Eu não perdi a fé, não perdi, não perdi, não perdi - insisto na repetição. Mentiras repetidas tornam-se verdades, foi o que disse alguém. Não foi? Mas não se tornam. Mentiroso! Desgraçado!De mentiras, eu estou farta. Farta de fingimento, de doçura. Aliás, tenho que confessar uma coisa. Esses dias, comprei uma barra de chocolate e, ao contrário do que acontecia antes, não a devorei de uma única vez. Comi o que sobrou faz pouco; com relutância, com muito penar. Eu não gosto de chocolate como antes. Chocolate é doce, doce demais pra mim. Eu tenho gostado do agridoce. Disseram que esse meu desgosto pelo chocolate é quase um pecado, afinal todo mundo adora chocolate. Todo mundo é muita gente, por isso não acredito muito e sempre rebato dizendo que deve haver alguém que não gosta ou que se cansou dele, como eu. Preciso confessar outra coisa. Esses dias eu fiz suco de limão, mas sem açúcar, sem adoçante, sem qualquer coisa que tirasse o gosto azedo dele. E tomei, e foi bom, e depois me deu uma vontade de beber água, muita água, pra tirar aquele azedume da minha boca, porque, como já disse, cansei do doce - não queria causar ânsia de vômito.Ah! Lembrei de Los Hermanos: "Tire esse azedume do meu peito e com respeito trate minha dor. Se hoje, sem você, eu sofro tanto; tens no meu pranto a certeza de um amor...♫".Olha, às vezes acho que ninguém me leva a sério. Acho que eu tenho sido boa demais, legal demais, atenciosa demais, prestativa demais. Tenho que ser durona, intimidar a todos com meu novo jeito bruto de ser. Eu tento tanto ser assim, menos palhaça, mais ofensiva. Mas eu estou sempre na defensiva, sempre sorrindo, sempre fazendo os outros rirem; e, quando eu sinto a necessidade de ser séria, não entendem, acham que é mais uma gracinha. As pessoas parecem não saber que eu também canso dos meus gracejos e dos alheios."Tens no meu pranto a certeza de um amor...♫". Hoje por meus olhos saem lágrimas finas, mas constantes. E eu não sei o que fazer para eliminá-las de vez. Mas não se preocupem, é gripe mesmo. Acho que é crise de sinusite. Minha garganta dói, meus olhos doem (especialmente o direito...), meu corpo parece ter sido esmurrado por uma semana, sem pausa. Será que é virose? Que não seja a gripe A... Olha, não me admira nada que, daqui a umas décadas, teremos gripes de A a Z. Interessante, muito interessante, se não fosse trágico.Eu estou doente. Eu estou com as ideias embaralhadas. Eu tenho um blog. Detesto fotologs. Detesto tirar fotos, mas gosto de admirar belas fotos. Eu quero um chá. Eu quero um abraço, mas não apertado. Um abraço de leve, com jeito, pra não quebrar minhas costelas e meus braços frágeis.Eu peço desculpas. A mim, a ti, ao mundo. E nem sei a razão...Mas eu estou doente, não sei o que digo. Eu não quero deitar, não quero ficar aqui. Eu quero parar de tossir, de me revirar e de escrever textos totalmente sem nexo algum aqui.Ah, virose, pra longe de mim!(Erica Ferro)* * *
É isso mesmo. Tô com uma virose daquelas, uma agonia grande... Uma vontade imensa de ficar melhor, de poder nadar.
Ah, eu estava tão louca domingo (já tava doente), que nem comentei por aqui que a minha internet tá bem melhor, diria que tá ótima. Tenho baixado os episódios do meu seriado amado, e por esses dois motivos, a indisposição pela virose e o fato de evitar usar a internet enquanto os episódios baixam, é que não retomei a leitura dos blogs que sigo.
Espero que vocês estejam bem e que perdoem meu post tão desconexo.
Adoro vocês, de verdade.
A @ericona deseja uma terça-feira bonita. E, se for possível, nadem por mim.
Mainha,Hoje não quero ser muito poética. Nem quero ser muito extensa. Nem dramática. Nem exagerada. Nem devaneada.Infelizmente, será um esforço grande não ser nem um pouco disso tudo que citei acima, porque meu amor, mãe, não é tão objetivo, tão resumível assim.Eu tento, viu? Tento muito, porém não obtenho êxito em simplificar as coisas. Simplificar, ao meu ver, diminui os sentimentos, os significados. Não sei, pode ser apenas mais uma loucura que vive em minha mente. Vai saber...Mas a verdade é que eu já disse muitas coisas, muitas mesmo, pra você. Do quanto que eu te amo. Do quanto eu sou grata a tudo que tu fizeste, fazes e sei que farás por mim, sempre. Do quanto você é uma mulher de gênero forte, que não abre mão do que pensa quando sabe que tem razão. Enfim, de como é grande a minha admiração e respeito por você.Parte da minha teimosia, devo a você. Parte da minha sinceridade descarada, devo a você. São coisas tuas que eu herdei. Herança melhor não poderia ter. Porque, num mundo tão hipócrita, me destaco por esse meu jeito sincero destemido. Não vou mentir e dizer que essa sinceridade toda me beneficia sempre; não posso, porque não é bem assim. Mas não é culpa de quem é sincero ou da sinceridade. Talvez seja culpa mesmo de quem não gosta de sentir umas boas verdades cortando-lhes a garganta, tentando entrar no estômago e forçando uma digestão indesejada. Viu, mãe? Eu não tenho juízo: começo fazendo uma cartinha pra ti e começo a discorrer sobre sinceridade e consequências desta. Não, eu não sou certa dos "miolos". E você sabe disso, como sabe! E ri, não é? Se diverte do meu jeito impulsivo, explosivo e esquisito de agir e reagir diante das coisas. Você sabe bem do meu jeito "oito ou oitenta". Sabe que eu não gosto de histórias contadas pela metade, que eu não suporto que me deixem pra segundo plano, que eu sou ciumenta (beirando a loucura), que eu... Que eu tantas coisas, não é, mãe?Disse que ia ser breve, que ia tentar ser.Prometi, ao começar a escrever, que não ia discorrer sobre o que eu sou contigo ou sobre as tuas qualidades. Isso não importa muito; não no fim das contas, não na página de um blog, não em uma carta só, não em um dia só. O que eu sou contigo, eu sou gradativamente, dia a dia - sou, sem conseguir revelar em palavras de modo claro e preciso. Todos os dias escrevemos uma história, ou muitas num só capítulo. Histórias alegres, cômicas, tragicômicas, tristes, depressivas, mas nossas histórias. Histórias essas que ficarão na história, na sua e na minha. Na nossa.Sem mais devaneios, gracejos, poesias, delongas, eu te quero bem, mãe. Te quero muito bem, e ao meu lado. Por uns mil anos mais!E um dia, eu ainda te darei um orgulho enorme. Terás muito orgulho de mim e do que eu me tornarei, mãe. Acredite nisso!Parabéns por hoje e por todos os outros dias, porque, de fato, todo dia é dia das mães, dos pais, dos irmãos...Enfim, todos os dias é dia de todos nós.
(Erica Ferro)
* * *
Olha, é inevitável não fazer uma postagem para a mamãe hoje, não é mesmo? Pode até ser previsível, comum e até clichê. Mas eu nem ligo pra isso.
Eu quero mesmo é gritar ao mundo esse amor que eu tento dia a dia por minha mãe. E digo mesmo, a ela e a quem quiser. Ela ri do meu modo louco e intenso de ser. E me ama como eu a amo, da maneira dela, que é tão verdadeira quanto a minha.
Parabéns para as mamães de vocês, blogueiros! Parabéns às mamães que já não se encontram fisicamente ao lado de vocês, mas que estão sempre em seus corações e em suas lembranças; às que estão pertinho, cuidando da gente de forma mais próxima, compartilhando os momentos diversos de nossas vidas. Parabéns à todas, enfim. Às mães de verdade, guerreiras, de sentimento nobre e puro, com amor incondicional e atemporal. Vocês são demais!
Um abraço da @ericona.
Fiquem bem e até mais ver!
Por favor, não me fale de amor hoje. Nem daquele amor dramático, incorrespondido e sofrido. Nem daquele amor utópico, colorido, tão bonito que até parece mentira. Não, por favor, poupe-me disso. Olha, eu ando fugindo de coisas extremas, emocionantes demais, feias demais, bonitas demais. Tudo demais tem me cansado demais. Eu quero sossego, quero paz, quero poder enxergar as coisas claras, quero poder alçar as coisas medianas. Eu gostei dos extremos durante todos esses anos. Eu verdadeiramente adorava um drama. Todos que via na TV, nos livros e em tudo, enfim, me deixava acalentada, me via neles. Sorria com vontade de chorar por isso. Mas eu cansei disso, eu quero as coisas que não me causem esforço em excesso, que não me causem dor em excesso, que não me causem alegria em excesso. Eu desci da corda bamba da vida. Era interessante correr riscos; muito mesmo, acredite. Mas eu realmente quero um pouco de repouso. Desejo, hoje, a mudez do choro, a mudez da alegria que insiste em berrar aos quatro ventos o quanto é feliz, a mudez dos amores insanos e pertinentes.
Eu não tenho pretensões hoje. Nem quero que me digam que eu devo ter.
Hoje, a leveza me abraçou e eu a acolhi.
Quem sabe eu a mande embora daqui a uns dias. Ou quem sabe ainda ela se canse de mim e vá embora, sem necessitar de expulsões.
Quem sabe...
(Erica Ferro)
* * *Finalmente consegui postar e colocar, mais ou menos, a minha vida "bloguística" em dia. Pelo menos retribuí quase todas as visitas dos meus posts passados.
É como disse: a minha internet tem me tirado a paz ultimamente, tamanha a sua lerdeza e ineficiência. Mas, milagrosamente, hoje ela está amigável.
Pouco a pouco, volto a ler os blogs com mais frequência.
No mais, muito obrigada pelas visitas e pelo carinho de sempre.
Aquele abraço da @ericona.