28 maio 2010

"Envelhecendo na cidade..."

Quarta-feira, dia 26, era dia de escrever pra alguém muito especial, muito querido e que merecia muito mais do que uma homenagem minha, mas era tudo que eu poderia fazer no momento; um texto carinhoso, parabenizando-o por mais um aninho de vida e todos esses clichês que falamos nos aniversários das pessoas.
Quarta foi o aniversário do Erick Ferro, meu irmão. E eu não escrevi nada, porque deixei pra depois e depois e depois não deu mais tempo. Mas sempre é tempo, não é? Sempre é tempo de homenagear, comemorar e, enfim, de ser feliz.
Eu não quero ser muito melosa, muito dramática como eu normalmente (ou loucamente) sou.
Erick é fantástico, inteligente mesmo; e, por favor, não digo isso só porque é meu irmão e porque é Ferro; é porque de fato o menino é gênio mesmo. Tem suas chatices, seus defeitos, mas sabe encantar e cativar quem convive com ele. O cara é carismático, mais do que eu, eu acho.
Eu quero mesmo, de todo o coração, que ele seja muito feliz nos caminhos e nas escolhas dele. Que ele tenha saúde mental e física pra superar toda essa loucura que é a vida. E que eu esteja com ele sempre que possível.
E ontem foi o meu aniversário. É, exatamente duas décadas de existência, de muita loucura, experiências, sonhos, pesadelos; tantas coisas, que eu diria incontáveis.
Ainda não sou quem eu quero ser, mas acho que um dia eu serei de fato quem eu tanto queria. E levo fé que um dia darei orgulho aos que me conhecem e acreditam em mim.
Essa quinta foi normal, mas legal; algumas mensagens no celular, ligações, 'twittadas', recados no orkut, mensagens no MSN, texto da Ana Seerig pra mim (que eu gostei muito e fiquei realmente feliz o lendo... Obrigada, Seerig!), alguns presentes (o mais bonito foi a camisa do Grêmio, que eu tanto queria - sim, eu sou gremista!), visitas de alguns parentes, com direito a bolinho de aniversário (tava gostoso mesmo, o bolo).
Pena não ter tido treino ontem, é que sempre me faz bem nadar, e nadar no dia do meu aniversário não teria preço.
Mas tudo bem, acontece.
Encerro esse texto com a esperança de escrever algo muito mais criativo e emocionante no ano que vem.

(Erica Ferro)

* * *


Tô em dívida com a retribuição dos comentários, com a leitura dos blogs que acompanho, mas, infelizmente, essa dívida será quase que impagável, graças aos projetos que eu tenho pra mim. Porque, em certos momentos da vida, a gente precisa definir algumas prioridades e trilhar novos caminhos, deixando algumas coisas um pouco de lado, por mais que se goste delas; é isso que acontecerá dentro de algumas semanas. A leitura dos blogs, que são um bocado, ficará cada vez menos assídua; cada vez mais demorada a retribuição de visitas e comentários. Isso vai me entristecer, claro; mas eu preciso me desligar um pouco do virtual e começar a construir minha vida real. Enfim, eu sempre agradecerei pelo carinho, por tudo, enfim, que vocês tem sido, são e sempre serão na minha existência como blogueira. Lembrando que eu não deixarei de escrever e publicar minhas lorotas aqui, mas infelizmente não poderei dar toda aquela atenção a vocês como eu fazia antes.
É isso, é isso. Depois, quando chegar a hora de me desligar mesmo, eu aviso, escrevo algo melhor que isso como "despedida". Aliás, quem gostar verdadeiramente de ler e comentar aqui, comentará mesmo com a minha não-reciprocidade para com o blog deste.
(...)
Amanhã estarei no Divã cor-de-rosa.
Um abraço.

24 maio 2010

Ameace-me

Pegue minhas utopias e coloque-as na rua, em meios aos carros, prestes a serem pisoteados, esmagados.
Coloque-me na beira de um abismo e me diga que irá empurrar-me e que eu vou morrer se eu não implorar pra continuar vivendo.
Cuspa na minha cara todas as verdades que você acumulou ao longo de todos os seus anos de miserável vida, ou pode ser as mentiras mesmo, as quais você transforma em estórias sombrias.
Conte-me histórias macabras e me faça chorar, pedindo proteção e amparo quando a noite serena chegar.
Vá, me ameaça, me fira, me diga que eu vou morrer nas suas mãos, agora e já.
Talvez eu te mate antes que você possa me dar um último tiro na cabeça, me deixando no chão, inerte, sem alma.
Talvez eu te esmurre e diga o quanto você é idiota e patético e que eu não vou pedir clemência, pois já terei invertido o jogo. E você é quem estaria penando diante de mim.
Talvez se você me empurrasse, eu revidaria e ditaria as novas regras da brincadeira.
Mas você não faz nada, eu também não faço nada; e então ficamos nesse não-jogo, nessa não-vida. E isso, definitivamente, não tem graça alguma.

(Erica Ferro)

* * *

Quem acompanha o Sacudindo Palavras, também está convidado a acompanhar o Pensamentos Devaneantes.
O recado está dado.
Até outra hora, com mais post's psicóticos e desconexos.
Um abraço!


23 maio 2010

Desgostei

Me irritei com as palavras;
me irritei com o amor;
me irritei com a poesia;
me enfada toda canção;
me enoja todo clichê.

Tô querendo ir embora desse mundo!
Não morrer;
mas ir embora desse planeta;
e me aventurar por um mundo desconhecido,
um novo mundo.
Eu quero emoções novas,
quero desilusões diferentes,
outras paixões, menos dramáticas
e mais intensas na sua simplicidade.

Dane-se tudo isso de Terra!
Isso aqui tá com os dias contados...
E eu vou abandonar o barco,
sem levar nada e levando tudo
dentro da alma.

Apenas cansei desses choros iguais,
dessas piadas repetidas,
desses filmes melosos.

Eu vou embora!
Mas amanhã eu volto.
Eu sempre volto...

(Erica Ferro)

* * *

Sim, sou meio revoltada e louca; mas vocês já estão acostumados.
Talvez toda essa minha loucura se acalme um pouco porque, depois de duas semanas sem nadar, amanhã voltarei a treinar. Isso, sim, que é notícia boa!
Eu ainda tô gripada (misture gripe com sinusite = é como eu tô), porém tudo bem; eu preciso nadar amanhã, senão faço uma loucura. É muita saudade!
(...)
É isso. Até a próxima, blogueiros!


21 maio 2010

Rainha Hipocrisia

Preguiça. Grande preguiça em parar pra pensar, falar ou agir. Sentido. Não faz sentido pensar, agir ou falar. Mas é preciso adotar essas três coisas, porque senão não se vive; se vegeta.
Tenho uma infinidade de coisas a dizer, mas não tenho disposição. Aliás, as pessoas não gostariam de ouvir o que eu tenho a dizer. Geralmente as pessoas só gostam de ouvir o que lhes é agradável aos ouvidos. E o que eu tenho aqui na mente e na ponta da língua não é doce, não é acalentador.
É uma porção de farpas. O mundo, essa coisa imensa, ficou pequeno de tanto que se rendeu a hipocrisia. E isso aqui cheira a podre.
Raramente se vê pessoas despretensiosas. Toda ação é calculada, até mesmo os gestos de amor. É importante que se diga que calculamos nossas ações em busca de reciprocidade, ainda que inconscientemente - o que não dimunui o nosso pecado.
Me mostram caminhos, mas, esse mesmos que me mostram tais caminhos, tomam a direção contrária. Hipocrisia! As pessoas pregam algo que não cumprem. E como eu tenho desgosto por essas pessoas.
São tão falsas quanto suas palavras pseudo-revoltadas.
Ah! Eu me sinto uma velha. Uma velha chata e sem paciência para mil e uma coisas.
A estupidez, a superficialidade e a hipocrisia imperam desde sempre - e, para minha tristeza, agora mais do que nunca.
Encerro esse texto aqui, antes que eu apague tudo isso e desista de postar.


(Erica Ferro)


* * *

Como há uma porção de gente bonita que realmente se preocupa comigo, aviso: essa semana tem sido uma loucura. Tenho melhorado e piorado desse meu mal-estar prolongado. Essa gripe, essas dores musculares... Têm me tirado o sono.
Espero ficar bem, realmente bem, logo.
Amanhã estarei no Divã Cor de Rosa.
Um abraço!


15 maio 2010

Por baixo da minha fragilidade

Não! Por favor, se você não consegue sorrir seus sonhos, não faça chorar os meus.
Por favor, não venha assassinar o meu amor. Não mate a vontade que eu tenho de viver e a fé num cenário mais colorido e florido nos anos que virão.
Se você não pode usar e abusar da minha amiga Sinceridade, essa devassa, que não se importa nem um pouco em ser uma prostituta, não me impeça de tal sacanagem.
Se você prefere viver como todos os tolos, fracos e mornos, ótimo; mas me deixe correr por essas ruas, que nem louca, que nem uma desesperada; me deixe roubar frutos das árvores alheias; me deixe tomar um sorvete numa noite de inverno lá do Sul. Não me importa o resfriado ou a pneumonia. Me deixe viver arriscando a minha vida, porque eu acredito que isso, sim, é viver.
Viver cercado de grades, de proteção, de filtros não é viver. Você não vive e não viverá. Porque você não se permite a isso. Você se fecha no seu mundo certo, ao invés de se aventurar e morrer no errado. Ótimo, você não é muito diferente dos seres humanos que eu tive o desprazer de conhecer.
Infelizmente eu tenho essa mania de prever certos atos e palavras de algumas pessoas, mas, mesmo assim, eu ainda penso que não ouvirei, que não verei tamanha imbecilidade. A gente não quer crê no que machuca o nosso coração e fere nossos olhos de fé. Mas eu vi e não gostei do que vi. Eu ouvi e me entristeci. Eu vi que o mundo está perdido. Que 2012 faz sentido. Que as pessoas destruíram-se e destroem o que veem, o que tocam.
Mas não vão me destruir porque o que eu carrego no peito é forte, é muito forte. O que eu carrego no peito honra o meu sobrenome, Ferro. E eu quero ver me derrubarem, me arrancarem o sonho e a garra que eu escondo por baixo da minha fragilidade.
Eu sorrirei no amanhã que não se demora e eu rirei de felicidade e de alívio, pois eu terei persistido, eu terei sido forte, mesmo todos desacreditando, se entregando, se tornando mortos-vivos.
Eu vou dar minha cara tapa, e apanharei muito, eu sei. Mas dane-se. Eu aguento, eu revido com esse meu jeito de moleca atrevida, que não se rende, que não dá o braço a torcer. Eu quero mesmo é ver a vida pulsando em minhas veias e, quando o meu coração der a última batida, eu chorarei de felicidade e direi com o restante das minhas forças:
Minha vida valeu a pena!

(Erica Ferro)

* * *

Eu precisava desabafar. Eu precisava colocar tudo isso pra fora. Gritar ao mundo, esse mundo descrente, toda a minha fé em sonhos e na vida e todo o meu descontentamento com o ser humano. Eu realmente precisava. Hoje posso dormir tranquila.
(...)
E sim, eu estou melhor da virose (aquela safada!). Muito obrigada pela preocupação; vocês são uns queridos.
Um abraço da @ericona.

14 maio 2010

Tal e louco amor

Eu preciso te escrever uma carta
E depois rasgá-la
Em muitos pedaços
E esquecer o que disse
O que pedi
E o que eu esqueci de dizer

Eu preciso te cantar um poema
Que fale de rock'n'roll
Mentira!
Eu queria te falar de amor
Do meu amor
Da loucura dos meus dias
Quando penso em você

Eu queria te dividir
Em mil pedaços
E jogar em cada canto da minha casa
Pra você se fazer presente
E inteiro aqui dentro
De mim

Eu queria te arrancar a paz
E jogá-la de um penhasco
Eu queria te ver louco
Correndo solto
À procura de mim

E eu queria te abraçar
E morrer nessa loucura
Que é te amar
Te desejar
Te sonhar

Morramos, por favor
Morramos mergulhados nesse
Tal e louco amor

(Erica Ferro)

* * *

Eu não sei quem eu sou hoje. Eu piorei. Tudo gira, dói... E eu quero ficar boa logo.
Ah! Amanhã, não sei como, estarei no Divã.
Um abraço febril da @ericona pra vocês.

12 maio 2010

Coração, mofo, frustração e um rapaz bom

O que é aquilo?
Mofo?
Mofo no coração do menino
Hoje, homem
Hoje, amargurado
Hoje, frustrado

Nasceu sem asas
Nasceu sem motivos
E nunca viu motivos em nada
Acha tudo uma grande idiotice
Acha os sonhadores uns tolos
Uns imbecis
Acha-se bom
Realmente bom

Ele acha que é
O que poderia ser
E por isso se ama

Mal sabe ele que se engana

(Erica Ferro)

* * *

Há muito essas palavras vinham pedindo espaço. Há muito mesmo...
Agora a ideia foi organizada e eu posso descansar por ter colocado isso "pra fora".
(...)
Hoje retomei a leitura dos blogs. Sempre quando retomo, fico me perguntando qual foi a razão de ter me desligado dessa atividade por tanto tempo. Me dá tanto prazer ler as ideias de vocês.
(...)
Fiquem bem, blogueiros.
Até a próxima!

11 maio 2010

Doente e sem sentido

Eu não perdi a fé, não perdi, não perdi, não perdi - insisto na repetição. Mentiras repetidas tornam-se verdades, foi o que disse alguém. Não foi? Mas não se tornam. Mentiroso! Desgraçado!
De mentiras, eu estou farta. Farta de fingimento, de doçura. Aliás, tenho que confessar uma coisa. Esses dias, comprei uma barra de chocolate e, ao contrário do que acontecia antes, não a devorei de uma única vez. Comi o que sobrou faz pouco; com relutância, com muito penar. Eu não gosto de chocolate como antes. Chocolate é doce, doce demais pra mim. Eu tenho gostado do agridoce. Disseram que esse meu desgosto pelo chocolate é quase um pecado, afinal todo mundo adora chocolate. Todo mundo é muita gente, por isso não acredito muito e sempre rebato dizendo que deve haver alguém que não gosta ou que se cansou dele, como eu.
Preciso confessar outra coisa. Esses dias eu fiz suco de limão, mas sem açúcar, sem adoçante, sem qualquer coisa que tirasse o gosto azedo dele. E tomei, e foi bom, e depois me deu uma vontade de beber água, muita água, pra tirar aquele azedume da minha boca, porque, como já disse, cansei do doce - não queria causar ânsia de vômito.
Ah! Lembrei de Los Hermanos: "Tire esse azedume do meu peito e com respeito trate minha dor. Se hoje, sem você, eu sofro tanto; tens no meu pranto a certeza de um amor...".
Olha, às vezes acho que ninguém me leva a sério. Acho que eu tenho sido boa demais, legal demais, atenciosa demais, prestativa demais. Tenho que ser durona, intimidar a todos com meu novo jeito bruto de ser. Eu tento tanto ser assim, menos palhaça, mais ofensiva. Mas eu estou sempre na defensiva, sempre sorrindo, sempre fazendo os outros rirem; e, quando eu sinto a necessidade de ser séria, não entendem, acham que é mais uma gracinha. As pessoas parecem não saber que eu também canso dos meus gracejos e dos alheios.
"Tens no meu pranto a certeza de um amor...". Hoje por meus olhos saem lágrimas finas, mas constantes. E eu não sei o que fazer para eliminá-las de vez. Mas não se preocupem, é gripe mesmo. Acho que é crise de sinusite. Minha garganta dói, meus olhos doem (especialmente o direito...), meu corpo parece ter sido esmurrado por uma semana, sem pausa. Será que é virose? Que não seja a gripe A... Olha, não me admira nada que, daqui a umas décadas, teremos gripes de A a Z. Interessante, muito interessante, se não fosse trágico.
Eu estou doente. Eu estou com as ideias embaralhadas. Eu tenho um blog. Detesto fotologs. Detesto tirar fotos, mas gosto de admirar belas fotos. Eu quero um chá. Eu quero um abraço, mas não apertado. Um abraço de leve, com jeito, pra não quebrar minhas costelas e meus braços frágeis.
Eu peço desculpas. A mim, a ti, ao mundo.
E nem sei a razão...
Mas eu estou doente, não sei o que digo. Eu não quero deitar, não quero ficar aqui. Eu quero parar de tossir, de me revirar e de escrever textos totalmente sem nexo algum aqui.
Ah, virose, pra longe de mim!

(Erica Ferro)

* * *
É isso mesmo. Tô com uma virose daquelas, uma agonia grande... Uma vontade imensa de ficar melhor, de poder nadar.
Ah, eu estava tão louca domingo (já tava doente), que nem comentei por aqui que a minha internet tá bem melhor, diria que tá ótima. Tenho baixado os episódios do meu seriado amado, e por esses dois motivos, a indisposição pela virose e o fato de evitar usar a internet enquanto os episódios baixam, é que não retomei a leitura dos blogs que sigo.
Espero que vocês estejam bem e que perdoem meu post tão desconexo.
Adoro vocês, de verdade.
A @ericona deseja uma terça-feira bonita. E, se for possível, nadem por mim.

09 maio 2010

O dia é seu, mainha!

Mainha,

Hoje não quero ser muito poética. Nem quero ser muito extensa. Nem dramática. Nem exagerada. Nem devaneada.
Infelizmente, será um esforço grande não ser nem um pouco disso tudo que citei acima, porque meu amor, mãe, não é tão objetivo, tão resumível assim.
Eu tento, viu? Tento muito, porém não obtenho êxito em simplificar as coisas. Simplificar, ao meu ver, diminui os sentimentos, os significados. Não sei, pode ser apenas mais uma loucura que vive em minha mente. Vai saber...
Mas a verdade é que eu já disse muitas coisas, muitas mesmo, pra você. Do quanto que eu te amo. Do quanto eu sou grata a tudo que tu fizeste, fazes e sei que farás por mim, sempre. Do quanto você é uma mulher de gênero forte, que não abre mão do que pensa quando sabe que tem razão. Enfim, de como é grande a minha admiração e respeito por você.
Parte da minha teimosia, devo a você. Parte da minha sinceridade descarada, devo a você. São coisas tuas que eu herdei. Herança melhor não poderia ter. Porque, num mundo tão hipócrita, me destaco por esse meu jeito sincero destemido. Não vou mentir e dizer que essa sinceridade toda me beneficia sempre; não posso, porque não é bem assim. Mas não é culpa de quem é sincero ou da sinceridade. Talvez seja culpa mesmo de quem não gosta de sentir umas boas verdades cortando-lhes a garganta, tentando entrar no estômago e forçando uma digestão indesejada. Viu, mãe? Eu não tenho juízo: começo fazendo uma cartinha pra ti e começo a discorrer sobre sinceridade e consequências desta. Não, eu não sou certa dos "miolos". E você sabe disso, como sabe! E ri, não é? Se diverte do meu jeito impulsivo, explosivo e esquisito de agir e reagir diante das coisas. Você sabe bem do meu jeito "oito ou oitenta". Sabe que eu não gosto de histórias contadas pela metade, que eu não suporto que me deixem pra segundo plano, que eu sou ciumenta (beirando a loucura), que eu... Que eu tantas coisas, não é, mãe?
Disse que ia ser breve, que ia tentar ser.
Prometi, ao começar a escrever, que não ia discorrer sobre o que eu sou contigo ou sobre as tuas qualidades. Isso não importa muito; não no fim das contas, não na página de um blog, não em uma carta só, não em um dia só. O que eu sou contigo, eu sou gradativamente, dia a dia - sou, sem conseguir revelar em palavras de modo claro e preciso. Todos os dias escrevemos uma história, ou muitas num só capítulo. Histórias alegres, cômicas, tragicômicas, tristes, depressivas, mas nossas histórias. Histórias essas que ficarão na história, na sua e na minha. Na nossa.
Sem mais devaneios, gracejos, poesias, delongas, eu te quero bem, mãe. Te quero muito bem, e ao meu lado. Por uns mil anos mais!
E um dia, eu ainda te darei um orgulho enorme. Terás muito orgulho de mim e do que eu me tornarei, mãe. Acredite nisso!

Parabéns por hoje e por todos os outros dias, porque, de fato, todo dia é dia das mães, dos pais, dos irmãos...
Enfim, todos os dias é dia de todos nós.


(Erica Ferro)

* * *

Olha, é inevitável não fazer uma postagem para a mamãe hoje, não é mesmo? Pode até ser previsível, comum e até clichê. Mas eu nem ligo pra isso.
Eu quero mesmo é gritar ao mundo esse amor que eu tento dia a dia por minha mãe. E digo mesmo, a ela e a quem quiser. Ela ri do meu modo louco e intenso de ser. E me ama como eu a amo, da maneira dela, que é tão verdadeira quanto a minha.
Parabéns para as mamães de vocês, blogueiros! Parabéns às mamães que já não se encontram fisicamente ao lado de vocês, mas que estão sempre em seus corações e em suas lembranças; às que estão pertinho, cuidando da gente de forma mais próxima, compartilhando os momentos diversos de nossas vidas. Parabéns à todas, enfim. Às mães de verdade, guerreiras, de sentimento nobre e puro, com amor incondicional e atemporal. Vocês são demais!
Um abraço da @ericona.
Fiquem bem e até mais ver!

06 maio 2010

Hoje, extremos não me interessam

Por favor, não me fale de amor hoje. Nem daquele amor dramático, incorrespondido e sofrido. Nem daquele amor utópico, colorido, tão bonito que até parece mentira. Não, por favor, poupe-me disso. Olha, eu ando fugindo de coisas extremas, emocionantes demais, feias demais, bonitas demais. Tudo demais tem me cansado demais. Eu quero sossego, quero paz, quero poder enxergar as coisas claras, quero poder alçar as coisas medianas. Eu gostei dos extremos durante todos esses anos. Eu verdadeiramente adorava um drama. Todos que via na TV, nos livros e em tudo, enfim, me deixava acalentada, me via neles. Sorria com vontade de chorar por isso. Mas eu cansei disso, eu quero as coisas que não me causem esforço em excesso, que não me causem dor em excesso, que não me causem alegria em excesso. Eu desci da corda bamba da vida. Era interessante correr riscos; muito mesmo, acredite. Mas eu realmente quero um pouco de repouso. Desejo, hoje, a mudez do choro, a mudez da alegria que insiste em berrar aos quatro ventos o quanto é feliz, a mudez dos amores insanos e pertinentes.
Eu não tenho pretensões hoje. Nem quero que me digam que eu devo ter.
Hoje, a leveza me abraçou e eu a acolhi.
Quem sabe eu a mande embora daqui a uns dias. Ou quem sabe ainda ela se canse de mim e vá embora, sem necessitar de expulsões.
Quem sabe...

(Erica Ferro)

* * *

Finalmente consegui postar e colocar, mais ou menos, a minha vida "bloguística" em dia. Pelo menos retribuí quase todas as visitas dos meus posts passados.
É como disse: a minha internet tem me tirado a paz ultimamente, tamanha a sua lerdeza e ineficiência. Mas, milagrosamente, hoje ela está amigável.
Pouco a pouco, volto a ler os blogs com mais frequência.
No mais, muito obrigada pelas visitas e pelo carinho de sempre.
Aquele abraço da @ericona.