22 agosto 2013

Resenha: Proteja-me - Juliette Fay



Proteja-me
Juliette Fay
Novo Conceito
448 páginas
☺☺☺☺☺
Quatro meses após a morte do marido, Janie LaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela.
Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.
Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar.


Confesso que, assim que li a sinopse de Proteja-me, fiquei tentada a solicitá-lo à Novo Conceito. Não deu outra, sucumbi à curiosidade e pedi um exemplar pra ler e resenhar e um outro pra sortear. Além da sinopse, a seguinte frase estampada na capa do livro me intrigou: "Por que nos tornamos tão distantes quando mais precisamos de carinho?"
Janie LaMarche, após a morte do marido, em decorrência de um acidente de trânsito, entra num estado de desolação, raiva, desamparo e desencontro. 
As pessoas ao seu redor tentam, de todas as maneiras, ajudá-la no melhor e ao máximo que podem. No entanto, ela está cega pela dor cortante, pela saudade extremada do marido e desconcertada por não entender por que a vida, que numa hora pode estar tão tranquila e boa, dá uma virada brusca e negativa e nos vemos numa situação tão sofrida. Por bons tempos, ela permanece no buraco negro no qual caiu quando seu marido morreu. E sofre pela dor de perder o homem que ela amava e por pensar em seus dois filhos órfãos de pai. Um menino muito encantador, muito esperto e divertido de quatro anos, Dylan; e a bebê Carly. Dylan, obviamente, sente muito a falta do pai, mas pela idade, não tem as dimensões reais da perda. Ocasionalmente, é que ele sente a falta do pai e chora o maior choro que uma criança de quatro anos pode chorar. Carly é uma bebê, como disse anteriormente. No começo do livro, ela só tem meses de vida, logicamente não faz ideia do que está acontecendo ao seu redor. 
Da dor, Janie foi a ira e ao isolamento. Ignorou e se irritou com todas as investidas de seus amigos e familiares de a ajudarem a encontrar a paz e o caminho da tranquilidade. Tia Jude, a tia maluquinha e faladeira de Janie, tenta de tudo ajudá-la, tanto quanto a sua dor, como também em ficar e cuidar das crianças nos dias extremamente cinzas que Janie tem. Shelly, a vizinha riquíssima de Janie, que cuida de suas finanças e age meio que como uma mãe mandona com ela. Uma "mandona" positiva, claro, porque Shelly a impulsiona a sair de seus dias tristes. Comarc, primo de Janie, é outro por qual nos encantamos facilmente, por seu jeito bonachão e divertido. Barb, namorada de Comarc, com a qual Janie não se entende muito bem à princípio, tem lá suas virtudes por debaixo de suas roupas coloridas, seus acessórios estilo patricinha. Padre Jake, a pedido de Tia Jude, passa a visitar Janie semanalmente, numa tentativa de acalmar seu espírito e ajudá-la a achar a paz. Padre Jake é um personagem adorável e essencial na reconstrução da vida de Janie. Não deixemos de falar de Tug Malinowski. Como poderia deixar de falar dele, Tug, o empreiteiro, que bate na porta de Janie num dia qualquer, no qual ela está num dos dias mais raivosos e depressivos do seu ano cruel, e diz que o marido de Janie, Robby, antes de morrer, tinha providenciado a construção de uma varanda? Um último presente de Robby? Claro que Janie tinha que aceitar. Há outros personagens que tornam a estória muito gostosa de ser lida, mas como não lembro agora de todos os nomes, ficaremos apenas com esses nomes que disse anteriormente, combinado?
Sou uma leitora sincera, o começo da leitura foi meio arrastada, não sei se porque estava com muita coisa na cabeça, pensando em outras coisas e fazendo mil e uma coisas, ou se de fato o início é mesmo meio lento. Mas, lá para o meio, o livro se torna extremamente irresistível e o que eu quis foi ler mais e mais e mais, como se não houvesse amanhã.
Tive uma relação de amor e ódio com Janie, mas logo a perdoava por qualquer coisa ríspida ou tosca que ela fazia, porque ela é humana e estava tão machucada, que muitas vezes perdia a dose certa, o jeito certo de dizer e fazer as coisas.
Torci por algumas situações que não aconteceram, mas tudo bem. O livro me convenceu, do desenrolar até o final. Foi lindo ver o desenrolar da estória de Janie LaMarche, seus parentes e amigos. 
A grande sacada do livro é justamente que a vida é mesmo efêmera, que o que importa é o que fazemos dela no presente. A vida é uma série de quedas e de levantes. Cair é algo natural da vida e se levantar requer força, muita força, mas é algo essencial pra continuar desfrutando das coisas lindas que a vida pode nos oferecer ao longo da estrada, na maioria das vezes desnivelada. 
Seguir adiante, é isso que devemos fazer, aconteça o que acontecer. 
O tema do livro pode até ser um pouco pesado de início, mas, acredite em mim, ao passar das páginas, as coisas vão ficando cada vez mais suaves e quando nos damos conta, estamos sorrindo, gargalhando e até mesmo sentindo nossos olhos brilharem com certas cenas. Juliette Fay fez um ótimo trabalho com Proteja-me. Entrou para a lista dos meus favoritos.
A quem indico? A quem gosta de uma leitura repleta de emoções fortes, com pitadas de romance na medida certa e que passa uma mensagem super positiva ao final dela.


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Book Trailer:



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Hello, pessoas!
Finalmente postei a resenha de Proteja-me, hein?! Gente do céu, procrastinei muito, mas está aqui. O que eu queria fazer agora? Lançar, finalmente, mas finalmente mesmo, o sorteio do livro. Porém, não posso ainda, por causa disso aqui. A Novo Conceito está fazendo uma política de parceria pra se encaixar nessa lei. Ela pediu que os parceiros aguardassem as novas coordenadas. Estou aguardando. Assim que ela lançar essa nova política, sortearei aqui Proteja-me e muitos outros livros da editora.
Fiquem ligadinhos!
(...)
Curtam a fan page e sigam no Twitter.
(...)
Um abraço da @ericona.

13 comentários:

  1. Ai, fiquei com tanta vontade de ler.
    Adoro livros e histórias que faz a gente repensar no que fazemos com nossos dias. O presente não tem esse nome à toa né?

    Beijos.

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  2. PQP! Primeiramente pra frase destacada, realmente é assim, quando a raiva toda conta ficamos cegos a qualquer tipo de carinho e aproximação. E nessa situação é mais normal ainda.
    Ah eu quero esse livro, me dá? uhsuhsushus
    E um pqp pra resenha, você faz isso bem chata! rs


    Beijos ( to desbocada hoje) uhsushuhsu

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  3. Já vou anotar para procurar esse livro. Gostei da temática e da história. Que capa mais linda, né? Beijos.

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  4. Estava com um pouco de receio de ler esse livro depois de ver uma resenha muito negativa. Fiquei com um pé atrás porque ele veio trocado, eu ganhei o "Uma questão de confiança" e me surpreendi ao ver o Proteja-me. Fico tão aliviada em ver sua resenha, porque a gente vê que as opiniões divergem e que significa que o livro pode me agradar. A história dele me chama atenção desde o início, acompanhar essa mudança brusca na vida de Janie deve ser reflexivo. Só não sei quando irei ler. :)
    Abraços,
    Raquel - Viajando com Livros.

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  5. a temática não é nova. mas chamou atenção. eu julgaria como um livro cristão pelo título.
    {Emilie Escreve}

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  6. Oi Erica, eu também solicitei esse livro a NC depois de ficar bastante curiosa com a sinopse. Ainda não tive a chance de ler e ando lendo tanto livro de drama que resolvi dar um tempo desse gênero por enquanto.
    De qualquer forma, parece ser um livro bastante interessante e sua resenha só aumentou ainda mais minha curiosidade.

    Beijos
    Caline - Mundo de Papel

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  7. Érica adorei a resenha, parece mesmo um livro que traz um lema, um tema de vida, mostrando algo que a gente não espera, gostei em ao falar da Janie você tem raiva as vezes de algumas atitudes dela, sei como é isso, já li livros com sensação parecida pela personagem principal, eu adorei a resenha e me deixou curiosa e fascinada pelo livro :* beijinhos amiga

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  8. olá Érica li esse livro, como vc mesma aponta a leitura é agradavel, possibilita várias reflexões e mostra que mesmo em situações dificeis não estamos sozinhos!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

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  9. É a primeira resenha do livro que leio e me surpreendi. Confesso que na época do lançamento dele, ele não me chamou a atenção, acho que foi pela capa. Não sou do drama, mas depois da sua resenha, daria uma chance para o livro.

    Bjs, @dnisin
    www.seja-cult.com

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  10. Nunca tinha ouvido falar desse livro. Acredito que, a maioria das pessoas não desejam um livro assim em sua estante (porque sim, capas bonitas e histórias fantásticas vendem mais).
    Confesso que no começo pensei que não iria gostar da estória, mas fiquei com vontade de ler, porque sempre precisamos nos superar.
    Não sei porque, mas me lembrou PS: Eu te amo.

    Beijos
    www.procurei-em-sonhos.com

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  11. Outro dia eu estava em uma livraria daqui da cidade e me deu vontade de ler esse livro apenas pelo subtítulo: "Porque nos tornamos tão distantes quando mais precisamos de carinho?"

    Ainda quero lê-lo.

    Beijos

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  12. Ah...esse é um livro com tema forte, mas que queroo muitooo ler! Ansiosa para matar a vontade.^^
    Beijos!
    Paloma Viricio-Jornalismo na Alma.

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  13. Olá.
    Eu não me interessei muito por esse livro, sei lá, não fui com a cara dele UAHSUAHS Mas que bom que você gostou tanto :) É difícil mesmo se concentrar na leitura quando tem mil e uma coisas na cabeça. Boa resenha.

    Beijos, Vanessa.
    This Adorable Thing

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Fico feliz que tenha visitado o Sacudindo Palavras! Sempre que sentir saudade, volte. Será muito bem-vindo (a).

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