13 janeiro 2016

Quer saber? Dane-se!

Créditos

Não, não estou revoltada. Esse não é um post revolts, mesmo que o título e a imagem queiram me desmentir. Quer saber? Dane-se! é o que eu tenho dito sempre que percebo que a solução de um problema não depende de mim. Uma das preciosas lições que aprendi com a Síndrome do Pânico é ser mais desencanada. Acredito que uma das coisas que me levou a desenvolver ansiedade generalizada foi o fato de eu remoer praticamente tudo. Era uma espécie de amostra grátis do inferno. Se algo de ruim acontecia, pensava no acontecido dias a fio, mastigava o episódio e revivia as emoções ruins que aquilo me fez sentir. Se eu percebia que algum amigo se mostrava um tanto distante, começava a cogitar mil e uma possibilidades que o fizeram se distanciar de mim, ainda que eu soubesse, no íntimo, que eu não havia feito nada de ruim ou que justificasse a mudança de comportamento dele. Raramente encostava o amigo na parede e perguntava qual era o problema. Preferia remoer e sofrer por algo que eu nem sabia o que era. Sim, coisa de gente meio desregulada da cabeça. 

Mas eis então que eu evoluí. Glória! Aleluia! Sim, evoluí. Creio que, a cada dia, consigo evoluir um pouco mais. Com evolução, quero dizer que desde o começo de 2014 consegui adicionar a praticidade ao meu viver. Tenho um problema pessoal? Tento resolver da melhor forma possível, com a dosagem certa de calma e determinação. Há um problema que envolve outra pessoa? Busco fazer a minha parte, sacudo a outra pessoa pra que ela faça a parte dela. Ela não quer? Okay, não insisto mais, porque cada um sabe de si, das suas escolhas e deve ter o seu tempo de reagir ao que acontece em sua vida.

Na realidade, eu percebi, com anos de um comportamento autodestrutivo, que sofrer por antecipação é a maior burrada e que não adianta padecer por algo que não me cabe resolver. Descobri, à duras penas, que a vida deve ser tranquila, pra o meu bem-estar e a minha boa sanidade. Entendi que o que realmente importa é ter a minha consciência tranquila em relação aos meus atos e a minha vida de um modo geral. Não posso viver pelos outros. Não posso resolver a vida dos outros. Não posso solucionar os problemas alheios, mesmo aqueles em que estou envolvida indiretamente. A vida pele calma e coragem. Com calma, nos mantemos sãos e conscientes; e a coragem, essa, nos leva longe!

Pra não ficar apenas nas minhas palavras, ouça Paciência, de Lenine:


Erica Ferro



18 comentários:

  1. Amei o texto, passei o ano de 2015 quase todo me martirizando por coisas que aconteceram e que eu não teria como solucionar. Coragem é a palavra que quero levar daqui pra frente. é preciso coragem pra viver todos os dias.

    Abraço !

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  2. Olá,
    Primeiro preciso falar da imagem, que é de Daria, desenho cheio de humor negro que amo. Mas enfim, não acho que eu tenha isso nas mesmas proporções que você tinha, mas sou muito de remoar coisas também, ficar pensando naquilo, invocando sensações ruins que isso me traz. ÀS vezes não é nem culpa minha, sei lá, sou muito cabeça. Mas enfim, ADOREI o texto e a reflexão que ele traz, ainda mais sendo acompanhado pela música maravilhosa do Lenine (tem vez que eu finjo ter paciência...)
    Beijos.
    Memórias de Leitura - memorias-de-leitura.blogspot.com

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    1. Olá, Inês. Hmm, compreendi. Então, vamos nos policiar para nos focar no que nos faz bem e nos desfocar do que em nada soma na nossa vida. Assim, seremos mais leves. ;)

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  3. Oi, Erica! Que texto maravilhoso! Foram palavras simples, mas é muito bonito quando a pessoa se abre assim, ainda mais sobre um assunto que possa ajudar outras pessoas ao redor... além disso, é muito bom saber que você conseguiu se livrar do que te fazia mal.
    Eu também era uma pessoa assim como você, não eram poucos os dias em que eu chegava em casa chateada com alguma coisa, chorava e achava que eu tinha culpa de tudo e que tudo eu tinha que resolver, minha mãe lembra bem dessa época, e agradece junto comigo por ter passado.
    Hoje em dia eu taco o foda-se mesmo (muito obrigada, título do post! hahah) quando eu sei que não tive envolvimento nenhum com nada. Não digo que virei uma pessoa orgulhosa que não pede desculpas e etc, mas acredito que faço isso na dosagem e na hora certa, sabe? Claramente, nesse processo perdi alguns "amigos", mas faz parte...
    Boa sorte e continue evoluindo!
    Beijoss
    www.vidaemmarte.com.br

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    1. Faz parte mesmo, moça. O lance é estarmos com a consciência tranquila e a alma leve.
      Avante! :*

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  4. Olá, Erica.
    Ótimo texto. Eu preciso evoluir também, já que sou a ansiedade em pessoa e fico remoendo tudo o que acontece. Muitas vezes perco o sono por isso.

    Blog Prefácio

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    1. Então vamos dar início ao processo "Quer saber? Dane-se!" (risos).

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  5. Oi Erica, obg por ter passado lá no blog!
    Adorei o nome do seu, e seu texto foi muito sincero!
    Eu sou um pouco assim, confesso, fico remoendo as coisas. N é nd legal, rs. Precisamos de paciência!
    Bjs
    http://acolecionadoradehistorias.blogspot.com

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    1. Por nada, moça.
      Que bom que gostou daqui.
      Isso aí, paciência sempre.

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  6. Olá Érica. Tudo bem? É com o tempo que vamos evoluindo e nos tornando pessoas melhores. Realmente auto-destruição não leva ninguém a lugar nenhum. Vamos com calma que tudo se acerta. Adoro essa música do Lenine!
    Beijos,
    Monólogo de Julieta

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    1. Isso mesmo, Palominha.
      Devagar e sempre na estrada do autoconhecimento.
      Um abraço!

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  7. Olá, tudo bem?
    O Bordando Palavras ficou temporariamente fechado, mas está de volta com novo link e outras pequenas mudanças.
    Portanto, para receber as minhas postagens, tu deves atualizar o meu link no seu blog.
    Conheço alguém que tem esse mesmo problema. Sei a luta diária que ela passa por isso. Ótima postagem.
    Beijinhos.

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    1. Moça, já estou seguindo o seu novo cantinho! Adorava o nome Bordando Palavras, mas tudo bem... O novo cantinho também está lindo.
      Beijo.

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  8. Ericona do meu coração, é bem difícil lidar com o pânico, já senti e agora to meio estranha, sinto coisas que nunca senti antes e sou muito nervosa. Com o passar do tempo e as vivências aprendi que temos que viver um dia de cada vez, um passo de cada vez, nos acalmar por dentro que aos pouquinhos grande parte do que sentimos vai passando. Beijos

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  9. Oi Erica, tudo bem?
    Nossa, eu amo essa música. <3
    E sobre o post: menina, como me identifiquei. Eu sofro demais pelo passado e pelo futuro. Fico remoendo tudo de ruim que já me aconteceu e fico com medo do que pode acontecer. Eu não consigo esquecer, sabe? E isso me machuca muito. Tenho tentado, como você, ser mais desencanada. Acho que estou melhorando, mas tenho um longo caminho pela frente. Amei o texto. ♥
    Ah, tá rolando sorteio lá no blog! Te convido a participar. ♥
    Beijos,

    Priscilla
    http://infinitasvidas.wordpress.com

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    1. Priih! =)
      Ah, moça, mas é assim mesmo. Não é fácil e não é rápido, mas é possível, então se mantenha firme nesse caminho.
      Um abraço!

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