29 janeiro 2013

Inimigos invisíveis




Há uns três meses que sinto uma ansiedade contínua. Há uns dias que consigo me sentir um pouco melhor. Há outros em que a ansiedade é tão grande, que sinto isso no meu físico: sinto dores e pressões na cabeça; a respiração fica prejudicada, falta ar; bate um desânimo, uma tristeza de as coisas estarem assim e me sinto perdida, porque não há a possibilidade de vencer isso de uma vez (e logo!).
Não sei bem como isso começou e por quê. Lembro que no mês que antecedeu o ENEM eu passei a estudar freneticamente, passava quase o dia todo estudando. Isso deve ter causado um desgaste mental muito grande. Quando chegou a véspera do primeiro dia de prova do ENEM, fiquei meio ansiosa, meio nervosa, meio... receosa. Ainda na véspera, depois que almocei, senti que algo tinha ficado preso na minha garganta. E esse algo me incomodou terrivelmente, ainda mais à noite. Mas, mesmo assim, eu pensei que era melhor fazer os dois dias de prova do ENEM e só depois procurar um médico pra ver o que era na minha garganta. Não consegui dormir praticamente nada na véspera do primeiro dia de prova e nem no segundo dia de prova. Eu estava cansada mentalmente pela falta de sono e ainda muito ansiosa quanto pela prova tanto pela "coisa entalada" na garganta. Na madrugada de segunda, eu passei muito mal com "a coisa entalada" na garganta. Passei mal como nunca tinha passado antes. Eu estava com muito sono, muito mesmo e não conseguia dormir há umas três noites. Então comecei a sentir uma ameaça de desmaio, senti uma vibração no meu pescoço, como se os músculos todos dele estivessem se contraindo, comecei a ficar sem ar. Meus pais me levaram para um hospital e, no caminho, meus braços começaram a adormecer e eu achei mesmo que ia morrer ali, no carro mesmo. E, obviamente (porque estou escrevendo isso aqui ~risos~), não morri. Foi feito uma endoscopia digestiva alta. A médica que fez o exame disse que não havia nada preso na minha garganta, mas também não falou do resultado do exame. Mas, chegando em casa, vi que tinha dado no exame que eu tinha esofagite, o grau mais leve. Alguns dias depois procuramos um médico especialista e ele passou remédios pra tratar da tal esofagite. Ah, e disse que eu não poderia mais comer chocolate, café, alimentos gordurosos e refrigerantes. Sinto saudade de chocolates e de um café bem gostoso. Café descafeinado não é lá muito bom.
Tomei os remédios pelo tempo pedido pelo médico, mas a sensação de bolo na garganta não passava e ainda não passou. Há dias em que sinto menos esse tal bolo, mas há outros que a sensação é terrivelmente incômoda e a ansiedade aumenta ainda mais.
Sinceramente, eu não sei bem o que causou essa ansiedade excessiva. Suspeito que um dos fatores pra que eu me tornasse ansiosa e com medo foi devido ao estresse causado pelos sintomas da esofagite. E, claro, juntou também com a apreensão com o resultado ENEM. Confesso que senti medo de não passar na UFAL, porque, puxa, pensava cá com meus botões “Estou ficando velha! Preciso estudar, ter uma carreira, não posso ficar nessa inercia pra sempre...”. Admito que me coloquei muita pressão e isso me fez um mal enorme.
Depois de descobrir a esofagite, comecei a ter muitos sintomas chatos, mas não decorrentes da esofagite, e sim do estresse, da ansiedade. Antes eu não sabia que eram sintomas de estresse e da ansiedade. Tive umas três crises que eu julgo ter sido de pânico. A primeira foi depois do ENEM, na madrugada de uma segunda. A segunda foi pela manhã de um dia de quarta. E a terceira foi no dia do aniversário da minha mãe (sim, que belo presente dei a minha mãe!), à noite. E todas as vezes foram os mesmos sintomas: pressão na cabeça, falta de ar, formigamento nos braços e taquicardia. Nessa terceira vez, fiquei internada por quatro dias. Durante a minha internação, fiz vários exames e todos eles deram normais. Fiz tomografia e ressonância magnética com contraste pra saber o que tinha de errado com a minha cabeça, porque desconfiei de mil e uma coisas (tumor, aneurisma, etc) devido às sensações que eu tinha de pressão na cabeça, dores e outras coisas estranhas na minha cabecinha. Não deu nada, absolutamente nada. Nenhuma coisinha de anormal. Tudo apontou para uma única coisa: problemas de cunho emocional.
Há pessoas que acham que quem sofre com problemas emocionais é fraco e acomodado. E, cara, não é assim. Ter síndrome do pânico (ou qualquer outra coisa do gênero) não é uma escolha. A batalha contra um problema psicológico é muito mais difícil do que um problema físico. É uma luta contra um inimigo invisível. E ainda tem gente que fala que quem sofre disso é fraco? Muito pelo contrário, todos os dias é uma luta constante contra uma ansiedade implacável. Não é fácil viver com um medo ininterrupto de sair de casa e passar mal. E é preciso ser muito forte pra não desistir de viver. É preciso ser forte pra acreditar que essa agonia um dia vai acabar, que é só uma fase ruim e que a vida não será sempre assim. É preciso procurar ajuda de um profissional, seja um psicólogo ou psiquiatra. É preciso arrostar os medos. É preciso ter força, muita força. E nunca desistir. Nunca fugir.
Há três meses que eu não nadava. Por quê? Porque da última vez que nadei, passei mal, deu uma tontura, um medo estranho. E, depois disso, eu meio que fiquei com medo de voltar a nadar e passar mal de novo.
Quem me conhece, sempre soube da minha paixão pela natação, sempre soube do bem que a natação me fazia. E, de uma hora pra outra, a coisa que eu mais amava fazer estava me causando medo? A vida é irônica. Mas, depois de pensar, concluí que não era a piscina que me amedrontava. É o medo de ter medo. É o medo de passar mal. É um medo irracional de que as coisas vão dar errado e que eu vou sentir a pressão na cabeça de novo e que o coração vai acelerar e de que o ar vai faltar. Isso é angustiante. E me dói profundamente quando as pessoas insinuam que isso que eu sinto é fraqueza e comodismo. Hoje eu enfrentei os meus medos. Saí de casa sozinha como não fazia há meses. Fui a piscina. Nadei. A primeira volta na piscina foi algo muito estranho. Eu estava muito desacostumada a nadar e eu estava com medo de algo dar errado também. Eu senti a pressão da água e isso foi meio desconcertante no começo, mas, no decorrer das voltas na piscina, a sensação foi passando e eu comecei a me sentir em casa. Não como antes, porque fazia muito tempo que eu não me exercitava e a ansiedade não foi embora. Mas foi bom, de uma maneira diferente. Foi maravilhoso vencer o medo e conseguir nadar. Eu sei que será cada vez melhor à medida que eu for mais vezes. Eu sei que vou voltar a me sentir em casa como era antes. Eu sei que, ao longo do tratamento com a psicóloga, as coisas vão melhorar e essa ansiedade, pouco a pouco, vai me deixar. Eu sei que é só uma fase. Eu sei que eu vou vencer isso. Eu sou FERRO.
Continuarei lutando todos os dias contra esses meus inimigos invisíveis. Permanecerei arrostando essa ansiedade desgraçada que não quer me largar. Ela vai ter que desistir de mim, porque eu não vou desistir de expulsá-la da minha vida.
Eu pensei muito se eu deveria ou não escrever esse post. Acho que eu nunca fui tão clara aqui no blog. Falei exatamente o que eu sinto e da maneira que eu sinto. Esse post está digno de um diário, mas eu precisava postar isso aqui.
O objetivo do post? Conscientizar as pessoas, aquelas leigas e aquelas que são maldosas mesmo. Um problema psicológico não é frescura e nem é fraqueza. Não é só "pensar positivo" pra sair da merda. Se fosse só pensar positivo, eu já teria saído dessa há muito tempo. É mais que pensar positivo. É um mais que eu não descobri ainda o que é, mas vou descobrir e vou usar esse mais pra derrotar essa ansiedade. E outra coisa: qualquer um pode ser vítima de uma depressão, de uma síndrome do pânico ou de qualquer outra coisa do tipo. Nunca se sabe quando a nossa mente vai cair numa cilada.
Hoje eu estou feliz, meio cansada porque nunca mais tinha me exercitado, mas bem. Estou feliz com a minha vitória sobre o medo. Medo, o placar de hoje foi 1 x 0 pra mim, hein?

* * *
Por hoje, é isso. Eu precisava desabafar, precisava dar esse recado a vocês e precisava registrar a minha ida a piscina.
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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

20 janeiro 2013

Filme: Now Is Good


Título Original: Now Is Good
Ano: 2012
Sinopse: Tessa, é uma adolescente de 17 anos apaixonada pela vida. Diagnosticada com uma doença terminal, ela decide fazer bom uso de cada momento fazendo uma lista de coisas que uma adolescente normal iria experimentar. Com a ajuda de uma amiga, ela começa a pôr em prática os itens da lista e, enquanto seus pais e seu irmão lidam com o medo de perdê-la de suas próprias maneiras, Tessa passa a explorar um mundo novo e viver cada dia o mais intensamente possível. No entremeio, a garota se apaixona por Adam, seu novo vizinho, item que não estava na lista mas que se prova a mais revigorante experiência de todas.

Well, o quão difícil é falar de um filme que te arrancou alguns litros de lágrimas? Muito, hein? Eu sei, litros de lágrimas foi um tremendo exagero. Mas, sabe como é, eu gosto de ser hiperbólica. 
Estarei mentindo se eu disser que Now is good retrata algo diferente de uma forma inovadora. Quando li a sinopse desse filme, lembrei quase que imediatamente de Um amor para recordar. Mas veja, quando falo que não é uma trama inovadora, não quero dizer que é um filme ruim. Não chorei porque o filme era ruim, e sim porque me tocou e porque é um ótimo filme, na minha humilde opinião de pessoa que não entende bulhufas de cinema. Eu sei que entendo do que vejo. E, se um filme me toca, é porque tem qualidade.
Now is good, como a sinopse revela, conta a história de Tessa, uma adolescente de 17 anos com câncer terminal. Ela está consciente de que vai morrer e de que não vai demorar pra isso acontecer, então ela resolve fazer uma lista das coisas que ela gostaria de fazer antes de morrer. Sua amiga, Zoey, tenta ajudá-la a realizar algumas coisas da lista. Mas a vida de Tessa ganha uma nova cor mesmo é quando ela se aproxima de Adam, seu vizinho. E a cor é azul, azul dos lindos olhos de Adam. Tudo bem, isso é piração minha. É que adoro olhos azuis, ainda mais se forem de um lindo como Jeremy Irvine.
Uma das coisas que Tessa queria fazer antes de morrer era se drogar. Sim, coisa super legal e inocente que essa moçoila queria fazer. Então a sua amiga louquinha Zoey conseguiu uns cogumelos alucinógenos pra elas. Elas encontraram Adam pelo caminho, depois de ingerirem os tais cogumelos, e Adam, pra que ninguém as visse piradonas, resolveu levá-las para um passeio. 
E é nesse passeio que eles vão numa floresta e Tessa sobe numa árvore e diz a primeira frase do filme que me arrancou algumas lágrimas.

Aqui não estou doente. Não estou mais doente. Só preciso ficar nessa floresta. Ficar longe do mundo moderno e das engenhocas, e aí não ficarei mais doente. Pode ficar comigo, se quiser. Eu gostaria se você ficasse. Construiremos coisas, abrigos e trilhas. Vamos cultivar vegetais. Estaremos seguros.

Enquanto o amor de Tessa e Adam cresce e ela consegue vivenciar coisas maravilhosas ao lado dele, seu pai, sua mãe e seu irmão tentam se preparar para o dia que ela partirá. Seu pai a ama profundamente, tem um medo enorme de perdê-la e por isso é super protetor. Sua mãe é uma mulher avessa à hospitais e não entende absolutamente nada da doença de Tessa, mas, do jeito dela, ela sofre e teme perder a filha. Já o seu irmão, que é um garoto muito sapeca, não tem muita noção do que a irmã tem e como será perdê-la, mas nota-se que ele ama a irmã e se importa com ela. O que pensa Tessa da super proteção do pai e do quase descaso da mãe? Ela simplesmente não suporta ambas as coisas. Ela sabe que não há mais tempo para uma super proteção, para cuidados extremos. O que ela quer é viver o máximo que ela puder enquanto ela ainda respira.
E Adam a ajuda a viver. Adam passa a estar com ela em todos os momentos, cuidando dela quando ela precisa, quando ela sente medo. Adam a ama e, mesmo que a certeza de perdê-la em breve doa, ele não se afasta dela. E isso é algo tão bonito. Poucos se habilitam a ficar ao lado de uma pessoa que está prestes a morrer. É doloroso. É desconcertante. Mas, quando há amor, é possível suportar a dor e aproveitar o momento presente e fazê-lo lindo da melhor forma que se pode.

Outra cena que mexeu muito comigo foi quando, num de seus passeios, Adam questionou Tessa se ela sentia medo, medo da doença, medo da morte, medo do que estava por vir. Ela disse a segunda frase do filme que me fez chorar.

- Você está com medo? - pergunta Adam.
- Ele vem e vai. As pessoas pensam que quando fica doente, você não tem medo, mas não é verdade. Na maioria das vezes é como estar sendo perseguida por um psicopata. Como se eu fosse levar um tiro a qualquer momento. Às vezes, esqueço isso por horas. - responde Tessa.
- O que te faz esquecer? - quer saber Adam.
- Quando estava com você na floresta, não pensei nisso pela tarde toda. (...) Não estou pensando nisso agora. 

Adam fazia bem a Tessa. Ele a fazia esquecer que ela estava doente. O amor dele dava sentido à vida dela. Percebe como amor é algo que cura, que acalenta? É nessas horas que a gente tem a prova maior do poder do amor.


O amor nos faz ultrapassar barreiras, nos faz suportar coisas que, sem ele, o amor, seriam insuportáveis. 
É uma pena que o amor não cure o câncer. Tessa morreu, como era previsto. Mas o amor de Tessa e Adam ficou marcado. Não curou o câncer de Tessa, mas a fez passar por esses dias difíceis de uma forma melhor, menos sofrida. E para Adam, o amor vivido por ele e Tessa o fez abrir os olhos para vida, para os sonhos que ele tinha deixado na gaveta após a morte do seu pai um ano atrás. O amor transformou a vida dos dois, de uma forma singular.

A frase que mais me fez chorar foi dita por Tessa no final do filme. A imagem que ilustrará a frase não se dá no final do filme, mas ela é perfeita para mostrar o amor de Tessa e Adam.

Momentos... Nossa vida é uma série de momentos. Cada um... Uma viagem para o fim. Desapegue. Desapegue-se de tudo.

Essa é a mensagem do filme. Viver. Simplesmente viver plenamente, da melhor forma que pudermos. Amar, sem medo algum. Aproveitar a vida enquanto é possível. Porque um dia tudo isso acaba e o inevitável chega: a morte.

Tenho que falar sobre os personagens. Adorei a Dakota Fanning como Tessa. Ela conseguiu me emocionar em praticamente todas as cenas. Passou verdade nas cenas dramáticas e nas cenas românticas. Jeremy Irvine como Adam não poderia ser mais perfeito. Personagem doce, o namorado que toda garota quer. Simplesmente encantador. Paddy Considine, o pai de Tessa, me arrancou lágrimas imensas num dos momentos em que a doença de Tessa estava avançadíssima e ela estava prestes a morrer. A cena foi tão bem feita, tão convincente, que é impossível não derramar lágrimas. E o irmão de Tessa é uma criança adorável, inocente, sapequinha. Amei esse menininho! A mãe de Tessa, no fim do filme, se mostra muito emocionada e sente muito a morte da filha. O choro dela foi sincero, conseguiu mexer comigo.

Para quem indico o filme? Se você gostar de drama, do tipo bem doloroso, com uma dose de romance, daqueles bem puros e bem lindos, Now is good é uma ótima pedida.

Trailer:


○ • ○
Vi esse filme hoje. Gostei tanto, que precisei escrever sobre ele aqui. Vocês já viram? Interessaram-se pelo filme? Não esqueçam de me contar o que acharam caso tenham assistido ou pretendem assistir. (...) Curtam a fan page do blog e sigam no Twitter. (...) Ah, ontem eu estava no Gurias Arretadas! Leiam e comentem o meu quase desabafo sobre ironia e deboche. (...) Um abraço da @ericona. Hasta la vista!

17 janeiro 2013

Confia em mim



Calma, não se afobe. Olhe bem nos meus olhos, tudo vai dar certo. Sim, eu sei que as coisas têm sido difíceis pra você. Mas não se entregue. Não desista. Não se desespere. Olha, meu bem, quando a gente se desespera, tudo desanda. Desesperar-se só piora as coisas. Eu sei, eu sei, não é nada fácil manter a calma num momento crítico. Eu sei que é tão difícil preservar a tranquilidade quando o mundo parece desabar sobre nós. Porém, é de conhecimento dos sábios que o desespero só traz ainda mais desgraça, só traz mais caos.
Ai, pequena, a vida é tão dura! A vida é mesmo uma loucura. E eu queria, sinceramente, que ela fosse mais leve para nós, especialmente pra você. Eu queria que ela fosse mais flores, mais passeios no parque, mais coração feliz, mais sorvete de morango e chocolate. Eu queria que a vida fosse só alegria pra mim e pra você. Mas não pode ser assim. Não pode. É impossível ter uma vida perfeita. E eu sinto tanto por tudo isso que você vem vivendo. E eu quero tanto te ajudar. Mas não sei como. É por isso que eu te desejo força, muita força pra superar todos os momentos ruins, todas essas experiências doloridas. Força, minha querida, você sairá dessa. Você me disse que às vezes acha que parece que tudo isso não terá fim. Quando a dor é contínua e é enorme, temos essa impressão mesmo. Mas é só a sensação, viu? Acalma o seu coração, que as coisas vão se ajeitar. É só o inverno. Um inverno rigoroso, extremamente frio e chuvoso. Mas, olha, eu te garanto que tudo vai se ajeitar. Acredita nisso. Eu te quero crente em dias melhoras, daqueles bem ensolarados, daqueles que nos fazem sorrir feito crianças.
Você ficará bem, eu sei que ficará. Nunca ache que essa maré de coisas ruins e desconcertantes vai durar para o resto de sua vida. Não ache isso. O que é pra durar é a sua vontade de viver. Isso é pra durar. E eu sei que essa vontade está aí, intacta, dentro do seu peito. Resgate essa vontade. Volte a viver, mas sem pressa, sem afobação. Aos pouquinhos mesmo, no seu tempo.
Eu queria que você prometesse que não vai desistir, que não vai entregar os pontos. Mas isso seria te cobrar, e eu sei que você não aguentaria isso nesse instante. O melhor que eu tenho a te dizer é isso: você vai conseguir. Você vai ficar bem. Eu sinto. E eu estarei aqui para o que você precisar. Pode me ligar a qualquer momento, seja do dia ou da noite. Eu irei correndo ao seu encontro. Pequena, eu te quero tanto bem, sabia? Tanto bem! Não vejo a hora de chegar aí, te abraçar apertado, te fazer um carinho e te mostrar que a vida pode ser bonita. Confia em mim, a vida voltará a sorrir pra você.

Amo-te! 

Um beijo do seu amado,
Pedro

•  
Ah, como eu queria receber uma carta assim! Tanto queria/quero, que resolvi escrever esse conto.
Quero um Pedro na minha vida!
(...)
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Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

15 janeiro 2013

Amor(dor)



Transformar a dor em riso
Riso triste, meio Diamante Negro
Meio amargo
Transformar o amor doído em brilho
Brilho dos olhos frios
Brilho quase fantasmagórico que provém da alma
Alma que chora e que ri e que ama
Ama, mas clama pra parar de amar
Porque amar dói
Dói como ferro em brasa
Dói como uma lança enfiada no coração
Coração meio insano
Coração meio indecente
Indecente é padecer de um amor não-recíproco
Porque amor não era pra doer
Quem é capaz de amar, entregue, intenso
Deveria ser amado instantaneamente, com a mesma força
Com o mesmo fogo
Porque o amor é fogo, e Camões sabia bem disso
O amor incorrespondido é um fogo que solapa sonhos
Devasta esperanças
Porque o amor incorrespondido é quase uma doença
É uma quase uma sentença
De morte
A morte da alma
De um apaixonado
De um enamorado que só queria
Um beijo dos lábios do ser amado
Que só queria amor
Um amor quentinho
Daqueles com gosto de chá das cinco
Amor com gosto de bolo de chocolate
Amor gostoso, amor que abraça
Mas se não tem amor, só tem dor
A dor corrói
Até que mata


Erica Ferro




Porque hoje resolvi poetizar, do meu jeito torto mesmo, desconexo e melodramático.
(...)
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

10 janeiro 2013

Resenha: Não conte a ninguém - Harlan Coben


Não conte a ninguém
Harlan Coben
Editora Arqueiro
250 páginas

Há oito anos, enquanto comemoravam o aniversário de seu primeiro beijo, o Dr. David Beck e sua esposa, Elizabeth, sofreram um terrível ataque. Ele foi golpeado e caiu no lago, inconsciente. Ela foi raptada e brutalmente assassinada por um serial killer.
O caso volta à tona quando a polícia encontra dois corpos enterrados perto do local do crime, junto com o taco de beisebol usado para nocautear David. Ao mesmo tempo, o médico recebe um misterioso e-mail, que, aparentemente, só pode ter sido enviado por sua esposa.
Esses novos fatos fazem ressurgir inúmeras perguntas sem respostas: Como David conseguiu sair do lago? Elizabeth está viva? E, se estiver, de quem era o corpo enterrado oito anos antes? Por que ela demorou tanto para entrar em contato com o marido?
Na mira do FBI como principal suspeito da morte da esposa e caçado por um perigosíssimo assassino de aluguel, David Beck contará apenas com o apoio de sua melhor amiga, a modelo Shauna, da célebre advogada Hester Crimstein e de um traficante de drogas para descobrir toda a verdade e provar sua inocência.
Não conte a ninguém foi o livro mais aclamado de 2001, indicado para diversos prêmios, entre eles Edgar, Anthony, Macavity, Nero e Barry. Em 2006 foi adaptado para o cinema numa produção francesa vencedora de quatro Cesars (o Oscar francês), inclusive de melhor ator e diretor.

Não sei se acontece com vocês, mas, quando leio um livro extremamente bom e incrivelmente arrebatador, sinto uma dificuldade enorme em tecer comentários sobre ele, por achar que nada do que eu diga traduzirá o quanto o livro é maravilhoso. Porém, mesmo assim, correrei o risco com Não conte a ninguém. Preciso falar sobre ele aqui, indicá-lo a vocês. 
O livro começa sendo narrado por David Beck. Ele está recordando de quando ele e sua esposa, Elizabeth, foram ao lago Charmaine, oito anos atrás. Eles se conheceram muito cedo, quando os dois eram crianças ainda. Tornaram-se inseparáveis desde então. A amizade infantil deu lugar a um amor forte, belíssimo. Depois que deram o primeiro beijo, por volta dos doze anos de idade, resolveram gravar as iniciais de seus nomes numa árvore e, a cada ano, para comemorar o aniversário do primeiro beijo, eles voltavam ao lago para gravar mais uma barrinha lá na árvore na qual deram a primeiríssima bitoca. É no 13° aniversário que acontece algo que muda completamente a vida de David. Ao anoitecer, depois do ritual de todos os anos, numa escuridão desconcertante, Elizabeth sai um pouco do lago e Beck permanece nele. Beck escuta algo estranho e depois escuta um grito de Elizabeth. Beck corre para fazer algo por ela, descobrir o que está acontecendo, e então alguém mete um taco de golfe algumas vezes em sua cabeça. Ele cai no lago, inconsciente. Beck sobreviveu milagrosamente. À princípio, é um mistério cono ele saiu do lago, se arrastou até a cabana e ligou pedindo socorro. Ele não se lembra de nada de depois da tacada, a não ser quando já está no hospital. O livro revela isso aos pouquinhos, bem aos pouquinhos, o que é algo bem instigante. Dias depois do ocorrido no lago, um corpo é encontrado numa estradinha e o pai e o tio de Elizabeth vão reconhecer o tal corpo e dizem ser mesmo de Elizabeth. O assassinato é atribuído a KillRoy, um serial killer, que costumava raptar, torturar e matar mulheres, marcando com fogo em brasa na face delas, ainda com vida, a letra K. Após isso, a vida de David nunca mais será a mesma. Ele é pediatra e mergulha de cabeça no trabalho, o que lhe dá algum conforto, alguma satisfação, entretanto ele não consegue superar a dor de ter perdido a sua tão amada esposa, o amor de sua vida desde a infância.
Então, oito anos depois da tragédia no lago, oito anos de perder a sua amada, as coisas viram de cabeça para baixo quando David começa a receber uns e-mails codificados, e-mails que só poderiam ser enviados por Elizabeth. Será que ela está viva? Por que sumiu por tanto tempo? É algo que desperta uma curiosidade gigantesca no leitor. Concomitantemente com o recebimento dos e-mails, encontram dois corpos no lago Charmaine, corpos que parecem estar ali há uns oito anos. A polícia volta a sua atenção a isso. E, de um dia para o outro, David se descobre suspeito da morte dos homens que foram encontrados no lago. A polícia e o FBI ficam na cola de David, colhendo provas e, à medida que a investigação avança, ficam mais crentes de que David é culpado não só pela morte dos dois homens, como também de sua esposa e de outra pessoa (não darei detalhes) que é assassinada ao longo do livro. Além da polícia e do FBI, um milionário, Griffin Scope, um conhecido da família de David, demonstra intenso interessante sobre o assunto e faz de tudo para matar David ou incriminá-lo pelos assassinatos. Os motivos? Só se conhece paulatinamente.
Para provar a sua inocência e descobrir a verdade por trás de todos aqueles acontecimentos sombrios, David só poderá contar com Tyrese, um traficante de drogas, sua melhor amiga Shauna e a sua advogada, a famosa Hester Crimstein.  
O livro é narrado em duas pessoas: há capítulos narrados por David Beck, o que nos possibilita conhecê-lo de forma mais direta, saber exatamente como ele é através de suas palavras, e é possível meio que entrar  em sua cabeça, ficar à par de seus pensamentos, de seus sentimentos e de todas as suas emoções. David é um sujeito encantador. Harlan Coben fez um personagem apaixonante, que sabe ser divertido, filosófico, crítico, sincero. Um homem e tanto. E há capítulos narrados em terceira pessoa, nos quais ficamos sabendo o que está se passando com os outros personagens, o que nos deixa por dentro de tudo o que ocorre na estória.
Além de David, há outros personagens igualmente memoráveis e marcantes. Como disse acima, adorei David Beck. Quero um cara como ele ao meu lado, compartilhando a vida comigo. É pedir muito? (risos) Adorei seu senso de humor, seu jeito sincero, suas pérolas e a coragem que ele adquiriu no decorrer da trama. Shauna, a melhor amiga de David, é uma personagem de personalidade forte. Shauna é destemida e singular. Adorei suas tiradas, seu humor um tanto feroz e a sua maneira objetiva de falar. Ela não tem papas na língua e confesso que me identifiquei com ela. Sou assim também, doa a quem doer. Tyrese, o traficante de drogas que ajuda David, é um cara bom, apesar da vida que leva. Ele reconhece o valor da lealdade e jamais abandona alguém que verdadeiramente o ajudou em algum momento de sua vida. E, Elizabeth, que conhecemos através das palavras de David, também nos encanta e entendemos perfeitamente o amor de David de por ela. Pois é uma personagem de coração bondoso, do tipo que crê em dias melhores e no ser humano. Hester, a advogada, nos parece um tanto arrogante em alguns pontos, até mesmo insuportável, mas há outros momentos que compensam todos os outros, momentos esses nos quais ela é brilhante, irônica com quem merece, extremamente inteligente e sagaz. Gostei dela, apesar dos pesares.
Deixe-me dizer que adorei a capa. Adoro azul e esses tons de azul, esse lago, tudo isso me encantou bastante. Não encontrei nenhum erro de digitação e não me lembro de ter achado nenhum erro de concordância ou algo assim. A editora está de parabéns!
É um livro muito bem escrito, com uma trama bem amarrada, sem brechas. É impressionante o quanto Não conte a ninguém nos prende. É impossível largá-lo até que se conheça o desfecho. É reviravolta atrás de reviravolta, é revelação de segredo atrás de revelação de segredo. É uma sucessão de espantos. Confesso que, quando estava mais ou menos na metade do livro, já fazia alguma ideia do desfecho. Só não sabia os "comos" e os "porques" do mistério. E a surpresa final foi muito boa, atendeu às minhas expectativas. Harlan nos surpreende até na última página.
Não conte a ninguém, sem dúvida alguma, entrou para a lista dos favoritos. É um prato delicioso para quem aprecia um excelente romance policial. Tornei-me fã do Harlan e não vejo a hora de ler outros livros dele. 

Erica Ferro

* * *
Gostaram da dica? Vão ler o livro? Please, leiam, vocês adorarão! Sério. É fantástico!
Acho que comecei bem as leituras de 2013, hein? 
(...)
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Hasta la vista!

06 janeiro 2013

Ah, a poesia!


Tenho umas tantas paixões nessa vida. Uma das minhas grandes paixões é a poesia e os poetas. Encanto-me irremediavelmente por um poeta. Fascino-me com uma bela poesia. Adoro poesias que falam de amor, principalmente daqueles doídos, daqueles impossíveis. Aprecio poesias que falam de saudade, daquelas bem sofridas e quase letais. Costumo dizer que tenho alma de poeta, só não sei poetizar. E, olha, acredite nisso. Eu tenho em mim uma intensidade que às vezes é pesada e difícil de lidar, mas, ainda assim, adoro essa característica minha. Gosto de ser intensa, de sentir as coisas na máxima potência. É sentir a vida em toda a sua plenitude. É viver da maneira mais completa que existe. Não posso negar que ao longo da vida levei uns tantos tropeços, que me deixaram com um bocado de arranhões, mas isso não é o mais importante. Como diz a música do Roberto Carlos, Se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi. Não importam as quedas, as cicatrizes, mas sim as emoções vividas, as poesias descobertas, os poetas que conquistaram um pedacinho do meu coração.
Ontem foi um dia meio tedioso. O tédio foi tão intenso ontem que, em um dado momento do dia, eu quis gritar. Quis extravasar um não-sei-o-que-lá. Quis expulsar o tédio que havia em mim através de gritos. Não gritei. Ao invés disso, coloquei uma boa música e viajei nas asas da poesia. Ouvi Vinícius & Toquinho. Dois belos poetas. Uma dupla e tanto. Transformei o meu sábado tedioso em poesia. E, agora, gostaria de compartilhar com você que está lendo esse post alguns trechos de algumas músicas que ouvi ontem. Ah, seria tão lindo se todos tivessem a sensibilidade e a capacidade de se embevecer com o mundo da poesia! 

♫ ♪ Tem muita gente que só vive pra pensar. Existe aquele que não pensa pra viver. Eu, por exemplo, na paixão, mesmo que tenha que sofrer, eu abro o jogo e o coração. E deixo o meu barco correr... ♫ ♪

Tão eu! Quando fico cara a cara com a paixão, parece que as minhas pernas travam e eu não consigo fugir. Simplesmente deixo que ela tome conta de mim, de todo o meu ser. 

♫ ♪ E por falar em paixão, em razão de viver, você bem que podia me aparecer nesses mesmos lugares, na noite, nos bares. Onde anda você? ♫ ♪

Gosto tanto dessa! A saudade é uma coisa que angustia, que quase enlouquece. A saudade de uma paixão, então, é uma das saudades mais mortais que existe.


♫ ♪ Há tanta gente sozinha, que a gente mal adivinha. Gente sem vez para amar. (...) Gente que basta um olhar. Quase nada. Gente com os olhos no chão, sempre pedindo perdão... ♫ ♪

Não é? Tanta gente sozinha, perdida. Gente que muitas vezes só queria um abraço, um afago, uma palavra amiga. E quase sempre a gente não percebe esse tipo de gente. Isso é triste.

♫ ♪ É uma saudade tão doída de você, que eu não sei mais nada, não. E é isso aí, sempre que o amor não pode ser. Sempre que a distância pode mais que o coração. Olhos que se olham, mas que não se podem ter. Mãos que estão unidas, mas não estão... ♫ ♪

Uma saudade de um amor que não pode ser. Pode haver algo mais dolorido que isso? Pode, mas isso também é terrivelmente devastador. 


♫ ♪ Você que não para pra pensar que o tempo é curto e não para de passar. Você vai ver um dia, que remorso! Como é bom parar, ver o sol se pôr, ou ver o sol raiar. E desligar, e desligar... ♫ ♪

Gente que vive em função de coisas inúteis, de coisas fúteis. Gente que não para pra dar valor às coisas simples, mas essenciais pra alguém que quer ser genuinamente feliz. É preciso abrir os olhos para a vida singela: um pôr-do-sol, o escutar do canto de um pássaro, uma conversa franca e animada com um amigo, entre tantas outras atividades simplórias, mas que nos fazem seres humanos melhores e mais contentes. Atividades que fazem a vida valer a pena.


♫ ♪ Quem já passou por essa vida e não viveu, pode ser mais, mas sabe menos do que eu. Porque a vida só se dá pra quem se deu. Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu. Ah, quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não. Não há mal pior do que a descrença. Mesmo o amor que não compensa, é melhor que a solidão. Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair. Pra que somar, se a gente pode dividir?  Eu, francamente, já não quero nem saber de quem não vai porque tem medo de sofrer. Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão... ♫ ♪




Dizer o que dessa? É maravilhosa! E é perfeita para encerrar essa seleção de trechos de músicas. 

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E então, gostam de poesia? Gostaram dos trechos dessas músicas? Apreciam a música (e a poesia) de Vinícius & Toquinho?
Eu aprecio, e muito! (risos apaixonados)
(...)
Curtam a página do blog e sigam o @shakingwords.
Um abraço da @ericona.

04 janeiro 2013

Singelo assim



Hoje eu só queria um lugar tranquilo e lindo em que eu pudesse descansar o meu agoniado e ansioso coração. Um lugar em que eu pudesse esquecer o que me tira a paz. Um lugar em que eu pudesse recuperar a paz há muito perdida. Um lugar bonito, sossegado, florido. A vastidão do mundo é, ao mesmo tempo, convidativa e assustadora. E hoje eu só quero olhar para as flores, para um céu azul, sem pensar na vastidão de tudo que me rodeia. Hoje eu só quero apenas não pensar. Hoje eu só quero absorver a beleza da natureza, mesmo sem entendê-la. Porque a verdadeira beleza, a que mora nas pequenas coisas, não se pode entender. Pode-se apenas sentir. Hoje eu quero que o meu coração e a minha alma estejam no ápice da sensibilidade. Quero que hoje eu esteja atenta e sensível a tudo que possa me fazer bem, que possa restaurar o meu ser. Hoje eu quero calmaria. Quero amor. Quero esperança. Quero sentir o doce aroma das flores e recostar minha cabeça numa grama verde. Simples assim. Singelo assim. 

Erica Ferro

* * *
Hoje estou meio poética, meio metafórica, meio desconexa. Uma mistura confusa (risos). Ah, não deixem de curtir a página do blog e de seguir o blog no Twitter. Um abraço da @ericona. Hasta la vista!

02 janeiro 2013

Ericona's playlist #2


Hello, people! Como vocês estão? E a virada de ano de vocês, foi muito badalada, muita comida e álcool? (risos)
A minha foi tranquila, em casa, assistindo, lendo e gastando tempo na internet. Não, não foi nada emocionante, nem um pouco movimentada e festiva. Mas olha, não foi ruim. Foi só... normal, uma noite igual a qualquer outra. Não sei por que as pessoas se importam tanto em como vão passar a noite de Natal e Ano Novo. Há umas que tiveram um ano deprimente, mas, mesmo assim, acham que, se passarem uma noite de Natal/virada de ano animada, aquele ano valerá a pena. Particularmente, acho uma bobagem. Confesso que praticamente todos os anos eu me entristecia porque ia passar o Natal e a virada de ano em casa, por achar que não seria suficientemente bom e/ou empolgante. Porém, esse ano foi um ano em que eu não me importei nenhum pouco com essas datas comemorativas de fim de ano. No Natal, houve uma ceia simples aqui em casa. Comi um pouco e deitei. E, na virada de ano, simplesmente jantei o que janto todos os dias, fiquei ocupando a mente até o ano virar e depois fui dormir. Acredito que parte da minha despreocupação e falta de ânimo para com as festas de final de ano de 2012 foram em decorrência da minha saúde. Fiquei e estou focada apenas em melhorar fisicamente, porque só assim poderei voltar às minhas atividades. Estou há mais de dois meses sem nadar. Quem me conhece e sabe do meu amor pela natação, deve imaginar o quanto que isso está me fazendo falta e me deixando quase louca. O que eu quero é ficar saudável logo, apta a nadar, a correr por aí animadamente. Quero voltar a viver. Eita, isso soou depressivo, não foi? Até parece que estou extremamente debilitada, credo! Ignorem isso, okay? Eu estou bem, até porque já estive bem pior que isso. Não posso reclamar tanto assim, seria injusto e pouco sensível com as melhoras que já obtive.
Segunda-feira pensei em fazer um post, no qual iria tecer considerações sobre o meu 2012, mas resolvi não fazê-lo. O ano de 2012 não foi muito bom comigo, então o post sairia muito depressivo, muito lamuriento. Fiz apenas um relativamente breve post na página do Sacudindo Palavras (leiam, lá também desejo feliz ano novo aos meus amigos e tudo o mais), lá facebook, e acho que não ficou tão melancólico. Creio até que o final ficou bonito, esperançoso.
Well, chega de falar de mim, do ano que passou e blábláblá. O primeiro post do ano será uma segunda playlist (clique aqui pra ouvir a primeira). 
Sou uma pessoa que tem um gosto musical eclético, apesar de ter um amor especial ao rock'n'roll. Todos os dias ingiro uma salada musical. Como assim, Erica? Escuto de tudo um pouco: rock, blues, reggae, MPB, etc. Sou uma pessoa sem preconceitos musicais. Mentira, tenho alguns: axé, pagode e funk (o carioca, que fique claro... o funk das antigas, obviamente, eu adoro). Então não estranhem, porque essa playlist será uma mistureba das grandes. Perdoem-me se eu exagerar em um estilo ou pecar em outro. Desconheço meio-termo, vivo nos extremos. Ui! Vivo perigosamente! (risos)

A playlist:


Músicas da playlist:

1- Hysteria - Def Leppard
Procurei por essa banda porque me interessei pela história do baterista (ele sofreu um acidente e teve que amputar o braço esquerdo; mas, pouco depois do acidente, voltou a tocar bateria, com algumas adaptações, contudo sempre magistralmente).
2- Quantas vidas você tem - Paulinho Moska
Adoro essa do Paulinho Moska. Sei bem como é esse tipo de amor-chiclete.
3- Vivir sin aire - Maná
Essa é linda demais. Linda e triste. Encanto-me!
4- Please dont' stop the rain - James Morrison
James Morrison é um cara que tem uma voz muito gostosinha de ouvir e as músicas geralmente têm uma batida que me agrada.
5- Somebody that I used to know - Gotye 
Escutei essa música na rádio e gostei muito da melodia. Não sabia o nome da música, até que um dia desses uma amiga me mandou um link e disse "Escuta essa, é muito boa". Eu pulei de alegria porque finalmente soube o nome da música que gostei tanto e não fazia ideia de quem era o cantor, já que é um cantor da atualidade e eu pouco acompanho o mundo musical atual. 
6- João de barro - Renato Vianna
Conheci esse carinha por acaso e me apaixonei perdidamente por ele. Também pudera, com essa voz e essa interpretação fica difícil não se apaixonar.
7- Fly like an Eagle - Steve Miller Band
Não sei dizer por que gosto dessa, sei que gosto. Adoro Steve Miller Band.
8- Bad boys - Inner Circle
E essa? Um reggae muito gostoso!
9- Play that funky music - Wild Cherry
E esse funk? Sensacional!
10- Chega de saudade - Toquinho & Vinícius
Porque eu adoro esses dois caras.

*•*•*

Espero que tenham gostado do meu primeiro post de 2013. Eu sei, a playlist ficou diversificadíssima, mas espero que gostem. De verdade. Sigam o @shakingwords e curtam a fan page do blog. Um abraço carinhoso da @ericonaHasta la vista!