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21/09/13

Um dos maiores bibliófilos que o mundo já viu

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José Ephim Mindlin nasceu no dia 8 de setembro de 1914, na capital de São Paulo. Mindlin, desde criança, demonstrou um amor, cuidado e apreço enormes por livros, e foi nessa época em que José Mindlin iniciou a formação do acervo de sua biblioteca, que, paulatinamente, foi crescendo e se tornou uma das maiores do Brasil.
José Mindlin foi jornalista, advogado, empresário, mas o seu lado mais conhecido e admirado é, sem dúvida, a de ter sido um bibliófilo. Foi redator do jornal O Estado de S. Paulo durante quatro anos (1930 – 1934). Exerceu a advocacia por muitos anos e, posteriormente, fundou, em 1950, a empresa Metal Leve S/A. Fosse como jornalista, fosse como empresário, Mindlin nunca deixou de ser bibliófilo: pode-se dizer que o seu amor por livros “nasceu com ele”.
Edson Nery da Fonseca, em seu livro “Introdução à Biblioteconomia”, diz que, na década de 70, Gastão de Holanda recebeu auxílio financeiro para a Editora Fontana de José Mindlin e sua empresa Metal Leve S/A.
José Mindlin sempre buscou estar atrelado a cultura brasileira, como incentivador e como disseminador do conhecimento. Mindlin fez parte de uma variedade de conselhos de museus nacionais, mas também de conselhos internacionais, a exemplo de ter sido nomeado membro emérito da Diretoria de umas das principais bibliotecas de livros raros de todo o mundo, a John Carter Brown Library (Estados Unidos).
Em uma entrevista, José Mindlin fala de sua esposa, Guita, e do quanto que ela apoiou o seu lado bibliófilo. Foi, indubitavelmente, a sua grande companheira, como Mindlin mesmo disse, “em suas andanças por antiquários e sebos” em busca de raridades. Mindlin também disse em sua entrevista que, quando eles encontravam algo a um preço um tanto alto, que Mindlin queria, mas hesitava pelo preço, Guita o incentiva a comprar. Uma parte muito bonita da entrevista é a parte na qual José Mindlin diz que nunca precisou entrar em casa com um livro raro escondido, coisa que acontece com muitos bibliófilos. Guita não só lia todos os livros que Mindlin comprava, como também o impulsionava a comprar mais livros, porque sabia da paixão do seu marido pelo universo literário, universo do qual ela também adorava fazer parte.
Ainda na mesma entrevista, Mindlin discorre sobre a Coleção Brasiliana, iniciada em 1927, mas, que, segundo Mindlin, primeiramente tinha intento de fazer estudos brasileiros, reunindo livros de história e literatura. O que aconteceu é que a Coleção Brasiliana cresceu tanto, mas tanto, que “excedeu a propriedade individual”, palavras de Mindlin. Ciente de que a sua Coleção Brasiliana era de uma riqueza ímpar, Mindlin e família decidiram doá-la a Universidade de São Paulo (USP). 
Mindlin morreu em 2010, aos 95 anos, por falência múltipla dos órgãos, após um mês de internação no Hospital Albert Einstein, em São Paulo.
“Nós sempre fomos depositários dos livros, muito mais do que proprietários, porque a gente passa e os livros ficam.” (José Mindlin)
Mindlin não apenas passou por essa Terra, mesmo porque ele marcou a História do Brasil e até mesmo Mundial, como um ser humano singular, um dos maiores bibliófilos que o mundo já viu, que amava imensamente e intensamente os livros e passou a vida a disseminar esse amor por onde quer que passasse.

Erica Ferro

• • • 
Olá, pessoas! Tudo bem?
Well, escrevi esse texto sobre o Mindlin há um bom tempo (eu estava ainda no primeiro semestre de Biblioteconomia). Foi escrito para ser publicado no jornal do Centro Acadêmico do Curso de Biblioteconomia. Houve alguns problemas de impressão do jornal e eu não sei se ele foi ou não distribuído para os discentes. Sei que há uma versão em pdf do jornal.
Mas enfim, esse texto está no seção "Homenageado do mês". Eu nem preciso dizer o porquê escolhi homenagear o Mindlin, não é? Está tudo no texto. Espero que gostem.
(...)
Curtam, sigam e recebam um abraço apertado e carinhoso da @ericona.
Hasta la vista!

28/06/12

Há 67 anos...


Há 67 anos nascia um cara chamado Raul Santos Seixas, ou, simplesmente, Raulzito. Eu poderia fazer uma mini biografia dele aqui? Poderia, mas, além de não ter tanto conhecimento sobre a carreira artística dele quanto gostaria, eu sou péssima em sintetizar as coisas. Porém, eu não quero deixar essa data passar em branco. Eu precisava postar aqui, nem que fosse um "Parabéns, Raul!". Se bem que eu não acho que cairia bem isso de "Parabéns, Raul", afinal o maluco beleza não está mais entre nós (fisicamente falando). Mas... pensando bem, a verdade é que o Raul está, sim, entre nós, através de sua obra, por meio de seu rock'n'roll, de suas músicas com letras marcantes, devaneadas, revolucionárias, à la maluco beleza. E é por isso que acho que posso dizer "Parabéns, Raul", porque, depois de 23 anos de sua morte, esse cara ainda emociona, encanta e ganha mais fãs a cada dia. A sua música o eternizou. Eu li uma matéria muito boa e muito completa no site da revista Rolling Stone Brasil. Para quem não conhece quase nada (ou até mesmo nada) do Raul, depois de lê-la, vai ficar sabendo ao menos um pouquinho. E para quem conhece um pouco, vai ser ótimo porque terá uma visão sintetizada da carreira desse baiano arretado. Leia a matéria clicando aqui.

Por fim, deixo um vídeo de uma das músicas do Raul que eu mais gosto e repito "Parabéns, Raul!":


*

Esse não é o primeiro post que fiz para/sobre o Raul (é o terceiro, se eu não me engano). Fiz esse aqui no blog e esse outro no Gurias Arretadas.
(...)
Curtam a página do Sacudindo Palavras e sigam o blog no Twitter.
Um abraço da @ericona!
Hasta!

07/03/12

Para a minha mais nova estrela

Há doze dias que eu tive a notícia mais terrivelmente desconcertante da minha vida: meu avô tinha falecido. Uma hora eu estava em casa, arrumando a mochila para ir treinar, então recebo a notícia de que o meu avô tinha piorado (ele já estava internado há quase uma semana por causa de uma pneumonia) e tinha ido pra UTI. Já fui nadar preocupada, com o coração pesado, mas com fé na recuperação dele. Porém, não foi isso que aconteceu: quando eu estava voltando pra casa, ainda no ônibus, depois de um treino cansativo mas produtivo, a minha mãe liga pra mim dizendo que o meu avô infelizmente não tinha resistido e tinha morrido. Parece que o meu mundo caiu naquele momento, eu não conseguia ouvir mais nada ao meu redor, não conseguia enxergar mais ninguém. O mundo era só eu e a minha dor, a minha inacreditável dor. Eu não consegui entender a dimensão da coisa imediatamente. Até agora eu não consigo. Não dá pra acreditar e muito menos entender que uma das pessoas que você mais ama de uma hora pra outra morre e você nunca mais vai vê-la na sua vida. Mal cheguei em casa e já arrumei a mala para ir viajar para o interior de AL, que era onde meu avô morava e, consequentemente, iria ser velado e enterrado. Minhas pernas estavam fracas tanto de cansaço por causa do treino quanto pelo baque da notícia. Quase não conseguia me sustentar de pé. O dia 24 de fevereiro de 2012, sem dúvida, foi um dos dias mais difíceis e tristes de toda a minha vida. Foi um golpe muito forte ver o meu avô num caixão, o corpo inerte, e eu sabendo que ele nunca mais abriria os olhos novamente. Nunca mais. Porém, ainda mais chocante, foi no dia seguinte, no enterro. Senti como se um pedaço do meu coração tivesse sido arrancado no momento em que fecharam o caixão e colocaram-no no carro da funerária. Depois, colocado num buraco a sete palmos do chão e sendo coberto por terra. Ali, eu pensei, era o fim. Não contive as lágrimas, perder alguém que se ama é assim: é como se rasgasse um pedaço de você, da sua alma.
Contudo, dias depois, não sei se onde proveio, mas uma paz me invadiu, um sentimento de Está tudo bem agora, Erica. Por mais que a ausência dele te doa, vô Fernando não sofre mais. Todo sofrimento acabou. Não se entristeça, as boas lembranças e a essência do vô Fernando são eternas. Ele não quer te ver assim, sofrendo e chorando. Enxugue as lágrimas e lembre da alegria contagiante dele. Continue a viver, nunca se esquecendo dos ensinamentos e dos conselhos dele. É isso que ele gostaria que você fizesse. E assim eu tenho seguido a vida, lembrando dos momentos alegres que vivi ao lado dele, tentando bloquear os pensamentos de "e se..." (e se tivessem levado-o antes ao médico? Será que ele teria resistido? E se... E se...?), porque não adianta. Não adianta pensar nisso porque não há mais jeito. Ele se foi. Pensamentos assim só me deixarão angustiada e triste, e desconfio que não é isso que o meu vô iria querer.
Estou sendo forte, estou sendo ferro.
Estou tentando entender que, sim, até as pessoas que nós mais amamos morrem. Porém, antes disso, elas nos marcam e nos ensinam coisas valiosíssimas, e para vida toda. E eu aprendi muito com o meu vô. Sempre tive uma admiração imensa pelo caráter dele e sei que ele também tinha um orgulho gigantesco de mim. E, dia após dia, irei atrás das conquistas dos meus sonhos, e todas as minhas vitórias serão dedicadas a todos que creem em mim e me apoiam, mas, especialmente, ao meu vô, meu vozinho, que um dia me disse (não com essas exatas palavras, mas com significado semelhante): "Nunca deixe que lhe humilhem, que digam que você não é capaz. Estude, nade e lute pelos seus sonhos. Você pode conquistar tudo o que você quiser, basta querer e nunca desistir. Você é especial...".
Eita, vô, que saudade!
Mas eu não vou chorar, tá? Você agora é a mais nova estrela do meu céu. A mais bonita. A mais brilhante. Sinto o seu amor e o seu cuidado daqui. Esteja onde estiver, eu nunca me esquecerei de você. Nunca.

Erica Ferro

28/05/10

"Envelhecendo na cidade..."

Quarta-feira, dia 26, era dia de escrever pra alguém muito especial, muito querido e que merecia muito mais do que uma homenagem minha, mas era tudo que eu poderia fazer no momento; um texto carinhoso, parabenizando-o por mais um aninho de vida e todos esses clichês que falamos nos aniversários das pessoas.
Quarta foi o aniversário do Erick Ferro, meu irmão. E eu não escrevi nada, porque deixei pra depois e depois e depois não deu mais tempo. Mas sempre é tempo, não é? Sempre é tempo de homenagear, comemorar e, enfim, de ser feliz.
Eu não quero ser muito melosa, muito dramática como eu normalmente (ou loucamente) sou.
Erick é fantástico, inteligente mesmo; e, por favor, não digo isso só porque é meu irmão e porque é Ferro; é porque de fato o menino é gênio mesmo. Tem suas chatices, seus defeitos, mas sabe encantar e cativar quem convive com ele. O cara é carismático, mais do que eu, eu acho.
Eu quero mesmo, de todo o coração, que ele seja muito feliz nos caminhos e nas escolhas dele. Que ele tenha saúde mental e física pra superar toda essa loucura que é a vida. E que eu esteja com ele sempre que possível.
E ontem foi o meu aniversário. É, exatamente duas décadas de existência, de muita loucura, experiências, sonhos, pesadelos; tantas coisas, que eu diria incontáveis.
Ainda não sou quem eu quero ser, mas acho que um dia eu serei de fato quem eu tanto queria. E levo fé que um dia darei orgulho aos que me conhecem e acreditam em mim.
Essa quinta foi normal, mas legal; algumas mensagens no celular, ligações, 'twittadas', recados no orkut, mensagens no MSN, texto da Ana Seerig pra mim (que eu gostei muito e fiquei realmente feliz o lendo... Obrigada, Seerig!), alguns presentes (o mais bonito foi a camisa do Grêmio, que eu tanto queria - sim, eu sou gremista!), visitas de alguns parentes, com direito a bolinho de aniversário (tava gostoso mesmo, o bolo).
Pena não ter tido treino ontem, é que sempre me faz bem nadar, e nadar no dia do meu aniversário não teria preço.
Mas tudo bem, acontece.
Encerro esse texto com a esperança de escrever algo muito mais criativo e emocionante no ano que vem.

(Erica Ferro)

* * *


Tô em dívida com a retribuição dos comentários, com a leitura dos blogs que acompanho, mas, infelizmente, essa dívida será quase que impagável, graças aos projetos que eu tenho pra mim. Porque, em certos momentos da vida, a gente precisa definir algumas prioridades e trilhar novos caminhos, deixando algumas coisas um pouco de lado, por mais que se goste delas; é isso que acontecerá dentro de algumas semanas. A leitura dos blogs, que são um bocado, ficará cada vez menos assídua; cada vez mais demorada a retribuição de visitas e comentários. Isso vai me entristecer, claro; mas eu preciso me desligar um pouco do virtual e começar a construir minha vida real. Enfim, eu sempre agradecerei pelo carinho, por tudo, enfim, que vocês tem sido, são e sempre serão na minha existência como blogueira. Lembrando que eu não deixarei de escrever e publicar minhas lorotas aqui, mas infelizmente não poderei dar toda aquela atenção a vocês como eu fazia antes.
É isso, é isso. Depois, quando chegar a hora de me desligar mesmo, eu aviso, escrevo algo melhor que isso como "despedida". Aliás, quem gostar verdadeiramente de ler e comentar aqui, comentará mesmo com a minha não-reciprocidade para com o blog deste.
(...)
Amanhã estarei no Divã cor-de-rosa.
Um abraço.

09/05/10

O dia é seu, mainha!

Mainha,

Hoje não quero ser muito poética. Nem quero ser muito extensa. Nem dramática. Nem exagerada. Nem devaneada.
Infelizmente, será um esforço grande não ser nem um pouco disso tudo que citei acima, porque meu amor, mãe, não é tão objetivo, tão resumível assim.
Eu tento, viu? Tento muito, porém não obtenho êxito em simplificar as coisas. Simplificar, ao meu ver, diminui os sentimentos, os significados. Não sei, pode ser apenas mais uma loucura que vive em minha mente. Vai saber...
Mas a verdade é que eu já disse muitas coisas, muitas mesmo, pra você. Do quanto que eu te amo. Do quanto eu sou grata a tudo que tu fizeste, fazes e sei que farás por mim, sempre. Do quanto você é uma mulher de gênero forte, que não abre mão do que pensa quando sabe que tem razão. Enfim, de como é grande a minha admiração e respeito por você.
Parte da minha teimosia, devo a você. Parte da minha sinceridade descarada, devo a você. São coisas tuas que eu herdei. Herança melhor não poderia ter. Porque, num mundo tão hipócrita, me destaco por esse meu jeito sincero destemido. Não vou mentir e dizer que essa sinceridade toda me beneficia sempre; não posso, porque não é bem assim. Mas não é culpa de quem é sincero ou da sinceridade. Talvez seja culpa mesmo de quem não gosta de sentir umas boas verdades cortando-lhes a garganta, tentando entrar no estômago e forçando uma digestão indesejada. Viu, mãe? Eu não tenho juízo: começo fazendo uma cartinha pra ti e começo a discorrer sobre sinceridade e consequências desta. Não, eu não sou certa dos "miolos". E você sabe disso, como sabe! E ri, não é? Se diverte do meu jeito impulsivo, explosivo e esquisito de agir e reagir diante das coisas. Você sabe bem do meu jeito "oito ou oitenta". Sabe que eu não gosto de histórias contadas pela metade, que eu não suporto que me deixem pra segundo plano, que eu sou ciumenta (beirando a loucura), que eu... Que eu tantas coisas, não é, mãe?
Disse que ia ser breve, que ia tentar ser.
Prometi, ao começar a escrever, que não ia discorrer sobre o que eu sou contigo ou sobre as tuas qualidades. Isso não importa muito; não no fim das contas, não na página de um blog, não em uma carta só, não em um dia só. O que eu sou contigo, eu sou gradativamente, dia a dia - sou, sem conseguir revelar em palavras de modo claro e preciso. Todos os dias escrevemos uma história, ou muitas num só capítulo. Histórias alegres, cômicas, tragicômicas, tristes, depressivas, mas nossas histórias. Histórias essas que ficarão na história, na sua e na minha. Na nossa.
Sem mais devaneios, gracejos, poesias, delongas, eu te quero bem, mãe. Te quero muito bem, e ao meu lado. Por uns mil anos mais!
E um dia, eu ainda te darei um orgulho enorme. Terás muito orgulho de mim e do que eu me tornarei, mãe. Acredite nisso!

Parabéns por hoje e por todos os outros dias, porque, de fato, todo dia é dia das mães, dos pais, dos irmãos...
Enfim, todos os dias é dia de todos nós.


(Erica Ferro)

* * *

Olha, é inevitável não fazer uma postagem para a mamãe hoje, não é mesmo? Pode até ser previsível, comum e até clichê. Mas eu nem ligo pra isso.
Eu quero mesmo é gritar ao mundo esse amor que eu tento dia a dia por minha mãe. E digo mesmo, a ela e a quem quiser. Ela ri do meu modo louco e intenso de ser. E me ama como eu a amo, da maneira dela, que é tão verdadeira quanto a minha.
Parabéns para as mamães de vocês, blogueiros! Parabéns às mamães que já não se encontram fisicamente ao lado de vocês, mas que estão sempre em seus corações e em suas lembranças; às que estão pertinho, cuidando da gente de forma mais próxima, compartilhando os momentos diversos de nossas vidas. Parabéns à todas, enfim. Às mães de verdade, guerreiras, de sentimento nobre e puro, com amor incondicional e atemporal. Vocês são demais!
Um abraço da @ericona.
Fiquem bem e até mais ver!

30/03/10

Há pouco mais de um ano...

Eu queria poder ser criativa o bastante para fazer algo realmente merecedor e notável nesse dia, 30 de março de 2010. Há 18 anos atrás nasceu Ana Seerig. Há pouco mais de um ano eu soube da existência dessa tal de Ana.
Essa tal de Seerig se tornou mais do que uma pessoa com quem eu converso no MSN, mais do que uma pessoa que compartilha suas ideias em um blog e eu tenho a alegria de ler.
Essa Seerig conseguiu me cativar, me roubar o coração. Nos tornamos amigas.
Duas loucas, cheias de ideias, de teorias sobre essa vida insana e tão convidativa.
Duas pessoas que conversam sobre os mais variados assuntos e se assustam com a semelhança das opiniões. Duas pessoas que se respeitam, que enxergam as qualidades uma da outra e ainda aconselham-se mutuamente em relação aos defeitos.
Duas pessoas pessoas, dois corações, uma só amizade.
Ana Seerig não tem conhecimento e nunca terá do quão ela é especial pra mim. E nem vocês.
Porque as palavras podem, claro, expressar a beleza do sentimento, mas não de modo total, do modo que se sente no peito o calor da emoção.
Não queria cantar "Parabéns pra você", porque as felicitações são nossas por poder conseguir você, Seerig. Já sei o que você falará: "Ai, Erica, você me superestima! Eu não mereço isso tudo...".
Amigos verdadeiros merecem os mais sinceros atos de amizade e as palavras mais embargadas de carinho!
Então, por favor, não diga que não merece, que eu exagero. Assim, ficarei magoada.
O texto que fiz o ano passado, hoje me pareceu tão indigno de você, tão bobinho. Veja só que coisa, Seerig! E esse, eu acho, ano que vem também me parecerá.
A verdade é que, quanto mais tempo passa, a amizade e o sentimento crescem mais e mais, a ponto de todas as declarações e ações que fizemos serem poucas e insuficientes para atestar o que sentimos.
Ah, Seerig... Só você pra suportar minha loucura, ouvir sobre meus amores frustrados, das minhas derrotas, rir das minhas piadas tolas e chorar comigo a minha desgraça.
Só você pra ser minha amiga mesmo quando estou um porre.
Só você pra me dar uma sacudida e dizer: "Erica, calma... O mundo não vai acabar."
Obrigada, Ana. Só tenho a agradecer por tudo o que você é, lhe admirar por tudo o que você quer ser.
Eu só quero poder ver todo o seu trajeto, aplaudir suas vitórias, chorar com as suas derrotas e te levar quando você for ao chão.
Saiba: você alegra meus dias.
E felicidades, saúde e sucesso? Te desejo isso em todos os dias da sua vida, não só hoje.
Torço por você com a mesma energia que você torce pelas vitórias do grêmio.
Cacilda! Esse texto ficou meloso pra burro, não é? Ai, Ana, eu sou emo... Eu sou emo!
Isso você já sabia. Então, nenhuma surpresa.

Qualquer dia eu apareço por Caxias do Sul, aí você me leva para conhecer Nivaldo Pereira e riremos dos gracejos da vida.

Seerig, não sei mais o que escrever. Me perdoe se o texto pareceu muito idiota, muito ruim, mas eu tentei te homenagear da melhor forma que eu consegui.
Espero que você tenha sentido, pelo menos um pouquinho, a alegria que eu sinto por te conhecer e o orgulho que tenho de você.

Amigas até que a morte nos separe?

(Erica Ferro)



P.s: Esse post é todo da Seerig, hehe.
Só queria falar que adorei a 'polêmica' do último post, foi legal ver as opiniões de vocês.
Preciso escrever mais coisas polêmicas, que gerem discusões, puxões de cabelo e tudo o mais (opa, a parte dos puxões de cabelo foi brincadeira, hein? hahaha).
Fiquem bem, meu povo!
Aquele abraço e até breve.

25/02/10

Faz um ano


Para você, Rayara Beatriz.

Minha pequenininha, hoje, dia 25/02, é um dia marcante. Você sabe o porquê, não é?
Sim! A razão é o seu aniversário, o seu primeiro ano de vida.
O que estava fazendo no ano passado, no dia 25 de fevereiro?
Não lembro direito. Talvez assistindo, lendo, escrevendo, acessando algum site...
Mas aí o telefone tocou, era a sua avó avisando do seu nascimento. E tão feliz ela estava! A voz embargada de um choro alegre, uma emoção primeira e única. Fiquei imensamente feliz, mas não tinha a noção, confesso, do quanto tu te tornarias essencial na minha vida.
Tu tens noção do quanto és querida por mim? Tens; no fundo, eu sei que tens. Afinal, te falo eu te amo com os olhos, com meus abraços, com meus beijinhos... Ah, tu sabes!
Meu docinho, cadê as palavras, os verbos, os elogios e todas as declarações de amor do mundo?
Perdi todo o jeito com as palavras quando pensei em te escrever essa carta, que provavelmente só lerás daqui a alguns anos. Porém, que importa, se tu já lês isso através dos meus olhos e sentes todo o contentamento de te ter por perto através das batidas do meu coração? Só será a confirmação em forma de letras.


Ah, pequenininha, quero que tu sejas imensamente feliz, que tu cresças de modo que eu perceba e aproveite contigo todas as tuas fases, que tu possas absorver as melhores coisas da vida, que tu continues transformando meus dias chuvosos em lindos dias de sol, que tu não pares de colocar a fé em meu coração quando todas as minhas crenças tiverem sido quebradas.

Esteja sempre comigo, pequena. Sempre...

Eu te preciso.


(...)

Não consigo mais verbalizar os meus sentimentos por você. Não consigo mais encontrar um adjetivo que te defina com fidelidade. Pequena, tu és mais, tão mais do qualquer palavra, adjetivo, poesia ou qualquer música que já fizeram. Isso que eu te digo, como dizem por aí, parece clichê, mas não me importa. Porque há tantos clichês encantadores, justamente por serem assim. O simples pode, facilmente, encantar. Minhas palavras são simples, escassas diante de tanto amor que sinto por ti, porém são sinceras e as mais puras já ditas até aqui.


(...)


Parabéns, Rayara Beatriz! Apenas um aninho de idade, mas que já transformou a vida de quem te cerca uma eterna alegria - principalmente a minha. Amo muito você, pequena mais fofa do universo.
(Erica Ferro)
P.s: Pessoas? Nem tenho muito o que falar, não é mesmo?
Queria muito escrever algo pra minha linda priminha, pra registrar aqui no meu cantinho o seu aniversário e a alegria que eu sinto por ele. Já são mais de 23:00; só agora consegui escrever algo que chega perto do que eu queria dizer a ela nesse dia tão especial.
(...)
Como vocês estão?
Ah, nem voltei a ler os blogs ainda. Ainda estou naquele esquema: só respondendo os comentários.

Alguém me liberta dessa preguiça?
Obrigada!
(...)
Um abraço pra vocês.
Até mais, blogueiros.

17/12/09

17 de dezembro...

17 de dezembro de 2009.

As nuvens abriram caminho para o sol aparecer mais belo e mais forte do que nunca, pois hoje é um dia especial.
Hoje é aniversário daquela que me gerou, que me entregou ao mundo - minha mãe!

Ah, mãe, eu já comecei a escrever e já apaguei milhões de vezes. Certo, nem foram milhões de vezes, mas foram muitas. Na verdade, mãe, eu não sei o que dizer, como dizer. Eu quero palavras que digam tudo, tudo o que eu penso e sinto por você.
Ah, eu não sei escrever, mãe. Não pra você, porque você é tão mais do que as palavras que eu tento escrever. Você excede o meu escrever, o meu falso poetizar. Você é a poesia em pessoa. Você é o amor, a força e a alegria. Sabe o seu sorriso? Ele contagia tudo e todos. Sabe a sua força? Quando eu me sinto fraca, eu peço um pouco da sua, porque você é a minha fonte de força. Você me ama e me quer bem, por isso me mostra a realidade de forma clara e precisa, mas me diz também que eu não preciso temer, pois basta encher o peito de coragem e fé que tudo eu posso vencer.
Você não é perfeita, eu sei, é humana como eu também sou; mas a beleza está aí. O imperfeito é o perfeito. O perfeito é o imperfeito por ser tão perfeito, entende? A graça está no não ser perfeito e buscar lapidar-se para o próprio prazer e bem-estar próprio.
E eu te amo porque você tem essa fome, essa fome de melhora, de lapidação.
Já disse que você é a minha mais linda medalha de ouro, não foi? E é.
Medalha dada sem mérito; de graça, presente divino.
E eu agradeço e me sinto honrada por você ser a minha mãe e ser quem é.
Temos nossas divergências, é fato; mas o fato é que todos nós temos. O estranho era se não tivéssemos. Até porque as divergências a gente vence, a gente derruba e a gente sorri de novo e mais uma vez e sempre, porque temos uma a outra. E isso é tão puro, tão verdadeiro e tão inabalável.
Eu te quero comigo por mais uns quinhentos anos, mãe. Eu quero você de forma eterna, mas não é possível - triste fato da vida. Nós somos finitos, mas infinito e eterno será o meu amor por você. Quando não mais existirmos, meu amor por ti há de pairar sobre a terra, há de tocar os corações, há de fazer bem a alguém, há de proclamar o amor entre uma mãe e uma filha; Edna e Erica...
É, mãe... Eu tenho cada ideia, não é? Você se diverte comigo e eu contigo.
Hoje foi lindo, não foi? Nós juntas, andando por aí, falando bobagens. Certo, admito que eu falei muito mais, ou talvez falei todas as bobagens possíveis - e você ria e dizia: "Ai, Erica, você é demais...!", ou "Só você para me fazer rir, hein?"
E eu respondia toda empolgada: "Eu sei que eu sou demais, mãe. Sou sua filha, não poderia ser diferente. Ah, e eu sou Ferro. Enfim, totalmente demais...♫".
Ah, essas minhas frases pretensiosas nada mais são do que um exagero da minha visão, que faço só para contagiar, fazer piada e rir, enfim.
Edna... Edna Ferro, não dá, não consigo expressar tudo, tudinho, que eu quero. Eu sinto que escrevo, escrevo e não falo nada do que eu queria falar de fato.
Vale um 'eu te amo', 'você é essencial na minha vida'?
Não, mãe. É pouco, pouco demais até.
E agora, o que farei?

Ah, mãe, eu te amarei. É isso que eu farei enquanto eu viver e além disso também.

Te amo, mãe.
Te quero bem, muito bem.
Te desejo mais saúde, mais sucesso em tudo o que tu fizeres, mais histórias para contar, mais...
Mais vida!
Mais, sempre mais...
Infinitamente mais.

Essa é a minha singela homenagem a você, a melhor mãe do mundo, a Edna Ferro.

(Erica Ferro)



P.s: Sim! Hoje é aniversário da minha mamãe, gente!
Olha só, estou muito ausente daqui, não é? Tanto de escrever como de ler os blogs, me desculpem; não sei o que há comigo. Tentarei ler todas as atualizações desses dias em que estive ausente.
Tenho umas notícias para dar a vocês.
Na verdade, acho que ganhei na categoria "blogueira do ano do Blorkutando" pelo números de votos que obtive.
Devo isso a vocês, sabiam? Muuuito, mas muito obrigada mesmo.
Quando tudo for confirmado, faço um post melhor sobre isso.
A outra notícia é sobre um outro prêmio que ganhei, mas esse foi na natação.
Teve um evento aqui no Palácio do governo para homenagear os melhores atletas amadores de 2009. E eu fui homenageada como 'a melhor atleta paraolímpica dos esportes aquáticos'. Sinceramente, não acho que eu mereça; quero honrar esse título e fazê-lo valer de verdade.
Quem sabe um dia, não é? Numa paraolimpíada, representando o Brasil e quebrando um recorde mundial.
É, um dia eu caio de lá de cima e me lasco no chão. Eu sonho alto e não me culpo por isso. Sei que tento forças e toda a capacidade possível de sustentar o meu voo. E eu vou voar além!

É isso, meus amigos.
Fiquem bem, que eu também estou bem.
Um abraço carinhoso da Erica Ferro.

14/12/09

Fio que não se parte...

"O fio que nos une é o da amizade
O sentimento é o de verdade
E a medida é a intensidade..."

E hoje a postagem é para você, sem enfeites e espero que sem poesia; ou sem tanta. Porque quero que você saiba do quanto gosto de você de forma crua, de forma genuína, de forma limpa.
Eu te amo, assim, diretamente. É, minha amiga, eu amo você. E isso não se responde com porquês. Eu amo porque eu te amo, ora. Pronto, assim mesmo, sem aquelas coisinhas de 'porque você me faz bem, me faz melhor, me aconselha, me ajuda com os gatinhos (hahaha, essa parte foi sacanagem!) e etc.
Eu te amo, simplesmente, porque eu vi em você o que eu procurava no que diz respeito a amizade.
Já estou eu dizendo os porquês. Eu que disse que não os diria!
É que os porquês são desnecessários quando se ama, quando se admira. O que interessa é o sentimento, é o que ele causa em nós. E você, querida, me faz bem. Muito bem, acredite!
Você é das poucas pessoas que aguentam as minhas lamúrias, minhas complexidades e toda a minha loucura.
E eu gosto tanto disso! Quando estou angustiada, procuro logo você no msn, porque sei que dirá algo que fará bem ao meu coração, uma palavra de conforto ou me fará dar apenas umas risadas; porque sei que você, de uma forma ou de outra, sempre faz o sol brilhar aqui.
Obrigada!
E em relação a poesia? Você escuta meus devaneios e meus anseios poéticos.
Alguns são benignos a mim, você concorda e me incentiva; outros, me aconselha a largar porque pode ser um tiro no pé, um salto para o abismo e, consequentemente, para a morte.
E deixei a poesia dominar minhas palavras. Adoro as metáforas, apesar de não saber usá-las direito.
Nos veremos, Ana Seerig... Qualquer dia, numa avenida, na beira de uma praia, num banco da praça, eu te darei um abraço e falarei tudo isso, quase declamando, como se tudo isso fosse uma poesia. E é um pouco, me atrevo a dizer.
É a poesia da vida, é a nossa poesia; é a poesia de ter conhecido você.

Obrigada, Seerig, minha amiga blogueira.

(Erica Ferro)

•••

P.s: Blogueiros, hoje o dia foi de cão, mas tudo melhorou depois que falei com a Ana! Sim, sempre melhora.
E esse post é todinho pra ela, porque ela é adorável e é minha amiga (que lindo, haha!).
Nem tenho muito o que dizer mais, só que espero que as coisas se ajeitem por aqui porque a vida anda meio complicada.
Enquanto isso vou procurando apoios, ombros amigos, chorando as mágoas, mas logo depois rindo.
(...)
A votação do Blorkutando acaba hoje, daqui a pouco, às 00:00 do horário de Brasília.
Ainda dá pra votar numa tal de Erica Ferro, só clicar aqui.
Um abraço da @ericona (sim, é o meu twitter; pode seguir, se assim desejar).
Até mais ver.

26/11/09

Pequenininha...


Pequenininha...

No começo, eras uma sementinha
E eu te acariciava, mesmo estando dentro de uma barriga
Então você nasceu
Olhou pra mim e sorriu
Os seus olhinhos pequeninos por se acostumar com o sol
Suas mãos pequenas e suaves

Então você cresceu
Tornou-se uma linda pequena-grande mocinha
Com seus cabelos de cachinhos, que não são dourados
São castanho-escuros
Mas ao contrário da cor do seu cabelo
Quando chegas, clareia até o mundo

És minha priminha
A doce Rayarinha

Hoje até danças comigo
Se diverte com as minhas palhaçadinhas
E o meu pagamento é teu sorriso e tuas bochechas em riso

E o meu dia se completa quando eu te vejo
Toda a negatividade cai por terra
E eu me levanto
E eu canto
E eu danço
E eu sorrio porque tenho você
Porque você tem a mim
Porque você é minha priminha
Porque você é a Rayarinha
A minha pequenininha...

(Erica Ferro)



P.s: Sim! Hoje a postagem é dedicada a minha pequeninha, a Rayara. É assim que a chamo. Fiz até uma musiquinha pra ela, mas é uma musiquinha bem repetitiva, porém que ela adora. Sabe como é? "Pequenininha, pequenininha...♫". E ela se diverte, se remexe, bate palminhas e a Erickinha aqui fica bestinha.
Amo muito, muito, muito, muito a minha prima - acho que deu pra perceber, né?
Ela completou 10 meses de existência ontem, dia 25. Veja que lindo!
O tempo passou muito rápido, muito mesmo. Daqui a pouco, ela faz um ano e assim sucessivamente. Sei que dará uma saudade de tê-la pequena, engatinhando pela casa, falando uma língua desconhecida, mas que é linda, haha. Adoro sons de bebês, principalmente os da Rayara! Mas não temos como dar uma parada no tempo, deixá-la assim eternamente (até que não seria má ideia, haha).
Enfim, não tenho muito a dizer. O poeminha foi uma tentativa de poema, um desejo de querer expressar a alegria e parte do que eu sinto por ela.
Hoje o dia foi lindo, lindíssimo, porque ela estava aqui. Mais fofa e linda do que nunca.
(...)
Gente do céu, acho que cometi um erro gravíssimo. Fui muito intrometida ao postar a crônica 'meio-dia, mundo inteiro'. Sabe por quê?
Deixe-me contar: Ana Seerig - essa é a pessoa querida que me apresentou ao Nivaldo Pereira; postando uma crônica em seu blog e me contando um pouco mais dele. Logo após, me encorajou a enviar um e-mail para ele; assim o fiz. Nivaldo foi super atencioso em sua resposta e até se dispôs a me mandar um livro dele. E tudo isso graças a Ana Seerig. Ana adora a crônica 'meio-dia, mundo inteiro' e me falou certo dia que pensava em postá-la em seu blog, mas faz um tempinho. E eu, Erica Ferro, postei primeiro do que ela. Isso é injusto, pois, além de ter conhecido o Nivaldo primeiro e me apresentado a ele, é moradora de Caxias do Sul e tinha todo o direito de postar a crônica primeiro, não é?
Enfim, vocês leram a crônica aqui, certo? Mas fica como uma crônica postada por Ana Seerig e por mim (hehe!). Nós duas amamos essa crônica, enfim.
E fica aqui o meu agradecimento (não sei já fiz isso, mas não custa nada fazer de novo) a Ana Seerig por ser essa pessoa super legal e ter me proporcionado o "encontro" com outra pessoa super legal, que é o Nivaldo Pereira.
Valeu, Ana! Você arrasa, gata (haha!).
(...)
Meus amigos, isso não pode ser considerado um 'P.s'. É um texto INTEIRO, haha.
P.s's enormes que eu faço, hein? Desculpem aí.
Ah, preciso retribuir as visitas e os comentários que me fizeram. Pode crer que eu retribuirei, certo? É questão de disponibilidade (lê-se: vergonha na cara e ir logo responder, hehe).
Grande abraço pra vocês e até amanhã (se tudo der certo).

15/10/09

Construtores do saber...

Dia 15 de outubro: dia do professor.

Professores, educadores, construtores de pensadores.
Há aqueles que, simplesmente, constroem repetidores, mas há outros que constroem seres pensantes, capazes de criticar, de defender suas ideias e ideais.
E a minha homenagem hoje é para esse tipo de professor, aquele que inova ao lecionar, aquele que interage com os alunos, aquele que ama a profissão acima de qualquer adversidade, aquele que sabe honrar esse nome professor.
Quero homenagear a você, querido professor, que vira noites e mais noites corrigindo provas, abdicando de certos lazeres e tudo o mais, preparando um novo método para explicar aquele assunto que tanto está sendo difícil para alguns entenderem, mas você não se dá por vencido. Você arruma um novo jeito, uma outra forma de explicação. Afinal, você é um professor, um mestre do saber, que tem o desejo ardente de ensinar, de fazer os outros compreenderem.
Sabe, por muitas vezes falei "Nossa, ser professor não é para qualquer um, não!", e não é mesmo.
É preciso, acima de tudo, amor e vontade de encarar todos os desafios, todas as dificuldades.
Ah, ser professor não é fácil. Tantos professores não são valorizados, até discriminados... Uma profissão pouco valorizada, mal remunerada, enfim.
Será que os mestres do saber, aqueles que são parte fundamental na nossa formação escolar e na nossa formação como pessoa, não merecem um maior respeito e valor?
Claro que merecem!
E é por isso que os admiro, pois mesmo com dificuldades, pedras e buracos no caminho, eles não desistem de fazer o que sempre amaram - ensinar.
Ensinar é uma forma de amar, de compartilhar, de doar parte de si, do que se aprendeu ao longo da vida.
Certo dia, uma professora minha disse que o maior prazer que ela tinha como professora era justamente os encontros que tinha depois com os ex-alunos. A maior felicidade era vê-los formados, bem estruturados, vencendo na vida.
E, de fato, é.
Os verdadeiros professores, aquele que amam a profissão mais do que amam o dinheiro, querem, principalmente, ver a nossa formação, o nosso crescimento como pessoa e como eterno aprendiz.
Já tive tantos professores maravilhosos...
Para ser franca, quase todos os meus professores foram sensacionais. Claro, sempre existe aquele que não gosta da profissão, aquela que faz as coisas por pura obrigação. Ou seja, aquele professor que escolheu a profissão errada, que não queria ser, verdadeiramente, um educador.
Me lembro da minha professora do jardim I, a Rosita, que sempre acreditou no meu potencial, sempre falou que era uma ótima aluna e que só tinha a crescer, a evoluir e a ser uma grande pessoa. Até hoje encontro com ela no ônibus, nas ruas. Meus pais, de vez em quando, encontram com ela, então ela manda lembranças, um beijo e sempre diz "Olha, diga para Erica nunca parar de estudar, de ter fome de conhecimento...!".
Pode deixar, Rosita. Se você já tem orgulho de mim, um dia, não muito distante, terá mais ainda.
Quero honrar teus conselhos e ensinamentos.
Ah, que alegria eu senti na 6ª série! Fui escolhida a melhor aluna da 6ª série, do turno vespertino.
Foi até engraçado, pois fui chamada para diretoria sem mais nem menos - os coleguinhas de classe ficaram rindo e falando "Ui... O que você fez, hein, Erica?". Enfim, no fim, era para receber essa notícia. Fiquei muito feliz por todos elogios e pela escolha.
Os professores são pessoas muito pacientes. Por mais que tenha alguns estressados, que perdem a calma e acabam gritando e se desesperando, há aqueles que são a calma e a paciência em pessoa.
Quem aguenta uma turma barulhenta e bagunceira?
Quem suporta aquelas criancinhas berrando, brigando umas com as outras e ainda tem aquelas que jogam coisinhas, do tipo bolinhas de papéis, lápis, livros... (opa, livros acho que não, né?) nos professores?
É, realmente os professores são dignos de nossa eterna admiração.
Não acho que conseguiria ser professora, acho que eu sou muito explosiva para isso.
Como eu conversava nas aulas! Os professores, nas reuniões de pais, sempre diziam "Ah, a Erica é uma ótima aluna, ótima mesmo, mas há uma coisa: ela conversa muito, mais do que o homem da cobra...".
Enfim, eu não sabia que a cobra tinha um homem, mas tudo bem, pulemos essa parte.
No ensino médio, acho que melhorei no aspecto de conversas paralelas. Se bem que havia horas que eu voltava ao tempo de conversar como louca.
Porém, agora, quero fazer uma singela homenagem aos meus professores do ensino médio, pois foram os anos finais da minha vida escolar.

Silvana, suas aulas de português eram ótimas. Ficava feliz quando me escolhia para fazer alguma pergunta, e eu toda empolgada respondia e, quase sempre, acertava. Muito obrigada por me elogiar e por falar que eu era uma das melhores alunas na sua matéria. Sinto muito falta das suas aulas, sempre sentirei...

Sônia, nunca tive uma professora de matemática tão excelente quanto você! Não quero desvalorizar as outras, mas você ensinava de um modo tão fácil, eu entendia perfeitamente. Dava gosto de ver as minhas notas, por isso, mais e mais me empenhava, por uma questão de satisfação pessoal e também para ouvir um elogio seu, que era muito importante pra mim. Aulas de matemática? Só se for com você!

Ricardo... Nossa! Você, apesar de não ter sido o meu professor de biologia no colégio, foi no cursinho preparatório para o vestibular, e eu fiquei muito feliz por poder te conhecer e ter aulas maravilhosas contigo. Como você ensinava de um modo engraçado e fácil. Ria e aprendia com as suas aulas. Sinto uma enorme falta, de verdade.

Gustavo, você é melhor professor de história que eu já tive na vida! Viajava nas suas aulas. Sua voz era o meu transporte. Seu modo de ensinar era leve, você falava, e a gente viajava, vivenciava os momentos históricos, fixávamos o conteúdo de uma maneira quase mágica. Você, sem dúvida, é o melhor!

Alberto, poxa... Alberto! Por que eu nunca consegui entender química, hein? Eu bem que tentei, você bem que tentou, mas não deu. Nunca aprendi, você até dizia "Dona Erica, pare de nadar um pouco e vá estudar!". Eu juro que estudava, mas não conseguia assimilar a química. Química, pra mim, sempre foi o meu calvário, mas o senhor... ah, o senhor foi o melhor que eu já tive! Sempre irreverente, engraçado, autêntico em suas aulas. Sinto falta, não da matéria, tenho que ser sincera, mas do modo alegre que você ensinava.

Ah... Queria homenagear tantas pessoas, tantos mestres que me fizeram ser o que sou hoje. Se não por completo, mas, com certeza, em uma boa parte. Cada mestre que passou por minha vida, deixou um pedacinho de si comigo. Cravou sua marca em meu ser, na minha memória, no meu viver.
Meu muito obrigada penso ser pouco. O que posso fazer para agradecer, de verdade, é continuar tendo fome de conhecimento, é continuar crescendo e sendo uma eterna aluna, uma eterna aprendiz. E é isso o que eu serei.

Obrigada, mestres do saber de todo o país e do mundo!
O dia de vocês não é apenas no dia 15, mas sim todos os dias.
Meu desejo e meu pedido é que vocês não se deixem nunca desanimar, desacreditar em um futuro melhor e mais digno através da educação.
Persistam, jamais abandonem as lousas e os livros.
Continuem formando cidadãos e pensadores.
Continuem sendo essas pessoas maravilhosas, pacientes, sábias e dedicadas.

Que vocês, deveras, tenham tido um dia feliz. Vocês merecem!

(Erica Ferro)



Pauta para a 1ª edição relâmpago do PostIt - Ao mestre com carinho.



P.s: Gente, eu não sei mais fazer uma postagem e não colocar um P.s. Virou mania, vício, não sei nem como chamar.
Mas é que eu gosto de ter esse lado mais informal com vocês, deve ser isso.
Olha só, como o texto ficou enoooorme, eu não vou me estender muito nesse meu P.s.
Só quero, como sempre, agradecer e dizer que vocês são especiais pra mim.
E, claro, saber como vocês estão, essas coisinhas...
E, não menos importante, saber o que acharam dessa minha postagem de hoje: se ficou legal, mais ou menos, dá pro gasto, vixe! ruim demais...
Enfim, me digam, viu?
Grande abraço pra vocês, meus queridos.

09/08/09

Para você, pai!

Pai,

Eu quero dizer algumas coisas pra você. Coisas que estão gravadas e guardadas no meu coração e na minha memória:
Eu amo você!
É no dia-a-dia que o amor que é provado. Sei que não sou perfeita. Sei que não sou sempre gentil contigo, como também nem sempre és comigo. Sabe o que é, pai? Eu sei que você sabe, mas deixa eu dizer: é que somos imperfeitos. Um dia acordamos de bem com a vida, no outro queremos ficar no nosso canto quieto, ou ainda estamos estressados e mal-humorados, e acabamos descontando isso em quem não tem a ver com o problema.
Me desculpe por todas as vezes que fui rude, grossa e estúpida com você. Saiba que eu nunca quis te magoar, nunca. Me arrependo amargamente depois de uma discussão contigo; choro, fico mal, me acho uma idiota e ingrata. Fica um clima ruim, pesado, entre nós. E eu prefiro estar de bem contigo, rindo, filosofando sobre a vida, menos chateada e brigada com você.
Espero estar provando meu amor por ti e toda a minha admiração todos os dias, pai.
Eu tenho orgulho de você!
Sim, eu tenho orgulho de você. Tenho orgulho por você ser esse homem guerreiro e trabalhador. Tenho orgulho por você ser esse homem honesto e íntegro. Me espelho em você em termos de honestidade e integridade. Pessoas com bom caráter hoje em dia é raro. Você é uma raridade, pai. Meu tesouro! Minha mais linda medalha de ouro!
Eu preciso muito de você para todo o sempre!
Pai, tem um assunto que me deixa muito mal só em pensar: de perder você.
É, pai, gostaria de te ter pra toda a eternidade comigo, ao meu lado. A possibilidade de você morrer, aliás, não é uma possibilidade, é uma certeza (dolorosa, mas é uma certeza), me faz estremecer e me entristecer, me desesperar e chorar.
Mas não, não quero falar coisas tristes.
Você não gosta quando eu falo de coisas tristes. E, também, hoje é dia dos pais.
Pai, pensando bem, eu sempre terei você comigo. Sempre.
Você sempre estará presente e vivo na minha memória e no meu coração. Seus ensinamentos, todo o seu viver ao meu lado está tatuado em mim. Você faz parte de mim, da minha vida.
Eu não poderia me desfazer do que você é pra mim nem que eu quisesse (e eu não quero mesmo). Você é inesquecível!
Quando precisar de um consolo, te abraçarei e pedirei pra você me dizer palavras encorajadoras.
Mas, quando não for possível te abraçar mais, lembrarei do teu sorriso e de tudo de bonito e verdadeiro que me disseste um dia. Tuas palavras doces, verdadeiras e harmoniosas sempre ecoaram na minha alma, nos meus pensamentos, me guiando pela longa e nem tão fácil estrada que é a vida.

Meu painho, eu poderia dizer tantas coisas, mas tantas...
Mas tudo é tão pouco para te homenagear, pra te falar do meu amor, do meu carinho, da minha admiração.
Mesmo sabendo que tudo que eu possa escrever, falar ou fazer é pouco para expressar todo o meu apreço por você, eu continuo tentando a cada dia raiar do sol, a cada dia palavra que sai da minha boca, a cada abraço, a cada poema, poesia ou um texto qualquer numa folha de caderno velho, pois eu amo muito você.
Feliz dia dos pais, meu velhinho lindo.

• • •

"Você é o meu bravo guerreiro
Meu grande conselheiro
Meu fiel companheiro

Estar ao seu lado é de uma alegria contagiante
Emocionante

Meu corpo frágil precisa da tua condução e proteção
E minha alma diz que ama MUITO você

Você é meu pai!"

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(Erica Ferro)

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P.s: Como foi hoje, gente? Passaram o dia com seus pais? Me contem tudo, e não me escondam nada (haha!).
Espero sinceramente que tenha sido um dia agradável pra vocês.
Estou muito feliz com tantos leitores. Nunca pensei que um dia chegaria a ter 51 leitores e tantos comentários aqui, no meu humilde blog. Obrigada mesmo, de coração.
A presença, a opinião e o incentivo de vocês são indispensáveis para o meu crescimento no mundo das letras.
Bom, eu queria fazer uma pequena propaganda.
Conhecem o blog Pensamentos Devaneantes? Não?!
De quem é o blog Pensamentos Devaneantes?
De Letícia Christmann e Erica Ferro.
Isso mesmo, um blog em parceria.
Lá postamos de um tudo, desde textos nossos à músicas e vídeos que gostamos.
Que tal fazer uma visitinha?
Espero vocês lá, hein?
Fico por aqui.
Grande abraço e uma ótima semana pra vocês, meus amigos blogueiros.


11/06/09

Um dia alegre!

E um dia alegre pode ser um dia chuvoso com muito sol dentro de casa.

O sol que ilumina a casa vem de um sorriso, um sorriso sincero, um olhar azul esverdeado, um coração puro, mãos pequenas, pele macia e branca.

Conversas que são faladas em bebêis, mas que eu entendo perfeitamente. Uma linguagem coracional, sincera. Um contato direto com a alma.
E é doce, acalentador, fortalecedor, estar contigo, minha pequena, minha priminha, minha princesinha.
Você está num local do meu coração que sempre foi seu, sempre esteve à sua espera.
Você não demorou para achá-lo, chegou e veio iluminando, decorando com flores e aromas do campo. Eu te amo!
Você é linda, minha querida.
Uma beleza indescritível, pois vem da alma e se projeta pra fora e ilumina o mundo.
Esse mundo, por vezes obscuro.
Mas, sinceramente, quando estou contigo, quando escuto o teu riso e vejo o teu sorriso, teus olhos meigos e tua alegria, esqueço de todo o lado sombrio desse universo. Eu vejo que realmente há esperança pra tudo isso, que nem tudo está perdido.

(Erica Ferro)

P.s: Mais um texto onde falo da minha pequena Rayara. Ah, como eu amo essa pequena. Amo tanto, tanto e tanto. Sinto que isso é recíproco, vejo isso no seu sorriso.

26/05/09

O meu presente de oito anos;

Quando era criança, sempre pedia presentes aos meus pais.
"Pai, quero aquela bota linda da xuxa!"
"Mãe, quero uma boneca!"

E por aí ia a minha lista de desejos.

(...)

Quando estava perto do meu aniversário, esperava sempre que eles surpreendessem com os mais lindos presentes e com as maiores manifestações de afeto. E eles sempre me surpreendiam.
Na época, eu não tinha a visão de que a maior surpresa, a maior alegria que eu podia sentir na vida, era acordar pela manhã ir até a cama deles, os ver ali, respirando, vivendo. Saber que tudo aquilo era real, era verdadeiro, e o maior presente, a melhor coisa que eu poderia ganhar. Mas eu era uma criança, e toda criança gosta de presentes materiais no dia do seu aniversário (e adultos também gostam, claro, mas criança entende menos quando não ganha - pelo menos é assim que eu acho).
No ano de 1998, ganhei o maior e melhor presente de toda a minha vida. Ia fazer oito anos. Não sabia bem o que ia querer ganhar de presente, talvez a boneca, uma coisa qualquer que eu devo ter ganhado. Mas o presente que não tem como esquecer, nem quando estiver com cem anos (se é que eu vou chegar a tanto), e foi o maior, o melhor presente que eu já ganhei em toda a minha vida. E tenho certeza que eu nunca vou ganhar presente tão grande, tão maravilhoso quanto eu ganhei quando fiz oito anos. Aliás, esse presente chegou na vida da minha família um dia antes do meu aniversário. O processo de encomenda e fabricamento desse presente (lindo, por sinal!), tinha sido feita tinha alguns meses, praticamente um ano (mas não um ano mesmo, porque o presente não sobreviveria). Eu sabia que ele tinha sido encomendado, estava sendo fabricado, mas eu não sabia que o resultado e a surpresa de ter o presente diante de mim ia me emocionar tanto e me fazer tão feliz durante toda a minha vida.

1998, 26 de maio, terça-feira
.

O presente foi entregue a minha mãe. É, minha mãe conhecia todo o desenvolvimento desse meu presente. Aliás, desse presente que foi dado a mim e a toda a minha família. Um presente tão grande, tão especial eu não poderia querer só pra mim, não é? Era egoísmo.
Quando eu soube que minha mãe tinha ido "pegar" meu presente, fiquei ansiosa, contando os segundos pra que ela chegasse com ele em casa. Ela chegou, ele também, claro.

1998, 27 de maio, quarta feira - meu aniversário
.

Estudava no turno matutino. Tinha ido a escola naquela manhã, não lembro de ter me concentrado muito na aula, mas acho que não me concentrei bem; estava interessada em chegar e saber que meu presente estava à minha espera.
Cheguei em casa ansiosa. Tinha voltado da escola quase correndo. E lá estava ele. Lindo.
Quando eu o vi, senti uma alegria me tomar, quase gravitei de tanta emoção, de tanto contentamento. Na hora eu não consegui dizer ou definir o que eu estava sentindo. Passei a mão sobre o meu presente. Uma textura macia, gostosa.
Não, não era um bolsa de coro nem uma bota.
Era um bebê! Um lindo bebê! Meu irmão, Erick Ferro, o bebê mais lindo que eu tinha visto na vida. O boneco vivo com o qual eu sempre tinha sonhado. Eu ia deixar de ser filha única, eu ia ter alguém com quem multiplicar as minhas alegrias, dividir as minhas tristezas, ter mais alguém pra chamar de minha fortaleza.
Hoje o Erick fez 11 anos. Enquanto eu digito essas palavrinhas, um nó em minha garganta se forma. Não é tristeza, não é dor, é alegria, é a felicidade de olhar pra trás e perceber que eu pude ver meu irmão se desenvolver como ser humano, eu vi ele caminhar, eu vi ele falar, eu vi ele indo a primeira vez à escola, eu vi ele se queixando da primeira recuperação que tinha ficado, eu vi ele falando da primeira menininha por quem ele tinha se encantado.
Eu vi e estou vendo todo esse desenvolvimento. Sei que verei muito mais. Me orgulharei muito mais.
O Erick é um menino maravilhoso, sincero (adoro isso nele), sensível (sim, é uma pessoa que se preocupa com os "umbigos" dos outros), inteligente, teimoso (por um lado é bom, por outro é péssimo, mas o lado péssimo, ao longo da vida, ele vai eliminando) engraçadíssimo (quase a família toda é assim).
Um rapaz, é... um rapazinho lindo. Daqueles príncipes de cinema, sabe? Meu irmão é assim. Por onde passa, deixa "marcas". Marcas boas... marcas de um coração grande e puro, marcas de risos, marcas de felicidade. Meu irmão é marcante. Marcou o meu ano de 1998 de uma vez pra sempre.
O melhor presente, o mais lindo, o mais surpreendente, o mais amável, que eu já ganhei em toda a minha vida. Nunca vou ganhar algo semelhante. Nunca. Todo o ouro do mundo não me proporcionaria a alegria eterna de ter um irmão como o Erick.

***

- Erick, coisa linda, você sabe que apesar de tudo, de qualquer coisa, de qualquer briguinha, de qualquer desentendimentozinho besta, eu amo você, preciso de você. Você é meu irmão. O MEU IRMÃO. E isso é muita coisa.
O que eu desejo hoje, Erick? Que você continue sendo um menino saudável, inteligente, amável. Que você realize seus sonhos. Sempre acredite nos sonhos, Erick. Mesmo que todos digam que não, que não é possível. Tente. Tente sempre. Só deixe de acreditar em algo depois de tentar, e olhe lá.
As palavras fogem de mim agora, Erick... Não sei expressar com palavras todo o desejo de felicidade, de prosperidade, de saúde que eu desejo a você. Mas eu sei que você sabe e sente o quanto que é especial pra sua irmãzinha, o quanto que eu te amo, o quanto que eu quero que você seja feliz.
Erick Ferro, você é, simplesmente, o melhor irmão do mundo inteiro. Aliás, do mundo, não! Do universo, da galáxia toda. De tudo, tudo, tudo que possa existir.
Estarei sempre contigo.


(Erica Ferro)


P.s
: É com a maior emoção e alegria que eu faço essa postagem. Uma homenagem ao meu irmãozinho querido. Nem a metade do que ele merece. Mas fiz o melhor que eu pude, espero que ele goste.


14/05/09

Mãe;

Dia das mães...
Quando é o dia das mães? No segundo domingo de maio? Qual é o mês das mães? Maio? Só?

Todo dia é dia das mães (isso pareceu igual a tudo que as pessoas dizem, mas é a verdade). Todo dia é nosso, é delas, é deles. Temos um dia com 24 horas, e é nesse dia que fazemos as nossas vidas valerem a pena. E mãe, que é mãe de verdade, faz cada dia valer a pena.


Ser mãe não é só carregar uma criaturinha durante nove meses e "estragar" seu corpo com estrias, varizes e ganhar uns quilinhos a mais (não que eu ache pouco, mas isso não é ser mãe na sua totalidade).
Ser mãe não é só "dar à luz" a uma criança. Porque muitas delas não sabem nem o que é luz. Não honram esse maravilhoso dom: o da maternidade. Só "expulsam" do seu interior um ser humano e deixam ele solto, sem proteção, nesse mundo louco e, por vezes, cruel.
Ser mãe é mais do que isso. Ser mãe é mais do que eu consigo dizer.

Posso tentar traduzir o que é ser mãe (mas é só tentar mesmo). E é isso que vou fazer nesse texto.


Mãe é aquela que cuida, que educa, que repreende seu filho, nunca passa a mão na cabeça dele quando sabe que ele está errado, mas também não usa cascudos para ensinar qualquer coisa que seja. É que a verdadeira mãe sabe a força que um diálogo tem. E é por meio de diálogo que mães de verdade ensinam as maiores lições aos seus filhos, e eles entendem, aprendem.

Mãe de verdade é aquela que faz de tudo para dar a melhor vida ao seu filho, tanto financeira como espiritual. É aquela que abre mão do seu prato de comida e dá ao filho, porque a maior alegria dela é ver aqueles olhos brilharem de satisfação, de alegria. Ser mãe é acordar à noite porque o filho acordou chorando de um pesadelo, e ela alegremente foi fazê-lo dormir de novo, de uma maneira terna, contou estórias e histórias até que o filho dormisse tranquilamente e alegremente por ter uma mãe tão dedicada e que o ama. Ser mãe é ir à luta, acordar cedo, trabalhar o dia inteiro pra dar uma vida digna aos seus filhos; e quando chega em casa, mesmo cansada, ainda esboçar um sorriso e abraçar seus filhos, conversar e os faz dormir. Ser mãe é mais do que eu consigo expressar em palavras. Mas ser mãe é saber amar. Mãe é amor.

Tem filhos que não se dão muito bem com suas mães, brigam muito, se desentendem praticamente em todos os assuntos. E é natural. Quando somos muito iguais, temos a tendência de nos repelirmos. Mas, claro, quando as coisas que temos em comum com as nossas mães são boas, temos os melhores momentos com elas. Posso dizer isso por experiência própria. Mas também quando elas vem com assuntos e manias que odiamos (que, na verdade, são nossos defeitos, nossas manias), nós nos irritamos, brigamos, xingamos. Por quê? Porque as nossas manias não nos incomodam em nós, mas as nossas manias reveladas em outra pessoa, ah, isso sim é bem chato e, quase, intolerável. Por isso que acontecem as brigas e os desentendimentos. Se bem que tem mães e filhos que são totalmente o inverso um do outro, e se dão muito bem (a pura revelação da teoria "os opostos se atraem").
Enfim, tem filhos e mães, iguais e diferentes, que se amam e se odeiam. Tudo vai da tolerância de um com o outro. Da disponibilidade que eles tem de se entenderem, de parar e conversar, de tentar ver aonde podem melhorar.


A minha relação com a minha mãe não é sempre um mar calmo. Tem seus momentos de tempestade e de "céus cinzas", mas a calmaria volta a dominar o mar e o sol sempre volta a brilhar.
Muitas vezes eu não concordo com ela, muitas vezes ela não concorda comigo. Temos gostos diferentes (principalmente pra roupas). Mas eu a amo, e acredito que ela me ama (se bem que ela não diz sempre, ela não consegue dizer 'eu te amo' sem chorar; é uma manteiga derretida, fazer o quê...). Ela não diz, mas eu sinto que ela me ama, bem no fundo do meu coração, no mais íntimo da minha alma.

Se bem que às vezes acho que ela não me ama. Às vezes eu tenho certeza que ela não me ama. Às vezes acho que ela gosta mais do meu irmão. Às vezes...
Confesso que eu sou uma pessoa difícil, desconfiada, complexada, e minha mãe tem muita paciência comigo. É por essas e outras que eu a admiro tanto. Na verdade, eu a amo. Admiração é pouco.

Por mais brigas que tivemos, mãe, por mais desentendimentos que tenhamos tido; eu te amo e não me imagino sem ti. O meu desejo, do fundo do coração, é que não brigássemos, que vivêssemos em plena e total união. Mas será que isso seria a perfeição? Acho que não! Acredito que nós cansaríamos de tanta união. Não, não é que cansaríamos, é que não saberíamos a verdadeira força e a extensão do nosso amor. Entende, mãe? As brigas nos ensinam a superar nossas diferenças. Nossos momentos de pura sintonia aprimoram nossas semelhanças. Nossos momentos alegres irrigam nosso amor, acariciam nossas almas, nos fazem melhores, mais felizes.

Mãe, obrigada por ter passado comigo noites em claro quando eu estava doente.
Por muitas vezes eu estive à beira da morte e você me resgatou de lá, com a ajuda de Deus, é claro, mas seu amor e sua vontade de que eu sobrevivesse foram fundamentais nas minhas recuperações.
Obrigada por me incentivar, por me repreender, por me amar.
Obrigada por ser minha mãe.

Mãe, me perdoe.

Me perdoe por tudo que disse, e que te magoou. Me perdoe por todas as vezes que errei contigo.
Já nos magoamos muito. Te disse coisas que te magoaram, das quais também me arrependi.
Já me disseste coisas que me magoaram profundamente, me irritaram, me fizeram chorar. Mas, mãe, isso não é nada comparado ao amor que lhe tenho. E é esse amor que me cura de qualquer dor, de qualquer mágoa que venhamos a ter.

Te amo, mãe. Muito.
E o seu dia é hoje, é sempre.


(Erica Ferro)