07/10/09

Flor que me encantou...

A dor, meu amor, passou
Tudo em mim era um latejo só
Quase morri
Retornaria ao pó

Mas, meu bem, sabes bem
Sou o exagero em pessoa
Me perdoa?

De ti muito gosto
A vida sem ti, sentido nenhum teria
Beija-me a face
Fala-me das estrelas

Meu amor, a primavera chegou
Uma flor me encantou
É você, meu amor!

(Erica Ferro)



P.s: Poeminha mais besta, sô!
Bobinho, mas bem apaixonadinho.
Enfim, não postaria nada aqui hoje. Não tinha escrito nada, porém me veio aos dedos essas palavras que, pouco a pouco, se transformaram nesse poema meio sem pé nem cabeça, mas gostei.
É que eu sou assim às vezes, meio sem graça, meio sem jeito, meio sem sentido.
É uma boa mistura.
Aquela desorganização que havia em mim não resolveu, mas estou melhor e mais tranquila. Na verdade, a desorganização é uma coisa que sempre vai haver, por mais que eu tente organizar. Há mistérios e complicações em meu ser que eu nunca hei de desvendar e saber. Ou não, posso estar errada nessa minha teoria.
Um dia descubro, enfim, se tinha razão ou não.
Certo, comecei a devanear de novo.
"Pega a doida!" - alguém grita. (Risos)
Até mais, meus amigos!
Fiquem bem.

05/10/09

Não analisa não...

Não analisa não.
Era a palavra de ordem, espécie de lema que comandava o destino dos três, diante do qual nenhum obstáculo se sustinha. Acordo tácito, compromisso de honra: não analisar, porque do contrário surgiriam problemas, todos tinham seus problemas: esmiuçando motivos, prevendo conseqüências, nenhuma atitude seria possível, a vida perderia a graça.

(Trecho do livro O Encontro Marcado, Fernando Sabino)



Esse trecho do livro ficou guardado em minha memória. "Não analisa não."
É a pura verdade que, quando analisamos, refletimos, se vale a pena passar por uma situação ou não, se é arriscada, se irá nos prejudicar, o mais provável é que achemos milhões de empecilhos e de riscos.
Há coisas, obviamente, que precisamos analisar. Não dá pra fazer tudo no ímpeto, na sorte.
Porém não dá pra ficar analisando e planejando tudo, pois, como diz no livro, a vida perde a graça, as surpresas.

Por exemplo:
É feriado, o dia raiou e um lindo sol surgiu no céu. A sua casa está a maior bagunça, tudo para fazer. Seus amigos te ligam. "Vamos à praia?". Você não pode. E a casa, a bagunça, as louças na pia, a prova do vestibular que você irá fazer em breve? "Não analisa não".
A casa, a bagunça, as louças e tudo isso (o vestibular, dependendo da data dele e do quanto você tenha estudado, pode esperar...) podem esperar. Até porque são trabalhos que nunca se acabam, nunca terminam - e, convenhamos, não são muito prazerosos, não é?
Agora a nossa vida é única. Um dia não vivido com prazer e proveito, é um dia morto, um dia perdido.
Não digo que devemos viver desvairadamente e não fazer o que tem de ser feito também, mas abdicar de um dia de "convenções" para viver um dia de emoções vale a pena e não vai matar ninguém, certo?
É disso que falo.

"Não analisa não."
Não analisa os perigos ao ser cercado pelo amor. Invista, não resista, dê uma chance a ele. Se formos analisar, poderemos chegar a conclusão de que parte da humanidade não sabe amar, que só sabem iludir e enganar. Acabaremos não nos entregando e, talvez, perdendo uma chance de sermos felizes e amados (as).


Viver é um risco, mas não é uma predestinação aos acidentes. São apenas riscos.
Então, arrisque mais, viva com gosto e prazer!
Adicione doses de loucura à sua vida.

"Controlando a minha maluquez, misturada com minha lucidez."
Que exista um equilíbrio entre a nossa loucura e a nossa lucidez.
Que possamos sentir a brisa, ver o pôr-do-sol na beira da praia sem nos preocuparmos tanto com certas atividades infindáveis e que podem esperar.
Que possamos enlouquecer às vezes. Por que não?
Que entendamos que não analisar às vezes é bom.
Que podemos ver a graça da vida e sorrir de seus gracejos.

Só temos uma vida para viver e por que não aproveitar isso da melhor forma possível? Por que não esquecer das convenções, obrigações por algumas vezes?
Quebre as regras, de vez em quando.
Seja feliz sem medo!

"Não analisa não, coração!"

(Erica Ferro)



P.s: Oi, pessoas!
Tudo bem com vocês?
Olha só, hoje eu tinha muito, mas muito mesmo, pra falar aqui. Entretanto o dia foi muito corrido, não fiz nada que prestasse, mas voou e eu, simplesmente, me lamento por mais um dia deixado na memória (isso soou deprimente, eu sei...).
Enfim, não consigo organizar as ideias hoje.
Estou agoniada, revoltada, desesperada, estressada, atrapalhada...
É, não estou muito bem não. Não é tristeza, não é dor, é aquela fase que toda a mocinha-mulher passa. Os dias vermelhos, o choro sem razão, a agonia sem fundamento. Entenderam?
Quando eu estiver mais lúcida, venho aqui escrever coisas mais decentes.
O texto acima foi postado no Divã cor de rosa (blog coletivo que participo, como alguns sabem...), no dia 12/09/2009 (faz um tempinho...).
Enfim, espero que gostem do texto (que não é lá essas coisas, admito... é que não sei escrever direito mesmo, me perdoem...).
Ai, queria tanto ter falado algumas coisas que estão aqui pulando e se contorcendo dentro de mim, mas eu não consigo organizar...
A minha esperança é de, na próxima postagem, conseguir escrever e descrever parte do que se passa na minh'alma, na minha mente e no meu coração.
Fico por aqui, gente...
Grande abraço pra vocês.

02/10/09

Mude, molde, molde-se!

Mudanças: umas inesperadas e desconcertantes, outras opcionais e edificantes.

Sabem aquela música "Tudo muda o tempo todo no mundo...♫"? É a mais pura verdade.
Nada permanece igual por muito tempo. Agora é noite, daqui a algumas horas será dia.
E nesse dia, de muito sol (talvez até ironicamente ensolarado), uma pessoa queridíssima pra você subitamente morre. Você fica sem chão, se sente desolado e perdido. Como viver sem a tal pessoa, que era sua guia e companheira fiel?
A casa em que vocês moravam te lembra em todo o tempo ela, as roupas estão no guarda-roupa, o cheiro ainda está impregnado nas suas roupas de cama. E agora, o que se faz numa situação assim?

Você, depois de muito sofrer, resolve se mudar de casa. Também resolve fazer algo útil e bom: doa as roupas e todos os pertences dela para uma instituição de caridade - se sente mais aliviado com isso. Não por se desfazer dos pertences de quem um dia conviveu com você e você amou intensamente (e ainda ama!), mas sim por saber que tudo aquilo servirá para alguém e não te lembrará sempre que a pessoa não está mais lá, junto a ti, não fisicamente - pois, no fundo do teu coração, sempre estará presente.
Enfim, você mudou para não sofrer, mudou para se sentir mais aliviado e mais liberto de lembranças esmagadoras, aquelas que fazem mal, no fundo. Nesse caso, a mudança foi necessária, foi uma decisão, um posicionamento diante do sofrimento da perda.

E aquelas mudanças radicais no visual, que arrancam "Nossas" e "Caraca! Você ficou doido(a)!"?

Com certeza, de um dia para o outro mudar da água para a smirnoff ice choca. Que choque!
Por que se reprimir, por que maquiar o que se é o que se quer por medo do que as pessoas podem pensar ou falar? O que importa mesmo é que a pessoa que decida mudar totalmente não fira seus valores, não seja desonesta com ela própria.

E o que falar quando alguém diz: "Nossa, quando eu te conheci, você não era assim. Não tinha essas ideias tão... tão filosóficas, tão inquietantes..."?

Nada difícil. Apenas diga: "Querido(a), eu evolui. Eu cresci, aprendi com os erros e agora encaro a vida de maneira mais madura. Busquei sabedoria tendo um encontro comigo mesma. Observo o mundo e seus acontecimentos, as pessoas e seus comportamentos - com isso, cresço, expando a minha visão e meu entender."
Na certa, ele ficará sem fala ou sem reação, ou não. Talvez ele fale qualquer coisa, mas só é rebater com inteligência e muito jogo de cintura, que ele desiste da discussão (haha!).
É que as pessoas se surpreendem ao ver aquela pessoa bobinha e sempre submissa se rebelar e se mostrar como sempre quis ser: uma revolucionária, uma defensora de seus direitos e ideias.
Assim que tem ser, nunca se submeter às ideias e às imposições alheias, a não ser que se esteja, de fato, errado e não se tenha o dinheiro de reclamar nada. Por isso, sejamos sinceros e honestos ao defender algo, falemos do que sabemos realmente, para não passarmos por tolos.
Para simplificar e concluir tudo o que eu disse e o que eu queria dizer, mas ainda não disse:
As mudanças, sejam elas impostas pela sociedade ou pelo destino, exigem força e coragem para se adaptar a nova realidade, que pode não ser muito boa, mas será pior se não souber lidar e contornar a situação. Lembrar sempre: tudo é posicionamento diante da situação.
Mudar, voluntariamente, exige desprendimento. Quando se muda, se deixa para trás o que um dia foi. Se renova e se recria. Esse tipo de mudança exige, também, coragem e força para saber conviver e rebater as críticas que certamente irão surgir.
Costumo dizer que mudar molda ou desmolda. Quem quer melhorar, crescer como pessoa, escolhe se moldar. A nossa vida, às vezes, desmorona, se desmolda, mas nós é que temos o poder de moldá-la novamente, de deixá-la como será melhor e mais prazeroso para nós.
Portanto, mude.
Mude sempre que achar necessário. Molde a sua vida, molde a si mesmo. Transforme o que achar que precisa ser transformado. Vista-se como se sente melhor - não dê importância para os olhos "chocados" e reprovadores, pois eles não sabem o quanto você se sente bem sendo você mesmo(a).
Mude a música do seu mp(3,4,5,6...). Vá de bossa nova a rock and roll.
Mude a cor da parede do seu quarto. Vá de branco a rosa choque (e sem medo de ser feliz, de ser você!).

Simplesmente, mude! Mude e saiba conviver com as mudanças.

Mude, molde, molde-se!


(Erica Ferro)



Pauta para o Blorkutando.
Tema: Mudanças.

•••

P.s: Opa! Nunca mais tinha participado de uma edição do Blorkutando (quase que eu não participava dessa - falta de inspiração ou disposição, hehe!).
Enfim, mas dessa vez eu consegui escrever algo, ligeiramente, decente.
E aí, você gostaram, ficou legalzinha? Não vale me iludir, hein? (haha!)
Brincadeira! Sei que vocês são sinceros comigo e eu agradeço muito por isso.
Bem, queridos amigos, por hoje é só.
Ah, amanhã, sábado, tem postagem minha no Divã cor-de-rosa, não deixem de conferir, combinado?!
Gente, fiquei imensamente feliz quando saiu o resultado de quem sediaria as olimpíadas e paraolimpíadas de 2016. Será no Rio! (ninguém sabe, Erica! =P)
Mas de uma coisa vocês não sabem: que eu sou atleta paraolímpica, minha modalidade é a natação e que eu farei, desde já, tudo o que é necessário para fazer parte das paraolimpíadas de 2016! Será a minha grande chance. Chance de realizar o meu grande sonho, que é representar o Brasil em uma paraolimpíada. Imagina se, de quebra, ainda bato um recorde mundial (nem sonho alto, hein?).
É isso aí: Rio 2016, quero estar lá.
Que o Brasil trabalhe muito, para que podemos receber bem e honradamente tanto as olimpíadas como as paraolimpíadas (que é o que mais me interessa, hehe!).
A minha luta começa já, a do Brasil também.
Bom, a postagem de hoje fica por aqui.
Excelente fim de semana pra todos vocês, blogueiros!
Grande abraço com sabor de medalha de ouro e recorde mundial.