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28/12/12

É assim que sou


Insisto no amor não por convicção, mas sim por uma ilógica teimosia. Insisto no amor porque, inconscientemente, aprecio essa coisa de quebrar a cara, de sofrer calada. Insisto no amor porque a minha vida só tem sentido com uma dose exagerada de drama, lágrimas e noites mal dormidas. Nasci pra fazer drama. Nasci pra amar demasiadamente e insanamente. 
O que eu faço quase sempre é no impulso, é pelo prazer de fazer, pela delícia de me satisfazer. Alguns diriam que isso é qualidade; outros, defeito. Não sei se é qualidade ou defeito, sei que falo o que eu quero e quando eu quero. Ser "Maria vai com as outras" não é a minha praia. Também não me encaixo nas regras, nos costumes, nas coisas ditas politicamente corretas. Sou assim, errada, errante, meio louca. Ou totalmente louca. Não me importo em ser vista assim. Sério. Só uma coisa que sempre me importou: a honestidade.
Aprecio muito essa coisa de ser honesta. Sou extremamente honesta comigo mesma, com os meus sentimentos e pensamentos. Não temo exibir quem eu sou, exatamente como sou. Não tenho medo das interpretações equivocadas. Lamento, claro, quando me interpretam erroneamente, mas não me arrependo das palavras proferidas ou das atitudes feitas. Só me arrependo de coisas que eu fiz quando essas coisas não honraram quem eu sou, o que penso e o que sinto. Sou responsável pelo que falo, não pelo modo como fui interpretada. Isso soa clichê, mas é a verdade.
Eu sou dolorosamente franca. Às vezes sinto pena das pessoas que convivem comigo. Coitadas! Não deve ser nada fácil lidar comigo: uma pessoa de palavras diretas, por vezes ferinas. Ainda assim, mesmo sabendo que ser incisiva pode espantar algumas pessoas, gosto de ser como sou. É que sou uma pessoa que gosta de gente direta, que não tema falar das suas ideologias ou mesmo que não sente vergonha de revelar os seus achismos. Admiro pessoas transparentes, espontâneas. 
Sou assim, um ser humano simples, com uma mente fértil, um coração com mania de amores impossíveis e uma capacidade inesgotável de sonhar.

Erica Ferro

* * *
Como é bom blogar frequentemente!
Como vocês estão, blogueiros? Como foi o Natal de vocês?
Por aqui não foi muito bom, devido ao meu estado de saúde. Porém, sinto que, aos poucos, as coisas estão melhorando, entrando nos eixos.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

27/02/11

Linhas que uma alma liberta escreveu

É hora de abjugar-me, de liberar as ideias, de deixar que elas se organizem ou se embaralhem de vez. Estou me permitindo. Quero falar do céu, do sol e do mar. Quero falar do sentir. Quero falar dos sonhos que nasceram para morrerem sem ser.
Esses dias notei que não estava admirando o céu, que andava pelas ruas olhando para os meus próprios pés; acho que por medo de cair, ou simplesmente desânimo, ou acômodo, esquecimento. Poucos se lembram de olhar para o alto, de se deleitar com o azul do céu, de espiar a passagem lenta das nuvens e de sentir bem dentro do coração que toda essa perfeição não é obra do acaso. Vi que estava fazendo parte do grupo que anda de olhos fechados para tudo e todos. Abri os olhos a tempo. Agora ando olhando para cima, tão somente para o alto, observando o passar tranquilo das nuvens, me deliciando com o sol sobre a minha cabeça, que me toca a pele com seu calor ora sutil, ora intenso.

Preciso ver o mar. Preciso que o mar me veja. Preciso me encontrar nas águas do mar. Preciso sentir o toque das águas em meu corpo, me acarinhando. Preciso dançar no embalo das ondas. Está decidido! Vou a praia logo menos!
Nas análises de mim, descobri que hoje estou bem menos sensível do que um dia fui. Não que eu tenha perdido a sensibilidade ou deixado que boa parte dela morresse ou se esvaísse não sei por onde e nem para onde. Apenas não acho seguro sentir tanto quanto sentia antes. Antes vivia de joelhos machucados, cotovelos arranhados e febril, por ser extremamente transparente, por não ter nenhum pudor em dizer do que eu era feita, de contar os meus segredos. Me jogava em qualquer abraço que julgava ser amigo, me encantava por qualquer sorriso largo e bonito, mas que na verdade era vazio, sem alegria por trás dele, sem verdade. Hoje desconfio de abraços, de sorrisos, de olhares e de palavras doces. Não, eu não perdi a fé na humanidade; não por completo. Só acho que para o meu próprio bem é aconselhável duvidar de tudo e todos. Dúvidas trazem reflexões e reflexões podem trazer conclusões.
Umas horas sinto necessidade de me mostrar por inteira, de abraçar as pessoas e de dizer a elas o quanto são me são caras. Depois me irrito porque não vejo reciprocidade da parte delas. Depois me irrito comigo por esperar reciprocidade, pois o bonito mesmo é gostar das pessoas de modo despretensioso. Depois me irrito porque o lado mais podre das pessoas me é revelado, o que me faz concluir que boa parte da humanidade é indigna de confiança, afeto e respeito; então me fecho novamente; escondo a sensibilidade sob o tapete da minha alma e volto ao meu hábito de duvidar do mundo.

Amigo, para terminar nossa prosa amalucada, vamos falar das impossibilidades dessa vida. Me diga você, o que é impossível? Vi uma frase que dizia que o impossível não existe, que, com esforço e empenho, se pode transformar o aparente impossível em possível. É verdade? Acho que não tenho conseguindo transmutar o impossível em possível. Não é tão fácil assim. É preciso empenho, força, foco etc. Onde consigo uma porção de força, empenho e foco? Quando saber que vale a pena persistir num sonho? Há uma hora de desistir? Há sonhos indignos?
São tantas as indagações, tantas e tantas e tantas. A vida é mesmo complexa, não é, companheiro? Por isso que a minha lei foi sempre ir vivendo e ir vendo onde o caminho está dando. Mas confesso que me cansa esse negócio de ir vivendo, assim, sem certificados, e eu passo a querer mais que isso, entende? É nessas horas que eu me desespero a pensar, crio mil e uma teorias, mergulho em duas mil e uma utopias, para depois me cansar do desespero e voltar a calmaria de ir vivendo e ir vendo, vivendo e vendo, sem entender direito, apenas com a graça de sentir (o que já é grande coisa).

(Erica Ferro)


Alinhar ao centro***

Viram? Sempre volto. O negócio é não esperar permissão alheia, é me permitir escrever o que eu quero, sem medo de parecer boba, louca, incoerente... ou seja lá o que for.
Até a próxima, pessoas!
Um abraço da @ericona.

07/09/09

"Independência ou morte!"


No dia 7 de setembro de 1822, um grito ecoou marcando o fim do domínio de Portugal no Brasil.
Mas não é da independência brasileira que quero falar.
Quero falar da sua independência, da minha também, é claro. Ao mesmo tempo que lhe aconselho, aconselho a mim também.
Você tem sido independente de você mesmo? Quero dizer, você tem gritado e espantado os seus fantasmas interiores?
Não é fácil encarar e lutar contra toda a cavalaria, exército e marinha. Não é, eu posso entender.
Mas a luta deve acontecer. Você vai se deixar vencer? Grite! Clame e busque sua independência.
Aniquile seus medos e traumas. Seja um bravo guerreiro! Acertaram seu coração, te feriram? O reconstrua, o cure. Levante, suba em seu cavalo novamente e saia galopando bravamente. Sempre.
E sua espada, está intacta? Não me diga! Está suja de sangue? De quem são os ferimentos? Seus? Você feriu alguém? Oh, Deus! Quem?
Não se martirize, não se culpe. O ajude, cuide dos ferimentos do ferido, faça do inimigo o teu mais novo amigo.
Não há tempo para desperdiçar com inimizades e ódio.
Alimente bons sentimentos em tua alma.
Seja independente fisicamente e interiormente e pregue essa independência por onde passar!
Não só pregue, mas lute por ela e por tudo o que você acreditar.
"Independência ou morte!"

Ter autonomia para não morrer. Vencer o que nos vence para poder viver, pois viver é diferente de sobreviver. Como eu já disse em um certo dia. Viver é sentir a vida latejando nas veias, é aproveitar cada segundo e ter a certeza de está se fazendo tudo o que podia para ser pleno e feliz - isso é ser independente. Sobreviver é morrer dia a dia, é ser acorrentado pelos medos e traumas, ser impedido de viver.

Portanto, grite hoje e agora a sua independência.
Prepare-se, a guerra não é fácil. Mas esteja certo de que você pode vencer o que tiver de ser vencido, basta que se proponha a isso.

(Erica Ferro)

•••

P.s: Tinha postado esse texto - que não ficou muito legal, vale lembrar -, hoje, no Só entre blogueiras (outro blog coletivo que faço parte) e, como não tinha preparado outro pra cá, postarei aqui também. Sem falar que estou com sono, mas não poderia deixar de postar aqui.
"Independência ou morte!", não esqueçam!
Grande abraço pra vocês!

29/05/09

Liberte-se do que te prende!

É tão vasto isso de liberdade, de ser livre.

Mas escolhi algumas frases e me posicionarei em relação à elas.


"O mais livre de todos os homens é aquele que consegue ser livre na própria escravidão."
(François Fénelon)

Nazismo, talibãs... repressão.
Poderia citar vários outros movimentos que oprimem um determinado povo, lhe tiram a esperança, o direito de escolher, o direito de ir e vir, de fazer o que se gosta, de não fazer o que não se gosta.
Eu fico pensando: "Será que eu conseguiria viver nessas situações de extrema repressão?!"
Eu sinto que eu tenho uma resistência relativamente grande em relação à opressão, à repressão. Todos os dias eu saio da minha prisão. Me liberto dos meus medos. Mas, na maioria das vezes, eu volto à prisão. Fico lá, respirando ofegante, com medo de sair. É que, fora da minha prisão, tem monstros enormes, dentes mais enormes ainda, armados de espadas, espingardas...

Quando me veem, geralmente, apontam pra mim, ameaçam atirar, eu começo a chorar, minhas pernas agem quase inconscientemente, me levando à prisão. E lá eu fico em paz. Pelo menos, até aquela coragem medrosa aparecer de novo, e eu saio mais uma vez, tentando driblar aqueles horripilantes monstros. Às vezes, eles nem me veem ou nem ameaçam a atirar.
Então, eu saio, vou às ruas, sorrio para as pessoas, canto, pulo. Me liberto. Me liberto de mim, dos meus próprios monstros imaginários, dos meus medos, que podem são menores do que eu julgo ser. Preciso ser livre, mesmo que tudo e todos me espremam, me apertem, não posso ceder. Eu tenho que continuar a honrar meus pensamentos, meus sonhos. Tenho que continuar sendo livre, mesmo com o mundo em chamas, mesmo com tudo desmoronando. Porque a liberdade mora em mim, e eu preciso deixar ela sair, preciso deixar ela irradiar o mundo.

"Aqueles que negam liberdade aos outros não a merecem para si mesmos."
(Abraham Lincoln)

Acho que não devemos prender ninguém, obrigar a ninguém a pensar, a enxergar as coisas do ângulo que nós vemos. Não podemos impor nossa opinião, devemos expor. 
Geralmente quem prende, quem reprime os sonhos, a esperança de alguém, é o verdadeiro escravo da questão. Ele é escravo dele mesmo, dos traumas de infância ou, até mesmo, traumas que está tendo na fase adulta. O opressor sofre também, sofre calado. Não espalha, não compartilha do que o atormenta. O único remédio e a saída que ele encontra pra sanar, pra aliviar toda a sua agonia, de tentar afrouxar as correntes que tem nas mãos, nos pés, é prendendo, oprimindo, impondo suas ideias e suas vontades à outra pessoa. É difícil isso. Ele sofre, mas também, ao mesmo tempo, faz outras pessoas sofrerem. A saída seria quebrar as correntes de uma vez por todas. Se libertar pra não prender e nem ser preso.


"A liberdade não tem qualquer valor se não inclui a liberdade de errar."
(Mahatma Gandhi)

Eu sou livre pra errar, se bem que meu alvo, minha intenção, é sempre acertar. Mas quando se está buscando ou simplesmente descobrindo a liberdade, erramos em algum ponto; e isso não é o fim, isso não é tão abominável assim. Somos livres. Somos humanos. Somos seres que buscam a felicidade, a realização do eu, e a liberdade nos ajuda nessa caminhada. É através dela que nós fazemos e descobrimos o mundo, ou pelo menos parte dele.


"A liberdade é defendida com discursos e atacada com metralhadoras."
(Carlos Drummond de Andrade)

Pregam a liberdade e a buscam com a violência, com o 'Cala a boca', com o 'Está vendo o que eu tenho comigo? Sim, é uma arma. Portanto, fique quietinho e faça o que eu mando!'
Não é assim que funciona. Aliás, até funciona, não é? Mas funciona só exteriormente. Dentro, o sonho da liberdade, o sonho de ser livre, vai permanecer naquele ser que é liberto de todo e qualquer opressor.


"...Mas eu desconfio que a única pessoa livre, realmente livre, é a que não tem medo do ridículo."
(Luis Fernando Veríssimo)

Medo do ridículo...
Ora, se você se sente bem com aquele seu vestido rosa 'choque', mas não sai nas ruas vestida assim por medo de ser atingida por pedras, ser atingida por palavras humilhantes ou risinhos abafados ou gargalhadas cortantes, você está reprimindo uma vontade sua, está se reprimindo. E, como diz a música, meu caro: Não se reprima!
Sinceramente, não vejo nada de mau em andar com uma roupa chocante, impactante. É até bom que você não se perde no meio de uma multidão.

Certo, falando sério agora. Nós não devemos nos preocupar com o que vão pensar de nossas roupas, no estilo musical, nossas manias. Todo mundo tem seu jeito de ser. Cada um é livre pra ser o que é. E ninguém tem o direito de impedir isso.


(...)

Eu poderia dar vários exemplos do que é ser livre, do que é a liberdade. 
Mas a verdade é que a liberdade vai bem mais além do que a minha imaginação consegue ir. Vai bem mais além do que eu consigo dizer e viver. Só sei de uma coisa: a liberdade mora em cada um de nós. Basta caminharmos com ela. Te garanto, ela é legal.


Dica da Erica Ferro: Liberte-se do que te prende!

(Erica Ferro)

***


P.s: Pauta para o PostIt!
Foi complicado escrever sobre liberdade. Mas consegui escrever algo razoável.