12 maio 2013

♫ Escrevo-te estas mal traçadas linhas... ♫



imagem extraída daqui

Moço, essa é uma das muitas cartas que te escreverei e deixarei debaixo do colchão. Eu não tenho coragem de enviá-las. É medo, acho. Medo de você não me corresponder. Medo de você corresponder. E, se corresponder, eu não saber o que fazer, como agir, o que falar. Porque eu não entendo nada de amor. Não o amor na prática, sabe? Eu poetizo mal, mas amo bem (na teoria). Amo bem, bem intensamente, bem loucamente, bem enormemente. E é assim que eu te amo. Não ouso contar isso a você por medo. Sim, eu sou cheia de medos, porque posso te assustar. É muito amor. Muito. Há quem se assuste e se afaste depois de ouvir declarações de amor veementes, incandescentes. E eu quero você perto de mim, do jeito que for, como der. Não iria aguentar você distante, na defensiva. Olha, é só amor demais. Não é prejudicial, eu juro. A única possível prejudicada sou eu, porque amar demais assim, e calada, dói demais. O coração fica em frangalhos de tempos em tempos. A causa? Saudade. Vontade de dizer aos quatro ventos quem é o meu amor e o que ele causa em mim. Um desejo gigantesco de gritar seu nome e dizer o quanto acordo aos suspiros quando sonho com você. Aliás, deixa eu te dizer. Adoro sonhar com você, porque nos sonhos o amor que sinto por você é recíproco, os carinhos são mútuos e os suspiros infinitos, partidos de ambos. Perdi as contas de quantas vezes já sonhei com você. Foram tantas vezes, tantas, tantas! Sonhos maravilhosos, encantadores e acalentadores! Eu ainda sinto o calor e o carinho do seu abraço envolvendo o meu corpo. É loucura? Não sei, mas sei que eu sinto o seu abraço, mesmo nunca tendo ganhado um abraço seu. Eu preciso te ver, moço. Preciso mesmo. Preciso te ver, te abraçar e sentir você bem pertinho de mim, aspirar seu cheiro, mexer nos seus cabelos. Quero encostar a minha cabeça em seu ombro, pra que você possa brincar com os fios dos meus cabelos enquanto me canta uma canção.
Ah, moço! Você mexe tanto comigo, tanto! Como faço agora? Envio-te essas cartas? E se a recíproca não for verdadeira? 
Mas... ah! Sonhar com você é tão bom, mas realizar esses sonhos seria infinitamente melhor. 
Eu não sei se as enviarei, só sei que agora estou meio embriagada por todas essas palavras de amor que agora te escrevo e que agora, especialmente agora, eu seria capaz de te enviar essas cartas. Seria capaz até de mais: de te ligar de madrugada dizendo o quanto você me deixou apaixonada. Você provavelmente acharia que eu estou bêbada. É que o amor também embriaga, sabe? E a ressaca do amor é a saudade. 
Ah, moço! O que faço comigo? O que faço com você? O que faço com essas cartas?

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Porque eu sempre tenho que postar essas coisas melosas e fantasiosas por aqui, certo? Senão não seria o meu blog, porque metade do Sacudindo Palavras é amor e a outra metade... também.
As coisas estão um tanto corridas (não lembro se disse isso no post anterior), mas sempre que possível blogarei e visitarei os blogueiros queridos que passam por aqui e sacodem as suas palavras.
Aviso, novamente, que não esqueci de resenhar o livro Proteja-me (primeiro, de muitos, que irei sortear aqui em parceria com a Novo Conceito). É que, como disse linhas antes, a minha vida anda um tanto corrida e, em consequência disso, minhas leituras estão atrasadas.
Sinceramente, eu espero conseguir ler, resenhar e colocar no ar o sorteio de Proteja-me antes do final de maio. Farei o possível.
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(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!