27 outubro 2013

Encontro de almas


Fim de noite.
Começo de madrugada.
E eu aqui, pensando
em você.
Será que já está dormindo?
O que está fazendo?
Lendo?
Escrevendo?
Desenhando?
Pintando?

Há um mistério enorme
em volta de você.
Um mistério que engloba
outra porção de mistérios.
Quero desvendá-los.
Sou curiosa, e acho
que você já percebeu
essa minha característica.

Sou ainda mais curiosa
quando algo me chama, fortemente, a atenção,
assim como você me chamou.

Não sei o que mais me chamou 
a minha atenção.
Se foi sua voz mansa, seu olhar
que parecer ler minha alma.
Só parece, ainda bem.
Do contrário, o bem que lhe
quero não seria mais segredo
meu.
Seria segredo nosso.

E se o bem-querer fosse recíproco,
seria um segredo que eu 
guardaria com gosto.

Quando o enlaço em meu abraço,
sinto uma ternura tão linda vinda de você,
um carinho sincero.
Abraços rápidos, raros, mas
mágicos e acalentadores.

Você é sutil, mas
eu o sinto, eu o enxergo,
como acredito que poucos conseguem.

Sou capaz de desvendar seus mistérios.
Mas eu quero desvendar todos eles ao seu lado,
dia a dia, aproveitando o mais emocionante
e delicioso que a vida pode nos oferecer.

Deixa-me entrar em sua vida.
Deixa-me alegrar os seus dias.
Deixa-me curar as feridas que 
eu sinto que há em seu coração.

A verdade é que eu gosto tanto,
tanto, tanto de você.
Tanto.
Tanto em tão pouco tempo, não é?

É que a minha alma se
comunicou com a sua.
Você não sentiu?
Algo me diz que sentiu.

Você tem medo, não é?
Não tenha medo.
Não de mim.
Eu só quero lhe fazer feliz.

Enxergue-me com os olhos
do coração.
Enxergue o meu ser.
Aceite-me.
Envolva-me em um abraço
doce e terno.
E, assim, selaremos
o nosso encontro de almas.

(Erica Ferro)

• • •
Quando o coração, insanamente, se apaixona, a alma precisa transformar toda a desvairada paixão em poesia.
E, pronto, mais um poema torto para o Sacudindo Palavras.
Poema sem rima, sem métrica, mas com uma sinceridade de ouro.
Porque poemas sinceros me interessam.
(...)
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(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

19 outubro 2013

Filme: Intocáveis



Título: Intouchables (Original) / Intocáveis (Brasil)
Ano de produção: 2011
Direção: Eric Toledano Olivier Nakache
Estreia: 31 de Agosto de 2012 (Brasil)
Duração: 112 minutos
Classificação:Não recomendado para menores de 14 anos
Gênero: Biografia, Comédia e Drama
País de origem: França
Sinopse: Philippe, um refinado multimilionário tetraplégico francês, precisa de um auxiliar de enfermagem para o auxiliar nas suas atividades rotineiras.
O contratado é Driss, um senegalês que vive nos subúrbios de Paris, que acaba de cumprir uma pena de seis meses de prisão e que não tem qualquer formação para o cargo.


Sério, pessoas, digam-me se eu estiver errada ou doida: sábado é um dia preguiçoso e por si só pede que fiquemos quietos num canto, assistindo a um bom filme/série, não é? E hoje foi assim. Baixei séries, assisti séries e, no começo da noite, resolvi assistir a esse filme, que, pela sinopse e os comentários, me ganhou desde o primeiro momento em que eu tive ciência da existência dele.
Vejam bem, sem muitos rodeios, direi logo, assim, de cara, o seguinte: Intocáveis é um filme espetacular e eu quero muito que vocês assistam e me contem o que acharam dele. Na minha concepção, é meio que impossível não gostar desse filme. De coração, é impossível não se ver cativando por Philippe e Driss ao longo das cenas.
Como a sinopse diz, Philippe é um cara rico, muito rico, realmente riquíssimo, que, depois de um "acidente" (assistam e entendam o porquê do uso das aspas), ficou tetraplégico. Philippe era um homem muito difícil de lidar no que tange ao humor. Em termos populares, ele tinha um amor dos diabos. Um cuidador não passava duas semanas com ele, porque não aguentava os seus acessos depressivos e revoltados. Porém, eis que, numa das entrevistas em busca de um novo cuidador, ele conhece Driss. Ele não poderia ter feito melhor. Ter escolhido Driss, a despeito da sua falta de experiência como cuidador, do jeitão todo peculiar do senegalês (sem papas na língua, espontâneo ao extremo, doido, doidão e simplesmente encantador...), foi uma das coisas mais sensatas que Philippe fez nos últimos tempos. 
Mas enfim...  Eu não quero contar muito do enredo, porque acho que o ideal é cada um assistir e sentir o filme de uma maneira toda ímpar, toda única.
Contudo, preciso lhes contar, de maneira um tanto mais extensa, o que achei do enredo, dos personagens etc.
Sobre o enredo: impecável. Se é um filme que aborda um tema dramático? Sim, é, mas isso é colocado no filme de forma tão sutil, que não deixa o filme carregado de emoções dramáticas. Pelo contrário, em Intocáveis, a comédia toma conta e o drama fica ali, de escanteio, aparecendo só de vez em quando e com muito menos intensidade que a comédia.
Philippe e Driss, após se conheceram, ampliaram a visão que tinham sobre a vida, sobre o viver, sobre a amizade, sobre o amor. Philippe mostrou a Driss um outro mundo, um tanto meio diferente do dele, com um tanto mais de requinte e luxo, mas que também tinha seu valor e seu encanto. Já Driss reapresentou Philippe a vida. Driss impulsionou Philippe a ter coragem de viver, apesar dos seus traumas, das suas dores, dos seus resguardos. Driss e Philippe reaprenderam a viver, ambos à sua maneira, adicionando distintas experiências em suas bagagens de vida, mas igualmente especiais e louváveis.  
É um filme sobre amor. Sim, sobre amor. Amor romântico, amor fraterno. Amor, em sua imensidão e perfeição.
É um filme para chorar de tanto rir. 
A vida é divertida, essa é a lição. Ela só espera que nós saibamos aproveitar o melhor dela. E ao lado de amigos, claro, porque amigos dividem dores, multiplicam risos, maximizam alegrias, colorem a vida. Do nosso modo, do modo que pudermos, mas que a aproveitemos. De preferência, ininterruptamente. 
O que importa, o que verdadeiramente importa hoje, amanhã e sempre é viver. Viver. V.i.v.e.r.
Vivamos, pois!

Trailer:



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Depois de assistir, fui pesquisar sobre o filme. O que descobri:
• Intocáveis é baseado em fatos reais (isso é informado logo no início do filme), mais especificamente na autobiografia - "Le Second souffle" - de Philippe Pozzo di Borgo (essa foi a minha descoberta);
• Em Portugal, o título do filme é "Amigos Improváveis". Um título interessante, de fato;
• Foi o filme mais assistido na França em 2011 e o mais lucrativo de toda a história do cinema francês;
• Philippe Pozzo, com a venda dos direitos autorais de seu livro para adaptar sua história ao cinema, arrecadou cerca de US$ 650 mil, e doou toda essa quantia a uma associação que auxiliam deficientes físicos (não foi especificado a localidade da associação, mas creio que seja na França);
• Todas essas informações foram colhidas na Wikipédia (link aqui), por isso não posso confirmá-las. Se tudo for verdade, puxa vida!, que bacana.
• • • 
Notinha de sempre: Nem demorei a aparecer, concordam? Okay, demorei um pouco. Nem direi que volto logo, mesmo que essa seja a pretensão. Melhor contar com os imprevistos do que com as certezas, certo? Mesmo porque qual certeza temos nós, meros mortais? De que morreremos, apenas.
Portanto, tratemos de viver na máááxima potência.
(...)
Pedido de sempre: deem um like na fan page do blog e sigam no Twitter, fechado?
(...)
Um abraço da @ericona.

07 outubro 2013

Resenha: A caçada - Clive Cussler



A Caçada (Isaac Bell #01)
Clive Cussler
Novo Conceito
384 páginas
☺☺☺☺
Por décadas, Clive Cussler vem deleitando leitores com romances repletos de suspense, ação e pura audácia. Agora, ele faz isso novamente, em um dos mais loucos e estimulantes thrillers de época dos últimos anos. O governo norte-americano contrata a renomada Agência de Detetives Van Dorn e seu agente igualmente renomado, Isaac Bell, para capturar um lendário ladrão de bancos conhecido como Assaltante Açougueiro.
Este assassinara homens, mulheres e crianças, sem deixar nenhuma pista nem testemunhas. O detetive Bell lidera a busca e finalmente descobre a verdadeira identidade do Assaltante Açougueiro. E nesse momento inicia-se a verdadeira caçada.
Com um enredo intrincado, dois vilões extraordinários e a assinatura de Cussler em reviravoltas surpreendentes, A Caçada é o trabalho de um mestre no auge de seu talento.


A caçada, de Clive Cussler, fisgou meu interesse no primeiro momento em que li a sua sinopse. Por dois motivos: ser um thriller, e, sobretudo, por um livro ser de época. Não sei se já comentei aqui no Sacudindo sobre o fascínio que eu tenho por toda e qualquer obra que remeta à outras décadas, à outras épocas. Eu adoro filmes e novelas de época. Livros, então, adoro ainda mais. Se bem que, pensando cá com os meus botões, não li muitos livros de época em toda a minha existência. Darei um jeito nisso num futuro não tão distante (risos).
Bem, deixemos de lado os meus devaneios e projetos literários futuros e voltemos ao livro cativante de Clive Cussler.
Darei um ano: 1906. Fornecerei uma região e um local: oeste dos Estados Unidos. Concederei um apelido: Assaltante Açougueiro
Em 1906, o governo dos EUA, cansado dos roubos aos bancos e da carnificina feitos pelo Assaltante Açougueiro, contrata Isaac Bell, um famoso detetive da Agência de Detetives Van Dorn, reconhecido por sua competência e eficiência em capturar os mais deploráveis bandidos.
Não se sabia quem era o Assaltante Açougueiro. Nunca ninguém o vira, justamente porque ele assassinava toda e possível testemunha. 
Bell tinha um caso bem emaranhado em suas mãos, mas o detetive era bom. Era mais do que bom. Isaac Bell e Assaltante Açougueiro travaram um belo duelo.
O livro é narrado em terceira pessoa e os capítulos se intercalam em dois tempos: o tempo em que o Assaltante Açougueiro age e o tempo em que Bell age/reage.
A estória é, em si, parece simples, mas as reviravoltas que o livro dá só poderiam ser escritas por um escritor astuto, sagaz e criativo. 
Os personagens primários e secundários de A caçada são bem trabalhados. Os vilões são frios, despudorados e enojantes (meio clichê, mas não prejudica o livro). Os mocinhos são, obviamente, dóceis e encantadores, mas, sobretudo, determinados e firmes em sua guerra para que a justiça seja feita. Um afago especial nos agentes da Van Dorn, todos movidos pelo desejo de colocar atrás das grandes o monstruoso Assaltante Açougueiro. Outro em Marion Morgan, uma mulher doce, íntegra, mas, quando necessário, ágil e firme em suas ações. Ela tem o papel muito importante no desenrolar e no desfecho do livro.
Não posso dizer que o livro é excelente (digo, apenas, que é muito bom, que vale a pena ser lido, apesar dos pontos negativos que direi a seguir), porque alguns capítulos repetem ideias já apresentadas, e isso meio que entendia e cansa um pouco o leitor. Um pouco, ressalto. Pois, mesmo contendo essas repetições desnecessárias, A caçada entrou para a minha lista de livros favoritos. 
Por quê? Pela engenhosidade de Clive Cussler. Por Cussler ter criado Isaac Bell, que ganhou o meu coração por sua bravura, por seu senso de justiça e seu lado excessivamente humano. E também, claro, por ser loiro e alto, ter olhos azuis, com um toque de lavanda, e ser um gentleman
Sobre a diagramação: a Novo Conceito está de parabéns pelo projeto gráfico da capa. É simplesmente linda e tem tudo a ver com a estória escrita pelo Clive Cussler.
Leitura mais do que indicada para os fãs de romance policial, de thrillers e de livros de época. Duvido muito que me dirão que detestaram o livro, caso decidam ler. 

• • •
Pessoas queridas, finalmente postei a resenha de A caçada! Foi uma das melhores leituras que fiz em 2013, sem sobra de dúvidas.
Estou numa maratona, por assim dizer, com os livros da Novo Conceito. Estou muito atrasada com as resenhas, em decorrência da correria que foi o primeiro semestre na UFAL e continua sendo no segundo semestre. Porém, com uma boa programação e nada de procrastinação, estou conseguindo voltar a ler como antes. Ou quase como antes.
Então não se choquem se virem logo mais outra resenha de um livro da Novo Conceito por aqui.
Sobre os sorteios dos livros que tenho aqui: ainda estou esperando um "okay" da Novo Conceito, para que eu possa lançar concursos culturais, para presenteá-los com bons e intrigantes livros da editora mais querida do Brasil.
Aguardem!
(...)
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Um abraço da @ericona.