17/01/12

A necessidade de se adotar o "dane-se" como estilo de vida

Imagem retirada do we♥it

Layla está deprimida. Layla está cansada. Layla, em outras palavras, está de saco cheio da vida. Layla, menina nova, 16 anos tem a desolada moça, mas já se encontra num estado de estafamento profundo em relação a vida. Coisa espantosa de se ver. Ela não sabe muito bem a razão de estar assim. "Eu não me encaixo aqui, entende?", é o que ela vive dizendo. Para si mesma, claro. Ela não ousa dizer isso para as pessoas. Porque no mundo de hoje não se pode fazer uma simples observação sobre o comportamento humano sem que escute uma palestra com traços de auto-ajuda de outrem. Um saco.
Layla certa vez escreveu em seu diário que, se ela diz que é um amor é uma droga, não no sentido de ser viciante, e sim no sentido de ser uma merda mesmo, não quer dizer que ela esteja sofrendo de amor, ou, sei lá, já sofreu e isso deixou marcas profundas nela. Foi só uma constatação. Ela só viu pessoas se ferrando por causa disso de amor e resolveu comentar sobre o que viu. Acrescentou mais: se eu tiver a audácia de externar isso a outrem, escutarei coisas sobre as virtudes do amor, ou ainda sobre como os sofrimentos do amor nos fazem crescer, evoluir, ou outra idiotice do gênero. Ou ainda, a que eu mais detestaria que me dissessem: "não sofra assim, Layla. Quer um abraço?".
A verdade é que nos tempos em que vivemos ninguém pode dizer nada, ninguém pode fazer nada, ninguém pode querer nada sem ser aconselhado, apontado ou ridicularizado por alguém se acha muito qualificado para opinar sobre você e sua vida, mas que na verdade não passa de um panaca que deveria cuidar da própria vida.
A resolução da problemática toda é simples: ou você aprende a lidar com isso, mandando todos se ferrarem e exigindo que lhe deixem viver a sua vida em paz, ou você entra numa crise de ira que só irá terminar quando o mundo se desfizer numa explosão tremendamente enorme e todos os panacas morrerem. Se bem que quando isso ocorrer você morrerá também, então acho que o melhor é acatar com carinho a primeira opção.

Erica Ferro
* * *
Disse que ia escrever mais frequentemente, mas eu não tenho mesmo jeito.
O bom é que posso culpar a internet, que não ainda muito amigável nesses dias. Vive caindo e tudo o mais.
A verdade é que ando procrastinando muito. Vira ano, mas a gente continua com as velhas manias. Preciso largar isso de adiar tarefas que me dão prazer. Falo de escrever, de ler e de assistir seriados. Enfim, paremos de procrastinar! A vida é muito curta para isso.
Um abraço da @ericona
.
Hasta la vista!

01/01/12

E... virou!

Eu sei, postei aqui ontem, mas, sei lá, queria publicar algo hoje, pra iniciar bem o ano, entende? Pra marcar uma nova fase, a da Erica blogando pra valer em 2012. Não quero fazer do Sacudindo Palavras um diário. Não mesmo. Mas hoje a postagem será meio que diferente. O post não será uma pseudo poesia, um conto mal contado ou uma crônica de má qualidade. Não, queridos, não será. Não faço ideia em que categoria se encaixará esse post. Mas enfim... Quero registrar aqui no meu cantinho um pouco do que foi a minha virada de ano. Confesso que a noite do 31 só ficou mesmo animada quando o álcool que ingeri começou a fazer efeito. Bebi como se fosse água. Me diverti horrores! Dancei, pulei, cantei e gritei loucamente. Foi uma noite legal, apesar de ter passado o réveillon em casa. Confesso que a cada minuto que me aproximava da virada, mais emocionada ficava. Quase chorei. E eu sei o porquê. Não era choro triste, de jeito nenhum. Era um choro de alegria, de libertação. Então dancei ainda mais, pulei ainda mais. Paguei mico, claro, porque estar bêbado e não pagar mico é algo quase impossível.
Mas... como nem tudo são flores, hoje senti o real efeito do álcool. Não foi a primeira vez que bebi, mas foi a primeira vez que eu soube o que era ressaca. E daquelas. Amigos, achei que fosse morrer. Pedi clemência aos céus. "Não posso morrer hoje, no primeiro dia do ano. E ainda mais por causa de ressaca! Isso seria muita ironia da vida para comigo...", era o que eu repetia mentalmente a cada pontada na cabeça. Sem falar na agonia que senti por causa da ânsia de vômito. Pessoas, se vocês tiverem algum problema com a palavra vômito, parem de ler por aqui, pois agora vem a parte nojenta da história.
Como disse anteriormente, achei mesmo que fosse morrer e o meu único desejo era vomitar pra ver se o mal estar passava nem que fosse um pouco. Pensei "Álcool maldito, você vai tem que sair desse corpo que não te pertence! Nem que seja pela força do vômito!". E saiu. Meu Deus! Nunca me senti tão feliz por vomitar. Não vou dizer que melhorei instantaneamente da ressaca, mas senti um alívio tremendo.
Depois dessa cena linda de vômitos aliviadores, comecei a me sentir um pouco melhor. Quer dizer, depois que eu parei de tremer por causa do esforço dedicado a essa tarefa quase nada nojenta, comecei a melhorar. Pouco mais de uma hora já me sentia bem melhor. E agora estou ótima! Como diriam os beberrões profissionais: pronta pra outra! Mas eu não estou pronta pra outra. Deus me livre e guarde! Fiquei com trauma de álcool! Entendi, da pior maneira possível, o que quer dizer aquela música " Você pensa que cachaça é água? Cachaça não é água não! ".
Depois dos detalhes asquerosos dessa minha etílica virada de ano, vem a parte mais linda.
Primeira lição de 2012: beba com moderação, caramba! Aliás, não beba!
E, depois dessa experiência de quase morte, eu digo, com toda a convicção que há em mim: nunca mais eu bebo!

Erica Ferro

* * *
Estou muito feliz! O motivo: amanhã volto a treinar na minha piscina.
Concluiram a reforma da piscina rapidinho (se é que reformaram, descobrirei isso amanhã).
Contem-me como foi a virada de ano de vocês. Beberam loucamente também?
Compartilhemos os micos, amigos! (risos)
Um abraço da @ericona.
Hasta!


31/12/11

Sobre 2011 e 2012

Não, eu não poderia deixar de postar aqui antes do ano de 2011 acabar. Não mesmo.
2011 foi muito, mas muito decisivo pra mim. Digamos que foi o ano em que eu voltei a trabalhar em prol da realização de projetos há muito engavetados.
Consegui vencer o que me vencia. Eliminei todo o medo e toda covardia que existia em mim. Resolvi ser forte. Encarei o que tinha para ser encarado e preparei o campo para a linda colheita de 2012.
Acredito que conseguirei a minha vaga no curso de Biblioteconomia na UFAL, e será delicioso estudar algo que eu realmente quero.
As minhas expectativas em relação a natação são as melhores possíveis. Algo me diz que, sim, dessa vez conseguirei os meus tão desejados índices classificatórios para as etapas nacionais do Circuito Loterias CAIXA.
Estou relativamente feliz comigo mesma no que diz respeito ao meu comportamento em 2011.
É... Só não li tudo o que eu deveria ler, por procrastinação ou por falta de tempo mesmo. Não vi os filmes que eu deveria ver. Não fui a todos os lugares que prometi a mim mesma que iria. Mas não é o fim do mundo, é só o fim do ano. Creio que não morrerei por esses dias, então terei tempo de realizar o que eu não realizei esse ano, e um pouco mais. Porque a gente não deve se acomodar nunca. Há sempre algo a ser conquistado. Há sempre algo a ser aprendido e/ou ensinado. Há sempre vida a ser vivida. Por isso, digo, com toda a força que existe em mim e com a certeza de que não é só entusiasmo de final de ano: vivamos, meus amigos! Vivamos com todo o nosso ser, com toda a verdade que existir em nós. Lutemos, todos os dias, por aquilo que queremos e acreditamos. Não nos conformemos com aquilo que parece iníquo aos nossos olhos. Tenhamos a ousadia de mudar quando acharmos necessário, seja que tipo de mudança for. Excluamos o medo de nossos dicionários. Não nos serve de nada. Adicionemos, um milhão de vezes, a coragem, a gana e a determinação aos nossos léxicos.
Para a falar a verdade, tudo o que eu queria dizer sobre 2011 disse, hoje, no Gurias Arretadas.
Quis fazer esse post porque tenho algumas coisas a acrescentar sobre os meus planos também para o Sacudindo Palavras em 2012. Adquirirei maiores responsabilidades em 2012, é verdade, mas farei de tudo para blogar bem mais do que bloguei em 2011. Não quero escrever só sobre o que se passa em meu coração e em minha mente. Quero falar sobre os livros que li; filmes que vi; lugares que visitei; pessoas que conheci. Quero registrar, de maneira mais ampla, as minhas vivências. Quero que vocês me conheçam melhor. Que conheçam a Erica leitora. Que cantem junto comigo as músicas que adoro escutar. Que se emocionem comigo como nunca antes.

Que 2012 seja lindo! Pra mim e pra vocês, que me leem, que tem um carinho especial por mim.

Um abraço da @ericona.
Até 2012!