Como começar a escrever, hein?Ops! Comecei? Assim, sem saber?É. Acho que sim, acho que comecei. Sabe como é, faz tanto tempo que eu não escrevo. Faz tanto tempo que eu não sei o que é formar frases e expressar meus pensamentos, demonstrar meus sentimentos, retratar meus anseios, inventar estórias. Mais de um mês. Por quê? Por que me privei de algo que faz tão bem para mim? Talvez ter um blog não faça mais sentido pra mim. Talvez porque ao longo dessa minha vida de blogueira eu percebi que as pessoas não usam blog só como um meio de escape, um lugarzinho calmo para despejar o que angustia ou compartilhar das alegrias com pessoas desconhecidas - que, em alguns casos, logo se tornam conhecidas e realmente queridas para elas. Blogosfera é lugar de expor as ideias de um modo rápido, prático e gratuito. Aqui você brinca do que você quiser. Aqui você exercita seu lado escritor (o lado que você talvez nem tenha), mas que tem o direito de exercitar, de brincar de escrever e ninguém tem o poder de julgar o que você escreve, de determinar como bom ou ruim, como útil ou inútil. Aqui você encontra blogs de variados temas. Cada voltado para um determinado público. Quero dizer, certo blog interessa a uma pessoa, mas não a outra e assim por diante. Há blogueiros estranhamente fissurados por comentários. Não sei, mas até parece que eles escrevem para os outros, diretamente para os outros, para os leitores do seu blog. Não os condeno, só não acho justo com eles próprios. Eu escrevo, especialmente e principalmente, para mim. Não tenho a intenção de que as pessoas gostem do que eu escrevo e muito menos a pretensão que achem fantástico ou vejam no que eu escrevo as palavras de salvação para algo. Não, definitivamente não. Um dos motivos pelos quais eu me afastei da blogosfera foi justamente essa fissura que alguns tem por comentários, por querer agradar a opinião alheia, por essa obsessão em fazer bonito para terceiros, e não de ser honesto consigo mesmo. O que é interessante e bonito na blogosfera é escrever, simplesmente escrever e saber, sim, que alguém provavelmente irá ler e quem sabe gostar e quem sabe comentar. Mas poxa! A intenção maior é escrever. Repito: escrever, escrever e escrever.Seguindo essa linha de raciocínio, eu voltarei a escrever e não me preocuparei com comentários pretensiosos, que eu realmente identificarei uma segunda intenção, a intenção de ter seu ego massageado por mais um comentário, por mais uma visita no seu blog. Pensei em permanecer com a opção dos comentários desativada, mas, se eu fizer isso, eu vou cortar de vez a corda que me une a alguns blogueiros tão queridos, que eu realmente gosto, que eu realmente admiro. Habilitarei os comentários do Sacudindo Palavras, mas analisarei os comentários que eu realmente merecem ser retribuídos. Não que eu seja uma grande pessoa, alguém ilustre. Não, não se trata disso. Se trata do meu cansaço para coisas inúteis, para tanta hipocrisia e falsidade, seja aqui ou no mundo real. Então é isso. Eu voltei. Voltei porque eu preciso escrever, não posso me privar desse exercício que é como uma terapia para mim. Agradeço a quem realmente gosta do Sacudindo Palavras. A quem, por algum motivo, lê e gosta dessas minhas tortas e confusas linhas. Obrigada.Obrigada a Jana Barreto, que me presenteou com esse lindo layout. Mais um, não é, Jana? Muito obrigada. Com o Sacudindo Palavras de cara nova, postar fica ainda mais alegre, ainda melhor.A vocês, deixo um abraço.Finalizo aqui o meu primeiro e último post... do mês.Hasta la vista!(Erica Ferro)
Eu sou um sonhador. Eu vivo deitado em nuvens azuis com cheiro de chocolate.Eu vivo sonhando que sou astronauta, pirata ou qualquer outra coisa legal assim.Dizem que eu sou mesmo é pirado.Não acredito, não. Não acredito no que as pessoas dizem de mim. E não dou a mínima também.Eu acredito mais nos meus sonhos. Eu acredito mesmo.As pessoas riem de mim e eu fico sem entender a razão de tanta graça. Ora, mais engraçados e coloridos são os meus sonhos! E neles, sim, eu vejo motivo de alegria, de risos infinitos. E eu estou sorrindo agora, porque sonhos são mesmo motivos de riso e júbilo para mim.Eu sonho muito. E falo muito também. Falo muito e também sou meio repetitivo. As pessoas dizem que eu sou repetitivo, mas, como disse, não é porque as pessoas dizem, é porque eu realmente vejo que repito bastante. Dessa vez, ao invés de falar, eu estou escrevendo. Assim, é mais fácil observar que eu repito bastante as ideias. Mas eu não vejo problema nisso também. Não sou escritor. Aliás, eu nem sei porque eu estou escrevendo isso. Ah! Esqueci de dizer: eu sou bem esquecido. Tomo remédio, um que eu esqueci o nome, enfim... Acho que não funciona, senão eu lembraria do bendito nome dele! Eu sonho porque nele ninguém cospe na cara e me diz coisas feias, do tipo "você é um babaca!", "por que não olha por onde anda e deixa de arrebentar tudo o que te cerca?", "saia do mundo da lua, imbecil!". Nos meus sonhos eu sou rei, eu sou feliz e eu tenho amigos que enxergam dentro de mim, enxergam o que eu verdadeiramente sou.Eu sonho porque a realidade tem braços espinhosos e olhos maus.Eu sonho porque não vejo razão de sair de uma cama quentinha e abandonar sonhos carinhosos para me chocar com o frio e com a indiferença dessa vida.Meu nome é Sonhador Eterno. Eu não tenho idade. Eu não tenho nada. Eu só sonho. E isso é tudo.(Erica Ferro)* * *Legal, voltei a inventar estórias.
Gostei, gostei!
Obrigada pelas visitas, pelo carinho e por seguirem esse blog tão sacudido e, por vezes, louco.
Um abraço da @ericona.
- Wander, eu preciso te contar uma coisa, uma coisa que venho ensaiando há muito tempo. Aliás, não seria bem ensaiando. Ou seria? Não sei. - Paula tropeçava nas próprias palavras, era o nervosismo personificado. - Quero dizer, eu passei todo esse tempo criando coragem pra dizer isso que hoje resolvi dizer. Escute, Wander, escute bem... A verdade é que de uns tempos pra cá você se tornou a minha vida, a minha razão de existir. Não tem mais sentido viver sem você. Eu queria tanto que você correspondesse a isso, que me amasse como eu o amo, que me quisesse incondicionalmente como eu o quero. - Paula, isso não é amor. Amor não é se anular em função de outro. É bobagem gostar mais de alguém do que de si mesmo. É loucura, entende? Não pode se importar-se com alguém mais do que consigo mesma. Olha, eu lamento dizer, mas você não me ama. Eu não sei definir o que você sente por mim, mas isso, definitivamente, não é amor. Amor não é isso. Amar é se sentir completo com o ser amado, não anulação, não submissão aos desejos do outro, aos sonhos do outro. Você tem vida, a sua vida, os seus sonhos, os seus medos. Você não pode matar-se para viver a vida de outro alguém. Isso não é possível. Eu não te amo, Paula. Desculpe ser tão franco, até mesmo cruel. Mas eu não te amo e nem sinto esse sentimento tão louco que você sente por mim. Na verdade, eu gosto de você, como pessoa, como ser humano que eu sei que você um dia foi, determinado e com vida própria, amando mais a si mesmo do que a qualquer outra pessoa. E eu gosto de você pelo o que você pode ser. Essa paixão desesperada que você sente por mim um dia vai passar. Eu sei que vai. Aquela coisa de que "tudo passa" é verdade, Paula. Creia nisso.Paula escutou a tudo calada, abismada, petrificada, mortificada pela raiva. Apenas proferiu as seguintes palavras:- Eu te odeio, Wander! E saiu correndo, em prantos, odiando as verdades, odiando o amor, odiando a tudo.(Erica Ferro)* * *"Pare e escreva, Erica. Pare, que as letras saem naturalmente. É só parar e escrever. Só!" - é o que me digo sempre.
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Um abraço!