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20/03/16

O poder transformador do amor

Faz um mês que não venho aqui. Tanta coisa aconteceu. Coisas bonitas. Coisas não tão bonitas assim. Mas tudo, exatamente tudo, foi importante para o meu crescimento e autoconhecimento. Nas últimas semanas, participei de duas competições muito bacanas: a fase Norte/Nordeste de Natação Paralímpica do Circuito Brasil CAIXA Loterias, em Recife/PE, e a primeira etapa da Copa Hammerhead de Maratona Aquática, em Natal/RN. No Norte/Nordeste, que aconteceu nos dias 5 e 6 de março, conquistei seis ouros e muitos aprendizados, bem como superações pessoais inenarráveis.
No sábado, 12 de março, dia do Bibliotecário (minha futura formação!), tive o prazer de nadar a primeira etapa da Copa Hammerhead. Foi uma prova cansativa, mas muito tranquila. Quem me conhece, sabe que eu morria de medo de mar. Eu sequer conseguia molhar as canelas numa praia sem querer sair correndo de volta pra areia. Rolava um medo bem enorme mesmo. E hoje conseguir entrar no mar, tranquila, ficando sozinha em alguns trechos e continuar tranquila, nadando, braçada a braçada, curtindo cada segundo ali dentro, é algo impagável. Superar os medos é algo que extremamente maravilhoso e indescritível. Ganhei uma medalha finisher lindíssima e um troféu ainda mais lindo! Espero que o primeiro de muitos! 


Porém, o que eu quero compartilhar aqui hoje, até mais do que contar sobre minhas conquistas na natação, diz respeito a alguns pensamentos que vêm caminhando junto comigo nos últimos anos e que só têm me feito bem.
Quero falar sobre o amor. O amor em sua forma mais genuína e completa. Quero falar do poder do amor em minha vida. Quero falar do bem, da força imensurável que o bem tem de nos transformar em pessoas melhores. Quando nós adicionamos amor em nós mesmos, em nossas vidas e ao nosso redor, as coisas mudam pra melhor. Simples, isso. Tão clichê. Por que nos esquecemos disso? Por que nos é tão difícil cultivar pensamentos de amor? O mundo está cada vez mais cheio de ódio, de intolerância, de pessoas cheias de negatividade, que precisam de ajuda, que precisam se libertar de toda essa carga energética nociva. Tantas pessoas com corações repletos de ódio, que não conseguem se perdoar, que não conseguem seguir em frente, com a mente e o coração em paz. Quando praticamos o perdão, de coração puro e em verdade, nos libertamos e libertamos o outro. E, assim, cada um seguirá o seu destino e poderá dar continuidade a sua existência com maior fluidez e paz. Os pensamentos e sentimentos ruins nos atraem elementos negativos, que só nos atrasam, que fazem com que nossa vida se paralise, e assim travamos, passamos a ver o mundo por meio de uma lente embaçada e só conseguimos ver o mundo com olhos tristes, de desamor e desespero. Nenhum desses sentimentos nos levará a bons lugares. Não somos santos nem nunca conseguiremos ser, mas precisamos nos policiar para que nosso corpo seja morada de bons sentimentos e que nossas atitudes reflitam honestamente o que há em nós. Que o bem ande coladinho a nós. Que o amor nos contagie da cabeça aos pés. Que a paz esteja conosco. Que o perdão não seja algo tão difícil de dar e se dar. Que façamos o bem, com amor, e sem esperar nada em troca. Porque a caridade deve ser praticada pelo prazer de ajudar, pelo bem-estar de auxiliar alguém a encontrar um caminho melhor, mais florido e pacífico. Que nos permitamos ao menos ser fagulhas de paz, de amor e de esperança nesse mundo tão carente de sentimentos benignos.


Só o amor transforma. Só o amor cura. Só o amor liberta. Só o amor pode nos ajudar a superar e a vencer todas as barreiras dessa vida. A força do amor é tremenda e, diante dessa força inigualável, mal algum sobrevive. Porque o amor é revolucionário. O amor tem revolucionado a minha vida. O amor tem transformado a minha existência e dado sentido aos meus dias. Os meus sonhos são pautados no amor que eu sinto por vários elementos e pessoas. São os meus sonhos cheios de amor que me levam além. E indo além é que chegarei a lugares tranquilos, que irão me proporcionar aprendizados e paz de espírito.

Erica Ferro

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14/01/15

Tudo ficará bem!



Farin Urlaub Racing Team - AWG (Alles wird gut)

Tudo ficará bem!

É trágico, mesmo sendo um pouco cômico, a nossa cegueira quando estamos perdidos, entristecidos, magoados ou até mesmo cansados de tudo, inclusive de levantar da cama e ir viver. A verdade é que às vezes a vida se apresenta pra nós de uma maneira tão pesada, tão difícil de lidar, que a gente vai pela via mais fácil: de mergulhar no problema e só pensar no pior. É mais fácil, sim, porque sair do buraco e resolver solucionar o problema exige esforço, foco e desprendimento. Pode parecer insano, mas, no íntimo, somos meio masoquistas. Não que nos sintamos felizes em sofrer, mas é como se, inconscientemente, achássemos que merecemos tudo que está acontecendo conosco ou que, como a culpa da nossa desgraça não é nossa, foi outro alguém que causou a nossa perdição, precisamos sofrer muito, só pra provar pra todo mundo o quanto alguém foi terrível conosco. E isso é lamentável.
Há pessoas que são extremamente cruéis e causam estragos descomunais na vida das outras, conscientemente ou inconscientemente. Mas aí é que tá! Se a gente for se apegar ao mal que fizeram conosco, aos momentos ruins que nos fizeram viver, nunca vamos conseguir enxergar a luz no fim do túnel ou dar o primeiro passo pra trilhar um caminho mais feliz e deixar pra trás toda a dor e a tristeza que só nos assola e nos causa mal-estar.
Poxa vida! Só temos uma chance de ser felizes. Não podemos nos entregar ao sofrimento e a autodestruição. Viver é dureza, mas também tem o seu lado doce e bom. A vida não só é feita de momentos difíceis, a gente precisa desenvolver a habilidade de perceber, nas singelas e sutilezas da vida, o que realmente vale a pena e o que nos enternece e nos faz melhores. É preciso deixar as coisas supérfluas pra trás, no mar do esquecimento. É preciso tirar do nosso coração o peso do rancor e da mágoa.
O lance é viver o aqui e agora, da melhor forma possível, buscando sentir a alegria que mora num céu azul, no canto dos pássaros e na gargalhada de um bebê. Temos que focar no que nos faz sorrir e no que nos impulsiona rumo a felicidade, a paz de espírito e aos bons sentimentos, que, se cultivados com amor e cuidado, darão lindos e doces frutos.
A vida é bonita, minha gente. É, sim, posso dizer isso com propriedade. As dificuldades e os problemas que surgem durante o caminho devem servir pra nos fortalecer e proporcionar uma ampliação de nossos horizontes.
Eu vivo a vida com graça e alegria, porque meu espírito, mesmo que seja castigado ou humilhado vez ou outra, sempre dará a volta por cima e sorrirá ante o imenso leque de possibilidades de ser feliz e de me sentir plena. 
Com esse mundo tão caótico, prestes a desabar sobre as nossas cabeças, o melhor que podemos fazer é dar ouvidos aos discursos que falam de amor e de paz. Precisamos deixar que o amor encha nossa vida e se reflita em nossos atos.
O mundo precisa de amor e de naturalidade. Não é preciso criar toda uma programação de como se viver bem. O "pulo do gato" é justamente se sentir bem, pensar no que faz bem e fazer o bem. De forma natural. De forma genuína. É disso, entre outras coisas, que se trata a vida e o viver.

Erica Ferro

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24/03/14

Fase regional Norte/Nordeste 2014 - Circuito Brasil Caixa Loterias

Estive na capital do Rio Grande do Norte, Natal, dos dias 14 a 16 de março, participando do Norte/Nordeste do Circuito Brasil Caixa Loterias. A competição foi uma eliminatória para as fases nacionais do circuito já anteriormente citado. 
A meta de qualquer atleta, paralímpico ou olímpico, é melhorar as suas marcas e, consequentemente, passar das fases regionais, chegando às nacionais e, assim, sucessivamente. Essa era/é/sempre será a minha meta primordial. As marcas classificatórias para passar às nacionais baixaram imensamente esse ano. Foram diminuições realmente chocantes, que, acredito eu, ninguém esperava. 
Enfim... foi um choque, um banho de água gelada, mas, passado esse momento de baque, minha equipe de natação da ADEFAL (Associação dos Deficientes Físico de Alagoas) e eu voltamos o nosso olhar para o que de fato deveria ser feito, que era nadar bem e dar o máximo para bater as marcas que dariam o passaporte para as nacionais. 
No dia 14 de março, um dia antes da competição, eu passei por uma banca de classificação funcional. Desde 2004 que eu estava numa categoria na qual me sentia em desvantagem em relação às outras competidoras (pelo grau de deficiência delas ser menor que o meu). Não me aquietei até que consegui uma outra chance de rever a minha classe na natação paralímpica. Consegui isso ano passado, no Meeting Cearense de Natação Paralímpica. Pois então, a minha classificação funcional deu uma baita dor de cabeça nos classificadores pela complexidade da minha deficiência. Demorou a sair o resultado, mas a boa nova veio: entrei na categoria na qual creio estar em igualdade com as outras competidoras. Fiquei aliviada e muito contente com a notícia. Para mim, foi um dos melhores momentos da competição.
Passada a ocasião da classificação, mirei a minha atenção em descansar e relaxar, para nadar bem no sábado e no domingo. Contei com um apoio muito bacana de familiares, professores e amigos da Biblioteconomia, amigos virtuais e até uma torcida de um carinha que admiro bastante e que está em tudo que é canto na mídia, o meu querido Fabio Porchat. Não só ele, mas também a sua família (mãe, padrasto, irmã etc). Essas pessoas queridas, que nunca me viram pessoalmente gostaram de mim primeiramente pelas minhas palavras (para ser mais específica, um texto no qual mostrei um olhar diferente do qual se vê por aí sobre o tema deficiência), e depois passaram a acompanhar um pouco do meu cotidiano e do que eu faço como atleta e como universitária. 
Digo, sem medo de exagerar, que foi uma das competições mais importantes da minha vida. Voltar a nadar o Circuito CAIXA foi emocionante, ainda mais em uma nova categoria, além de uma torcida maravilhosa, que me impulsionava por meio de mensagens positivas no Facebook, Whatsapp etc. Caramba, foi lindo demais! Venci, definitivamente, a Síndrome do Pânico nessa competição. Bateu uma ansiedade normal, típica de competição mesmo, mas nada além do normal e do esperado para um evento como esse. Para mim, foi outro dos momentos mais maravilhosos da competição. 
Nadei todas as provas disponíveis no programa de provas, ou seja, caí na piscina sete vezes. Foram sete chances de mostrar a mim mesma que eu poderia nadar mais forte, fazer o meu melhor e sair feliz da piscina por isso. Tudo bem que chorei muito depois da minha primeira prova, 100m costas, porque acreditava muito que me classificaria para as nacionais nessa prova. No entanto, não consegui. Foi frustrante na hora, mas depois enxuguei as lágrimas e me concentrei nas outras seis provas que ainda iria nadar. 
Consegui medalhar em todas as provas, foram seis ouros e uma prata. Os ouros vieram nos 100m costas, 100m livre, 50m livre, 200m medley, 400m livre e 100m borboleta. A prata foi nos 100m peito. Em relação às marcas que fiz, mantive algumas e melhorei um pouquinho em outras. Eu esperava resultados mais expressivos, claro, mas tenho a consciência de que dei o meu máximo nas provas que nadei. Estou tranquila quanto a ter feito o máximo possível em todas as vezes que saltei na piscina da UFRN. A classificação para as nacionais não veio porque o meu máximo não foi o suficiente para obter os índices. O foco daqui para frente só aumentará, com o intuito de fazer marcas mais significativas nas competições ao longo do ano.
O regional Norte/Nordeste 2014 foi incrível! Mudei de categoria, nadei tranquila, sem ansiedade desconcertante, conquistei medalhas e, sobretudo, revi nadadoras muito queridas por mim e estreitei laços com outras com as quais ainda não tinha tido um contato maior. No balizamento, era só alegria. Muita conversa, muita brincadeira, até mesmo para dar uma rasteira no nervosismo. O carinha do balizamento pediu silêncio umas tantas vezes e a gente ria ainda mais porque era muito engraçada toda a situação. Claro que sempre tem alguma criatura que tem uns ataques de estrelismo, mas é só não dar muita corda, que a pessoa se toca que está sendo tosca e para de abestalhamento (ou não, mas pelo menos fica conversando sozinha - risos -). E, carambolas saltitantes, a torcida foi a maior de todos os anos! Sim, já falei disso, mas quero fechar o texto falando novamente do apoio e carinho de um bocado de gente linda que "nadou comigo" nessa competição. É óbvio que o incentivo maior parte do próprio atleta, ele é quem se instiga a todo momento em pensamento, seja em treino ou em competição, mas, caramba, é muito lindo saber que mais pessoas acreditam em você e que, se pudessem, doavam um pouco de suas forças para você nadar ainda mais rápido e mais forte. Foi isso que senti em Natal, essa vibração positiva, reconfortante e maravilhosa. 
Meus familiares, em especial meus pais e meu irmão, vocês foram ótimos! Muito obrigada pelas ligações, mensagens de incentivo e de "estamos com você, independente de qualquer coisa!". Meus amigos, do mundo "real" e/ou virtual, vocês foram sensacionais, me mandando mensagens lindas, comentando coisas belíssimas nas minhas fotos e me dando um suporte incrível em toda a competição. E, por fim, um agradecimento especialíssimo a família Robinson e Porchat. Obrigada pelo apoio fundamental, o carinho sem igual e a torcida enorme. Vocês foram e estão sendo incríveis. Um abraço carinhoso a Isabella Robinson, Alice Porchat, Americo Rocha e... CLARO, um abraço demorado no loiro gente finíssima (agora até na silhueta - risos -) Fábio Porchat. Cara, por mais que fale, não vou conseguir expressar o carinho que sinto por vocês. Vocês são FORA DO NORMAL de tão sensacionais e incríveis que são! 

Natal, foi massa! Obrigada por tudo, Cidade do Sol!
Finalizei a competição com a sensação de dever cumprido, porém, obviamente, com vontade de treinar ainda mais e mais para obter resultados melhores nas próximas competições. Porque, no fundo, o que realmente importa é fazer o melhor que se pode fazer, sem mirar em ninguém, sem procurar rivalidade ou ter por meta ganhar de x ou y pessoa, mas sim buscar ser um ser humano melhor e um atleta cada dia melhor. Um atleta sem maturidade nunca vai entender a importância de ser um ser humano admirável antes de almejar ser um atleta com resultados expressivos. Eu admiro bem mais um atleta que tem no currículo resultados não tão expressivos, mas que noto que se esforça, que treina e que faz o seu melhor enquanto competidor, mas, sobretudo, quando percebo que ele é um ser humano admirável, que sabe o momento de falar e de calar, que não dá show de estrelismo em nenhum momento da carreira, seja quando adolescente ou quando atleta master. Um atleta, para ser admirado, precisa ser um ser humano bacana, com atitudes louváveis. É esse tipo de atleta e ser humano que procuro ser todos os dias. 

Agora, para finalizar o post, algumas fotos tiradas pré-competição, competição e pós-competição:

Pré-competição. Antes da primeira etapa de sábado.
No pódio, recebendo uma das seis medalhas de ouro.
Pré-competição. Última etapa, já no domingo, dia 16/03.
Esperando a prova dos 100m peito.
Estou sentada, a cor da minha touca é branca e o maiô é mesclado nas cores preta e azul.
Para ser mais exata, a segunda da direita para a esquerda.

Saída dos 100m peito. Sou a segunda, da direita para a esquerda.
No pódio, com as s8 mais queridas. Um abraço especial para Monica Veloso, que me passou ainda mais tranquilidade antes das minhas provas.
Pós-competição, já com todas as medalhas.
As meninas mais barulhentas e felizes da competição.
Felicitações do meu querido Porchat. Obrigada por tudo, loiro! Você é um cara FORA DO NORMAL!
Teve carinho espalhado em Facebook e também no Twitter. Esse Fábio e família são incríveis mesmo. Adoro vocês!
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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

24/12/13

Just believe!



Há uns dias estava garimpando músicas bacanas na maravilhosa fonte musical que é o Grooveshark, e encontrei essa lindeza de música: extremamente doce, tocante, com uma mensagem encantadora. Vejam o vídeo. Escutem a melodia. Leiam a letra. Nessa magia natalina eu acredito. Acredito que, mesmo com muito para nos preocupar, há muito o que celebrar. Celebremos, pois. Deixemos essa magia contagiar nossos dias.
Independente de religiões e de alguns fazerem dessa época um tempo de consumo desenfreado, penso que não é uma data que devemos ignorar. Creio que ter um dia do ano para avaliar nossos feitos e os não-feitos é válido. Creio, mesmo, que é muito bacana ter um dia para que nossas esperanças, afervoradas pelo dito espírito natalino renasçam. Creio, com todo o meu coração, que o Natal é um momento em que devemos estar bem perto das pessoas que amamos, o mais perto possível, daqueles que fazem a nossa vida mais colorida, mais bonita, mais feliz.
Natal é tempo de relembranças. Natal é tempo de reviver e reviver momentos. Natal é tempo de agradecer por todas as conquistas e por todas as alegrias diárias. Não que seja o único dia em que devemos agradecer. Pelo contrário, devemos ser sempre gratos pelos degraus que galgamos na íngreme escada da vida. Entretanto, fazer um apanhado geral de tudo que houve de esplendoroso em nosso ano e agradecer no Natal é algo impagável e muito especial.
Claro, muitos reclamam da hipocrisia do Natal, no qual pessoas que durante o ano inteiro se evitam e/ou se ignoram, mas que nessa época se abraçam, trocam presentes, etc. Há muita hipocrisia no Natal, sim. Há sempre. Há em todo lugar. No entanto, podemos fazer escolhas. Eu, por exemplo, escolho não ser hipócrita. Eu escolho ficar perto de quem eu realmente gosto e aprecio a companhia. Eu escolho abraçar a quem eu tenho um apreço gigantesco. Eu escolho abrir meus braços àqueles que querem me abraçar. 
Um dos meus desejos natalinos é que um dia, oh! um dia!, esse espírito bonito de se compadecer e tentar solucionar as necessidades alheias não exista apenas no Natal. Que a bondade e a capacidade de visualizar o que acontece ao redor permaneçam durante todos os dias do ano. 
Que não sejamos omissos ao que é iníquo. Que não sejamos passivos diante de covardias. Que não sejamos mais um na multidão. Que sejamos da cor verde-limão. Chamemos atenção, através de genuínos atos de gentileza, de benevolência e de honestidade. Contanto, sobretudo, sejamos naturais. Busquemos nos encontrar a todo momento. Encontrar a nossa essência, nosso equilíbrio, nossa forma de viver melhor nesse vasto mundo.
De coração, desejo a vocês, meus amigos, um lindo momento natalino, no qual a alegria e a paz pairem. 
Um abraço enorme da @ericona, a bonita.
Hasta!

30/05/12

Sobre ser sonhador

Eu tenho sonhos, e você? Poderia contar-lhe sobre os meus sonhos, mas prefiro discorrer sobre a minha insistência, sobre a minha vontade incansável de realizá-los.
Olha, lê-me com atenção, se você tem um sonho, não desista dele. Nunca.
O quê? Você já tentou várias vezes, mas, infelizmente, fracassou? Que coincidência! Eu também!
Mas eu sou do tipo que nunca desiste, sabe? Nunca mesmo. Mesmo quando todo o mundo já não acredita mais em mim; mesmo quando as pessoas, cruelmente, aconselham-me a desistir. Sim, porque é extremamente atroz desestimular um sonhador.
Diz-me que sentido teria a minha vida se eu desistisse dos meus sonhos? A vida por si só não faz sentido! Os meus sonhos tornam a minha vida significativa, dão-me ânimo para acordar todos os dias e guerrear por eles. Por que, meu Deus, eu desistiria deles?
Eu sei, eu sei, nem só de sonhos pode viver o ser humano. Porém, nada me impede de lutar por meus sonhos enquanto, paralelamente, sobrevivo, levando uma vida convencional, cumprindo todos os deveres de membro da sociedade. Nada me impede. Eu sei que posso lidar com isso. Eu sei que consigo conduzir os meus dias dessa forma. O que eu não posso é desistir. Seria injusto comigo mesma. Não quero me tornar uma pessoa frustrada, com o peso de uma desistência sobre os ombros. Não, eu não quero nem vou.
Apego-me a uma frase que vi por aí: se posso sonhar, posso realizar.
É isso. É exatamente isso. Eu posso realizar. Você pode realizar. Nós podemos realizar os nossos sonhos. Por isso eu quero pedir-lhe encarecidamente: não desista. Eu sei que tentar, tentar e tentar sem conseguir consideráveis avanços pode ser frustrante, mas não desista. Uma hora as coisas vão dar, finalmente e maravilhosamente, certo. Creia nisso.
Quando alguém, sutilmente ou diretamente, admoestar-lhe a desistir, não escute-o. Limite-se a respondê-lo com um "você nunca teve um sonho, não é?". Porque de fato alguém assim não deve saber o que é sonhar.
Não é todo mundo que sabe lidar com a arte de sonhar. Sonhar é para os fortes. Só os fortes persistem ainda que as coisas deem terrivelmente errado por um tempo desagradavelmente longo. Só os fortes continuam acreditando em si mesmos quando todos viram as costas para eles. Só os fortes sonham e lutam bravamente para conquistarem os seus sonhos.
Eu quero crer que eu sou forte. Eu quero crer que sou uma verdadeira sonhadora. E você?

Erica Ferro
*

Há muito tempo estava com as ideias desse post martelando na minha cabeça. Precisava escrevê-lo. Não sei se saiu como eu gostaria, mas me sinto mais leve agora. Sonhemos, meus queridos! Sonhemos e realizemos! Ah, e se o post ficou com cara de autoajuda, não me importo.
(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta!

10/10/11

Arroste, invariavelmente

O que fazer quando a sua massa cinzenta insiste na inércia no momento em que mais deve trabalhar efervescentemente?
O que fazer quando nothing makes sense e a morosidade, impiedosamente, toma conta de seu corpo, lhe impedindo de buscar significados nas coisas aparentemente doidas desse mundo?
O que fazer quando se tem um caminho colossal a ser percorrido, no entanto tudo o que se consegue fazer é manter-se deitado, obdecendo, fielmente, à Srª Preguiça?
O que fazer quando há uma batalha de sentimentos dentro de seu coração e um exército de pensamentos insanamente desordenados dentro de sua cabeça?
Você sabe que não quer ficar, mas também não sabe muito bem para onde ir, por onde ir, como ir ou por quê ir. Você só quer ir para um lugar tranquilo, uma ilha deserta, quem sabe. Algo assim tropical e fresco. Só você e mais ninguém. Você se frustra porque sabe que isso é apenas uma fantasia gostosa, porém improvável na prática. Você sabe que não pode fugir agora. Não pode, não pode e não pode. Você sabe, ora.
O que sobra, então? Encarar o que quer que venha, seja lá algo bom ou ruim, complicado ou fácil, monstruoso ou belo.
Encarar: é isso que se deve fazer em todos os momentos da vida. A covardia nunca foi bom negócio, já diziam os antigos.

(Erica Ferro)

* * *

♪♫Não pense que a cabeça aguenta se você parar...♫♪
Tá certo, Raul. Não posso e não vou parar agora.
Continuarei, firme e ferro.
(...)
Ah! Quem quiser ler o meu pseudo-conto
melodramático publicado sábado no
Gurias Arretadas, é só clicar aqui.
Um abraço da Erica,
a desvairada.

15/05/10

Por baixo da minha fragilidade

Não! Por favor, se você não consegue sorrir seus sonhos, não faça chorar os meus.
Por favor, não venha assassinar o meu amor. Não mate a vontade que eu tenho de viver e a fé num cenário mais colorido e florido nos anos que virão.
Se você não pode usar e abusar da minha amiga Sinceridade, essa devassa, que não se importa nem um pouco em ser uma prostituta, não me impeça de tal sacanagem.
Se você prefere viver como todos os tolos, fracos e mornos, ótimo; mas me deixe correr por essas ruas, que nem louca, que nem uma desesperada; me deixe roubar frutos das árvores alheias; me deixe tomar um sorvete numa noite de inverno lá do Sul. Não me importa o resfriado ou a pneumonia. Me deixe viver arriscando a minha vida, porque eu acredito que isso, sim, é viver.
Viver cercado de grades, de proteção, de filtros não é viver. Você não vive e não viverá. Porque você não se permite a isso. Você se fecha no seu mundo certo, ao invés de se aventurar e morrer no errado. Ótimo, você não é muito diferente dos seres humanos que eu tive o desprazer de conhecer.
Infelizmente eu tenho essa mania de prever certos atos e palavras de algumas pessoas, mas, mesmo assim, eu ainda penso que não ouvirei, que não verei tamanha imbecilidade. A gente não quer crê no que machuca o nosso coração e fere nossos olhos de fé. Mas eu vi e não gostei do que vi. Eu ouvi e me entristeci. Eu vi que o mundo está perdido. Que 2012 faz sentido. Que as pessoas destruíram-se e destroem o que veem, o que tocam.
Mas não vão me destruir porque o que eu carrego no peito é forte, é muito forte. O que eu carrego no peito honra o meu sobrenome, Ferro. E eu quero ver me derrubarem, me arrancarem o sonho e a garra que eu escondo por baixo da minha fragilidade.
Eu sorrirei no amanhã que não se demora e eu rirei de felicidade e de alívio, pois eu terei persistido, eu terei sido forte, mesmo todos desacreditando, se entregando, se tornando mortos-vivos.
Eu vou dar minha cara tapa, e apanharei muito, eu sei. Mas dane-se. Eu aguento, eu revido com esse meu jeito de moleca atrevida, que não se rende, que não dá o braço a torcer. Eu quero mesmo é ver a vida pulsando em minhas veias e, quando o meu coração der a última batida, eu chorarei de felicidade e direi com o restante das minhas forças:
Minha vida valeu a pena!

(Erica Ferro)

* * *

Eu precisava desabafar. Eu precisava colocar tudo isso pra fora. Gritar ao mundo, esse mundo descrente, toda a minha fé em sonhos e na vida e todo o meu descontentamento com o ser humano. Eu realmente precisava. Hoje posso dormir tranquila.
(...)
E sim, eu estou melhor da virose (aquela safada!). Muito obrigada pela preocupação; vocês são uns queridos.
Um abraço da @ericona.

30/09/09

Basta fazer acontecer!

Todos os fracos desistiram reprimidos pelo medo de não ser...

- Não se reprima, Erica. Não desista!
Fixe-se no foco. Lembre-se: olhar fixo lá...
Sim, você sabe onde quer chegar! Por que, então, não rema? Vá, Erica, dê seu máximo, se esforce, vá em frente, não tema. É o que você quer, não é? Então? Por que se desviar agora?

- Não, eu não vou me desviar do foco. Está decidido! Chega de sonhar, de querer, de ser só da boca pra fora. Quem quer, busca. Quem quer, corre atrás! Determinação, força, garra, vontade... Agora deixarei que esses ingredientes me tomem, de verdade! Vou chegar... Vou, sim! Vou mostrar para quem nunca acreditou que eu pudesse ser e chegar onde eu sempre quis e sonhei. Vou mostrar para o que eu vim: vencer!
Sabe, vou vestir aquela minha roupinha verde-limão - vou me destacar, chocar, impactar!

- Isso, Erica! Assim que se fala. Hoje é o último dia do mês, muito propício para o que estás vivendo - final de um ciclo! O ciclo do quero ser, do vou ser e pouco se mover. Querida, amanhã é o dia! Começa, de verdade, amanhã sua jornada. Mas, não esqueça, hoje durma cedo. Agora, de preferência, assim acordarás bem disposta. Olhe, o mundo é seu. Não acredite no que dizem quando falam que querer não é poder. Querer é poder, sim, mas é um poder que está nas suas mãos. Você que faz as coisas acontecerem! Então, comece o trabalho agora!

- Sim, sim! Acabarei essa postagem e logo dormirei, querida Razão minha.

- Ei! Não esqueça que eu sou parte fundamental nessas decisões da Erica, viu, Dona Razão? - Disse, afobada, a Emoção.

- Ei, meninas, não briguem! Vocês sabem que eu não decido nada sem vocês duas! Vocês são partes fundamentais nas minhas decisões, sabiam? Bem, eu preciso terminar a postagem logo. Tenho que dormir cedo. Não esqueçam: eu vou chegar!

(Erica Ferro)

•••

P.s: Último dia do mês! Final de um ciclo, diria, preguiçoso e de "sim, eu faço tudo que posso!", mas quando, na verdade, não faço tudo o que eu posso - e sei disso.
Então, chega de saber, e não agir. Chega de sonhar, e não buscar. Chega de blá blá blá. O tempo está passando e desenfreado! Ou não, ele está passando do jeito certo, eu que estou toda errada. Então, chega de errar, chega de falar. Vamos fazer, Erica!
Amanhã é primeiro de outubro. Se disciplina, Erica. Determine-se e busque o todo o seu ser. O resultado? Você vai ver!
Aponta pra fé e rema...♫

Pessoal, espero que estejam bem. Agradeço por todo o carinho, por todos os comentários e elogios.
E, olha, cheguei ao seguidor de número 100! Tenho 103, agora. Bonito, não é? Mais bonito ainda é ver que os meus amigos, que não são simples seguidores, seguem de verdade, estão sempre aqui, porque gostam, porque se identificam de alguma maneira. O que importa é isso: qualidade, não quantidade.
O meu muito obrigada.
Desejo muitas felicidades e realizações nesse mês que se aproxima.
A minha postagem de hoje foi mais um desabafo. Enfim, eu tenho disso, de confusões e dúvidas, mas há coisas que eu, no fundo, nunca tive dúvida. Sempre soube o que queria, mas não estava me esforçando ao máximo para alcançar a meta. Enfim, era aquele querer e pouco fazer. Eu quero, eu posso, eu consigo - só basta fazer por onde!
Bem, é isso. Fiquem bem!
Grande abraço da Ericazinha.

*Gente do céu! Hoje, 01/10/2009, estava eu, tranquilamente navegando pelo mundo bloguístico, quando, PUFF, me deparo com uma postagem dedicada a mim. Sim, a mim, pobre mortal! Sabem qual era o blog? Da Daninha. A postagem, basicamente, fala do post número 100 do blog dela e da admiração que ela tem por mim e tal. Me senti, me achei, fiquei com aquele nó na garganta de tanta emoção e surpresa. A postagem é essa.
Pessoas, sério, eu não mereço esse carinho todo, essa admiração, eu nem sei escrever (vou apanhar agora!). Preciso evoluir tanto...
Enfim, fico radiantemente feliz com todos esses mimos, esses carinhos sinceros.
Ah, Daninha querida, muito obrigada pela lindíssima e emocionante homenagem. Faz isso de novo, e eu morro do coração (haha!).
Muito sucesso para o teu blog, enfim, sucesso pra ti.
Adoro a sua pessoa, de coração.

07/08/09

Saiba ser um nobre e bom competidor!

Polimento, lapidação, melhoramento - é por estas e outras coisas que o mundo busca.

A competição. Competir para sobreviver num mundo de feras. Feras prontas para dar o bote. Inimigos reais, inimigos de carne e osso, inimigos imaginários, monstros que nos atormentam no escuro da noite.

Falo de pessoas inescrupulosas e fraudulentas, que tudo que buscam é o poder, mesmo que para isso seja preciso atropelar pessoas de bom caráter e sentimentos nobres. Essa é a competição maldosa, descartável e abominável.

Querer ser melhor, querer um bom emprego, um bom salário, uma boa moradia e etc. não é mal, não é feio e não é condenável. O que é condenável é usar artifícios indignos para obter quaisquer benefício próprio.

O que dá prazer em ver são pessoas batalhadoras, que levantam cedo para enfrentar um longo dia de trabalho, que competem com o frio, muitas vezes com o pouco alimento na mesa antes de ir trabalhar, os ônibus e transportes lotados para chegar ao trabalho. Esse trabalhador é um vencedor, um homem que ganha uma batalha todos os dias. Sua vida é uma guerra, e ele a vence sem armas e sem tanques de guerra. Ele a vence com coragem, garra, com força de vontade, vontade de ser melhor, de obter melhores condições de sobrevivência, de decência.

Admiro pessoas que lutam contra seus medos, seus fantasmas interiores; que só pelo fato de se levantarem todas as manhãs, de seguirem em frente mesmo sendo golpeadas vários momentos por dia por aquele trauma, por aquela dor que assola a alma, os sonhos da mesma, é uma vitória. Uma vitória essencial para a alma dela, para enchê-la de esperança e de um novo ânimo de vida.

Como atleta, sei o quanto é importante uma competição. Na competição, tiramos, por assim dizer, a prova dos nove, nos testamos, vemos se o treino que estamos fazendo está funcionando, se todo o esforço está valendo a pena. Na natação, que é um esporte individual, descobri que a minha maior rival sou eu mesma. A raia, o cronômetro e eu. É o relógio, é a velocidade, é a garra, é a vontade. As outras nadadoras estão lá, óbvio, nadando, lado a lado, mas a minha maior rival sou eu mesma. Primeiro, preciso vencer a mim mesma. Vencer minhas próprias marcas, me superar. Depois, penso na raia ao lado.
Se eu chegar ao pódio, só provará que eu consegui me superar e que todo o meu esforço e garra foram reconhecidos.

A raia - a vida.
O cronômetro - o tempo.
Os nadadores - eu e você, nós - o mundo.

Por esse mundo vamos nadando por mares ora calmos, ora tempestuosos. Vamos competindo com a tormenta, com o vento forte e cortante, com os tubarões que queiram nos devorar.
Temos que ser espertos. Nos ligar no balanço do mar, no tempo, no espaço, a quem está do nosso lado. Não sejamos tolos e ingênuos demais, mas também saibamos usar nossa esperteza para enxergar o perigo e para trilhar caminhos retos em direção a nossa meta.

Competir: faz bem, faz mal, depende de como se compete. Não seja adepto do dopping - falo isso no mais amplo sentido, na vida esportiva e na vida diária, como ser humano comum. Ou seja, não puxe o tapete de ninguém, mas também não deixe que puxem o seu. Queira melhorar, mas que isso seja para te fazer bem, para se sentir melhor, para se sentir útil para si mesmo. Não para ser reconhecido por outras pessoas ou ainda para querer ser notado como melhor do que outra pessoa. Isso é tão estúpido. Pois ninguém é melhor do que ninguém, mesmo que certo alguém colecione mais medalhas, mais títulos do que quer seja do que outro indivíduo não quer dizer que ele é melhor, que o outro é um coitado.

Todos nós temos capacidade de vencer qualquer batalha, de conquistar qualquer título, de ser o que quisermos ser, basta querer, se empenhar e, por último e mais saboroso, conquistar.
Mas, se por mais que você tenha tentado, que a vida parecer não ter sentido, seja forte e um bravo guerreiro para não se render pela onda de derrotas que vierem te derrubar, tirar teu desejo de lutar. A vida é assim: feitas de derrotas. Na vida de alguns, a vitória vem logo. Na vida de outros, demoram um pouco. E por que demoram? Para provar para o próprio batalhador do quanto de dor e sofrimento ele é capaz de superar. Para, no final, ele saber que é forte e que hoje é feliz por ter finalmente, com muito suor e persistência, conseguiu ser e ter o que sempre desejou e buscou ardentemente.

Saiba acreditar!
Saiba persistir!
Saiba valorizar o que conquistou!
Saiba ser um nobre e bom competidor!

(Erica Ferro)

***

Pauta para o Blorkutando.
Tema: "Eterna competição".

***

P.s: Pauta feita às pressas, e coloca às pressas nisso. Não ficou legal, eu sei. Mas nunca mais tinha participado do Blorkutando, e isso estava (e ainda está) me fazendo falta.
Alguém me diz por que eu só deixo pra fazer as coisas em cima da hora? =/
Eu sou uma... uma...
Deixa pra lá.
- Sem xingamentos, Erica Ferro!
- Entendido, dona Sanidade.


28/07/09

Seja o núcleo!

Por que temes, querida?
Por que te importas tanto com o que pensam de ti o padeiro, o açougueiro e todos os brasileiros?
O que tu pensas de ti própria?
Satisfeita estás com tua trajetória, com o desenrolar da tua história?
Por que choras?
Por que estás escondida atrás dessa cortina?
Derruba essa cortina, ela impede de o sol entrar dentro do teu ser!
Tua alma se encontra tão escura e fria!
O sol há de te aquecer e clarear!
Eu sei que temes esses muitos olhos que te cercam sempre quando sais de trás da cortina.
Mas não te importes!
São apenas olhos, não são bocas!
Não arrancarão pedaços de ti!

Eu sei também que sonhos habitam teu coração
Mas você se sente pequena, desimportante em meio a multidão
Se importa em agradar, em não decepcionar a quem para ti olhar
Mas a multidão é falha como você também é
Então, se você falhar, não é para a si própria condenar
Você deve querer é da próxima vez acertar
Nada de chorar
De se agoniar
Mantenha a calma
Fixe-se no alvo
Não se desvie dele
Solte a flecha
E sorria
Você há de acertar o alvo
Há de realizar
Há de ser
Há de vencer
Basta você fazer por onde isso acontecer

(Erica Ferro)

***

P.s: Estou bem, gente. Aqueles dias ruins e tristes ficaram para trás, nem me lembro mais.
Quero, sim, manter essa alegria que sinto agora. Sei que tenho e sempre hei de ter mil e um motivos para sorrir, para me alegrar. Quando a tristeza vier de novo toda metida à 'comigo nem Erica pode', dou um rasteira nela, lembro das muitas coisas boas que me aconteceram e que vão acontecer e o nó na garganta há de se desfazer. Mas, se ainda assim eu ainda chorar, terei a convicção dentro do meu coração que, quando o próximo dia chegar, as lágrimas secarão e um lindo sorriso brotará de dentro da minha alma e para fora se projetará. Então, não vou mais chorar.
A verdade é que as nuvens encobrem o sol, mas sempre o deixam brilhar novamente.
Muito obrigada por todos os comentários na postagem anterior me desejando melhoras. Muito obrigada mesmo!
Fico por aqui.
Tenham uma linda e feliz quarta-feira.

09/07/09

E vale a pena perseverar quando se tem uma meta a alcançar!


Perseverança: qualidade dos que não se deixam abater pelos problemas, as dificuldades; qualidade dos fortes, dos 'teimosos'.
Perseverança é a teimosia boa, diria assim. Por que comparei a perseverança com a teimosia? Ora, porque ser teimoso é persistir numa ideia ou num ato mesmo que tudo conspire para que ele desista, para que ele mude de opinião.
Tudo bem que há teimosos que estão errados e cegos, digamos assim, que não se dão conta que estão insistindo numa coisa que não é certa, que não é boa.
Mas há também pessoas que são sonhadoras, obstinadas por seus objetivos, que são perseverantes, que são, de uma forma boa, teimosos.
Pessoas perseverantes geralmente não têm vidas fáceis, sofrem, caem, mas se levantam. E por quê? Porque há algo dentro deles, algo maior, mais forte, que os impulsiona a viver, a buscar um sentido para as suas vidas, a realizar seus sonhos, concretizar seus projetos.
Posso dizer com certeza que a vida não é fácil, e a maior parte da humanidade sabe e vive o lado difícil da vida.
As dificuldades que o mundo enfrenta vão de falta de comida na mesa à falta de sentido para a vida.
Como Augusto Cury diria: Há muitos miseráveis morando em mansões.
Concordo com ele.
Sabe por quê?
Porque é uma verdade gritante. Nós vemos muitas vezes pessoas ditas humildes sendo modelos de felicidade, de amor pela vida, de perseverança. Sofrem, tem uma vida difícil, mas também tem sonhos. Sonham em fazer a vida valer a pena. Querem um sentido para sua existência. Querem ser notados. Querem honrar sua condição de ser vivo: viver a vida com força e coragem.
Há aqueles também que não tem sentido, propósitos, para as suas vidas. Alguns são ricos, outros são pobres, mas, de qualquer forma, estão no mesmo grau de pobreza espiritual. São vazios, sem rumos, sem desejos. Essas pessoas precisam se encontrar com elas mesmas, precisam ter um momento de reflexão, precisam se reavaliarem. Precisam descobrir um motivo ou arranjar um motivo para respirar. E o mais esperável é que elas encontrem, enxerguem, elas próprias. Isso não é ser excêntrico, não é ser narciso, é apenas se amar de uma maneira saudável, pois isso é preciso, é fundamental.
Quantas vezes me vi à prova? Quantas vezes fracassei e quis desistir? Mas o amor que eu tinha por mim e pelo o que acreditava me movia a continuar o meu trajeto em direção ao alvo, ao meu sonho, ao meu desejo. Nessas horas eu me agarrava à fé, aos sonhos, à perseverança.
A vida é engraçada também. Mas é engraçadamente inteligente, racionalmente. Por isso na hora do aperto, na hora da agonia, a gente não consegue ver graça nas peças que a vida nos prega, pois não estamos no nosso melhor estado de racionalidade, agimos por impulso, pela força de emoção, ou seja, irracionalmente.
Vou contar uma estória, ficção, pra exemplificar um caso de perseverança:
(...)
Márcio era um rapaz de família de classe média baixa, nem tão rico nem tão pobre. Não tinha condições de pagar uma faculdade privada, por isso sempre se empenhou na escola. Não para ser notado por outras pessoas, mas porque ele gostava de estudar. Não estudar apenas fórmulas, teorias já prontas. Ele gostava mesmo de descobrir, de mergulhar no mundo do conhecimento. E conseguia.
Era o melhor aluno, sempre se destacava onde quer que estudasse. Era o chamado nerd, cdf, ou como queiram chamar. Ele não se importava por ter esses apelidos. Ele tinha um sonho muito grande: queria ser médico. Ajudar as pessoas mais pobres principalmente, por serem tão esquecidas pelos “poderosos”. Queria cuidar da saúde: coisa fundamental na vida de um ser humano, e que dinheiro, tenta, mas não compra.
Estava no 3º ano, iria prestar vestibular para medicina, já estava decidido há muito tempo atrás.
Todos diziam: Nossa, Márcio, é uma profissão linda, mas é muito difícil passar nela. A concorrência é grande. Eu sei da sua inteligência, mas é muito difícil mesmo, não quero te desanimar, mas...
Mas nada, Márcio era perseverante, obstinado, apaixonado pela medicina, e não pensava em desistir só porque a maioria das pessoas tentava desanimá-lo. Elas realmente não iam conseguir sufocar seu sonho. Algo maior o impulsionava: uma força, um ser divino: Deus.
É, ele tinha uma fé inabalável, acreditava piamente em Deus, mesmo que o mundo e suas teorias tentassem a todo custo provar o contrário. Mas, pra ele, Deus não estava ligado à teorias, à regras, à tudo isso que todos pregam e tentam alienar as pessoas.
Márcio acreditava que Deus está ligado ao acreditar sempre, a lutar mesmo em meio a tantas batalhas perdidas. Deus está ligado ao amor, à bondade, à justiça, à perseverança.
Então, com essa fé inabalável, Márcio foi prestar vestibular pela primeira vez. Tinha estudo muito, muito mesmo. Tinha todas as fórmulas químicas, físicas e matemáticas em mente, não que ele achasse essencial, mas é assim que o mundo trabalha, com uma educação sistematizada e pouco espontânea. Então ele agiu como era necessário: decorou fórmulas, datas, medidas e estava pronto para a prova.
Porém, na hora, Márcio começou a ficar trêmulo, a hora estava chegando, uma prova importantíssima, a realização de um sonho.
A prova estava em suas mãos, e o coração dele também.
Mal se continha. Estava começando a suar, enxugou as mãos na perna da calça. Não parava de tremer, não conseguia se concentrar direito. Parou, pediu sabedoria e calma a Deus naquele momento. E recebeu. Não tanto como precisava, mas isso não era culpa de Deus. Talvez fosse culpa dele próprio, que não soube receber, não soube enxergar a calma que Deus tinha lhe dado. O que aconteceu é que Márcio não passou no vestibular, passou na primeira fase, mas na segunda não deu. Ele estava mais nervoso ainda na segunda fase, deve ter sido por isso que ele não conseguiu entrar para o curso de medicina. Isso o deixou muito abatido, triste, mas não vencido. Ele se reergueu, decidiu estudar de novo, recomeçar do zero, se preciso. Arregaçou as mangas, colocou suas botas para chuva e enfrentou a tempestade. ,
O que formava a tempestade? Muitas dificuldades, muita descrença por parte de 'amigos', muita concorrência, mas ele era um sonhador perseverante, amava o seu sonho e não desistiria dele nunca. E assim o fez. Tentou exatamente quatro vezes, e fracassou nas quatro. Não digo que ele não se entristecia e nem pensava em desistir nas vezes que não via seu nome na lista de aprovados, mas ele era forte e tinha um Deus mais forte ainda com ele, e isso era o que fazia ele perseverar e lutar até o fim, até conseguir o que queria. Na 5ª vez que tentou, passou, e em primeiro lugar. Uma nota excelente, foi alvo de repórteres, de jornais reconhecidos em todo país. O que ele tinha feito era realmente notável, ele tinha acertado praticamente a prova toda. Ele tinha brilhado, ia realizar seu sonho de fazer medicina, de ajudar pessoas, de cuidar de vidas.
E foi assim, com esse amor pelo o que fazia, que ele cursou sua faculdade e se tornou um médico bem conceituado e muito competente.
Trabalhava na rede pública quase que exclusivamente. Tinha amor em cuidar, em ajudar a sarar aquelas doenças. Porque o mérito, ele sempre dizia, era de Deus, que ele, sim, era o médico dos médicos.
(...)
Bom, essa foi uma estória inventada por mim, Erica Ferro. É ficção, mas não está fora da nossa realidade, acontece e pode acontecer no mundo em que vivemos. É o exemplo de uma pessoa perseverante, que tem amor pela sua vida e pela vida de outras pessoas, que não desistem em meio aos fracassos, que sonham e buscam, não se acomodam, não esperam acontecer, eles fazem acontecer.
E é isso que devemos ser: lutadores obstinados pelos nossos objetivos, desde que eles sejam honrados e belos, com princípios e valores, que não sejam egoístas, que sejam desejos puros, sonhos lindos realmente.
A perseverança nasce com todos, dentro de todos nós, só que, por tantos buracos que tenhamos caído, acabamos esquecendo dessa força que temos em nós, perdemos o foco, perdemos a nossa visão e acabamos perdendo também nossos propósitos de vida. E isso, em hipótese alguma, deve acontecer. Temos que nos manter olhando para o alvo, sem pestanejar, firmes e fortes, inabaláveis, mesmo que o mundo esteja desabando a nossa volta.


(Erica Ferro)


27/06/09

Sem ação, a lei da atração é apenas uma teoria ilusória!

O segredo é a lei da atração!

Tudo o que entra em sua vida é você quem atrai, por meio de imagens que mantém em sua mente. É o que você está pensando.
Você atrai para si o que estiver se passando em sua mente.

"Cada pensamento seu é uma coisa real - uma força."

(Trecho do livro 'The Secret')

A lei da atração...
O poder dos pensamentos...
Pense em coisas boas, que você atrairá coisas boas.
Será?

Para se obter coisas boas, é preciso buscá-las, e não somente pensar que já as conseguiu só por pensar nelas.
Mas o que a lei da atração prega é isso: "Pense no que você quer e sinta que você já tem!"

Pra mim, isso é se enganar. De tanto você pensar que já tem, chegará o dia que você não duvidará mais e se conformará com o que tem (ou achará que tem, quando, de fato, não terá nada). Não se preocupará em buscar, porque o tempo todo você pensou que tinha.

Sinceramente, achei o livro 'O segredo' muito engraçado. Sério! Ri muito...

Leiam esse trecho do livro e riam comigo (ou não, talvez só eu achei engraçado):

"Para perder peso, não se concentre em "perder peso". Em vez disso, concentre-se em seu peso ideal. Sinta o seu peso ideal, e você o atrairá para si."

Eu que não malhe, não faça uma reeducação alimentar, não! Até parece que se eu só pensar que tenho o peso ideal, atrairei isso pra mim.
Ah, tem uma parte do livro que fala que eu tenho que agir como se já tivesse meu peso ideal. Comprar roupas de número menor, o número que eu usaria se fosse magra, evitar pessoas gordas, porque, assim, eu estaria atraindo a gordura delas pra mim. Um absurdo isso!

Mas, tudo bem, admito que para se consiga uma coisa é preciso acreditar, pensar positivo, mas também entra o papel da 'ação', é preciso agir, não basta teorizar.
Por exemplo, preciso fazer a minha parte (malhar e reeducar a minha alimentação), mas também preciso acreditar que vou conseguir obter o peso ideal. E conviver com as pessoas gordas não vai atrair a gordura delas pra mim. Que ideia ridícula a desse livro! Credo!

Esse trecho aqui é o fim:

"Quando surgirem imagens que lhe desagradem, aproveite a deixa para mudar seu pensamento e emitir um novo sinal. Se for uma situação mundial, você não estará impotente, pois detém todo o poder. Visualize todos felizes. Concentre-se na abundância de alimento. Dedique seus pensamentos poderosos àquilo que é desejado. Você tem a capacidade de fazer tudo isso pelo mundo ao emitir sentimento de amor e bem-estar, apesar do que acontece ao seu redor."

O fim mesmo.
Se fosse assim, de tanto que eu peço a Deus que o mundo seja um lugar pacífico, mais humano, mais feliz, estaríamos todos vivendo num verdadeiro paraíso.
Não basta pensar, é necessário fazer. Fazer acontecer. Buscar soluções para o caos que o mundo se encontra. E acreditar nelas, acreditar nas soluções, colocá-las em prática.
Acredito, sim, na união das duas forças: do pensar e do agir. Elas, juntas, são imbatíveis.

Acredito que o acontece é que muitos se agarram à só uma força. Alguns sabem, de fato, e comprovaram o poder das duas juntas.
Os acomodados se apegam à lei da atração. É, porque a lei da atração prega aquela coisa de: pense que você já conseguiu, o Universo fará seu desejo se realizar sem que você se esforce, basta você pensar que já tem e terá.
Os lutadores, mas que são pobres de fé, se agarram à ação, agem com todo o fervor em prol dos seus desejos, mas, por lhes faltar fé, não chegam ao objetivo. Eles fazem, eles tentam, mas não crêem que possam chegar.
Os guerreiros de fé, esses, sim, chegam, realizam. Porque lutam com garra, com fé. Acreditam no que muitos acham impossível.

Eles acreditam porque sente o quanto são poderosos, não só por acreditarem no que querem, e sim por verem o seu esforço e sentirem algo dentro deles os impulsionando: a fé, o desejo.

A lei da atração não funciona sem a ação. E a ação não funciona sem a fé. Logo, querer é poder, mas não só basta querer, é preciso fazer, agir. Transformar a teoria em prática, o pensamento em ação.


(Erica Ferro)


***

Pauta para o PostIt!
Tema: A lei da atração.

14/04/09

Cansar, continuar, chegar.

Do 'não', eu farei o 'sim'
Da descrença, farei a crença
Do projeto, farei a realização
Da falta de apoio, farei minha auto-sustentação
E não importa nada não
Já me importei demais
Se não acreditam, eu acredito
Se não enxergam o 'além', eu continuarei a enxergar
Não, eu não vou desanimar
Querem
Mas não vão conseguir
Eu não vim aqui pra cair
E desistir
Posso cair
Mas me levantarei
E continuarei
Cansarei
Mas nunca
NUNCA pararei.

(Erica Ferro)