26 fevereiro 2013

UFAL, te peguei!


Pessoas queridas que leem esse humilde blog, primeiramente queria me desculpar pelo sumiço. Tive muitas ideias de posts para o blog nesse mês de fevereiro, mas não consegui desenvolver por alguns motivos. Ou melhor, o motivo do meu sumiço foi a síndrome do pânico. E um pouco, só um pouco, de preguiça, porque sou uma procrastinadora de carteirinha e não posso negar isso. Mas principalmente a síndrome do pânico. Não quero fazer drama, mas preciso dizer que ter síndrome do pânico é uma das coisas mais cansativas, estressantes e deprimentes que existe na face da terra. Não tenho conseguido me concentrar nas minhas leituras, não consigo escrever direito... Resumindo: não consigo fazer nada direito, porque sinto dores de cabeça todos os dias, dificuldade pra respirar, pra dormir. Enfim, viver assim é bem complicado e suga todas as minhas energias, minha alegria, meu bom-humor. Vixe, okay, parei, isso está soando muito depressivo. E não, não estou depressiva, por mais que tenha me entristecido nos últimos dias. Entristecer-se é normal, certo? Ainda mais quando estamos na merda... Ops, ainda mais quando estamos passando por momentos difíceis, que até parece que não vão passar nunca. 
Mas enfim... estou me cuidando, me tratando da síndrome do pânico. Começarei a tomar as medicações, que eu espero que funcionem, porque só a terapia cognitiva-comportamental não tem solucionado. Quero dizer, adoro as sessões com a psicóloga, me faz um bem danado. Mas eu tinha que dar um basta nos sintomas que eu venho sentindo, porque não é fácil viver com eles. Aliás, não dá mesmo pra viver com eles. No máximo, dá pra sobreviver. E eu não quero sobreviver, não quero empurrar essa coisa de pânico com a barriga, não quero ficar vendo os dias passarem e eu em casa, acuada, sofrendo com isso. Quero viver plenamente, como eu sei que é possível e como sei que conseguirei viver com a ajuda ou sem a ajuda dos remédios. Vou superar essa desgraça, ou não me chamo Erica Ferro. Droga, se eu não superar, vou ter que mudar meu nome. E eu gosto tanto dele, sério. Mas o que está dito, está dito. Promessa feita! 
Mas eu não vim aqui só dizer isso. Na verdade, o que vim dizer é que passei em Biblioteconomia na UFAL.

(Imagem que a Pandora postou no meu mural com uma mensagem muito linda... Obrigada, moça. Você é uma querida!)

Sim, passei! Segundo ano que eu tento entrar na UFAL depois que terminei o ensino médio. Eu estava crente que ia passar no ano passado e, quando o resultado negativo veio, eu fiquei mal, quase joguei a toalha, chutei a barraca e desisti de tudo. Mas, como eu sou Erica Ferro, não pude desistir. Erica Ferro não desiste, no máximo ela se cansa. E eu tentei de novo, porque Raul disse que eu não podia desistir. Eu ainda creio que sacudirei o mundo. Okay, o mundo, tipo... todo o mundo, eu não sei se vou. Muito provavelmente não, mas o meu mundo, sempre que for possível, eu sacudirei. Quebrando a monotonia, não me entregando às dificuldades dessa vida, que por vezes são muitas e enormes. Sempre fazendo o melhor que eu puder pra ser feliz e me sentir realizada. É o mínimo que eu posso fazer por mim: é lutar por aquilo que eu quero e acredito. Ninguém pode comprar a nossa batalha, ninguém pode realizar nossos sonhos, ninguém pode acreditar mais na gente do que a gente mesma. É por isso que eu luto, independente do que digam, do que achem de mim e dos meus sonhos. Vivo em função de mim, não do que os outros querem ou acham que eu devo fazer. A vida é tão curta. Como costumo dizer: mais curta do que uma minissaia. É preciso que a gente faça essa coisa de vida valer a pena, estou certa? 


(Imagem que postei no meu mural assim que soube da aprovação)

Fiquei muito contente com as felicitações dos amigos e conhecidos por telefone, pessoalmente e pelas redes sociais. Eu me senti, tipo, querida, amada, admirada, etc. Eu gosto de me iludir, sabe? De achar que o povo me ama, que me adora, que me acha f... Ops, isso lembra uma música, uma música da baiana roqueira, né? 
Enfim, o que eu quero dizer é: estou feliz! Finalmente consegui passar num curso que eu realmente queria, em algo que eu sempre quis fazer. Tenho vontade de chorar quando alguns dizem que não sabem o que é Biblioteconomia, que deve ser um curso chato e que não sei o que lá. Tenho vontade de dizer: "Filho (a), você não conhece nada da vida...". Mas me contenho. Deixa o povo achando que Biblioteconomia é um curso idiota, sem graça, enquanto eu me deleito desbravando o mundo da Biblioteconomia, ganhando gosto por essa coisa de conhecer, de analisar, de selecionar, de organizar e disseminar informações pelo mundo. Como alguns me disseram:: "A Ericona já entende de algumas coisas, imagina essa menina bibliotecária... vai ficar genial, toda cultura e conhecimento!". Esses amigos que gostam de me iludir, sei não... 
Obrigada, pessoas, por passarem por aqui, por me acompanharem aqui e nas redes sociais, por aturarem as minhas palavras devaneadas, apaixonadas, revoltadas... 
Obrigada, de coração, a todos que curtiram o post que fiz sobre passar na ufal. Obrigada pelos comentários positivos, de votos de sucesso e de felicidades. Fizeram cócegas em meu coração e cheguei mesmo a chorar com alguns. E lá se vai minha fama de Ferro. Ferro que chora? Tsc, tsc, tsc... isso não está direito. 
Volto aqui quando a síndrome do pânico der uma trégua e eu estiver em condições de escrever um post decente.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

10 fevereiro 2013

Conjuguemos o verbo amar!


love miracle.gif (320×320)


Hoje acordei com amor borbulhando nas veias. Hoje acordei amável. Hoje acordei assim, feliz, tranquila, com o coração leve em decorrência de uma alegria súbita e irracional, mas genuína. É que hoje acordei de bom humor, com uma vontade de sair rodopiando por aí, contente por um não sei o quê. Sei apenas que hoje estou sentindo o amor pulsando nas minhas veias e mais do que presente em todas as células do meu corpo. E acho que deveria ser sempre assim. Sempre amor. Porque a vida é mais curta do que uma minissaia. É por isso (e por outros motivos) que devemos espalhar amor por onde andamos. Plantar esperança no coração dos perdidos e dos intranquilos. Porque dias melhores de fato virão. Não é apenas um modo de nos iludir com a possibilidade de um futuro melhor, mais florido. Não. Dias melhores sempre hão de vir, basta que estejamos sensíveis e alertas o suficiente pra notá-los e desfrutá-los.
Difundamos o amor por todos os cantos do mundo. Ajamos com amor. Tentemos compreender antes de julgar quem quer que seja. Aliás, quem somos nós para julgar alguém? Ninguém está apto a julgar ninguém. Ninguém mesmo. Somos todos errantes, todos correndo em busca de algo que ainda não sabemos o que é. Somos pobres mortais tentando desvendar os mistérios dessa vida. Somos apenas pessoas tentando viver da melhor forma possível. Somos apenas pessoas. Não há ninguém superior a ninguém, seja por causa de cor da pele, de condição financeira, física e/ou religiosa. Ninguém é melhor do que ninguém. Quando as pessoas entenderão isso e passarão a agir com mais amor e menos empáfia?
Atentemos às nossas palavras. Não sejamos insinceros, absolutamente, mas pensemos sobre o que vamos falar, para quem vamos falar e como vamos falar. São atitudes simples, mas que fazem toda a diferença.
Pensemos, sobretudo. Não engulamos o que dizem ser a verdade. Pensemos, analisemos, critiquemos, cheguemos às nossas próprias conclusões. Não é difícil e é muito benéfico, porque uma das coisas mais tristes é se deixar cegar por conceitos pré-estabelecidos, por verdades criadas por terceiros, que nada mais são do que enganações, para prender os excessivamente crédulos na ignorância. 
Preguemos e pratiquemos o amor. O verbo amar clama por quem o conjugue de forma verdadeira e plena. O que estamos esperando? Amemos! Abramos os nossos corações e deixemos o amor tomar conta de cada parte do nosso corpo e da nossa alma. Deixemos o amor tomar conta das nossas ações. 
Deixemos o amor dominar o mundo!

Erica Ferro

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Pessoas, pouco a pouco as coisas têm voltado a se encaixar. E eu tenho melhorado, tenho me superado dia a dia. Com o passar dos dias, tenho readquirido a segurança de fazer o que fazia antes do pânico. Tenho retomado o prazer de nadar. Tenho fé que em breve não restará nenhum resquício de pânico em mim. (...) Curtam a página do blog e sigam no Twitter.(...) Um abraço da @ericona.


02 fevereiro 2013

Com vocês, Otis Redding!

Não sei se vocês sabem, mas eu amo música. Adoro descobrir cantores e bandas antigas, e a Rádio Uol e o Grooveshark são meus portais mais acessados pra descobrir verdadeiros tesouros.
Hoje quero apresentar a vocês Otis Redding


Cantor estadunidense de soul da década de 60, Otis sempre gostou de compôr suas próprias canções. O seu estilo sempre foi carregado de sentimentalismo, de paixão. E eu adorei isso nele. Eu sou uma mulher muito apaixonada, pessoas. Afinal, que graça tem a vida sem uma paixão tórrida e insana? Nenhuma, certo?
Devaneios à parte, voltemos a Otis Redding. A bem da verdade é que ele se tornou mais conhecido um ano após a sua morte (em um acidente de avião), com a música (Sittin' On) the Dock of the Bay (uma música de letra muito linda e de melodia esplêndida!).
Quando ouvi Redding pela primeira vez, creio que foi na Rádio Uol, fiquei totalmente encantada por sua voz e pela batida de suas músicas. Quis saber mais sobre o cara, escutar mais músicas dele. E assim o fiz. Não me arrependi nem um pouco, porque encontrei uma música mais linda que a outra! A voz dele é marcante e suas músicas sempre têm uma melodia cativante e envolvente. Que pena que morreu tão jovem, aos 26 anos!

Well, eu fiz uma playlist com cinco músicas. E, como gosto de fazer, antes de postar a playlist, comentarei um pouco sobre cada escolha que fiz.



Caramba, como eu gosto dessa música! Ouso dizer que é a minha preferida do Otis. E não, não é porque é seu maior sucesso, e sim porque essa música roubou meu coração, pela melodia, pela letra. Por tudo, enfim. E eu adoraria estar sentada no píer de um porto, vendo a maré, vendo o mar, pensando na vida, desejando dias melhores. Definitivamente, não há como não cantar ♫ Now I'm just go sit at the dock of the bay watching the tide roll away. Sittin' on the dock of the bay, wasting time... ♫ de maneira empolgada. Canto, de olhos fechados, completamente embalada por essa melodia tão magnífica.

Stand By Me


Quem não conhece essa? Acho que quase todo mundo conhece, mas não sabe bem quem compôs. A Wikipédia me informou que essa música foi composta por três caras: Ben E. King, Jerry Leiber e Mike Stoller. Foi gravada originalmente por Ben E. King, que ainda está vivíssimo e é um notável cantor de soul. Depois dele, vários interpretaram Stand By Me, inclusive o meu amado e querido John Lennon. Sou apaixonada por Lennon e sua música e não sei dizer qual versão me encantou mais, se a do Lennon ou do Redding, mas posso afirmar que ambas me arrancaram suspiros e me ganharam de uma maneira única.

 I've Been Loving You Too Long


♫ I've been loving you too long to stop now... ♫. Caracóis! Arrepiei, minha gente. Simplesmente arrepiei! Esse negócio de amar imensamente, amar por tanto tempo. Esse tipo de amor que parece nunca acabar e é tão forte que nem o tempo nem as barreiras podem destruir me arrebatam. Sem falar que me identifico com amores longos e intensos. Enfim, essa música é linda.

 That's How Strong My Loves Is


♫ If I were the sun way up there, I'd glow with love most everywhere. I'll be the moon when the sun goes down, just to let you know that I'm still around... ♫
Jesus, esse cara foi um poeta! Se alguém cantasse algo assim pra mim, eu me apaixonaria perdidamente. Ô música bela, meu Deus!

My Girl


♫ Talking about my girl. I've got sunshine on a cloudy day with my girl. I've even got the month of may with my girl... ♫
Ah! Essa todo mundo conhece, certo? My Girl, composição de Smokey Robinson e Ronald White, ganhou várias versões. Já escutei algumas delas, mas essa do Otis Redding... carambolas saltitantes, amei demais! E, preciso dizer, essa é uma das músicas que, se cantassem pra mim, eu me apaixonaria loucamente e eternamente.

Well, comentários feitos, agora escutem a playlist!


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E então, gostaram do Otis Redding? Espero que tenham gostado e que tenham se interessado em procurar mais músicas desse big guy do soul.
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Todas as imagens desse post foram encontradas no Google.
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Hoje estive no Gurias Arretadas também. Postei um pouco da música do grande Tim Maia. Confiram aqui.
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Quero agradecer imensamente aos comentários de apoio feitos no último post, no qual falei sobre os últimos meses atribulados que tenho vivido. Não tem sido fácil e há uns dias que são realmente angustiantes e quase enlouquecedores. Mas podem deixar, estou tentando manter a calma e a fé. Isso tem que ser só uma fase ruim (pra lá de ruim, na verdade), certo? Aliás, foi revelador ver que tantas pessoas se identificaram com o post e disseram que passaram ou passam por coisa parecida. Não me sinto melhor, porque não me alegro com o sofrimento alheio, mas confesso que me sinto menos sozinha e perdida. É reconfortante saber que há pessoas que entendem bem como eu me sinto. Quando precisarem conversar, não ousem me procurar. Ando numa fase em que procuro apoio, mas também tenho tentado apoiar quem passa por algo semelhante. Faz parte do processo da minha melhora.
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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!