31/03/09

Ecoar;

O eco deve ser inesperado.
As ações que fazemos devem ser feitas pelo simples prazer de realizar.
Como se fosse respirar.
Nós respiramos sem esperar que ar nos chegue, porque algo irracional em nós sabe que o ar chegará.
Não sei se estou conseguindo ser clara.
Mas penso que deveríamos deixar dessa mania de fazer algo esperando outro algo, uma recompensa, ou coisa do gênero.
Nossas ações devem ser despretensiosas.
Que nossas palavras se transformem em vozes, em gritos, mas que não nos preocupemos em ecoar.
O que basta é saber falar, saber gritar.
O ecoar será apenas uma confirmação que nós
realmente soubemos realizar com maestria o que tinha de
ser feito.
(Erica Ferro)

30/03/09

Parabéns, Ana! ♥

Bem, hoje, 30 de março, é aniversário da minha mais nova amiga virtual - Ana Seerig.
Conheci a Ana de uma forma muito diferente. Não foi em batepapo, nem nada desse gênero. Foi assim: estava olhando a comunidade da Clarice Lispector, lá tinha vários blogs de pessoas que também escreviam textos, poesias, devaneios, enfim, escreviam. Então, vi um blog bem interessante, de uma menina que escreve muito bem, e foi pelo blog dela que eu vi um comentário da Ana Seerig; aí, sim, tive o meu primeiro contato com a Ana, não direto, mas pude conhecer um pouco. Amei o blog dela, vi que ela é uma pessoa que busca sempre enriquecer seus conhecimentos, é uma pessoa que me parece gostar bastante de livros, de música; como eu, não é? Por isso me identifiquei bastante com a Ana. Resolvi então procurá-la no orkut, adicionei; fiquei um pouco apreensiva, achando que ela poderia não me aceitar, não sei, paranoia minha, talvez. Mas ela foi super gentil, me adicionou numa boa. A partir daí, do primeiro recadinho, senti, não sei como, que ela era uma pessoa especial. É uma coisa estranha, porque, veja bem, nós vemos uma pessoa pessoalmente, e ainda sim não podemos saber realmente de todos os seus sentimentos e intenções, enfim, não podemos saber quem ela é realmente. Mas eu senti algo muito diferente ao conhecer a Ana, sabe. Acho que é amizade mesmo, uma amizade em potencial; que eu sinto, que eu vejo a semente por trás de uma tela de computador.
Passamos esses dias por coisas desagradáveis, ela perdeu um amigo querido, e eu também. Então nós demos apoio uma a outra, da melhor maneira que pudemos. Estamos ainda muito chocadas e tristes com o que aconteceu. Mas seguiremos em frente, com a alegria, pelo menos, de ter conhecido esses nossos amigos que foram e sempre serão especiais e inesquecíveis em nossas vidas.

Ana, eu desejo, do fundo do meu coração, que você seja imensamente feliz. Que a sua vida, a cada dia, seja mais bonita e alegre de ser vivida, que você possa ter sempre forças nos momentos em que vida te derrubar no chão. Lute sempre por quem você ama, pelo o que você acredita, pelo o que você quer, e eu sei que você já luta, e nunca pretende parar de lutar.
Enfim, desejo muita saúde, muita paz, muitos presentes durante todos os dias de sua vida, que a cada manhã seu presente seja um presente, sabe. Que todos os dias possa ser um dia repleto de vitórias e aprendizados.
Bem, eu não posso te dar um abraço nesse dia, gostaria muito, mas não posso, a distância não permite. Mas sinta-se abraçada, viu?
Essa foi a maneira de fazer uma singela homenagem a você, Ana. E o presente que eu posso, no momento, lhe dar é a minha amizade, a minha cumplicidade, o meu carinho, o meu respeito.
Bom, Ana, é isso! Seja feliz, querida!
Parabéns! ♫

(Erica Ferro)

29/03/09

O que é normal?


"Alguém sabe dizer o que é normal? Pode parecer tão natural!" ♫





Ontem eu estava assistindo "Caminho das Índias", e uma cena me chamou a atenção. Seu Cadore é dono de uma empresa - a cadore. Atualmente quem comanda a empresa são seus filhos - aliás, comandavam, agora quem comanda é o Ramiro. Bom, Ramiro é casado com Melissa e tem dois filhos com ela, o Tarso e a Inês. Tarso é um garoto lindo, por ele ser tão lindo assim a mãe sempre acha que as namoradas dele nunca estão a altura dele, e sempre dá um jeito de arrumar namoradas que ela acha que são ideais pra ele. Ele detesta isso, fica muito mal por nunca ter voz ativa. Ele faz faculdade de alguma coisa (esqueci no momento), acho que é de arquitetura e ele é músico, pelo menos gosta muito de violão. Só que o pai quer que ele assuma um cargo na empresa - a Cadore. Ele não quer, essa ideia não agrada a ele. Ele já tentou dizer que não queria, que não tinha jeito pra coisa, só que o pai dele não entende, não concorda. E o garoto, coitado, já anda desenvolvendo problemas psicológicos, acho que ele está tendo um começo de esquizofrenia, e os pais não percebem; acham que é manha, é "dengo". Não percebem que o menino está sofrendo, e que precisa viver a vida dele, do jeito que ele quer viver.


Mas, enfim...

Eu fiz esse discurso todo pra chegar até a Inês. Bem, a Inês é aquela pessoa totalmente fora do padrão. Se veste muito diferente das demais, cada acessório "louco". Enfim, ela vive bem no mundo dela. Apesar de viver naquela casa com os pais que só pensam nos seus interesses e tentam impor o desejo deles sempre, ela nunca se rendeu; sempre expôs e defende a opinião dela, nunca se dobrou, nunca se omitiu. A mãe dela detesta o modo dela se vestir, sabe? Chama ela de Alien, de esquisita, monstrinha; que não sabe como ela surgiu, que tem certeza que trocaram a filha dela por ela. Absurdos mesmo.
Então, então! Eu estou falando, falando e não cheguei aonde eu queria mesmo. Como o avô deles (Tarso e Inês), já tinha falado com o Tarso e visto que ele não queria assumir a Cadore, viu também que ele ficou muito nervoso ao falar no assunto, Seu Cadore viu que não deveria insistir nesse assunto com o Tarso; por isso foi falar com a Inês. Inês disse que não tinha condições, que não era a praia dela. Seu Cadore retrucou, disse que há muito tempo percebeu que ela tinha jeito para os negócios (é que a Inês desenha roupas, exóticas...estilo punk, sabe? e as vende pela internet), por isso perguntou se por acaso ela gostaria de assumir um cargo lá; mas ela não quis. Então ele perguntou se ela ficaria se vestindo e vendendo roupas "bizarras" assim até envelhecer, se ela ia viver assim pra sempre. Aí, sim, chegou a parte que eu gostei. Ela falou que todas as pessoas usam fantasias, só que estão tão acostumadas, que isso nem causa mais impacto entre elas; deu até exemplo das pessoas que viviam na época medieval, com todas aquelas armaduras, se vissem um homem da atualidade, no mínimo, achariam engraçado.
Então, o que eu queria falar era disso, que normalidade e verdade vai bem de cada um, do que cada um acredita e como convive com isso, sabe? Se a gente é feliz de um jeito, por que mudar, só porque a sociedade te acha diferente, estranho? Nunca mude só pra agradar os outros. Mude se for pra lhe agradar, se for pra se sentir melhor. O que importa na história é você, a sua felicidade, a sua verdade.

(Erica Ferro)Alinhar à direita