Fui convidada a um baile a fantasia,
me fantasiei de mim mesma.
Lá, me ofereceram uma bandeja com porções de raiva,indignação e desgosto.Devorei-as, não como quemdegusta um belo banquete, com iguarias rarase finas, mas como quem se farta doveneno que o inimigo, amanhã, seráobrigado a se fartar.Me presentearam com uma justa pulseirade espinhos,que foi cravada em minha peleque o sol queima todas as manhãs.Choveu sangue no chão,sangue do meu pulso,sangue que adubou a terra seca.Do baile, onde proveidos venenos da morte e me foi dadaa pulseira que dilacerou-me a vida,sobrou a música que ecoava em minha cabeça,doce e suave,enquanto a vida ia-me fugindo levemente,lentamente...(Erica Ferro)•••Hoje eu estou cansada...
Sabe quando você cansa? Que a rotina te dá um abraço de urso e faz suas costelas doerem? Pronto, eu estou cansada.
Cansada em vários aspectos, mas prefiro deixar isso em segredo, revelado metaforicamente nesse poema, se é que se pode chamar assim.
E anônimos nunca mais! Cansei de brincar com seres chatos, que preferem esconder o que pensam ou que, na pior das hipóteses, apenas gostam de machucar as pessoas, de tirar uma "onda" com quem não deveriam tirar, por não conhecerem direito, por não terem o direito de ofender. Aliás, tais anônimos deveriam procurar algo mais útil do que ficar o dia inteiro na internet, procurando quem ofender, quem criticar mascaradamente. Bando de mal amados e covardes!
Bem... De qualquer modo, acabou o mês e isso não é um motivo muito feliz. Sei lá, já disse que não gosto de finais, não é? Sentirei falta de abril. Mas beleza, Maio está aí, todo lindo, todo cheio de charme, me chamando, me implorando que eu o explore sem pudor. Beleza, Maio, te segura que lá vou eu!
Amanhã estarei no Divã Cor de Rosa - espero vocês lá!
Um abraço da @ericona sem juízo!
Dez lições do cotidiano
I - A vida nos deixa diversas marcas. Evite espremer espinhas.II - Nunca diga que algo ou alguém é uma matéria fecal, sério. Tenha uma experiência próxima com tal coisa e, certamente, aprenderá isso. Seja lá o que for ou quem for, é uma comparação muito pesada (e fedida).III - Nunca confie no fornecimento de energia, ele é um marido cafajeste; te trairá. Se está fazendo algum trabalho de relativa ou alta importância no computador, não seja idiota; salve, à medida que o for concluindo, para não quebrar a cabeça, quando a mesma encontrar com a parede, num acesso de fúria e loucura. Não adiantará, meu amigo. Só irá ter mais gastos. Isso é, se o computador não queimar de vez. Gastos com remédios por uma cabeça açoitada e um computador novo cabem no seu orçamento? Então, vá em frente.IV - Quer descobrir o quanto seu amigo é, de fato, seu amigo? Simule um assalto. Se ele for esperto, te largará no meio da estrada, sob a mira de um revólver. Entenda, é questão de sobrevivência. Não se zangue. E vai ser uma simulação mesmo. Agora, só falta você ser muito azarado e ser assaltado pra valer, porque o mundo anda muito pacífico ultimamente, não é? A chance de ser assaltado é quase zero.V - Como é? Você é vestibulando, sua vida anda uma loucura, nem tempo pra namorar tem? Largue tudo, vá viver. Nas questões abertas, deixe sua imaginação fluir. Acredite, saber encher linguiça é o que há! Nas questões de multípla escola, faça aquela velha e boa tática da "mamãe mandou". É batata! Foi assim que eu não passei no vestibular.VI - Quer muito esconder uma coisa? Não a esconda. O resultado é sempre o inverso. Confie nisso e sorria.VII - A vida é uma caixinha de surpresa. Dê duas doses de pinga para a sua mulher e descubra tudo o que você não descobriu em anos de casamento. É o poder da pinga!VIII - Pule a cerca, mas se certifique, antes, se tem espinhos. IX - Não queira resolver os problemas alheios. Se conselho fosse bom, eu não estaria aqui escrevendo tais asneiras. Mas, por favor, não pare de ler agora.X - E, por último, mas não menos importante, não faça postagens idiotas como essas. Eu corro um sério risco de levar uma "tomatada" na cara. Mas, meus caros leitores, a intenção foi boa (e esqueçam aquele ditado que "de intenções boas, o inferno está cheio").(Erica Ferro)
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Sério, não me matem por causa dessa postagem, hein? Foi uma ideia meio tosca, eu sei; mas eu queria escrever e publicar essa ideia idiotinha; afinal eu não tenho o menor problema de parecer idiota ou ridícula. Felizes são os idiotas e os ridículos (outra lição! haha)!
E que os anônimos sejam bonzinhos ou, melhor, que nem apareçam porque hoje faz sol e eu não quero chorar. Vixe! Que drama. Parei, hein? Um cacho de bananas para os anônimos (é cientificamente comprovado que banana é excelente para cãimbras!).
Um abraço da @ericona pra vocês.
Diário, meu diário,
Hoje eu só tenho você. Aliás, quem eu tinha ontem? Deixe-me ver... Ninguém. Achei que tinha um ombro para me apoiar, tirar um cochilo, chorar, ou apenas descansar. Pensei que o sorriso que via todos os dias era amostra de uma verdade que no peito se escondia. Que a voz aveludada que comigo falava era fruto de uma tal árvore do amor. Que aquele corpo forte e convidativo queria o meu na mesma medida que eu o queria, ou pelo menos com a mesma verdade. Mas eu escorreguei, caí das alturas e quebrei duas costelas. "Mais uma de amor"? Não sei. Porque eu não sei o que é esse amor que eu nunca toquei.
Diário, eu não gosto de igrejas, de pastores ou de padres. Talvez se eu gostasse, eu fosse me confessar, me aconselhar com esse homens de tanta fé, ou que dizem ser. Acredito mais na segunda possibilidade. Sim, diário, eu não tenho fé nas pessoas e, infelizmente, não consigo acreditar em deus (minúsculo mesmo). Eu não acredito nem em mim. Não sei das minhas forças, de onde eu posso chegar, o que posso fazer. Na verdade, ando por aí feito louca, com os olhos vermelhos, torcendo as mãos. Ai! Eu enlouqueci! "Talvez eu passe um tempo longe da cidade", mas será que essa seria a solução? Não consigo fugir de mim mesma, das minhas próprias frustrações, desse desencontro que tenho com um amor mútuo. Seria inútil.
Diário, se você fosse gente, eu agarrava em sua mão e deixava você me guiar, porque eu só tenho você, só confio em você. Mas, diário... Você não é gente. Nem sei se eu sou gente ou se sou um fantasma, vagando sobre essa terra de poucos, poucos felizes.
É, eu sou um fantasma; morri quando uma bala chamada amor acertou em cheio meu peito. Mortal, diário. Foi mortal.
(Erica Ferro)
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Conto para edição musical do projeto Bloínquês.
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Meu povo! Agora é sério. Mil anos que não venho aqui, que não leio nenhum blog; que saudade!
Minha internet está muito ruim, muito mesmo. Quando eu penso em postar, ela fica cheia de frescura. Agora, momento raro, ele está "navegável" (só quero ver quanto dura isso, haha). Aproveitei e resolvi escrever algo. Não tinha ideia do que escrever; aliás, tinha e tenho, mas são ideias loucas que eu preciso organizar. Então dei uma olhada nos temas de alguns projetos e me surgiu a ideia de criar esse conto sofrido (sempre sofrido). É, deve ter alguma pessoa por aí, nesse mundão, que deva estar sentindo coisas semelhantes, frustrações semelhantes. Porque, sinceramente, sempre há um ser em cada esquina com o coração latejando, seja de dor ou ainda naquela fase de encantamento. A paixão paira no ar, meus amigos (haha!).
Um abraço da @ericona, doidíssima, mas que gosta muito de vocês e desse cantinho!