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09/02/16

A difícil arte de ser resiliente

Sabe, a vida às vezes pode ser difícil pra cacete. Tem dias que nada faz sentido, que dá uma vontade de desistir de tudo, de si mesmo, dos outros, do mundo... Da vida. Tem dias que pensamos seriamente em jogar tudo pra o ar. Quando a gente apanha muito da vida, se enche de cicatrizes que parecem nunca sarar por completo, a vida fica pesada e quanto mais a gente pensa nisso, mais a gente se afunda e sufoca. "Não tá tranquilo, não tá favorável", dizemos pra nós mesmos. "Tá complicado, tá dolorido, tá impossível. Eu não vou conseguir suportar mais um dia", é o que repetimos incessantemente.

Repete tanto que isso acaba virando um mantra diário.  As pálpebras pesam e os olhos choram sem parar. As horas passam, o dia acaba mas nossas paranoias permanecem. É difícil acreditar num amanhã melhor quando tudo o que nos acontece, quando todos os pensamentos que nos assolam são cinzas e reforçam o nosso medo.

Esse inferno mental é insuportável, é enlouquecedor. O que fazer pra abrandar isso? Onde conseguir esperanças quando dentro de si não existe resquícios de pensamentos positivos? O que eu faço com toda essa tristeza e desespero? Como posso me ver livre dos meus fantasmas? Como posso vencer tudo isso? Eu posso vencer? Ou essa luta eu já perdi? Não consigo mais suportar. A confusão e o cansaço mental tragaram a minha paz e já há mais vigor em meu corpo.

Se já perdi a luta eu não sei, mas tenho procurado não entregar os pontos.  Tenho tentado levantar a cabeça, e mesmo com chuva nos olhos seguir. Eu sei que não é nada fácil,  sei que é difícil acreditar num amanhã melhor. Mas se eu não acreditar e não lutar, ninguém fará isso por mim. Porque não há remédio e terapia que resolva o ócio que me assolou.  Então mesmo que a luz no fim do túnel esteja apagada, eu levanto, lavo o rosto e vou enfrentar o monstro do dia e mais quantos vierem. A vida anda é pra frente.  Então o jeito é seguir.

Erica Ferro & Ariana Coimbra

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Conversa no WhatsApp:
- Pensa rápido, Ariana. Vamos escrever agora? - pergunto.
- Agora? Sobre o quê? - responde Ariana.
- Sim! Sobre qualquer coisa. Eu começo.

E assim nasceu esse texto. Ariana Coimbra é uma mulher forte e valiosa, muito embora às vezes esqueça disso. Ela é uma das seletas pessoas com as quais converso sobre tudo, sem medo de ser julgada louca ou perturbada. E eu sei que ela também se abre comigo. Passamos por coisas semelhantes na vida, sobretudo no que diz respeito aos sentimentos e sensações que muitas vezes não conseguimos domar e eles acabam nos dominando, nos sufocando e causando uma verdadeira bagunça na nossa vida. Somos duas criaturas sensíveis, mas já fomos bem mais. Queríamos muito ser mais racionais, porque já tivemos provas suficientes de que sentimentais sofrem um bocado nessa vida louca. Mas o que podemos fazer? É o nosso jeito, é a nossa essência. Por esses e outros motivos, escrevemos e tentamos, por meio da escrita, nos tranquilizar e plantar um pouco de paz em nossas mentes e corações. Adorei escrever esse texto, assim, na lata, sem pensar muito, com a minha cara Ariana. Foi algo espontâneo, vindo mesmo do coração e dos nossos cérebros por vezes sobrecarregados e alucinados.
Nunca mais havia escrito assim, em parceria. Foi ótimo retomar essa forma de escrever. E que bom que foi com essa blogueira que conheço de longa data. Que outras parcerias venham, Ariana!

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04/01/13

Singelo assim



Hoje eu só queria um lugar tranquilo e lindo em que eu pudesse descansar o meu agoniado e ansioso coração. Um lugar em que eu pudesse esquecer o que me tira a paz. Um lugar em que eu pudesse recuperar a paz há muito perdida. Um lugar bonito, sossegado, florido. A vastidão do mundo é, ao mesmo tempo, convidativa e assustadora. E hoje eu só quero olhar para as flores, para um céu azul, sem pensar na vastidão de tudo que me rodeia. Hoje eu só quero apenas não pensar. Hoje eu só quero absorver a beleza da natureza, mesmo sem entendê-la. Porque a verdadeira beleza, a que mora nas pequenas coisas, não se pode entender. Pode-se apenas sentir. Hoje eu quero que o meu coração e a minha alma estejam no ápice da sensibilidade. Quero que hoje eu esteja atenta e sensível a tudo que possa me fazer bem, que possa restaurar o meu ser. Hoje eu quero calmaria. Quero amor. Quero esperança. Quero sentir o doce aroma das flores e recostar minha cabeça numa grama verde. Simples assim. Singelo assim. 

Erica Ferro

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Hoje estou meio poética, meio metafórica, meio desconexa. Uma mistura confusa (risos). Ah, não deixem de curtir a página do blog e de seguir o blog no Twitter. Um abraço da @ericona. Hasta la vista!