29 junho 2013

Mais que um amor de segunda-feira.... (Parte final)


(Continuando...)
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Antônio começou a atravessar a rua, de uma maneira um tanto desajeitada, é bom que se diga. Antônio atravessou de modo apressado, mas ressabiado; esqueceu-se até de olhar para os dois lados, o coitado. O desconcerto é um efeito colateral de se estar apaixonando (ou de estar apaixonado). E Antônio sabia disso, em seu âmago, mas havia esquecido... Então eis que surge a moça e o faz relembrar o desembaraço que causa essa coisa de amar.
Antônio chegou a mesa da moça, onde ela, sorridente, lia. Antônio limpou a garganta e disse um “Bom dia!” tão baixo, tão acanhado, que a moça achou ter ouvido um simples chiado. Foi, então, que levantou a cabeça e viu Antônio ali parado, ao seu lado, um tanto embasbacado. Ela perguntou se ele havia dito algo; ele, repentinamente, ficou gago e, depois de um tempo atropelando as palavras, finalmente deixou sair : “Não, eu só disse ‘Bom dia’ e queria saber o que você estava lendo até a minha interrupção. É que observei que você lia com tanto gosto, com um sorriso tão bonito no rosto. É... Quer dizer... Não me leve a mal... É... Eu só achei que... Que poderíamos conversar um pouco e... Tomar um café. Eu adoro livros. E... sorrisos. E o seu é tão lindo...”. A moça não se limitou a sorrir dessa vez. Não, depois dessa, digamos, declaração um tanto desengonçada, mas extremamente sincera e bonita de Antônio, ela gargalhou. Antônio estranhou e quase se ofendeu, por achar que ela estava rindo dele, do seu jeito, do seu encantamento por ela.
A moça que tinha por nome, pasmem!, de Antonieta, esclareceu que estava rindo não de Antônio, mas sim do modo desastrado, mas imensamente bonito com o qual ele se chegou a ela. Praticamente todos os rapazes eram indelicados quando o quesito era a paquera e se aproximavam dela sempre com aqueles papos furados, sem nexo, sem graça. E ela o achou tão lindo, tão meigo, tão fofo, que riu, mas riu porque se deparou com o possível amor de sua vida. E disse que sim, que queria conversar com Antônio, sobre livros, sobre música, sobre o universo. E disse que sim, que queria sorrir junto com Antônio numa mesinha de um café singelo ou em qualquer lugar do universo. Antonieta era apressada? Para a normalidade, sim. Sonhadora? Para a normalidade, sim. Mas, para o amor, não.
Em defesa de Antonieta, se faz essencial que se diga o seguinte: não se sabe bem como ou por que, ela sentiu, no fundo de seu coração, que tinha encontrado alguém especial, muito, mas muito especial. E, por mais clichê e água-com-açúcar que possa parecer, o amor é assim. Ele é clichê e acontece quando menos se espera, onde menos se espera.
Tal como aconteceu com Antônio e Antonieta, pode acontecer com você, leitor. A vida pode ser mágica, sim. Magicamente encantadora. Magicamente romântica. Magicamente apaixonante. O amor existe e se esconde numa mesa de cafeteria. O amor existe e se esconde numa esquina, que, quando você, leitor, a dobra, ele se aloja em seu peito. O amor existe e pode chegar a mim e a você quando estamos, distraídos, a ler um livro.

Um conto escrito por Joyce Carolini & Erica Ferro

* * *
Pronto, Joyce e eu postamos o restante do nosso humilde conto! Eu espero, sinceramente, que tenham gostado da nossa parceria. Eu adorei. É sempre bom escrever com uma pessoa que tem uma visão tão doce do amor, que nos convida a refletir sobre os pequenos gestos, sobre as pequenas coisas, coisas que nem percebemos no corre-corre do dia-a-dia e que fazem tanta diferença na nossa vida.
A Joyce é assim em seus escritos: atenta aos mínimos detalhes, não economiza doçura e amor em suas linhas.
Dizem por aí que eu sou bastante melosa escrevendo sobre amor. Não sei se de fato sou. Sei que o amor é um tema constante no meu blog. Isso se deve, obviamente, ao fato de o amor ser extremamente presente na minha vida. Seja em forma de forma prática, real, ou idealizada, platônica.
(...)
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Um abraço carinhoso pr'ocês, blogueiros queridos!
Hasta!

26 junho 2013

Mais que um amor de segunda-feira.... (Parte I)



Como a maioria das pessoas, Antônio não gostava das Segundas-feiras. Dois despertadores muito barulhentos tinham a função de tirá-lo de sua cama. Mas as coisas mudaram quando o carro do moço de olhos castanhos começou a dar problemas e teve que ser deixado na oficina. Foi numa manhã de Janeiro, enquanto esperava o ônibus, Antônio viu algo que chamou a sua atenção.
Do outro lado da rua, uma moça de cabelos longos, ocupava uma mesa da Livraria Café Love Books. Sua blusa listrada de branco e preto fez o moço sorrir bobamente, porque se lembrou da sua infância, época em que desejou ter listrinhas iguais as de uma zebra, pois era o seu animal favorito (e continua sendo, por mais que Antônio tenha vergonha de revelar isso). Ele ficaria um pouco mais ali, mas seu ônibus havia chegado, e se atrasar estava fora de cogitação. 
No dia seguinte, Antônio pulou da cama bastante cedo. Tomou banho, se arrumou, bebeu uma xícara de café e mordeu um pedaço de torrada não muito crocante. Tinha pressa em sair de casa. Seus olhos ansiavam por ver a moça. Lá estava ela. Linda! Foi a primeira palavra que surgiu em seu pensamento.
O final de semana chegou rápido. Antônio recusou convites de jantar e ir ao cinema com os amigos. Queria seu sofá, um bom livro. Queria vê-la mais uma vez. Saiu de casa. A rua estava cheia, porém agradável. Pessoas conversando animadas, outras passeando com suas crianças ou cachorrinhos. Antônio foi andando com calma em direção à livraria, e já pensava no que diria a moça se a visse por lá. Chegou. Ela não estava, ficou desapontado, mas puxou uma cadeira mesmo assim. Uma menina de sorriso simpático se aproximou e anotou o seu pedido. Antônio esperou a moça de cabelo longo aparecer. Esperou, esperou e nada! Por fim, decidiu voltar para casa. Demorou a pegar no sono, mas quando conseguiu, sonhou. E foi com ela.
Era mais uma Segunda-feira. O relógio nem havia despertado e Antônio já estava de pé. Olhou-se no espelho, estava estranho. Não na aparência, mas por dentro. Lembrou-se de sua primeira paixão do colégio. A sensação era semelhante a que sentia naquele exato momento. Sorriu. Antônio saiu de casa completamente arrependido por ter exagerado no perfume. Mas havia tomado à decisão de falar com a moça. Chegou ao ponto de ônibus e lá estava ela. Cabelos brilhando por conta do sol. Um sorriso a cada vez que virava a página do livro que estava sobre a mesa. O bolinho intocado ao lado da xícara. Antônio viu o ônibus chegando, não entrou. Levantou-se. Era agora. Ele iria atravessar a rua e falar com a moça.


(Continua...)

Um conto escrito por Joyce Carolini & Erica Ferro

* * *
(risos) Não, não fiquem com raiva de nós por termos parados na melhor parte. É pra dar mais uma emoção à coisa, entendem? Logo mais, postaremos a parte final do conto. E então? Gostaram até agora?
(...)
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(...)
Um abraço da @ericona!
Hasta la vista!

23 junho 2013

As últimas da minha empolgante vida


Olá, pessoas! Como estão?
Sim, agora sou eu, Erica Ferro


Demorei a aparecer, né? É, amigos, a vida estava corrida, mui corrida. Lancei coisas aqui sem antes avisar que iria lançar (falo da coluna "Outros sacudidores"). Muito bem, eu iria avisar aqui no blog, mas acabou que eu não tive como blogar justamente porque a minha vida estava muito tumultuada (explicarei a seguir o que estava sugando meu tempo, e ainda está, mas agora em menor grau). Apresentei a coluna na fan page do blog, porque achei mais rápido e mais prático. Porém, para quem ainda não sabe do que se trata essa nova tag/coluna, "Outros sacudidores", do Sacudindo Palavras, eis um breve esclarecimento:
Convidarei um amigo querido (que pode ser blogueiro ou não) para postar no Sacudindo Palavras qualquer dia desses, e o tema ficará a critério do convidado. Ele receberá um convite pra ser autor do blog por um dia, blogará exibindo a sua assinatura e tudo o mais que lhe apetecer.
Gostaram da ideia? Eu achei bacana, bem bacana. É um modo de movimentar o blog, de expôr aqui outras visões além das minhas, de lhes mostrar as sacudidas de pessoas que eu gosto e admiro.
Como vocês puderam ver, já constam dois posts nessa coluna. A Joyce Carolini, do Querido Blog Meu!, foi quem inaugurou a coluna. Não poderia ter sido melhor. A Joyce é uma pessoa que eu admiro muito, tanto como blogueira/escritora/sacudidora de palavras quanto como ser humano. E ela sabe disso. Seus escritos são formados por palavras carameladas. Joyce é uma pessoa muito doce, de coração tão lindo.
Ela falou da dupla Roxette (confira clicando aqui).
Joyce, só queria dizer que estou extremamente viciada na playlist que você criou e que Roxette é quase como chiclete (rima tosca, eu sei). 
A segunda a postar foi a Tailany Costa, do Despindo Estórias; e ela falou sobre o assunto que está mexendo com a cabeça de todo mundo, que é essa gama de manifestações por todo o país (clique aqui pra ler o post).
A Tailany é outra que eu gosto imensamente. Temos conversado bem mais nos últimos tempos e sempre são conversas muito animadas, divertidíssimas e construtivas (mesmo quando falamos de "causos indecentes" *risos*).
Tailany, você é a minha querida pernambucana com "sangue nos olhos", que ama livros, assim como eu.
Enfim, moçoilas, quero agradecer a cada uma pela participação, pela vontade de querer fazer parte dessa coluna, contribuindo para a diversificação do meu humilde e querido blog. Vocês são sempre bem-vindas por aqui.

• • • 

Pronto, passadas as apresentações da coluna e os agradecimentos, voltemos a mim. Por que passei tanto tempo sem postar? O que eu estava fazendo? Não será pauta do Globo Repórter, infelizmente. Essas e outras questões serão respondidas agora:

O que eu estava fazendo:

1. Treinos:
Não sei se eu falei pra vocês nos meus últimos posts que tinha voltado a treinar todos os dias. Se eu não disse, digo agora: há um bom tempo que voltei a treinar todos os dias. Aliás, há meses. Treino todos os dias pela manhã (algumas vezes, raras, pela tarde). Se por um lado isso me deixa muito feliz, me tira um tanto da ansiedade e dos sentimentos ruins, por outro, me consome um bocado de energia. Almoço assim que saio da piscina e volto pra casa. Como é o meu estado ao chegar em casa? Um pouco lascado, quero dizer, meu corpo está um tanto cansado. 

2. Lendo e fichando mil e uma coisa do curso de Biblioteconomia:
Sim, chegava do treino, procrastinava um pouquinho e começava a ler as leituras semanais e a fichá-las. Isso durava a tarde toda (e, na maioria das vezes, não conseguia terminar o fichamento de nenhuma leitura). Toda tarde, de segunda a sexta. Ler, sem dúvida, era a parte mais fácil, mas os fichamentos eram a parte mais trabalhosa da coisa (especialmente quando eu tive que fichar um livro; mas deu tudo certo no fim das contas). Ou seja, saía de manhã pra treinar, e já chegava em casa com o nível de energia pela metade e passava a tarde tentando ler e fichar trocentas leituras.

3. Aulas na UFAL:
Depois de treinar pela manhã, passar a tarde com "a cara nos livros", chegava a hora de ir pra UFAL. Estudo das 19:00 às 22:00 (ou quase isso, depende da aula). A parte mais gostosa do dia, claro, é a parte do treino, mas a segunda mais gostosa é a que passo na UFAL. Tenho gostado bastante do curso de Biblioteconomia. Eu já sabia que ia gostar, mas o curso excedeu algumas das minhas expectativas e ampliou outras. Estou, simplesmente, amando fazer parte da família Biblio/UFAL! 
3.1. Resumo de como eram os meus dias: cansativos, mas bons (treinos); enfadonhos e cansativos (escrever trocentos fichamentos); cansativas mas boas (aulas à noite). Se bem que, depois que passa a fase de fazer fichamentos, se percebe o quanto foi útil fazê-los, porque fichar é uma maneira muito eficaz de fixar o assunto na nossa mente. Foram leituras muito construtivas, esclarecedores e que me fizeram ver a Biblioteconomia e a Ciência da Informação por vários ângulos, de uma maneira verdadeiramente vasta. Foi, verdadeiramente, enriquecedor. 
3.1.1. O que eu preciso dizer: não, não estou de férias. Mas o meu querido professor de Introdução à Biblioteconomia e à Ciência da Informação nos deu "férias" dos fichamentos por enquanto, para que pudéssemos estudar para a prova, que será no dia 05/07, se não me falha a memória. É por isso que estou tendo tempo para respirar melhor, pensar em outras coisas, ler um pouco mais dos meus queridos livros. E, claro, pensar em posts para os blogs dos quais faço parte  (em especial, o meu, o Sacudindo Palavras).

O que eu tenho feito nos últimos dias:

1. Eu iria dizer "treinar, mas...":
Não que eu não esteja mais treinando. Eu estou. Eu estava. Quer dizer, semana passada foi meio complicada porque precisei faltar treino na terça e na quinta. E na sexta. Por quê? Porque estou doente, desde sexta-feira. É, gripada, resfriada, com virose... Sei lá o que eu tenho. Sei que meu nariz está mais congestionado do que o trânsito de São Paulo. Só sei que me sinto tonta na maioria do dia por causa da respiração que está prejudicada. Só sei que meus músculos doem intensamente. Só sei que pensei que fosse desmaiar na sexta-feira, quando me senti realmente tonta, realmente moída e realmente gripada. E, na sexta, acordei pretendendo treinar, tanto que arrumei a mochila, tomei banho "pra tirar a 'nhaca' da dor muscular", mas não teve jeito. Estava realmente me sentindo mal e decidi ficar em casa mesmo. Tomei a decisão certa, porque passei o resto do dia mal, com febre, dor no corpo e espirrando muito. Ontem o dia foi igualmente doloroso (fisicamente falando), com um tantinho de melhora, apenas. Hoje eu me sinto melhor, não muuuuuito melhor, mas melhor do que ontem. Espero ficar boa logo, porque preciso voltar a nadar. Para mim, ficar longe das piscinas é difícil e deprimente. E vocês sabem, não vivo bem e feliz sem a minha querida natação.

2. O que mais eu estou fazendo:
Passei as últimas duas semanas meio preguiçosa. Pra tudo: ler, assistir seriados, filmes etc. Menos pra nadar, claro. Mas enfim... procrastinei todo o resto. Andava, e ainda ando um pouco, sem ânimo pra colocar as minhas séries e a minha leitura em dia. Sabe quando você quer fazer uma coisa, mas parte do seu corpo quer ficar inerte? Pronto, assim estava e ainda estou um pouco eu. 

3. O que eu pretendo fazer:
Primeiro, me curar dessa gripe/resfriado/virose/sei lá o que é isso. Segundo, dar uma "voadora" e, em seguida, uma "rasteira" nesse desânimo que se apossou do meu corpitcho. Quero ler mais (principalmente os livros que recebi da Novo Conceito - já chegaram mais de vinte -, os que que quero pegar na Biblioteca Central da UFAL... Aliás, peguei dois há uns dias na BC: Bagagem, da Adélia Prado - profundo, intenso, metafórico e lindamente poético -, e Apresentação da Filosofia, do André Comte-Sponville, que ainda estou lendo e é profundo e extremamente reflexivo, e uns e-books que tenho no computador e no celular. Sim, amigos, tenho muito pra ler). Quero me atualizar nos seriados que acompanho. Quero ver os muitos filmes que baixei e alguns que comprei. E, principalmente, quero blogar mais. Bem mais. Eu estou em dívida com vocês com relação a postar resenhas e lançar sorteio dos livros da Novo Conceito, mas agora que as coisas na UFAL deram uma certa aliviada, creio que poderei ler mais e em breve serão postadas resenhas, sorteios, etc. Eu sei que já disse isso antes, mas espero poder cumprir dessa vez. E, sabe, não é bem só isso, isso de estar em falta com vocês. Eu me sinto em falta comigo mesma. Não gosto de ficar sem ler, não gosto de ficar sem assistir meus seriados, não gosto de ficar sem fazer as coisas que me proporcionam momentos de lazer e prazer. Contudo, a minha vida ficou bem tumultuada nas últimas semanas e meus gostos não foram respeitados em decorrência da falta de tempo e do cansaço, também. Espero, de coração, que agora eu consiga fazer tudo que curto fazer, que me sobre tempo para alegria e o lazer (olha eu rimando toscamente aí, gente! *risos*).

• • • 
Considerações finais: esse post foi feito especialmente para dizer "olá, pessoas; sim, estou viva e bem, apesar dos pesares", contar sobre como tem sido a minha vida e o que eu pretendo fazer daqui pra frente. Um post exclusivamente para registrar as últimas da minha vida super empolgante. Em breve, voltarei com um post decente.
Agradeço a todos que passam por aqui, leem, comentam, compartilham (d)as minhas ideias etc.
A blogosfera é linda e eu preciso voltar a fazer parte dela de maneira mais efetiva.
(...)
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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

19 junho 2013

Vamos derrubar todos os muros

Confesso: sou mais de ficções ou de discussões de outro cunho. Confesso também que tinha um comportamento cagão, medroso, para manifestações nas ruas sobre qualquer assunto: sempre arrumava uma desculpa pra não ir, não por mostrar ser uma pessoa nas redes sociais e na real ser outra. Na verdade, eu realmente era a favor de muitas dessas causas, mas me faltava coragem. Coragem para mostrar minha opinião e minha voz, e lutar pelo que acredito que seja certo. Entre miúdos, eu não me posicionava, a não ser pela internet, por meio de textos (o que não deixa de ser uma voz). Como disse lá em cima, não sou muito acostumada com essas discussões. Mas descobri aos poucos que todos podem ter essa voz, inclusive eu. E com essas manifestações por causa do aumento da passagem em todo o país nos últimos dias tomando força, essa discussão veio ainda mais à tona. E a voz não é pra cochichar não: tem que gritar.
O estranho é que para gritar, temos que mover muros. Muros da ignorância de muitos, maiores do que cem muros de Berlim juntos. Muros da nossa própria, não vamos ser tão condescendentes. Muros midiáticos, do que a TV nos mostra, uma verdade editada a qual temos de dizer sim. Temos que subverter também muros dos “do contra”: aqueles que antes, reclamavam dos ativistas de facebook e que pra continuarem sendo chatos, tiveram que adequar a sua opinião. Agora que milhares de pessoa em todo o país fizeram o logoff do facebook e foram para as ruas, é só por causa de 20 centavos! Pois é! Até porque só uma pessoa usa o ônibus, e nem volta, porque só assim mesmo pra ser apenas 20 centavos. Multiplique esses 20 centavos por cada vez que você entra num ônibus, por cada pessoa que entra por dia em cada ônibus, por mês, por ano, e por aí vai. Até o próximo aumento. E sem ver esse retorno na forma de novos ônibus, menor intervalo entre eles, melhora nos terminais e aumento nos salários dos cobradores e motoristas fica difícil ficar calado por mais um ano, por mais um aumento (agora tá melhorando só pela Copa, aquela coisa "pra inglês ver", essa maldita que quer mostrar um Brasil que nunca foi).  
 Me preocupa ver as pessoas comprando o que a mídia vende. No início, eles tratavam como vândalos e pouco se falava sobre a ação da polícia de forma verídica. Agora, fazem questão de deixar claro que é uma minoria que vandaliza, e que os protestos são essencialmente pacíficos. E sabe por que? Perceberam o poder, as ruas do país (e fora dele) cheias por uma mesma ideia: não são só 20 centavos. É tanta coisa, e ao mesmo tempo, a mesma: corrupção. Temos foco sim, claro que temos. E quando não se pode com um oponente, tem que se juntar a eles. Por isso estão mudando o discurso. Por isso o Jabor pediu desculpas do que tinha falado no jornal. Não é por acaso, nem por bondade. Prestem atenção em cada detalhe. 
 Gente, não seremos ouvidos falando baixinho, não seremos ouvidos apenas andando pelas ruas com cartazes. Barulho não é violência, barulho quer dizer: ei, nós estamos aqui, demorou, mas estamos acordando pra lutar pelos nossos direitos! Violência é a polícia que em qualquer confronto desse tipo, age com os manifestantes como se fossem bandidos.  Não pude deixar de lembrar do horror das pessoas sendo levadas como bandidos mesmo, por policiais, num dos protestos contra o aumento de passagens que já tiveram aqui em Recife...porque estavam lutando pelos seus direitos! Ou seja: é assim, é uma cultura enraizada: quem protesta tá errado, é vândalo, não pode, não pode. Epa, pode sim. Aliás, deve. E é claro que os vândalos existem: uma minoria manobrada por pessoas que querem tirar a seriedade do movimento. Não nos envolvamos, sejamos contra isso também. Mas, infelizmente, não se pode controlar tudo e todos. 
E nenhuma luta pelos nossos direitos é indigna ou pequena, a pequenez está na cabeça de quem não entende. Começa pela passagem, mas irá por vários aspectos. Estamos parando de apenas assinar petições pra marcar presença. Pra engrossar o grito. 
E te digo: você não encontrará o entendimento sobre essas questões nas suas teorias já manjadas. Mas dê uma olhadinha na história: praticamente nenhuma grande mudança é feita sem gritos, não é feita sem voz, bradada a plenos pulmões. Parar de falar, e agir. E dia 20/06 eu estarei aqui em Recife com um cartaz enorme na minha primeira manifestação. De pé e cabeça erguida, pois se tantos foram dignos pra sair do facebook e engrossar o protesto, eu vou também. Serei uma entre muitas, mas mesmo assim, mais uma. E espero que muitos e muitos se inspirem e compareçam. Lembre-se: a luta pelos direitos nesse país nunca vai ser fácil, e você nunca vai entendê-la se não quiser. Mas eu aposto que muita gente já entendeu, tá mobilizando outras e isso me deixa feliz. Tem jeito. E com certeza não é de braços cruzados ou reclamando que os protestos estão virando modinha. Que bom que essa modinha tá crescendo. É a modinha do povo acordado, e claro que faz muito medo a quem quer tudo como está, na mais perfeita (des)ordem política. Vai nessa! Acordamos de uma vez. Chupa essa manga!



Dia 18 de junho de 2013 com certeza figurará nos próximos livros de história: o Congresso Nacional, tomado pacificamente pelos manifestantes. Foi muito bonito ver isso. Dá muita esperança, sabe. E o Brasil todo tá lutando com a arma que tem: a voz. Agora de uma vez por todas percebemos que é assim que se faz política, e não por petições e reclamações nas redes sociais, apenas. Mas estas estão sendo as nossas armas na luta de verdade também. Os que criticavam a nossa geração certamente não contavam com a nossa astúcia. #chapolinfeelings
O Brasil e mais vários países estão nessa luta. Acompanhe e se concorda, participe dos protestos que estão por vir.

Meu nome é Tailany Costa e eu blogo no Despindo Estórias. Também estudo Letras, sou louca por uma boa leitura e amo discutir sobre elas. Mas hoje eu vim aqui a convite da Ericona e decidi discutir outro tipo de coisa, como vocês puderam ver ler. Aliás, obrigada pelo espaço, querida! ;)


04 junho 2013

Roxette! Roxette! Roxette!



 Olá! Meu nome é Joyce Carolini. Escrevo no Querido blog meu! Fui convidada pela querida Erica, para falar sobre um assunto que gosto muito: Música! Bom, espero que gostem! :)





Um pouco sobre eles.



         
Roxette é uma dupla de música pop rock sueca, formada por Marie Fredriksson e Per Gessle. A dupla alcançou sucesso mundial entre o fim dos anos 80 até meados da década de 90, período em que tiveram dezenove singles no top 40 do UK Singles Chart e quatro singles nos Estados Unidos: "The Look", "Listen to your heart", "It must have been Love" e "Joyride". Além disso, a dupla foi certificada pela Recording industry Association of America (RIAA), com dois álbuns de platina - Look Sharp!, de 88 (lançado nos Estados Unidos em 89) e Joyride, de 1991, bem como dois singles de ouro - "The Look" e "It must have been Love".

Em 2008 o tabloide britânico "The Sun" divulgou uma lista com as 50 cantoras que nunca serão esquecidas na história da música. Marie ocupou a 16º posição. Com músicas em novelas e filmes. Cinco apresentações no Brasil, o Roxette vendeu mais de 75 milhões de álbuns e 25 milhões de singles no mundo todo. Ao longo de mais de vinte anos de carreira.






Nem sempre foi um caso de amor.



         Roxette começou a fazer parte da minha vida, quando eu ainda era pequena. Os CDs que mais tocavam aqui eram os da dupla. Não tenho dúvidas sobre isso! Em dias normais ou nas festinhas lá estavam Marie e Per embalando o momento. Preciso e quero admitir algo importante: Eu não gostava das músicas, reclamava muito e principalmente quando Baladas en Español começava a tocar. Pedia até cansar que outros CDs fossem escolhidos, mas o meu pedido não era atendido nunca! haha! Mas algo começou a acontecer. A implicância tomou outro rumo.

Com o tempo passando e eu crescendo, meu gosto musical foi se aprimorando. Fui aprendendo a gostar deles e, então, compreendi o porquê de suas canções fazerem tanto sucesso! Não só aqui em casa, mas pelo mundo afora. Aprendi a apreciar boas coisas. São algumas músicas que falam sobre o amor. É o timbre de voz tão diferente do Per. É aquela coisa bonita que a Marie faz ao final de Crash! Boom! Bang! É o fato de eu não ter uma música predileta (bom, não conseguir escolher). Mas, considerar Milk and Toast and Honey tão fofa! Letra, ritmo, clipe! É a vontade de vê-los num show. É esse texto está sendo escrito sem nenhuma música deles. Pois do contrário, eu estaria completamente desconcentrada. É aquela música, do "CD Rosa", sendo ouvida durante uma tarde inteira. Sou com meus fones, cantando com meu inglês imperfeito. Músicas que um dia eu não gostei, mas hoje... Eu ouço e repito. Mais uma vez e mais uma vez!

                       Roxette! Roxette! Roxette! by Joyce C. on Grooveshark 
      Milk and Toast and Honey... Make it sunny... On a rainy Saturday. He-he-hey.
Milk and Toast... Some coffee, take the stuffiness out of days you hate, you really hate!
    





Erica, meu bem! Obrigada pelo convite, viu! Eu amei! Foi muito bacana escrever esse texto. Escolher fotos, pesquisar um pouco mais sobre a dupla e fazer a playlist. Espero não ter exagerado na quantidade de músicas selecionadas. Vocês entendem, né? É difícil escolher poucas! haha!  Gosto demais do Sacudindo Palavras e ter um texto aqui é ótimo! Então... É isso! Beijos e Paz!