30 dezembro 2012

♫ Eu assim, você assim... ♫*



"Nunca, nunca, nunca, nunca
Fuja, finja, fale que eu não disse
Baby, baby, baby, baby
Vamos ser sinceros, come on baby!"


Acredito que seja impossível passar pela vida sem se magoar ou magoar alguém. É, definitivamente é inviável atravessar o mar da vida e chegar a outra margem intacto. De um modo ou outro, nos magoamos. Não só nos magoamos, como também magoamos os outros. Faz parte da nossa natureza imperfeita. Não há como nos livrar dessa nossa característica ferina. Porém, o que é verdadeiramente inaceitável é sofrer calado. É ser ferido e ficar chorando no canto, calado, com a dor engasgada na garganta.
Mas não, não se julgue covarde, apenas comedido em seus atos e suas palavras. Não é a toa que creio que há poucas pessoas que parem para refletir sobre suas próprias atitudes antes de apontar o bedelho nas fuças do outro. Porque, afinal, vivemos em pleno “júri popular” cotidianamente, onde se procura culpados e nós – o lado frágil -, no mínimo, seremos as vítimas.
Sabe quando você se entende perfeitamente com alguém e, num dia qualquer, esse alguém profere uma palavra de modo descuidado, ou faz algo que nos atinge de uma maneira negativa? Pronto, parece que grande parte do encanto se desfaz e, subitamente, aquela relação, antes harmoniosa, se torna tensa e “cheia de dedos”. Você se sente magoado, se sente triste, porque, mesmo sem saber se houve ou não a atenção de te deixar pra baixo, deixou e você não consegue simplesmente deixar pra lá. Você se sente sufocado e, numa bela manhã, resolve explodir e despejar tudo ao tal alguém. E aí, amigo, as coisas podem ficar verdadeiramente feias.
Exagero? Não. Sensibilidade à flor da pele? Talvez. É custoso manter um diálogo quando tudo já veio por terra abaixo. Provavelmente, a parte magoada melindre e a outra se sinta acuada, porque nem sabe o que cometeu. E aqui vejo onde mora o erro – as pessoas têm medo de chatear umas às outras com a verdade quando se sentem incomodadas e ao acumular esse rancor dito “bobo”, pode nos trair por dispará-la num momento inoportuno.
E é totalmente possível magoar alguém, e nem ao menos se dar conta disso. Como dizem alguns: “Eu sou responsável pelo que digo, não pelo que os outros interpretam...”. Porém, quando a parte magoada abre o seu coração, ela espera que a outra, a que magoou, tente entender seus sentimentos, mesmo que eles sejam meio loucos, meio exacerbados. Não somos responsáveis pelas interpretações alheias, mas podemos analisar nossas palavras, estudar, de forma honesta, se elas não dão mesmo margem a uma interpretação equivocada. Porque, dessa maneira, evitamos tantos desentendimentos, tantas picuinhas sem importância.
Confesso com todas as letras: sou sentimentalóide assumida. Tenho medo de ferir os outros com minhas palavras e, se porventura, firo o outro com o que falo ou pela maneira como ajo, dou logo um jeito de engolir o orgulho e tentar entender seus motivos. Porque quando sou eu o lado atingido, sei como é. Às vezes, esses mesmos motivos parecem não ter pé, nem cabeça. Mas sinto-me incomodada por ter causado tamanha confusão por “nada”. Pois esse “nada” é sempre “tudo” pra alguém. Acredito que o sentimento mais humano talvez não seja o amor e, sim, a empatia – um pedacinho de amor e respeito. Pra que nos faça entender e acolher o outro. E o equilíbrio é o motor pra todo bom relacionamento.

Bárbara Farias & Erica Ferro


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Eu já disse que estou achando enormemente lindo essa coisa de blogar frequentemente? Disse, não é? Pois é, estou mesmo. 
Ah, e esse post é especial! Por quê? Porque é sobre um tema que há muito queria falar e porque é em parceria. Há eras que não postava nada em parceria aqui no Sacudindo Palavras. Que gostoso é escrever assim, em dupla, sobre um tema que ambas queríamos falar!
Tudo bem que a nossa maior inspiração foi um post que fiz hoje no Facebook. Gostei bastante do nosso texto, Babizoca. Adoro-te um tantão, viu? Adoro o seu lado coração e me encanto por muitas das suas ideias e ideais.  
(...)
E vocês, pessoas que leem o Sacudindo Palavras? Apreciariam o texto? O que têm a dizer sobre ele?
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!


28 dezembro 2012

É assim que sou


Insisto no amor não por convicção, mas sim por uma ilógica teimosia. Insisto no amor porque, inconscientemente, aprecio essa coisa de quebrar a cara, de sofrer calada. Insisto no amor porque a minha vida só tem sentido com uma dose exagerada de drama, lágrimas e noites mal dormidas. Nasci pra fazer drama. Nasci pra amar demasiadamente e insanamente. 
O que eu faço quase sempre é no impulso, é pelo prazer de fazer, pela delícia de me satisfazer. Alguns diriam que isso é qualidade; outros, defeito. Não sei se é qualidade ou defeito, sei que falo o que eu quero e quando eu quero. Ser "Maria vai com as outras" não é a minha praia. Também não me encaixo nas regras, nos costumes, nas coisas ditas politicamente corretas. Sou assim, errada, errante, meio louca. Ou totalmente louca. Não me importo em ser vista assim. Sério. Só uma coisa que sempre me importou: a honestidade.
Aprecio muito essa coisa de ser honesta. Sou extremamente honesta comigo mesma, com os meus sentimentos e pensamentos. Não temo exibir quem eu sou, exatamente como sou. Não tenho medo das interpretações equivocadas. Lamento, claro, quando me interpretam erroneamente, mas não me arrependo das palavras proferidas ou das atitudes feitas. Só me arrependo de coisas que eu fiz quando essas coisas não honraram quem eu sou, o que penso e o que sinto. Sou responsável pelo que falo, não pelo modo como fui interpretada. Isso soa clichê, mas é a verdade.
Eu sou dolorosamente franca. Às vezes sinto pena das pessoas que convivem comigo. Coitadas! Não deve ser nada fácil lidar comigo: uma pessoa de palavras diretas, por vezes ferinas. Ainda assim, mesmo sabendo que ser incisiva pode espantar algumas pessoas, gosto de ser como sou. É que sou uma pessoa que gosta de gente direta, que não tema falar das suas ideologias ou mesmo que não sente vergonha de revelar os seus achismos. Admiro pessoas transparentes, espontâneas. 
Sou assim, um ser humano simples, com uma mente fértil, um coração com mania de amores impossíveis e uma capacidade inesgotável de sonhar.

Erica Ferro

* * *
Como é bom blogar frequentemente!
Como vocês estão, blogueiros? Como foi o Natal de vocês?
Por aqui não foi muito bom, devido ao meu estado de saúde. Porém, sinto que, aos poucos, as coisas estão melhorando, entrando nos eixos.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

24 dezembro 2012

Pode ser, vida?

A vida é engraçada, difícil, complicada, complexa. A vida é louca (pode acrescentar o "mano", eu deixo). Porque a vida é muito louca mesmo, mano. A gente tá aqui e daqui a um pouco pode não estar mais. A vida é efêmera. A vida é um sopro numa flor no verão. A vida é um tiro no escuro. A vida dá espaço pra divagações mil. Eu estou aqui, em plena véspera do Natal, a divagar sobre a vida, sobre tudo, enfim. Uma parte de mim está triste, confusa, apreensiva; a outra parte está agradecida pelo fato de eu estar viva, apesar dos pesares, e está confiante em dias melhores. 
É engraçado como as coisas acontecem na vida da gente. É engraçado e ao mesmo tempo deprimente. Okay, isso não faz sentido: como uma coisa pode ser engraçada e deprimente ao mesmo tempo? Sei lá. Não sei mesmo. Sei que é engraçado quando você pensa que já passou por coisas ruins demais e que nada de ruim pode acontecer mais na sua vida, então vem uma onda de azar não sei de onde e surrupia seus sonhos, sua paz, sua vida. É uma coisa louca, totalmente angustiante. Você pensa que não pode suportar, pensa que prefere morrer a continuar com isso. Mas depois você respira fundo e pensa que, se já foi capaz de passar por tantas coisas horríveis, também pode passar por mais essa. Então você se sente um pouco mais forte, o seu coração busca fé nas coisas lindas da vida e você diz que vai continuar. Que vai continuar com toda a fé que você puder. Que você vai se esforçar pra vencer as batalhas. Porém, você precisa de ajuda, não sabe bem de quem, mas precisa. Você quer alguém que te estenda a mão e que caminhe com você. Que te faça sorrir quando a sua maior vontade é de se debulhar em lágrimas. Você precisa de um ombro amigo, de um apoio, de alguém pra dividir a vida. E não é fácil, porque nem todos estão dispostos a dividir os azedumes da vida. A maioria das pessoas quer apenas degustar as doçuras da vida. Enfrentar os azedumes? Nem pensar! E é tão difícil carregar o fardo sozinha durante todo o caminho. Você pensa: "puxa vida, não vou encontrar ninguém pelo caminho? Ninguém pra segurar o peso comigo?". E você chora. E você se desespera. E você quer desistir. E é uma luta constante, difícil, angustiante. Você não sabe o que fazer, porque você está cansada demais de tanto tentar sem conseguir. Você só quer que as coisas fiquem bem, e você sabe que vão ficar. Só não sabe quando. E é isso o que te mata aos poucos. Você queria uma pílula milagrosa, do tipo que te devolvesse a paz e a tranquilidade agora mesmo. Num passe de mágica. A vida anda pesada. A vida anda chata. A vida anda muito sacana. Para com isso, vida. Eu só quero sossego e paz. Só quero saúde pra viver os dias com a alegria que me é característica. Pode ser? Obrigada!

Erica Ferro

* * *
Tá vivo? Tá com saúde? Dê graças a Deus, pule, cante, dance de alegria. Saúde é o que importa nessa vida. Só entendemos o valor de estarmos saudáveis quando ficamos doentes e passamos a enfrentar dias difíceis. Se temos saúde, temos tudo. Reclamemos menos. Valorizemos as coisas singelas dessa vida. Sejamos felizes. Façamos o bem todos os dias. Tenhamos fé em dias melhores. Amemos. Vivamos.
Feliz Natal.
Um abraço da @ericona.

14 dezembro 2012

Filme: 50/50


Sinopse: Adam (Joseph Gordon-Levitt) tem apenas 27 anos e descobre que está com câncer. O problema é que ele não fumava, não bebia e foi difícil entender porquê foi aparecer um tumor em sua vida. Mas para ajudar a enfrentar essa pedreira ele vai contar com a ajuda de seu melhor amigo Kyle (Seth Rogen), um cara muito alto astral, e também de uma analista (Anna Kendrick) que não é de se jogar fora. Dessa forma parece até que suas chances de sobrevivência em torno dos 50% não tão ruins assim. Será que não mesmo?






Descobri o filme 50/50 há um bom tempo, baixei-o faz um tempinho também, mas, como é típico da minha pessoa, procrastinei um bocado pra vê-lo, sabe-se lá por que. Não era por não achar que o filme não era bom ou porque eu tinha um pouco de receio de ficar emocionada demais com a estória. Não, é apenas a minha mania de procrastinar. Como disse em posts anteriores (ainda farei um post exclusivamente pra falar sobre o quanto eu procrastino com tudo na minha vida ~risos~), tenho mania de deixar as coisas pra depois, até aquelas coisas que poderiam me fazer feliz, me divertir. É um erro tremendo, certo? Até porque a vida é curta demais, e se perder em procrastinações é jogar fora todos os dias de uma vida.
Mas enfim, falemos do filme. Eu sabia que ia adorar o filme quando li a sinopse. Não me enganei. Pelo contrário, gostei mais do que achei que gostaria.
Adam Lerner é um cara certinho, tem 27 anos, é jornalista e trabalha numa rádio. Quando digo cara certinho, sim, quero me referir que Adam andava na linha: não bebia, não fumava, não fazia nada que fosse considerado errado ou fora da lei. Adam tem uma namorada metida a artista chamada Rachel. A vida estava legal para Adam... até quando ele passou a sentir muitas dores na coluna e procurou um médico. Ele descobriu que, mesmo tendo passado 27 anos da sua vida andando na linha, fazendo tudo corretamente, isso não o livrou de um câncer raro na coluna. Honestamente, se fosse eu, não saberia lidar com isso. Acho que ficaria tal como o Adam ficou: meio sem acreditar, repetindo a si mesmo que ele ficaria bem, que daria tudo certo, que ele sairia daquela. Parte de Adam repetia todas essas frases positivas, mas parte dele estava com medo. Sua mãe ficou devastada com a notícia. Ela o amava profundamente. Ela já sofria com a doença do pai de Adam, alzheimer, e ficou meio que obcecada por querer cuidar do Adam. Ela estava com muito medo de perdê-lo. Rachel, a namorada de Adam, à princípio, se prontificou a cuidar dele, a "estar ali para ele", mas não foi o que aconteceu. Não sei se como é lidar com isso de câncer, mas acho que, quando a gente se dispõe a ficar com alguém, por livre e espontânea vontade, temos que realmente "estar ali" em todos os momentos, não importa o quanto seja difícil, o quanto seja doloroso. Ela não foi esse porto seguro para Adam. Pelo contrário, Kyle, o melhor amigo de Adam a pegou traindo Adam com um cara pouco depois de Adam ter descobrido o câncer. Adam terminou o relacionamento com Rachel. Kyle, um cara muito divertido, adorava Adam, mesmo que não demonstrasse isso com palavras bonitas ou declarações emocionadas. Kyle tentava fazer Adam se sentir bem consigo mesmo e com a vida apesar de tudo que estava acontecendo. Kyle tinha medo de perder Adam, mas não confessava isso nem para si mesmo. 
Assim que Adam descobriu o câncer, ele começou a fazer terapia com uma psicóloga jovem, Katherine. No início, Adam ficou meio chocado por causa da idade da moça, achou que encontraria uma velhinha esperando por ele no divã. Katherine era uma iniciante nessa coisa de ser terapeuta e Adam estava perdido, ainda que não confessasse e que tentasse convencer a todos que estava bem. Eles foram aprendendo um com o outro. Ele a torna uma terapeuta melhor e Katherine o ajuda a lidar o melhor possível com a sua vida, com a doença, com tudo enfim.
Ao longo da estória, Adam vê a vida sob uma perspectiva. Ele faz alguns amigos que também têm câncer, se diverte com eles da maneira que podem, ri com eles das desgraças da vida e chora quando um deles morre. E, então, ele realmente sente que pode morrer e isso o devasta por dentro, o que é refletido por fora. Numa de suas consultas com Katherine, ele explode e realmente se mostra com medo, com raiva por isso estar acontecendo com ele e, acima de tudo, cansado da doença, cansado da incerteza e desejoso de que aquilo tudo apenas acabe e tudo volte a ficar bem como era antes.
O resto do filme é emocionante. Não posso contar como é o final, mas posso dizer que foi como eu queria. Tá, eu queria um pouco mais, mas foi um belo final e eu fiquei muito feliz por Adam, por seus pais, seu amigo e sua terapeuta.
Apesar de o tema 50/50 ser pesado, o filme não é tão duro quanto possa parecer. 50/50 é dramático, sim, mas também é divertido, é bem-humorado, reflexivo e até romântico.
A verdade é que nós podemos morrer a qualquer momento, seja por câncer, seja por qualquer outra coisa. Não importa o quão regrada seja a nossa vida, o quanto façamos a coisa certa, uma hora a morte se apresenta para nós. Okay, isso de fazer a coisa certa às vezes influi bastante, mas, em outros, como o do Adam, não. Porque, no fim, o que vale não é o quanto vivemos, mas sim qual foi a qualidade da nossa vida: o quanto fomos felizes, o quanto aproveitamos cada segundo da nossa existência.
Eu adorei a atuação de Joseph Gordon-Levitt. Adorei o amigo louco de Adam interpretado por Seth Rogen. Katherine, interpretada por Anna Kendrick, se mostrou muito prestativa e amiga quando Adam mais precisava, portanto foi impossível não gostar dela. 
Enfim, esse post ficou imenso. O que eu tenho ainda a acrescentar é: assistam 50%, é um filme maravilhoso. Não se deixem assustar pelo tema do filme, apenas assistam e me deem razão quando digo que é um filme encantador e altamente gostável.

O trailer:


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Acho que nunca tinha falado de filmes aqui antes, mas sempre é tempo, né?
Vejo vocês em breve.
Um abraço da @ericona.

12 dezembro 2012

O nome dela é Natasha


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Ela é vazia. Incapaz de sentir amor, compaixão... ou qualquer sentimento nobre, bom. Todos os dias ela veste pele de cordeiro, quando, na verdade, ela é uma loba. Ela é predadora e a próxima vítima pode ser eu ou você. Ela não tem escrúpulos. Ela jamais se arrepende de seus atos, a não ser que as reações desses atos a tenham deixado em desvantagem. Mas, preste atenção, ela sempre culpará alguém pelo fracasso dela. Ela se olha no espelho e se vê perfeita. Ela olha para o espelho e tem certeza de que nunca errou, nem nunca errará em toda a sua vida. Ela é um ser ideal.
Adora ser paparicada, afinal, na sua visão distorcida, ela é a melhor, seja qual for a área. Não há uma pessoa mais inteligente e conhecedora do que ela. Se houver alguém que se mostre um pouco mais esperto que ela, então resolve pintá-lo a todos que conhece como um ser indigno, que só quer se exibir para a sociedade; ou seja, aponta o dito cujo como um pernóstico.
A verdade é que ela gosta de estar rodeada de pessoas tolas, porque são facilmente manipuláveis. Ela sente um prazer imensurável em professorar. Ela sabe de tudo. Ela entende de tudo. Ela é uma expert em todos os assuntos. Se ela não puder se exibir, não puder se mostrar superior a alguém, ela simplesmente perde o interesse e vai embora, à procura de alguém suficientemente parvo pra servir de brinquedo pra ela. 
Ela nunca conheceu o amor, nem jamais conhecerá. Ela sente prazer em ser amada, mas não pelo fato de ter alguém que a ame, que a faça bem. Não, nada disso. Ela se entusiasma em ser amada apenas porque ela se diverte e adora que alguém seja dependente dela emocionalmente. Ela adora saber que alguém vira noites pensando nela, que chora por ela, que gostaria de compartilhar a vida com ela. Ela pensa nisso e gargalha gostosamente. Ela brinca com os homens que encontra por aí. Usa um pouco, depois descarta quando o brinquedinho perde a graça. Ela é assim, não pensa duas vezes em acabar com a vida alguém. Ela devasta uma vida em um tempo espantosamente rápido e vai embora, com um largo sorriso no rosto, como se nada tivesse acontecido. Ela é psicopata. O nome dela é Natasha.

Erica Ferro

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Que saudade de postar esses contos mal contados! (risos)
O mundo está cheio de pessoas assim, vazias, incrivelmente insensíveis. Às vezes não nos damos conta, mas estamos mais rodeados de pessoas assim do que podemos imaginar.
Um abraço da @ericona.
Hasta la vista!

10 dezembro 2012

Editora Novo Conceito: Lançamentos | Janeiro 2013


Hello, people! 
É com muita alegria que venho aqui mostrar pra vocês os lançamentos de janeiro de 2013 da editora Novo Conceito. Por que essa alegria toda? Porque, como disse num post anterior, os parceiros que foram aprovados depois de julho de 2012 só poderiam receber todas as novidades da editora a partir de janeiro de 2013. Recebi um e-mail no final de novembro que informava que todos os parceiros, inclusive os que foram aprovados após julho de 2012, poderiam solicitar os lançamentos de janeiro de 2013. 
É ou não é uma coisa pela qual se ficar feliz? É!
À medida em que for apresentando os livros, farei breves comentários sobres eles e direi de quais farei resenha e/ou sortearei aqui no blog.


Esperando por você - Susane Colasanti
Sinopse: É hora de iniciar o segundo ano do Ensino Médio, e Marisa está pronta para um novo começo e para seu primeiro namorado de verdade. No entanto, depois do popular Derek convidá-la para sair, as coisas ficam complicadas. Além de seus pais se separarem e de Marisa ter uma briga com seu melhor amigo, Derek — o amor da sua vida — a deixa desapontada. As únicas coisas que mantêm Marisa são os podcasts de um DJ anônimo, o qual parece entendê-la totalmente. Mas ela não sabe quem ele é… Ou sabe?

*Lançamento previsto para 14 de janeiro de 2013


Olha, eu não li muitos livros com essa temática quando era adolescente, então acho que sempre é tempo de fingir que sou uma adolescente outra vez e ler esse tipo de livro, certo? (risos) Portanto, lerei Esperando por você e resenharei num futuro próximo.


O executivo e o elefante - Richard L. Daft
Sinopse: Líderes sabem o que deveriam fazer, então por que não estão fazendo? Quando um líder sabe qual o comportamento mais adequado, por que mantém o velho padrão e falha ao tentar se comportar como pretende? A resposta é que cada um de nós tem dois self: um é reflexivo, prudente e racional (o executivo interior); o outro self tem hábitos enraizados, é impulsivo e se deixa levar por suas emoções (o elefante interior).
Neste livro inovador, Richard L. Daft, expert em liderança, revela como líderes podem reconhecer seus dois self e aprender a acalmar, treinar e guiar seu elefante interior em direção ao comportamento que almejam.
Vários exercícios com resultados comprovados vão capacitá-lo a direcionar a si mesmo e outras pessoas de modo mais produtivo. Com um pouco de prática, seu executivo interior aprenderá a escolher as atitudes corretas em vez de permitir que seus comportamentos indesejáveis se manifestem.
Por meio de exemplos reais de mudanças pessoais drásticas, juntamente com recentes descobertas em psicologia, gerenciamento, neurociência e espiritualidade oriental, Richard Daft oferece orientação a todos que desejam tomar as melhores atitudes ao liderar a si mesmos e outras pessoas.

* Lançamento previsto para 14 de janeiro de 2013

Well, quando fui solicitar os livros que eu queria dos lançamentos de janeiro de 2013, esse não estava na lista. Apesar de ser um livro aparentemente interessante, eu não o solicitaria. É interessante pra quem gosta desse tipo de livro, que acredito ser meio que de autoajuda. Sendo assim, não terá resenha desse livro aqui no blog, muito menos sorteio.

Uma questão de confiança - Louise Millar
Sinopse: Em um subúrbio tranquilo de Londres, algumas mães se ajudam através de amizade, favores e fofocas. No entanto, algumas delas não parecem confiáveis e outras têm segredos obscuros.
Quando Callie se mudou para seu novo bairro, pensou que seria fácil adaptar-se. Contudo, os outros pais e mães têm sido estranhamente hostis com ela e com sua filha, Rae, que também descobriu como é difícil fazer novas amizades. Suzy, seu marido rico e seus três filhos parecem ser a única família disposta a fazer amigos, mas, recentemente, a amizade com Suzy anda tensa.
Ainda mais com a atmosfera pesada que pairou sobre o bairro após a chegada da polícia e o relato de um possível suspeito morando no bairro. O que Callie e sua pequena Rae podem esperar? Em quem confiar? E, sobretudo, como imaginar que certas atitudes rotineiras podem colocar em risco a vida de sua pequena filha? Verdades e mentiras parecem se esconder nestas pequenas casas.

*Lançamento previsto para 14 de janeiro de 2013

Preciso dizer o quanto essa sinopse misteriosa me deixou curiosíssima? Acho que não, né? Acredito ser um triller muito, mas muito interessante. Solicitei o livro e terá resenha dele no blog tão logo for possível.

Não posso me apaixonar - Bella Andre
Sinopse: Gabe Sullivan é um bombeiro de São Francisco que arrisca sua vida todos os dias. E sabe, por experiência própria, que não deve se envolver com as vítimas de incêndios.
Megan Harris admite que deve tudo ao heroico bombeiro que entrou no prédio em chamas para salvar sua filha de sete anos. Ela lhe deve tudo, exceto seu coração, pois, após perder o marido, cinco anos antes, jurara nunca mais sofrer por amor — e pela perda.
Contudo, quando Gabe e Megan se reencontram e as chamas incontroláveis do desejo se acendem, como ele poderia ignorar a coragem, a determinação e a beleza dela?  E como ela poderia negar não apenas o forte vínculo de Gabe com sua filha, mas também a maneira como seus beijos carinhosamente sensuais a induziam a colocar em risco tudo o que manteve por tanto tempo?
A atração entre Gabe e Megan é irresistível, e se ambos não forem cuidadosos, correm o risco de se apaixonar.

*Lançamento previsto para 21 de janeiro de 2013

Já li críticas muito positivas sobre essa autora, mas livros assim, hots, não me interessam. É meio que preconceito meu, eu sei. Talvez, um dia, eu dê uma chance a livros com essa temática, mas, definitivamente, não será agora (risos). Pois é, não terá resenha nem sorteio desse livro aqui no blog.


O lorde supremo - Trudi Canavan
Sinopse: Na cidade de Imardin, onde aqueles que têm magia têm poder, uma jovem garota de rua, adotada pelo Clã dos Magos, se encontra no centro de uma terrível trama que pode destruir o mundo todo.
Sonea aprendeu muito no Clã, e os outros aprendizes agora a tratam com um respeito relutante. No entanto, ela não pode esquecer o que viu na sala subterrânea do Lorde Supremo — ou seu aviso de que o antigo inimigo do reino está crescendo em poder novamente. Conforme Sonea evolui no aprendizado, começa a duvidar da palavra do mestre de seu clã. Poderia a verdade ser tão aterrorizante quanto Akkarin afirma? Ou ele está tentando enganá-la para que Sonea o ajude em algum terrível esquema sombrio?

*Lançamento previsto para 21 de janeiro de 2013

Esse é o último livro da trilogia Mago Negro. Eu não li os outros dois livros, por isso não solicitei O lorde supremo. E também acredito que não seria uma leitura fácil pra mim, já que eu meio que não me dou muito bem com literatura fantástica, então... melhor não arriscar (risos). Se eu não me engano, quem acompanha essa trilogia é a Pandora. Li uma resenha dela, acho que do segundo livro, e ela gostou bastante. Quem gosta desse tipo de livro fantástico, provavelmente gostará da trilogia Mago Negro.


Proteja-me - Juliette Fay
Sinopse: Quatro meses após a morte do marido, Janie LaMarche continua tomada pela dor e pela raiva. Seu luto é interrompido, no entanto, pela chegada inesperada de um construtor com um contrato em mãos para a obra de uma varanda em sua casa. Surpresa, Janie descobre que a varanda era para ser um presente de seu marido — tornando-se, agora, seu último agrado para ela.
Conforme Janie permite, relutantemente, que a construção comece, ela se apega aos assuntos paralelos à sua tristeza: cuidando de seus dois filhos de forma violentamente protetora, ignorando amigos e família e se afundando em um sentimento de ira do qual não consegue se livrar. Mesmo assim, o isolamento autoimposto de Janie é quebrado por um grupo de intervenções inconvenientes: sua tia faladeira e possessiva, sua vizinha mandona, seu primo fofinho e até Tug, o empreiteiro.
Quando a varanda vai tomando forma, Janie descobre que o território desconhecido do futuro fica melhor com a ajuda dos outros. Até daqueles com os quais menos esperamos contar.

*Lançamento previsto para 21 de janeiro de 2013

Proteja-me deve ter sua carga de tristeza, mas também deve ter sua dose de humor, de descobertas, de reencontro, de recomeço. Foi o livro que mais me interessou dentre todos os lançamentos de janeiro de 2013, tanto que resolvi que não farei apenas a resenha como também lançarei o sorteio desse livro aqui no blog. Espero que gostem da minha escolha e participem bastante do sorteio que será lançado assim que for possível.

* * *
Gostaram dos lançamentos? Quais vocês leriam? Concordaram com a minha escolha de livro pra primeira promoção em parceria com a Novo Conceito? Eu espero que sim!
Um abraço carinhoso da @ericona.
Até a próxima!

06 dezembro 2012

Resenha: Qual seu número? - Karyn Bosnak


Qual seu número?
Karyn Bosnak 
Editora Novo Conceito
414 páginas


Delilah Darling tem quase 30 anos e já se relacionou com 19 rapazes. Sua vida sentimental não tem sido exatamente brilhante, pois todo cara que conhece parece fugir do relacionamento. Quando lê uma matéria no jornal em que a média de homens para uma mulher de 30 anos é de 10,5, fica desesperada e assustada por estar muito acima dela. Além de tudo, o artigo no jornal terminava falando que, se a mulher tivesse o número acima dessa média, seria impossível encontrar a pessoa certa. Na tentativa de não aumentar seu número e perder de vez a chance de se casar, Delilah sai à procura de seus antigos namorados e tenta reconquistá-los. Será que um deles estará disposto a esquecer o passado e começar uma linda história de amor? Qual Seu Número? revela os segredos de cada mulher e prova que, quando se trata de assuntos do coração, números são apenas uma fração de tempo.

Delilah Louca Darling, como ela mesma diz, é uma mulher fácil: tem quase trinta anos e já saiu com quase vinte homens. Que devassa!
Mas Delilah nunca tinha parado pra pensar nisso até ler uma matéria num jornal que dizia que a média de homens para uma mulher de 30 anos era de 10,5. Imagina a agonia e o desespero de Delilah, que tinha se relacionado com quase vinte homens! Foi aí que ela viu que era uma libertina, que era mesmo fácil, mas o que a deixou mais pirada foi o fato de que, no final do artigo, dizia que, se a mulher tivesse acima dessa média, era extremamente difícil - praticamente impossível - encontrar a pessoa certa, a pessoa pra casar.
A partir desse momento, meio que as coisas começaram a desandar. Delilah perdeu o emprego e a sua irmã mais nova anunciou que tinha encontrado o homem da vida dela e que iria se casar. 
Sem emprego, angustiada por causa da matéria do jornal, chateada porque sua irmã mais nova se casaria primeiro que ela, Delilah faz uma lista de todos os caras com os quais ela tinha se relacionado e, com o dinheiro do seguro-desemprego, se lança numa viagem em busca do ex de sua vida. 
Para encontrar todos os ex-namorados, Delilah pede a ajuda de seu vizinho-incrivelmente-belo-sexy-e-totalmente-apaixonante, Colin, que banca o detetive de vez em quando. A viagem não poderia ser mais louca. 
Todos os reencontros de Delilah com seus ex-namorados são desastrosos, estranhos e/ou confusos. Tenho que confessar que alguns encontros foram extremamente insanos, irreais e, alguns pontos, pouco convincentes. A impressão que dá é que a autora quis que os encontros fossem inusitados, quis que as circunstâncias soassem engraçadas, mas ela não foi muito feliz. Pelo menos pra mim, algumas situações criadas pela autora foram bem poucos críveis e, em certas ocasiões, Delilah se mostrou bem imatura e tola. 
Porém, mesmo com essas partes meio surreais, depois que Delilah volta de sua louca viagem, o livro melhora significativamente. 
Não posso contar mais, porque uma resenha que se preze não revela muito do livro em questão. O que posso dizer é: Qual seu número? é um bom livro. Alguns fatores me fizeram crer que eu não ia gostar do livro: a parte maçante da viagem; as piadas envolvendo religião que a Delilah fazia praticamente durante todo o livro; a falta de maturidade da Delilah em muitos momentos, etc. 
Entretanto, como eu disse anteriormente, quando Delilah volta de sua aventura, o livro melhora consideravelmente. Ela consegue ver coisas as coisas com mais clareza, começa a amadurecer um pouco e a se dar conta de coisas óbvias para as quais ela nunca tinha atentado.
O desfecho é uma coisa linda, fofa, maravilhosa e apaixonante, como todo bom chick-lit.
Preciso dizer que adorei Colin, ele é, definitivamente, adorável. Delilah, apesar de louca e inconsequente, me ganhou no finalzinho do livro. Ela é uma boa alma, apesar de tudo.
Indico Qual seu número? para quem não se importa de encontrar um punhado de clichês em um livro.
Indico para quem quer uma leitura leve, doida, divertida e, no fim, suspirante

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Hello, people!
Espero que tenham gostado dos meus comentários sobre Qual seu número?.
Já li o livro, agora vou em busca do filme. Espero que seja bom. Alguém aí já viu? Aceito o DVD como presente de Natal.
Até qualquer dia.
Um abraço da @ericona.