14 novembro 2013

Resenha: Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido - Deb Caletti



Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido
Deb Caletti

Novo Conceito
240 páginas

☺☺☺
É verão no nordeste da cidade de Nine Mile Falls e Ruby McQueen, de 16 anos, comumente conhecida como A Garota Calada, está saindo com o maravilhoso, rico e louco por emoções Travis Becker. No entanto, Ruby está num beco sem saída e percebe que se arrisca cada vez mais quando está com Travis. Em um esforço para manter Ruby ocupada, sua mãe, Ann, a arrasta para o clube de leitura semanal que ela comanda. Quando descobrem que uma das criadoras do clube é a protagonista de uma trágica história de amor que estão lendo, Ann e Ruby planejam um encontro dos amantes de longa data. Contudo, para Ruby essa missão acaba sendo muito mais do que apenas uma viagem...


Há certo tempo li uma resenha de um livro da Deb Caletti. A resenha não era muito positiva. A resenhista apontou que o enredo, a estória em si, era mal bolada, que a protagonista era um tanto intragável etc. Como eu sou uma pessoa curiosa e que paga pra ver se uma coisa é mesmo o que dizem que é, eu solicitei Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido. Não é o mesmo livro sobre o qual focava a resenha que citei anteriormente, mas é da mesma escritora.
Confesso que até um pouco mais da metade do livro, eu estava um bocado desgostosa com a trama, principalmente com os acontecimentos nos quais a protagonista, insanamente, se envolvia.
Ruby quis ousar num determinado verão, ser mais destemida, viver nos limites, sentir a vida pulsando nas veias e encontrou a chance na motocicleta de Travis e no próprio Travis. Porém, nota-se que esse desejo de Ruby de ser diferente nada mais era uma maneira de querer ser aceita e menos ridicularizada por todos os seus colegas que só conheciam a Ruby desastrada e estranha (como ela mesmo se denomina no livro). Algo que se deve levar em conta é que Travis apareceu na vida de Ruby num momento em que ela estava fragilizada e querendo ficar longe de casa, por causa da desilusão amorosa na qual sua mãe estava mergulhada.
O casal formado por Ruby e Travis não me convenceu. Nem toda a loucura de Travis explicaria o modo abrupto e sem sentido com o qual ele se ligou a Ruby (e, claro, Ruby a ele). Algumas aventuras doidas dos dois realmente eram alucinantes, mas outras eram sem nexo. A relação dos dois era baseada e praticamente resumida em se aventurar adoidado por aí. Ruby não sabia quem era Travis nem Travis sabia quem era Ruby. Nem superficialmente pode-se dizer que eles se conheciam. O relacionamento deles era louco e apenas louco. Por isso, não me cativou, não me ganhou e eu não consegui gostar nem um pouco deles juntos.
A união de Ruby e Travis é desastrosa. Numa dessas aventuras, a mais ousada de Ruby, ela cai em si e vê que, apesar de sentir vontade de ver Travis e se aventurar com ele pelas estradas loucas da vida, ele é um mau caráter e que ficar perto dele poderia ser muito perigoso, quase mortal.
Os personagens e acontecimentos secundários são fabulosos. Pra lá do meio do livro, a coisa fica realmente boa e o leitor passa a se deliciar com um grupo de leitura das velhinhas (e um velhinho intrometido ~risos~) mais queridas do planeta. Eu realmente gostei das Rainhas das Caçarolas. Foram elas que salvaram o livro. A mãe de Ruby lidera o clube de leitura das velhinhas danadas, mas adoráveis.
Ruby, depois de traçar a meta "preciso me manter longe do Travis" (não sem ajuda, claro, porque os que a amam são quem faz com que ela seja fiel a meta...), passa a ir aos encontros das Rainhas das Caçarolas. É nesse clube que ela aprenderá coisas valiosas não sobre si mesma como também sobre o amor, mas, sobretudo, em relação a vida.
Ruby e integrantes do clube de leitura descobrem que um dos integrantes do clube é o amor da vida do escritor do livro que eles debateram. Estando convictos disso, tornaram o reencontro possível. 
Eu já disse que essa é a parte mais linda do livro? Se eu não disse, consta aqui: é a parte mais linda do livro.
Linda, emocionante e faz pensar. Será mesmo que nós, reles mortais, somos capazes de amar de modo atemporal? Ou nós só somos capazes de amar fugazmente? Eu prefiro acreditar em Lilian e Charles, o casal de velhinhos que se encontram e se separaram muitas vezes quando jovens. E, no final da vida, se reencontraram para selar e certificar que o amor dos dois atravessou décadas e que seria capaz de perdurar por toda a eternidade.
Eu consegui me conectar com todos os personagens, menos Travis, porque, pra mim, ele não fez nenhum sentido, a não ser a de ser um louco totalmente incompreensível. 
Chip Jr, o irmão de Ruby, é espantosamente genial. Não é uma criança genial que fala como adulto, é uma criança genial que fala como criança genial. Um prodígio, eu diria. Ruby e sua mãe aparecem um tanto imaturas até a metade do livro. Gradativamente, elas evoluem, amadurecem e passam a ver a vida como ela é. Aceitam o que não foi e o que não pode ser e seguem em frente. Poe, o cachorrinho de Chip e Ruby, é uma figura. Não sei se já disse aqui, mas não sou muito aficionada por animais de estimação, porém confesso que Poe conseguiu me fazer rir com suas loucurinhas caninas.
A diagramação do livro é simples, mas o início dos capítulos é charmoso. Gostei da capa em tons de verde, vermelho e branco. Ah, e gostei também do detalhe que passa quase batido da capa, que é uma espécie de ramo de flores que se deixa notar quando a capa é colocada contra a luz.
Meu Amor, Meu Bem, Meu Querido é um livro para ser lido sem pretensão. Não aconselho que o leitor coloque expectativas altas, aliás, que não coloque nenhuma, nele. É mais um livro que tem um desfecho bacana, mas que, por sua parte inicial ser um tanto maluca, não fazer o sentido necessário e não ser muito capaz de prender o leitor, não merece ganhar mais do que três carinhas felizes. O público-alvo, creio eu, seja mais o público teen. Porém, se vocês forem um tanto velhos, tipo eu (23 anos), não se acanhem. Vocês não se sentirão ridículos ao ler esse livro. Pelo contrário, vão fazer uma viagem no tempo, lembrar da adolescência, de quem vocês eram quando eram mais joviais. 

• • •
Book Trailer:

• • •
Opa, opa, opa! Demorei a postar, confesso. Não foi por falta de vontade, mas sim por falta de tempo. Pelo menos desde segunda a minha vida anda um tanto corrida, mas parei um pouquinho hoje pra postar essa resenha aqui.
Espero que tenham gostado, pelo menos da maneira com a qual foi escrita. Quero saber se estou mandando bem nesse negócio de resenhar (risos).
Quero pedir uma coisa a vocês, além de curtirem a fan page do Sacudindo e seguirem o blog no Twitter.
É o seguinte: O Sacudindo Palavras está concorrendo ao prêmio TopBlog 2013 na categoria variedades. Gostaria que clicassem aqui e descobrissem como faz pra votar no Sacudindo Palavras. Conto com o voto de todos os leitores do Sacudindo, hein?!
(...)
Apareço por aqui tão logo for possível.
(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta!

10 comentários:

  1. confesso que nesse livro só o que em encantou foi o clube das caçarolas!
    http://felicidadeemlivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  2. Bah, quando vi o livro já sabia que a estória era mais teen, por isso tô enrolando um pouco para lê-lo.rs Mas de vez em quando é bom uma leitura mais leve sem pretensão nenhuma ;}

    Beijos

    ResponderExcluir
  3. É simples e curioso ao mesmo tempo... Às vezes é bom ler algo assim...

    ResponderExcluir
  4. Nossa deve ser muito MARAVILHOSO!!Está na minha lista já.
    Parabéns pelo lindo blog!!

    www.sagadebeleza.com.br
    www.youtube.com/sagadebeleza (se inscreva!!)

    ResponderExcluir
  5. Só as Caçarolas que salvaram mesmo, eita livrinho chato!!
    Achei o outro livro da Deb mais aturável hehehe
    Bjuxxxx

    ResponderExcluir
  6. Oi querida! Sinta-se a vontade pra voltar quando quiser, hein? Antes você aparecia sempre, mas confesso que eu postava mais vezes também!

    Aqui tá tão corrido.... ):


    Desejo sucesso na disputa do top blog!

    Um beijo

    ResponderExcluir
  7. Oie :D

    Eu tenho um pé atras com essa escritora, assim como voce já vi diversas resenhas falando mal de seus livros e não sei quando darei uma oportunidade a alguma obra dela, talvez possa até a ser com esse livro, já que o final é melhor que o começo.. Nossa você é muito velha mesmo, hein?! kkk imagina eu com 24 anos ?? sou o que? uma anciã? Olha la o que vai responder, hein rs


    Beijus

    Renata Sara

    http://amordelivros.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  8. Pareceu muito clichezinho o livro.
    Não me atraiu não. Pelo nome já não gostei. Mas não devemos julgar o livro pela capa, né, rs.

    M&N | Desbrava(dores) de Livros

    ResponderExcluir
  9. AMEI sua resenha.
    Confesso que também não gostei do Travis, mas fiquei tão apaixonada pelas Rainhas Caçarolas!!
    Quando eu ficar velhinha quero ter uma turminha assim.

    Bjkas

    Lelê Tapias
    http://topensandoemler.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  10. Eu acho que ninguém é velho aos 23 anos, embora algumas pessoas sejam velhas desde o dia do nascimento kkk... Eu gosto muito de livros para serem lidos sem pretensão e de histórias nas quais jovens convivem com velhos quebrando tabus e aprendendo coisas novas, me deu vontade de ler esse livro, não pelo Travis, mas pelo resto que vc falou Erica.

    Cheros, Pandora.

    ResponderExcluir

Fico feliz que tenha visitado o Sacudindo Palavras! Sempre que sentir saudade, volte. Será muito bem-vindo (a).

E então, quais as palavras que você irá sacudir?