28 março 2016

Resenha: Garota Exemplar - Gillian Flynn


Garota Exemplar
Gillian Flynn
Editora Intrínseca
448 páginas

☺☺☺☺

Sinopse: Uma das mais aclamadas escritoras de suspense da atualidade, Gillian Flynn apresenta um relato perturbador sobre um casamento em crise. Com 4 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo – o maior sucesso editorial do ano, atrás apenas da Trilogia Cinquenta tons de cinza –, "Garota Exemplar" alia humor perspicaz a uma narrativa eletrizante. O resultado é uma atmosfera de dúvidas que faz o leitor mudar de opinião a cada capítulo. Na manhã de seu quinto aniversário de casamento, Amy, a linda e inteligente esposa de Nick Dunne, desaparece de sua casa às margens do Rio Mississippi. Aparentemente trata-se de um crime violento, e passagens do diário de Amy revelam uma garota perfeccionista que seria capaz de levar qualquer um ao limite. Pressionado pela polícia e pela opinião pública – e também pelos ferozmente amorosos pais de Amy –, Nick desfia uma série interminável de mentiras, meias verdades e comportamentos inapropriados. Sim, ele parece estranhamente evasivo, e sem dúvida amargo, mas seria um assassino? Com sua irmã gêmea Margo a seu lado, Nick afirma inocência. O problema é: se não foi Nick, onde está Amy? E por que todas as pistas apontam para ele?

Peço que me perdoem pelo trocadilho infame que farei nesse exato momento, mas, sabem como é, não resisto: Garota Exemplar é um exemplo de excelente livro. Quantas e quantas vezes já li blogueiros/vlogueiros rasgando elogios a escrita de Gillian Flynn? Muitas! Imagino que a maioria de vocês também conheça a boa fama dessa escritora. Gillian é formada em jornalismo e inglês pela Universidade do Kansas. Trabalhou, por dez anos, como crítica de cinema e TV para a Entertainment Weekly. Atualmente, ela se dedica de forma integral à sua vida de escritora.
E, bem, depois de ler inúmeras resenhas sobre seus livros, eis que, então, no fim do ano passado, aproveitei uma maravilhosa promoção da Amazon e adquiri Garota Exemplar. A Editora Intrínseca foi a responsável pelo lançamento da primeira edição dessa obra aqui no Brasil, em 2012. Em 2014, foi lançado o filme homônimo, dirigido por David Fincher, no qual Gillian atuou como roteirista. No elenco, há Ben Affleck no papel de Nick, Rosamund Pike como Amy e o meu eterno BarneyNeil Patrick Harris, interpretando Desi. A Intrínseca lançou uma segunda edição da obra, com o projeto gráfico semelhante ao do filme. E é essa edição que tenho. Confesso que gosto mais do projeto gráfico da primeira edição, mas, sabe-se lá por que, acabei comprando a segunda.
Após uma longa introdução, vamos aos meus comentários acerca desse livro cativante. O livro nos apresenta a Nick Dunne e Amy Elliott. Um casal quase comum: se conhecem numa festa, passam um bom tempo sem se ver, então se reencontram e resolvem se casar. E, no comecinho, era tudo tão fantástico, eles se completavam tão bem e eram sensacionais juntos. Que sintonia mágica! Que maravilha de início de vida a dois! Perfeito, exemplar! Será?
A narrativa se dá em primeira pessoa: ora por Nick, ora por Amy. A fala de Nick é sempre sobre algo que está ocorrendo no presente, enquanto que a de Amy se inicia no passado e, conforme a trama se desenvolve, o tempo de sua fala passa ao presente. Esse recurso escolhido pela autora foi maravilhoso, porque nos permite entrar "na cabeça" de ambos. O leitor tem a chance de simpatizar com ambos, amar ambos, odiar ambos, suspeitar de ambos, só para, então, voltar a estaca zero, pois os próximos passos quase nunca são fáceis de predizer e é capaz de pegar o mais esperto de calças curtas.
Nick e Amy viveram o início de seu casamento em Nova York, e era tudo muito perfeito. Quando tiveram de se mudar para cidade Natal de Nick, North Carthage, para que ele pudesse estar mais perto de sua mãe que enfrentava um câncer, as coisas começaram a sair dos eixos... Até ao ponto de Amy desaparecer. E aí, meus queridos leitores, foi nesse ponto que lascou foi tudo. Há uma investigação para descobrir o que houve com Amy, que, em certo momento, Nick figura como o principal suspeito pelo desaparecimento de sua esposa.
Gillian criou uma estória tão bem amarrada, tão bem construída, que me fisgou completamente. E ela é gosta de jogar com o leitor. Gillian é uma exímia jogadora. Criou dois personagens que despertam em nós sentimentos antagônicos. Vamos do amor ao ódio e do ódio ao amor com muita facilidade por esses dois. A cada capítulo, somos surpreendidos por um segredo ou por uma faceta que sequer desconfiávamos em relação a eles. Não conseguimos ficar de um lado por muito tempo. Em um momento, acreditamos na verdade de Nick; em outro, na de Amy. A verdade é que essa Gillian é danada! Ela desnuda a mente humana com uma habilidade admirável. E nós, leitores, vamos juntos, mergulhando fundo na mente e na alma dos personagens, conhecendo, atônitos, suas ideias mais obscuras e seus comportamentos mais macabros. O desfecho me irritou um pouco, embora eu saiba que fez sentido e que nem de longe foi clichê.
Garota Exemplar é um suspense incrível, no qual podemos ver a feiura que há por trás de relacionamentos aparentemente perfeitos, bem como nos assombrarmos em ver o quanto seres humanos podem ser terríveis uns com outros para satisfazer seu próprio ego psicótico e/ou psicopático.
A mente humana pode ser adjetivada de várias formas. A da Gillian pode ser descrita como uma mente genial, que sabe bolar uma estória igualmente genial e ser capaz de conquistar a admiração de inúmeros leitores ao redor do mundo. A escrita de Gillian me ganhou. Virei fã dessa mulher e já quero ler outros livros dessa autora extremamente talentosa. E, agora que li o livro, vou procurar assistir o filme.
Esse livro é pra você, que adora um livro que te pega de jeito e não permite que você o largue sem devorar boas páginas dele de uma só vez. Esse livro é pra você, que adora um jogo de gato e rato. Esse livro é pra você, que adora protagonistas bem elaborados, com uma inteligência acima da média e com comportamentos nada previsíveis.

Erica Ferro

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26 março 2016

Sobre o que ceifa o amor

Ele era apenas um garoto que achava que nada nesse mundo o atingiria.
Ele era apenas um garoto trabalhador que todas as tardes voltava pra casa frustrado e ia pra aula todas as noites.
Ele era apenas um garoto que sonhava dar uma vida melhor pra sua família humilde através de seus estudos e suas lutas diárias.
Era apenas um garoto que num único deslize deu boas vindas a paternidade antes da hora.
Ele era apenas um garoto que se deixou ser manipulado, manipulado pela mídia, manipulado por "amigos", manipulado pela vida.
E tornou-se em um homem fragilizado, mas que adora se fazer de forte. E hoje é um homem que ganha muito com o seu trabalho tedioso, ajuda seus pais, tios e irmãos, mas, que, quando chega em casa, não consegue se sentir feliz consigo mesmo. Há um vazio dentro dele. Todos os dias, pelo menos por cinco minutos, ele se auto examina, se vasculha, se chacoalha, mas não consegue solucionar o vão que há entre a alma e o seu corpo. O que lhe falta? O que lhe sobra? O que lhe impede de ser pleno?
O que lhe falta no coração?
Ele se olha no espelho mas não se enxerga. Só consegue ver uma sombra. Talvez a sombra do seu orgulho, receios e medos.
Ele tem muito medo de perder o seu orgulho. Ele não consegue sequer cogitar perder só um pouquinho da empáfia que, segundo ele, foi forçado a ter.
Ele, tolo que é, confunde empáfia com saber se impor. Ele, tolo que é, escolheu ser esnobe a ser firme com exatas doses de gentilezas.
Ele, todo que é, deixou passar uma moça que era sonhos e poesia. Ela, todinha, era um poesia belíssima. Ela o amava com toda a sua alma. Ela não era ruim da visão, não. Enxergava-o muito bem, com seus defeitos, manias e pequenos delitos. No entanto, achava que ele poderia mudar, que ele poderia se apegar ao bem que acreditava existir dentro dele.
Ela, a menina-mulher repleta de poesia e de amor, tinha uma alma purinha, quase igual ao de uma criança. Acreditava tanto, mas tanto, no poder transformador do amor. Mas ele... ah, ele não. Ele era amargurado, nunca foi capaz de abrir o seu coração. Achava que a felicidade era só uma palavra e que jamais poderia sair do papel.
Onde ele se perdeu? Ele tinha sonhos, lembra vagamente de que, sim!, ele tinha sonhos. Muitos sonhos.
Onde ele se perdeu? Na infância? Ao longo da juventude? Quando a melancolia foi tomando espaço e a frustração tomou conta de todo o seu ser?
Os sonhos podem ter se perdido na autossuficiência disfarçada de sabedoria.
Os sonhos se perderam no egocentrismo disfarçado de simpatia.
E junto com os sonhos, ele se perdeu também e hoje é apenas um ser cuja existência é insignificante.
Ele não toca mais ninguém. Ele não toca porque não consegue e porque não quer conseguir. Ele se acomodou a ser mais um que não faz nada para ser notado.
E ela... Ah, ela encontrou outro amor, um amor que também a amava com verdade e pureza, que enxergou e amou toda a poesia que sempre houve nela.
Sem ele, ela cresceu, amadureceu, mas sem deixar de ser poesia bonita, sorridente e ingênua. Não ingênua tola, que facilmente é passada pra trás. Ingênua no sentido de conseguir ver um lado bom até nas coisas mais emaranhadas e complicadas, nas ditas coisas perdidas do mundo. Porque, pra ela, tudo é uma questão de querer, de escolher viver a vida com amor, se apegando aos sonhos e ao que é bom.
Ela espera que ele se encontre, se não no amor, que seja na sorte, em algum sonho ou com os tombos da vida.

(Ariana Coimbra & Erica Ferro)

* * *
E saiu o segundo escrito em parceria com a senhorita Ariana! Clicando aqui vocês poderão ler o resultado da primeira parceria.
É sempre bom escrever com essa moça! 
Espero que vocês, meus queridões, também gostem. 
Beijos na alma!

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24 março 2016

Sobre inspirar

Olá, olá! Como vão vocês?
Quero falar com vocês sobre YouTube. Ou melhor, falar sobre pessoas que produzem conteúdo para ele: os YouTubers. Percebi que, assim como na Blogosfera, a Vlogosfera tem um pouco de tudo: pessoas que postam inutilidades, infantilidades, superficialidades, bem como as que disseminam informações relevantes, opiniões louváveis, conteúdos diversificados e de qualidade. Sobretudo, há pessoas que têm uma boa visibilidade e sabem usar isso de maneira proveitosa para si e para os outros.
Não sou uma viciada em YouTube nem passo o dia inteiro vendo vídeos no dito site, porém eu tenho meus YouTubers queridos, canais que eu gosto de ver com uma certa frequência, por me identificar e por saber que, de alguma forma ou de outra, assistir ao conteúdo desses vídeos me fará bem e/ou irá acrescentar algo de positivo em mim. 
Sabe qual foi a porta para que eu conhecesse melhor o Feminismo (bem como suas vertentes)? Sim, o YouTube. Conheci meninas-mulheres incríveis, donas de canais que são verdadeiros portais para o conhecimento de temas muito importantes e que nos permitem refletir, rever nossos conceitos e preconceitos, desconstruir comportamentos ofensivos para nós mesmos e para os outros. 
Aprendi a ouvir, com empatia, o que mulheres tem a dizer. Ouvi histórias tristes, me compadeci e quis segurar a mão de muitas delas. Tirei a venda que o machismo colocou em meus olhos e finalmente vi que muitas mulheres passam por situações lastimáveis, deploráveis e inadmissíveis diariamente. E, no auge do meu descontentamento e indignação, percebi que eu preciso fazer parte da mudança. 
Eu não posso me omitir, me calar ou fingir que não vejo mulheres tendo sua liberdade tolhida e sendo inferiorizada dia após dia. Eu preciso lutar por mim e por todas as outras. Na minha humilde opinião de alguém que não sabe sobre as teorias feministas, que apenas entende do que vê e/ou ouve, a luta das mulheres não é contra os homens, mas sim em busca do asseguramento dos nossos direitos, em defesa de respeito e de nossa liberdade. Luta essa que não precisaria existir se não houvesse essa cultura de que homens são superiores às mulheres e que podem fazer tudo o que quiserem com os seres do sexo feminino e as coisas ficam por isso mesmo. Enquanto a realidade não mudar, a luta é de extrema importância e não cessará.
Fiz uma longa introdução (confesso que me empolguei *risos*) para apresentar cinco meninas/ mulheres maravilhosas, empoderadas, que inspiram muitas pessoas, em especial outras mulheres. 

1. Jout Jout é sensacional! Essa niteroiense, com esse gostoso sotaque carioca, fala sobre muitas coisas simples e complexas com uma facilidade e um carisma ímpar. Um dos vídeos dela que mais bombou foi esse aqui:


Fala de relacionamento abusivo e nos incentiva a nos empoderar e a não abaixarmos a cabeça para quem quer nos oprimir. Essa mulher é fantástica!

2. Já disse Jout Jout é sensacional? Pois então! Ela me apresentou a Nátaly Neri, do canal Afros e Afins. E, caramba, ela é incrível! Aprendi tanto com esse vídeo dela!



É de uma importância enorme conhecer os feminismos que há dentro do Feminismo. Nátaly me abriu os olhos acerca de várias situações pelas quais mulheres negras passam. É a questão de empatia. Como não sou negra e não sei como é passar o que passa uma mulher negra, eu preciso ouvir, com empatia e sem reservas, para que eu possa estar junto na luta, mas sem jamais tirar a voz delas, porque são elas que devem falar, porque vão o fazer com propriedade. 

3. Carolina Monteiro, de 9 anos, que esbanja autoestima, empoderamento e nos ensina a enxergar nossas características físicas com amor, bem como nos mostra que precisamos ter orgulho de quem somos.


Esse vídeo de Carol me encantou completamente. Tantas e tantas vezes ouvi pessoas falando que o cabelo crespo era um cabelo "ruim". Tantas vezes isso me colocou a pensar no assunto. Não existe cabelo ruim, Carol e outras me ensinaram isso. Não existe cabelo duro. O que é duro é o preconceito, também me ensinou Carolina. Duro é ouvir pessoas tentando nos inferiorizar por nossas características físicas. Devemos ter amor por cada pedacinho de nós. Carolina me ensina, com seus vídeos e postagens, sobre o amor, sobre amar a si e ao outro, sobre ter empatia pelo o que é diferente de nós. Torço para que a Carol cresça mais e mais empoderada e que continue a inspirar meninas e mulheres, assim como me inspira.

4. Fernanda Zau, outra carioca sensacional, que não tem papas na língua e fala um pouco de tudo com muita desenvoltura e bom humor.


É o que vivo dizendo: cantadas de desconhecidos não conseguem soar aos meus ouvidos como elogios. Não são elogios. Ouvir um desconhecido te chamar de gostosa é, no mínimo, assustador. Sabe-se lá quem é o sujeito. Sabe-se lá se ele ficará apenas no "ei, gostosa" ou se ele pensa em fazer algo de prejudicial fisicamente e/ou psicologicamente a nós. Definitivamente, não é a maneira mais correta/inteligente para se abordar uma mulher. Aprendam, homens.

5. Ana De Cesaro, do canal Tá, e daí?, é a quinta mulher-maravilha da minha lista. Eu adoro essa moça gaúcha. Aliás, eu sinto uma empatia enorme pelo povo gaúcho, bem como sou apaixonada pelo sotaque do Rio Grande do Sul, tchê! Essa moça fala sobre temas como livros, filmes e séries, empoderamento, vida saudável, feminismo etc.


Ana postou esse vídeo no dia 8 de março de 2015. Muito bom vê-la discorrendo sobre o feminismo, Aprendi demais, me identifiquei com algumas ideias, refleti sobre outras. Fiquei feliz em ouvi-la contar sobre a sua infância e sobre como o feminismo foi fundamental para o seu autoconhecimento, em como a ajudou a se gostar e se amar exatamente do jeito dela, sem precisar mudar para agradar ninguém. Afinal, ser mulher vai além das teorias e dos modelos de comportamento pré-estabelecidos por essa sociedade louca.

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Bem, por hoje é só. Espero que tenham gostado da postagem de hoje. Vejam os vídeos e se deixem inspirar por essas criaturas encantadoras, inteligentes e com uma parcela notável de sabedoria.
Parabéns a todas nós, mulheres, que resistimos e insistimos na luta por nossos direitos, bem como exercemos os nossos deveres com responsabilidade e com qualidade.

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20 março 2016

O poder transformador do amor

Faz um mês que não venho aqui. Tanta coisa aconteceu. Coisas bonitas. Coisas não tão bonitas assim. Mas tudo, exatamente tudo, foi importante para o meu crescimento e autoconhecimento. Nas últimas semanas, participei de duas competições muito bacanas: a fase Norte/Nordeste de Natação Paralímpica do Circuito Brasil CAIXA Loterias, em Recife/PE, e a primeira etapa da Copa Hammerhead de Maratona Aquática, em Natal/RN. No Norte/Nordeste, que aconteceu nos dias 5 e 6 de março, conquistei seis ouros e muitos aprendizados, bem como superações pessoais inenarráveis.
No sábado, 12 de março, dia do Bibliotecário (minha futura formação!), tive o prazer de nadar a primeira etapa da Copa Hammerhead. Foi uma prova cansativa, mas muito tranquila. Quem me conhece, sabe que eu morria de medo de mar. Eu sequer conseguia molhar as canelas numa praia sem querer sair correndo de volta pra areia. Rolava um medo bem enorme mesmo. E hoje conseguir entrar no mar, tranquila, ficando sozinha em alguns trechos e continuar tranquila, nadando, braçada a braçada, curtindo cada segundo ali dentro, é algo impagável. Superar os medos é algo que extremamente maravilhoso e indescritível. Ganhei uma medalha finisher lindíssima e um troféu ainda mais lindo! Espero que o primeiro de muitos! 


Porém, o que eu quero compartilhar aqui hoje, até mais do que contar sobre minhas conquistas na natação, diz respeito a alguns pensamentos que vêm caminhando junto comigo nos últimos anos e que só têm me feito bem.
Quero falar sobre o amor. O amor em sua forma mais genuína e completa. Quero falar do poder do amor em minha vida. Quero falar do bem, da força imensurável que o bem tem de nos transformar em pessoas melhores. Quando nós adicionamos amor em nós mesmos, em nossas vidas e ao nosso redor, as coisas mudam pra melhor. Simples, isso. Tão clichê. Por que nos esquecemos disso? Por que nos é tão difícil cultivar pensamentos de amor? O mundo está cada vez mais cheio de ódio, de intolerância, de pessoas cheias de negatividade, que precisam de ajuda, que precisam se libertar de toda essa carga energética nociva. Tantas pessoas com corações repletos de ódio, que não conseguem se perdoar, que não conseguem seguir em frente, com a mente e o coração em paz. Quando praticamos o perdão, de coração puro e em verdade, nos libertamos e libertamos o outro. E, assim, cada um seguirá o seu destino e poderá dar continuidade a sua existência com maior fluidez e paz. Os pensamentos e sentimentos ruins nos atraem elementos negativos, que só nos atrasam, que fazem com que nossa vida se paralise, e assim travamos, passamos a ver o mundo por meio de uma lente embaçada e só conseguimos ver o mundo com olhos tristes, de desamor e desespero. Nenhum desses sentimentos nos levará a bons lugares. Não somos santos nem nunca conseguiremos ser, mas precisamos nos policiar para que nosso corpo seja morada de bons sentimentos e que nossas atitudes reflitam honestamente o que há em nós. Que o bem ande coladinho a nós. Que o amor nos contagie da cabeça aos pés. Que a paz esteja conosco. Que o perdão não seja algo tão difícil de dar e se dar. Que façamos o bem, com amor, e sem esperar nada em troca. Porque a caridade deve ser praticada pelo prazer de ajudar, pelo bem-estar de auxiliar alguém a encontrar um caminho melhor, mais florido e pacífico. Que nos permitamos ao menos ser fagulhas de paz, de amor e de esperança nesse mundo tão carente de sentimentos benignos.


Só o amor transforma. Só o amor cura. Só o amor liberta. Só o amor pode nos ajudar a superar e a vencer todas as barreiras dessa vida. A força do amor é tremenda e, diante dessa força inigualável, mal algum sobrevive. Porque o amor é revolucionário. O amor tem revolucionado a minha vida. O amor tem transformado a minha existência e dado sentido aos meus dias. Os meus sonhos são pautados no amor que eu sinto por vários elementos e pessoas. São os meus sonhos cheios de amor que me levam além. E indo além é que chegarei a lugares tranquilos, que irão me proporcionar aprendizados e paz de espírito.

Erica Ferro

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