25/06/11

Das histórias revoltantes

♫ Eu ando pelo mundo
Prestando atenção
Em cores que eu não sei o nome
Cores de Almodôvar,
cores de Frida Kahlo, cores...♫
(Esquadros - Los Hermanos)


Quando não me encontro mergulhada em meus próprios pensamentos e devaneios, ando atenta ao que acontece ao meu redor. E olha, tem um bocado de histórias na minha caixinha de recordações, de hilárias a inacreditáveis, de loucas a impossíveis, de engraçadas a revoltantes.
A história que contarei está no compartimento das histórias revoltantes.
Estava num determinado lugar, lendo, quando escuto a seguinte conversa:
- Cara, tu tá indo muito devagar com fulana, sabia? Deixei vocês sozinhos (em tal canto) e tu nem beijou ela, não fez nada. Sim, ela me disse. Ó, a gente é acostumada a ficar até com homens mais velhos, que "marcam mais em cima", que chegam chegando mesmo, sabe? - diz uma "coisinha" muito da exibida e metida.
- Er... Não quis beijá-la ali, não era o lugar certo. Poderia chamar atenção, alguém poderia reclamar... - responde o rapaz, todo tímido e sem jeito.

* * *

E o rapaz tinha razão. O local não era mesmo propício para beijos e amassos, creiam. E sim, havia a possibilidade de reclamações.
Não posso esclarecer muito do caso, porque sabe-se lá quem pode ler isso aqui, não é? Até porque o foco dessa postagem não é exatamente a conversa, o cenário que a mesma se passou ou os personagens dela.
Na verdade eu quero focar na seguinte questão: "Por que as pessoas vivem tentando mudar as outras?"
Não se satisfazem com o seu jeito de pensar e de ser. E, meu Deus, por que existem pessoas que mudam só pra agradar as outras, sem ao menos criticar o porquê de estarem mudando? Por quê?
Eu senti uma imensa vontade de dizer: "Cara, aja do modo que quiser. Se você gosta de ser assim, mais quietinho e paciente, continue assim. Não mude porque uma devassa acha que você é "mole", sem iniciativa. E você é muito fofinho, sabia? Me passa o número do seu telefone, ou e-mail, ou qualquer coisa assim."
Certo, não falaria as duas últimas orações, foi só pra descontrair. Mas é sério, tenho uma raiva enorme de quem dita regras, de quem tenta impor a sua vontade a qualquer custo. E tenho uma profunda pena de quem cede à pressões desse gênero. Eu nunca... ops, nunca é uma palavrinha forte, não é? Tudo bem... Eu não cederia a esse tipo de pressão. Se eu fosse o cara da história, diria: "minha amiga, se tu não gosta de mim assim, com esse jeito pacato e tímido, ó: procura outro."
É, povo, às vezes fico me segurando pra não me meter na conversa alheia. Há coisas que a gente ouve que, sinceramente, não dá pra fingir que não ouviu, entende?
Me digam, vocês já passaram por coisa semelhante? Já sentiram um desejo quase que incontrolável de meter o bedelho no papo alheio? Ou não controlaram o desejo e acabaram se metendo na conversa dos outros? Como foi? Me contem tudo! Quem sabe a experiência de vocês me motive a comprar briga dos outros numa próxima vez.

(Erica Ferro)

16/06/11

Voltei para sacudir palavras

Ah, quer saber? Eu não sou escritora e não tenho a mínima pretensão de ser. Mas, poxa vida, eu gosto de escrever nesse blog! Eu gosto de inventar estórias, de contar as minhas próprias histórias... Enfim, sempre gostei de brincar com as palavras, porque, no fim das contas, elas tomam a forma que querem, ou seja, elas que brincam comigo. Acabo sendo eu o instrumento. Adoro isso!
Confesso que nunca me importei em postar textos perfeitos. Digo, perfeitos ao leitor, com o mínimo de erros possíveis etc. Durante todo esse tempo de blog, só me importei com uma coisa: a sinceridade. Fui sincera ao mostrar os meus sentimentos. Fui verdadeira ao expor minhas fantasias e desejos. Fui franca ao revelar minha alma e imaginação. Essa sou eu, assim mesmo... desajeitada e complicada.
Decidi que voltarei a escrever meus textos devaneados, apaixonados, ideológicos, filosóficos e até mesmo aqueles pseudos poemas. Danem-se os poetas e suas rimas ricas e perfeitas. Admiro-os, mas abomino a empáfia e o pedantismo de uns. Nunca privei ninguém de nada, não faz sentido me privar de ser o que eu quero ser, fazer o que eu quero fazer e, no caso, escrever o que eu quero escrever. O Sacudindo Palavras é o meu espaço, ou seja, faço dele o que bem quiser, arrumo a casa como bem me agradar. E é isso, abri as janelas, coloquei flores pela casa, vesti a minha roupa mais bonita e voltei. Voltei para sacudir palavras.

(Erica Ferro)

* * *

Bem, não sei quando poderei retribuir as visitas do último post; a minha vida tá bem corrida. Tô fazendo cursinho, estudando loucamente pro ENEM. Quero cursar Biblioteconomia, então é preciso abdicar de certas coisas e estudar com seriedade.
Mas, assim que sobrar um tempinho, visitarei vocês.
Um abraço da @ericona.


14/05/11

O primeiro pôr-do-sol

Rapaz, vem cá. Senta aqui do meu lado, tenho algumas coisas pra te contar. Não sei se você ficou sabendo que recentemente fiz um exame cardiológico e nele acusou arritmia. Que ironia! Meu coração sempre funcionou tão bem. Mas não foi difícil descobrir a causa disso. Foi esse seu sorriso! Ai, não ria! Assim dá um treco nesse meu coração agora mesmo. Não creio! Você continua rindo, e agora mais que antes. Eu sou tão engraçada assim? Sou? Ah, não acho. Eu sou uma boba, bobona mesmo. Você que é engraçado, carismático, simpático... O quê? Asmático? Agora eu que explodi em uma gargalhada! Como? Sim, asmático rima com todas as outras palavras anteriores, apesar de ser uma rima parva. Oh, deixa eu te contar um segredo: eu adoro rimas tolas. Rimo amor com flor porque tudo floriu assim que eu te vi pela primeira vez. Não! Eu não estou brincando. Por que brincaria com isso? Estou vermelha? Ai, droga! É porque não tenho experiência com essas coisas de declarações e tal... Oops! Isso é uma declaração? Comecei a me declarar sem perceber e agora não vejo como voltar, como desdizer tudo o que disse. Também não quero desdizer nada. Eu quero é dizer mais coisas. O maior clichê de um enamorado é falar que o sorriso, o olhar e a voz do seu amado são incrivelmente apaixonantes. E droga, eu não consigo fugir desse clichê. Ai, você sorriu de novo! Que lindo! É verdade, durante toda a minha vida eu nunca vi um sorriso tão lindo como esse seu. Muitas mulheres já te disseram isso, confessa. Não seja modesto, nem combina com você. E esse seus olhos que se iluminam quando você sorri? Definitivamente isso me tira o chão por uns bons minutos. Minutos esses que me transportam para outro lugar, onde a única coisa que lembro e vejo é você. Ai, não faz assim. Não me abraça desse jeito que eu não te largo nunca mais. Tem gente que costuma dizer: "Fulano, você é meu porto seguro..." etc. Sempre achei isso um clichê gigantesco, mas quando me descobri apaixonada por você, essa frase deixou de ser um clichê e passou a ser verdade nos meus dias. Em todas as vezes que você me abraçou, senti um desejo imenso de não te soltar, de ficar aninhada para sempre e sempre nesses teus braços fortes e aconchegantes. Sim, fortes! Você quer ficar ainda mais forte? Não, só mantenha isso. Está uma maravilha assim! Vixe, acho que hoje estou muito assanhada, não? Não? Só um pouco mais solta? Que bom! Ah, concordo com você, sou muito tímida e também estou bem surpresa com esse meu comportamento descontraído.
Eu falei, falei e falei, mas você nada disse sobre tudo o que ouviu. Uma parte de mim tem um medo danado de ouvir o que você tem a dizer, mas a outra mal se aguenta para saber de uma vez o que você pensa de mim, sente por mim e... Você acaba de me dar o beijo mais doce de toda a minha vida! Mas o que foi isso? Você me correspon... Mais um beijo! Ah, você é o rapaz que fala por beijos, é? Sabia! Desconfiei desde o princípio... Quer dizer, desde o primeiro beijo. O primeiro de muitos? Eu também espero isso. Ir à praia? Agora? São 16:00... Ah, sempre desconfiei que você era romântico! Sim, são lágrimas de felicidade. É que nunca ninguém tinha me chamado pra ver o pôr-do-sol.


(Erica Ferro)



Olá, blogueiros!
Devo explicações ou desculpas pelo sumiço? Confesso que durante metade do mês de Abril não escrevi por falta de inspiração (ou disposição para deixar que a alma falasse e os dedos escrevessem), já na outra metade foi castigo mesmo. O meu computador não funcionava nem com reza braba. Num dia ele nem "acendia", ou seja, não ligava; n'outro, ligava, mas nada carregava, ou carregava mais lento que extremamente lento (ou seja, era a lerdeza extrema piorada, se é que isso existe...). Dia 29/04 comprei um computador novo (a coisa mais linda do mundo!), mas dia 07/05, é que vieram montar o danadinho (pode rir de mim, mas sou mesmo uma "porta", não sei MESMO nada de hardware... não sei onde é a entrada do quê e enfim... ah! Perdoem-me...). Esse texto foi escrito no dia 30/04 e deveria ter sido postado no mês de Abril, mas não foi possível (estava sem net). E só hoje, 14/05, é que instalaram a internet. Ô, sufoco!
Assim que puder retribuo as visitas do penúltimo post.
Um abraço da @ericona!