24 março 2016

Sobre inspirar

Olá, olá! Como vão vocês?
Quero falar com vocês sobre YouTube. Ou melhor, falar sobre pessoas que produzem conteúdo para ele: os YouTubers. Percebi que, assim como na Blogosfera, a Vlogosfera tem um pouco de tudo: pessoas que postam inutilidades, infantilidades, superficialidades, bem como as que disseminam informações relevantes, opiniões louváveis, conteúdos diversificados e de qualidade. Sobretudo, há pessoas que têm uma boa visibilidade e sabem usar isso de maneira proveitosa para si e para os outros.
Não sou uma viciada em YouTube nem passo o dia inteiro vendo vídeos no dito site, porém eu tenho meus YouTubers queridos, canais que eu gosto de ver com uma certa frequência, por me identificar e por saber que, de alguma forma ou de outra, assistir ao conteúdo desses vídeos me fará bem e/ou irá acrescentar algo de positivo em mim. 
Sabe qual foi a porta para que eu conhecesse melhor o Feminismo (bem como suas vertentes)? Sim, o YouTube. Conheci meninas-mulheres incríveis, donas de canais que são verdadeiros portais para o conhecimento de temas muito importantes e que nos permitem refletir, rever nossos conceitos e preconceitos, desconstruir comportamentos ofensivos para nós mesmos e para os outros. 
Aprendi a ouvir, com empatia, o que mulheres tem a dizer. Ouvi histórias tristes, me compadeci e quis segurar a mão de muitas delas. Tirei a venda que o machismo colocou em meus olhos e finalmente vi que muitas mulheres passam por situações lastimáveis, deploráveis e inadmissíveis diariamente. E, no auge do meu descontentamento e indignação, percebi que eu preciso fazer parte da mudança. 
Eu não posso me omitir, me calar ou fingir que não vejo mulheres tendo sua liberdade tolhida e sendo inferiorizada dia após dia. Eu preciso lutar por mim e por todas as outras. Na minha humilde opinião de alguém que não sabe sobre as teorias feministas, que apenas entende do que vê e/ou ouve, a luta das mulheres não é contra os homens, mas sim em busca do asseguramento dos nossos direitos, em defesa de respeito e de nossa liberdade. Luta essa que não precisaria existir se não houvesse essa cultura de que homens são superiores às mulheres e que podem fazer tudo o que quiserem com os seres do sexo feminino e as coisas ficam por isso mesmo. Enquanto a realidade não mudar, a luta é de extrema importância e não cessará.
Fiz uma longa introdução (confesso que me empolguei *risos*) para apresentar cinco meninas/ mulheres maravilhosas, empoderadas, que inspiram muitas pessoas, em especial outras mulheres. 

1. Jout Jout é sensacional! Essa niteroiense, com esse gostoso sotaque carioca, fala sobre muitas coisas simples e complexas com uma facilidade e um carisma ímpar. Um dos vídeos dela que mais bombou foi esse aqui:


Fala de relacionamento abusivo e nos incentiva a nos empoderar e a não abaixarmos a cabeça para quem quer nos oprimir. Essa mulher é fantástica!

2. Já disse Jout Jout é sensacional? Pois então! Ela me apresentou a Nátaly Neri, do canal Afros e Afins. E, caramba, ela é incrível! Aprendi tanto com esse vídeo dela!



É de uma importância enorme conhecer os feminismos que há dentro do Feminismo. Nátaly me abriu os olhos acerca de várias situações pelas quais mulheres negras passam. É a questão de empatia. Como não sou negra e não sei como é passar o que passa uma mulher negra, eu preciso ouvir, com empatia e sem reservas, para que eu possa estar junto na luta, mas sem jamais tirar a voz delas, porque são elas que devem falar, porque vão o fazer com propriedade. 

3. Carolina Monteiro, de 9 anos, que esbanja autoestima, empoderamento e nos ensina a enxergar nossas características físicas com amor, bem como nos mostra que precisamos ter orgulho de quem somos.


Esse vídeo de Carol me encantou completamente. Tantas e tantas vezes ouvi pessoas falando que o cabelo crespo era um cabelo "ruim". Tantas vezes isso me colocou a pensar no assunto. Não existe cabelo ruim, Carol e outras me ensinaram isso. Não existe cabelo duro. O que é duro é o preconceito, também me ensinou Carolina. Duro é ouvir pessoas tentando nos inferiorizar por nossas características físicas. Devemos ter amor por cada pedacinho de nós. Carolina me ensina, com seus vídeos e postagens, sobre o amor, sobre amar a si e ao outro, sobre ter empatia pelo o que é diferente de nós. Torço para que a Carol cresça mais e mais empoderada e que continue a inspirar meninas e mulheres, assim como me inspira.

4. Fernanda Zau, outra carioca sensacional, que não tem papas na língua e fala um pouco de tudo com muita desenvoltura e bom humor.


É o que vivo dizendo: cantadas de desconhecidos não conseguem soar aos meus ouvidos como elogios. Não são elogios. Ouvir um desconhecido te chamar de gostosa é, no mínimo, assustador. Sabe-se lá quem é o sujeito. Sabe-se lá se ele ficará apenas no "ei, gostosa" ou se ele pensa em fazer algo de prejudicial fisicamente e/ou psicologicamente a nós. Definitivamente, não é a maneira mais correta/inteligente para se abordar uma mulher. Aprendam, homens.

5. Ana De Cesaro, do canal Tá, e daí?, é a quinta mulher-maravilha da minha lista. Eu adoro essa moça gaúcha. Aliás, eu sinto uma empatia enorme pelo povo gaúcho, bem como sou apaixonada pelo sotaque do Rio Grande do Sul, tchê! Essa moça fala sobre temas como livros, filmes e séries, empoderamento, vida saudável, feminismo etc.


Ana postou esse vídeo no dia 8 de março de 2015. Muito bom vê-la discorrendo sobre o feminismo, Aprendi demais, me identifiquei com algumas ideias, refleti sobre outras. Fiquei feliz em ouvi-la contar sobre a sua infância e sobre como o feminismo foi fundamental para o seu autoconhecimento, em como a ajudou a se gostar e se amar exatamente do jeito dela, sem precisar mudar para agradar ninguém. Afinal, ser mulher vai além das teorias e dos modelos de comportamento pré-estabelecidos por essa sociedade louca.

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Bem, por hoje é só. Espero que tenham gostado da postagem de hoje. Vejam os vídeos e se deixem inspirar por essas criaturas encantadoras, inteligentes e com uma parcela notável de sabedoria.
Parabéns a todas nós, mulheres, que resistimos e insistimos na luta por nossos direitos, bem como exercemos os nossos deveres com responsabilidade e com qualidade.

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Fan Page Sacudindo PalavrasTwitter Sacudindo PalavrasFan Page Atleta Erica FerroTwitter Erica Ferro

6 comentários:

  1. Olá, Erica.
    Vou assistir os vídeos, porque confesso, não entendo muito do assunto não. Quanto ao youtube, só vejo raramente e geralmente é quando postam alguma coisa engraçada pelo face. Não sou de acompanhar nenhum canal não.

    Blog Prefácio

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    1. Entendi. Mas veja mesmo os vídeos. Acho que você vai gostar.

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  2. Oi, Erica! Tudo bem? Curto muito o trabalho de alguns youtubers, mas essas eu não conhecia não. Só a Jout Jout que eu já ouvi falar... Adorei o post! :)

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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  3. Olá, Erica! Confesso que não sou muito de acompanhar os Youtubers. No YouTube, eu gosto mesmo de escutar música ou, às vezes, procurar vídeos de decoração. Aí, uma vez ou outra, assisto algum assunto de decoração com eles. Beijinhos...

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