25 junho 2012

Sobre blogar e outras coisas mais

Esses dias, enquanto lia alguns blogs, pude perceber que alguns blogueiros gostam de se repetir em seus posts.
Não sei se a palavra certa seria gostam de postar sobre um mesmo tema ou necessitam postar sobre um só tema continuamente. Uns adoram postar sobre sentimentos; outros, sobre o mundo musical/literário/cinematográfico; uns adoram reclamar sobre os mais variados temas; outros, adoram reclamar dos que reclamam sobre os mais variados temas. A blogosfera é muito divertida.
Eu, por exemplo, posto frequentemente sobre coisas relacionadas à amor, dor, solidão, desencontro, revoltas contra mim mesma e/ou contra o mundo. Quando fui adicionar marcadores às minhas postagens, percebi que o meu blog não tem quase nada além desses assuntos (o que, aliás, durou quase uma hora devido às muitas postagens que já fiz aqui no Sacudindo Palavras). Fiquei pensando: "Será que eu não tenho nada a dizer/mostrar que não seja sentimentos?". Há pouco comecei a falar sobre livros aqui, o que variou um pouco os assuntos, porém ainda não postei muitas coisas sobre o universo literário, o que faz com que os posts sentimentais ainda sejam a maioria no blog.
Confesso que, ao reler alguns posts, eu fiquei morrendo de vergonha, me perguntando o que tinha dado na minha cabeça pra postar aquelas linhas sôfregas e sentimentais demais. A vontade de excluir tais posts foi (e acho que ainda é) enorme, talvez até de excluir o blog. Entretanto, é interessante reler posts antigos e ver como eu me sentia há um certo tempo. É essa uma das partes boas de se ter um blog: vasculhar os arquivos, reler o que escrevemos e analisar se evoluímos de alguma forma; e, se sim, o quanto.
Não posso dizer que evoluí tanto quanto gostaria. Ainda me acovardo em situações nas quais eu não deveria me acovardar. Ainda sinto medo do desconhecido e, por vezes, prefiro não tentar coisas novas por receio de me magoar e de criar novos traumas. Ainda me apaixono platonicamente e, ao que parece, gosto de um sofrimento amoroso inútil.
Porém, aos poucos, estou largando a covardia, o medo e aprendendo a andar pela estrada da vida com passos mais firmes, o olhar mais fixo nos meus objetivos e a cabeça erguida. Aos poucos, eu tenho aprendido a viver, e sei que continuarei aprendendo até o meu último suspiro. Afinal, por mais que nos instruamos, sempre careceremos de mais conhecimentos e, principalmente, de sabedoria. A vida é vasta demais, e eu sei que jamais alguém vai viver tudo o que se há pra viver. Acho que essa é a agonia de muitos: olham pra vida, veem toda essa imensidão, se perdem no meio de tantas possibilidades e caminhos, que acabam parados, sem saber o que experimentar/vivenciar primeiro, sem se decidir pra qual lado ir. É, amigo, saber viver é difícil. Não há um manual do tipo "Como viver". Temos que aprender isso sozinhos, da melhor maneira que pudermos.
Eu sou do tipo que não aprecia "pessoas com mania professoral", do tipo que pensa que nasceu bom demais em relação ao resto do universo, que acha que é excepcional em todas as atividades dessa vida e se sente totalmente apto a ensinar sobre todas as coisas da existência ao resto do mundo.
Eu nasci com essa mania de querer pagar pra ver. Eu não me conformo se me disserem que algo é assim ou assado. Eu preciso conferir por mim mesma. Não creio que isso seja um defeito, mas também não afirmo que isso seja uma qualidade. É apenas uma marcante característica minha.
Estou viva e estou pagando pra ver. Estou vivendo e, aos poucos, entendendo um pouco dessa coisa complexa que é a vida. Não é fácil, não é fácil, mas não podemos desistir de tentar entender (ainda que minimamente) tudo isso. É essencial que continuemos provando do colossal cardápio da vida.

Erica Ferro

*

Estava precisando devanear um pouco. Espero que o post não tenha ficado muito desconexo e que vocês compreendam (nem que seja um pouco) o que eu quis dizer.
(...)
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Um abraço da @ericona.


10 comentários:

  1. Escrever é praticamente uma terapia e vale a pena. E não se arrependa dos textos escritos. Pelo menos você botou pra fora o que precisava.

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  2. Acho que eu entendi sim Erica, e foi um belo de um devaneio, você me resumiu em algumas partes, mas essa:'Acho que essa é a agonia de muitos: olham pra vida, veem toda essa imensidão, se perdem no meio de tantas possibilidades e caminhos, que acabam parados, sem saber o que experimentar/vivenciar primeiro, sem se decidir pra qual lado ir. É, amigo, saber viver é difícil.' foi a que mais me atingiu, sou exatamente assim.
    E é, a gente tem que pagar pra ver, tentar entender um pouco essa vida e vivê-la da melhor forma que acharmos ;}

    Beijos

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  3. Eu AMO blogs por causa disso. Podemos mudar nosso eu e, depois, viramos as páginas dos arquivos e vermos o quanto evoluímos. Às vezes dá um pouco de vergonha sim por ter escrito determinada coisa, mas também acredito que aquilo foi parte de nós, e então é o que contribuiu pra sermos o que somos hoje. E ter um blog onde vc tem tantas opiniões diferentes sobre os mais diferentes temas... não tem preço, hehehe.
    Beijão!

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  4. Realmente todo mundo tem um tema com o qual tem mais afinidade, eu nem sei sobre o que falo mais no meu blog... Mas sei que me repito, sei que falo muita besteira e que é incrível que haja quem leia minhas leseiras!!!

    E Erica o melhor do blog é que ele guarda a memória dos nossos caminhos, nós sempre podemos voltar e ver que estamos constantemente mudando!!!

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  5. Amei o blog.
    Sério.
    Tudo de bom.
    E beijos.

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  6. "Ao que parece, gosto de um sofrimento amoroso inútil". Somo duas!

    BeijoZZz

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  7. Ah guria, realmente, eu vejo tanta gente batendo numa mesma tecla no blog. É tantos blogs falando sobre sentimento, ou só sobre livros e afins.
    Acho legal até, mas realmente é algo estranho. Eu era assim, acho que ainda sou um pouco.
    Também gosto de reler minhas postagens, ver minha evolução, minhas loucuras e tudo o mais. rs

    Beijos.

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  8. No meu blog eu só reclamo HAHAHA Adoro rever meus posts antigos.
    Eu bem que queria um manual do estilo "Como viver", mas acho que aí a vida seria previsível demais e acabaria perdendo um pouquinho de sua graça.

    (www.caixinhadeopinioes.zip.net)

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  9. Oi Erica tudo bem?
    O mundo blogueiro é repleto de coisas, variedades e semelhanças, mas acredito que por mais que os temas sejam semelhantes há sempre uma individualidade em cada blog, afinal são pessoas diferentes. E concordo com você, mudamos muito no decorrer do tempo e às vezes nem nos damos conta, por isso acho legal ter um blog ou diário, porque neles acaba ficando eterno um sentimento ou pensamento que tivemos em determinado momento da vida.
    Abraços,
    Amanda Almeida

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  10. Desconexo ou não, ficou interessante. No meu blog, posto dde tudo um pouco, mas sempre coisas que gosto. :D

    http://vitaminadepimenta.blogspot.com.br

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