27 fevereiro 2014

A minha poesia


Strings of love
fonte da imagem

Quanto vale a sua palavra?
Quanto vale a sua poesia?
O que faz a sua alegria?

Sopro as minhas palavras,
deixo que elas ganhem o mundo ao sabor do vento
e do tempo.

Minha poesia é gratuita:
lê quem quiser.

A minha poesia é flor que distribuo
em dias cinzas, como quem
faz questão de lembrar que a tormenta cessará
e a primavera
não tarda a voltar.

O que faz a minha felicidade é
incutir no coração de cada
um que me lê um pouco
mais de fé, de esperança
e de coragem.

A minha poesia, ainda que torta,
tem alguns poderes: o
de apaziguar e de incendiar.

O meu poetizar desconhece as regras
da métrica.
Ele é simples, torto,
louco.
É o jeito que encontrei 
de estender a minha voz.
É o meu modo de sacudir o mundo.
De avisar àquele que chora, resmunga ou implora:
"Ei! Eu estou aqui, e comigo
você pode contar!".

Poesia deveria ser dada de graça
na praça, na esquina, na mesa de um bar,
num ônibus que segue a rota beira-mar.

Poesia é para encantar,
para cativar,
para emocionar,
para impulsionar.

Por essas e outras, vez ou outra invento
versos e finjo ser poeta.

Erica Ferro

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17 fevereiro 2014

Filme: Frozen – Uma Aventura Congelante


Título: Frozen (Original) / Frozen – Uma Aventura Congelante (Brasil)
Ano de produção: 2013
Direção: Chris Buck e Jennifer Lee
Estreia mundial: 27 de Novembro de 2013  Estreia no Brasil: 03 de Janeiro de 2014
Duração: 102 minutos
Classificação: Livre
Gênero: Animação, aventura, família
País de origem: Estados Unidos
Sinopse: Uma profecia condena um reino a um inverno eterno, então Anna precisa se unir a Kristoff, um ousado homem da montanha, na maior de todas as aventuras para encontrar sua irmã, a Rainha da Neve e pôr um fim no feitiço gelado. Encontrando criaturas míticas, mágicas e extremas como o Everest a cada passo, Anna e Kristoff enfrentam os elementos da natureza em uma corrida para salvar o reino da destruição.

Na última sexta-feira, resolvi aceitar um convite de uma amiga de curso da Biblio/UFAL para assistir Frozen – Uma aventura congelante no cinema. Fiquei sabendo da animação através da fan page do Fábio Porchat, pois ele dubla o bonequinho de gelo mais gracinha (beijo, Hebe!) do Universo.
Sabia do Fábio ator, roteirista, humorista, mas dublador era novidade. Precisava conferir de pertinho essa outra faceta do querido Porchat.
Cheguei dez minutos antes da sessão e, que loucura, só tinham vendido três ingressos. A sala de cinema seria praticamente só minha e da minha amiga. Nos sentimos verdadeiras divas... Até que chegaram mais algumas pessoas. Só algumas. Brincamos dizendo que eram penetras e, como somos boas pessoas, deixaríamos eles assistirem Frozen conosco. 
Entrei na sala sem muita expectativa sobre o filme ser assim ou assado. Mesmo porque nunca assisti uma animação que fosse ruim (aliás, tenho problema com Up! Altas Aventuras, suspeito que contenha doses de Rivotril nele... já me dispus a vê-lo umas quatro vezes, porém, pouco depois de começar o filme, sempre mergulho num sono tão bom... será que Freud explica isso?), então sabia que seria bom. Foi melhor do que eu esperava, na verdade.
Contando um pouco da estória, Elsa, é uma menina que tem um poder inusitado: suas mãos tem o poder de congelar e/ou de criar qualquer coisa de gelo. Anna, sua irmã mais nova, é uma criaturinha dócil e serelepe. Adora a irmã Elsa por ela fazer coisas incríveis com o seu poder só pra diversão delas. Numa dessas brincadeiras, algo dá errado e Elsa, por decisão dos pais, passa a viver reclusa, trancada em seu próprio quarto, sem contato com praticamente ninguém. Sua irmã Anna não consegue entender por que Elsa não se aproxima mais dela e/ou impede a sua aproximação. Há uma passagem de tempo.
Pelo fato de Elsa, a princesa mais velha viver isoladamente, Anna também vive solitária e sem conhecer nada do mundo externo. Na coroação de sua irmã, Anna passa a conhecer o mundo e também o motivo pela qual a irmã se isolou por tanto tempo.


E é então que começa toda a aventura. Do começo ao fim, Frozen trata de amor. Elsa, por medo de machucar alguém que ama, se isola do mundo e se fecha cada vez mais em si mesma. Anna, ao se aventurar pelas montanhas congeladas e caminhos atravancados pelo gelo, tem uma bonita noção do que é o amor.



Cheguei a traçar o final do filme, mas Frozen me surpreendeu positivamente. O amor, na sua mais bela e pura forma, foi que salvou o reino das irmãs Elsa e Anna.


Quero comentar, agora, sobre os personagens. As irmãs são encantadoras, cada qual a sua maneira. Elsa é a razão, a que pondera antes de concluir algo. A Anna é ingênua, estabanada, divertida e serelepe. Hans é uma caixinha de surpresas. Kristoff é amável, apesar de querer parecer turrão. Ah, e o Olaf...! O Olaf é pura fofura! Não sei se eu me encantei pelo Olaf pelo fato de a voz dele ser a do Porchat. É, deve ter sido por isso mesmo (beijo, Porchat!). A risadinha que o Porchat criou para o Olaf é tão, mas tão gostosa. Ficava deliciada toda vez que Olaf ria. E ria também.


A lição que se pode tirar dessa animação: de nada adianta empurrar os medos com a barriga, fugir do enfrentamento com os nossos algozes interiores. Os medos existem para ser encarados e superados. Quanto mais se teme, mais se afunda e a situação fica cada vez mais complicada. A resolução é essa: encarar o que tiver de ser encarado, resolver o que tiver de ser resolvido e ser feliz (e é agora que vocês tiram onda comigo e dizem "e vivem felizes para sempre"!)


Eu sou uma velha, tenho 23 anos, e penso mesmo que Frozen, vencedor do Globo de Ouro na categoria melhor animação, deve ser visto por todos os públicos. Vocês, que são velhos também, relaxem: não tenham medo de admitir para si mesmos (e para os outros, quem sabe...) que ficaram maravilhados com os cenários de Frozen, que os personagens são mesmo muito bons (principalmente o Olaf!) e que vocês saíram do cinema saltitantes de felicidade após verem essa bela animação. Afinal, eu admiti. Por que vocês não podem admitir, ora bolas?

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* Sinopse e imagens encontradas no Filmow.
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15 fevereiro 2014

Para Simbad...

Oi gente! Não, quem vos fala não é a Erica, em edição extraordinária hoje quem sacode palavras aqui é a Jaci, ou a Pandora. Nem preciso dizer o quanto me sinto honrada com esse convite, o quanto acho a Erica uma pessoa admirável tanto como sacudidora de palavra quanto como atleta e companheira de virtualidade. A gente discute, discorda, concorda e mantem nosso companheirismo e isso é pura poesia. Não uma poesia limpinha, tipica de quem sonhou e não viveu, mas uma poesia visceral, apaixonada e real.

Obrigada Erica pela chance, parafraseando Yeats, "se meus fossem os tecidos do céu, como um manto, eu os estenderia aos teus pés... Mas sendo pobre, apenas tenho os meus sonhos, eu estendi os meus sonhos aos teus pés. Caminhas devagar, porque caminhas sobre meus sonhos.".

Ah, só para constar, um dia desses sonhei com um Homem de Ébano, aproveitei esse espaço para trabalhar esse sonho. Nesse trabalho contei com a ajuda do Alcorão, os textos em negrito/itálico foram tirados dele. Espero que vocês gostem!
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Para Simbad

Essa noite acordei aos sobressaltos, o dia estava prestes a amanhecer e, em momentos cálidos como esse, é impossível resistir ao impulso de ir para a beira da varanda contemplar o amanhecer em meio ao eterno vai e vem das ondas e pensar em você.

Como seria estar com você ao meu lado meu bem? Como seria ter você enlaçando minha cintura delicadamente, falando pouco, sentindo muito?

Respiro fundo sentindo todo o vazio deixado por tua ausência. Esse sentimento é como uma ferida em minha carne!

Essa noite sonhei com você e não gostei do sonho! Me fez demasiadamente desejar acordar com você ao meu lado e, enquanto abria os olhos investigando o entorno, tive apenas certeza de sua ausência e de não haver nada para solucionar meu problema de saudade.

Vejo a Aurora por fim a toda a escuridão da noite, não sem esforço deixo meus devaneios de lado. Contemplo a imensidão do céu em seu encontro com o mar, a poderosa glória do sol nascente. Me pego lembrando das velhas palavras do Profeta, as quais recitamos desde nossos tempos de criança:

"Pelo sol e seu brilho matinal,
Pela lua que o segue.
Pelo dia que lhe revela o esplendor.
Pela noite que o encobre.
Pelo céu e quem o edificou.
Pela terra e quem a estendeu,
Pela alma e quem lhe deu forma
E nela colocou a concupiscência e a piedade:
Vencerá quem a purificar
E perderá quem a corromper."¹

A brisa matinal esvoaça minha saia e meus cabelos, que ela me purifique dos tormentos da noite e não me deixe corromper enquanto me pergunto por quais lugares você andará agora.

Qual será tua atual aventura? Mar ou o deserto? Estarás agora fixando tua âncora em um porto estranho ou buscando um oásis? Será foste lutar em alguma guerra naquelas terras infiéis da Europa e agora te abrigas entre as paredes de um castelo assombrado por ladainhas eternas? Ou será que voltaste para aquela cidade nos rincões da África na qual costumamos nos encontrar até em sonhos?

Seja lá onde você estiver, me pego pedindo ao Misericordioso que você lembre de não esquecer de nós... de nosso amor... desse porto/oásis no qual você sempre poderá descansar... Sei bem, esse porto chamado amor não traz promessas de ouro, honras infinitas, aventura ou segurança... Mas,"pelo esplendor do meio-dia e pela noite serena"² ele nunca deixará de ser seu.

Não se esqueça de voltar, eu estarei aqui te esperando... Por essa aurora, "pelas dez noites, pelo par e pelo ímpar, pela noite quando segue o seu curso"³, todos cometem excessos sobre a terra e o mar, mas esse é um juramento digno do amor que nos uniu.
______________

¹"Alcorão", Sura 91: O Sol, do versos 1 ao 10.
²"Alcorão", Sura 93: A Manhã, versos 1 e 2.
³"Alcorão", Sura 89: A Aurora, versos 1 ao 4.

13 fevereiro 2014

Quem dera...


Untitled

Quem dera fosse só a distância física. Quem dera fosse só a gritante diferença de estatura. Quem dera fosse só porque ele é calmaria e eu sou explosão. Quem dera fosse só por isso que ele e eu não podemos ser nós.
É mais que isso. Ele e eu não podemos nos atar porque aparentemente as nossas aparências não combinam. Ele é do tipo escultural, bonitão, galã e galante. Eu, apenas uma moçoila com o coração cheio de sonhos e um rosto estranho. Quem dera a única barreira fosse ele encontrar em mim algo que somasse ao que ele é, algo que iria mudar algum aspecto da vida dele, que iria dar a ela mais cor, mais brilho... Sei lá, que o faria mais feliz do que é sem mim. Quem dera. Contudo, não é assim. A sociedade está fundamentada em ideologias ridículas. Um casal bonito não é um casal que se dê bem e que faça bem um ao outro, mas sim aquele que tem os dentes mais brancos possíveis graças a clareamento dental, de olhos claros, de sorriso largo, de traços impecáveis na face para sair na revista Casal Perfeito. O que fugir a isso é uma ofensa a essa sociedade, que tanto preza pelo ter, pelo parecer, e nada, nada mesmo, pelo ser. Um casal de feios, vá lá. As pessoas meio que deixam passar, não sem cutucar e ridicularizar. Mas okay, deixam. Porém, se um do par for meio capenga, meio fora do padrão aceitável por essa sociedade alienada e cruel, que cultiva ideias discriminatórias e deploráveis, duras provocações serão direcionadas ao casal, especialmente ao par bonito da história, ao que deveria estar com alguém igualmente agradável aos olhos carnais, que só pode estar louco e que alguém precisa fazer algo antes que esse ser fisicamente perfeito se atrele a alguém de aparência tão horrenda.
É por essas e outras que ele e eu não podemos conjugar o verbo na primeira pessoa do plural.
Só os belos têm o direito de se unirem, de se amarem e desfilarem pelas ruas seus amores, mesmo que sejam de plástico.
Eu, que o amo, estarei fadada a condição de amar sem tê-lo perto, sem ter a possibilidade de tocá-lo. Eu, que não sou Roberto Carlos de saia, mas tenho o amor maior do mundo pela pessoa que é mistério e doçura, assim, ao mesmo tempo, pra mim. É o doce mistério que eu adoraria desvendar.
Mas não, meu amor, não dá. Não é? Não dá...

Erica Ferro

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11 fevereiro 2014

Desejos #2


Carambolas saltitantes! A primeira lista de desejos que postei aqui data do dia 19 de setembro de 2012. Dados assim me jogam na cara que por muito tempo andei afastada dessa blogosfera tão amada. O que passou, passou. Se eu demorei a postar a segunda lista, que pena, mas sigamos em frente. Ah, uma das coisas tristes, mas muito tristes que eu não posso deixar de registrar sobre a primeira lista: não ganhei/adquiri nenhum item da lista anterior ainda. Choremos juntos, leitores meus! É um momento de dor! 
Certo, parei com o drama. Na primeira lista, figuravam apenas livros, nessa será uma verdadeira miscelânea.

Todos prontos? Segurem-se firme e vamos lá!

1. Box Death Note
Depois que assisti o anime de Death Note, realmente pirei por essa obra. Quero ler todos os mangás. Eu preciso ler todos os mangás. Viciei-me na estória, nos personagens e em tudo que envolve esse universo tão intricado que é Death Note. Sério, se vocês me amam, amam mesmo, vocês deveriam fazer uma cotinha e me presentear com os doze volumes e mais um livro com informações extras sobre a trama. Façam-me feliz, oh criaturas especiais! Deem-me essa coleção! 
Juntem os dinheiros e façam o pedido aqui. Pode ser em outro local, obviamente, o que importa é que vocês me presenteiem. 





2. Water on the Road
Quem me conhece, sabe do fascínio que tenho pela voz e charme de Eddie Vedder, vocalista do Pearl Jam. Confesso que conheço mais de Eddie Vedder, da sua carreira solo, do que do próprio Pearl Jam. Eddie Vedder tem uma voz profunda, marcante, que faz arrepiar até mesmo os pelos da nuca. E vocês, rapazes, caso se arrepiem ao ouvir Eddie Vedder, não desconfiem da sua masculinidade. Quem resiste a alguém como Eddie Vedder? Não dá, o cara tem um charme de fazer até as mais impassíveis moçoilas suspirarem. Há dois shows nesse DVD, nos quais Eddie interpreta canções que conheço e adoro e outras inédias, que eu quero muito conhecer. O desejo de ter esse DVD não é de hoje. É das antigas, então, por favor, alguém pode me presentear com Water on the Road, please? Thank you! 
Alma caridosa, que sentiu no coração que quer me dar esse DVD, clique aqui e faça a Ericona uma pessoa mais feliz.


3. Extraordinário
Desde que li a sinopse desse livro, fiquei com muita vontade de ler, porque me identifico com a estória de August. Nasci com uma deficiência que também me faz ter uma face um tanto diferente, e isso às vezes causa estranhamento nas pessoas. Quando eu era pequena, as coisas eram um tanto complicadas, porque algumas crianças não queriam interagir comigo porque eu era esquisita fisicamente falando. Eu sei que vou chorar (sei que mentalmente vocês leram isso cantando, pensando que linkar a música do Roberto Carlos aqui, mas nem vou... *risos*) quando ler esse livro de ficção, mas baseado em um acontecimento vivido pela autora. Li em algum lugar, que não me recordo agora, que ela escreveu o livro meio que como um pedido de desculpas a uma criança com deformidade facial com a qual um de seus pimpolhos (filhos) chorou ao ver, ou algo do tipo. Ela se colocou no lugar da criança e pensou no mal estar que a criança deve ter sentido ao ver alguém chorando com medo dela. E escreveu o livro meio que pra conscientizar as pessoas a não julgarem as outras pelas aparências. Isso é muito importante, foi um ato maravilhoso que a Palacio praticou. Muitas pessoas, após lerem esse livro, com certeza mudaram, nem que um pouco, seus conceitos sobre o que realmente importa na vida. E, certamente, não é o que aparentamos ser, mas sim o que de fato somos.
Sei que uma boa criatura vai clicar aqui e vai comprar o livro pra mim. 


4. Macaquinho Openback Arena Carbon Pro Mark 2
Não peço muito não, só um fastskin Arena, que custa mil e trezentos reais. Uma pechincha, concordam? Então, quem vai me dar essa belezura? Sim, eu quero essa cor, azul, azulzinho claro. Lindo, hein? Não sou uma nadadora fantástica, mas estou treinando pra melhorar minhas próprias marcas e, tão logo for possível, estar nadando bem nacionalmente. Além de me sentir uma diva das piscina com um maiô desses, creio que nadaria melhor com ele. É inegável que eu não virarei uma recordista brasileira só por causa de um fast, mas não se pode negar que alguma vantagem uma vestimenta dessa dá. É um traje tecnológico. É Arena. É glamour. Okay, parei, cliquem logo aqui e façam outra cotinha e mandar pra mim essa belezura de macaquinho (eu prefiro chamar de fast, beijos!).


5. Headphone Sony Extra Bass
Eu tenho verdadeiro fascínio por fones de ouvidos potentes. Deve ser porque a maioria dos que eu tive e tenho não satisfaz a minha necessidade sonora. A qualidade dos tive até agora deixou a desejar, mas creio que esse headphone Sony seja o fone ideal para ouvir minhas adoradas músicas com uma enorme competência. Não, não estou fazendo propaganda pra Sony. É que dizem que os fones da Sony são bons, então quero ganhar pra ver (pagar não, que tá caro demais... quase mil reais!). Você, amigo blogueiro descolado e rico, vai querer me presentear com esse lindo fone de ouvido, não é? Eu sinto que vai, então clica rápido aqui e compra pra mim. Realize um dos desejos de Erica Ferro.








◘ ◘ ◘
Os dois últimos itens foram bem ostentação. Mas, pessoas, sonhar é de graça. Então me deixem sonhar vestindo esse fast maravilhoso com esse fone de ouvido espetacular nos ouvidos, esperando a minha melhor prova em uma competição não tão distante.
Espero colaborações, hein? Cada um me dá um item e está tudo certo.
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09 fevereiro 2014

Filme: A Cura


Título: The Cure (Original) / A Cura (Brasil)
Ano de produção: 1995
Direção: Peter Horton
Estreia mundial: 21 de abril de 1995
Duração: 97 minutos
Classificação: Não recomendado para menores de 12 anos
Gênero: Drama
País de origem: Estados Unidos
Sinopse: Erik (Brad Renfro) é um garoto solitário que atravessa todas as barreiras que o preconceito ergueu e se torna amigo do seu vizinho, Dexter (Joseph Mazzello), um garoto de 11 anos que tem AIDS. Erik se torna muito ligado a Linda (Annabella Sciorra), a mãe de Dexter, e na verdade fica mais próximo dela que da sua própria mãe, Gail (Diana Scarwid), que é negligente com ele e quase nunca lhe dá atenção. Quando os dois garotos lêem que um médico de Nova Orleans descobriu a cura da AIDS, os meninos tentam chegar a este médico para conseguir a cura.

Finalzinho de semana tedioso. Sábado um tanto infrutífero. O domingo estava enveredando pelo mesmo caminho, então decidi dar uma melhorada na coisa e assistir um dos filmes que tenho há tempos no computador e não tinha tido ainda a disponibilidade de ver (fosse por preguiça ou por falta de tempo mesmo). Escolhi A Cura, porque é um filme que há bastante tempo me chama. Quando digo me chama, é quando a sinopse me deixa bem curiosa, mas deixo pra depois por parecer tão especial, que tem que ser visto num momento também especial. Ou, ainda, que tem que ser visto num dia assim, em que as coisas estão meio mornas, meio insossas.
Partindo da ideia de que você, caro leitor, já deu aquela sacada esperta na sinopse, vamos lá: desde o começo do filme que se percebe a solidão de Erik. Filho de pais separados, Erik mora com a mãe, que mal lhe nota e lhe destina uma atenção mínima e carinho quase zero. O seu pai pouco o procura, muito ocupado curtindo a vida adoidado ao lado da nova namorada. Por essas e outras, Erik é um garoto entediado, triste e sozinho. E, então, eis que surge Dexter em sua vida.
Naquela época, a ideia que era disseminada era a de que ter AIDS era coisa exclusiva de homossexual. Pelo fato de Dexter ser vizinho de Erik, este último passou a ser motivo de chacota na escola, tendo que ouvir termos como "bichinha" etc. De início, Erik revidava, dizendo que não era uma "marica" e que nunca tinha visto o seu vizinho Dexter, o que era verdade. Eram tempos em que a AIDS, em quesito de fazer com que as pessoas gritassem e batessem em retirada louca ao se deparar com alguém soropositivo, ganhava até mesmo dos elementos sobrenaturais (assombrações etc). Pense você, meu querido leitor, se algumas pessoas hoje em dia ainda acham que se contrai AIDS num abraço, imagine há dezenove anos. 

A Cura : Foto

Porém, Erik, mesmo contra todas as mensagens de alerta (fundadas em inverdades e ideias preconceituosas), começou a se aproximar gradativamente de Dexter. E, desse modo, nasceu uma amizade que quebrou barreiras, superou preconceitos e mudou a vida desses dois meninos e de suas mães (ainda que a de Erik só tenha cedido um tanto depois).
Eu sabia que era um filme que me reservava emoções um tanto fortes e desconcertantes, mas não imaginava que iria chorar do jeito que chorei. E olhe que a trama não é forçada, do tipo que retrata situações deliberadamente muito dolorosas pra fazer com que o espectador se acabe de chorar. As cenas são as mais naturais, discretas e singelas possíveis, e é por esse motivo que emociona tanto. Menos é mais, já dizia sei lá quem (mas mandou bem a criatura que disse isso pela primeira vez!).
Erik teve a possibilidade de ter um amigo de verdade, conhecer o amor fraterno, a amizade mais pura e forte que alguém pode ter nessa vida. Fiquei encantada com a enorme vontade ingênua de Erik ao tentar encontrar, por contra própria, por meio de experimentos maluquinhos, a cura para o seu amigo Dexter. A coragem e a força de Erik me ganharam de uma forma ímpar. A doçura, esperteza e inteligência de Dexter me cativaram. Dexter ensinou e aprendeu com o seu amigo, que foi o seu grande amigo, o maior e melhor de todos. Erik o proporcionou a vivência de momentos de adrenalina e diversão. Ah, que meninos adoráveis! E o amor de Linda por Dexter... Wow, é algo que só assistindo pra sentir algo ímpar no coração. Sem deixar de citar, claro, o carinho e cuidado que passou a ter por Erik.

A Cura : Foto

Juntos, Erik e Dexter se aventuram por terra e mar, enfrentaram caras barra pesada rumo a New Orleans, depois de lerem em um jornal que havia lá um senhor que dizia ter encontrado a cura para AIDS. Tem uma cena de bravura de Dexter numa parte dessa aventura que causa efeito duplo no espectador: orgulho e tristeza. Orgulho pela a sua atitude de coragem, de desprendimento, mas também de tristeza, depois da conclusão a que chegou após esse ato (essa foi uma das vezes que solucei de tanto chorar).  

A Cura : Foto

O desfecho me surpreendeu, não sei dizer se positivamente ou negativamente. Apenas digo que compreendi o final, talvez não pudesse ser outro. Só talvez.

A Cura : Foto

Depois de quase duas décadas de existência desse filme, ainda não encontraram a cura para AIDS. A situação melhorou, os coquetéis de medicamentos dão uma melhor qualidade de vida a quem é portador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida. Li uma vez que provavelmente a cura para a AIDS já tenha sido encontrada, mas a repartição farmacêutica boicotou a descoberta, pois iria acabar com um dos negócios mais lucrativos que da indústria farmacêutica. Será? 
A verdade é que dilacera o meu coração ver pessoas e mais pessoas morrendo por doenças terríveis, cruéis e extremamente dolorosas. Uma das doenças mais terríveis é o Câncer. Sei que é outro assunto, outra coisa, quero somente frisar que a Ciência avançou em vários pontos, mas seria maravilhoso se encontrassem curas e tratamentos para tantas doenças que solapam vidas e que deixam a alma de inúmeras famílias ao redor do mundo.
Okay, esse final de post ficou bem melancólico. Enfim... Voltando ao filme, assista, caro leitor. O que se sobressai em A Cura é a amizade, a força do amor, a vontade de superar todas as dificuldades e fazer bem o melhor possível a quem se quer bem e a quem nos quer bem também. Quando assistir, não deixe de me contar as suas impressões sobre ele.

Trailer:


○ Sinopse extraída do Filmow;
○ Imagens retiradas do Adoro Cinema.
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Cara pessoa que me lê, gostou do post do Pedro S Ekman? Convidei-o para escrever aqui sobre Death Note porque é uma obra complexa, que eu adorei imensamente, mas ainda não li os mangás, então não confiei em mim mesma para escrever sobre um assunto que exige um vasto conhecimento prévio. E, sério, assista Death Note. E, claro, me presenteie com a coleção dos mangás de Death Note. Irei amá-lo para sempre, caro(a) leitor(a)! (sim, passei óleo de peroba na face hoje.. beijos! ~risos~)(...)
Há uma novidade FANTÁSTICA que postei ontem na fan page do Sacudindo Palavras (inclusive, se não curtiu a página ainda, te convido a curtir). E, claro, dê aquele follow maravilhoso no Twitter do blog.
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Tem o filme A Cura completinho no Youtube.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

06 fevereiro 2014

Death Note - Novas Estratégias

Saudações!


Fui convidado pela Erica para escrever sobre um dos mangás mais famosos da última década, Death Note. Antes de iniciar, começarei me apresentando: Sou o Pedro S. Ekman, autor da trilogia "Cidade das Trevas" (volume 1, volume 2, volume 3) e também escrevo a coluna "Crítico Nippon" no Elfen Lied Brasil (onde a crítica a seguir foi originalmente publicada).
Já fui convidado para falar desta obra no site Leitor Cabuloso, como convidado de um podcast. Esta crítica contém spoilers do início ao fim, então caso não conheça a obra, sugiro que escute primeiro o podcast. 


Death Note é uma série tão impressionante que em questão de quatro anos, ganhou três filmes, um anime para televisão, duas versões especiais do diretor, lançamento dublado no Brasil e em mangá pela JBC.
Já revi diversas partes do anime, inúmeras vezes, e o mangá li todo ele quatro vezes.
Assim, com o tempo, fui anotando diversas novas estratégias que me vinham em mente e pareciam bastante válidas, então vim compartilhar com os meus leitores.
Sem mais delongas, vamos brincar de L e Kira: