Não, por favor, peço-lhe pelo o que consideras mais sagrado no mundo: não me sorrias, não me dirijas esse olhar tão doce. Não, não faças mais isso.Teu sorriso o e teu olhar salvam-me e, em seguida, condenam-me a uma tristeza sem fim.Teu coração nutre o mais terno e genuíno amor por outra senhorita. Os teus sorrisos e olhares enamorados, infinitamente apaixonados são para ela. Teu olhar amigo e o teu sorriso benigno, tão lindos, tão lindos, são legítimos, meu coração sente que são. Porém não quero-te assim...Quero-te com paixão, desejo-te chamar de meu amado, meu doce e eterno amado. Rejeito a tua amizade e decido não mais ver-te porque a tua proximidade não-próxima seria um tormento. E tormento maior tem sido sentir essa paixão, inicialmente, inocentemente linda tornar-se paixão espinhosa, venenosa, que sufoca-me e rasgue-me a alma. Clamo-lhe: vai-te para sempre dos meus dias, do meu viver. Deixa que eu morra lentamente, bebendo o amargo cálice desse amor doente, condenado a nunca curar-se. Vai-te e não sintas remorso. Não te culpes por despertado o mais sincero e puro amor em meu coração. Eu também não culpo-me por amar-te assim. Resigno-me a morrer por esse amor.Em algum lugar estava escrito que o meu destino era nascer para amar e morrer por amor. E assim será.(Erica Ferro)* * *Eita que saudade de escrever uns textos extremamente melosos e trágicos como esse! (risos)
Por mais que hoje eu goste menos de ver/ler/escrever amores dramáticos e trágicos, resolvi matar a saudade e o resultado foi essa postagem excessivamente sofrida. Que legal! (risos²)
E certamente terá alguém que não lerá o meu "p.s", pensará que realmente estou morrendo por amor, vivendo dias de cão, porque não sou correspondida e blá blá blá...
E, certo, certo, certo, me preparo para ler os conselhos que me darão (risos³).
Ah! E já é Dezembro. Que triste, que triste!
Não queria que 2010 fosse embora. Certo, certo e certo, não vou iniciar aquelas minhas lamúrias de fim de ano por aqui (já basta estar fazendo isso no Twitter).
Um abraço, povo.
Hasta la vista!
"Já parou para pensar que estamos correndo em direção a morte? Já parou para pensar que cada segundo que se passa é menos um segundo de vida? Isso é tão louco! Tão absurdo, mas ao mesmo tempo é natural, é normal. Nascemos, crescemos, reproduzimos, envelhecemos e morremos. Um ciclo. A vida. Quanto mais penso que a vida é algo tão frágil e fugaz, me deprimo e penso que não há razão para lutar por tantas coisas, vencer tantos obstáculos, se tudo acabará algum dia, ou quem sabe, desavidamente, quando menos se espera, antes que tudo se concretize, antes que eu realize o que eu pretendo realizar. Ora, penso que esses meus devaneios, esses meus temores sejam perdoáveis, posto que são sinceros e provavelmente devem se passar pelas mentes de quem interroga a vida, de quem critica a existência. Eu sei, eu sei, eu sou um homem amargurado, com medo do que está por vir. Eu sei, eu sei, eu estou perdendo vários segundos em lamuriações e em loucos pensamentos, tentando solucionar o insolucionável, tentando parar o que não pode ser parado. O curso da vida é esse: é ininterrupto. Eu nada posso fazer além de me consternar, de chorar meu tempo perdido em alucinações vãs. Eu sou um pobre homem, com sua garrafa de vinho, seu cigarro e sua solidão. Não, por favor, não me critique e muito menos tenha pena de mim. É a vida, amigo, a vida que me enlouquece e me deprime. Que ironia! Porque dizem que a vida "é bonita, é bonita e é bonita". Bonito. O que é bonito? Namoro, praia, sol, sucesso? Acaba. Tudo acaba. Hoje você não é ninguém, amanhã é a manchete, positiva ou não, dos noticiários. E daí? Dois dias depois está morto. De que vale se sua infância foi boa ou terrível, se alcançou o sucesso com trabalho árduo ou sorte, se continua na monotonia dos últimos vinte anos ou na melhor fase de sua vida? Você vai morrer, mais cedo ou mais tarde. Qual é a vantagem de dizer “eu aprendi” se você sempre tem algo mais a aprender, se nunca saberá tudo e, se souber, bem, sua sabedoria acabará por ser apenas mais uma informação no seu epitáfio, ou não. Se eu morrer amanhã, quem se importará? Minha família, amigos? Podem lamentar, mas continuarão suas vidas que acabarão algum dia, o mundo não vai parar porque eu morri. Nem quando você morrer. Tudo que foi feito em uma vida inteira de esforços será apagado de uma hora pra outra, rapidamente esquecido, como um papel cheio de palavras jogado ao fogo. Morrer agora, amanhã ou mês que vem, que diferença faz? Talvez seja melhor parar de enrolação, interromper essa pequena tragicomédia que chamamos de vida, e morrer. Agora. Ah, seria tão bom deitar e não levantar mais, não ter problemas, não ter saudades de momentos e pessoas que me fizeram felizes num passado distante, simplesmente esvaziar a cabeça, dormir e não acordar mais. Nos filmes parece tudo tão fácil... Gás do fogão, pular de prédio, cianureto? Demorado e complicado. Overdose. Remédios são drogas, calmantes são remédios... Ah, o que afinal estou fazendo? Talvez eu seja mesmo louco... Ah, mas agora está feito. Sem arrependimentos. De nada vale me arrepender, o intuito é justamente acabar de vez com o que chamam de consciência e coração. Ah, me sinto leve. Melhor deitar e sonhar meu sonho vazio, relaxar e esperar não acordar... E você, caro amigo, que lê as palavras loucas e, apenas aparentemente, sem sentido de um suicida, acredite, está é a coisa mais divertida que já fiz e, tudo que tenho pra lhe dizer é: Live and let die."(Ana Seerig & Erica Ferro)Eis mais uma da parceria Seerig & Ferro! Depois do sucesso estrondoso do poema feito por essa dupla, inúmeros e-mails pedindo outro poema/crônica/conto/bilhetinho, qualquer coisa, fosse escrito por essas meninas fantásticas, que dominam com maestria o mundo das letras. Elas aceitaram o desafio e está aí mais uma obra-prima do talento dessas promessas da literatura.
Cof, cof, cof... Parei com a palhaçada e as piadas nada modestas.
Seguinte: tava de bobeira no MSN falando com a gaúcha arretada da Ana Seerig, então ela falou que ia ler uns blogs e, talvez, postar algo no blog dela. Lembrei-me que há mil anos não postava nada no meu blog e, como a minha internet tá muito sacana nos últimos tempos, provavelmente demoraria um bocado para postar. Ela então me propôs um desafio: escrever algo, em um tempo estipulado por ela, para que, posteriormente, ela desse continuidade.
Me perdoem por estar tão ausente daqui, mas, acreditem: eu tenho mais saudade de escrever do que vocês de me lerem.
Um abraço da @ericona, a devaneada.
Recentemente uma reflexão antiga voltou a incomodar (no bom sentido) a minha mente. E hoje, depois de ler um tweet da Camila Blopes, foi que a mente começou a trabalhar a todo vapor e um texto queria se formar e ser publicado aqui no blog.O tweet dizia o seguinte: "Mania de esperar que as coisas sejam dum jeito determinado, por isso a gente se decepciona e sofre."
Não é verdade?! Verdade pura! E o fato maior é que todo mundo, ainda que intimamente, sabe da veracidade dessa frase. Eu disse todo mundo!
Mas, ao mesmo tempo que é verdade, não esperar é algo difícil (esperar também, convenhamos; aliás, quase tudo nessa vida tem um grauzinho de dificuldade).
Digo que não esperar é algo difícil porque eu ainda não sei como planejar algo sem idealizar o fim do projeto. Digo que é algo difícil porque não sei sonhar sem ilusões, sem esperar que o sonho se torne real, lindamente real, com toda pompa que eu julgo merecer.
Digo que é difícil porque nunca aprendi a amar sem querer amor em troca. A gente sempre espera algo, uma troca, uma compensação - e isso é algo quase que automático, inconsciente (e, também, perdoável). E por que é assim? Por que não podemos simplesmente amar por amar, sonhar por sonhar, querer por querer? Por que tudo esconde uma razão? É essa a graça? Estou quase convencida de que é essa a graça: os mistérios que se escondem por trás das nossas ações e pensamentos é que o que faz da vida essa coisa tão boa de ser vivida, de ser protagonizada, desejada e aproveitada.
E eu vou continuar me decepcionando, sofrendo, chorando, mas acima de tudo continuarei vivendo. Vivendo o mistério de mim mesma, me deliciando com os doces da vida, provando do amargo, do exótico, do utópico, do irreal, do palpável, do inimaginável. Vou continuar esperando, esperando até por aquilo que eu nem sei bem o que é, mas que certamente um dia encontrarei. E o encontro será bom, mas jamais como eu idealizei, como esperei. Porque o destino é irônico, adora pregar peças. Que bom que a ironia dele não é todo prejudicial e cruel. Que bom!
(Erica Ferro)