♫ Eu ando pelo mundo
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodôvar,
cores de Frida Kahlo, cores...♫
(Esquadros - Los Hermanos)
Quando não me encontro mergulhada em meus próprios pensamentos e devaneios, ando atenta ao que acontece ao meu redor. E olha, tem um bocado de histórias na minha caixinha de recordações, de hilárias a inacreditáveis, de loucas a impossíveis, de engraçadas a revoltantes.
A história que contarei está no compartimento das histórias revoltantes.
Estava num determinado lugar, lendo, quando escuto a seguinte conversa:
- Cara, tu tá indo muito devagar com fulana, sabia? Deixei vocês sozinhos (em tal canto) e tu nem beijou ela, não fez nada. Sim, ela me disse. Ó, a gente é acostumada a ficar até com homens mais velhos, que "marcam mais em cima", que chegam chegando mesmo, sabe? - diz uma "coisinha" muito da exibida e metida.
- Er... Não quis beijá-la ali, não era o lugar certo. Poderia chamar atenção, alguém poderia reclamar... - responde o rapaz, todo tímido e sem jeito.
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodôvar,
cores de Frida Kahlo, cores...♫
(Esquadros - Los Hermanos)
Quando não me encontro mergulhada em meus próprios pensamentos e devaneios, ando atenta ao que acontece ao meu redor. E olha, tem um bocado de histórias na minha caixinha de recordações, de hilárias a inacreditáveis, de loucas a impossíveis, de engraçadas a revoltantes.
A história que contarei está no compartimento das histórias revoltantes.
Estava num determinado lugar, lendo, quando escuto a seguinte conversa:
- Cara, tu tá indo muito devagar com fulana, sabia? Deixei vocês sozinhos (em tal canto) e tu nem beijou ela, não fez nada. Sim, ela me disse. Ó, a gente é acostumada a ficar até com homens mais velhos, que "marcam mais em cima", que chegam chegando mesmo, sabe? - diz uma "coisinha" muito da exibida e metida.
- Er... Não quis beijá-la ali, não era o lugar certo. Poderia chamar atenção, alguém poderia reclamar... - responde o rapaz, todo tímido e sem jeito.
* * *
E o rapaz tinha razão. O local não era mesmo propício para beijos e amassos, creiam. E sim, havia a possibilidade de reclamações.
Não posso esclarecer muito do caso, porque sabe-se lá quem pode ler isso aqui, não é? Até porque o foco dessa postagem não é exatamente a conversa, o cenário que a mesma se passou ou os personagens dela.
Na verdade eu quero focar na seguinte questão: "Por que as pessoas vivem tentando mudar as outras?"
Não se satisfazem com o seu jeito de pensar e de ser. E, meu Deus, por que existem pessoas que mudam só pra agradar as outras, sem ao menos criticar o porquê de estarem mudando? Por quê?
Eu senti uma imensa vontade de dizer: "Cara, aja do modo que quiser. Se você gosta de ser assim, mais quietinho e paciente, continue assim. Não mude porque uma devassa acha que você é "mole", sem iniciativa. E você é muito fofinho, sabia? Me passa o número do seu telefone, ou e-mail, ou qualquer coisa assim."
Certo, não falaria as duas últimas orações, foi só pra descontrair. Mas é sério, tenho uma raiva enorme de quem dita regras, de quem tenta impor a sua vontade a qualquer custo. E tenho uma profunda pena de quem cede à pressões desse gênero. Eu nunca... ops, nunca é uma palavrinha forte, não é? Tudo bem... Eu não cederia a esse tipo de pressão. Se eu fosse o cara da história, diria: "minha amiga, se tu não gosta de mim assim, com esse jeito pacato e tímido, ó: procura outro."
É, povo, às vezes fico me segurando pra não me meter na conversa alheia. Há coisas que a gente ouve que, sinceramente, não dá pra fingir que não ouviu, entende?
Me digam, vocês já passaram por coisa semelhante? Já sentiram um desejo quase que incontrolável de meter o bedelho no papo alheio? Ou não controlaram o desejo e acabaram se metendo na conversa dos outros? Como foi? Me contem tudo! Quem sabe a experiência de vocês me motive a comprar briga dos outros numa próxima vez.
Não posso esclarecer muito do caso, porque sabe-se lá quem pode ler isso aqui, não é? Até porque o foco dessa postagem não é exatamente a conversa, o cenário que a mesma se passou ou os personagens dela.
Na verdade eu quero focar na seguinte questão: "Por que as pessoas vivem tentando mudar as outras?"
Não se satisfazem com o seu jeito de pensar e de ser. E, meu Deus, por que existem pessoas que mudam só pra agradar as outras, sem ao menos criticar o porquê de estarem mudando? Por quê?
Eu senti uma imensa vontade de dizer: "Cara, aja do modo que quiser. Se você gosta de ser assim, mais quietinho e paciente, continue assim. Não mude porque uma devassa acha que você é "mole", sem iniciativa. E você é muito fofinho, sabia? Me passa o número do seu telefone, ou e-mail, ou qualquer coisa assim."
Certo, não falaria as duas últimas orações, foi só pra descontrair. Mas é sério, tenho uma raiva enorme de quem dita regras, de quem tenta impor a sua vontade a qualquer custo. E tenho uma profunda pena de quem cede à pressões desse gênero. Eu nunca... ops, nunca é uma palavrinha forte, não é? Tudo bem... Eu não cederia a esse tipo de pressão. Se eu fosse o cara da história, diria: "minha amiga, se tu não gosta de mim assim, com esse jeito pacato e tímido, ó: procura outro."
É, povo, às vezes fico me segurando pra não me meter na conversa alheia. Há coisas que a gente ouve que, sinceramente, não dá pra fingir que não ouviu, entende?
Me digam, vocês já passaram por coisa semelhante? Já sentiram um desejo quase que incontrolável de meter o bedelho no papo alheio? Ou não controlaram o desejo e acabaram se metendo na conversa dos outros? Como foi? Me contem tudo! Quem sabe a experiência de vocês me motive a comprar briga dos outros numa próxima vez.
(Erica Ferro)