24/08/12

Não sei mais...

(link da imagem)

Agora, mais do que nunca, entendo o que o Raulzito queria dizer com "não pense que a cabeça aguenta se você parar..."
Parei há tempo e agora, que preciso urgentemente continuar, não sei mais.
Perdi-me pelo caminho, estou totalmente perdida. Sei que preciso seguir adiante, mas as minhas pernas não respondem.
Sei que preciso mover-me para dar continuidade a projetos há tanto tempo traçados, mas é que eu fiz uma pausa de descanso na hora errada. E agora é chegado o momento de continuar, de retomar a andança. Aliás, eu já estou atrasada, eu já deveria estar caminhando. Acho que estou com medo novamente. Medo de frustrar-me de novo. Eu sei que frustrações fazem parte da vida, mas nem por isso devemos nos privar de tentar realizar nossas metas. É um risco do jogo da vida. Mas, de verdade, eu não sei como seguir. Travei aqui no meio da estrada e não sei o que devo fazer para prosseguir. É só dar um passo, que o outro vem quase que automaticamente, certo? Mas tenho medo de dar um passo, desequilibrar e cair dolorosamente ao chão. 
Eu não deveria ter parado. Eu não deveria ter dado pausa alguma. Deveria ter seguido adiante sem descanso, com afinco e com voracidade. 
Mas a verdade é que eu parei, que eu perdi o ritmo, que estou perdida e não sei o que fazer. Esses são os fatos. 
E agora, o que eu faço? Esperarei a coragem me tomar, a força se apossar de cada músculo do meu corpo e a fé dominar a minha alma, para que eu possa voltar a caminhar, com a tranquilidade e a confiança de antes.
E se tais coisas demorarem a chegar, irei no impulso, sem armas, sem fé, sem nada, apenas com a loucura de querer continuar, mesmo sem saber ao certo o que me aguarda no fim da estrada.

Erica Ferro

* *

Você pode escolher o próximo livro da Editora Martin Claret a ser resenhado e sorteado no Sacudindo Palavras. É só votar na enquete ao lado.
(...)
 Um abraço da @ericona.

15/08/12

Resultado da promoção "Pollyanna" - Eleanor H. Porter

Olá, pessoas!
Hoje é dia de revelar quem ganhou o livro "Pollyanna", um dos clássicos da literatura infanto-juvenil, escrito por Eleanor H. Porter. Como resenhei aqui, é um livro encantador, que nos ensina coisas valiosas: a ter um olhar mais otimista sobre a vida, por exemplo. Acredito que o ganhador ou ganhadora se encantará pelo livro tal como eu me encantei.
Foram 162 participações, número bem maior que a primeira promoção que fiz no blog, coisa que me deixou bem contente. Quero agradecer a todos que participaram, de coração.

Mas, bem, sem mais delongas, é hora de sortear:



E quem receberá em casa o livro "Pollyanna" é...



(clique para ampliar a imagem)


Parabéns, Vanessa Bittencourt!
Enviarei um e-mail requerendo os seus dados. Você tem quatro dias para me responder.

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É isso, pessoas. Até qualquer hora.
Oops, já ia esquecendo: sigam e curtam o blog.
Um abraço da @ericona.
Hasta!

09/08/12

♫ Confie em si mesmo... ♫

Com quem realmente posso contar?
Já me fiz tanto essa pergunta, e creio que você que está lendo isso agora também.
Porque, olha, encontrar alguém que ria com a gente é fácil demais. Qualquer um pode engatar uma conversa em qualquer lugar, uma conversa divertida e animada, que nos faça esquecer por uns minutos ou horas os nossos problemas, nossas dores e dúvidas, e sei lá o quê mais. Mas, e confiar? Em quem a gente pode confiar? Paro pra listar as pessoas com as quais posso contar, nas quais posso confiar, e são tão poucas. Tão poucas. E, obviamente, não é com alegria que eu constato isso. Não é novidade pra ninguém que nos decepcionamos constantemente na vida, seja com as pessoas ou seja com nós mesmos. Mas hoje eu quero falar das pessoas. É muito deprimente gostar de alguém, confiar, até mesmo amar, e esse alguém, de uma hora pra outra, nos apunhalar pelas costas. Traição. Falsidade. É disso que estou falando. Se há uma coisa que prezo é a sinceridade. Sim, todo mundo preza pela sinceridade, você pode dizer. Será que preza mesmo? Se prezasse não existiria tanta gente farsante por aí. O fato é que as pessoas mentem, traem, fingem, machucam, pisam umas nas outras. Essa é a cruel verdade. Verdade bem conhecida, diga-se de passagem. Porém, pela milésima vez, eu estou revoltada com o tema. Por que é impossível pra alguns ser verdadeiro? Por que fingir ser amigo de alguém quando não se é, quando não se sente algo pela pessoa? Por que falar mal de alguém quando esse alguém está ausente?
Já disseram que eu era supersincera. Francamente? Eu prefiro magoar alguém dizendo o que eu penso a dizer o que ela quer ouvir e fingir ser algo que eu não sou. Não, eu não quero dizer aqui que eu sou certinha. Não se trata de fazer as coisas certas. Ou não só disso. Se trata de não fazer com os outros o que não queremos que façam conosco. Sim, é clichê. Muito clichê. Mas quem, na hora de agir, lembra disso? Quantos lembram?
De verdade, isso me entristece demais. E o que me entristece ainda mais é que, de onde menos esperamos, vem a punhalada. E quem dá a punhalada é aquele amigo nosso. Aquele que a gente jurava que podia contar pra todas as horas, pra todos os momentos. Aquele que a gente pensava que poderia falar de tudo, porque o que disséssemos estaria totalmente seguro. E, pasmos e desconcertados, descobrimos que o amigo era um desgraçado, fingido de uma figa, que fala mal de nós pelas nossas costas, que ri de nós na nossa ausência. Descobrimos que não, nós não podemos contar com tal pessoa. E, então, é aí que a gente se fecha no nosso mundinho, tristes e descrentes de tudo e todos, e ninguém entende a razão. Ou finge não entender a razão. Porque, sinceramente, algumas pessoas são muito desavergonhadas, essa é a palavra, desculpa. Fazem pouco caso da amizade que devotamos a elas, nos machucam, nos pisam, nos ferem, nos traem, e depois não entendem a causa do nosso afastamento, da nossa reclusão. Essas pessoas seriam engraçadas se não fossem desprezíveis.
Olha, Renato Russo estava certo: se nós quisermos alguém em quem possamos confiar, o mais sensato é confiarmos em nós mesmos.

Erica Ferro

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Últimos dias pra participar da promoção Pollyanna. Corre, ainda dá tempo! Um abraço da @ericona.