Como falar?
Como traduzir?
Como definir o que há aqui?
Aqui no mais íntimo do meu ser
Como fazer?
Como dizer?
Ninguém parece entender
Ninguém parece me ver
São tantos olhos
Tantos corpos
O mundo é imenso
Imensidão de pensamentos
Imensidão de sentimentos
Passo sem ser vista
Ninguém ouve meus gritos
Meus suplícios
Eu grito e grito
"Me ouçam!"
Tento muito o que falar
Contestar
Tenho muito o que provar
Provar e provar
Provar os sabores de todas as frutas
De todas as comidas
E bebidas
Provar que eu sou capaz
Capaz de superar o que quer me superar
Capaz de superar o que quer me desbancar
Provar que posso ser o que já sou em devaneios
Em sonhos noturnos e de olhos vidradamente arregalados
Provar
Ter
Deixar
Fazer
Ser
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Como traduzir?
Como definir o que há aqui?
Aqui no mais íntimo do meu ser
Como fazer?
Como dizer?
Ninguém parece entender
Ninguém parece me ver
São tantos olhos
Tantos corpos
O mundo é imenso
Imensidão de pensamentos
Imensidão de sentimentos
Passo sem ser vista
Ninguém ouve meus gritos
Meus suplícios
Eu grito e grito
"Me ouçam!"
Tento muito o que falar
Contestar
Tenho muito o que provar
Provar e provar
Provar os sabores de todas as frutas
De todas as comidas
E bebidas
Provar que eu sou capaz
Capaz de superar o que quer me superar
Capaz de superar o que quer me desbancar
Provar que posso ser o que já sou em devaneios
Em sonhos noturnos e de olhos vidradamente arregalados
Provar
Ter
Deixar
Fazer
Ser
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Falar, e não ser escutada. Ou ser escutada, mas não ser compreendida. Falar A, e entenderem B. É difícil, mas é um risco que se corre ao se expressar, ao falar o que se sente. Mesmo sem muita convicção, corro esse risco. Por vezes choro e me arrependo de ter falado e passado por idiota, por louca. É que a minha alma é desorganizada assim como o meu guarda-roupas. Todos os dias busco me organizar e me entender. E quando eu tenho uma súbita e inesperada revelação, não sei por que, mas algo em mim pede exposição, pede que eu exteriorize o que me foi revelado. É como se fosse um compartilhamento. Eu compartilho a minha alma com a humanidade. Mas a humanidade não me entende, não me vê. Sinto que eu não sou daqui, sabe? Será que eu falo grego numa terra de brasileiros? Será que eu não sou nem terrestre? Será que eu sou uma extraterrestre? Oh, céus! Que loucura! A cada linha que escrevo, mais enlouqueço e não traduzo o que sinto. Parece que tudo o que falo se enrola e se descaracteriza e não é mais o que eu quero falar. Vocês me entendem? Conseguem compreender toda essa loucura? Não? Eu estou compreendendo, dia a dia, pouco a pouco. Diariamente me revelo. Obrigada, palavras, vocês me ajudam nesse sentido. Por mais que eu não saiba usar vocês, vocês acabam me usando com perfeição e me revelando até no que não foi dito, mas foi sentido no mais íntimo.
(Erica Ferro)
•••
P.s: Assustei alguns com a minha postagem anterior, foi? Hahaha! Que coisa, minha intenção não foi essa, por favor. Não digo que não entendem essa minha mente complexa e complexada? Não os culpo. Sou difícil de se entender mesmo. O orgulho que sinto tem pitadas de amor-próprio, de fé e de força.
Bom, pessoal, até a próxima.
Espero que desculpem-me por essa postagem tão devaneada, certo?
Aliás, não me desculpem, porque amanhã pedirei desculpas de novo. Sempre pedirei. Eu sou assim. Louca e sem sentido, pelo menos se for buscar um sentido nas coisas lógicas. Acho que só posso ser sentida. Sentido que se sente, entendem?
Parei! Chega de escrever loucuras por hoje, Erica Ferro!
Bom, pessoal, até a próxima.
Espero que desculpem-me por essa postagem tão devaneada, certo?
Aliás, não me desculpem, porque amanhã pedirei desculpas de novo. Sempre pedirei. Eu sou assim. Louca e sem sentido, pelo menos se for buscar um sentido nas coisas lógicas. Acho que só posso ser sentida. Sentido que se sente, entendem?
Parei! Chega de escrever loucuras por hoje, Erica Ferro!