sexta-feira, 3 de julho de 2020

Amor revolução

fonte


Ah, o amor romântico...
Amar é entrega
É ser abrigo
Amar é um ato tão bonito!

Queria eu poder amar como antes
Com doçura e urgência delirantes
Queria eu poder amar como antes
Com fé em reciprocidades desconcertantes

Como Florbela Espanca, nunca fui correspondida
Nos amores que tive na vida
Pra mim, o amor romântico tem sido um ato unilateral
E amar assim é surreal

Cansa, sangra, esmaga o peito, destrói esperanças
Mas o amor, em sua mais pura essência, é composto por lindezas
A incorrespondência pode até maltratar
Porém, o amor é o que dá cor e tem o poder de revolucionar

(Erica Ferro)



quinta-feira, 2 de julho de 2020

Quarentena

É, amigo leitor... O blog, que estava esquecido há mais de um ano, renasce hoje.
Efeito da quarentena. Efeito de surtos leves e não muito tênues causados por essa pandemia devastadora que se instalou no mundo nos últimos meses.

Tanta coisa aconteceu! Em setembro/2019, apresentei o famigerado TCC com minha parceira de dupla, no qual obtivemos nota 10. Que sensação mágica de alívio e de dever muito bem cumprido!
No finzinho de novembro/2019, consegui um emprego de Auxiliar Administrativa com área de atuação em uma biblioteca de uma escola particular tradicional e renomada aqui de Maceió. Sim, agora sou uma trabalhadora com carteira assinada e tudo o mais. Com isso, os treinos de natação diminuíram em mais da metade, porque resolvi focar de fato na carreira profissional e deixar em segundo plano o lance de ser nadadora paralímpica. São escolhas necessárias que precisamos fazer em determinadas fases da nossa vida. Senti muita falta de treinar com a minha equipe no início, mas, ao mesmo tempo, minhas manhãs foram ocupadas pelas responsabilidades do trabalho, as quais me adaptei rapidamente. Em janeiro/2020, colei grau e me tornei, oficialmente, graduada em Biblioteconomia. Que momento ímpar! Fiquei tão emocionada porque, mesmo com todos os perrengues de greves e outros ocorridos, o tempo voou. Pouco antes de receber o certificado de graduada, já sentia falta de ser acadêmica e, principalmente, das amizades que fiz ao longo do curso. Porém, a vida é formada de ciclos e esse se encerrou.

Estava eu, vivendo a vida, trabalhando e nadando o pouco que podia, quando surgiu o famigerado Coronavírus no Brasil. E confesso que, quando a COVID-19 começou a se espalhar pelo nosso país (e, consequentemente, em Alagoas), meu lado temero/ansioso se ergueu. Tive uma crise de choro forte quando soube dos primeiros casos aqui no estado, certa de que se pegasse esse vírus sacana morreria em poucos dias. Não lembrava de ter chorado tão compulsivamente e desesperadamente como dessa vez. Senti medo, muito medo. Um medo indescritível por mim, familiares e amigos. Apesar de alguns não serem tão afetados ao serem contaminados, outros morrem pouco tempo depois que são infectados. Depende muito do organismo de cada um. E isso me aterrorizou por uns dias. Ainda sinto medo (como não sentir?), mas consigo controlar o pânico. 

E falando em pânico, tive algumas crises leves de pânico e momentos depressivos nesses meses, afinal não é uma situação fácil pra ninguém, muito menos pra quem já possui algum transtorno psicológico. Por essas e outras, hoje resolvi escrever e postar nas plataformas virtuais em que estou presente. Escrever sempre foi terapêutico pra mim. Não sei em que momento que eu deixei de acreditar na minha capacidade de escrever coisas inteligíveis e bacanas, com as quais as pessoas pudessem se identificar e conversar comigo a respeito, como acontecia antes. A única coisa que sei é que tentarei retomar o hábito da escrita, e isso será minha terapia, tanto nos dias bons quanto nos dias ruins. 

Se você quiser me acompanhar nessa jornada, é só continuar seguindo o blog e minhas outras mídias sociais.
Não prometo textos incrivelmente maravilhosos e inovadoras, mas posso afirmar que escreverei com entrega e honestidade seja lá qual assunto eu resolva tratar.

Um abraço carinhoso,
Erica Ferro