13 fevereiro 2016

Desejos #3

Olá, pessoas queridas! Como estão? E o carnaval, foi tri louco ou tranquilo?
Eu estou bem, curtindo um sábado de muita preguiça, penúltimo dia de descanso desse longo feriado de carnaval.

Eu amo livros, quem me conhece sabe disso. No entanto, há um tempo que estou meio impossibilitada de adquirir livros, por meio de compra, permuta ou em forma de presente. O motivo é que não há mais espaço na minha estante de livros. Depois de uns tempos sendo parceria de uma editora bacaninha, minha estante ficou lotadíssima. Alguns livros são ótimos e eu não quero abrir mão deles. Outros eu ainda não li, mas pretendo ler, então não posso dar adeus. E, por fim, há os que não eu li e não tenho interesse em ler, e por isso pretendo passá-los adiante. Só assim terei espaço pra obter livros que são do meu interesse e que até então não podia por não haver mais espaço pra guardá-los. Em breve, pretendo separar os livros e, finalmente, doá-los. Afinal, um livro que pode não ter me cativado, pode, facilmente, cativar outro alguém. Acredito piamente todos que podem vir a ser leitores. Basta, apenas, encontrar o livro que desperte interesse e devorar como se não houvesse amanhã. 

Dentre muitos livros que quero ter, listarei aqui, abaixo, alguns títulos de editoras que respeito e gosto bastante do trabalho:

Título: O cinema de meus olhos
Autoria: Vinicius de Morais
Organização: Carlos Augusto Calil
Páginas: 512
Gênero: Literatura Nacional / Cinema
Lançamento: 08/12/2015
Editora: Companhia das Letras

Sinopse: Vinicius de Moraes amava o cinema. Mantinha o hábito de frequentar a sala escura, escrevia críticas e comentários, acompanhava as mudanças - tecnológicas e estéticas - da sétima arte. Essa convivência com filmes aumentou bastante quando, no final da década de 1940, o então jovem diplomata foi servir no consulado geral do Brasil em Los Angeles. Nameca do cinema, pôde conviver com estrelas como Orson Welles e Carmen Miranda, entre outras. Esta edição, organizada pelo crítico Carlos Augusto Calil, traz novos textos de Vinicius de Moraes sobre o cinema, seus grandes diretores, as grandes estrelas. Líricos, por vezes críticos, sempre muito bem-informados, os escritos cinematográficos do grande poeta brasileiro continuam um convite ao prazer das telas e das páginas.


Por quê? Porque eu amo as canções e as poesias de Vinicius de Moraes, e há pouco tempo brotou em mim o desejo de saber mais sobre cinema. Quero, um dia, poder dizer que entendo de cinema - pelo menos um pouquinho. Será uma experiência muito prazerosa ver o cinema pelos olhos do Poetinha.


Título: Mulheres de Cinzas #1
Autoria: Mia Couto
Páginas: 344
Gênero: Literatura Estrangeira / Romance Histórico
Lançamento: 16/11/2015
Editora: Companhia das Letras

Sinopse: Primeiro livro da trilogia As Areias do Imperador, Mulheres de cinzas é um romance histórico sobre a época em que o sul de Moçambique era governado por Ngungunyane (ou Gungunhane, como ficou conhecido pelos portugueses), o último dos líderes do Estado de Gaza - segundo maior império no continente comandado por um africano.
Em fins do século XIX, o sargento português Germano de Melo foi enviado ao vilarejo de Nkokolani para a batalha contra o imperador que ameaçava o domínio colonial. Ali o militar encontra Imani, uma garota de quinze anos que aprendeu a língua dos europeus e será sua intérprete. Ela pertence à tribo dos VaChopi, uma das poucas que ousou se opor à invasão de Ngungunyane. Mas, enquanto um de seus irmãos lutava pela Coroa de Portugal, o outro se unia ao exército dos guerreiros do imperador africano.
O envolvimento entre Germano e Imani passa a ser cada vez maior, malgrado todas as diferenças entre seus mundos. Porém, ela sabe que num país assombrado pela guerra dos homens, a única saída para uma mulher é passar despercebida, como se fosse feita de sombras ou de cinzas.
Ao unir sua prosa lírica característica a uma extensa pesquisa histórica, Mia Couto construiu um romance belo e vívido, narrado alternadamente entre a voz da jovem africana e as cartas escritas pelo sargento português.
“Um romance notável, de grande força expressiva.” - Milton Hatoum

Por quê? Porque o lirismo e as reflexões causadas pela literatura de Mia Couto são verdadeiros bálsamos para mente e para o coração. Me encantei por Mia quando li O Fio das Missangas, coletânea contendo 29 tocantes contos. Tenho certeza que esse livro é ótimo, pelo fato de ser de autoria de Mia, bem como por se tratar de um romance histórico. Eu amo romances históricos!


Título: Uma História de Solidão
Autoria: John Boyne
Páginas: 416
Gênero: Literatura Estrangeira / Ficção
Lançamento: 15/01/2016
Editora: Companhia das Letras
Sinopse: Odran Yates era um garoto tímido nascido na Irlanda dos anos 1950. O país tinha uma longa tradição católica, e as leis da Igreja moldavam a sociedade com rigor claustrofóbico. Filho de um pai alcoólatra, que morreu com a certeza de que era um grande ator, e de uma mãe que abandonara a carreira de aeromoça para cuidar da família, Odran abraçou o caminho eclesiástico como único destino possível.
Primogênito de um lar disfuncional, que se tornou sufocante após uma tragédia familiar, Odran obedece à mãe e vai estudar em um seminário, onde conhece Tom Cardle, de quem se torna amigo. Ao contrário de Odran, tímido, inocente e reservado, Tom era irritadiço e rebelde. Não fossem os maus-tratos constantes do pai, ele nunca teria nem sequer passado em frente a uma igreja. Já Odran concluiria mais tarde que o sacerdócio era realmente adequado à sua personalidade.
Antes de se formar e ainda muito jovem, Odran fora designado para uma missão no Vaticano: caberia a ele servir pontualmente o café da manhã e o leite noturno do sumo pontífice - durante um ano, sete dias por semana -, incumbência que cumpriu com o rigor e o silêncio de “um fantasma”, como descreveria.
Da ingenuidade dos primeiros anos de colégio à descoberta dos segredos mais bem guardados da Igreja, o padre Odran Yates descreve uma Irlanda repleta de contradições e ódio por trás de um projeto social baseado nos bons costumes. Vive a decadência de seu ofício, que, diante de tantas denúncias de abuso sexual, passa a ser visto com desconfiança.
Mais do que lidar com a vida sofrida daqueles que ama e as implicações políticas de seu trabalho, o padre Yates tenta fazer um acerto de contas com a própria consciência, depois de ter sido convencido de que era inocente demais para entender o que ocorria ao seu redor.

Por quê? John Boyne é um escritor estrangeiro que há muito tempo vem me chamando a atenção. Ainda não conheço a sua escrita, mas absolutamente todas as resenhas e sinopses que leio acerca de seus livros são sempre incríveis, intrigantes e convidativas. Faz muito tempo que eu quero mergulhar em um dos romances de Boyne, que, segundo a maioria dos que o conhece, são densos, repletos de sentimentos e reflexões extremamente válidas. Essa temática, então, me interessou pelo fato de eu ter minhas curiosidades e críticas em relação aos dogmas e costumes da igreja católica. Penso que pode ser uma leitura bastante satisfatória.


Título: O Nadador
Autoria: Joakim Zander
Páginas: 320
Gênero: Literatura Estrangeira / Ficção
Lançamento: 22/01/2016
Editora: Intrínseca
Sinopse: Damasco, Síria, início dos anos 1980. Um agente secreto norte-americano abandona a filha recém-nascida em meio a um bombardeio, entregando-a a um destino incerto. A incapacidade de se perdoar o faz fugir do passado, levando-o ao Líbano, ao Afeganistão, ao Iraque - a qualquer lugar onde o perigo e a tensão o permitam esquecer seu erro.
Klara Walldéen foi criada pelos avós em uma ilha remota na Suécia. Assessora em início de carreira no Parlamento Europeu, em Bruxelas, ainda está aprendendo a navegar pelo ardiloso mundo da política quando acessa informações que não deveria, e se torna alvo de uma perigosa perseguição pela Europa. Apenas o ex-agente secreto poderá salvá-la. Mas, para isso, os dois precisarão revelar quem são. E o tempo está se esgotando.
Alternando habilmente entre passado e presente, entre Suécia, Síria e Estados Unidos, Joakim Zander tece uma rede de intrigas e suspense em um estilo sofisticado e descritivo que transformou O nadador em um estrondoso sucesso.

Por quê? Recentemente uma amiga querida compartilhou um post-divulgação da Intrínseca na minha linha do tempo no Facebook. Tratava-se de um trecho do livro O Nadador, de Joakim Zander. Desconhecia o título e o autor, até então. Pois bem, transcrevarei aqui: "Nadar mantém a culpa longe de mim. A repetição e o hábito a mantêm longe de mim. Na água, estou temporariamente seguro. Assim que paro, ouço o som da ignição do carro, vejo a imagem de uma criança muito pequena sob cacos de vidro, pedaços de concreto."
A maioria que me lê sabe que eu sou fissurada por natação, é tanto que sou nadadora paralímpica e nado cinco vezes por semana pra alimentar a minha paixão. Quando li esse trecho, senti empatia. Fiquei curiosa em saber do quê, ou de quem, o personagem vive a fugir. A estória que Joakim criou, segundo a Intrínseca, é um Thriller de tirar o fôlego. Poderia deixar de desejar esse livro? Não!


Título: A Arte do Descaso
Autoria: Cristina Tardáguila     
Páginas: 192
Gênero: Literatura Nacional / Não Ficção
Lançamento: 31/01/2016
Sinopse: Em pleno Carnaval, quatro homens invadiram o Museu da Chácara do Céu, no bairro de Santa Teresa no Rio de Janeiro, e roubaram cinco obras de arte: um Dalí, um Matisse, um Monet e dois Picassos, cujo valor estimado, na época, ultrapassava 10 milhões de dólares. Naquela tarde de 24 de fevereiro de 2006, os ladrões, de posse de uma granada, renderam os três seguranças, desligaram o sistema de câmeras de vigilância e fizeram nove reféns. Um dos invasores subiu em um móvel histórico para, com uma faca, cortar os fios de náilon que seguravam um dos quadros. Meia hora depois, saíram pela mata para nunca mais serem vistos. Até hoje se trata do maior roubo de arte do Brasil e do oitavo do mundo.
Decidida a desvendar o mistério, a jornalista Cristina Tardáguila chegou a se colocar em situações de risco a fim de encontrar respostas. Em sua jornada, ela viajou para a Europa e mergulhou no mundo obscuro dos crimes de arte. A partir de meticulosa apuração dos eventos, muito maior do que a da própria polícia, a autora produziu uma narrativa vibrante, cheia de reviravoltas dignas de um thriller, construída apenas com fatos.

Por quê? Sabe quando batemos os olhos numa sinopse e soltamos um animado "Esse livro parece ótimo! Quero!"? Foi o que aconteceu comigo quando li a sinopse desse livro de não-ficção da Cristina Tardáguila . Não conhecia a autora nem os seus trabalhos como jornalista e repórter, mas essa sinopse foi o suficiente pra me fazer querer conhecê-la. Tardáguila me pareceu ser como os jornalistas e repórteres que tanto admiro: destemidos e que se jogam em uma investigação para buscar todas as respostas que brotam em suas mentes criativas e inteligentes. Claro que preciso conhecer esse trabalho da Cristina!

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Por hoje, é só, coisas lindas!
Essa foi a minha pequena lista de desejos literários. Quem quiser me fazer feliz contribuindo para aquisição desses lindos livros, favor enviar um e-mail para sacudindopalavras@live.com e eu passo as instruções sobre como me mandar presentes. Como devem ter percebido, não há timidez em mim quando se trata de adquirir livros. Sinto muito prazer em trocar, comprar e ganhar livros! Sobretudo, ganhar! (risos)
Um grande abraço.
Hasta la vista!  
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Fan Page Sacudindo PalavrasTwitter Sacudindo PalavrasFan Page Atleta Erica FerroTwitter Erica Ferro

26 comentários:

  1. Não conheço nenhum destes livros, mas as sinopses estão bem interessantes! Gostei da sua listinha!
    Abraços

    Marina Carla- Devaneios e Desvarios

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  2. E quem não gosta, né? haha
    Há uns anos atrás participava muito de sorteios de livros, lembrei agora de quando ganhei O Pequeno Príncipe de ti e das gurias, melhor livro que li, muito amor.

    Beijos
    Mundo de Nati

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  3. Olá, Erica.
    Eu estou tentando não comprar mais nada hehe. Minha estante também está lotada. Desses que você deseja, o que eu mais quero ler é o livro do John Boyne, que adoro os livros dele.

    Blog Prefácio

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  4. Oi, Erica! Tudo bem? Quero muito ler "O Nadador", pois a premissa do livro é ótima e o gênero é um dos meus preferidos. Todos esses da Companhia das Letras parecem ser ótimos. Adorei o post! :)

    Abraço

    http://tonylucasblog.blogspot.com.br/

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    1. É um dos meus gêneros favoritos também, Tony. E a Companhia é mesmo ótima!

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  5. Oi Erica, tudo bem?
    Super entendo o seu conflito: eu tenho livros até na sala e no móvel da entrada da casa hahaha! Realmente não sei mais onde encaixar nada. Por isso, nem olho mais sites como Submarino e afins, sabe? Pra não cair em tentação. =P Exceto livros muito especiais (como edições de colecionador de Harry Potter), eu tenho evitado fazer novas aquisições. Mas, da sua lista, John Boyne me chamou a atenção. Também já vi comentários positivos sobre o autor!
    Beijos queridona,

    Priscilla
    Infinitas Vidas

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    1. Hahaha! Eita, a situação tá braba, hein? Precisamos de uma casa pra morar e outra pra guardar nossos livros. =P

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  6. Oi Erica, tudo bem ?
    Só livros bons em sua lista de desejados ein.
    Eu não posso comprar mais nada :((
    Já comprei um monte só no começo do mês.

    Beijos
    @saymybook
    http://saymybook.blogspot.com.br/

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    1. Ai, que delícia que é comprar um monte de livros, né?! :D

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  7. Oie Erica =)

    Da sua lista de desejos também quero muito ler o Uma História de Solidão.
    Adoro as histórias do John Boyne e essa pela premissa parece ser outra que vai me emocionar bastante ^^

    Beijos;***

    Ane Reis.
    mydearlibrary | Livros, divagações e outras histórias...
    @mydearlibrary

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    1. Sim, acho que é uma estória bem tocante. Li algumas matérias sobre o livro e soube que há umas partes bem autobiográficas no livro.

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  8. Oi, Erica, tudo bem?

    Sei bem como é o problema de falta de espaço. E olha que nem tenho estante. Tenho prateleiras. Quando uma vai enchendo meu pai vá lá e coloca outra pra mim, mas muito em breve não terei mais parede pra tanta prateleira! hahaha
    Meu quarto é pequeno, não cabe uma estante...só quando eu tiver minha casa mesmo.

    Sobre seus desejos, também quero muito Uma História de Solidão. O tema é delicado e a sinopse é bem interessante.

    Beijo
    - Tamires
    Blog Meu Epílogo | Instagram | Facebook

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    1. Acho que todos os viciados em livros passam por isso de falta de espaço na estante (ou prateleiras), né? Ô dureza!

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  9. Bela lista de desejos, a minha só faz crescer kkkk. É ótima a ideia de doar os livros. Já adicionei alguns seus a minha lista.

    Beijos,
    Ny
    Blog Não Vivo Sem Livros

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    1. Doar livros é tudo de bom! Preciso praticar mais isso. :*

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  10. Oi, Erica!
    Adorei seus livros desejados, percebi logo que você tem um ótimo gosto e super simpatizei com suas escolhas.
    Boas leituras!
    apenasumaleitura.blogspot.com

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    1. Hahaha! Obrigada pelo elogio. Acho que faço boas escolhas literárias mesmo. :*

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  11. Eu sou louca pra ler qualquer livro escritor pelo Mia Couto de tão bem que eu escuto as pessoas falando. A sinopse de Mulheres de Cinza me chamou atenção, vamos ver se agora vai rs. Muito legal seus desejados.
    Instante Efêmero
    Beijos

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    1. Ah, Mia é lindo demais! Eu amei o primeiro contato que tive com ele. Creio que você vai gostar muito também.

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  12. Eu também adoro o mundo literário. De todos que tu citaste, não li nenhum (rs). Contudo, há dois que eu quero ler muito dessa lista: "mulheres de cinzas" e "uma história de solidão". Gosto desse tipo de postagem. Beijinhos.

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    1. Poetisa, se chegar a lê-los, me diz o que achou. :*

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  13. Olá,
    seu post está tão incrível que coloquei 3 livros na minha lista de desejados, tudo por causa dele, sério. Adorei mesmo e já quero O Cinema dos meus olhos porque sim!
    Beijos.
    Nasci Gabriela - www.nascigabriela.com.br

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    1. Hahaha! Que bom, significa que escolhi poucos, mas bons livros.
      Beijo, queridona.

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Fico feliz que tenha visitado o Sacudindo Palavras! Sempre que sentir saudade, volte. Será muito bem-vindo (a).

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