11/02/14

Desejos #2


Carambolas saltitantes! A primeira lista de desejos que postei aqui data do dia 19 de setembro de 2012. Dados assim me jogam na cara que por muito tempo andei afastada dessa blogosfera tão amada. O que passou, passou. Se eu demorei a postar a segunda lista, que pena, mas sigamos em frente. Ah, uma das coisas tristes, mas muito tristes que eu não posso deixar de registrar sobre a primeira lista: não ganhei/adquiri nenhum item da lista anterior ainda. Choremos juntos, leitores meus! É um momento de dor! 
Certo, parei com o drama. Na primeira lista, figuravam apenas livros, nessa será uma verdadeira miscelânea.

Todos prontos? Segurem-se firme e vamos lá!

1. Box Death Note
Depois que assisti o anime de Death Note, realmente pirei por essa obra. Quero ler todos os mangás. Eu preciso ler todos os mangás. Viciei-me na estória, nos personagens e em tudo que envolve esse universo tão intricado que é Death Note. Sério, se vocês me amam, amam mesmo, vocês deveriam fazer uma cotinha e me presentear com os doze volumes e mais um livro com informações extras sobre a trama. Façam-me feliz, oh criaturas especiais! Deem-me essa coleção! 
Juntem os dinheiros e façam o pedido aqui. Pode ser em outro local, obviamente, o que importa é que vocês me presenteiem. 





2. Water on the Road
Quem me conhece, sabe do fascínio que tenho pela voz e charme de Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. Confesso que conheço mais de Eddie Vedder, da sua carreira solo, do que do próprio Pearl Jam. Eddie Vedder tem uma voz profunda, marcante, que faz arrepiar até mesmo os pelos da nuca. E vocês, rapazes, caso se arrepiem ao ouvir Eddie Vedder, não desconfiem da sua masculinidade. Quem resiste a alguém como Eddie Vedder? Não dá, o cara tem um charme de fazer até as mais impassíveis moçoilas suspirarem. Há dois shows nesse DVD, nos quais Eddie interpreta canções que conheço e adoro e outras inédias, que eu quero muito conhecer. O desejo de ter esse DVD não é de hoje. É das antigas, então, por favor, alguém pode me presentear com Water on the Road, please? Thank you! 
Alma caridosa, que sentiu no coração que quer me dar esse DVD, clique aqui e faça a Ericona uma pessoa mais feliz.


3. Extraordinário
Desde que li a sinopse desse livro, fiquei com muita vontade de ler, porque me identifico com a estória de August. Nasci com uma deficiência que também me faz ter uma face um tanto diferente, e isso às vezes causa estranhamento nas pessoas. Quando eu era pequena, as coisas eram um tanto complicadas, porque algumas crianças não queriam interagir comigo porque eu era esquisita fisicamente falando. Eu sei que vou chorar (sei que mentalmente vocês leram isso cantando, pensando que linkar a música do Roberto Carlos aqui, mas nem vou... *risos*) quando ler esse livro de ficção, mas baseado em um acontecimento vivido pela autora. Li em algum lugar, que não me recordo agora, que ela escreveu o livro meio que como um pedido de desculpas a uma criança com deformidade facial com a qual um de seus pimpolhos (filhos) chorou ao ver, ou algo do tipo. Ela se colocou no lugar da criança e pensou no mal estar que a criança deve ter sentido ao ver alguém chorando com medo dela. E escreveu o livro meio que pra conscientizar as pessoas a não julgarem as outras pelas aparências. Isso é muito importante, foi um ato maravilhoso que a Palacio praticou. Muitas pessoas, após lerem esse livro, com certeza mudaram, nem que um pouco, seus conceitos sobre o que realmente importa na vida. E, certamente, não é o que aparentamos ser, mas sim o que de fato somos.
Sei que uma boa criatura vai clicar aqui e vai comprar o livro pra mim. 


4. Macaquinho Openback Arena Carbon Pro Mark 2
Não peço muito não, só um fastskin Arena, que custa mil e trezentos reais. Uma pechincha, concordam? Então, quem vai me dar essa belezura? Sim, eu quero essa cor, azul, azulzinho claro. Lindo, hein? Não sou uma nadadora fantástica, mas estou treinando pra melhorar minhas próprias marcas e, tão logo for possível, estar nadando bem nacionalmente. Além de me sentir uma diva das piscina com um maiô desses, creio que nadaria melhor com ele. É inegável que eu não virarei uma recordista brasileira só por causa de um fast, mas não se pode negar que alguma vantagem uma vestimenta dessa dá. É um traje tecnológico. É Arena. É glamour. Okay, parei, cliquem logo aqui e façam outra cotinha e mandar pra mim essa belezura de macaquinho (eu prefiro chamar de fast, beijos!).


5. Headphone Sony Extra Bass
Eu tenho verdadeiro fascínio por fones de ouvidos potentes. Deve ser porque a maioria dos que eu tive e tenho não satisfaz a minha necessidade sonora. A qualidade dos tive até agora deixou a desejar, mas creio que esse headphone Sony seja o fone ideal para ouvir minhas adoradas músicas com uma enorme competência. Não, não estou fazendo propaganda pra Sony. É que dizem que os fones da Sony são bons, então quero ganhar pra ver (pagar não, que tá caro demais... quase mil reais!). Você, amigo blogueiro descolado e rico, vai querer me presentear com esse lindo fone de ouvido, não é? Eu sinto que vai, então clica rápido aqui e compra pra mim. Realize um dos desejos de Erica Ferro.








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Os dois últimos itens foram bem ostentação. Mas, pessoas, sonhar é de graça. Então me deixem sonhar vestindo esse fast maravilhoso com esse fone de ouvido espetacular nos ouvidos, esperando a minha melhor prova em uma competição não tão distante.
Espero colaborações, hein? Cada um me dá um item e está tudo certo.
(...)
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(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta!

09/02/14

Filme: A Cura


Título: The Cure (Original) / A Cura (Brasil)
Ano de produção: 1995
Direção: Peter Horton
Estreia mundial: 21 de abril de 1995
Duração: 97 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Drama
País de origem: Estados Unidos
Sinopse: Erik (Brad Renfro) é um garoto solitário que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho, Dexter (Joseph Mazzello), um garoto de 11 anos que tem AIDS. Erik se torna muito ligado a Linda (Annabella Sciorra), a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail (Diana Scarwid), que é negligente com ele e quase nunca lhe dá atenção. Quando os dois garotos lêem que um médico de Nova Orleans descobriu a cura da AIDS, os meninos tentam chegar a este médico para conseguir a cura.

Finalzinho de semana tedioso. Sábado um tanto infrutífero. O domingo estava enveredando pelo mesmo caminho, então decidi dar uma melhorada na coisa e assistir um dos filmes que tenho há tempos no computador e não tinha tido ainda a disponibilidade de ver (fosse por preguiça ou por falta de tempo mesmo). Escolhi A Cura, porque é um filme que há bastante tempo me chama. Quando digo me chama, é quando a sinopse me deixa bem curiosa, mas deixo pra depois por parecer tão especial, que tem que ser visto num momento também especial. Ou, ainda, que tem que ser visto num dia assim, em que as coisas estão meio mornas, meio insossas.
Partindo da ideia de que você, caro leitor, já deu aquela sacada esperta na sinopse, vamos lá: desde o começo do filme que se percebe a solidão de Erik. Filho de pais separados, Erik mora com a mãe, que mal lhe nota e lhe destina uma atenção mínima e carinho quase zero. O seu pai pouco o procura, muito ocupado curtindo a vida adoidado ao lado da nova namorada. Por essas e outras, Erik é um garoto entediado, triste e sozinho. E, então, eis que surge Dexter em sua vida.
Naquela época, a ideia que era disseminada era a de que ter AIDS era coisa exclusiva de homossexual. Pelo fato de Dexter ser vizinho de Erik, este último passou a ser motivo de chacota na escola, tendo que ouvir termos como "bichinha" etc. De início, Erik revidava, dizendo que não era uma "marica" e que nunca tinha visto o seu vizinho Dexter, o que era verdade. Eram tempos em que a AIDS, em quesito de fazer com que as pessoas gritassem e batessem em retirada louca ao se deparar com alguém soropositivo, ganhava até mesmo dos elementos sobrenaturais (assombrações etc). Pense você, meu querido leitor, se algumas pessoas hoje em dia ainda acham que se contrai AIDS num abraço, imagine há dezenove anos. 

A Cura : Foto

Porém, Erik, mesmo contra todas as mensagens de alerta (fundadas em inverdades e ideias preconceituosas), começou a se aproximar gradativamente de Dexter. E, desse modo, nasceu uma amizade que quebrou barreiras, superou preconceitos e mudou a vida desses dois meninos e de suas mães (ainda que a de Erik só tenha cedido um tanto depois).
Eu sabia que era um filme que me reservava emoções um tanto fortes e desconcertantes, mas não imaginava que iria chorar do jeito que chorei. E olhe que a trama não é forçada, do tipo que retrata situações deliberadamente muito dolorosas pra fazer com que o espectador se acabe de chorar. As cenas são as mais naturais, discretas e singelas possíveis, e é por esse motivo que emociona tanto. Menos é mais, já dizia sei lá quem (mas mandou bem a criatura que disse isso pela primeira vez!).
Erik teve a possibilidade de ter um amigo de verdade, conhecer o amor fraterno, a amizade mais pura e forte que alguém pode ter nessa vida. Fiquei encantada com a enorme vontade ingênua de Erik ao tentar encontrar, por contra própria, por meio de experimentos maluquinhos, a cura para o seu amigo Dexter. A coragem e a força de Erik me ganharam de uma forma ímpar. A doçura, esperteza e inteligência de Dexter me cativaram. Dexter ensinou e aprendeu com o seu amigo, que foi o seu grande amigo, o maior e melhor de todos. Erik o proporcionou a vivência de momentos de adrenalina e diversão. Ah, que meninos adoráveis! E o amor de Linda por Dexter... Wow, é algo que só assistindo pra sentir algo ímpar no coração. Sem deixar de citar, claro, o carinho e cuidado que passou a ter por Erik.

A Cura : Foto

Juntos, Erik e Dexter se aventuram por terra e mar, enfrentaram caras barra pesada rumo a New Orleans, depois de lerem em um jornal que havia lá um senhor que dizia ter encontrado a cura para AIDS. Tem uma cena de bravura de Dexter numa parte dessa aventura que causa efeito duplo no espectador: orgulho e tristeza. Orgulho pela a sua atitude de coragem, de desprendimento, mas também de tristeza, depois da conclusão a que chegou após esse ato (essa foi uma das vezes que solucei de tanto chorar).  

A Cura : Foto

O desfecho me surpreendeu, não sei dizer se positivamente ou negativamente. Apenas digo que compreendi o final, talvez não pudesse ser outro. Só talvez.

A Cura : Foto

Depois de quase duas décadas de existência desse filme, ainda não encontraram a cura para AIDS. A situação melhorou, os coquetéis de medicamentos dão uma melhor qualidade de vida a quem é portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Li uma vez que provavelmente a cura para a AIDS já tenha sido encontrada, mas a repartição farmacêutica boicotou a descoberta, pois iria acabar com um dos negócios mais lucrativos que da indústria farmacêutica. Será? 
A verdade é que dilacera o meu coração ver pessoas e mais pessoas morrendo por doenças terríveis, cruéis e extremamente dolorosas. Uma das doenças mais terríveis é o Câncer. Sei que é outro assunto, outra coisa, quero somente frisar que a Ciência avançou em vários pontos, mas seria maravilhoso se encontrassem curas e tratamentos para tantas doenças que solapam vidas e que deixam a alma de inúmeras famílias ao redor do mundo.
Okay, esse final de post ficou bem melancólico. Enfim... Voltando ao filme, assista, caro leitor. O que se sobressai em A Cura é a amizade, a força do amor, a vontade de superar todas as dificuldades e fazer bem o melhor possível a quem se quer bem e a quem nos quer bem também. Quando assistir, não deixe de me contar as suas impressões sobre ele.

Trailer:


○ Sinopse extraída do Filmow;
○ Imagens retiradas do Adoro Cinema.
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Cara pessoa que me lê, gostou do post do Pedro S Ekman? Convidei-o para escrever aqui sobre Death Note porque é uma obra complexa, que eu adorei imensamente, mas ainda não li os mangás, então não confiei em mim mesma para escrever sobre um assunto que exige um vasto conhecimento prévio. E, sério, assista Death Note. E, claro, me presenteie com a coleção dos mangás de Death Note. Irei amá-lo para sempre, caro(a) leitor(a)! (sim, passei óleo de peroba na face hoje.. beijos! ~risos~)(...)
Há uma novidade FANTÁSTICA que postei ontem na fan page do Sacudindo Palavras (inclusive, se não curtiu a página ainda, te convido a curtir). E, claro, dê aquele follow maravilhoso no Twitter do blog.
(...)
Tem o filme A Cura completinho no Youtube.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

06/02/14

Death Note - Novas Estratégias

Saudações!


Fui convidado pela Erica para escrever sobre um dos mangás mais famosos da última década, Death Note. Antes de iniciar, começarei me apresentando: Sou o Pedro S. Ekman, autor da trilogia "Cidade das Trevas" (volume 1, volume 2, volume 3) e também escrevo a coluna "Crítico Nippon" no Elfen Lied Brasil (onde a crítica a seguir foi originalmente publicada).
Já fui convidado para falar desta obra no site Leitor Cabuloso, como convidado de um podcast. Esta crítica contém spoilers do início ao fim, então caso não conheça a obra, sugiro que escute primeiro o podcast. 


Death Note é uma série tão impressionante que em questão de quatro anos, ganhou três filmes, um anime para televisão, duas versões especiais do diretor, lançamento dublado no Brasil e em mangá pela JBC.
Já revi diversas partes do anime, inúmeras vezes, e o mangá li todo ele quatro vezes.
Assim, com o tempo, fui anotando diversas novas estratégias que me vinham em mente e pareciam bastante válidas, então vim compartilhar com os meus leitores.
Sem mais delongas, vamos brincar de L e Kira: