30 março 2010

Há pouco mais de um ano...

Eu queria poder ser criativa o bastante para fazer algo realmente merecedor e notável nesse dia, 30 de março de 2010. Há 18 anos atrás nasceu Ana Seerig. Há pouco mais de um ano eu soube da existência dessa tal de Ana.
Essa tal de Seerig se tornou mais do que uma pessoa com quem eu converso no MSN, mais do que uma pessoa que compartilha suas ideias em um blog e eu tenho a alegria de ler.
Essa Seerig conseguiu me cativar, me roubar o coração. Nos tornamos amigas.
Duas loucas, cheias de ideias, de teorias sobre essa vida insana e tão convidativa.
Duas pessoas que conversam sobre os mais variados assuntos e se assustam com a semelhança das opiniões. Duas pessoas que se respeitam, que enxergam as qualidades uma da outra e ainda aconselham-se mutuamente em relação aos defeitos.
Duas pessoas pessoas, dois corações, uma só amizade.
Ana Seerig não tem conhecimento e nunca terá do quão ela é especial pra mim. E nem vocês.
Porque as palavras podem, claro, expressar a beleza do sentimento, mas não de modo total, do modo que se sente no peito o calor da emoção.
Não queria cantar "Parabéns pra você", porque as felicitações são nossas por poder conseguir você, Seerig. Já sei o que você falará: "Ai, Erica, você me superestima! Eu não mereço isso tudo...".
Amigos verdadeiros merecem os mais sinceros atos de amizade e as palavras mais embargadas de carinho!
Então, por favor, não diga que não merece, que eu exagero. Assim, ficarei magoada.
O texto que fiz o ano passado, hoje me pareceu tão indigno de você, tão bobinho. Veja só que coisa, Seerig! E esse, eu acho, ano que vem também me parecerá.
A verdade é que, quanto mais tempo passa, a amizade e o sentimento crescem mais e mais, a ponto de todas as declarações e ações que fizemos serem poucas e insuficientes para atestar o que sentimos.
Ah, Seerig... Só você pra suportar minha loucura, ouvir sobre meus amores frustrados, das minhas derrotas, rir das minhas piadas tolas e chorar comigo a minha desgraça.
Só você pra ser minha amiga mesmo quando estou um porre.
Só você pra me dar uma sacudida e dizer: "Erica, calma... O mundo não vai acabar."
Obrigada, Ana. Só tenho a agradecer por tudo o que você é, lhe admirar por tudo o que você quer ser.
Eu só quero poder ver todo o seu trajeto, aplaudir suas vitórias, chorar com as suas derrotas e te levar quando você for ao chão.
Saiba: você alegra meus dias.
E felicidades, saúde e sucesso? Te desejo isso em todos os dias da sua vida, não só hoje.
Torço por você com a mesma energia que você torce pelas vitórias do grêmio.
Cacilda! Esse texto ficou meloso pra burro, não é? Ai, Ana, eu sou emo... Eu sou emo!
Isso você já sabia. Então, nenhuma surpresa.

Qualquer dia eu apareço por Caxias do Sul, aí você me leva para conhecer Nivaldo Pereira e riremos dos gracejos da vida.

Seerig, não sei mais o que escrever. Me perdoe se o texto pareceu muito idiota, muito ruim, mas eu tentei te homenagear da melhor forma que eu consegui.
Espero que você tenha sentido, pelo menos um pouquinho, a alegria que eu sinto por te conhecer e o orgulho que tenho de você.

Amigas até que a morte nos separe?

(Erica Ferro)



P.s: Esse post é todo da Seerig, hehe.
Só queria falar que adorei a 'polêmica' do último post, foi legal ver as opiniões de vocês.
Preciso escrever mais coisas polêmicas, que gerem discusões, puxões de cabelo e tudo o mais (opa, a parte dos puxões de cabelo foi brincadeira, hein? hahaha).
Fiquem bem, meu povo!
Aquele abraço e até breve.

27 março 2010

Previsibilidade cansativa

É tão bom ter essa cara de boba, de alheia ao mundo, de quem não quer nada, de quem não tá nem aí pra história do Brasil.
Mas hoje vou mostrar meu lado cruel, vou rir de vocês, pobres idiotas, que caem na cascas de bananas que vocês mesmos se colocaram. Vocês denominam as pessoas como bobas ou espertas por um olhar mais atento, por uma palavra mais inteligente, quando no fundo uma palavra, um gesto, não querem dizer nada, ou quase nada. Vocês se iludem com as aparências, enxergam o que é mais fácil a vocês. Vocês nunca experimentaram enxergar no escuro, como eu.
Eu não sou muito modesta, por isso digo: eu vejo além. Além do que mostram, que falam, que gesticulam. Eu vejo dentro da alma. Atravesso mentes. Eu analiso. Eu estudo. E eu concluo. E eu, dificilmente, erro.
Alguns alegam que a humanidade é imprevisível, que o ser humano é indecifrável, mas eu discordo. Discordo não totalmente, porque há sempre mistérios sem um possível desvendamento, porém as pessoas andam me cansando, andam previsíveis demais, cansativas demais. Sempre com os mesmos joguinhos baratos, os discursos que eu já tenho decorados na mente.
Há um ditado que diz mais ou menos assim: "Quando você vai, eu já venho voltando". Refiz o ditado: "Quando alguns humanos vão, eu já tenho ido e voltado. Já estou pronta pra ir novamente."
Eu sei, sou muito pretensiosa e estou revelando meus segredos, minhas armas contra vocês, pobres mortais. Mas vejam, eu ainda posso surpreender, mesmo mostrando alguns de meus métodos para desarmá-los, desmascará-los.
A previsibilidade que vocês tem apresentado ultimamente é lamentável, meus caros, e é por isso que eu, infelizmente, tive que me despir um pouco, dar um toque a vocês, um beslicãozinho, pra que vocês acordem, mudem o disco, cantem outra canção, mudem o passo. Vocês precisam honrar as mentes brilhantes que têm.
Inovem, choquem, sejam, ousem o que ninguém nunca ousou.
A imprevisibilidade é inerente a vocês, mas vocês esqueceram disso...
Ah! Se não eu, quem poderia ajudar vocês? Pobres humanos, ainda têm muito a aprender comigo...

(Erica Ferro)



P.s: Gente, vocês leem os meus 'pós-textos', né? Digam que sim, senão acharão que eu sou uma tremenda idiota, que me acho a 'cara' e tudo mais. O texto não é nada pessoal, não é Erica Ferro no texto, eu não sou essa poderosa mulher. É tudo ficção (com uma pitadinha de opinião minha), uma inspiração que tive; quase encarnei uma super-heroína, haha.
Espero que gostem e que saquem o X da "questão". Quero opiniões sinceras, certo?
Um abraço e ótimo domingo.

26 março 2010

Não sei perder

A corrida foi perdida
Tropecei em meio a pedras no meio da estrada
Feri meus joelhos
Quis desistir
Chorei
Depois, de um salto, levantei
Continuei
Cheguei tarde
O prêmio de consolação:
um beijo na testa
e um 'parabéns,
você foi guerreira,
mas chegaram minutos à sua frente'

Uma morena esbelta
Olhos cor de mel
Cabelos cacheados
Ela havia chegado primeiro
Ela havia ganhado o prêmio
O prêmio que era meu
Ou que deveria ser

Espero que ela saiba honrar a vitória
Valorizar o prêmio glorioso que ganhou
Enquanto eu chorarei de raiva
Porque eu perdi o jogo
E, me desculpe, mas eu não sei perder
Não você

(Erica Ferro)



P.s: Amanhã estarei no Divã Cor de Rosa; espero vocês lá, hein?
Espero que estejam bem, animados para o fim de semana.
Um abraço e até a próxima.

25 março 2010

Te perdi tentando ganhar o mundo

Me perdi
Eu me perdi de ti
Tentando me entender
Tentando não me perder
Eu te perdi na ilusão de ganhar o mundo
Eu perdi tudo
Porque tudo o que eu tinha matei
Matei você dentro de mim

Agora tento fracassadamente te ressuscitar

Por favor, eu preciso sentir sua respiração
Preciso saber que teu coração bate dentro de mim
Preciso acreditar em ti
Eu te matei por medo de te viver pra sempre
O pra sempre machuca
É pesado demais

Me disseram tantas coisas de ti

Me criaram ilusões
Impossibilidades
Eu criei teorias fundadas no meu medo
Teorias que não foram totalmente fracassadas
Pois elas te mataram em mim
E hoje eu lamento o que me tornei

Contigo eu era forte

Eu não temia mal algum
Agora mal consigo andar
Me equilibrar nas próprias pernas
Não consigo enxergar o raio que corta a escuridão
Eu só vejo a noite cobrir o meu acreditar

Eu preciso te ouvir

Eu preciso te sentir como antes sentia
Eu preciso crer em você
Ter a certeza que você me vê
Só preciso que meu coração se aqueça
Minha alma se eleve num momento de fé
E que eu consiga te enxergar como antes

(Erica Ferro)



P.s: Não entenderão esse post, eu acho. É apenas um desabafo, nada mais que isso.
Um abraço, blogueiros.
P.s²: os P.s's têm sido breves, não é? Ando meio simplificada.

24 março 2010

Abriu os braços para eternidade

O pai fechou os olhos
Abriu os braços para eternidade
Uma eternidade que não era entendida pelo filho
Uma eternidade que criava um abismo

O pai fechou os olhos
O silêncio estava decretado para todo o sempre
Palavra de raiva ou amor não seria proferida
E o filho não entendia

O pai fechou os olhos
Estagnou-se as batidas do seu coração
De frio se fez
E o filho não aceitou

O pai fechou os olhos
O filho gritou
O pai não moveu nenhum músculo
O filho clamou
O pai não ouviu
O filho pediu
O pai insistiu em sua inércia
O filho chorou
O pai morreu

(Erica Ferro)

•••

P.s: (...)
Relato de uma dor, de uma perda eterna de alguém que eu não conheço, mas que está lá, aqui, em todo lugar.
Porque pessoas morrem a todo momento, pessoas choram a todo momento, e isso dói em mim - e eu escrevo.
Sem mais, até a próxima.

22 março 2010

Pobre camponesa!

Não precisa me amar,
mas não me menospreze,
não me subestime,
não me fira com sua frustração.

Nada fiz pra ti,
pra te arranhar,
te maltratar.

Até o presente momento eu só quis me aproximar,
entrar em contato,
pensei até em te ligar,
mas pensei:
"E se a voz falhar?"

Prefiro te escrever cartas,
e guardá-las.
Enviar pra quê?
Você não se interessa em ler.

Eu que fico lendo teus olhos,
teus lábios calados.
Fico batendo na porta da tua casa toda madrugada,
mas você não escuta.
Ou finge não escutar.

Já não choro mais,
já não faço sinais de fumaça,
parei de tentar chamar a tua atenção.
Não adiantará nada.
Porque nada é o que eu significo pra ti.
E tu pra mim continuas sendo o tudo que eu nunca terei.

É, eu sempre quero demais,
sonho alto demais.
És majestade, rei, soberano,
e eu camponesa,
sem eira nem beira.

(Erica Ferro)



P.s: Quanto drama! É, eu sei, eu adoro um drama. E não, eu nem me sinto mal por isso. A vida é dramática por si só, disso eu também sei, mas o meu modo de encarar esse drama é colocando mais drama. Se bem que eu tô bem mais curada do meu lado dramático, só que é um lado amplo, o drama tá bem enraizado; preciso me tratar por longos tempos ainda. Enquanto isso, escrevo melodramaticamente, efeitando ainda mais a minha paixão dolorida.
Enfim...
Aquele abraço e até a próxima!

21 março 2010

Sejamos, pois

Pedro,

Eu queria entender você, esse seu medo ou indisposição de se aproximar de mim. Às vezes sinto que você me evita por medo. É, por medo. Que medo? Olha, eu não sei bem, só você deve saber. Mas, como a minha mente trabalha muito, eu desconfio de várias hipóteses e acho muitas coisas.
Acho que você teme se aproximar por medo de me magoar, coisa que eu nunca achei que você tinha: medo. Não que eu ache você "o corajoso", você deve ter suas fobias, mas falo de medo de se aproximar de alguém, de estreitar laços, de deixar-se ser, enfim, diante de outra pessoa, para outra pessoa. O que me cativou em você foi justamente o seu lado destemido, que fala o que pensa inteligentemente, de forma imponente, também, confesso, mas foi esse jeito corajoso de ser que fez me apaixonar por você.
Por quê, Pedro? Por que eu tenho que sempre me aproximar, puxar assunto, ligar, querer saber do seu dia, mas você pouco parece se interessar pelo meu, por mim. Eu queria saber, de verdade, se é desinteresse ou é medo.
Olha, eu nem queria que você correspondesse ao sentimento que lhe tento, mas que, pelo menos, fôssemos amigos, bons amigos. Que pudéssemos dividir alegrias, subtrair as tristezas, rir das piadas do outro, chorar no ombro do outro. Eu queria poder fazer parte da sua vida, de alguma forma, qualquer que fosse a forma, porque eu sei que seria a forma que deveria, a que melhor seria. Eu só queria saber que seu pensamento se dirige a mim por alguns minutos do dia, sejam pensamentos de amizade, de uma saudade, de uma admiração, de um respeito que você saberia ser mútuo. Eu só queria que você deixasse esse medo de me magoar, de se aproximar, de ser comigo. Porque eu sei que você não é reprimido assim, que você brinca, ri e chora com seus amigos. Que você simplesmente é com eles. Por que você não é comigo? Seja, por favor. E me deixe ser com você.
Eu quero que nós sejamos, como for, do jeito que for, mas de modo urgente. Porque eu te quero urgente, agora.
Vem ser sem medo, Pedro.

(Erica Ferro)



P.s: Primeiro esclarecimento: é uma carta de Erica Ferro, mas não para um Pedro, e sim para outra pessoa, que tem outro nome, porém que não cabe ser revelado (se bem que um monte de gente já sabe quem é, haha. e, ei, quem souber, não faça a loucura de colocar o nome do tal nos comentários, pelo amor de qualquer coisa, hein?).
Eu precisava escrever isso, sério. Há tempos esses pensamentos, essa agonia em relação a esse não-interesse, a essa distância dele vem me tirando do sério, do eixo, da minha paz.
Enfim, escrevi, porque esse amor tem me pesado muito o coração. É ódio, é amor, é loucura, é obessão e é medo. Tudo junto, mas não misturado. Acho que sei o que é o que nisso tudo. Mas eu só acho, logo, não tenho certeza alguma, haha (que descoberta!).
É isso, povo. Acho que ficarei por aqui.
Fiquem bem, boa semana e até a próxima.

20 março 2010

O maior que um dia você já encontrou

Despertaste um lado sombrio em mim
Lado gelado
Espinhoso
Ruim

Tenho vontade de fazer o melhor que eu posso
E me exibir em sua frente
Não por ver sua cara de contente
Aprovando o meu desempenho
Quero ver você com raiva
Lamentando o que perdeu
Chorando lágrimas quentes por meu desprezo
O desprezo que hoje lhe tenho

É, você despertou um lado cruel
Um lado que eu nem sequer sabia que existia
Mas que adorei conhecer

É assim que hoje você me inspira
Tornaste-se meu ódio predileto
Minha insatisfação mais deliciosa
Meu desafeto mais querido
Meu vício mais maldito

Eu te odeio tanto, mas tanto
Que eu poderia matar você com dois beijos de ódio
Dois abraços de rancor
Mas não...
Não quero nada disso!
É só uma farsa
Uma maneira de fugir do que eu sinto

Por mais que eu negue
Que eu tente reprimir
Lhe tenho o amor maior e mais puro que você um dia já encontrou

(Erica Ferro)



P.s: Mais um daqueles que eu não deveria publicar, mas eu publico! Sei que, quem deveria ler, não lerá. Melhor assim!
Não tenho muito o que colocar nesse P.s, só espero que estejam bem e é isso.
Aquele abraço!

19 março 2010

Limpando a sujeira do umbigo

Hoje acordei com a ligeira impressão de que nunca serei. É, eu nunca serei nada. Eu sempre estarei algo. E sabe, você também.
Não sei bem o que estou dizendo, mas acho que não somos seres definidos ou definitivos. Somos algo que não sabemos bem o que é, mas sabemos que é complexo, misterioso e instigante talvez por esses motivos. Definitivo é algo que a gente não é mesmo, mesmo que a gente se esforce ao máximo. Hoje você acorda sendo conformado e desistente de lutar por sua vida, amanhã você acorda com uma força descomunal, com uma fome sobrenatural de guerrear por você e por seus ideiais; hoje você gosta de rock, amanhã você prefere bossa nova; hoje você quer comer sushi, amanhã você prefere uma feijoada.
Somos seres indefinidos e mutáveis. Somos um mistério a nós mesmos, e muito mais a quem nos vê, quem busca nos conhecer e mergulhar em nossa alma.
Às vezes eu fico pensando: "Que estranha a vida! Por que ela é essa coisa tão grande, tão cheia de disponibilidades, mas que chega a aterrorizar justamente por ser imensa e por ter essa capacidade tremenda de nos meter medo e nos confundir tanto?"
Viver é complicado? O ser humano é complicado? O que é simples? O que é complicado? O que se pode querer do tempo? O que se pode querer de si mesmo? Procurar respostas é quebrar o encantamento da vida? Será que viver excede respostas? O sentido é viver, mesmo sem saber porquê?
Eu não sei, mas acho que não alcanço a vida. Eu sou uma viva perdida, quase morta, que não sei bem o meu espaço, a minha função e temo o futuro. Mas não é um temor que prende a respiração, que causa um tremor em minhas pernas. É um temor que me traz um frio leve ao coração, um desconforto calmo, uma leve pressão na cabeça.
Não sei bem o que estou escrevendo, dizendo, enfim... Porém a vida é algo pesado demais para os meus ombros, mesmo que eles sejam fortes e belos. A vida é tão pesada, mas não é um peso ruim. Quero dizer, é um pacote recheado de delícias, de cores bonitas, mas que eu não tenho tato para manusear tais coisas. Temo magoá-las, quebrá-las ou própria quebrar-me e ferir-me. O bom, se usado em demasia, pode ser prejudicial também. Sempre temi as feridas e as lágrimas, por isso me privo tanto da vida. Mas a vida pesa... E eu queria conhecer todo essa bagagem, desarrumar todas essas coisas e viver.
Ah! Hoje eu só queria falar muitas coisas sem falar nada concreto, correto ou lógico.
Só queria ser incoerente diante de um público que me ouviria calado, sem aplausos e acenos carismáticos.
Só queria ser incoerente a sociedade e coerente a mim mesma. Porque eu me importo comigo e minhas teorias baseadas no pulsar do meu coração.
A sociedade se importa com ela mesma, com a sujeira do seu próprio umbigo.
Hoje eu limpei o meu umbigo. Hoje fui coerente comigo.

(Erica Ferro)



P.s: Se antes eu tinha medo de expor minha loucura, minhas lamúrias, hoje não tenho mais. O Sacudindo Palavras é isso, é o meu sacudir de letras, de ideias loucas, de ideias minhas. Acima de tudo, o que escrevo faz sentido para mim. Quando faz sentido para outro alguém, é algo mágico e muito bonito. Mas não é a ideia principal. A ideia principal é despejar o que eu estou sentido, pensando e deveneando.
A postagem de hoje foi um devaneio, só mais um dos tantos que eu costumo ter e discutir comigo mesma. Acho que conversar sozinha não é tão ruim assim, é conhecer a si mesmo, é estreitar ainda mais o laço com você mesmo. O risco que se corre ao fazer isso é apenas te chamarem de louco ou de fato você enlouquecer. Risco bobo!
A lucidez é algo cansativo. Enlouqueçamos todos!
(...)
Propagandas:
1º Quem me lê, também lê Pensamentos Devaneantes.
2º Amanhã estarei no Divã Cor de Rosa, me leiam por lá.
(...)
Bom fim de semana!
Aquele abraço da Erica Ferro.

18 março 2010

Poesia de quinta


Inatingível te fizeram
Sobre um altar te puseram
Fizeram de ti um deus
O deus da soberba e da autossuficiência

Ninguém teve a audácia que tive
Ninguém ousou tirar a coroa dourada que repousava em tua cabeça
Ninguém quis te aplacar
Te enfrentar

Você não me mete medo
Não me reprime
Na tua cara eu cuspo
A tua autoridade não causa efeito algum em mim
As tuas regras, eu quebro
Nos teus mandamentos, desmando

Precisas saber que tua majestade é um erro
Que a tua autossuficiência é uma farsa
Que tua empáfia nada mais é do que medo e fraqueza disfarçados

De você, sinto pena
Pena que você nunca mereceu
Mas meu lado humanoide não foi congelado ao longo desse tempo
Por aqueles acontecimentos

A vida lateja em minhas veias
Dói
Incomoda
Mas é a certificação de que meu coração bate
E sim, ele ainda está inteiro

Você não me destruiu, falso cavalheiro!

(Erica Ferro)



P.s: Poesia de quinta? Sim, porque hoje é quinta-feira, não é? Se é de quinta, em relação a qualidade, só quem lê é que pode dizer. Para mim, são sentimentos maquiados e revolta de modo metafórico e indireto. Não há porque ser tão clara; às vezes se percebe tudo à meia luz.
(...)
Não disse que estava de volta realmente? Pois é! As coisas do blog, finalmente, estão em ordem: comentários e visitas retribuídas, voltei a acompanhar quase que fielmente os quase duzentos blogs que acompanho, enfim... Amo muuuuuito toda essa blogosfera, de verdade! Vocês me fazem muito bem. Só tenho a agradecer.
Aquele abraço da Erica Ferro.

17 março 2010

"Continue a nadar, continue a nadar...♫"

"Se a gente perder, que seja derrota suada, sofrida, roubada
De mão beijada nem a pau!
Se a gente ganhar, que seja vitória disputada, merecida, conquistada..."
(Jay Vaquer - Tal do amor)


O trecho dessa música fala muito ao meu coração quando a escuto. Deve ser por seu significado e por ter relação com o meu lado atleta. Tal do amor se tornou "a música" nas competições. Antes de cair na água, tenho que escutá-la e sentir uma onda de adrenalina correr por todo o meu corpo, fazendo meus pêlos arrepiarem-se quase que instantaneamente.
Quinta-feira passada, às 05:50 eu e mais quatro nadadores, amigos meus, estavámos dentro de um avião, rumo a Belém - PA. Nunca tinha entrado num avião e, claro, voado. Estava tão nervosa e tensa, que mal podia me mover na poltrona. E o resto do grupo se divertia com a minha tensão. Meu técnico, cortês como sempre, tentou me acalmar. Funcionou um pouco, mas não tanto... Depois de decolar, pude relaxar um pouco. Voar é realmente fantástico! A impressão que dá é que o avião mal sai do lugar. Imagina se não! Se eu não me engano, o piloto do avião disse, em certo momento, que estávamos a 800 quilômetros por hora. Não sei ao certo, mas... Que coisa, não?! E o que eu pensei naquele instante? Se esse avião bate, a gente morre na hora (risos)!
A verdade é que quando você viaja a primeira vez de avião, você tende a pensar em todas as tragédias áreas e, consequentemente, acha que a próxima será protagonizada pelo avião que você está. Eu sei, eu sou louca... Enfim, deu tudo certo. Até chegar em Belém, peguei três aviões. E haja conexões! Ou seja, andei de avião seis vezes. Que lindo!
Falemos um pouco do que me levou até lá. Parte da minha equipe embarcou para Belém (não poderam ir todos, devido a falta de passagens) competir o regional que as loterias caixa juntamente com o Comitê Paraolímpico Brasileiro organizam todo ano. O desejo? Só um: conseguir índice técnico para as etapas nacionais, que serão realizadas nas cidades de São Paulo, Fortaleza e Porto Alegre.
Eu estava muito nervosa, me sentindo pressionada por mim mesma e por quem esperava resultados expressivos de minha parte e acreditava em mim, mesmo que a pressão não fosse explícita. Eu tinha tido a chance de ir para Belém, mesmo com todo o sufoco para conseguir as passagens áreas. Tinham me dado esse crédito, e eu precisava honrar essa chance. Só que meus músculos não conseguiam relaxar, minha mente não se acalmava - eu temia não conseguir, temia o fracasso!
Na primeira noite, véspera da primeira etapa da competição, que seria no sábado, não consegui dormir logo. Eu precisava dormir, descansar, mas não foi fácil. Quando conseguir pegar no sono, era quase três da manhã, e eu precisava acordar às seis. Imagina como acordei!
A minha prova com mais chance de índice técnico era os 50m livre, mas essa prova só aconteceria no sábado à tarde. Pela manhã, só teria os 100m livre e os 100m costas, duas provas em que eu estou mais distante de obter os tais índices. Nos 100m livre forcei ao máximo, saí da prova com a sensação de dever cumprido, pelo menos ao que diz respeito às minhas marcas pessoais. Claro que ao longo da prova tive erros, ao que diz respeito a técnica do nado e tudo o mais. E é nisso que preciso trabalhar agora, e muito.
Os 100m costas, nadei tranquilamente, foi a primeira vez que nadei essa prova. O que viesse nela era lucro.
E veio a segunda etapa, o tal esperado 50m livre. Todo o meu corpo tremia, a pressão era muito grande, eu não conseguia me acalmar. Eu precisava conseguir o tal índice! A largada foi dada, eu caí desesgraçadamente na água... A saída mais horrível que eu já fiz em toda a minha vida, perdi muito tempo embaixo d'água, perdi a chance de conseguir o índice e saí da piscina com um nó na garganta, uma raiva de mim mesma absurda. E chorei... Chorei de tristeza, de raiva, de vergonha... Me senti miserável. Era a minha chance, e eu tinha falhado! Culpa de quem? Minha? Do meu nervosismo? São coisas que acontecem, disse alguém. É, infelizmente acontecem. Você treina tanto, coloca tanta fé em tal coisa, mas chega na hora e dá tudo errado. Não é a sua vez, não é A VEZ! E você espera a sua vez chegar, e que não demore. A raiva, a tristeza e a descrença em mim passaram. Não há mais nada a fazer, não se pode voltar ao passado e corrigir aquela saída. Não se pode!
"Continue a nadar, continue a nadar...♫". É isso que eu farei, continuarei a nadar, a treinar e a buscar os tais índices, o lugar mais alto do ranking.
Domingo nadei mal também, graças a uma dor de barriga desgraçada que deu em quase todos os atletas. Disseram que foi a carne do almoço, enfim... A prova dos 100m peito foi agoniante por isso.
Balanço geral dessa competição:
- Viagem super divertida, nunca estivemos tão unidos como dessa vez;
- Perdi mais ainda a minha timidez ao que diz respeito a fazer novas amizades e em me aproximar de minhas "rivais" fora da piscina;
- Melhorei minhas marcas pessoais;
- Me sinto ainda mais impulsionada a nadar e a crescer dia a dia como atleta;
- De qualquer modo, mesmo sem índice técnico obtido, é tão lindo olhar para as minhas quatro medalhinhas que consegui naquela piscina da UEPA. Duas de ouro e duas de prata. Ano que vem quero consegui-las numa etapa nacional!

Hoje recomecei meus treinos. A sede de melhorar só cresce! Que esse desejo, essa fome não se vá com o tempo. Preciso me mater firme no meu propósito!

"Vou dar braçadas, remar todos os mares do mundo!"

(Erica Ferro)



P.s: Acho que voltei definitivamente para o blog. A verdade é que eu não posso me reprimir por causa de gente estúpida que vem me criticar de modo anônimo e covarde. Críticas são sempre bem vindas, desde que sejam baseadas em argumentos convicentes e plausíveis. Me critique, mas não me humilhe. Detesto isso!
(...)
Preciso responder os comentários do post anterior; pouco a pouco faço isso.
Vocês estão bem, certo? Sentiram saudades de mim? (risos)
Um abraço da Erica Ferro.

04 março 2010

Pode vir

Não quero mais te fazer nenhum poema
Minha essência não te toca
Minhas rimas não alcançam a tua rica exigência
Não consigo iniciar, desenvolver e finalizar os meus assuntos
Meus atos são os mais bobos do mundo

Sou uma criança
Uma falsa escritora
Uma idiota que caiu nas amarras do seu sorriso
Que foi presa pelos seus ditos
E que fantasiou os não-ditos

Não tenho regras
Nem métricas
Nem rimas
Só sinto e escrevo

E, agora, que venham as críticas!

(Erica Ferro)



P.s: Podem dizer: "Erica, que milagre você por aqui!".
É, apareci mais rápido do que imaginava.
Não tenho muito o que falar, nem de modo claro e nem fantasiado. Aliás, fantasias são coisas que menos me interessam no momento. Até porque o carnaval já acabou.
Aquele abraço!
Até a próxima.

03 março 2010

Para você

Meus dedos começam a digitar pelo simples fato de querer me dirigir a você. Sim! Você que tanto ama meus textos, que se comove com a minha paixão e que beija o meu rosto pelo fato de eu fazer poemas tão ricos e cheios de sentido.
Você que já fez filmes hollywoodianos, estrelou peças por sua imensa capacidade de fingir.
No bilhar? És o melhor. Trapaceia como ninguém, mente o tempo inteiro, despudoradamente, pelo um prazer frio e ruim - pra alimentar seu o ego doente.
Olhe a sua manga. Cadê a carta que aí você escondia? Eu roubei! Você não contava com isso, não é mesmo? Não contava que eu pudesse te desmascarar, te arrancar a capa bonita, mas falsa que te encobria.
Infelizmente, você não conseguiu me enganar por muito tempo. Não o culpo, porque sua encenação de fato foi perfeita, como sempre é. Na verdade, a culpa é a minha por, infelizmente, ter uma visão além do normal. Enxergo no escuro. Não! Você, definitivamente, não contava com isso. Que pena! Você não deveria ter brincado comigo, não poderia ter me cutucado com vara curta. Eu te dei o bote!
Ajoelhe-se e reze, é o seu fim.
Acabou, pois nunca deveria ter começado por não ter verdade o suficiente pra ter um meio e um fim.
Infelizmente, você é um início de uma mentira que nunca terá uma continuação.
Será sempre uma obra interminada, um desejo de ser, mas a fraqueza das suas pernas te faz covarde e acomodado.
Mas olha... Você finge muito bem a força que não tem.

(Erica Ferro)



P.s: Apareceu a Eriquita, olê, olê, olá! ♫
As atualizações estão cada vez mais raras. Não me desculpo, porque sei que aqui tenho mais que leitores, tenho pessoas que se dispõe a sentir a minha alma e a me conhecer.
Quando tiver algo a ser exposto, desabafado, aparecerei.
Vocês, de algum modo, sempre estão comigo.
Agradeço àqueles que sentem um carinho sincero por mim. É disso que eu gosto: de sinceridade.
Um abraço da @ericona.