Vale por ele e por mim, que só sorrio com o coração! Depois, fui ao camarim com a minha querida Isabella, mãe dele, dar abraços quentinhos nesse cara que eu tanto gosto.

Baita kit enviado pela ADIDAS por intermédio do Porchat.
Além de eu ter a chance de abraçá-lo por duas vezes e trocado umas palavrinhas com ele no camarim, Fabio me entregou um kit incrível enviado, em parceria, pela Adidas. Eu adorei cada peça, pois além de lindas, confortáveis e de alta qualidade, serão muito úteis nos meus treinamentos e competições. Deixo aqui o meu agradecimento a Adidas, que, através do Fabio Porchat, conheceu a minha história e aceitou me dar esse importante suporte para que eu continue trabalhando em busca da minha melhor performance.
De coração, muito obrigada a todos os envolvidos! 
  
O Open foi lindo! Agarrei-o com os dois braços,
 uma mão e um cotoco! *risos*

Guardei cada momento, alegria e aprendizado num cantinho muito especial da minha mente e do meu coração. Friso aqui que a minha participação nesse evento não seria possível sem o meu anjo loiro, o Fabio Porchat, que me dá todo o suporte para rodar esse país fazendo o que amo, que é nadar e espalhar esse amor por onde quer que eu vá. Muito obrigada, Fabio Porchat, por ser essa criatura incrível, apaixonante e apaixonada não só pelo que faz, mas também em facilitar a realização dos sonhos de outras pessoas. Você é lindo, por fora e especialmente por dentro. Sua alma é linda e sou extremamente encantada por ela! 
Isabella Robinson, você é extremamente linda e querida, assim como seu filho. Agradeço imensamente pelo carinho e tudo o que fez e faz por mim.
Stella Rossi, obrigada por ser tão querida e disposta a me ajudar em tudo o que pode. 
Diego Calado, você é o melhor técnico do mundo. Acredite nisso. Tenho um carinho e um respeito imenso por você como profissional, mas olha... como ser humano, você consegue ser ainda mais imbatível. Obrigada por estar comigo nos bons e nos maus momentos, me dando suporte técnico e humano quando eu mais preciso.

Por fim, quero agradecer aos meus familiares e amigos por sempre estarem na torcida, me incentivando e me "empurrando", no bom sentido da palavra, a evoluir não só no esporte, mas, sobretudo, na vida.
Amo vocês!

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Essa é a minha fage page, na qual eu posto os meus passos na natação paralímpica e compartilho um pouco das novidades do esporte de uma maneira geral. Sintam-se à vontade para curtir e divulgar a página para quem mais tiver o interesse em curtir.
Um abraço apertado da @ericona.
Hasta la vista!