17/02/14

Filme: Frozen – Uma Aventura Congelante


Título: Frozen (Original) / Frozen – Uma Aventura Congelante (Brasil)
Ano de produção: 2013
Direção: Chris Buck e Jennifer Lee
Estreia mundial: 27 de Novembro de 2013  Estreia no Brasil: 03 de Janeiro de 2014
Duração: 102 minutos
Classificação: Livre
Gênero: Animação, aventura, família
País de origem: Estados Unidos
Sinopse: Uma profecia condena um reino a um inverno eterno, então Anna precisa se unir a Kristoff, um ousado homem da montanha, na maior de todas as aventuras para encontrar sua irmã, a Rainha da Neve e pôr um fim no feitiço gelado. Encontrando criaturas míticas, mágicas e extremas como o Everest a cada passo, Anna e Kristoff enfrentam os elementos da natureza em uma corrida para salvar o reino da destruição.

Na última sexta-feira, resolvi aceitar um convite de uma amiga de curso da Biblio/UFAL para assistir Frozen – Uma aventura congelante no cinema. Fiquei sabendo da animação através da fan page do Fábio Porchat, pois ele dubla o bonequinho de gelo mais gracinha (beijo, Hebe!) do Universo.
Sabia do Fábio ator, roteirista, humorista, mas dublador era novidade. Precisava conferir de pertinho essa outra faceta do querido Porchat.
Cheguei dez minutos antes da sessão e, que loucura, só tinham vendido três ingressos. A sala de cinema seria praticamente só minha e da minha amiga. Nos sentimos verdadeiras divas... Até que chegaram mais algumas pessoas. Só algumas. Brincamos dizendo que eram penetras e, como somos boas pessoas, deixaríamos eles assistirem Frozen conosco. 
Entrei na sala sem muita expectativa sobre o filme ser assim ou assado. Mesmo porque nunca assisti uma animação que fosse ruim (aliás, tenho problema com Up! Altas Aventuras, suspeito que contenha doses de Rivotril nele... já me dispus a vê-lo umas quatro vezes, porém, pouco depois de começar o filme, sempre mergulho num sono tão bom... será que Freud explica isso?), então sabia que seria bom. Foi melhor do que eu esperava, na verdade.
Contando um pouco da estória, Elsa, é uma menina que tem um poder inusitado: suas mãos tem o poder de congelar e/ou de criar qualquer coisa de gelo. Anna, sua irmã mais nova, é uma criaturinha dócil e serelepe. Adora a irmã Elsa por ela fazer coisas incríveis com o seu poder só pra diversão delas. Numa dessas brincadeiras, algo dá errado e Elsa, por decisão dos pais, passa a viver reclusa, trancada em seu próprio quarto, sem contato com praticamente ninguém. Sua irmã Anna não consegue entender por que Elsa não se aproxima mais dela e/ou impede a sua aproximação. Há uma passagem de tempo.
Pelo fato de Elsa, a princesa mais velha viver isoladamente, Anna também vive solitária e sem conhecer nada do mundo externo. Na coroação de sua irmã, Anna passa a conhecer o mundo e também o motivo pela qual a irmã se isolou por tanto tempo.


E é então que começa toda a aventura. Do começo ao fim, Frozen trata de amor. Elsa, por medo de machucar alguém que ama, se isola do mundo e se fecha cada vez mais em si mesma. Anna, ao se aventurar pelas montanhas congeladas e caminhos atravancados pelo gelo, tem uma bonita noção do que é o amor.



Cheguei a traçar o final do filme, mas Frozen me surpreendeu positivamente. O amor, na sua mais bela e pura forma, foi que salvou o reino das irmãs Elsa e Anna.


Quero comentar, agora, sobre os personagens. As irmãs são encantadoras, cada qual a sua maneira. Elsa é a razão, a que pondera antes de concluir algo. A Anna é ingênua, estabanada, divertida e serelepe. Hans é uma caixinha de surpresas. Kristoff é amável, apesar de querer parecer turrão. Ah, e o Olaf...! O Olaf é pura fofura! Não sei se eu me encantei pelo Olaf pelo fato de a voz dele ser a do Porchat. É, deve ter sido por isso mesmo (beijo, Porchat!). A risadinha que o Porchat criou para o Olaf é tão, mas tão gostosa. Ficava deliciada toda vez que Olaf ria. E ria também.


A lição que se pode tirar dessa animação: de nada adianta empurrar os medos com a barriga, fugir do enfrentamento com os nossos algozes interiores. Os medos existem para ser encarados e superados. Quanto mais se teme, mais se afunda e a situação fica cada vez mais complicada. A resolução é essa: encarar o que tiver de ser encarado, resolver o que tiver de ser resolvido e ser feliz (e é agora que vocês tiram onda comigo e dizem "e vivem felizes para sempre"!)


Eu sou uma velha, tenho 23 anos, e penso mesmo que Frozen, vencedor do Globo de Ouro na categoria melhor animação, deve ser visto por todos os públicos. Vocês, que são velhos também, relaxem: não tenham medo de admitir para si mesmos (e para os outros, quem sabe...) que ficaram maravilhados com os cenários de Frozen, que os personagens são mesmo muito bons (principalmente o Olaf!) e que vocês saíram do cinema saltitantes de felicidade após verem essa bela animação. Afinal, eu admiti. Por que vocês não podem admitir, ora bolas?

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* Sinopse e imagens encontradas no Filmow.
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15/02/14

Para Simbad...

Oi gente! Não, quem vos fala não é a Erica, em edição extraordinária hoje quem sacode palavras aqui é a Jaci, ou a Pandora. Nem preciso dizer o quanto me sinto honrada com esse convite, o quanto acho a Erica uma pessoa admirável tanto como sacudidora de palavra quanto como atleta e companheira de virtualidade. A gente discute, discorda, concorda e mantem nosso companheirismo e isso é pura poesia. Não uma poesia limpinha, tipica de quem sonhou e não viveu, mas uma poesia visceral, apaixonada e real.

Obrigada Erica pela chance, parafraseando Yeats, "se meus fossem os tecidos do céu, como um manto, eu os estenderia aos teus pés... Mas sendo pobre, apenas tenho os meus sonhos, eu estendi os meus sonhos aos teus pés. Caminhas devagar, porque caminhas sobre meus sonhos.".

Ah, só para constar, um dia desses sonhei com um Homem de Ébano, aproveitei esse espaço para trabalhar esse sonho. Nesse trabalho contei com a ajuda do Alcorão, os textos em negrito/itálico foram tirados dele. Espero que vocês gostem!
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Para Simbad

Essa noite acordei aos sobressaltos, o dia estava prestes a amanhecer e, em momentos cálidos como esse, é impossível resistir ao impulso de ir para a beira da varanda contemplar o amanhecer em meio ao eterno vai e vem das ondas e pensar em você.

Como seria estar com você ao meu lado meu bem? Como seria ter você enlaçando minha cintura delicadamente, falando pouco, sentindo muito?

Respiro fundo sentindo todo o vazio deixado por tua ausência. Esse sentimento é como uma ferida em minha carne!

Essa noite sonhei com você e não gostei do sonho! Me fez demasiadamente desejar acordar com você ao meu lado e, enquanto abria os olhos investigando o entorno, tive apenas certeza de sua ausência e de não haver nada para solucionar meu problema de saudade.

Vejo a Aurora por fim a toda a escuridão da noite, não sem esforço deixo meus devaneios de lado. Contemplo a imensidão do céu em seu encontro com o mar, a poderosa glória do sol nascente. Me pego lembrando das velhas palavras do Profeta, as quais recitamos desde nossos tempos de criança:

"Pelo sol e seu brilho matinal,
Pela lua que o segue.
Pelo dia que lhe revela o esplendor.
Pela noite que o encobre.
Pelo céu e quem o edificou.
Pela terra e quem a estendeu,
Pela alma e quem lhe deu forma
E nela colocou a concupiscência e a piedade:
Vencerá quem a purificar
E perderá quem a corromper."¹

A brisa matinal esvoaça minha saia e meus cabelos, que ela me purifique dos tormentos da noite e não me deixe corromper enquanto me pergunto por quais lugares você andará agora.

Qual será tua atual aventura? Mar ou o deserto? Estarás agora fixando tua âncora em um porto estranho ou buscando um oásis? Será foste lutar em alguma guerra naquelas terras infiéis da Europa e agora te abrigas entre as paredes de um castelo assombrado por ladainhas eternas? Ou será que voltaste para aquela cidade nos rincões da África na qual costumamos nos encontrar até em sonhos?

Seja lá onde você estiver, me pego pedindo ao Misericordioso que você lembre de não esquecer de nós... de nosso amor... desse porto/oásis no qual você sempre poderá descansar... Sei bem, esse porto chamado amor não traz promessas de ouro, honras infinitas, aventura ou segurança... Mas,"pelo esplendor do meio-dia e pela noite serena"² ele nunca deixará de ser seu.

Não se esqueça de voltar, eu estarei aqui te esperando... Por essa aurora, "pelas dez noites, pelo par e pelo ímpar, pela noite quando segue o seu curso"³, todos cometem excessos sobre a terra e o mar, mas esse é um juramento digno do amor que nos uniu.
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¹"Alcorão", Sura 91: O Sol, do versos 1 ao 10.
²"Alcorão", Sura 93: A Manhã, versos 1 e 2.
³"Alcorão", Sura 89: A Aurora, versos 1 ao 4.

13/02/14

Quem dera...


Untitled

Quem dera fosse só a distância física. Quem dera fosse só a gritante diferença de estatura. Quem dera fosse só porque ele é calmaria e eu sou explosão. Quem dera fosse só por isso que ele e eu não podemos ser nós.
É mais que isso. Ele e eu não podemos nos atar porque aparentemente as nossas aparências não combinam. Ele é do tipo escultural, bonitão, galã e galante. Eu, apenas uma moçoila com o coração cheio de sonhos e um rosto estranho. Quem dera a única barreira fosse ele encontrar em mim algo que somasse ao que ele é, algo que iria mudar algum aspecto da vida dele, que iria dar a ela mais cor, mais brilho... Sei lá, que o faria mais feliz do que é sem mim. Quem dera. Contudo, não é assim. A sociedade está fundamentada em ideologias ridículas. Um casal bonito não é um casal que se dê bem e que faça bem um ao outro, mas sim aquele que tem os dentes mais brancos possíveis graças a clareamento dental, de olhos claros, de sorriso largo, de traços impecáveis na face para sair na revista Casal Perfeito. O que fugir a isso é uma ofensa a essa sociedade, que tanto preza pelo ter, pelo parecer, e nada, nada mesmo, pelo ser. Um casal de feios, vá lá. As pessoas meio que deixam passar, não sem cutucar e ridicularizar. Mas okay, deixam. Porém, se um do par for meio capenga, meio fora do padrão aceitável por essa sociedade alienada e cruel, que cultiva ideias discriminatórias e deploráveis, duras provocações serão direcionadas ao casal, especialmente ao par bonito da história, ao que deveria estar com alguém igualmente agradável aos olhos carnais, que só pode estar louco e que alguém precisa fazer algo antes que esse ser fisicamente perfeito se atrele a alguém de aparência tão horrenda.
É por essas e outras que ele e eu não podemos conjugar o verbo na primeira pessoa do plural.
Só os belos têm o direito de se unirem, de se amarem e desfilarem pelas ruas seus amores, mesmo que sejam de plástico.
Eu, que o amo, estarei fadada a condição de amar sem tê-lo perto, sem ter a possibilidade de tocá-lo. Eu, que não sou Roberto Carlos de saia, mas tenho o amor maior do mundo pela pessoa que é mistério e doçura, assim, ao mesmo tempo, pra mim. É o doce mistério que eu adoraria desvendar.
Mas não, meu amor, não dá. Não é? Não dá...

Erica Ferro

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