24 dezembro 2010

Em mim

"Você nunca mudará o que aconteceu..."
(Stop crying your heart out - Oasis)

Eu sei, é o fim.
Não precisa repetir. Eu entendi. Acabou.
Você não tem mais a necessidade de compartilhar comigo os acontecimentos do seu dia.
Você não tem mais vontade de ir caminhar comigo no parque todos os sábados à tarde.
Você não se agrada mais em ser a outra metade da minha laranja.
Muito menos deseja que eu seja a futura mãe dos seus filhos.
Infelizmente eu sei de tudo isso. E isso dói tanto, mas tanto, que você jamais fará ideia da desolação em que me encontro. Porém, não tenha pena. Por favor, não sinta pena de mim. De você, só queria amor. Só amor. Porque o amor me bastava. Era tudo. O meu tudo.
E agora, me diz... O que eu faço com as cartas que você me escreveu? É inevitável lê-las e me derramar em infinitas lágrimas. É impossível ler todas aquelas juras de amor, cada linha, cada sentimento e não sentir o coração em frangalho, suplicando que todo o amor não tenha de fato morrido, que amanhã você aparecerá em minha casa e dirá que tudo foi um maldito engano, que você ainda me ama e sempre me amou. E me pedirá desculpas e que me beijará antes que eu responda qualquer coisa.
E agora, me diz... O que eu faço com as fotos? Aquelas da viagem a Fernando de Noronha, em que estamos tão felizes, sorridentes, noivos, com tantos projetos para os anos vindouros? O que eu faço? Rasgo? Queimo?
Não! Eu não posso queimar as cartas, as fotos... Não posso! Simplesmente porque as lembranças ficariam ainda mais vivas em minha memória. E eu não posso queimar minhas lembranças, a não ser que eu queime a mim mesma. E o que me mantém viva é a esperança de que um dia eu volte a dormir com a cabeça encostada em seu peito, que você volte a me chamar de Flor, de Amor e de Sua. Você nunca mudará o que aconteceu. Você não pode se apagar de mim. Não pode excluir o nosso amor do meu coração. É inapagável. Você é eterno. Eterno em mim.

(Erica Ferro)

*Conto para o projeto Bloínques.

* * *

Sim, minha gente: é um conto, apenas um conto.
Não terminei o meu noivado, até porque não tenho namorado, muito menos noivo! (risos)
Estava apenas querendo escrever sobre algo que não vivo, e nada como esses projetos que nos dão temas diversos para exercitemos nossa escrita.
Enfim, enfim... Então é Natal! E o que você fez? O Ano termina... E nasce outra vez...♫" (corrigido depois do comentário da querida Ana Seerig // tinha "cantado": E COMEÇA outra vez ♫ // risos imensos, nem sei cantar a música mais tradicional do Natal! que vergonha!)
Para quem comemora o Natal, Feliz Natal!
E para quem não comemora o Natal, vamos comer, amigo, e beber o álcool alheio, na casa alheia! (tem coisa melhor? - risos).
Agora é sério: infelizmente as pessoas só se lembram de serem amáveis, solidárias e boazinhas no Natal. E isso é uma pena. Dia de amar, de ser solidário, de enxergar as necessidades do outro é todos os dias, e não só uma vez ao ano. Isso é hipocrisia.
Ame hoje, ame amanhã, ame sempre. O amor basta. Amor cura, amor liberta, amor transforma.
Ame, apenas isso.
Desejo um Feliz Natal, não só hoje, mas todos os dias do ano.
Amor! É disso que eu preciso, que você precisa e que todas as outras pessoas do mundo precisam.
(...)
Quero agradecer a todos que me leem, que me elogiam, que me chamam de louca, de dramática e etc. Quero agradecer a todos que me incentivam sempre a continuar com o blog.
Obrigada. Obrigada aos 401 seguidores do blog (ontem cheguei a marca dos 400 seguidores). Fico muito feliz, não apenas com o número em si, pois isso é o que menos importa. Fico feliz realmente é com os amigos que aqui fiz. Gosto imensamente de vocês, saibam disso.
Um abraço da @ericona.
E até... quando for possível.



19 dezembro 2010

Quando as palavras são dispensáveis...

Estavam as três ali. Sabiam que tinham muito o quê falar, mas as palavras não surgiam. Sorriam umas pras outras, brincavam, riam, mas o que diziam tinha valor momentâneo, coisa de segundos. E tudo o que queriam dizer? E tudo que pensavam? Olhavam-se e sabiam o que dizer, mas não se compreendiam ao transformar pensamentos em palavras. Independente de tudo, era divertido estar ali, as três procurando palavras sem sucesso, iguais no fracasso da missão, diferentes no modo de tentar não fracassar. Ah, quem as visse devia achar graça. Eu achava, você acharia. Não falavam nada, mas dali sairiam como se dissessem tudo.
Talvez, as poucas palavras que passavam por suas mentes pudessem causar vergonha quando pronunciadas. Porque eram, de mais a mais, apenas três jovens com ânsia de liberdade para falar o que quisessem e com vontades tão intrínsecas que conseguiriam alvoroçar quem as ouvissem – de repudia a loucura. Afinal, as pessoas prezavam os bons modos e as conversas ao pé do ouvido para não causar burburinhos. E elas tampouco se importavam se causavam quando se pronunciavam.
Elas falavam no tom que bem lhes aprouvesse. Elas falavam do que bem queriam. Elas falavam porque sabiam que tinha o direito de falar o que pensavam, o que sentiam e queriam. Elas não se limitavam às regras, aos bons modos e toda essa babaquice do jogo social. Elas simplesmente honravam os seus ideias. Mas, naquela tarde, os ideais, os sentimentos, os pensamentos e todo o resto que se passavam dentro delas era um misto de coisas, uma confusão tão grande, que sequer conseguiam formar frases, concluir pensamentos e definir o que era o quê no interior de suas almas grandemente belas. Elas estavam crescendo? Era isso? Estavam mudando conceitos, abandonando preconceitos e adquirido novas sensações que não sabiam nem adjetivar? Ou a vida é mesmo assim? Num dia, fala-se muito, fala-se de tudo e tudo; noutro, cala-se e delicia-se nos prazeres do silêncio, da observação e da reflexão? Aquelas três moçoilas estavam quase crentes que era assim. Nem sempre falar é indispensável. Nem sempre fala-se com palavras. Naquela tarde, elas falavam com sorrisos e olhares cúmplices. Amanhã... As palavras viriam amanhã. Elas sabiam que viriam.

(Ana Seerig, Bárbara Farias & Erica Ferro)


Vou ser bem sincera agora: acho que esse blog ainda sobrevive por causa dessas parcerias. Sério mesmo! Ando totalmente afastada das palavras. Não tenho conseguido me traduzir em palavras, transcrever o que eu penso em frases, em textos. Pois é, amigos, o blog se encontra ameaçado de extinção (leia-se blog deletado em breve, caso essa incapacidade de escrever não me deixar).
Mas e então! Dessa vez foi um texto escrito por três! Acho divertíssimo escrever com alguém. E hoje foi ainda mais divertido, por ter escrito o texto com duas amigas queridíssimas.
Bárbara e eu queríamos muito escrever algo, só não sabíamos bem o quê ou como; e a Seerig, como sempre muito inspirada, nos incentivou a escrever algo. E foi então que surgiu essa graciosidade de texto. Espero que gostem, que chorem, que se emocionem bastante e que nos aplaudam de pé (embora não vejamos nada disso, ficaremos muito felizes de saber dos relatos - usem os comentários para tal coisa -... *risos imensos*).
É isso. E até... bem, até um dia.
Um abraço da @ericona!
E quero presente de Natal. Falo mesmo.

01 dezembro 2010

A missão

Não, por favor, peço-lhe pelo o que consideras mais sagrado no mundo: não me sorrias, não me dirijas esse olhar tão doce. Não, não faças mais isso.
Teu sorriso o e teu olhar salvam-me e, em seguida, condenam-me a uma tristeza sem fim.
Teu coração nutre o mais terno e genuíno amor por outra senhorita. Os teus sorrisos e olhares enamorados, infinitamente apaixonados são para ela.
Teu olhar amigo e o teu sorriso benigno, tão lindos, tão lindos, são legítimos, meu coração sente que são. Porém não quero-te assim...
Quero-te com paixão, desejo-te chamar de meu amado, meu doce e eterno amado.
Rejeito a tua amizade e decido não mais ver-te porque a tua proximidade não-próxima seria um tormento.
E tormento maior tem sido sentir essa paixão, inicialmente, inocentemente linda tornar-se paixão espinhosa, venenosa, que sufoca-me e rasgue-me a alma.
Clamo-lhe: vai-te para sempre dos meus dias, do meu viver.
Deixa que eu morra lentamente, bebendo o amargo cálice desse amor doente, condenado a nunca curar-se.
Vai-te e não sintas remorso. Não te culpes por despertado o mais sincero e puro amor em meu coração.
Eu também não culpo-me por amar-te assim.
Resigno-me a morrer por esse amor.
Em algum lugar estava escrito que o meu destino era nascer para amar e morrer por amor.
E assim será.

(Erica Ferro)

* * *

Eita que saudade de escrever uns textos extremamente melosos e trágicos como esse! (risos)
Por mais que hoje eu goste menos de ver/ler/escrever amores dramáticos e trágicos, resolvi matar a saudade e o resultado foi essa postagem excessivamente sofrida. Que legal! (risos²)
E certamente terá alguém que não lerá o meu "p.s", pensará que realmente estou morrendo por amor, vivendo dias de cão, porque não sou correspondida e blá blá blá...
E, certo, certo, certo, me preparo para ler os conselhos que me darão (risos³).
Ah! E já é Dezembro. Que triste, que triste!
Não queria que 2010 fosse embora. Certo, certo e certo, não vou iniciar aquelas minhas lamúrias de fim de ano por aqui (já basta estar fazendo isso no Twitter).
Um abraço, povo.
Hasta la vista!